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março 2006 Archives

março 1, 2006

post de preguiçosa

ontem vimos some like it hot e é realmente muito bom. comentários:
1) a marilyn é lindíssima, mas como atriz é boa modelo
2) o jack lemmon é TUDO
3) cenas memoráveis: a das maracas e a final. nobody is perfect :)

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uma coisa me fez ficar feliz e triste ao mesmo tempo nesse filme: a marilyn era rechonchudíssima, não? e LINDA. fiquei feliz em ver que houve um tempo que as mulheres com corpo de mulher eram admiradas. fiquei triste porque hoje em dia só mulheres magras e/ou musculosas são admiradas.

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uma das perdas difíceis de superar da nossa mudança foi o controle remoto da TV. e nem foi culpa da transportadora: tamanho era o medo de perder que enfiamos o controle na minha bolsa. eu perdi o desgraçado, acreditem ou não. aliás, perdi o controle (ha ha ha :D) e os parafusos do guarda-roupa. gênia.

mas hoje nós desistimos de procurar e nos rendemos: fomos à loja dos controles remotos e compramos outro, genérico, que o original não tinha. gente, é uma loja na sta ifigênia com trocentos mil controles em muitas prateleiras. lugar bizarro!

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vimos também quills no feriado, que o fer não tinha visto. filme que eu gosto muito (e concordo com o fer que o finalzinho é dispensável, mas...) e recomendo.

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esse feriado eu descansei MESMO, nada de ficar arranjando trabalhinhos pra fazer. dormi, li, descansei. e foi bom.

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joguinho maravilhoso e viciante: letroca. é daqueles jogos de achar palavras no meio das letras, só que online e com pontuação. é tudo!

março 2, 2006

quinta-feira azul

hoje eu passei o dia em santos, trabalhando mas me divertindo ao mesmo tempo, porque a vista era absurda de linda. só o calor melado é que incomoda, mas eu sei: não se pode ter tudo.

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às vezes, quando eu acho que estou me chateando por nada, eu lembro da minha ex-terapeuta: não é nada não, nêga, você deve sim se chatear quando percebe que as pessoas não dão tanta importância pra você quanto você gostaria. bom, aí eu me chateio e fica tudo por isso mesmo, afinal, eu também não dou tanta importância assim pra essas pessoas, essa é a verdade. no fundo a questão é só de reciprocidade.

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minhas unhas crescem em ritmo assustador, por isso não me importo mais tanto assim quando dá a louca e eu rôo uma ou outra -- elas crescem. não é uma coisa pra se pensar? é como cabelo: nossa, como tem gente que dá importância prum troço que se cortar cresce de novo, né? há tempos deixei de ser escrava do meu cabelo. ah, vá dizer que você não conhece a categoria "escrava do cabelo", que só se sente mulherrrr (com muitos erres) quando tem cabelón?

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o nosso escritório está pronto e lindo, só que tem um detalhezinho muito pequenininho que complicou: a mesa tem 82cm de altura, o que é perfeito pro fer que tem quase 1,90 e é uma merda pra mim que tenho 1,50. o que não tem a menor graça é que quem fez todo o projeto foi meu próprio pai. pra crime de matar o pai tem atenuante? no caso do meu pai, devia.

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o apartamento tá quase pronto. quase. diria 80%. o problema é que os 20% que faltam são coisinhas espalhadas pela casa toda, detalhes que se a gente se irrita e reclama parecem bobagem, mas que me deixam louca. aí depois a gente é que tem TPM, histeria ou whatever. mas não é, gente: o diabo está nos detalhes, alguém já disse. e tá mesmo: eu olho pro cantinho da porta que falta fazer o acabamento e praticamente vejo o belzebuzinho pinoteando e rindo da minha cara.

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o controle remoto genérico funciona bem, mas tem que apertar o botão com vontade, sabe? de qualquer forma é melhor exercitar os dedinhos do que levantar pra trocar o canal. eu não sei como a gente vivia antes do controle remoto, juro por deus.

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é que nem aquela tirinha do dilbert que tem o ratbert como estagiário, sentadinho na frente do micro e fingindo trabalhar. a pergunta que não quer calar é: como as pessoas fingiam que trabalhavam antes dos computadores, meu deus? (eu não sei, pois já comecei a trabalhar COM eles)

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hoje, conversando com colegas, me dei conta que já viajei mais nesses meus 33 anos de vida do que muita gente vai viajar a vida toda. tem gente com a minha idade e nas mesmas condições financeiras que nunca saiu desse país, ou pior, sequer viajou dentro deste país aqui. não consigo conceber quem tem possibilidade de viajar e não vai -- a gente aprende tanto em qualquer viagem, por mais curtinha que seja!

