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Archive for setembro, 2005

le parkour

setembro 30, 2005 Comments off

a dica é da tina e a pesquisa é do fer — a cara de espanto é minha mesmo.

confiram alguns vídeos desse — esporte? diversão? sei lá! — aqui e me digam o que acharam. eu achei o máximo! ah, se eu fosse jovem e magra e meio-macaca…

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fotos e lembranças

setembro 28, 2005 Leave a comment

resolvi fuçar a máquina digital — essa coitada, largada aqui em casa junto de revistas, livros e outras coisas menos nobres — e tinha muitas fotos do pixel. fiquei triste e feliz, se é que me entendem. tem cada foto fofa, dá vontade de apertar ele muito-muito. tem fotos da didi e do groo também.

resolvi colocar no flickr*, que é a maravilha da indexação. regozijem-se, pois, e vão lá ver as fotos. prometo subir TODAS que eu tiver pra lá, com comentários, tags, etc. (o link permanente fica ali ao lado)

porque quando uma mulher quer, uma mulher pode 🙂

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(*) link permanente “ivanise”, thanks marcos 🙂

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mais de mim

setembro 27, 2005 Leave a comment

eu copiei da dani, mas quem começou foi a beth.

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nunca soube bordar. sei costurar, já soube crochetear, reaprendi a tricotar (mal). pinto e desenho desde pequena, e bem. danço (com animação e sem noção) e canto (bem!), toquei instrumentos mas larguei. adoro arte, me comove. acho fotografia legal mas prefiro ver sem a intervenção da câmera. ler é como sonhar — quanto mais preciso fugir, mais leio; se estou tranquila, penso e sonho, os livros emboloram. já escrevi e recebi muitas cartas em papel. eu gostava, mas não sinto falta — o importante é o fim (diálogo) e não o meio. papel e caneta eu não abandono porque preciso desenhar e riscar pra pensar, minha memória é visual. sou sinestésica, sonho em technicolor, reconheço cheiros com precisão. cultuo sabores, cores, texturas, cheiros, visões e sons. chiados de cebola na panela me levam ao delírio. cozinho muito, muito bem (e como melhor ainda). adoro incondicionalmente as plantas e os animais — as pessoas eu tenho escolhido a dedo, e com cuidado. cabelo, peso, interesses, tudo muda rapidamente, a coisa que mais gosto na vida é *mudar*. ganho um bom dinheiro, gasto que é uma beleza; não devo (e quando devo, pago). gosto do dia e da noite, de frio e de calor, céu azul e cinzento, chuva e sol — só não gosto mesmo é de muito da mesma coisa. viajei muito, viajarei mais ainda. amo e odeio com a mesma facilidade — e os dois somem, tão rápido quanto vieram. não me apego a sofrimento e nem às coisas materiais — digo adeus com facilidade. sou doce feito fruta — e tenho cica, sim. gosto de grude e dengo, mas com espaço. prefiro ser mordida 🙂

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da fé

setembro 26, 2005 Leave a comment

gabis falou uma coisa tão bonita lá nas páginas íntimas dele: (…) estou com uma saudade boa de ser menino e de ter uma fé intacta.

eu aqui pensei: acho que cresço ao contrário, e quando tiver 100 anos serei uma bebezinha pequena, agarrando a vida com mãozinhas gorduchas.

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das coisas entre o céu e a terra

setembro 26, 2005 Leave a comment

se eu disser que já não sinto nada

que a estrada sem você é mais segura

(…)

e quanto finjo que esqueço

eu não esqueci nada

(…)

não é que eu queira reviver nenhum passado

nem revirar o sentimento revirado…

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.. mas é que perder um amor presa numa jaula de impotência causa erosões internas, buracos inesperados. não é como o rio que passa e carrega as pedrinhas, dia a dia, e o leito se abala aos poucos; a gente meio que adivinha que a água vai mudar de curso, vê as estruturas desmoronando. a surpresa do fim é terremoto, deslocamento de camadas tectônicas internas.

aqui dentro desse pedaço de corpo onde fica o coração parece que caiu uma bomba e ficou o buraco; ou que alguma coisa se foi sem eu saber pra onde. a gente sabe que não vai morrer e nem se acabar, mas tudo se mexe lá dentro pra ocupar o vazio e não deixar o estrago piorar e matar um pouco mais — e mexer coisas de lugar sempre dói, vocês sabem.

