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abril 2005 Archives

abril 1, 2005

rua dos bobos, número zero

hoje é dia da mentira, não é? infelizmente hoje eu não posso escrever nada, porque eu não minto nunca, vocês sabem ;)

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eu sei que vivo repetindo essa piada, mas é a minha preferida na vida (empatada com a do time de anões): existem 3 tipos de pessoa, as que sabem contar e as que não sabem.

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essa semana eu não consegui acordar cedo nenhum dia. a minha TPM mudou: agora eu fico mimada e egocêntrica e só quero saber de mim-mim-mim. será que tou diferente dos outros dias?!

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só pra dar uma dimensão da molenguice da pessoa, meu chefe gringo ligou ontem, fez elogios ao meu trabalho, e eu quase desando a chorar no telefone. foi por um triz... imaginam o mico? como eu ia explicar isso prum alemão, meu deus?

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eu ia comentar um negócio sobre uma tirinha do calvin que não é do bill watterson (claro que não é, nunca-jamais seria), mas eu percebi que poderia escrever um tratado sobre e me deu uma preguiça danada.

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amanhã será um dia tão cheio que eu falo dele como se fosse acontecer no mês que vem. pequenas auto-mentirinhas, sabem como é.

o que você carrega na sua bolsa nesse momento?

uma brincadeirinha pra passar o tempo e desvendar pessoas -- deu a louca e eu resolvi fazer um inventário do que tem na minha bolsa nesse instante. coisa de gente louca, vocês sabem.

- óculos escuros da chili beans, com capinha rosa
- chaves de casa, chaveiro da hello kit
- carteira da hello kit com 10 reais, cartões e bilhete do metrô
- espelhinho do kero-kero
- gloss rosa da MAC
- memory key, 256Mb
- caneta mini, azul
- presilha de cabelo de bolinhas coloridas
- cartões, cartões, cartões (telefone, crédito, de pessoas, meus, todos num bolsinho xexelento)
- carteira de motorista -- VENCIDA!! MEU DEUS!!
- pastinha com receita médica, anotações, partitura, tudo que é papel amassado, notas fiscais...
- OUTRA BOLSA de couro, pequena (cabe dentro dessa mochila), com porta-moedas de miçangas, em formato de joaninha
- trident verde, aberto
- celular & carregador

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meu deus do céu... que horror! e você, o que tá carregando?

abril 5, 2005

e agora eu só faço resumo, paciência

assistimos o DVD da TV Pirata quase todo -- são 2 DVDs, vimos o primeiro inteiro e metade do segundo. ainda morro de rir com quase todas as piadas e algumas delas ainda são, sim, espantosamente ousadas. quem, hoje em dia, teria coragem de escrever "CRIOULO" como legenda embaixo de um negão?

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sonhei que morri, e o lado de lá era legal.

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estou em contagem regressiva, e agora entendo porque algumas empresas não aceitam aviso prévio: com um pé dentro e outro fora, quem quer trabalhar?

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fui ver vitrine e acabei comprando presente: uma camiseta de alice no país das maravilhas, linda linda. pra ela, a fã número 1 :)

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estou com centenas de fotos pra baixar da câmera e fico com preguiça. tem condições de uma pessoa assim ter câmera digital, fala a verdade?

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resolvi fazer (receber) massagem 1 vez por semana, e lá fui eu pra primeira sessão: uma moça loura, bronzeada, peituda, com piercing e tatuagem. 23 anos, fisioterapeuta e uma graça, super-fofa. fiquei pensando que se o macharedo descobre a minha massagista, adeus sessões de sábado.

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o pixel tá GORDUCHO!

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peguei uma receita de torta de abóbora com cream cheese que parece uma loucura... se der certo, publico aqui.

