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(sem título)

lua nova
ciclicamente, amanheço e anoiteço em mim mesma. há o tempo de colher e o tempo de plantar, regar, entender o mistério da vida e da germinação. no recolhimento, com a absoluta escuridão de fora, vê-se melhor o que está dentro. a luz externa se apaga para que do lado de dentro as coisas façam sentido. pra que sejam sentidas, mais que compreendidas.

faz-se necessária uma instrospecção respeitosa. maré baixa, tempo de refletir.

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