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março 2005 Archives

março 1, 2005

de volta e com a corda toda (revival)

eu estava aqui presa no limbo offline. não que faltasse acesso à internet, faltava o bookmark, sem o qual não sou nada. já expliquei: minha memória é seletiva e só mantém o que interessa MUITO. o resto vai direto pro /dev/null. se é vocês me entendem.

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assisti mulher-gato, e que coisa mais ou menos, hein? o que salva o filme é a roupa dela e o corpão da halle berry (ela tem nome de fruta? é isso?).

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vi também o oscar e achei tudo o máximo, mas o melhor de tudo no mundo é o prince e aquela cara de bicha que caiu da mudança. ele sempre tá com cara de bicha que caiu da mudança, reparem!

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ainda sobre o oscar, eu não sei o que é pior: a globo e aquela doença do BBB que aparece feito assombração no meio de todos os programas ou a TNT com aquela tradutora imbecil. podiam passar o oscar sem intervenção em outro canal. é melhor entender só parte do que se diz do que não entender porra nenhuma, graças à transmissão de merda.

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BBB: sim, eu assisti uns pedacinhos na casa da minha mãe. e a pergunta não quer calar: que MERDA é aquela? como é que pode tanta gente vendo e ouvindo tanta merda? como diziam antigamente, meu ouvido não é penico, não me rendo à "voz do brasil" porque o brasil surtou. não vejo, não vejo, não vejo. vou jogar videogame, pelo menos desenvolve as habilidades motoras.

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e minha mãe explica porque todo mundo adora BBB e assiste: "tem a bicha inteligente, tá todo mundo torcendo pra ele! o médico metido se ferrou e a pretinha fofoqueira vai pelo mesmo caminho. a comunidade gay toda se uniu pra ajudar a bicha no BBB, é o máximo!". tá? e eu perdendo essa magavilha.

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o meu cabelo tá cor de ameixa, que nem o esmalte. chique demais.

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fiz um teste sei lá onde na internet e diz que das personagens femininas de quadrinhos eu sou a betty boop: doce e safadinha. ui ui ui!

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fomos pro ampgalaxy no aniversário do fer, e ficamos 2 horas. fugimos prum franz café, porque concluímos que festa da fiRma (arraste bem o erre aqui) em ambiente descolado é surreal demais pra nossa cabeça. a menina do administrativo flertando com o clubber de tênis da puma é demais até pra mim.

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ah: a mulher-gato tá lá em casa desde quinta. alegria da locadora, ahn, ahn?

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eu tou de dieta, preciso emagrecer nada mais nada menos que 20kg. alguém podia me fazer hibernar e me acordar em 6 meses ou 20kg depois, não é mesmo? mas não, a vida não é boa para os gordos. gordos têm que sofrer. diz que pobre é que nasce com karma pra pagar, ou que é espírito jovem, essas coisas, né? não, não. isso é privilégio de nós, gordos, que vemos todo mundo comer batata frita e tomar chopp e temos que comer cenoura ralada e tomar água. meu humor vai piorar consideravelmente nos próximos meses, aviso.

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a gente vai casar!

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decidi comprar um daqueles aparelhos de depilação com cera quente, pra depilar em casa. minha depiladora sumiu e eu não me sinto bem abrindo as pernas pra qualquer uma, entendam. o bom mesmo é que eu vou poder ameaçar o fer, caso ele me irrite. imagina aquela cera quente nas pernas peludíssimas dele, na calada da noite? ele nunca mais vai brigar comigo. humpf!

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a minha sobrinha julia disse que a mãe foi "pedalar" no sábado. depois de muitas perguntas ela mostrou a virilha e disse que puxava os pêlos e... AHHHNNN, foi DEPILAR. é genético, sim.

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eu esqueci meu celular na gaveta do banheiro, alguém pode me indicar um geriatra, por favor?

vegetais amigos (revival)

uma receitinha, pra provar que mesmo de dieta a gente pode comer minimamente bem. os vegetais são amigos do infeliz em dieta, eles nos ajudam a passar os meses de privação com mais felicidade. obrigada!*

berinjela da minha avó
2 berinjelas grandes cortadas em quadrados de + ou - 2cm (com casca)
3 abobrinhas médias cortadas do mesmo jeito
2 tomates cortados do mesmo jeito
2 cebolas cortadas do mesmo jeito
2 dentes de alho picados em fatias finas
orégano, sal e azeite (pode ser pouquíssimo, pode ser muito -- depende da pança que você tem a perder ou preservar)

coloque todos os pedaços e temperos misturados numa forma que vá ao forno e que caiba tudo que você cortou. cubra com papel alumínio e leve ao forno forte por 1h. tire o papel alumínio, misture de novo (vai estar tudo assado, com caldinho, uma coisa boa), ajuste os temperos e volte ao forno por 20-30min. pode ser comido quente ou frio, como acompanhamento para comida, salada ou como entrada, com pão (o melhor!)

dica imperdível! (revival)

se você não tem filhos ou sobrinhos, provavelmente não sabe do que eu vou falar, mas acredite: é muito legal. assisti a algums trechos do DVD da turma do cocoricó e fiquei fã.

é muito bem feito e com músicas geniais, mas o episódio mais legal de todos é o do cocô. são todos bonecos muito bonitinhos, e neste trecho o astro é um cocô bem melequento e nojentão cantando um blues bem triste, acompanhado dos verminhos ou minhoquinhas que o adoram. minha sobrinha AMA e nós adultos rolamos no chão de rir com o episódio. recomendo pra todo mundo que tem crianças (ou não :D)

turma do cocoricó, DVD.

PROCON urgente! (revival)

então, e eu sempre achei que a clarah averbuck era a maior linda da paróquia. eu vi umas fotos UAU! no site/blog dela, e as pessoas falavam, e ai meu deus, que ela é o máximo e tal e coisa (tou falando da aparência, a literatura é outra história, comento depois).

pois eu tou zapeando e vejo a marília gabriela (que tá mais jovem que eu -- mais bonita ela sempre foi) entrevistando uma moça meio vesga, com cabelo (mal) esticado de chapinha e no máximo engraçadinha. o fer, bonzinho:
(ele) olha lá a amiga do paulo! (hehehehe)
(eu) quem? quem é essa?
(ele) a clarah!

e eu fiquei uns 15 segundos espantada. vêem como é esse negócio de propaganda enganosa? a pessoa fica decepcionada por tão pouco. se eu não tivesse ouvido/visto tudo o que vi, era capaz de achar ela bonitinha...

