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junho 2005 Archives

junho 1, 2005

mais um quiz, socorro!

You scored as Postmodernist. Postmodernism is the belief in complete open interpretation. You see the universe as a collection of information with varying ways of putting it together. There is no absolute truth for you; even the most hardened facts are open to interpretation. Meaning relies on context and even the language you use to describe things should be subject to analysis.

Postmodernist

94%

Cultural Creative

69%

Existentialist

63%

Materialist

56%

Romanticist

56%

Idealist

44%

Modernist

44%

Fundamentalist

6%

What is Your World View? (updated)

vi lá na bia e fiz também.

mais um post-de-preguiçosa

cometi um ato herético: comprei a veja pra ler a matéria de blogs que tem o alexandre. eu achei a matéria interessante, apesar de totalmente atrasada e reciclada (como tudo na revista, convenhamos). teve uma coisa que eu não entendi: por que eles falam que o alexandre é aspirante a escritor, se ele já escreveu e publicou dois livros?

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derrubei meio litro de água em cima do computador, espero que um dia ele volte a funcionar :/

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o tempo passa rápido. são dois anos de convivência diária, absolutamente casados, e ainda somos uns bobões românticos. eu ligo no meio da manhã só pra dizer "oiê :D" e ele chega em casa morrendo de saudade e cheio de abraços e beijos. sabe aquela história do relacionamento ir ficando melhor e melhor com o passar do tempo? existe.

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minha mãe fez um cachecol rosa-pink pra mim que é a coisa mais linda!

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e ainda sobre trabalhar em casa: uma das melhores coisas é acordar e minha mãe já ter chegado e preparar café com leite e pão com queijo (trazido na mesa de trabalho, com mordomias). pra não falar do almoço com salada, arroz e o-que-tiver-na-geladeira. isso é o que eu chamo de privilégio.

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eu contei que vimos todos os star wars? eu só tinha visto o episódio I. pois (re)vimos um por dia, incluindo o novo, episódio III. gente, tadinho do darth vader! ele não é mau, só é confuso, judiação. gostei da série, especialmente dos ultra efeitos especiais dos 2 primeiros episódios (IV e V). um arraso!

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diz que saiu o livro da trinny & sus, do esquadrão da moda! eu preciso disso pra viver!

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tou viciada em supino de ameixa. já provaram? é maravilhoso!

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o inverno esse ano desistiu de são paulo, aqui vai acabar virando um deserto.

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ah, e o segundas intenções saiu na veja também. em resumo: fujam de lá, fudeu. é que nem o mercado municipal, a praça benedito calixto e outras coisas que já foram boas nessa cidade. você consegue imaginar o estrago ambiental que uma horda de leitores de veja faz? o greenpeace devia cuidar é disso, viu.

atualização na galeria -- fotos da parada 2005

bom, algumas fotos estão péssimas, outras estão numa posição incômoda de ver, mas é isso que podemos oferecer neste momento. pela miséria que nos pagam, até que fazemos muito :D

confiram aqui, e lembrem que sempre tem o link ali do lado esquerdo.

quem vê cara não vê...

...*aham*

graças ao google e à vasta cultura da cam, descobri uma coisa fantástica: clareamento de cu. sim, é o que você leu. cla-re-a-men-to, tipo assim ficar com o fiofó que nem de bebê.

mais legal que achar o assunto é achar artigos defendendo a prática, deixando claro (ops, desculpem :D) que isso é aplicável também para homens -- viu, meu bem? -- e que o que você come afeta diretamente a cor do dito cujo (ops de novo).

amei, vou procurar aqui no salão de beleza mais próximo. tipo: "oi, amigam! vocês fazem clareamento anal?"

aguardem cenas dos próximos capítulos.

junho 2, 2005

mais um assunto relacionado: o cocô

então, vocês viram a matéria que saiu na TPM sobre o motivo das mulheres terem tanto problema de fazer cocô? eu comprei aquela edição com a capa da privada (uma foto linda!) e achei a matéria muito boa.

vocês sabem o que eu penso da maioria das revistas, não? uma grande merda: caras, fúteis, repetitivas e atrasadas. a TPM não chega a ser uma exceção, mas é melhor que a maioria das revistas que já li. essa matéria, especificamente, foi uma grata surpresa.

pra resumir, o grande xis da questão é: mulheres não fazem cocô, sabiam? nem pum, nem arroto. nada de fedido e estragado deve sair de uma mulher; nenhuma mulher come muito, sempre come "como um passarinho"; em resumo, não somos humanas e nem bichos, somos barbies. mulheres perfeitas.

isso é um fato: pra quem duvida, converse com a mulher mais próxima (se ela tiver coragem de falar do assunto) ou converse com você mesma. lembre da sua infância, se o papai e a mamãe achavam bonitinho você fazer cocô ou pum, principalmente quando vamos nos tornando menos bebês e mais meninas. "meninas bonitas não fazem essas coisas!", já ouviram isso? os meninos, por outro lado, se empenham nas nojentices -- OK, pode não ser esteticamente agradável, mas poupa muitos anos de terapia e laxante :)

enfim, gostei da matéria. sincera e sem medo de tocar nesse assunto desagradável para a maioria das mulheres. minha experiência pessoal confirma o que li: só fiquei em paz com meu cocô depois que fiquei em paz com minha condição de mulher-adulta-com-funções-orgânicas, jogando fora pra sempre a minha auto-imagem de bonequinha-do-papai.