durante o dia e a noite da bomba me senti tremendo toda por dentro e qualquer silêncio de poucos segundos trazia lágrimas quentes, aquelas que vêm de um lugar diferente das outras — as lágrimas de dor pura, sem intermediários. quando pude finalmente ficar só e deixar minha paisagem interna se recompor, doeu. minha memória brincou comigo de reviver cada pedaço da vidinha do meu amigo que passou — ele pequenino, cabendo na minha mão; ele arrastando coisas muito maiores que ele; ele procurando meu colo quando eu chorava, lambendo minhas lágrimas muitas e muitas vezes; ele dormindo feito um anjinho; ele sozinho enquanto eu me preocupava mais com um homem insensível e suas maluquices; ele feliz e brincando sozinho ou com os irmãos, fazendo tranquinagens; ele dormindo no meu travesseiro; ele no último dia que nos vimos, deitadinho no tapete e brincando comigo.

não foi só um amigo de 5 anos e meio que se foi; uma boa parte do meu passado deste período foi embora com ele, pra sempre. revisei tudo, bom e ruim, e coloquei coisas nos seus devidos lugares. na verdade, nem ele e nem meu passado foram embora, eles só estão agora no lugar certo: no passado, na lembrança. não é fácil trocar essas coisas de lugar e deixar ir o que efetivamente se foi. ele está no jardim dos furões, brincando e dormindo com o pastel-rabugento; meu passado, do mesmo jeito, foi pro arquivo-morto de vez.

durante o luto, deu-se a dolorosa mudança da minha paisagem interna. percebi, não sem espanto, que chegou o fim da era de não acreditar. houve um homem que passou pela minha vida destruindo meu jardim de flores; ele acreditava (e me fez acreditar, por um tempo) que graças a ele, graças à sua influência, eu passaria a ter fé. ele estava errado — tudo o que ele me fez ver foi o quanto ele era um carente reprimido e quanto eu era forte. quem veio a esse mundo pra me fazer ter fé foi ele, o pequenino pixel. durante a madrugada na qual me despedi dele foi quase como um CLIC: eu acredito num mundo além desse, onde nos encontramos com todos aqueles que amamos. acredito que ele e o pastel vão estar lá quando a minha hora de ir chegar, sim. hoje eu choro de vez em quando porque tenho muita saudade dele aqui por perto, mas logo passa.

enquanto ouvia o som das ondas batendo nas pedras, no hotel na beira do mar, percebi como é bobo acreditar em elétrons, átomos, teoria do caos e sentir vergonha de acreditar no jardim dos furões.

eu acredito. e penso, com certo espanto, que não há de ter sido à toa que o pixel veio viver (e morrer) comigo.

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* 18/03/2000 + 21/09/2005

setembro 21, 2005 Leave a comment

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would you know my name

if I saw you in heaven?

would it be the same

if I saw you in heaven?

I must be strong

and carry on,

‘cause I know I don’t belong

here in heaven.

would you hold my hand

if I saw you in heaven?

would you help me stand

if I saw you in heaven?

I’ll find my way

through night and day,

‘cause I know I just can’t stay

here in heaven.

time can bring you down,

time can bend your knees.

time can break your heart,

have you begging please, begging please.

beyond the door,

there’s peace I’m sure,

and I know there’ll be no more

tears in heaven.

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ele – o meu bebê mais querido, mais lindo, mais branquinho — foi embora pra sempre, e eu nem estava ali do lado. pelo menos o pai dele estava lá, pra dizer boa viagem. minha mãe diz que não foi à toa que ele foi embora no primeiro dia da primavera — foi passear num jardim lindo, junto dos outros amigos furões dele.

eu sei que dó-dói-dói e eu não sei como vai ser quando eu voltar pra casa e ele não estiver lá pra me dar uma lambida de felicidade.

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festa de despedida do livro da fal

setembro 19, 2005 Leave a comment

eu tenho o meu, com dedicatória fofa e tudo. cata o seu antes que acabe de vez 😀 (nos vemos lá!)