--

sobre a literatura: eu comecei a ler o primeiro livro da clarah lá na casa da paula. entediei nas 5 primeiras páginas, li de 2 em 2 páginas, depois de 5 em 5 e assim vai. acabei em 20min, e acho que foi uma boa relação custo-benefício.

roda da fortuna (revival)

tinha mania de me dizer pollyanna e ver sempre o lado bom das coisas, como se isso fosse de alguma forma bom. descobri que (1) não sou pollyanna nem nunca fui e (2) ver só o lado bom das coisas é um retrocesso, não se aprende nada na vida.

minha mãe diz que quando eu nasci e minha madrinha (mãe de santo) foi conferir meu santo, explicou que eu era filha de xangô, significando que eu conseguiria tudo o que quero na vida. convenhamos, isso pode ser bom ou péssimo... sabe aquele ditado "cuidado com o que deseja"? pois é. independente da crença nos santos ou não, sempre me senti forte e vitoriosa, e percebi de onde vinha a auto-imagem de pollyanna: de um forte senso de justiça que nasceu comigo (e que aliás, é atribuído também a xangô, coincidência ou não).

jamais consegui me considerar injustiçada pelos reveses da vida. não é exatamente o caso de encontrar coisas positivas nos azares, é mais perceber que todas as coisas ruins que aconteceram tiveram minha contribuição, de um jeito ou de outro. quando as coisas vão mal, paro pra pensar e tento ver onde foi que eu contribuí para o erro, procuro oportunidades de melhorar a mim mesma, ao invés de culpar os deuses ou aos outros.

é verdade que parte dessa busca certamente é a pretensão de ser perfeita, o que não é das coisas mais saudáveis. além disso, constantemente me vejo dando menos peso às sacanagens alheias do que devia, tentando trazer pra mim mesma a responsabilidade pela falta de caráter dos outros. não faz mal, eu aprendo também com isso e sei que um dia chego a um balanço.

fato é que não, eu não sou otimista em excesso, sou é maníaca por justiça, e acredito que tudo o que sofremos (bom ou ruim) é absolutamente merecido, necessário e conseqüência dos nossos atos. acredito que quanto melhor eu for para o mundo, melhor ele será pra mim. acredito que procuramos nossos carrascos, sim, e também procuramos nossos redentores. não há escolhas certas ou erradas, há escolhas possíveis num determinado momento, com todas as implicações futuras. amadurecer, acho eu, é encarar de frente as contrapartidas das decisões que tomamos -- ah, e como é mais fácil culpar os outros, o sistema, os pais, a vida, não?

o mundo não me deve nada e os pecados que paguei foram bem pagos. a verdade é que nunca tive vocação para sofredora e me inscrevi pra outro papel nessa peça -- o de trapezista!

liberdade (revival)

houve uma época de muito barulho e bagunça, de muitas gentes na minha vida. eu saía, badalava, pulava e saracoteava feito uma doida, minha casa era praticamente uma pensão. não digo que me arrependo, mas passou. fico feliz com as mudanças -- como aliás é da minha natureza.

hoje em dia sinto um prazer imenso em ir pra casa cedo, em ver minhas plantas e flores, regá-las quase todo dia (principalmente nos dias de calor) e vê-las crescendo, tomando espaço na varanda. fico feliz quando não tenho nada pra fazer além de ficar batendo papo com o namorado, rindo de programas da tv ou cozinhando com ele.

quando as visitas vêem, gosto mais delas; a saudade tempera aquelas poucas horas. e, sim, devem ser mesmo poucas, já não tenho mais humor para longas visitas, longos programas. sinto falta de mim mesma quando há muita gente e muito barulho. fiz as pazes comigo e com minhas coisinhas, com meus pensamentos.

achava bobagem a frase "se encontrar", referindo-se a si mesmo. parecia uma coisa tão banal, como se sempre tivesse conhecido e estado comigo mesma. descobri que os outros (e o espelho) nunca me trouxeram até mim mesma, como por tanto tempo acreditei. só olhando pra dentro, e não pra fora, é que nos encontramos. essa viagem é difícil, sim, mas é reconfortante. não é mais preciso a presença física de mãe nem pai, namorado, filhos ou amigos para se sentir feliz. quando nos sentimos felizes sós é que percebemos que as pessoas todas são uma dádiva, e que só desfrutamos disso completamente quando estar acompanhado de alguém já não é mais fator determinante da nossa felicidade.

a independência é genial, ela torna a dependência voluntária e, portanto, deliciosa.

março 2, 2005

a pergunta que não quer calar (revival)

gente, vocês realizaram que faltam só SEIS DIAS para o meu aniversáro de TRINTA E TRÊS anos? não é o máximo? é no dia da mulher, não esqueçam, 8 de março; porque eu sou chique e nasço no meu próprio dia.

a quem interessar possa, segue a lista de "desejos de aniversário":
- DVD do rei leão (da disney!)
- uma planta qualquer, pra morar na nossa varanda (não vale daquelas que morrem depois de 2 dias!)
- meias soquete novas (brancas)
- um multi-processador daqueles que lavam, passam e espanam
- 1 ano de manicure e pedicure pagas :D
- qualquer DVD do monty phyton ou do jerry lewis
- livros de culinária, nham nham
- guardanapos coloridos, daqueles grandões
- "a coisa" do stephen king
- perucas!

mas se você mandar parabéns por email ou telefone eu vou ficar feliz também :)

genéricos (revival)

alguém me explica o que leva músicos consagrados a regravar mediocremente músicas já consagradas nas vozes/instrumentos de outros?

essa semana escutei a paula toller (kid abelha acústico) cantando aquela música do "claudinho e buchecha" (é com "u"?). eu adoro a música, acho uma delícia de dançar e tal, mas a paula teve a manha de transformar uma música bobinha, feita pra dançar, numa cópia um pouco mais pretensiosa e sem suingue. pra quê? eu não entendo.

mesma coisa vale pra gal costa: alguém mais precisa MESMO gravar "chega de saudade"? seria até legal, caso fosse uma super interpretação, mas convenhamos? é só mais ou menos.

um exemplo de regravação que tem sentido, pra mim, é o caetano gravando os cafonas e até bob dylan. ele de fato relê a música, faz do jeito dele, goste você (e eu) ou não. a gravação dele de billy jean é sensacional. outro exemplo de intérprete inteligente era a cássia eller. as músicas do legião ficavam mais legais nas versões dela do que o original.

enfim, ninguém precisa concordar com minha visão de quem faz bem as releituras, a questão é: se for pra fazer pior, pra que fazer?

big fish :) (revival)

olha eu (nós, aliás...):

A Pisces cannot live without lies and treachery. They often get so wrapped up in their own tall tales that they can easily forget which of their stories are true and which are not.
A Pisces constantly contradicts herself, and is always trying to wriggle out of a lie somebody has called her on. She will generally not profit from such fruitless tasks, but that's fine by her - she's doing it for the art.

Additionally a Pisces loves nothing more than to stick her nose into someone else's dirty laundry. Pretending to be a self-taught psychoanalyst she will pry into people's secrets, which she will later manipulate and trade through her own self-styled network of spies.

Incapable of working, or for that matter doing anything remotely useful, a Pisces has no interest for aquiring such abilities. Forcing her to do so is nearly impossible - she will simply wriggle out and disappear.