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só pra não passar em branco, achei imbecil a entrevista com a adriana barra (moça rica que se descobre estilista de talento) pintando a moça como super-revolucionária. exemplo de um evento de "moça mal-comportada": ela se jogava de roupa nas piscinas das mansões cujas festinhas adolescentes freqüentava, porque "as festas eram muito paradas". realmente, não consigo imaginar nada mais contra-cultural... sobre as roupas que ela faz eu não sei, não tinha nada na revista pra ver, infelizmente. mas como eu não compro uma roupa de 1.500 reais (preço das coisinhas dela) nem que chova sapos, não fez muita diferença.

no meu inbox: BUSINESS BINGO

você dorme durante as reuniões convocadas pelos gerentes da área em que trabalha?

você sente um tédio imenso durante as reuniões que seu gerente comanda?

pois então, seus problemas acabaram!

chegou um método super-eficaz para combater esse problema e que promete revolucionar o mundo dos negócios: é o BUSINESS BINGO.

isso mesmo! e é super fácil! veja como fazer:

1. prepare várias cartelas com as palavras abaixo e as distribua entre os participantes da reunião:
PARADIGMA, REENGENHARIA, META, EXERCÍCIO, CAGE, SISTEMA, RISCO, OTIMIZAÇÃO, OPERACIONAL, GESTÃO, RESULTADO, ADERENTE, IMPLANTAÇÃO, RENDIMENTO, ENFOQUE, DESDOBRAMENTO, REDE, RESPONSÁVEL, CRONOGRAMA, BANCO DE DADOS, DESAFIO, MENTALIDADE, ESTRATÉGIA, PLANILHA, AÇÃO PREVENTIVA, IMPLEMENTAÇÃO, COMPROMETIMENTO, PLANEJAMENTO, PONTO DE VISTA, NICHO, PRÓ-ATIVO, INFLUÊNCIA, RECURSO, EM PRINCÍPIO, CUSTOS, AGREGADO, MELHORIAS, FUNDING, PORTFÓLIO, BRIEFING, A NIVEL DE, NÓS, ENQUANTO EMPRESA.

2. sempre que ouvir uma das palavras da tabela acima, marque-a com um X.

3. quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite "BINGO!"

o resultado é impressionante. veja os testemunhos de jogadores satisfeitos:

... "ganhei o jogo em apenas vinte minutos de reunião!"

... "minha capacidade de concentração aumentou muito desde que comecei a jogar o BUSINESS BINGO!"

... "as reuniões na minha empresa continuam não resolvendo nada, mas pelo menos agora nós nos divertimos bastante!"

... "pela primeira vez na minha vida, vi um método que faz as pessoas prestarem atenção em cada palavra que se fala em uma reunião!"

... "o clima da última reunião com os gerentes estava muito tenso, pois 14 pessoas já estavam prestes a preencher a quinta casa em dez minutos de jogo!"

... "o gerente geral da agência em que eu trabalho ficou completamente atônito quando ouviu oito pessoas gritarem "BINGO!" ao mesmo tempo!"

... "é impressionante como as reuniões na minha empresa têm ficado lotadas depois que adotamos o revolucionário sistema BUSINESS BINGO!"

... "o BUSINESS BINGO é um achado! desde que o implantamos nas reuniões da nossa agência, não tem mais faltado assunto para nossas conversas nos botecos após o expediente!"

... "agora, vou a todas as reuniões da minha área... MESMO SE NÃO FOR CONVOCADO!"

(autoria desconhecida, se alguém souber o autor, me avise e eu coloco a referência)

junho 6, 2005

só pra não dizerem que morri

não tenho tido (essa forma verbal é bizarra) vontade de escrever, essa é a verdade. eu penso pra caramba, mas acho que minha auto-crítica anda mais dominadora que nunca. já perdi a conta de quantas vezes começo a escrever aqui e depois fecho a janela.

(...)

não há de ser coincidência: escrevi um post gigaaante e depois de uma combinação fatal de teclas, o que sobrou foi o trecho acima, por terminar. damn it, volto outra hora :)

junho 7, 2005

diário de uma gorda -- dia 1

então, estou bem uns 20kg acima do peso razoável (se fosse pra usar aquela regra de altura x peso que o padrão impõe, pode colocar 30kg aí).

existem aquelas questões estéticas todas que, confesso, só se fazem presentes quando estou na TPM ou quando tento colocar aquela calça jeans 44 e não cabe. no entanto, o que mais me motiva a fazer alguma coisa para voltar a caber no manequim 42 (quiçá 40) é mesmo a sensação de mal-estar constante por conta do sobrepeso.

minha lombar deu pra doer insistentemente, sem motivo aparente. quando pedi conselhos à fisioterapeuta-massagista, descobri que algo tão simples quanto um alongamento poderia me ajudar... se eu conseguisse fazê-lo, é claro. imagine: de pé, pés paralelos, agache-se lentamente, mantendo a planta dos pés totalmente no chão. sente-se nos seus calcanhares, em suma. não, não consigo. a barriga empurra as coxas, que empurram uma à outra e eu acabo no chão feito uma tartaruga centenária, com as perninhas gordas pra cima. lamentável.

hoje acordei decidida a mudar isso: vou prestar atenção à minha alimentação, principalmente na quantidade, porque quem me conhece sabe: não sou ultra-fã de tranqueiras. mas o arroz, o feijão, o pão... ah, o pão! vou abrir mão dos doces e bebidas alcoólicas (fácil, eu quase não bebo) e fazer alguma atividade física.

começou a complicar. eu já fui quase-atleta, lá nos idos de 1980. fazia muito exercício, jogava, caminhava, um exemplo. mas parei e salvo algumas exceções esporádicas (surtos de tae-kwon-do, karatê e yoga) me tornei uma legítima sedentária.

pois hoje resolvi começar modestamente, despretensiosamente. almocei (dentro do padrão-dieta) e fui caminhar. andei cerca de 30 minutos que quase custaram minha vida.

no começo estava gostoso, uma leve descidinha, o dia bonito e eu pensando "nossa, como é bom andar... eu devia fazer isso mais vezes!". 10 minutos depois eu já começava a sentir os pés e pernas um pouco pesados, uma leve dormência nas coxas e pensei "oba, está fazendo efeito!". continuei, firme, e 10 minutos depois eu estava sentada num banquinho na sombra, tentando esticar os músculos há muito sem uso, pensando "eu vou morrer aqui, no meio do parque". 3 minutos depois, respirei fundo e decidi que era uma mulher e não um saco de batatas (embora nesta ocasião esteja difícil diferenciar) e rumei de volta ao lar. os 10 minutos de volta foram pura tortura -- taquicardia, pernas pesadas, pés ardendo e a sensação de "uma ambulância por favor". é claro que quando as pessoas passavam por perto eu fingia que não estava arfando como um dogue alemão, há que se manter alguma dignidade.

chegando ao prédio, disfarcei o alívio e fingi que estava respirando normalmente, consegui até cumprimentar o porteiro. ao entrar em casa, desabei na cadeira, arrasada, e resolvi confessar tudo publicamente.

eu, I.M.G., sou uma gorda em recuperação. faz um dia que eu não sucumbo.

glitter

ontem entendi porque as bichas se rasgam pela cher: ela é TUDO. vi na TV um show dela e fiquei apaixonada. a mulher é maravilhosa, as roupas são um arraso e o show é um show :D

eu queria todas as roupas e perucas dela, eu quero ser a cher!

junho 8, 2005

os malditos testes...