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eca, eu odeio o cheiro de café com açúcar.

liquidação -- quem resiste?

eu sei que vou me arrepender disso, porque as hordas de mulheres assassinas vão invadir o ipiranga, mas lá vai:

liquidação da cavalera, na bom pastor. começou dia 31/março, então já demoramos. vamos? :)

aquela tira do calvin

pois eu resolvi escrever sobre a tal tira, vista aqui no pensar enloquece.

na mensagem, a amiga me dizia que tinha achado triste a tira. eu, como sempre, resisto aos sentimentos de fragilidade (medo, tristeza, etc.) e o que aparece é uma certa indignação para a qual eu sempre encontro razão. comento então por dois prismas, que é aliás, como eu funciono (mas acredite: lá no infinito, minhas paralelas se encontram)

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essa tira jamais poderia ter sido desenhada por bill watterson, por vários motivos, o principal deles é: ele sequer discute a suposta dualidade do hobbes. pra ele, não existe boneco x tigre, não se fala em amigo imaginário. já li entrevistas perguntando coisas óbvias como "ah, então quando o calvin o vê ele é de verdade e quando não vê ele é um boneco?". ele, sabiamente, não entra nesse jogo. as coisas, diz ele, são como são; interprete você mesmo. ninguém precisa explicar certas coisas, porque elas não têm explicação.

eu lembro de algo que ouvi em algum lugar em algum passado distante: se uma árvore morre na floresta em silêncio e anônima, será que ela de fato viveu? (é uma paráfrase, provavelmente errada, mas, pô, vocês entendem a idéia). eu não acho essa tira triste, acho apelativa.

bill watterson jamais cedeu à comercialização da imagem dos seus personagens. não quis fazer boneco, camiseta e o diabo. depois de encerrada a carreira, fez uma exposição com seus originais, que virou livro (que eu tenho, aliás, esse aqui). sensacional. é delicioso ver como ele simplesmente cria, se diverte, trabalha -- na concepção mais honesta da palavra. não há os ganchos melecados das obras que servem tão-somente para agarrar aqueles pedaços moles de carne que ficam pendurados do nosso lado de dentro. aqueles, sim, que as novelas e os filmes com música apelativa pegam em cheio.

e se não lêssemos mais o calvin, ele se tornaria somente um menino desenhado num pedaço de papel?

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por outro lado, quando é que perdemos a capacidade de conversar com nossos amigos, de nos encantarmos com as coisas? é uma pergunta para o mundo, que fique claro, pois eu jamais perdi essa capacidade -- para o bem ou para o mal, vivo espantada com a vida, com as cores, acho graça em tudo o que é novo e me pego diariamente conversando com meus bichos, com as plantas e com minhas coisinhas.

meu coração de manteiga derrete e escorre pelo ralo de pena quando vejo os crescidos e infelizes. a falta de capacidade de enxergar beleza e de se surpreender é das coisas mais tristes da vida. muitos criticaram "o mundo de sofia" e eu adorei o livro. menos pelas teorias filosóficas para adolescentes e mais pela simplicidade da definição do que é ser filósofo -- nada tem a ver com ser intelectual, mas com (re)abrir os olhos para a maravilha que é o mundo. não é lindo?

mas me perdi: baixo os olhos de vergonha quando me deparo com os que crêem no amadurecimento da sensibilidade e do espanto, nos que de fato acreditam que devemos "amadurecer nossos gostos". são pessoas que entopem galerias de arte, boates com música moderna, livrarias, já perceberam? estas mesmas pessoas consomem arte, letras, notas musicais como quem toma soro na veia -- sem sentir nada. olho ao redor e não vejo lágrimas de emoção e menos ainda olhos brilhantes de espanto.

quando choro ou abro a boca de espanto, quando gargalho até chorar ou fico trêmula de medo (coisas que faço com freqüência, aliás), vejo sempre as mesmas duas reações: risos (você é uma criançona, mesmo... *hahahhahahaa*!) ou reprovações (você não tá meio grandinha pra chorar na cena de morte do rei leão?!). en-mim-mesmada, às vezes entro no jogo de rir de mim mesma; às vezes só mudo de assunto, cheia de pena dos embotados. eles me constrangem.

o hobbes da tirinha é a mangueira de "coração de vidro". tenho pena dos que tomam pílulas (ou vão ao espaço unibanco) para construir uma nova vida e esquecer quem de fato são. a cada manhã dou gritinhos de felicidade com as criturinhas vivas que caminham pela casa e beijo a bochecha daquele moço que dorme na minha (NOSSA :D) cama -- eles são milagres incríveis, assim como a água que cai do chuveiro quando eu torço a torneira pra esquerda.

- "It's a magical world. Hobbes, ol' buddy... let's go exploring!"

todo mundo comigo, no breque!

um imbecil, ele é um imbecil
(é sim!)
ele é do tipo que acaba com o brasil

sou só eu que lembro dessa propaganda da telesp (acho!), sobre depredação de orelhões?