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vi aqui, conferi lá. o mais engraçado é que o HER que aparece no texto é assim mesmo, eu não adaptei. ou alguém conheceu uma monstra de peixes :D ou piscianos são essencialmente femininos :)

deixe estar (revival)

escutei hoje essa música no rádio, e achei muito legal -- de marina lima e antonio cícero.

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deixe estar, vai passar
com sorte, tudo, tudo vai ser breve
essa angústia no seu peito
e no meio
essa falta ardendo em minha pele

porque nós dois nos cruzamos com pressa demais
e foi tudo intenso e veloz
nos amamos, meu bem, só que em pistas opostas
e sós

deixe estar, vai sarar
com sorte, quase sem deixar saudades
o repente do mergulho
bem no meio
da represa da felicidade

mas se você resistir, e teimar e fugir
não se assuste se tudo enguiçar
a engrenagem do amor pode ser traiçoeira
e vingar.

março 3, 2005

novas (revival)

pelo amor de deus, alguém pode abater o simoninha a tiros? o que é aquela música que ele canta "répi háuêRR"?! eu quero morrer de vergonha alheia.

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gente, um depoimento essencial: comprei o depilador de cera quente, e funciona maravilhosamente bem. me senti absoluta e poderosa quando depilei minhas próprias pernas e ficou perfeito. me senti LIVRE! eu não dependo mais de depiladoras sádicas! yes!

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ando com dificuldade crônica de acordar cedo. mais que o normal, I mean. acho que o prazo de validade aqui já foi. venci.

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eu tou adorando dirigir de novo, principalmente com o peugeot 206 (que eu amo). o problema é aguentar os motoristas surtados que sofrem de esquizofrenia -- lembram do pateta, que virava um monstro quando entrava no carro? é isso. credo em cruz.

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e o chico buarque com uma garotona? ó, pode ser o chico e tal, mas eu acho a coisa mais cafona esses tiozinhos (vôzinhos, vá) se agarrando com moças de 20 ou 30. bem, pelo menos já sabemos que o chico é igualzinho a todos os outros homens da face da terra :D

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sabem aquela piada, do cara que tem que escolher entre 3 mulheres e faz um teste? ele dá 1.000 dólares pra cada uma e deixa fazerem o que quiserem com a grana. a primeira gasta tudo com ele, compra coisas sensacionais que ele sempre quis; a segunda gasta tudo com ela mesma, lingerie sexy, cabelos, etc, pra ficar o máximo; a terceira investe a grana pra ele e dá o maior lucro. sabe com qual ele fica? .... com a que tem a bunda mais gostosa. entendeu?

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resolvi tirar férias aqui em são paulo, ficar à toa umas 2 ou 3 semanas, aproveitando tudo o que não aproveito quando estou aqui. economizo uma grana e ainda conheço mais minha cidade (além de ter tempo pra mim mesma)

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não adianta: eu acho a cicarelli com cara de retardada mental. na foto e de boca fechada ela é passável (estática). ela falando, se movendo e principalmente sorrindo é de atirar uma granada. não adianta vir com essa de que ela é gostosa -- foda-se. azar de quem acha mulher bonita só porque tem corpo bom, só lamento.

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eu tou usando uns brinquinhos de flor que são a coisa mais fofa. o fer disse que parece que veio no doce (lembram quando vinha anel naquele doce de maria mole em formato de sorvete, com casquinha e tudo?) mas eu gosto.

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diálogo recente entre ele e eu:
(eu) amore, eu tou tão gorda... (chuinfs) que merda!
(ele) ah, que nada, meu anjo... você tá linda!
(eu) TOU NADA! eu tou é gorda!
(ele) não, que nada. você tá... FORTINHA!
(eu) --silêncio + bico--
(eu) ABUÁÁÁÁ!! fortinha é pior que gorda, eu quero morrer!
(ele) *rindo e tentando abraçar* não chora, minha fortinha linda!

depois ninguém sabe porque tem tanta mulher que envenena o marido...

março 4, 2005

oh dia!

e o provedor perdeu meus posts de dois ou três dias inteiros... justo nessa época que eu tenho escrito feito louca. não é uma sacanagem?

enfim, vou colocar em prática uma teoria criada ontem: neurônios são limitados, então vou usá-los com parcimônia. tem solução ou vale a pena matar os coitadinhos? não? então deixa pra lá.

deixa eu lembrar os assuntos que eu coloquei por aqui nos últimos dias: cicarelli, mulheres de bunda gostosa, meu aniversário, eu fortinha, perucas de presente, filosofia de botequim, senso de justiça.

não é tanta coisa assim, ok, mas era meu! e eu tou pagando! humpf.

niquiqui...

just in case: se alguém copiou os posts de ontem, por favor me envie que eu publico de novo aqui, diretamente do mundo dos mortos.

os revividos abaixo são obra do pau-pra-toda-obra (ops!) gui. love you!

março 8, 2005

3.3

Cambada, Gui no comando: tão esperando o quê pra dar Feliz Aniversário pra distinta?
Tá tudo funcionando de novo, e em tempo. Andem! :P

março 9, 2005

o novo ano, a mulher de sempre

bem, meu ano começou ontem, vocês sabem. como não podia deixar de ser, ele começa no dia internacional da mulher, que é o dia mais apropriado para minha pessoa ter nascido.

se você chegou agora e não me conhece, ou passa por aqui sempre e tem a impressão que me conhece mas não me conhece, eu vou ajudar:

sou aquela mulher que recebe todos em casa com comidas pra todos os gostos, café, bolos, louças e talheres; daquelas que têm guardanapos lindos e vários tipos de jogos de mesa, artefatos sofisticados para cozinha, itens únicos de decoração e muita cor. minha casa é bonita, com muita personalidade, é aconchegante e tem lugares para sentar, vários. minha mesa é grande, com todos sentando perto, conversando até que seja hora de ir. você vai querer voltar, muitas vezes.

sou a que tem crises de raiva e ciúme, que grita e xinga, mas posso ser pior: a que ironiza, faz pouco e destrincha todos os seus piores defeitos e medos. a que manipula os diálogos e faz você se contrariar e desdizer o que disse, com a frieza típica das mulheres tristes.

e há também a que desliza como água e diz tudo o que você sempre quis ouvir -- e é sincero -- e faz exatamente o que você desejou, nos mínimos detalhes. sou a que realiza seus sonhos, faz você se sentir perfeito/a e ama você além de todos os limites já impostos. sou a que fala no seu ouvido com uma voz que dispensa o sentido das palavras. sou a sedução encarnada, sem fazer esforço, sou eu completamente.

sou a que sonha acordada e dormindo, que ri sozinha e canta todas as músicas que você puder lembrar. brinco com as crianças como uma delas, esqueço que fiquei adulta (elas também nem se lembram) e me deixo criar e rir, retorno a mim mesma, continuamente.