Your Dominant Intelligence is Musical Intelligence
Every part of your life has a beat, and you're often tapping your fingers or toes. You enjoy sounds of all types, but you also find sound can distract you at the wrong time. You are probably a gifted musician of some sort - even if you haven't realized it. Also a music lover, you tend to appreciate artists of all kinds.

You would make a great musician, disc jockey, singer, or composer.

vamos divulgar!

As Casas André Luiz selecionam profissionais portadores de deficiência para 90 vagas distribuídas no município de Guarulhos e na Zona Norte da Capital de São Paulo. As vagas são em sua maioria nas áreas operacional e administrativa. Entre as funções estão auxiliar de lavanderia, auxiliar de cozinha, atendente, operador de telemarketing, auxiliar administrativo e balconista. Profissionais com deficiência de outras regiões poderão enviar seus currículos para o banco de talentos pois haverá oportunidades também em outras áreas da capital paulista. Os interessados podem enviar seus currículos para o e-mail: selecao [arroba] feal[.]com[.]br ou escrever para o Departamento de Seleção:
Av. André Luiz, 723
Picanço – Guarulhos /SP
CEP 07082050.

quadradinhos de feltro: das coisas mais lindas

gente, é um dos álbuns mais bonitos que já vi. fiquei louca de vontade de fazer quadradinhos! confiram aqui.

junho 9, 2005

vacas, tetas e asnos

vocês conhecem o movimento literatura urgente? pois deviam.

como sou gente boa, vou resumir pra vocês o blá-blá-blá: é uma lista de losers esmolando nosso dinheiro usando o maior atravessador que existe no mundo moderno: o governo. quanto à política de impostos, eu penso no governo mais ou menos como aqueles pais que levam seus filhos pro farol, bem molambentos, vendendo bala. o pouco que o infeliz-mirim ganha, os pais pegam (afinal, são os adultos responsáveis que sabem como fazer melhor uso do dinheiro) e gastam tudo no bingo.

pois então: o que nossos amigos escribas estão pedindo é uma esmolinha por favor. afinal, ao invés de gastar no bingo ou no bar, por que não gastar com eles?

eles podem dinheiro (em espécie ou em forma de passagem aérea e estadia, vejam bem) em prol do fomento de whatever-it-is (quem usa a palavra fomento devia ser abatido a tiros, digo eu). mas uma coisa não se pode negar: eles estão, antropofagicamente, reinventando a cultura popular. vejam que talento:

eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas estou só pedindo um dinheirinho!

transforma-se em:

Também não é difícil perceber que, quando as condições para a criação e a circulação da arte e da cultura sofrem um processo de estrangulamento, logo se nota um empobrecimento das relações humanas. Daí para o desencanto, a paralisia e, em grau mais acentuado, a barbárie, são apenas alguns passos. Largos, por sinal.

muito bem: todo mundo quer mamar na teta, eu também! inclusive, se esse negócio for aprovado, vou virar escritora, publicar meu livro de contos eróticos em prol do orgasmo e da reengenharia da sexualidade humana para alavancagem do prazer latino-americano. tudo isso, é claro, para atrasar a chegada da barbárie ao brasil -- ela, a dona barbárie, está neste momento passando sua temporada de verão em ibiza, mas tem planos de visitar a amazônia.

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bom, e tem mais gente metendo a boca, adorei todos: libertáriolibertino, polzonoff, marcurélio, mercuccio.

ai, minha santa xispita, padroeira dos blogs!

são 5 anos de blog, 10 anos de internet e trocentos mil anos de comunidades quaisquer (incluindo os clubinhos de criança, com votação e tudo) e é tudo igualzinho: poder, fama e glória.

vocês estão rindo? não riam, não. é sério, e isso é que é triste. as pessoas levam a sério essa história de popularidade, mesmo que você seja miss minissaia das escolas estaduais do vale da piripoca ou mesmo o feliz vencedor do concurso de contos de 2 páginas que retratam a miséria do sertão nordestino na década de 20. basta que mais de 2 pessoas (seu pai e sua mãe) gostem de você, fudeu. vai ter alguém com olhinho pequeno desejando sua morte e falando pro vizinho "olha, eu não sei como tem gente que considera aquela mocréia bonita! tem pernas tortas, olha lá!"

enfim. como eu disse no meu post sobre blog climbers, mais desprezível que o ser-blogueiro que se acha o rei da cocada preta é o ainda mais desprezível ser que puxa o saco do ser desprezível anterior.

complementando a escala de desprezabilidade, abaixo do ser desprezível puxa-saco está o ainda mais desprezível crítico de blogs pessoais, aquele que acha que o hype (?) em torno dos blogs-famosos (??) é uma farsa.

a internet criou a falsa ilusão de escala mundial. é tipo propaganda de site de blog: "torne suas idéias ultra inteligentes disponíveis PARA O MUNDO!" prestaram atenção? escreva ali no seu bloguinho e O MUNDO himself vai ler você. uau!

as moscas-do-cocô-do-cavalo-do-bandido deviam entender, de uma vez por todas, que blogs pessoais são que nem encontro de jovens, aquela coisa cafona mas divertida, que os amigos vêm e ficam falando besteiras que não vão dar em nada, eventualmente um vai comer o outro, um vai brigar com o outro, o dono do salão vai expulsar todo mundo porque o papel higiênico acabou, coisas assim. não vai sair nenhum movimento surrealista desses encontros, percebe? no máximo a gente vai fazer um sarau com música ruim e poesia pior ainda.