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aí deu crise: faz tempo que não faço uma viagem de 20 ou 30 dias, pra longe (não necessariamente fora do país), pra conhecer lugares novos e pessoas e tal. este quadro precisa mudar -- taí mais uma resolução de ano novo: viajar mais.

março 5, 2006

quase segunda

eu dormi bem um tanto hoje à tarde e cá estou, sem sono e aproveitando o ventinho de fim de noite, sentada na bancada e balançando os pezinhos...

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hoje eu andei 5 quarteirões, com a intenção de andar somente. tenho fé que até o fim do ano andarei até carapicuíba sem morrer de dor nos pés.

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eu me incomodo com coisas que não gostaria. um botão de liga-e-desliga pra incômodos seria um bom presente de aniversário!

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os anos passam e eu continuo querendo aquele coelhinho do monty python, com a boquinha cheia de dentes. nunca vai chegar aqui, né?

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meu aniversário esse ano será às 23:10h do dia 8 de março, dia da mulher. que ninguém se atreva a esquecer, porque eu faço questão de lembrar todo mundo. quem esquecer vai ter má sorte por 7 anos, eu e meu santo forte garantimos :)

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eu contei que comprei um ímã de geladeira que é uma bonequinha minúscula caracterizada de xangô? ela tem uns 2,5cm, coisa mais querida. tá lá com seu machadinho guardando a porta da geladeira que, aliás, é o lugar mais perigoso dessa casa.

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eu tenho sentido uma saudade tão grande do pixel que até dói. os meus 2 furões que se foram lá pros jardins de furões não precisavam ter ido tão cedo, hoje eu sei. dói não saber tudo e não poder controlar tudo. eu queria saber simplesmente aceitar, acho que seria mais feliz na maior parte do tempo.

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sinto um leve sinal do que chamam de "inferno astral". minha mente racional se recusa a aceitar tal coisa e eu acho que é tão-somente a constatação de que mais um ano se foi e que vai chegar aquele ano que não será mais o dia do meu aniversário, porque eu não estarei aqui. não gosto disso, não, acho bom alguém resolver esse probleminha da morte nos próximos 30 anos.

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sagitário é o regente do meu ano; plutão é um dos astros dominantes do meu ano; meu sol está na quarta casa; minha lua está em câncer. ok, ok: acho que vou ter que finalmente me converter à igreja renascer, aproveitando que ela é aqui pertinho de casa.

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classificados:
- vendo teclado preto, pequeno e pouco usado
- vendo telefone sem fio (e sem secretina também) branco, com base

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eu sei que atrás deste universo de aparências
das diferenças todas a esperança é preservada
nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido
mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir
e dela não me conformo
eu acredito em tudo, mas eu quero você agora
eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes
pelas tuas loucuras todas, minha vida
eu amo as tuas mãos mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas
amo teu jogo triste
as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo
eu amo a tua alegria
mesmo e fora de si eu te amo pela tua essência
até pelo que você podia ter sido
se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco
eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo
quando sozinha eu bordo mais uma toalha de fim de semana
eu te amo pelas crianças e futuras rugas
eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis
amo teu sistema de vida e morte
eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual
eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras
eu te amo desde os teus pés até o que te escapa
eu te amo de alma para alma
e mais que as palavras
ainda que seja através delas que eu me defenda quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila.
(poema recitado por maria bethânia no show maricotinha)

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and if you said this life ain't good enough
i will give my world to lift you up
i could change my life to better suit your mood
'cos you're so smooth

and it's just like the ocean
under the moon
it's the same as the emotion that I get from you
you got the kinda loving that can be so smooth
give me your heart
make it real
or let's forget about it
(smooth, santana)

março 6, 2006

as festas que eu não fui

sou só eu que não dou bola pra oscars e coisas assim? na verdade eu gosto dessas coisas pra ver as roupas e eventualmente o robin williams, que eu acho legal.

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mas eu soube que a batalha dos vegetais ganhou melhor animação e fiquei feliz a não mais poder, porque eu AMO groomit e wallace. os bonequinhos deles estão aqui na mesa, sorrindinho.

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por que todo mundo que é metido a intelectual acha os filmes antigos melhores? por que tem gente que só gosta das coisas até que elas se tornem "populares", aí elas mudam de idéia porque popularizou? por quê?