e existe, à espreita, a mãe que carrego em mim. a que controla e manda, que se preocupa. procuro roupas sujas, arrumo os cabelos despenteados e abraço de quase matar de amor. amor maior que o mundo e o medo de deixar as coisas irem embora.

e dispersa, durante os minutos livres do dia, sou puro prazer, silêncio, cores e cheiros, sabores, tudo o que não é racional. sou assim nas horas pré-sono e na madrugada; quando durmo; ou quando me mantêm acordada.

e sou mentirosa compulsiva, não acredite em nada do que eu digo, viu?

e falando em dia da mulher...

semana passada eu ia pra terapia no fim do dia, felizinha, e o marido liga avisando: "baby, tem jogo do são paulo, e -- você sabe *hehehe* -- são paulo é o brasil na libertadores, eu vou assistir com o povo do trabalho. vamos?".

que dúvida cruel... bar, homens vendo futebol, e nem é meu time jogando. o que eu fiz? fui lá, afinal eu estava com o carro, tava com saudade e tive uma certa curiosidade antropológica, confesso. mas nada do que eu pudesse ter pensado se compara ao que aconteceu.

cheguei ali numa das esquinas mais movimentadas do quadrilátero gay, mas o local é bofíssimo e "point" de gringos (não vou citar nome pra não fazer propaganda, mas vocês sabem onde é, né?). um segurança gorducho e de mau humor me dá uma comanda e me olha da cabeça aos pés e eu entro já um pouco tensa.

as únicas mulheres do local eram as garçonetes, todas com cara e roupinha de domésticas e adorando ser cantadas e bolinadas por gringos bêbados. não percebendo presenças femininas relevantes nas imediações me senti ameaçada e corri pro colo do marido, que estava no meio de dúzias de homens com camisas do time, gorrinhos do time e copos de cerveja nas mãos.

sentei no balcão, exatamente atrás das costas dele, escondida. olhei melhor ao redor e vi muitos homens feios: gordos com ternos deselegantes; nerds com roupas horríveis; bonitinhos disfarçados de guardadores de carro e assim vai. agarrei mais ainda o braço e me concentrei na TV, esperando o tempo passar. ele me diz "ali no balcão tem umas coisinhas de comer, amore, com pãozinho... aproveita e janta". ok, lá fui eu pegar meu pratinho; tinha frango com curry e linguiça frita. pulei a linguiça e peguei um pouco do frango (cor indefinida, o local mal tinha luz para ver o rosto das pessoas) e pão, fui pro local seguro. primeira garfada e quase morro engasgada: pra que tanta pimenta? pra que tanto sal?! por que homens têm mania de sal, meu deus? e isso é JANTAR?

ok. 2 litros de coca-cola depoi, resolvo pedir alguma coisa do cardápio mesmo, afinal a fome apareceu. pedi uma torta de frango com champignons (que era boa, mas salgada que só o diabo) que foi devidamente devorada pelo marido, claro. eu fiquei ali, bisonha, caçando os franguingos e cogumelos na torta enquanto desviava dos perdigotos dos torcedores enfurecidos.

completando o cenário do inferno, tinha um gringo bêbado atrás de mim. o fulano torceu contra o são paulo o tempo todo, irritando os brasileiros que, de vingança, vinham atormentá-lo quando o time da casa fazia gol. imaginem minha situação: quando o são paulo perdia eu ficava ouvindo o gringo fazendo fusquinha e falando merda; quando o são paulo ganhava eu era cuspida e gritada junto com o gringo, graças à proximidade física.

a coisa toda já estava ruim o suficiente enquanto estava "the strongest 3 x 2 são paulo", mas sempre pode piorar. veio o gol do empate no último minuto, e a macharia toda do bar se virou na minha (do gringo) direção, urrando, pulando, se balançando e ameaçando de boca aberta. por longos segundos me senti no discovery channel, naqueles momentos de ataques de grupos de babuínos enfurecidos e quase fiz xixi na calça.

quando o fôlego dos trogloditas acabou, agarrei o braço dele, tremendo, e pedi: "amor, eu preciso ir prum shopping ver vitrines, urgente; estou com overdose de testosterona!!". ele riu muito, achou que era piada e ignorou meu pedido (não era).

adotei então a estratégia do desespero: "vamos embora porque eu tou com dor de cabeça?", e fomos. pedi pra parar na farmácia (aspirina, sabe como, sempre falta) e fiquei ali na seção de cosméticos, xampus e esmaltes, recuperando as forças da progesterona. aos poucos, senti o mundo voltar a fazer sentido e fomos embora.

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e aqui entre nós: o que é um time de futebol boliviano que se chama "the strongest"?! só homem mesmo...

animaizinhos

eles todos, quando morrem, renascem imediatamente como filhotinhos. é por isso que eles se vão: porque o mundo precisa de animaizinhos bebês.

pelo menos é o que diz meu pai diz, e eu acredito.

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temos mais um bebê no mundo, é verdade, mas esse aqui deixou saudade.

março 10, 2005

obrigada, são judas tadeu!

depois de perder todos os posts de 3 dias especialmente verborrágicos eu fiz promessa pra são judas tadeu, o santo das causas perdidas. e ele atendeu!

a liu, o guto e o norbies tinham meus posts, graças a esses devices geek que eu não entendo mais, mas que abençôo do mesmo jeito. muito obrigada, cyber-anjos :D

mas o agradecimento mais especial vai, é claro, para o meu admin multimídia, o gui. obrigadíssima, baby!

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ah, sim: e vocês podem ler de novo (ou ler pela primeira vez) as bobices de início de março, tá tudo na data certa e com um "(revival)" indicando o que voltou do limbo -- leiam principalmente a lista de presentes :D

or-CU-t

gente, e o que é aquela mulherada do orkut que:

1) não coloca idade
2) coloca fotos que nem os amigos reconhecem -- você lê os scraps e tem coisas tipo "nossa, como você tá bonita nessa foto!", o que quer dizer "você não é tão bonita assim ao vivo, ahn?"
3) colocam looongas descrições, geralmente cheias de palavras bonitas e fru-frus, poesias e ai-meu-deus

não é de mandar chicotear todas?

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pensando bem... é como na vida real: tem que ter mulheres assim pros homens idiotas correrem atrás e deixarem a nós, mulheres poderosas, em paz :D

março 14, 2005

para quem ama os bichos

um texto do paulo, uma despedida (ou um até logo!) para o candide. se você não é cadastrado, se cadastre -- os textos do paulo valem a pena.

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o meu pequenino pixel já está velhinho, e demonstra sinais do tempo. ele talvez tenha que passar por uma cirurgia em breve, depende do resultado do ultrassom que faremos. acho que já me sinto preparada para o que vier, inclusive para o inevitável adeus -- eles vivem pouco, ou menos do que gostaríamos. no entanto, discutindo o assunto com o fer, chegamos a uma conclusão boa: nossa missão, com os bichinhos, deve ser amá-los e fazê-los felizes no tempo que eles estão aqui. se nós os amamos e damos a eles o melhor que podemos, cumprimos nossa missão e devemos somente agradecer por recebermos o amor puro desses pequenos milagres. que venham os novos anjinhos, a gente vai continuar dando amor e cuidado e muita comida pra eles :)

ainda no espírito de 8 de março...