mas ó: vale a pena comparecer. tem sanduíche de carne louca e sempre vai ter alguém a fim de uma diversãozinha. afinal, é pra isso que estamos aqui, não é?

diário de uma gorda -- dia 3

o dia 2 passou sem muito alarde, até porque não fui andar (tinha que descansar da desgraça do dia anterior, é claro). o meu problema são os carboidratos, sabe. por exemplo: ontem (dia 2) jantei miojo. diz que para indivíduos gordos como eu o miojo pode ser útil, afinal é só carboidrato e água. não sei, no entanto, o efeito dele por volta de meia noite e meia.

o dia 3 (hoje) teve alguma movimentação corporal (caminhada de 15 minutos, para resolver coisas práticas) mas o almoço vai me levar diretamente ao inferno dos gordos-incorrigíveis: sanduíche de pão francês e mortadela de padaria tosca. e um suco de laranja. quem aqui não sabe que um suco de laranja tem tantas calorias quanto uma coca-cola?

pois. meu dia 3 é um semi-fracasso, eu espero compensar no jantar, comendo uma salada e um bifinho (que não vale por um danoninho :()

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quanto à dor nas costas, permanece. também continua aqui a impossibilidade do alongamento (por conta da minha forma de tartaruga centenária)

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ganhei do fer 2 livros do what not to wear, e estou em crise. um deles tem capítulos dedicados a disfarçar problemas de silhueta. peitos grandes, peitos pequenos, bunda grande, perna curta, perna grossa, pescoço curto, falta de cintura, culotes, braços gordos, barriga grande. tudo seria genial, se isso não virasse um resta-um de mau gosto: da lista acima, eu só pulei falta de cintura, culotes e peito pequeno. de resto, pode marcar X pra mim.

aí, é assim: bunda grande? usa calça de cintura baixa. barriga grande? NÃO use calça de cintura baixa. OK, tiremos a calça do cardápio. pernas curtas? use saltos finos para alongar. pernas grossas? NÃO use saltos finos.

então é o seguinte: eu vou ali me suicidar e já volto.

prestenção que agora é sério!

eu vi outro dia lá no mothern e fui conferir. umas 2 horas (e algumas lágrimas) depois eu consegui sair do blog, não sem seqüelas.

eu sou chata com poesia, vocês nem queiram saber. mas é que ela fala umas coisas tão lindas, de um jeito tão lindo... coisa de mulherzinha, o céu dos bichos.

junho 15, 2005

a queda

eu não tenho palavras pra dizer o que senti assistindo o depoimento do deputado. fiquei em choque, passada, horrorizada. não só com o teor do depoimento, com a possibilidade de tudo aquilo ser assim mesmo, mas com o TOM do debate. aquilo é tudo que eu mais execro na vida, o que é aquela gente? quem são aqueles homens?

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e não vem ninguém falar que "isso é brasil" ou que só aqui é assim, não. eu acho que isso é assim mesmo, no mundo, e eu é que sou uma trouxa inocente.

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por que sempre os homens?

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junho chegou e o frio ainda não. o céu, no entanto, não me decepcionou ainda: é céu de julho, e eu tenho estado aqui na janela enquanto trabalho, feliz por ter paisagem pra olhar.

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cada vez mais amo os animais: ontem vimos um programa no animal planet sobre elefantes criados em cativeiro. as coisas mais lindas do mundo! e na seqüência, um programa sobre cães que salvaram a vida dos seus donos. choramos, os manteigas-derretidas.

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nossas crianças estão umas pragas, a pós está bem legal, o trabalho idem. não sei exatamente a quem agradecer, então vou tentando ser legal com quem encontro por aí. é preciso retribuir, acho eu.

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a terapia chegou ao fim, ou pelo menos fechou-se um ciclo. nos próximos meses, vou cuidar um pouco do corpo; a cabeça vai indo bastante bem (fora o cabelo, que preciso cortar)

o casamento

ai caramba, a gente é mesmo cabeça de vento! deixa eu começar do começo: hoje eu fui ler a paula e achei a coisa mais fofa o paulo colocar um recado no blog dela, comemorando os dois anos de casamento. e lembrei que eu e o fer também fazemos aniversário de dois anos agora em junho!

foi assim: em junho de 2003 eu resolvi (me) mudar completamente, dar um basta a uma série de coisas. deixei pra trás lembranças e pessoas desagradáveis, minha vida anterior e comecei do zero, tudo de novo.

entrei aqui nesse apartamento numa tarde de junho e fiquei apaixonada. a sala enorme e clara, o chão de madeira, a cozinha amarela e branca. era muita luz, exatamente o que eu queria. liguei pra ele e disse "é aqui que vamos morar". em uma semana fechei tudo e mudamos em algum dia de junho que não sei exatamente qual foi, mas certamente algo entre 10 e 20 de junho. resolvemos então, por pura praticidade, declarar o dia 12 de junho o "dia do casamento".

nos mudamos juntos -- eu de uma vez e ele aos poucos, como é de praxe -- e passamos por muitas coisas boas e poucos momentos difíceis. tivemos muitas horas de felicidade e algumas horas de lágrimas -- algumas úteis, outras não. mas o passado é história: o que vale é que hoje, neste exato momento, estamos felizes, tranquilos e apaixonados como se tivesse tudo sido ontem.

essa coisa fofa toda, no entanto, não nos impede de sermos os cabeças-de-vento mores e esquecer que dia 12 é dia dos namorados ou que é o dia do nosso casamento. ele viajou pra visitar a irmã no dia 12, eu fiquei trabalhando o dia todo, tranquila, e nem nos lembramos que devia ser um dia especial. provavelmente porque todos os dias são especiais e nós vivemos assim: dizendo eu te amo e fazendo gracinhas todo santo dia :)

**

ah, sim: no início deste ano decidimos casar de verdade, com festa e etc etc etc. o dia? 11 de junho, este sábado último, justamente pra evitar muitas datas que devemos lembrar (pô, a gente é assim, distraído mesmo). só que em abril resolvemos que queremos a NOSSA casinha/apartamentinho, vamos comprar e pronto. essa mudancinha de planos inviabiliza a festa de casamento, pois não temos pais ricos e nem nadamos em dinheiro, portanto, devemos voltar ao assunto no ano que vem.