NOTA DA REDAÇÃO: eu canto essa música o dia todo, a cada imbecil que aparece. infelizmente, é um hit parade.

requiem

e com essa história do papa morto pra tudo que é lado, eu vejo uma foto dele lá, estirado e montadíssimo com aquelas roupas lindas, exibido pro povão. isso me fez lembrar de um dos meus muitos micos solitários que, não fosse a minha língua enorme, jamais seriam conhecidos. mas eu não resisto, vocês sabem.

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estava eu indo para nova iorque, era maio. desembarquei no JFK às 5 da manhã de um dia claro, sem uma nuvem no céu. peguei o táxi mais velho que havia com o negão mais preto e maior do mundo (aqueles de filme, tipo forrest whitaker). entro no carro e me afundo no banco de trás, ele abre aquele janelinha que separa o motorista do passageiro e liga o rádio: música gospel da melhor qualidade invade o carro e ele pega aquelas pontes intermináveis que levam a manhattan. vejo o sol nascendo no horizonte enquanto ouço aquela música linda e penso que gostaria de poder dividir aquilo com alguém, pois jamais vou ser capaz de descrever a beleza do momento. chorei umas lágrimas de felicidade.

minha felicidade não durou muito: o meu quarto ainda não estava liberado, afinal eram 6 horas da manhã. comi um muffin e resolvi sair pra caminhar, estava a uma quadra da quinta avenida e próxima do central park.

comprei um café (adoro café, inclusive o americano chafé) e saí caminhando pela quinta avenida. parecia que nova iorque era minha: não tinha gente nem carro na rua, o silêncio e o vazio eram maravilhosos. de repente, vejo um movimento de gente se dirigindo para o mesmo lugar. curiosa que sou, fui atrás.

era a catedral de st patrick. muita gente indo pra lá e eu animei: oba, vai ver tem daquelas missas legais com coral, vou lá! não sou católica, mas gosto de rituais. fui. me enfiei no meio da multidão, uma fila que se aglomerava na porta e eu, paulista que sou, pensei de novo "putz, deve ser bom isso aqui...". tolinha...

entro na igreja semi-lotada e lá no altar o que eu vejo? UM DEFUNTO.

(pausa importante: eu tenho aflição de cadáver. eu nunca vi direito um morto e nem pretendo ver. fujo de velório, enterro e afins)

pois não era um defunto, era O defunto: o tal do cardeal bam-bam-bam de NY e eu lá, na missa de corpo presente do fulano. sentei o mais longe possível do presunto (porque voltar não dava -- a fila pra entrar era tamanha que eu ia APANHAR se resolvesse ir na contramão). fiquei lá concentrada, tentando pensar que aquilo era uma peça de teatro, uma performance, sei lá. a missa começou e obviamente eu não entendi nada (não entendo missa nem em português, sabem?) mas levantava e sentava observando os próximos.

eu achava que estava ruim, até o povo começar a se abraçar e beijar e dizer coisas que eu não entendia -- acabei abraçando e beijando todo mundo, que eu não sou besta. mas a pior parte estava por vir: a parte da hóstia. percebi que todo mundo se dirigia para LÁ onde ELE estava, pra se benzer, comer a hóstia ou seja lá como se chama essa parte. aí não deu, e eu surtei -- fui andando na contramão mesmo, no meio do corredor central, embalada pelo mantra "excuse me, excuse me" e saí depois de longos minutos e centenas de murmúrios de desaprovação.

nunca o céu me pareceu tão azul lá fora. prometi pra mim mesma que nunca mais entraria numa igreja lotada sem saber o que estava acontecendo -- o que obviamente não cumpri e fui parar numa missa opus dei. mas essa é outra história.

abril 7, 2005

coisas lindas

multipliquei-me, para me sentir,
para me sentir, precisei sentir tudo,
transbordei, não fiz senão extravasar-me,
despi-me, entreguei-me,
e há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.
(in: passagem das horas, álvaro de campos)

na voz de marco nanini, é de chorar.

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vimos hero ontem. acho que é o filme mais bonito que já assisti na vida. li uns comentários no IMDB dizendo que o filme é fascista -- bu pra eles.

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fomos ao frevinho depois do filme, e os dois já não apareciam por lá há muitos anos. na nossa lembrança, a batata frita era ótima, o sanduíche era enorme e a conta, gigante. concluímos que a batata é boa mesmo, o sanduíche é de bom tamanho e a conta é... normal. como éramos pobres, meu deus :)

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aliás, eu lembro de uma época que contava reais pra pegar ônibus. ainda bem que passou.