... eu tenho uma perguntinha pros advogados de plantão: mulher sem parte de cima da roupa é atentado ao pudor, certo? que eu saiba, pode até ser presa, a coitada. mas os marmanjos com aquelas barrigonas indecentes, pelancudas, com os pneus dobrando por cima do cós da calça (ou bermuda -- tanto faz), não tem problema nenhum, né?

semana passada, um calor senegalesco aqui em são paulo, passo ali pelo ipiranga e vejo um fulano todo largado, de chinelo, bermuda suja, meio careca, suadíssimo, com uma barriga no-jen-ta exposta ao tempo. sabe aqueles rolos de gordura que ficam caindo ao redor da cintura? tudo visivelmente pegajoso?

eu prenderia o cara por atentado ao pudor, sim. aquilo é mais feio que encoxar a mãe no tanque. juro que preferia uns peitos modestos de mulher -- por pior que sejam, são melhores que barrigas flácidas de marmanjo peludo e suado.

março 15, 2005

fotinhas

em penedo, no carnaval, meu pézinho na água congelante:
meu pézinho!

lá em casa, os monstros adormecidos (ou quase):
os monstros

nosso carpet shark mais dengoso:
jaws

didi espantando o pixel -- "sai daqui, ô!!!":
sai, ô!

março 16, 2005

homenagens

eu e fer fomos para penedo no carnaval, mas não esquecemos das amigas, isso nunca! como prova do nosso amor, trouxemos fotos em homenagem a duas amigas queridas:

vaca1.jpg
essa é para a fal, que manda as pessoas irritantes pra puta que o pariu com a mesma calma e empáfia da vaquinha acima.

vaca2.jpg
e essa é para a amiga ângela, uma foto artística, com a vaquinha posando linda e loura ;)

nós não somos cuti-cuti? :D

ops.jpg
(em penedo, mês passado)

BAZAR DAS PULGUENTAS

vocês querem ficar lindas...

... e louras...

... como eu? :D

então participem do nosso BAZAR! todAs estão convidadAs, aqui vai o texto oficial (ui!):

simone, zel e tina convidam...

Porque a gente é f..., mesmo quando a liquidação acaba, o dinheiro acaba, a vontade de ter coisas novas... Essa não acaba nunca! Por isso, dia 19/03, às 15h, a gente tá esperando você na casa da Simone, trazendo consigo tudo aquilo que tem, está em bom estado, mas você não quer mais: roupas, sapatos, livros, cds, discos, biju, etc... Venha correndo!

Alameda Campinas, 541, apto 11
Jardim Paulista – 01404-000
55 11 3171 3387

:.:.:.:

Funcionará assim: você circula, olha o que as outras trouxeram e investe numa troca: aquilo que te interessou por algo que você trouxe. Simples, não? Traga alguma coisinha para contribuir com o chá da tarde. Pode ser um bolinho, bolachas, refri, suco, torta... Aquilo que não for trocado por nada, pensamos em doar para a instituição. Que tal?

**

todas convidadas, certo? sem desculpas, vamos lá!

sim, os outdoors!

aproveito o ensejo (ahn, ahn? uuuuhhh!!) e pergunto a todos -- o que são os outdoors que andam aparecendo pela cidade, amarelos que só o capeta? o desse mês tem os seguintes dizeres:

SIGNO: peixes
ELIS REGINA

mês passado era SIGNO: AQUÁRIO / TOM JOBIM -- serão os astrólogos querendo dominar o mundo com mensagens subliminares?

**

btw, eu vi sim os outdoors que o marcorélio menciona, e tinha um escrito "chulé no pé é o diabo lúcifer". juro por deus.

março 18, 2005

a louca da foto

eu odeio sair em foto com gente mais bonita que eu, porque ninguém presta atenção em mim. e se presta, é pra reparar como eu sou "simpática" ou coisa assim. é o caso dessa foto com o gui:

as pessoas geralmente comentam "ui, quem é o gato?" e eu dou a ficha, claro, como boa bi amiga. mas sabe que dessa vez teve um comentário legal? disseram que eu sou "rosinha" :D e eu sou mesmo!! fico rosada/vermelha por qualquer coisa, como boa branquela. já desisti daquele look gótica, porque não me dou bem com pankaque e rímel/kajal (fico com cara de guaxinim, já que esfrego o olho o tempo todo), então assumi essa carinha de bêbada louca, mesmo.

e o que acontece comigo, que eu saio SEMPRE com cara de psicopata nas fotos, meu deus?

hoje é O DIA MAIS FELIZ

eu escrevi um "testimonial" no orCUt pro gabis, aproveitando que hoje é aniversário dele -- sabe, às vezes a gente tem vontade de verbalizar o que sente, e é tão difícil! eu escrevi assim: gabriel é especial, não pela inteligência, cultura, poesia e bom-humor. ele é especial porque tem daqueles amores que mudam, transformam e ficam cada vez melhores. eu o amo tão profundamente que já não sei mais o que é meu e o que é dele. já nem tenho mais tanta saudade, porque sempre que preciso, vejo ele aqui comigo.

o gabis é amigo da vida toda, daqueles que fazem a gente ver o melhor e o pior de nós mesmos. e isso é tão bom! seja pra ficar cada vez melhor, seja pra dar uma polida no que não é lá essas coisas.

sinto saudades, meu amor. te amo como sempre!

rua da fraternidade

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hoje é também aniversário do meu primogênito, o pixel. é claro que ele tinha que ser pisciano; é claro que ele nasceu no dia do gabis e é seu sobrinho furão preferido! eu amo essa coisica pequena como amei poucos nessa vida. ele me deu tantas alegrias que eu não tenho como agraceder nem a ele nem a qualquer entidade pela sorte de tê-lo encontrado. animais são presentes para o espírito e o coração.

carinha de furão

linguarudo!

zzzzz

março 21, 2005

as boas novíssimas

então, e hoje eu vou pedir demissão (é um hábito meu, sabe?) e tou apavorada. e se me obrigarem a dizer a verdade? eu detesto ter que ser sincera a respeito da mediocridade alheia. juro.

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eu ainda não aceitei formalmente a proposta de novo emprego que recebi, mas decidi só pensar nisso depois que a minha saída estiver certa e puder tirar meus dias de férias. quero ter tempo de curtir a mudança -- o que é, aliás, o melhor da vida.

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o pixel melhorou MUITO -- ele estava com intoxicação. não sabemos ainda a qual substância, mas é bem provável que seja de jornal. acreditam? jornais não são bons pra forrar lugares onde ficam animais, por favor prestem atenção, não cometam o mesmo erro que nós.