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eu tenho um amigo americano, engraçadíssimo, que tem algumas regras de ouro para ir ao cinema: não vê filmes anteriores à década de 70; não vê filmes preto e branco; não vê filmes de países que não têm água potável (segundo ele, todos os iranianos e afins estão fora); não vê filmes falados em idiomas "estranhos" (qualquer coisa que não seja português, inglês, francês, italiano e alemão, em suma :D). confesso que a parte da água potável eu concordo.

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minha revolução solar diz que esse ano vai ser aquele que eu vou ter que contar mais com meu suor que com meu talento -- pelo que entendi, não é que o talento vai sumir, é que ele não vai ser suficiente (como tem sido) pra dar conta dos desafios. e se eu tirar esse ano como sabático e esperar passar, será que resolve? :)

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tivemos visitas de amigos queridos aqui em casa no sábado. fizemos muito mais comida do que era necessário, temos na geladeira laranja muito mais cerveja do que conseguiremos beber em muitos meses, mas tudo bem: cerveja gelada nunca é demais e comida boa a gente vai comendo durante a semana. o mais legal foi o fer fazendo pão de linguiça -- é muito divertido observar o encantamento de quem não cozinha quando descobre que é capaz de transformar ingredientes em alimento! ele agora está se sentindo praticamente um alquimista (e é mesmo, né?) e vai fazer 1 pão por dia :D aguentemos firme...

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da nossa janela da sala se vê a tempestade chegando, de longe, com os raios escondidos nas nuvens muito cinzentas. lá longe, pro lado extremo da zona sul. aqui caíram árvores, muitas, no sábado, e eu fiquei curiosa? por que as árvores caem? não há de ser pela força do vento ciclônico, porque nem foi tudo isso. eu tou achando que as árvores estão em estado de fuga, tirando suas raízes aos poucos do chão, e estão sendo pegas desprevenidas pelo vento. já viram aquela propaganda do johnny walker da árvore fugindo? eu acho que é aquilo.

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uma coisa que eu tenho saudade: do cheirinho de leite dos filhotes de cachorro quando são ainda minusculinhos, com os olhinhos fechados. eu lembro das crias das nossas cadelas, os cãezinhos todos lindos e com cheirinho de leite. era difícil quando eles iam embora, mas aqueles primeiros meses de fofura valiam o sofrimento...

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desde que me mudei pra cá mal tenho visto TV. não sei o que é, não parece certo ver TV num lugar tão cheio de luz. loucura minha?

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existem pessoas que nasceram para brilhar. essa menina minha amiga é uma delas -- sabe quando você bate o olho numa pessoa, na primeira vez, e você sabe que ela é especial? é isso.

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teve uma festa uma vez, na minha casa, e eu faltei. os amigos tocaram a festa, fizeram jantar, receberam as (minhas) visitas e tudo deu certo. fosse eu uma pessoa deprimida, cortaria os pulsos: a festa aconteceu (e muito bem) SEM MIM; sendo eu quem sou, fiquei só muito muito brava de ter perdido a minha própria festa e fiquei orgulhosíssima dos amigos (norbies, gui, gabis e ed, os heróis de sempre).

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eu gosto daquela menina loira que ganhou o oscar e fez aquela advogada de rosa. mas eu acho também que ela tem cara de pequinês.

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havendo opção eu fico sempre descalça. o problema é que meu pé tá parecendo um casco de cabrito, além de ficar pretinho na sola no fim do dia. universitários, por favor: tem solução pro pé de cabrito, além de andar de meias com hidratante por toda a vida?

o modo vibracall (**)

há poucos dias eu desabafava com uma amiga (que não convém linkar) sobre o problema de pessoas sem noção que insistem em nos contar suas coisas sem noção. isso vale especificamente para conversas com som e não com letras, mas vocês vão entender que vale pra qualquer caso.

aquela amigo ou amiga vem conversar contigo, não importa qual é o tom: tristeza, depressão, alegria, euforia, convencimento, whatever. ele/ela conta as barbaridades mais absurdas do universo sobre sua própria vida, micos impagáveis, coisas que deus duvida. eu ia dar exemplos, mas não vai ter como alguém não se identificar, essa carapuça serve demais, deixa pra lá.

enfim: você lá, com uma boa dose de boa vontade ouvindo as barbaridades e morta de vontade de dizer "puta que o pariu, SE MANCA, CAI NA REAL", isso na hipótese boa. na hipótese ruim você quer mesmo é dar uns tapas bem na cara da criatura, pra ver se passa o surto, mas você não pode. não, não, senhores. depois dos 30 a gente aprende (ou devia) que em boca fechada não entra mosquito e que, na verdade, a criatura em questão não quer saber sua opinião, ela só quer o seu ouvido (também conhecido como PENICO, às vezes).