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o fer me apresentou a um grupo bem legal: BR6. é um grupo vocal que faz efeitos de percussão incríveis e canta muito bem. o CD tem alguns clássicos da MPB em versões bonitas. só não gostei muito é da única cantora do grupo exagerar nos portamentos. eu até gosto de portamento, mas é como açúcar: se usar demais, fica enjoado.

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compramos ontem uma coleção de DVDs do drácula com christofer lee -- um quitute pra quem gosta de passar medo (eu!). não vejo a hora de fazer uma sessão terror lá em casa.

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eu queria não tem peito e ser bem magrela, só pra usar aqueles vestidos orientais que fecham no pescoço e brilham. e, sendo magrela, ter pernas finas pra usar minissaia sem pagar mico e parar as obras.

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alguém já leu aquele livro dos aniversários, que tem 2 páginas pra cada dia do ano? eu li meu dia e fiquei passada; aliás, eu fiquei besta com todos os dias que li. minha carta no tarô? a imperatriz, claro :D

abril 8, 2005

o livro dos aniversários

pra quem se interessou, tá aqui o livro que citei. uma delícia!

abril 13, 2005

antes que eu desapareça...

eu tive uma gripe de me derrubar 4 dias, voltei hoje à ativa. não sei direito se antes eu não ficava doente de verdade ou se não me permitia ficar, se é que me entendem. dessa vez eu fiquei doente, em casa, descansando. foi bom.

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fui ao bazar da cavalera e me acabei -- 180 reais e muuuitas peças. as coisas mais caras custavam 60 paus, o que , convenhamos, é um preço razoável para a marca. as ofertas estão melhores para os rapazes, tem muita camiseta legal, vale a tentativa.

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deixamos a moça bêbada, o maridão foi nos encontrar lá no pé do parque da aclimação e trouxe a pequena, que me mostrou "a mulher gigante", que eu adorei. de agora em diante, teremos sessão semanal de fofocas, sempre às sextas :D

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eu não consigo ver mais nenhum filme que tenha os mocinhos-hobbits sem pensar nos hobbits. mas lost é legal, não?

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a pós começou e eu já mapeei a sala toda. por enquanto, não salva ninguém -- além da minha irmã e eu, é claro :D dá pra viver com uma menina de 20 anos na pós (?), desempregada, com visual de gótica? alguém mata ela por favor? (ou tira as cordas vocais, seria uma solução boa também)

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é engraçado como as pessoas evitam o conflito. será que não percebem que se não há o conflito e o enfrentamento não há crescimento? aí acontece o de sempre: o enfrentamento não acontece, o conflito permanece latente e o veneno se espalha aos poucos, pelos bastidores. um que fala pro outro, que discorda do um, que fofoca pro outro, que na verdade não discorda de nada não, veja bem, muito pelo contrário. e as vidinhas seguem, cheias de casos mal-resolvidos.

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para trazer mais pra vida prática, uma vez participei de um curso sobre trabalho em equipe. uma das coisas comentadas pela instrutora era o problema da falta de assertividade da maioria das pessoas. um exemplo: você está na fila do banco, um fulano fura a fila, ali na sua frente. você, ao invés de chamar o fulano e dizer que ele é folgado e tal, vira pro seu vizinho da frente ou de trás e diz: porra, que cara folgado! um absurdo! blá-blá-blá! é a falta de assertividade a serviço da confusão. todo mundo fica incomodado, puto e nada se faz, afinal, ninguém quer ir lá e dar a cara pra bater.

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by the way, eu sou absolutamente assertiva profissionalmente e ridiculamente covarde na vida pessoal. mas não tem problema: reconhecer o problema é o passo mais importante :) chego lá.