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ficamos até 2 da manhã jogando culdcept e eu tou podre. e perdemos.

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em compensação, vimos robôs na sexta, é MUITO legal. o robô vermelho (manivela?) é o máximo.

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já pensando no próximo provável emprego, comprei umas calças sociais e até uma camisa de mocinha. é incrível como uma simples cobertura engana sobre o conteúdo, não?

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o bazar foi uma delícia! fiquei com umas blusinhas lindas e um casaco muito muito legal. foi divertido trocar coisas -- juro que é melhor que comprar. (jamais pensei que diria isso!)

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mês que vem começa a pós e acaba a moleza. mal posso esperar :)

março 22, 2005

revolver

no sábado, sozinha em casa, revirei roupas, sapatos, livros e CDs para o bazar; procurava coisas que já não queria mais (encontrei), mas não esperava também achar coisas das quais eu não quero me desfazer, representadas em roupas, sapatos e coisas. talvez o apego ao que é físico (fiquei pensando) seja nada mais que uma âncora no mundo de fora ligada ao que temos medo de perder no mundo de dentro.

peguei vestidos que já não me servem -- seja pelas medidas, idade ou mesmo mudança de estilo -- e separei sem muita dor. no meio deles achei um vestido azul de florzinha e babados. um vestido lindo que, quando serve, me deixa com corpo de preta cubana: viro uma Mulher com letra maiúscula. mas ele não foi sempre meu, ele era de uma mulher bem diferente de mim. ela é leve, feminina, toda em tons cremosos. nela o vestido ficava pura primavera e pernas.

ela me deu o vestido, de presente, como quem oferece um pouco de si. durante os muitos anos da nossa convivência eu aprendi, lentamente, a ser um pouco mais feminina, mais doce -- com ela. gosto de pensar que ela, por outro lado, também aprendeu comigo um pouco da exuberância do verão e suas chuvas que lavam a alma. o vestido é um pouco do que somos nós duas e nossas histórias: a feminilidade e seus muitos temperos. nós aprendemos a variar sabores, transformamos nossa vida e a nós mesmas nestes anos.

ela é uma das mulheres que eu amo nesse mundo. diferente do que dizem alguns, mulheres podem se amar e ser amigas fiéis, sim. o amor e a fidelidade não são exclusividade de um gênero, mas de capacidade de amar. mas sim, há diferença nos amores. este amor entre mulheres não é sólido, como rocha; é fluido, adaptável e tem seus altos e baixos -- o que muito bem nos serve. não somos todas nós um pouco vítimas das marés?

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ela me mandou hoje esse texto, de clarice lispector (tanta mansidão). não é preciso explicar.

Pois a hora escura, talvez a mais escura, em pleno dia, precedeu essa coisa que não quero sequer tentar definir. Em pleno dia era noite, e essa coisa que não quero sequer tentar definir é uma luz tranqüila dentro de mim, e a ela chamariam de alegria, alegria mansa. Estou um pouco desnorteada como se um coração me tivesse sido tirado, e em lugar dele estivesse agora a súbita ausência, uma ausência quase palpável do que era antes um órgão banhado da escuridão da dor. Não estou sentindo nada. Mas é o contrário de um torpor. É um modo mais leve e mais silencioso de existir.
Mas estou também inquieta. Eu estava organizada para me consolar de angústia e da dor. Mas como é que me arrumo com essa simples e tranqüila alegria. É que não estou habituada a não precisar do meu próprio consolo. A palavra consolo aconteceu sem eu sentir, e eu não notei, e quando fui procurá-la, ele já havia se transformado em carne e espírito, já não existia mais como pensamento.
Vou então à janela, está chovendo muito. Por hábito estou procurando na chuva o que em outro momento me serviria de consolo. Mas não tenho a dor a consolar.
Ah, eu sei. Estou agora procurando na chuva uma alegria tão grande que se torne aguda, e que me ponha em contato com uma agudez que se pareça a agudez da dor. Mas é inútil a procura. Estou à janela e só acontece isto: vejo com olhos benéficos a chuva, e a chuva me vê de acordo comigo. Estamos ocupadas ambas em fluir. Quanto durará esse meu estado? Percebo que, com esta pergunta, estou apalpando meu pulso para sentir onde estará o latejar dolorido de antes. E vejo que não há o latejar da dor.
Apenas isso: chove e estou vendo a chuva. Que simplicidade. Nunca pensei que o mundo e eu chegássemos a esse ponto de trigo. A chuva cai não porque está precisando de mim, e eu olho a chuva não porque preciso dela. Mas nós estamos tão juntas como a água da chuva está ligada à chuva. E eu não estou agradecendo nada. A chuva também não agradece nada. Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra. Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou uma atenção, sou um corpo olhando pela janela. Assim como a chuva não é grata por não ser uma pedra. Ela é uma chuva. Talvez seja isso ao que se poderia chamar de estar vivo. Não mais que isto, mas isto: vivo. E apenas vivo de uma alegria mansa.

páginas íntimas

mais que um presente, um pedido (uma ordem?): páginas íntimas está de volta.

por favor, façam seus pedidos, queixas, apelos ao autor -- senão não conseguimos ganhar NOSSO presente :D

como fotografar um ferret

1.  Tire o filme da caixa e coloque na câmera
2.  Encontre a caixa que foi parar atrás do sofá e jogue no lixo
3.  Tire o ferret do lixo e limpe o pó de café do nariz dele
4.  Escolha um fundo para a foto
5.  Monte a câmera num tripé e ajeite o foco
6.  Encontre o ferret dentro do cesto de roupa para lavar e tire a meia suja da boca dele
7.  Coloque o ferret no local do foco e volte à câmera
8.  Esqueça o lugar e o foco e engatinhe atrás do ferret para recuperá-lo
9.  Acerte o foco novamente com uma mão e segure o ferret com a outra
10. Obtenha a atenção do ferret com uvas passas e ferretone (*guloseima pastosa para ferrets)
11. Com um lenço de papel, limpe as marcas de nariz com ferretone da lente da câmera
12. Tire a caixinha do flash da boca do ferret e jogue fora
13. Tire o ferret do lixo e desgrude dos pêlos dele os papéis de bala
14. Coloque as revistas de volta no lugar
15. Tente chamar o ferret chacoalhando os brinquedos sobre a cabeça dele
16. Distraia-se um segundo e encontre o ferret arrastando a câmera para trás do sofá
17. Chegue a tempo de agarrar o ferret pelo cangote e dizer "coca-cola NÃO! MINHA coca!"
18. Chame alguém para ajudar a limpar a bagunça
19. Prepare um drink
20. Sente-se confortavelmente com um drink gigante e decida-se a ensinar, na manhã seguinte, o ferret a "sentar" e "fingir de morto"