é nessa hora que a gente ativa o modo vibracall: a pessoa fala fala fala e você faz cara de interesse e emite um som tipo HMMMMMMMM, com bastante vibração (tipo o som de mantra de ioga, ou coisa assim). quando a vontade de dar palpite apertar você fala HMMMMMMMMMMMMMMMM com mais vontade e arregala um poucos os olhos. pode falar "hum-hum" também. qualquer coisa que não seja a expressão da sua opinião, que é pra não perder a amizade. porque, acreditem em mim, você VAI perder a amizade da criatura quando explicar pra ela/ele que ali falta muita, mas MUITA noção, espelho, semancol e um tiquinho de auto-estima pra completar. ele/ela não vai levar em consideração o fato de você já ter passado por isso na vida e ter aprendido que a gente tem que ter noção por conta própria, que isso não se ganha dos outros. não, não vai adiantar também você explicar que está dizendo isso tudo porque há amor em você, há o desejo de fazer a criatura ser melhor. não adianta.

pra essas horas, amigos, só o modo vibracall salva. (e para blogs vale mais o completo e absoluto silêncio-constrangido-de-comments quando você vê as criaturas chafurdando. e, obviamente, há a esperança de que a criatura vai se dar conta do mico)

(**) ou: depoimento de uma ex-sem noção (no blog e na vida), devidamente curada mas ainda sujeita a recaídas, claro :)

março 7, 2006

what a wonderful word

eu preciso é ter consciência
do que eu represento
nesse exato momento
no exato instante
na cama na lama na grama
em que eu tenho uma vida inteira
nas mãos
(ponto de interrogação, gonzaguinha)

**

eu sei que quando tocam as músicas a gente finge que tá entendendo e até canta, mas de onde saem essas letras bizarras do cancioneiro brasileiro? meu deus, às vezes eu fico um tempão tentando tirar algum sentido de algumas letras, em vão. o fer me contou que o marcorélio criou uma comunidade pras letras do djavan, que é outro que toma ácido. eu já desisti e aceitei que a MPB tem sua porção psicodélica-hermética e tudo bem. canto as letras todinhas, jurando que aquilo quer dizer alguma coisa, feito a gente quando não sabe inglês e canta "take my BREAD awayyyyyyy" feliz da vida e sonhando com o tom cruise.

**

ui de amor frugal, casa azul
babalaó, olorum, alá, dalai-lama
vigiai governador
porque o povo, virgem maria!
(andaluz, djavan)

**

(update extremamente necessário -- essa é doidona!)

hidro ferve, carbo ferve, gaso ferve
dia avante, dia nada, dia a dia
só indo ia
labarada azul, casa azul, estrada azul
judy já me disse - I will be here, I will be here
(soul by soul, carlinhos brown) => ouça aqui :)

as águas de março fechando o verão

vocês podem até não conseguir ver, mas à direita dessa foto o céu é de tempestade e em algum lugar da zona norte deve estar chovendo muito, agorinha. aqui do escritório o fer não resistiu e tirou várias fotos do fim do dia. enjoy!

memê pra mim é doce

eu chamo m&m de memê. e o m&m pequeno eu chamo de memê nenê. mas eu aderi por causa dela, que tem uma mania igualzinha a minha...

mania 1 = ok, eu confesso: eu não suporto o papel higiênico saindo por baixo do rolo. não é possível entender como as pessoas colocam o papel assim. pronto, falei.

mania 2 = colocar sempre o sapato esquerdo primeiro. sempre, sempre, sempre. não sei porque diabos, não adianta perguntar porque não é mandinga nem superstição.

mania 3 = roer cutículas (mais que unhas -- é mais molinho :D) e arrancá-las e deixar minha manicure LOUCA

mania 4 = listas de coisas para fazer. listas são a minha perdição, eu amo listas. amo.

mania 5 = preencher formulários e pesquisas -- quaisquer. bastou ter campinhos pra preencher eu preencho tudo, incluindo as coisas não obrigatórias. adoro coisas categorizadas, nos seus devidos (ou indevidos, sei lá) lugares.

eu nem sei pra quem mandar não, gente, faz aí e me avisa, que eu quero ler. a fofa deixou aqui o m&m mas eu resisti, resisti, até que...