EXTRA, EXTRA! PSICOPATA DA ACLIMAÇÃO FOI PRESO!

meninos, eu vi, hoje às 9 e meia da manhã: o fulano andava num celta vermelho, vestia roupa camuflada dos pés à cabeça -- incluindo um capacete tipo "born to kill". ele era gordo, branquelo, com óculos tipo rayban e tinha uma arma. ele simplesmente saiu atirando, a esmo, às 9 horas desta manhã de hoje, naquela ruazinha pacata chamada josé getúlio.

em 10 minutos a polícia chegou e prendeu o sujeito. eu, que sempre critico a polícia, dou o braço a torcer: eles foram rápidos e eficientes.

mas, mudando de assunto: bairro de primeiro mundo é outra coisa, hein? e eu achando que psicopata de guerra só existia nos estados unidos, ahn? a aclimação passou para um novo patamar! temos nossos próprios maníacos de guerra!

abril 14, 2005

sobre a assertividade e outras coisinhas

pois eu descobri essa palavrinha há poucos anos, sequer sabia que era isso aí, "assertiva". descobri que sou, sim, mas não em todos os casos. basta ter emoção ou afeto envolvidos que toda a minha assertividade e objetividade se vão pela janela.

aprendi que ser assertivo não é ser agressivo ou não compreender os outros; se você simplesmente ignora os sentimentos alheios e diz o que pensa sem medir conseqüências, você não é assertivo, é insensível :) e o inverso também não funciona: não dizer o que pensa porque, ó, os outros vão se magoar. não é fácil encontrar esse balanço, mas acho possível. aqui vai minha historinha pra ilustrar:

no ambiente de trabalho, sempre me atenho aos FATOS. não faço juízo de valor e nem dou opinião sobre as ações alheias (embora eu as tenha...), simplesmente porque isso não faz parte da minha atribuição profissional -- eu não sou psicóloga e nem avaliadora de pessoas. eu falo, objetivamente, sobre fatos, acontecimentos, objetivos a atingir e ações (ou a falta delas). dizer a alguém que uma atividade planejada não foi executada ou não está adequada não envolve (ou não devia envolver) um julgamento dos valores ou da personalidade do outro. e se o outro não consegue separar o que é profissional do que é pessoal, pobre dele -- melhor aprender.

percebam a diferença: há profissionais que criticam a personalidade ou valores e crenças dos seus pares no trabalho. isso É pessoal, por mais que se fale com objetividade. afinal, quem pediu sua opinião pessoal, mesmo? dentro do ambiente de trabalho, procuro criticar/elogiar/comentar/cobrar o que diz respeito àquele ambiente, e ponto. se a fulana precisa estar aqui no trabalho às 9 e chega às 10, isso deve ser lembrado a ela, de forma direta, sem insinuações ou fofocas: "eu preciso de você aqui às 9, conforme combinado. por favor, procure não se atrasar". ponto.

já na vida pessoal, a história é outra, porque as emoções estão misturadas aos fatos. aliás, com emoção no meio, os fatos ficam nebulosos, é difícil colocar as coisas preto-no-branco. especificamente pra mim, o problema é o medo da rejeição: sempre evitei bater de frente por medo de ser abandonada, por medo das pessoas não gostarem mais de mim caso soubessem o que eu REALMENTE penso a respeito delas e de suas ações :)

por exemplo: eu não gosto que mexam nas minhas coisas sem minha presença ou autorização. adoro emprestar, mostrar, mas quando EU tomo a iniciativa. fico incomodada com as pequenas invasões, mas nunca tenho coragem de dizer simplesmente "olha, eu não gosto que mexam nas minhas coisas, ok?", porque sempre tem aquele idiota que vai te chamar de chata, ao invés de perceber que ELE está invadindo o espaço alheio. eu tinha medo de ser a "chata", eu queria ser a "legal", sempre.

hoje, sei que posso levar um pouco da minha emoção pro lado profissional, percebendo que por mais que estejamos no ambiente de trabalho, também somos pessoas que têm problemas e sentem. aprendi também que se aquela minha "amiga" me acha chata porque eu não quero aturá-la bêbada, o problema é dela. eu tenho obrigação para comigo mesma de cuidar dos MEUS quereres. se eu não o fizer, quem fará?

e foi assim que minha vida mudou: tenho procurado me tornar uma profissional mais humana e me livrado, aos poucos, dos amigos ou companhias que só são amigos quando a gente diz SIM o tempo todo.

seqüestro de animais

não, nada a ver com gentes estúpidas ou jogadores de futebol. diz que virou moda no rio -- o pessoal é mesmo criativo por lá, temos que admitir -- seqüestrar cães e pedir resgates mais modestos.

ouvi no rádio que bruce, um labrador, foi seqüestrado pela segunda vez. o resgate: 500 reais. imagino que deve ter uma tabela algo como yorkshire, 100; cocker, 200; e assim vai.

pensando bem, se eles seqüestrarem um cocker, vão querer pagar pra devolver :)

a pura falta do que fazer

sendo zel, é Bavarian Beefstick.

sendo ivanise, é Meat 'n' Potatoes

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tão vendo o que acontece quando a gente se demite e continua mais umas semanas no trabalho? descubra o seu penis name.