pra não passar o dia do ex-futuro-casamento, fizemos um jantarzinho: salada de mini-rúcula com palmito e cebola de entrada e pene com molho de frutos do mar (camarão, lula e mexilhão). eu errei na mão e exagerei no chili, ficou ardido que só -- mas ele comeu tudo e elogiou :) tá vendo? casamento é isso!

junho 16, 2005

o final feliz

nesses 5 anos de rotina de blog (sim, senhores, já-lá-se-vão cinco anos desde o primeiro post da minha vida!) já falei de tudo, acho. esgotei todos os assuntos, dei opinião sobre absolutamente qualquer coisa, preferencialmente aquelas das quais nada entendo. se vocês não acostumaram ainda, acostumem-se: eu sou assim! ter opinião (ou formá-la ali, naquele instante) faz parte do meu serzinho.

imagino que tenha falado em algum momento sobre o dilema ser solteira x ser casada, ter filhos x não tê-los, mas hoje deu vontade de falar de novo, porque casar ou não casar é o tema da TPM do mês. não a minha TPM (que anda de férias), a revista (que eu acabo comprando na padaria, quando vou almoçar).

li várias moças discorrendo sobre o assunto, uma das matérias até mete o pau no fim de sex and the city (o que é aquele mr big? eu nem via o seriado, mas ele é MUITO cafona!) e eu fiquei com vontade de dar meu pitaco aqui em casa.

eu não sei namorar e nem ficar, minha gente, eu sou uma mulher que CASA. é verdade que meu último casamento (não esse aqui) durou 3 meses, mas casei, sim. aliás, este casamento-relâmpago me fez perceber que casar não é só juntar ou assinar papel ou coisa parecida, tem que haver um acordo de companheirismo, seja ele qual for. companheirismo não significa necessariamente casalsinho-padrão, fidelidade, macarrão no domingo e acompanhar pro shopping ou pro futebol. companheirismo é estar com o outro mesmo quando não se está, se é que me entendem.

mas eu desviei do assunto: a questão na TPM é "por que precisamos desesperadamente casar?" e eu tenho uma resposta bem simples -- porque casar é LEGAL! casar (naquele sentido que eu expliquei ali em cima) é divertido, quentinho, gostoso, engraçado e dá uma sensação enorme de proteção e segurança. estar solteiro também é legal, mas vamos ser sinceros: não dá essa sensação de segurança, de ser acolhido. e talvez seja um fato: nós, mulheres, somos geneticamente programadas para procurar PROTEÇÃO e somos mais felizes quando nos sentimos protegidas.

quanto mais penso mais acho que o casamento simplesmente saiu de moda, temos preconceito contra ele (eu mesma tinha aversão a ele). parece que se criou o mito de que só pode existir um modelo de casamento, como se fosse uma instituição rígida e não um acordo entre partes. será que não estamos criticando a coisa errada? o problema não é casar ou querer casar, o problema é o quanto deixamos de lado os nossos desejos reais, nossas vontades, para que o casamento-instituição-padrão aconteça, quando abrimos mão dos valores ou desejos que nos são mais caros para atingir o casamento como fim.

casamento não devia ser contrato, devia ser simplesmente uma promessa de ser feliz em conjunto, sejam quais forem as regras ou a falta delas. casamento devia ser tão diverso quanto as partes que estão se juntando, devia ser único, íntimo, sem formato pré-definido.

a matéria da TPM relaciona bastante o casamento à procriação -- e há uma relação muito forte entre as duas coisas, eu corcordo -- mas faltou levantar outra lebre: procriação sem casamento.

não sou adepta da "produção independente" no sentido de ter o pai da cria como doador de esperma e só. eu realmente acredito no papel da mãe e do pai como essenciais para criar filhos, com ou sem casamento no modelão tradicional. não vejo problema em ter um acordo com o pai da criança para que ele seja somente pai e não marido. mas ele precisa SIM ser companheiro nessa jornada pro resto da vida que é ter um filho. privar deliberadamente uma criança do seu pai (ou mãe), sua outra metade, é no mínimo egoísta. claro que não é impossível criar um filho sem pai ou mesmo sem mãe, mas convenhamos: isso devia ser exceção, não regra.

ninguém tocou nesse assunto ainda, mas se o casamento era antes o grande final feliz para muitas mulheres, hoje essa saída cor-de-rosa é a maternidade. não consigo achar sentido para minha vida? não achei meu príncipe encantado e vou ficar pra titia? fácil: vou virar MAMÃE e *plim* cria-se um novo final feliz pra esse conto de fadas frustrado. o lugar do príncipe é substituído lindamente pelo bebê e por todo o fetiche em torno de ser mãe.

acredito firmemente -- cada vez mais -- que não é possível ser feliz através de outros (filho, marido, amigo), temos que ser felizes por nós mesmos. os outros todos são complementos -- bem-vindos, mas ainda assim, complementos.

tenho pena de quem procura no outro um motivo pra ser feliz. pra esses, o final não vai ser feliz nunca, simplesmente porque em todos os fins da nossa vida só existe uma pessoa nos esperando: nós mesmos.

quer entender meu trabalho?

assista a esse vídeo. eu sou o negão.

junho 17, 2005

da série what not to wear

- rapaz moreno, magro, com cabelo cheio de gel, bigodinho fino. camisa: preta; calça: preta; cinto: bege; sapato social: bege

- moça gorducha, aproximadamente 30 anos, cabelo chanel, barriga proeminente, com dobras de gordura. calça jean apertadíssima; sandália de salto fino; blusa-vestido de liganete azul calcinha, uma manga só; sem sutiã; cinto de couro grosso com enfeites marcando a cintura baixa (logo abaixo das dobras de gordura)

- moça normal, cerca de 25 anos, unhas dos pés completamente micosadas, um horror. jeans e camiseta, com sandália plataforma, aberta, de plástico, branca

o diário de uma gorda, dia "x"

então: hoje eu subi uma ladeira e quase precisei de uma unidade móvel da UTI na seqüência. foram 3 minutos de tortura (a subida) e mais 10 minutos de constrangimento (arfando como um dogue alemão). não tá fácil.