ATENÇÃO: o melhor de todos os memês, por alexandre soares silva

inutilidade pública

se você não sabe, saiba: emotionrélio voltou! êba! :D

março 8, 2006

hoje às 23:10h, 34 anos

é engraçado, mas acho que a sensação que eu devia sentir quando fiz 30 estou sentindo agora, no início do meu ano: é uma fase completamente nova da minha vida. solidifiquei minha vida de forma geral, sinto algum chão firme sob os meus pés, na medida do possível para alguém como eu.

não acho que o último ciclo tenha sido exatamente fácil, mas diria que foi revelador. hoje me enxergo com muita clareza, consigo olhar para trás e ver os inúmeros passos em falso, caminhos errados, descuidos. me arrependo de algumas coisas, sim, mas também sei que elas foram importantes -- é difícil acertar sem errar na primeira vez e aprender como se faz. diferente da vida profissional e acadêmica, não há método e nem processo pré-definido. que bom :)

nestes últimos meses eu fiz menos amigos, saí menos. e pra quem acha que isso é ruim, lembre que também me expus menos. eu já tive a minha cota de exposição, aprendi o que eu precisava (e apesar de ter sido bom e ruim, diria que foi mais ruim que bom) e hoje dispenso. há coisas que são, por sua natureza, secretas e privadas. é importante manter uma dimensão interiorizada da vida -- ninguém precisa ser uma cristaleira. eu não preciso, não mais.

nos últimos meses me conheci mais, refleti, e o fiz com olhos bem críticos. percebi como é fácil ser indulgente e se entregar à auto-comiseração e como, em contrapartida, é dificílimo perceber que as mudanças dependem de mim e de mais ninguém. mudei, experimentei, errei e acertei. chorei muito, mas, afinal, isso pra mim nunca foi um problema, muito pelo contrário -- chorar faz parte do meu dia a dia, é só mais um meio de expressão.

falei muito, muito menos, nos últimos meses. li, escrevi, pensei e senti. acho que apesar da sensação de peso dos anos se acumulando (e ainda são poucos, eu sei) me sinto cada vez mais pronta para a vida, mais feliz comigo mesma e com as minhas escolhas.

hoje é o dia de comemorar não somente o fato de estar viva mas principalmente o fato de estar vivendo e procurando ser alguém melhor. o que eu vou deixar para o mundo eu não sei (se é que vou!) -- o que eu sei é que enquanto estiver aqui farei da minha vida algo bom. so far, so good :)

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a dani me ligou ontem dando parabéns, e ela foi tão fofa que nem tive coragem de avisar que era hoje o dia 8 :D hoje é dia da mulher (e eu gosto que exista esse dia, nem venham com papos de "todo o dia é dia da mulher" ou "nenhum dia é dia da mulher", faz favor) -- lembrem de procurar ser um pouco mais mulheres: chorem um tiquinho, dêem amor e carinho aos que estiverem ao seu redor, tenham paciência e principalmente surtem em alguma hora do dia :)

um poema de aniversário

o que eu adoro em ti
não é a tua beleza.
a beleza é em nós que ela existe.
a beleza é um conceito.
e a beleza é triste.
não é triste em si,
mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.

o que eu adoro em ti,
não é a tua inteligência.
não é o teu espírito sutil,
tão ágil, tão luminoso,
-ave solta no céu matinal da montanha.
nem a tua ciência
do coração dos homens e das coisas.

o que eu adoro em ti,
não é a tua graça musical,
sucessiva e renovada a cada momento,
graça aérea como o teu próprio pensamento,
graça que perturba e que satisfaz.

o que eu adoro em ti,
não é a mãe que eu já perdi.
não é a irmã que perdi.
e meu pai.

o que eu adoro em tua natureza,
não é o profundo instinto maternal
em teu flanco aberto como uma ferida.
nem a tua pureza. nem a tua impureza.
o que eu adoro em ti - lastima-me e consola-me!
o que eu adoro em ti é a vida.
(madrigal melancólico, manuel bandeira)

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esse poema me foi "dado de presente" pelo gabis, há muitos anos, pois ele sempre viu muito além do que eu via. sim, meu amigo, o que eu adoro em mim, hoje também sei, é a vida :)

março 9, 2006

arco-íris

eu ganhei de aniversário uma coleção de lápis de cor. tem vermelho, amarelo, azul, roxo, laranja, preto e rosa. ganhei também montes de toalhas de banho: azul, laranja, vermelha e verde. ganhei DVDs: um peixe chamado wanda, 2 velhos rabugentos, o fantasma da ópera, hannibal, van helsing. ganhei rosas amarelas. mas o melhor de tudo, eu preciso confessar, foi um boneco de BICHO PREGUIÇA que eu ganhei. sem piadas :)

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eu vi as manias das pessoas e descobri que tenho algumas, poucas, que listei aí embaixo. se eu procurar meeeesmo eu acabo achando alguns padrões, mas, sigam-me: tentar achar padrões também não é mania? :)

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eu percebi, com certo desgosto, que nem posso me gabar das minhas manias, porque elas não são nada sistemáticas. a única coisa absolutamente sistemática é calçar o pé esquerdo primeiro, só. o resto eu mudo tudo conforme a época ou meu humor.

