arena

mulheres são óbvias. seres complexos, sem dúvida, mas absolutamente óbvios aos olhos de quem é semelhante. jogam o tempo todo, uma eterna batalha por sêmen. os homens não percebem, nunca. acham que estão sempre controlando e conquistando, eternamente iludidos nas teias femininas. há jogos de corpo para aquelas bem dotadas de corpo, jogos intelectuais para as mais dotadas de neurônios e jogos emocionais para as mais sensíveis. como se deram as regras deste jogo, se ele sequer é conhecido? regras hormonais, talvez. e os homens? são incompreensíveis, vistos através destes olhos de fêmea. atuam de estranhas formas. mistérios. gozozos, dolorosos. santíssima trindade, homens múltiplos.

(somos personagens de teatro? a vida é mais curiosa que a ficção. vejo clowns, máscaras por cima dos rostos.)

narcisistas precisam de um espelho, de mulheres que nada façam além de ecoar sua própria beleza (a deles). elas jogam com a vaidade deles, repetem o que eles dizem, perguntam, reforçam a imagem de que se parecem, são iguais na beleza. elas são superficialmente amadas por eles, pois essa relação jamais se realiza completamente. servem bem elas ao propósito deles de se sentirem poderosos; eles servem bem aos propósitos delas de se sentirem minimamente amadas (mesmo que sejam mero reflexo), contentam-se com migalhas. admiram, rastejam, querem sentir-se parte da vida daquele que admiram, querem o sêmen dele, do semideus.

confiantes não acreditam que são manipulados, e desejam mulheres fortes, tão fortes quanto eles. espelham-se nelas e sentem-se ainda mais poderosos por conquistar mulheres admiráveis, que não se mostram frágeis e nem tolas. elas sabem que eles precisam ver-se nelas, precisam da segurança e confiança, jamais se permitem ser frágeis. sofrem a vida toda em silêncio, frustram-se estoicamente, engolem e os odeiam profundamente a cada dia. quando eles quebram (e eles sempre quebram um dia), elas gozam e riem um riso amargo.

inseguros têm medo e raiva. sabem que são desprezíveis. mulheres deprezam homem fracos. mulheres cuidam de homens doentes como se fossem crianças, jamais homens feitos. homens devem ser fortes. elas são tão inseguras e frágeis quanto eles, temem homens fortes. mas precisam dos fracos para sentirem-se necessárias, fortes, alimentam-se disso. eles precisam delas para ter coragem, alimentar o fogo da raiva que supera o medo. elas testam os limites, eles fraquejam. elas pedem uma surra de homem, provocando, enfrentando. eles eventualmente transformam-se em homens, às vezes até matam. e elas eventualmente encontram um homem de verdade que as trate como fêmeas e aprendem a gozar.

quero todos nus, os personagens, todos eles.

homens não falam, fazem. mulheres simplesmente são. (ou assim devia ser, ah, devia!)

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