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ah, o primeiro mundo…

setembro 16, 2005 Leave a comment

qual é o mal de uma pequena orgia pública entre amigos, minha gente? 🙂

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shortcuts

setembro 16, 2005 Leave a comment

zentes, eu sou adepta da leitura do esgoto dos blogs, aqueles blogs absolutamente imbecis. por quê? sei lá, acho que é a mesma lógica de quem assiste reality shows: pra ver a idiotice alheia e se sentir menos idiota; pra ver os outros pagando mico e se sentir aliviado por não ser você ali. sei lá! enfim, hoje alguns destes micro-posts são dedicados a estes blogs-cocô.

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o que é ser baranga? — eu pergunto.

num dos blogs-cocô eu li uma senhora discorrendo sobre a propaganda da dove e as mocinhas rechonchudas, dizendo que são todas barangas, que ninguém gosta de gordura, que aquilo é hipocrisia pura pra contentar as barangas-da-vida-real.

aqui na minha terra a gente chama de baranga mulheres mais ou menos assim: cafonas ou mal-vestidas em geral; com cabelos equivocados (morenas com reflexo loiro, por exemplo); usam roupas/sapatos chamativos, brilhantes e frequentemente vagabundos; compram e usam imitações de marcas famosas; usam perfume enjoativo; gostam de roupas justas e provocantes, independente do corpo que têm; usam ombreiras; odeiam os homens mas passam boa parte do seu tempo correndo atrás deles (e são sempre descartadas); se acham gatíssimas.

coincidência ou não, a senhora que não gosta das fofuchas da dove se encaixa 90% na descrição acima… ;D

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como tem gente que escreve errado nesse mundo, meu deus… e não adianta: por mais que o assunto seja interessante ou a idéia faça sentido, eu não consigo levar a sério textos toscos. livros são a mesma coisa. por exemplo: paulo coelho e andré vianco (dadas as devidas proporções) — não acho os assuntos ruins, muito pelo contrário. o andré eu até li, porque o assunto me interessa, mas foi uma tortura! o cara escreve mal demais e o revisor é pior ainda. paulo coelho, nesse sentido, está em desvantagem: o assunto é até interessante, mas ai meu deus, o que é aquele texto?! não consigo. já tentei, mas, desculpe, não dá.

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vi ontem o fim de um filme muito interessante: “arte, ilusão e amor” (acho que é isso). não posso contar muito do que gostei do filme, senão conto o fim da história, mas me fez pensar. voltando ao assunto da propaganda da dove, o quanto a aparência externa influencia o caráter e o comportamento? pessoas bonitas tendem a ser mais cruéis, oportunistas e egoístas? pessoas feias ou normais tendem a ter mais compaixão pelo próximo?

neste caso não vou entrar no mérito do que é belo, vamos assumir que belo é o que se considera belo, e pronto. o quanto estar dentro ou fora do padrão nos modifica por dentro?

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ouvi falar de uma história de eleição para aprovação de venda de armas, ou coisa parecida. alguém sabe do que se trata? eu só sei uma coisa: se além dos bandidos terem armas os boçais tiverem também, vai ser o apocalipse. odeio armas de todo o tipo, nas mãos de quem quer que seja, mas confesso que entre os bandidos e polícia armados e os idiotas que acham que vão brincar de bangue-bangue todos armados, prefiro a primeira opção. até porque quem vai comprar armas, se for liberado, são os retardados cheios de testosterona de classe média — deus nos livre!

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e esse povo que acha que o roberto jefferson é legal e herói por que colocou a merda no ventilador? sei que é melhor ler isso que ser cego, mas não consigo evitar de pensar que depois que estragaram a evolução humana com tantos recursos de medicina nossa espécie só vai ladeira abaixo.

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já contei que adotamos mais um furão? uma mocinha enlouquecida, parecida com um guaxinim, chamada thame. mas a gente chama ela de preta, e ela gosta.

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acabei os contos de nárnia, e de forma geral gostei muito. não gostei do último livro e entendi porque o philip pullman, meu herói, não gosta dessa série. coisas preto-no-branco são mesmo muito chatas, principalmente quando a gente passou dos 30.