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aliás, eu sou um contra-exemplo de pessoa sistemática: uma amiga se horrorizou por saber que eu não tenho idéia da minha marca ou tipo preferido de absorvente, por exemplo. o que eu posso fazer? eu compro cada hora um porque eu (a) esqueço qual era aquele que eu achei legal da última vez; (b) esqueço aquele que eu achei uma merda da última vez; (c) procuro sempre os mais baratos; (d) acabo comprando pela capinha mais bonitinha ou pela cor

tá, eu sou ridícula.

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e produtos de limpeza? vou sempre pelo mais barato, menos o sabão em pó, sei lá porquê. tenho um certo apreço pelo brilhante (acho que é pela cor da embalagem, confesso), mas de resto, vale tudo. requeijão eu prefiro nestlé mas experimento outros sem problema. manteiga eu prefiro aviação salgada, mas também experimento outras se aparecer -- aliás, adoro produto novo! apareceu coisa nova eu compro logo.

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será que isso aí tudo é mania, gente?

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eu enjôo das coisas e das pessoas, isso é uma constante. eu desenjôo depois, é verdade, nunca é definitivo, mas tenho minhas fases de pegar abuso. coisa que eu peguei abuso pra sempre, no entanto, é gente sem espelho de alma em casa. espelho pra ver a cara todo mundo tem e usa, mas espelho que mostre o que vai lá dentro da criatura e a faça perceber que a saia ficou presa no elástico da calcinha? tem não, e é uma pena.

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ai, e esses papos mala de reclamar do dia da mulher e renegar tudo de mais legal que tem sobre ser mulher? eu DETESTO discurso feminista. pronto, falei. acho uma idiotice querer igualdade -- eu não quero igualdade não, meus filhos, eu quero é respeito mesmo. aliás, eu sou a favor da diferença: eu acho que prédios e locais públicos deviam ter MAIS banheiros femininos que masculinos, acho que deviam colocar espelhos e flores e coisas fofas lá dentro pra gente dar um tempo nos intervalos. eu queria que as empresas tivessem manicures de plantão, cabeleireiros a la carte. eu queria poder ficar em casa sem trabalhar nos dias de TPM ou de mestruação com incômodo. eu não quero mais ser tratada "com igualdade" -- ou seja, como homem. eu odeio que me tratem igual. eu quero que abram a porta pra mim e que beijem minha mão ao invés de dar aqueles apertos de mão irritantes e comentarem sobre a bunda da secretária na minha frente.

se você é mulher e gosta de ser tratada igual, problema seu. eu gosto de ser tratada diferente e muito melhor. o tempo de brigar pra poder trabalhar e votar já era: agora é hora de brigar pra entenderem nossas diferenças e valorizarem todas elas, como nós merecemos. deus me livre de trocar pneu, cuspir no chão ou fazer xixi de pé.

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eu se fosse homem tinha nascido já uma drag queen, com licença. com cílios postiços.

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eu queria ser que nem a traveca que minha irmã viu uma festa, uma vez. o bofinho chega junto e pergunta: "com o que você trabalha?" e ela, linda e loura: "eu não trabalho não, meu bem, eu dou trabalho".

março 12, 2006

testes de personalidade

já fiz esse teste mas eu adoro fazer de novo, me deixem :D

ENTP - "Inventor". Enthusiastic interest in everything and always sensitive to possibilities. Non-conformist and innovative. 3.2% of the total population.
Free Jung Personality Test (similar to Myers-Briggs/MBTI)