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BTW, como vai nosso amigo anaconda, meu amor? :D

abril 15, 2005

mente vazia, oficina do diabo

pois eu fui , afinal foi recomendação dela. vejam que delícia:

asas do desejo (Der Himmel über Berlin, win wenders): 4 pessoas pensaram neste filme, e demorou MUITO pra adivinhar. foi divertido.

um dia, um gato (az prijde kocour, vojtech jasny): ninguém tinha pedido ainda, ele achou que era "spartacus" :)

e antes que perguntem: não, eu não quis "pegar" o cara. eu adoro esses dois filmes, talvez entre meus top 5. pra quem não viu nenhum dos dois, eu recomendo!

abril 18, 2005

countdown

fomos ver "a casa dos budas ditosos" com a fernanda torres, lá na PQP, também conhecida como "tom brasil nações unidas". adorei a peça, ela está um arraso, e a adaptação ficou bem melhor do que eu esperava. o único problema é a família classe-média paulistana: quando ouve falar de incesto, gozar na cara e chupar buceta, surta e desanda a rir histericamente. sabe assim uma descrição tesuda e ao mesmo tempo triste? então, o pessoal ria, ria, ria. provavelmente porque não sabiam direito o que era aquilo e, não sabendo, ria pra disfarçar. patético.

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no final ela diz que tá ali, contando histórias, porque viver é foder e quer que todo mundo trepe muito. pois eu adorei a idéia e ela despertou um monstro canibal :D

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falando em canibal, saímos de lá e fomos pro sujinho, comemos aquela bisteca de porco obscena. comi com as mãos, como convém, mas as unhas de perua ficaram cheias de carne e farofa embaixo. não tem jeito: uma vez mundiça, sempre mundiça.

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compramos um telefone novo, porque os amigos sabem: o nosso tá sempre acabando a bateria, a secretina da telefonica pega recado mas não entrega, etc. não temos mais a desculpa da bateria pra interromper conversas... :D no entanto, agora temos BINA! peguei vocês!

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comprei uma lapiseira minúscula, com grafiti colorido (lápis de cor na lapiseira, sacou?). podem morrer de inveja agora.

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ahhhh e comprei também uma carteira da hello kit PRATEADA. vocês não tão entendendo... é a coisa mais perua da face da terra -- e mais "adulta" que a anterior, que era rosa com purpurina :)

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você sabe que a idade chegou pra ficar quando antes de sair você troca de blusa porque aquela estava decotada demais e "vai chamar muita atenção".

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se eu contasse metade do que sonhei essa noite, nenhum dos nossos amigos jamais apareceria lá em casa de novo >:D

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compramos um colchão "inflávio" pros nossos convidados dessa semana. só faltam dois dias! eba!

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últimos 3 dias aqui neste trabalho. counting down.

ironias da cadeia alimentar

sei não, mas acho bizarra essa mania de servir frango com milho. a gente come a comida da comida, se é que vocês me entendem. parece piada de mau gosto do cozinheiro. algo como comer peixe com minhocas ou bife com grama.

ah, vocês entenderam. e eu nem acho essa mistura boa -- principalmente quando o milho vem em formato de creme. eca!

abril 19, 2005

bailão

Oh, louco, voltei!
bofe de volta ao Bailão

Bicha! Voltei!
Bicha de volta ao Bailão

I´m back
Bicha cineasta de volta ao Bailão

Je suis en retour
Bicha fina de volta ao Bailão

Io sono ritornata
Bicha lírica de volta ao Bailão

Eis-me aqui, de volta a esta saudosa minoria!
bicha universitária de volta ao Bailão

Eita, voltei, que hoje vai ser uma bagaceira!
Bicha retirante de volta ao Bailão

Meu cu! Voltei belelérrima
Bicha traveca de volta ao bailão

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recebi de uma bil amiga que é um tesão, e tou quase voltando no bailão pra rever as bichas categorizadas :) aliá~s, como seria mulher-bicha de volta ao bailão? :D

a síndrome da perda de tempo

você chega em casa depois de um dia de trabalho e tem a impressão que não viveu? fica ansiosamente esperando pro fim-de-semana chegar, como se a semana não contasse? você está com a síndrome do título. é claro que esse nome científico não existe, eu acabei de inventar, mas a síndrome existe, sim.