não estou seguindo 100% da minha proposta inicial, sabem. ontem mesmo almocei lindamente dentro da dieta mas peguei 4 pãezinhos doces pra tomar com café. olha como o mundo não contribui: eram pães pequenos, eu queria um só. "não pode não, dona, só vende de 100g em diante". ok, me dá 100g então, que eu quero esse pão agora de qualquer jeito! quatro pães. eu só queria um, mas não poderia separar a família, seria crueldade. comi os quatro.

em casa, ao contrário de outras pessoas, eu como com mais regras. até porque na minha casa não tem doces ou tranqueiras engordativas. é claro que tem leite condensado, nescau, açúcar, mas acreditem ou não, não consigo atacar essas coisas. doce pra mim é doce com formato de doce. brigadeiro de colher, por exemplo, não conta e eu não gosto. brigadeiros enroladinhos, no papelzinho... como de dúzias. faço até o número do godzilla comendo japoneses em tóquio (ROARRRR -- e os brigadeiros vão, gritando, goela abaixo).

a caminhada não resistiu à minha falta de regras domésticas no momento. estou pensando em me inscrever na aula de hidroginástica -- aquele esporte de velhinhas, grávidas ou gordas (eu só não estou grávida, mind you) -- e pelo menos ter o incentivo de ter meu dinheiro desperdiçado caso eu falte.

de resto, saibam que eu sofro mais por não poder comer torresmo do que uma torta ou pudim. torresmo, pão com manteiga e mortadela são as perdições da minha vida. ontem comi duas bistecas de porco bem tostadinhas, com arroz feijão e salada. tive uma iluminação, meus olhos se encheram de lágrimas e eu agradeci a deus por ter criado o porco. não sei se gosto mais deles vivos e rosinhas ou se mortos e bem tostados.

sou uma horrorosa, podem me apedrejar.

junho 20, 2005

filmes, filmes, filmes

suspeito zero = filme bem interessante, apesar de uma ou outra coisinha malfeita. gostei muito da idéia e o ator principal é o máximo.

batman begins = maravilhoso! esse é o batman que eu li e amo, e não aqueles arremedos dos filmes anteriores. os filmes anteriores são OK, mas o batman não é O batman, sabem? esse é ele, perfeito, encarnado. amei.

lawrence da arábia = pegamos o filme mais comprido do mundo, mas valeu a pena. assisti esse filme colorizado (no relançamento) quando estava com 15 anos, no falecido paramount. o filme virou referência de paisagens pra mim e confirmei que ainda é. o que eu não tinha reparado na época é como o lawrence é biba e como ele tava surtado. e o que é aquele cabelo engomado, no meio do deserto?

viagem insólita = meu deus, como tem gente louca nesse mundo! o filme é muito engraçado, mesmo sendo tão antigo. piadas ótimas, a meg ryan ainda não famosa e já linda e fofa. e a frase do século "i'm possessed!"

hoje tem brazil, o filme. vamos ver o que diabos é isso -- tudo by 2001, a locadora que acaba com o orçamento das pessoas.

junho 21, 2005

notícias para o brasilzão de meu deus

amigos, amigas, se tudo der certo, visitarei belo horizonte, porto alegre e brasília com alguma freqüência nos próximos meses.

portanto, convoco os lindos e maravilhosos amigos "virtuais" destas cidades a se manifestarem, porque quero conhecê-los todos! não aceito não como resposta. deixem seus recados e/ou emails, vamos trocar telefones e nos encontrar. essa história de blog e email é legal, mas um café com leite no boteco e umas mentirinhas inócuas me agradam mais.

e se alguém aqui de são paulo nunca se sentiu convocado, sinta-se: vamos tomar um café, caramba!

junho 23, 2005

muitas coisas

tem o pixel aqui no meu pé, tentando escalar as minhas calças e chegar até os mistérios da mesa do escritório. alguém já viu um furão numa mesa de escritório? não queiram, não é divertido (pelo menos pra quem arruma depois)

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ah, e tem a didi cavando a caixa de areia, feito uma louca, espalhando areia (limpa) pelo quarto. e eu gritando. e ela ignorando, como aliás é típico dos furões.

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aí, quando eu coloco ela de castigo, o groo corre atrás de mim, atacando as minhas pernas pelas costas. é um motim!

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vimos brazil, o filme. eu achava que a alusão ao brazil era a parte boa, da fantasia de um lugar ensolarado e sempre azul, mas não: aquele cenário de departamento público é o próprio brasil e eu fiquei deprimida. tá certo que no prazo de 2 dias eu estive nos antros da burocracia (DETRAN e cartório), mas fala a verdade: esse país não é o inferno burocrático? eu tenho certeza que o inferno tem despachantes de montão, cartórios, máquinas de xerox, muitas vias pra preencher e muitos, muitos carimbos.

ah, mas eu gostei do filme. muito interessante, e afinal, tem o PABLO (qualé a música, lembram?)

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o frio chegou e eu não consigo sair do edredon, alguém me salve!

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carro em dia, moto em dia, casa quase em dia. quase.

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os últimos 10 anos foram uma jornada incrível, com tantas mudanças quanto possível. há 10 anos fui morar sozinha (com minha irmã, na verdade), comecei minha vida adulta de verdade. parece que foi ontem, mas com outra pessoa. essa aqui não é mais aquela -- graças a deus. mas sem aquela, essa aqui não seria essa -- graças a ela, então. que deus a tenha.

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minha TPM agora é assim: eu rôo as unhas, durmo mal e fico impliquenta. se falar que o céu é azul eu vou discordar, me deixa!

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minha calça jeans preferida esgarçou no meio das coxas, como sempre. alguém devia inventar uma calça que não esgarce nesse lugar maldito -- eu só compraria dessa marca.