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Advanced Global Personality Test Results
Extraversion |||||||||||||||||| 76%
Stability |||||||||| 33%
Orderliness |||||||||||||| 60%
Accommodation |||||||||||| 43%
Interdependence |||||| 30%
Intellectual |||||||||||||||| 70%
Mystical |||||||||||||| 56%
Artistic |||||||||||| 43%
Religious |||||| 23%
Hedonism || 10%
Materialism |||||||||||||||| 63%
Narcissism |||||||||||| 50%
Adventurousness |||||||||||||||| 63%
Work ethic |||||||||||||||| 63%
Self absorbed |||||||||||| 43%
Conflict seeking |||||||||||||||||||| 83%
Need to dominate |||||||||||||||||||| 90%
Romantic |||||||||||||||| 63%
Avoidant |||||||||| 36%
Anti-authority |||||||||||| 50%
Wealth |||||| 30%
Dependency |||||| 23%
Change averse |||||| 30%
Cautiousness |||| 16%
Individuality |||||||||||||||||| 76%
Sexuality |||||||||||| 50%
Peter pan complex |||| 16%
Physical security |||||||||||||||||||| 90%
Physical Fitness || 10%
Histrionic |||||||||||||||||||| 83%
Paranoia |||||||||||| 43%
Vanity |||||| 30%
Hypersensitivity |||||||||||||||| 70%
Female cliche |||||||||||||| 56%
Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com

key words: self revealing, neat, craves attention, prefers organized to unpredictable, needs things to be extremely clean, worrying, perfectionist, emotionally sensitive, respects authority, social, vain, does not like to be alone, likes large parties, controlling, social chameleon, not a thrill seeker, enjoys leadership, takes precautions, puts the needs of others ahead of their own, assertive, rule conscious, makes friends easily, always busy, heart over mind, phobic, aggressive, clingy, compassionate, dominant, outgoing, suspicious, hard working, strong

março 13, 2006

estatisticamente deslocados

não sei se é o efeito cíclico de sempre ou só as constatações periódicas, mas eu ando meio revoltadinha esses dias. sabe quando você olha ao redor e percebe que a taxa de imbecilidade dos seus "pares" é altíssima, mesmo para uma pessoa como eu, que faz parte da categoria chamada de "elite" desse país?

eu fico, na minha cabeça, lembrando das pessoas ao redor, principalmente do ambiente de trabalho e da pós-graduação, e, gente, é foda. dá desgosto. eu vejo o pessoal de 20 anos completamente retardado, mal sabem ler e escrever, só pensam na "balada" e em axé (pode substituir por pagode, forró, rodeio), não conseguem estabelecer uma conversação em nível minimamente aceitável. lembro quando eu tinha 20 anos -- eu já era inteligente, pelo amor de deus! e conhecia gente que era inteligente, culta (pra essa idade da vida), legal. cadê os jovens legais? eles existem ou foram extintos?

e o mesmo se aplica ao pessoal de 20 e poucos (ou muitos): tá lotado de gente de 20 a 28 anos que se comporta como se ainda tivesse 16. tenho a impressão que o complexo de peter pan é um vírus e que tá todo mundo contaminado -- bando de marmanjo e marmanja se vestindo e falando e se comportando como adolescentes, com tudo que essa fase tem de pior. já repararam no monte de gente de mais de 20 anos morando com os pais e achando isso bonito? são "adultos", super-independentes (hum-hum) mas que moram na casa de mamãe e papai. vocês aí que são assim que me perdoem, mas quem ainda não saiu da casa da mamãe é adolescente, sim. ninguém é adulto sem ter sua própria casa, pagar suas contas e cuidar da vida. e os comportamentos de 16 anos, tipo sair pra "balada" pra "beijar MOITO"? peralá, gente, isso é coisa de quem ainda tá percebendo sua sexualidade. já não tá na hora do povo dessa faixa etária ser um tiquinho mais seletivo?

well, talvez seja eu é que esteja me descobrindo conservadora com a idade, mas acho que não é questão de ser conservador ou liberal, é só um incômodo com a ausência do amadurecimento. o que a gente chama de maturidade, será que não chega mais pra ninguém? vamos viver num mundo de adolescentes de todas as idades? me tira o tubo, por favor!

e nós que estamos na faixa dos 30? não estamos fora desse esquema, não, pois eu tenho visto basicamente 2 extremos: os que continuam adolescentes também e os que entregaram pra deus e se comportam como se tivessem 50. parece que não há vida entre os 30 e os 50, é maluco! conversando com o fer sobre isso é que surgiu a história dos estatisticamente deslocados. eu me sinto deslocada: não tenho mais saco pra esses papinhos de 16 anos de "vou beijar MOITO e vou pra balada" e nem tou na fase do "cuidar dos filhos e comprar casa na praia". eu sou adulta, caramba, tenho responsabilidades, contas pra pagar, minha carreira pra construir e manter, etc. ao mesmo tempo, quero viajar, me divertir, conhecer pessoas novas que estejam mais ou menos na mesma sintonia que eu. ei, cadê essas pessoas?!