**

livremente traduzido de um texto em inglês de autor desconhecido. de qualquer forma, ele certamente tem um furão, pois é exatamente assim que as coisas são. é por isso que temos poucas fotos deles aqui -- de cada 10 fotos, salva-se 1.

mais uma receita, dessa vez com dedicatória

para a clara, que é fã de cuscuz paulista, uma receitinha de pobre (mas é limpinha e gostosinha) :)

ingredientes
- 1 vidro de palmito(se achar aquele já picado, melhor)
- 1 lata de milho e ervilha (pode misturar 2 latas, mas não use demais, senão fica puro milho/ervilha)
- 1 lata de sardinha com óleo (tire as espinhas. é chato mas vale)
- azeitona verde picada (2 colheres de sopa)
- camarões pequenos
- cebola, alho e tomate picadinhos (para o refogado)
- sal, azeite, pimenta de cheiro (use a gosto)
- 1/2 saco de farinha de milho (aquela em flocos)
- 1 ovo cozido para enfeitar + sardinhas em filé + rodelas de tomate (eu não enfeito, sou tosca)
- forma de bolo furada no meio, alta

ATENÇÃO: não jogue a água das latas/vidros, você vai usar!

modo de fazer
faça um refogado com azeite, cebola, alho e o tomate (tudo picadinho), coloque sal e a pimenta de cheiro picada. junte as azeitonas e o palmito picado com água e tudo; junte milho e ervilha com água e tudo; junte a sardinha e o camarão para cozinhar, acerte o sal e deixe ferver. quando ferver, deixe 5 minutos e junte aos poucos a farinha de milho, mexendo sem parar. a massa vai ficar pesada, mexa com colher de pau e observe o fundo: a massa começa a desgrudar e formar um conjunto. cuidado que a massa espirra e queima! baixe o fogo e observe. demora de 10-15min, no máximo.

molhe a forma furada (água fria), coloque o ovo cozido em fatias nas laterais da forma, enfeitando com os filés de sardinha e o tomate em rodelas (exiba seus dons artísticos!) e jogue a massa ainda quente, cuidadosamente, pra não estragar a obra de arte. deixe esfriar BEM, desenforme e coma até morrer.

eu mesma segundo o similarminds.com

clean, self revealing, open, organized, outgoing, social, enjoys leadership and managing others, dominant, makes friends easily, does not like to be alone, assertive, hard working, finisher, optimistic, positive, likes to stand out, likes large parties, respects authority, practical, high self esteem, perfectionist, dislikes chaos, busy, not familiar with the dark side of life, controlling, high self control, traditional, tough, likes to fit in, conforming, brutally honest, takes precautions.

**

ESTJ - "Administrator". Much in touch with the external environment. Very responsible. Pillar of strength. 8.7% of total population.

**

bondade sua me explicar
com tanta consideração
exatamente o que eu sinto
como penso e como sou
eu realmente não sabia
que eu pensava assim!

:)

faça seu teste aqui.

março 28, 2005

resumão do novelão

eu sei que isso é TM da fal, mas nesse caso é o resumo da minha novelinha particular. peguei emprestado.

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descobri que dormir é uma das minhas atividades preferidas na vida. sonho muito, e o mundo dos meus sonhos é como uma vida paralela -- eu vivo dobrado, vejam só. a vida acordada e a vida dos sonhos.

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essa noite eu destruí uma parede falsa nos meus sonhos. por trás, havia pó, teias e quadros. vários deles de mulheres, imitando os signos do zodíaco. interessante, não?

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há poucas coisas tão gostosas quanto chegar em casa depois de uma viagem, deitar na sua própria cama e ver a alegria dos bichinhos com a sua chegada. os pequenos pulavam e brincavam tanto que nem dava vontade de ir dormir.

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a vida tem sido tão simples que parece mentira. eu acredito naqueles ditados fatalistas tipo "a calmaria antes da tempestade". mas se ela vier, tudo bem: a casinha, dessa vez, é de tijolos.

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não sei quem ouviu o cd do ney matogrosso/pedro luiz e a parede (é isso?), eu achei excelente. gosto especialmente de 3 músicas: "vem logo vem curar seu nego..." porque lembra minha infância; "vamo tirá jesus da cruz" porque é o MÁXIMO; e "agradeço, você não se interessa mais por mim" porque é o hino da minha libertação.

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ouvimos ontem na volta o cd do benito di paula todinho, e concluímos que ele é o gênio da MPB e que toda a nova geração bebeu da sua sabedoria. ele só não dominou o mundo porque escolheu as backing vocal erradas :D

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comprei uma bolsa da hello kit de fechar o comércio!

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aprendi uma receita nova e facílima. vou experimentar e depois conto aqui.

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ganhei um bebê novo: uma orquídea.

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o pixel está ótimo, melhorou 100% e anda até mordendo os irmãos. são francisco de assis mora lá em casa, sabe?

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eu tou feliz, feliz, feliz. e vou voltar a fazer tricô, ? :)

mais uma receita, a pedidos

a teca me pediu a receita e eu mandei por email. decidi publicar porque alguém mais (inclusive eu mesma daqui há 20 anos) pode precisar, e suflê não é das receitas mais fáceis (mas vale a pena!)

o molho bechamel (a base do suflê):
- 1/2 litro de leite
- 2 1/2 colheres cheias de farinha de trigo
- 100g de manteiga
- sal a gosto e 1 pitada de noz moscada

coloque na panela a manteiga para derreter e então junte a farinha, aos poucos e mexendo sempre. cuidado com o fogo, deve ficar um creme levemente dourado. junte o leite aos poucos, mexendo sempre para não ficar empelotado (se empelotar, não desespere, é só coar numa peneira prossa:D). coloque o sal e a noz moscada (uma pitadinha basta) e mexa até engrossar (fica em ponto de mingau grosso). reserve (na hora de usar, se ficar grosso demais, é só colocar leite frio e mexer de novo, fora do fogo)

o recheio:
use o que você quiser, já refogado/picado e temperado. cenoura eu recomendo em cubinhos cozidos e refogados de leve no alho/cebola. a abobrinha pode ser em cubinhos também ou ralada no ralador grosso, mas atenção: não use o miolo dela! o miolo da abobrinha é esponjoso e absorve muita gordura. guarde o miolo pra fazer um caldo ou um molho, é melhor. você vai precisar de mais ou menos 2 xícaras de recheio (pode usar espinafre, chuchu, camarão, etc...)

dica: cuidado com recheios que soltam água (verduras como escarola, espinafre, ou carnes). se não secar bem, faz água no suflê no cozimento!

para o suflê:
6 claras em neve (eu não uso as gemas, mas podem ser incorporadas ao bechamel, se não tiver uso pra elas)

para essa quantidade, use 2 formas refratárias ALTAS e não muito largas (as melhores para suflê são as cilíndricas). o ideal é dividir essa receita em 2, ele fica pronto em poucos minutos. unte com manteiga e enfarinhe as formas para usar.