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a fal comentou sobre uma propaganda que eu odeio também: a das torradas, que o namorado chama a menina de docinho de coco, pudinzinho e todas as coisas mais doces e gostosas e ela faz cara de cu. e eu fico imaginando ela mudando de vida e comendo só torradinhas integrais. de noite, na cama, ele vira e fala: "vem cá, minha torrada integral!". vocês acham que, de 0 a 100%, qual é a chance de rolar sexo?

mas a fal foi melhor que eu: ela cogitou o cara chamar a menina de fatia de tofu. eu matava, com o alicate de unha.

junho 24, 2005

a vida não pára

acho que só sei trabalhar sob pressão: quando o tempo sobra eu vou deixando, deixando, deixando... até a ultimíssima hora. e fica tudo pronto. por que, meu deus?

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comemos hoje pernil acebolado, arroz, feijão, pimentão vermelho refogado, salada de alface. e morangos com leite condensado de sobremesa -- tudo feito pela mami. alguém pode querer mais?

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mais um dia, chegando cada vez mais perto. eu sonho e fantasio, como boa pisciana, mas organizo, planejo e realizo. que mistura maluca é essa de signos, meu deus? quem entende esse meu mapa?

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esse lado da rua é mais azul de manhã, é o melhor horário do dia para ficar olhando as nuvens passarem.

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os dias de junho e julho são os melhores do ano. amo festa junina, todas aquelas comidas maravilhosas... mas odeio os fogos. odeio. o barulho, a fumaça fedorenta. sou como cachorro: tenho medo de rojão.

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canjica quentinha com amendoim. eu quero!

junho 28, 2005

foi por pouco...

não sei como, mas sobrevivemos a uma virose que deve ter sido criada para dizimar algum país da áfrica, só pode ser. ficamos com uma febre altíssima, tossindo feito cachorro e derrubados na cama.

pra completar, eu estou com o nervo ciático inflamado e é uma dor irritante que não passa nunca. mesmo depois das injeções (extremamente doloridas), só amenizou, não passou.

se vocês acham que eu estou exagerando, presta atenção: EU PERDI O APETITE. sinal do fim dos tempos, apocalipse, o que vocês quiserem.

e pior: não podemos brincar com os furões :( eles pegam vírus como a gente, e eu fico apavorada só de imaginar o que um vírus desse pode fazer com uma criaturinha tão pequena.

noite de estrelas

arde na terra a solidão da Lua
iluminando meu olhar perdido
entre campinas, abismos e chapadas

meus olhos queimam a última lembrança
como fogueira em noite de estrelas

me deito só
com vista para o mundo
calando fundo meus sonhos, minhas queixas

mas alço vôo em busca de teus passos
piso descalço na terra do teu corpo
suave passo, suave gosto, cheiro de mato

meu braço laço, te lanço em segredo
vem ser meu canto, meu verso, meu soneto
vem ser poema no árido deserto

serei oásis, silêncio, festejo
serei sertão nas horas de aconchego

**

por maria bethânia, especialmente para o gui, porque quando a gente precisa chorar ela é a trilha sonora mais que perfeita. e chorar, vocês sabem, também cura.

receita de convalescente

isso é a única coisa que eu doente sou capaz de fazer (mas não fiz, porque estou incapaz ainda)

4 ovos inteiros
2 colheres enormes de manteiga SEM SAL
2 colheres de sopa de cebola picadinha
1 colher de chá de alho picadinho
sal e pimenta a gosto

numa frigideira ou panela antiaderente, esquente a manteiga até parar de borbulhar e coloque a cebola. mexa até ficar tranparente e depois junte o alho. o ponto de refogado do alho depende do gosto do freguês: eu gosto levemente refogado. quebre os ovos na frigideira e vá mexendo com uma colher de pau, sem bater, tenha paciência e abaixe o fogo. a idéia é deixar o ovo grudar no fundo (de leve!) e ir soltando aos poucos, pra ter pedacinhos de ovo refogados. coloque o sal e a pimenta e continue mexendo até o ovo ter cozinhado mas sem secar, pelo amor de deus! ovo mexido ou omelete com os ovos completamente cozidos é uma heresia. não faça isso.

esquente pão ou compre fresquinho (pessoas doentes têm pouco ânimo pra ir à padaria, então recomendo ter sempre um pão velho na geladeira pra colocar no forno em caso de emergência) e coma aos bocados, com pedaços de pão rasgado.

aliás, dica de pão velho: pra ele ficar como novo, molhe um pouco e coloque no forno -- é um milagre! ("molhe um pouco" significa: molhe suas mãos e passe em volta do pão; não mergulhe o pão na água, não vai funcionar)

junho 29, 2005

quando o amor vacila

meu deus, eu tive que roubar porque é sempre bom ter alguma coisa tão linda guardada nos arquivos do blog. thanks, bebê.

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eu sei que atrás deste universo de aparências
das diferenças todas a esperança é preservada
nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido
mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir
e dela não me conformo
eu acredito em tudo, mas eu quero você agora
eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes
pelas tuas loucuras todas, minha vida
eu amo as tuas mãos mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas
amo teu jogo triste
as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo
eu amo a tua alegria
mesmo e fora de si eu te amo pela tua essência
até pelo que você podia ter sido
se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco
eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo
quando sozinha eu bordo mais uma toalha de fim de semana
eu te amo pelas crianças e futuras rugas
eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis
amo teu sistema de vida e morte
eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual
eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras
eu te amo desde os teus pés até o que te escapa
eu te amo de alma para alma
e mais que as palavras
ainda que seja através delas que eu me defenda quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila.

junho 30, 2005

um pé na cova, outro na casca de banana

são 5 dias de tormento pra mim e 7 dias pro fer, até descobrirmos que estamos ambos com faringite -- e por isso a tosse de cachorro interminável.

na minha saga com os ortopedistas e suas curas milagrosas (sempre envolvendo seringas e agulhas ameaçadoras) fui parar em um que não me mandou tomar nada além de relaxante muscular até que eu faça uma tomografia da coluna. hm. ele diz que quer ter certeza que eu não tenho uma hérnia.

só me falta, agora vou ganhar uma companheira pra TPM, a dona hérnia!

nossa mesinha de cabeceira parece aquelas que a gente vê em UTI: vidrinhos, capsulazinhas e muitos (MUITOS!) lenços de papel usados. e água, que não pode faltar. ontem antes de dormir tomei 3 comprimidos de uma vez. tem cabimento?