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passei uma semana fora, aqui em campinas, e meu namorido veio dormir comigo 2 vezes, de saudade. pode parecer bobo, mas depois de 2 anos de casados isso é a coisa mais fofa, vá 🙂

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estou amando meu trabalho 😀

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os amigos já não me vêem faz tempo, eu ando sumida, é verdade. espero que eles sintam, sem ver nem ouvir, que o amor continua aqui — roxinho de saudade 🙂

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agora eu dei de desenhar como louca — aqueles desenhos meus, qualquer hora eu coloco aqui. meus preferidos são o porco e o cachorro. e meus auto-retratos, que são a coisa mais cute do mundo! quem dera todo mundo me visse como eu me vejo…

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me vejo no que vejo

como olhar em meus olhos

com um olho mais límpido

me olha no que olho

é minha criação

isto o que vejo

perceber é conceber

águas do pensamento

sou a criatura do que vejo

(octávio paz)

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como destruir um relacionamento

setembro 6, 2005 23 comments

sabe quando a gente acha que encontrou a pessoa para viver até o fim da vida? a pessoa perfeita, que não só causa o arrebatamento de paixão mas também faz você se sentir completa, feliz e segura? eu achei. ou melhor ACHEI que tinha achado. ontem tudo mudou, e para contar o que houve vou começar do começo.

um fato, antes de começar a história: minha cara-metade odeia salada. ou pelo menos diz que odeia — o que é quase a mesma coisa. eu, ao contrário, adoro salada e sempre como com muito prazer, mesmo tendo de aturar a cara de nojo dele enquanto eu como (o que a gente não faz pelo casamento, não é, minha gente?)

bem, voltando: outro dia disse pra minha mãe que há anos não comia uma salada que ela faz e eu amo — chuchu, ovo cozido e cebola (e não façam cara de nojo, não, é maravilhosa). ela, passando o dia aqui comigo ontem, me fez uma surpresa: fez uma tigela enorme da salada que eu tanto amo! fiquei super-feliz, mas não pude comer a salada no almoço (almocei fora com uma colega do trabalho), deixei pra mais tarde. mais tarde, minha irmã veio me pegar pra irmos pra pós e acabamos comendo um lanche mesmo. pensei comigo “ok, mais tarde eu chego e como a salada com um arrozinho…” fomos pra aula.

horas mais tarde cheguei, pimpona, beijei o homem da minha vida, cheia de saudades e comecei a tagarelar enquanto tirava os sapatos e me dirigia para a cozinha, morta de vontade de comer minha salada com arroz. tirei o arroz da geladeira, coloquei pra esquentar e fui pegar o pote de salada…

… VAZIO. limpo. e dentro da pia, pelo menos. não tinha uma cebolinha, um ovinho, um mísero chuchu. perdi a cabeça e saí gritando:

(eu) — VOCÊ COMEU A MINHA SALADA!!!!!

(ele) — ai meu deus… eu sabia que isso ia acontecer!

(eu) — VOCÊ NEM GOSTA DE SALADA! ABUÁAAAAA! A SALADA QUE MINHA MÃE (muita ênfase aqui) FEZ PRA MIM (muito mais ênfase aqui)

(ele) — ai meu amor, me desculpa mil vezes! mas tava tão boa que…

(eu) — AHHHHHHHHHHH! AINDA ME DIZ QUE TAVA BOA? EU QUERO MORRER!

(ele) — … eu comi tudo… eu achei que você já tinha jantado, você sempre janta antes de sair, e…

(eu) — não interessa (com voz de coitada sofrendo)… era a salada DA MINHA MÃE que ela fez PRA MIM, não era “janta”… (saio bufando e resmungando)

ele vem atrás de mim, arrasado:

(ele) — me diz como faz a salada que eu faço pra você

(eu) — EU NÃO QUERO A SUA SALADA! EU QUERO A DA-MI-NHA-MÃ-E!

(ele) — ô tadinha… (cafuné na cabeça, com cara de arrasado)

bem, pra resumir, eu fritei um ovo (que estava ótimo, aliás) e comi com arroz, mas aquilo tudo não me desceu bem. não se come a comida-especial-que-a-mãe-fez pra gente impunemente, não. eu disse que perdoei (porque ele perguntou umas 200 vezes) mas a verdade é que várias vezes durante a noite eu me via olhando pra ele com um certo ódio no coração. nosso casamento está abalado.

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