MODO DE FAZER

1) pré-aqueça o forno em temperatura ALTA, ele deve estar bem quente quando colocar o suflê

2) misture o recheio com o molho bechamel, incorpore bem. divida em 2 porções iguais (para fazer em 2 travessas, lembra? se não der, faça em uma só, mas... não vai ser a mesma coisa :))

3) bata as claras em neve até estarem BEM duras (naquele ponto de virar a travessa de cabeça pra baixo e não cair)

4) pegue 1 parte da mistura do recheio/molho e coloque 2 colheres da clara na panela do recheio/molho e incorpore delicadamente. vá incorporando aos poucos, de 2 em 2 colheres, DEIXANDO UM POUCO DA CLARA SEPARADA (umas 2 colheres) (**)

5) com as 2 colheres de clara que sobraram, você vai misturar um tiquinho (1 colher) de recheio, pra que fique mais clara que recheio. essa mistura vai por cima da "massa" do suflê, na forma.

6) coloque a mistura mais densa no refratário primeiro, e por cima coloque a mistura mais leve do passo (5). leve ao forno alto e fique observando: quando a mistura subir até acima da borda do refratário, abra o forno e passe uma faca em volta da borda, pelo lado de dentro (descolando a borda da forma)

7) deixe continuar assando, e mantenha o forno ABERTO (2 dedos) até o suflê dourar completamente (fica um tom marrom escuro)

retire e sirva IMEDIATAMENTE.

(**) lembre que se tiver dividido a receita em 2 você vai ter que dosar as claras. sempre tem que sobrar um pouco pra incorporar no final com um tico de recheio.

**

acho que essa receita requer algumas explicações básicas, então lá vão elas:

a) por que tem que fazer a mistura das claras, uma mais "densa" e uma mais "leve"? porque é a clara que faz o suflê "crescer", é o ar quente nas bolhas da clara em neve que dá esse efeito. como queremos que a parte de cima fique leve e fofa, quanto mais clara, melhor.

b) por que tem que passar a faca na borda? porque o suflê cresce muito, incha com o ar quente. se a borda fica presa nas laterais, a superfície pode arrebentar. soltando a borda, você garante que a superfície fica intacta e o suflê cresce mais (repare que vai crescer mais depois de cortar a borda com a faca)

c) por que o forno tem que ficar aberto? pô, sei lá, foi assim que eu aprendi :D

d) aliás, falando em aprender, de onde você tirou essa receita? quem garante que essa meleca funciona? essa é a pergunta que não quer calar, ahn? :) eu já fazia um suflê bem parecido com esse, aprendi com minha mãe. aprendi mais uns truques quando fiz um curso com o chef do marcel, aqui em SP. gostei das dicas, apliquei e funciona perfeitamente. tá? :D

uma última coisa: suflê não é receita de se fazer em casa, com forno normal, não. é preciso muuuuito calor e um tantinho de sorte, para as coisas saírem perfeitas. além disso, quem consegue coordenar o suflê e todos os acompanhamentos saindo exatamente na mesma hora? (porque depois de 5 minutos fora do fogo, o suflê vira uma tortinha gostosa, e é só).

acho que vale a diversão, de qualquer forma. suflê é uma obra de arte da cozinha, uma experiência alquímica!

março 30, 2005

elucubrações inúteis

quando os desafetos da gente são (ou se tornam) todos amiguinhos, qual é a palavra para descrever a situação? coerência.

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realizem a figura: loura (com mechas, luzes, whatever), cabelos compridos e desfiados, uma coisa assim "solta ao vento"; branquíssima; pernas grossas, bundão, peitos pequenos; entre 20 e 30 anos. tudo estaria bem se parasse aí, não é? pois continuemos: sandália de couro cru, com os dedinhos de fora e vestido de algodão com florzinhas, curtíssimo, modelo "evasé", sem mangas.

alguém pode me explicar o que leva uma mulher de bunda grande, perna grossa e branquelíssima a usar um vestidico tipo-hippie em plena são paulo de meu deus?

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ontem eu dormi até as 14:30h, fiz as unhas do pé e da mão (vermelhas, lindas!), comi uma salada vendo novela da tarde na padaria-chique, cantei, ganhei no videogame. não é um dia perfeito?

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cada vez mais eu acho que encontrar-se na sua própria idade é importante. não só porque torna o processo de envelhecer muito menos doloroso, mas principalmente por torná-lo menos ridículo.

**

não posso deixar de citar suzana vieira quando releio o texto acima. eu a vejo em capas de caras e viro rápido, com vergonha. não pelas pelancas esticadas -- isso eu até entendo -- mas pela tristeza de, mesmo assim, não recuperar o frescor dos seus 20/30 anos. aliás, pra quê, mesmo?

**

quem é que compra veja, quem é que leva aquilo a sério? uma vez por semana eu folheio a revista na sala de espera da terapia e fico abismada. o horror, o horror! revista para analfabetos funcionais fingirem que têm opinião sobre as coisas -- porque hoje em dia as pessoas não formam opinião, elas compram pronta, vocês sabem.

**

falando em revistas, o que é a playboy? não consigo entender alguém comprar a revista pra ver mulheres sempre na mesma pose, completamente retocadas de photoshop. que graça tem isso, dá pra explicar? e se disser que compra pelo "conteúdo", pelo amor de deus, se mata! os textos são um lixo, tem até colunas dando dicas de "assuntos para puxar papo na balada", vejam vocês.

ah, tá: é revista pra adulto macho retardado; como a capricho, que é para adolescentes retardadas (ou alguém precisa mesmo de "como beijar" numa revista?)

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será que eu tou de mau-humor? ;D

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vamos então aos assuntos verdadeiramente importantes: tem show do fábio jr em são paulo semana que vem! gente, o olympia tem o dom de reunir a nata da MPB... zezé di (atenção para o DI) camargo & luciano, osvaldo montenegro, sepultura (!) e fabio jr, todos seguidinhos. escândalo!

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vamos fazer um abaixo-assinado para a people&arts parar de reprisar seeempre os mesmos changing rooms e what not to wear? eu preciso de programas novos, deus!

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e what not to wear é cultura ÚTIL, meu povo. depois que comecei a assistir, não compro mais blusinhas fechadas demais no peito nem gola alta nem calças com bolsos laterais -- essas coisas todas que mulheres gorduchas não devem usar. é com pesar que aposentei todas as peças com listras horizontais e golinhas rolê (eu nunca me encaixei muito bem no look francesa, essa é a verdade).

elesbão não tem amigo!

então, a gente te-em, vocês não tê-êm :D

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e pra quem não entendeu ou teve preguiça de ver o link: BARBOOOOOOSAAAAAMMMMM :D~

informação nunca é demais

para quem não leu, recomendo fortemente este texto do alexandre sobre generalização. se todos lessem (e entendessem), poupariam muitos, muitos neurônios.

eles (os neurônios) não se regeneram, vocês sabem.

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