pra completar, me atrapalhei com as cápsulas e, às 4 da tarde, tomei o remédio de 12h/12h ao invés de tomar o de 8h/8h. conclusão: acorda a otária às 4 da manhã pra tomar remédio (e engole uma naftalina no lugar, como disse o fer. ha.)

não é possível se comunicar conosco por mais de 2 minutos sem começar o cof-cof-cof, nariz assoando, olhos lacrimejando e as caras de "pára o mundo que eu quero descer". depois de cada crise de tosse a gente descansa meia hora. imaginem quanto tempo demoramos só pra dar boa noite...

enfim, estamos moribundos, podem mandar coroas de flor -- sem cheiro, por favor.

imagem não é nada, sede é tudo

eu amo esse slogan, mesmo sendo tão contraditório na condição de propaganda de refrigerante. tenho visto bastante TV por conta das "horas de repouso" e é impressionante como tem gente retardada trabalhando na TV. é a ode aos retardados, eu fico boquiaberta ouvindo frases sem sentido, idéias (?) desconexas e falta de vocabulário crônica. geralmente não consigo assistir mais de 5 minutos, mas é suficiente pra escrever sobre o assunto.

não sei quando foi, me deparei com o supla no sofá com duas moças lindas, magérrimas, brancas e uniformizadas: sapatos de salto preto, jeans justíssimos e blusinha sem manga preta. ambas com várias tatuagens nos braços, aquela coisa super descolada. e o supla é o supla, dispensa apresentações.

a atitude, gestual, vocabulário e "idéias" das duas moças me deixaram deprimida. elas parecem saídas de uma linha de montagem de aviões-de-parque-de-diversão: lindos, mas somente para menores de 12 anos. vozes pastosinhas, comentários inúteis, trejeitos idênticos, parecem as noivas do drácula. show de horror.

é cruel: somente aqueles modelitos da TV têm direito a fazer sexo, ir à praia, sair "pra balada" e ser feliz sem serem olhadas como um ET. quem são elas? escolha o seu sabor preferido das "escravas da beleza": loura-siliconada; morena-malhada; modelo-esquelética; ruiva-ninfomaníaca (todas com menos de 30 anos, óbvio. se tiver mais, tem que parecer menos). e quanto a nós outras, fora deste padrão, que temos barriguinha, estamos deixando o cabelo crescer ou esquecemos de depilar? já pra casinha, xô, vão lá pro fundo, ninguém quer ver essas coisas nojentas procriando ou mesmo fazendo festinha. xô!

poucos dias atrás vi o excelente documentário eternamente sexy (traduzido pela dani, aliás) que trata da sexualidade de mulheres idosas (após os 60 anos, acho eu). o programa é lindo e eu chorei como criança quando ele acabou. não que ele seja triste, muito pelo contrário, é vigoroso e pra cima, mostra mulheres poderosas do alto dos seus 60, 70 e 80 anos, um exemplo. o que doeu, acho, é me ver ali nessa mesma situação, seja com 30 ou 70 anos: como é difícil viver e ser feliz fora do padrão!

uma das mulheres fala claramente sobre a dificuldade de se permitir ter sexualidade e gozá-la (ops) estando fora do padrão. peraí, que eu conheço essa história! ou será que sou só eu que fico sublimando meu tesão quando estou me achando "fora do padrão de qualidade"? e quando a idade chegar de vez, mesmo, quando dobrar o cabo da boa esperança? eu não quero viver uma vida de me adequar pra conseguir ser feliz. acredito sim que é importante cuidar do corpo, mas a pergunta é pra quê?

não conheço ninguém que admita que malha ou faz tratamentos estéticos ou dieta ou se tatua simplesmente pra se enquadrar, pra sair do time dos "feinhos-e-esquisitos-do-fundão". todo mundo sempre tem aquelas respostas prontas tipo "ah, eu me exercito pra ser mais saudável" ou "ah, meu médico mandou" ou quantas coisas quiser colocar aqui. as atrizes todas fazem plástica para "aparecer bem no vídeo" (até porque se não fizerem elas não aparecem mais no vídeo).

fiz minha primeira tatuagem numa época em que ainda não era moda ter tatuagens; eu tinha 15 anos. com 14 anos eu tinha 8 furos nas orelhas, muitos feitos em casa mesmo, simplesmente porque eu achava legal. nem sabia o que era "piercing". meus motivos? exibição do meu corpo, pura e simples e certamente um desejo de deixar claro que eu era diferente do que via ao meu redor. sempre gostei de viver em grupo, ou melhor, em grupos, mas nunca consegui pertencer a um grupo só. eu era "CFD bagunceira" e ainda sou "briguenta legal". não gostava de me sentir enquadrada e nem rotulada -- ainda não gosto, vivo fugindo das definições. não gosto de ser "a pisciana" e nem "a de cabelo vermelho", por isso mesmo (reparem), estou sempre mudando. não sou um monolito, cáspita!

ontem me peguei pensando "não quero mais fazer tatuagens, nem piercings, NADA". fiquei me perguntando se estou ficando velha mas percebi que não: o mundo é que tá ficando "setorizado" demais e já tem gente me colocando numa prateleira do setor. não me identifico com as mongas-de-tatuagem e muito menos com as demais categorias apresentadas. de novo, percebo que estou indo na contramão há alguns anos, levando meu corpinho volumoso e tatuado de volta ao tempo em que mulheres davam valor a si mesmas, nos seus guetos, ao invés de se transformarem num bando de hienas histéricas pelas TVs, boates e bares da vida.

vou ali costurar com a paula ou tricotar com a beth ou cozinhar com a minha mãe, sabe. quem sabe com 40 ou 50 anos eu resolva retomar as tatuagens.

sim, sou negro de cor

e eu acompanho o mundo féxion, minha gente. desfile da ellus, rolando um rap (ou coisa que o valha) com um negão (suponho) cantando "sou preto sim com muito orgulho! moro na favela e etc." mil e duzentas vezes enquanto as modelos desfilam. o desfile é uma homenagem à influência da cultura negra urbana no caralho de asas da moda, e na passarela vemos o quê?

modelos brancas, várias louras, raquíticas. algum preto? só no kajal, meu bem.

dá pra levar a sério?

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