quantas pessoas você conhece que sofrem desse mal? é como se o tempo trabalhando ou estudando ou fazendo coisas que precisam ser feitas (tais como arrumar a casa, resolver problemas, ler correspondência, fazer compras) não fosse tempo de vida, como se viver fosse o tempo que se está "à toa".

não sei se estar à toa é a expressão exata; talvez seja simplesmente fazer o que se quer ao invés de fazer o que é preciso. é como se o tempo gasto com coisas necessárias fosse perdido e só o restante é que é vida. curioso é que geralmente não se trata de tempo gasto com prazer: muitas vezes o trabalho ou outras atividades necessárias são prazerosas, mas não entram na contabilidade do tempo para viver.

quem sofre dessa síndrome costuma ter problemas com domingos (afinal, o dia seguinte é a famigerada segunda-feira, dia de trabalho) e fins de dia; não quer dormir cedo, afinal, as horas depois do trabalho são o tempo livre, elas têm que aproveitar até o fim!

ao mesmo tempo, sentem-se culpadas por gastar o tempo com elas mesmas, à toa, dormindo ou não fazendo nada. alguém se reconhece?

nunca tive problemas com domingos, eu gosto de segunda-feira simplesmente porque me dá a sensação de começar de novo e eu ADORO recomeços. é como uma nova oportunidade a cada sete dias. mas já tive sim a síndrome de perda de tempo durante a semana: achava que devia aproveitar as "lacunas" do dia (horas sem trabalho) para fazer mil coisas. costumava encher minha agenda de coisas como aulas de francês, de canto, de qualquer coisa que não fosse trabalho. e nem ócio, porque não conseguia lidar com a culpa de ficar sem fazer nada.

não sei exatamente o que houve, mas fiz as pazes com o tempo e me sinto viva-e-vivendo todas as horas do dia, inclusive as de sono. não desgosto de nenhum dia da semana, de nenhuma hora do dia. quanto ao trabalho, tenho um acordo comigo mesma: jamais fico num lugar que não me faça feliz, que não me dê a sensação de realização que me move. se eu não tiver a constante sensação de realização, mudo de trabalho, de atitude, de atividade.

acredito que hoje dou muito mais valor ao meu tempo do que na época que enchia minha agenda para aproveitar o tempo livre. não há tempo livre, há só o tempo, que nada mais é que os segundos que passam enquanto escrevo essas palavras. o tempo passa agora junto comigo, aliás, eu passo com ele, ao invés de tropeçar e tentar alcançá-lo.

católica por preguiça

diz que o novo papa foi escolhido, que é alemão e que tem 78 anos. eu, muito besta, semana passada perguntei pro fer, enquanto víamos TV: "que esquisito, more... todos os candidatos a papa são tão velhos! tem cabimento escolher um fulano de mais de 70 anos?!" e ele "bobinha... e alguém vai colocar um fulano de 40 num cargo vitalício?". ops. é mesmo! o troço é vitalício! vai que o papa é uma merda, pelo menos morre nos próximos 10 anos, com sorte... ahn, tudo faz sentido.

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mas eu ia falar de outra coisa: é um problema pra mim quando perguntam qual é minha religião. sinceramente não sei responder, fico com cara de ué. fui batizada (aliás, fomos os 3 irmãos, na mesma cerimônia) por um casal de pai e mãe de santo, donos de um terreiro de candomblé. fomos criados lá dentro do terreiro, batendo papo com pombas-giras e pretos-velhos, com tios espíritas, avós católicas e amigos-dos-pais budistas. e, é claro, cercados de comunistas ateus ou católicos desconvertidos, como meu pai, que desistiu de ser padre no fim da adolescência.

adotei ultimamente uma estratégia: se o perguntante for católico, digo que sou atéia; se for evangélico, que sou católica; se for ateu, que sou mística; se for budista eu não falo nada e saio correndo.

abril 20, 2005

pausa para os comerciais

eu saio hoje do trabalho, é meu último dia! viram que dia lindo temos lá fora? é pra que eu fique mais feliz :)

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sabe deus quando terei internet à mão -- não temos banda larga em casa, não acessamos via telefone do computador de casa há anos (sem exagero) -- aliás, quando foi mesmo que LIGAMOS o computador de casa pela última vez?

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isso significa que isso aqui deve ficar meio mortinho. não liguem: estarei de férias, dormindo até tarde, bundando pela cidade, indo ao cinema no meio do dia, lendo um livro ou jogando PS2. enquanto isso vocês deixem recados me xingando :D

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quero fazer muitas coisinhas nessas férias (que espero que durem 3 semanas), inclusive cuidar melhor das minhas plantinhas. os pulgões do inferno invadiram meu pé de jasmim estrela e eu não me conformo.

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o meu email pra contato, a partir de agora, é ivanise [ponto] contato [arroba] gmail [ponto] com. podem escrever, eu não vou responder :P

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eu escutei o CD novo da bebel gilberto e não gostei. quer dizer: é uma musiquinha de fundo honesta, mas isso é pouco, né? a versão de baby é cópia da versão dos mutantes (que é melhor) e o inglês dela me irrita. deve ser sexy ou exótico pros gringos, mas pra mim é só ruim mesmo. ah, e aquela vozinha soprada e mais grave que o necessário me incomoda.

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e eu, que ouvi uma música na rádio e pensei: "credo, o que deu na marisa monte pra cantar essa música nesse tom? tá agudo demais e espremido, vixe...". acabou, e era a tal vanessa da mata. uma porcaria.

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e eu gostava do simoninha, sabe? só que as últimas músicas que escutei dele me deram vontade de cuspir (na cara dele). que horror.

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que que deu em mim pra vomitar todos os meus desgostos musicais recentes? briguem comigo, não me deixem ser assim mal humorada :)

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nos vemos em breve. enquanto isso, me contem alguma historinha aí nos comments. adoro historinhas.

abril 29, 2005

quem é vivo...

olha, voltei mas não muito, afinal estou de férias e férias não combinam com internet -- até porque ainda não comprei uma cadeira decente e fico sentada num banquinho safado que dá uma dor na bunda que irrita qualquer pesssoa.

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agora somos pessoas com acesso rápido (pero no mucho) e eu já sofri hoje: o teclado é duro, padrão português e tem mouse. para quem usava há mais de 1 ano um notebook com touchpad vocês imaginem a dor. nem vou repetir sobre a bunda, que vão achar que é idéia fixa, mas...

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estou em crise de consumo, já que me sinto a própria perua: massagem, cabeleireiro, manicures, shopping, cafés e tardes lendo na cama, linda e castanha. e ligando pros amigos e atrapalhando o trabalho deles, é claro, pois folga só tem graça quando os outros trabalham.

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para que os amigos não se preocupem, já estou empregada novamente, com o salário que eu queria, na empresa que eu queria e começando na data que eu queria. e sobrou um dinheirinho na minha demissão, afinal eu não vi nem cor de férias. não é perfeito?

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eu comecei a fazer minha declaração de imposto de renda às 18h e entreguei às 19h. deu certo e ainda vou restituir. fala a verdade: esse tipo de coisa não contribui para o amadurecimento da pessoa. pergunta se ano que vem eu vou fazer adiantado?

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nós ganhamos jogos dessa loja aqui: origem. é uma coisa de enlouquecer qualquer pessoa, confiram. além disso, comprei pro fer de presente um quebra-cabeça com um cartoon do mordillo, dessa loja aqui, que é o máximo.

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sendo assim, venho por meio deste esclarecer a quem interessar possa que aceito ser chamada de filha da puta (desde que não tenha nada a ver com a minha santa mãe, por favor), afinal estou provocando os amigos ocupados, mas, aqui entre nós, eu ando mais pra motivo de inveja que pra invejosa, não? ;D

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ah, sim, e pra não ir embora sem reclamar de nada: vi hoje no almoço uma parte do DVD da maria rita, e, socorro, quase vomito: por que ela se balança tanto e faz aqueles portamentos que não acabam nunca? de novo, sem querer ser muito chata, nada contra portamentos, mas vamos pegar leve senão o ouvinte vomita.

o teclado do demo

ai que ódio que ódio! toda hora que vou digitar .com digito .xom, porque esse teclado é uma coisa infernal!

se .com é de comercial, o que seria .xom?

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