às vezes me reconheço no extremo-adolescente (e odeio): compro bolsa da hello kit, jesus, tem cabimento? tem gente que acha isso moderno, já eu acho é que isso é puro trauma de infância, de querer tanto essas coisas e não ter tido grana pra comprar. muito bem, eu agora tenho grana e compro, fico feliz, mas já me toquei: não dá pra ir trabalhar com a bolsa da hello kit, né? quer dizer: dá, mas é assinar o atestado de sem-noção. é que nem a suzana vieira, sexagenária, achando que é adolescente. alguém conta pra ela que essa época já passou, e na época atual ela tá perdendo tempo emulando um tempo que já não volta? eu li na caras, hoje, ela falando sobre aparência e vaidade: ela se cuida porque sabe que mulher tem que se cuidar, senão o homem larga; o homem não, pode relaxar, porque homem gordo e barrigudo não tem problema. mulher tem que ter sempre corpinho de adolescente (mesmo que as pelancas do braço abundem). ou seja: cabecinha de sexagenária conservadora e atitude de adolescente retardada. não, não e não!

vaidade: sim; alegria: sim; extravagância? sim -- mas sem confundir com falta de noção. eu NÃO quero ser adolescente pra sempre, essa época já passou e foi bem legal, tenho ótimas lembranças, mas acabou. eu quero viver exatamente esta minha idade, superando meus traumas (que isso é necessário) sem me tornar uma louca-da-hello-kit.

sou uma estatisticamente deslocada, muito prazer, e sem o menor saco para a horda de peter pans criando pé de galinha e perdendo cabelo.

nem tudo são espinhos

felicidade: eu recebi os livros da fal hoje, os 3 que encomendei, com dedicatória :)

o nome da cousa, você já tem o seu?

março 14, 2006

lord of war

vi o filme e gostei muito. além de ser visualmente bonito (apesar das cenas incômodas) eu fiquei feliz por gostar da história de um vilão sem grandes crises. não que as crises não existam, é que ele deixa passar e segue adiante, como aliás devíamos fazer todos nós. crises são uma boa oportunidade pra mudar, é verdade, mas se você não quer sair desse lugar, então deixa a crise pra trás e segue adiante, como você sempre foi.

o irmão do nicolas cage no filme é lindo de doer; a áfrica ainda é um mistério incompreensível pra mim. é de lá que viemos todos, não é? o berço da humanidade está em ruínas -- não é irônico?

eu descobri nos últimos anos o desejo de ter filhos, mas descobri também (quase ao mesmo tempo) um certo incômodo em trazer alguém para viver neste mundo. a água está acabando, a natureza está acabando e as coisas parecem que só pioram. por que eu deveria -- pra saciar meu desejo de procriar -- trazer alguém pra viver num mundo assim? parece um pouco egoísta demais, até pra mim. eu bem sei que há toda uma magia e beleza nesse mundo também, afinal eu nasci sonhadora, mas (ai ai) a realidade é desanimadora.

bom, e as armas? por mais que eu seja contra sua fabricação e comercialização (e eu sou), me sinto boba e inocente até falando sobre isso. as armas são só uma extensão da nossa própria mão e dos nossos desejos de morte, afinal. a "culpa" não é só de quem cria mas de quem dá vida à criação, acho eu. com pesar admito que o dia em que não houver mais armas de fogo ou similares, nos mataremos com nossas próprias mãos.

... and in the darkness bind them

vou dizer: essa coisa de ser sempre boazinha e compreensiva e querer agradar a todos o tempo todo tinha como vantagem ter uma sensação constante de ser amada, afinal tem sempre alguém ao seu redor doido pra receber confetes; a desvantagem é que a sensação é falsa, porque se alguém precisa se sentir agradado por você o tempo todo é porque esse alguém não compensa.

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não ser boazinha o tempo todo tem uma série de desvantagens, mas tem uma vantagem tão grande que vale tudo: aumenta horrores a paz interior da pessoa. no more free confetes, audience.

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tem uma coisa impagável que eu aprendi na terapia (e só isso já valeria todo o dinheiro que eu deixei lá): a não ceder a chantagens emocionais ou, em outras palavras, manipulações sentimentais de qualquer ordem. percebi que não só eu era altamente suscetível a esse tipo de manobra como eu mesma gostava bastante de fazer esse joguinho. dei um basta a esse tipo de jogo e me esforço diariamente pra não fazer isso com mais ninguém. coisa feia!

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aí é assim: eu tou com pezinho de pão e tornozelinho de baguete. descobri que, por beber pouca água, meu corpo começou a reter líquido e minha pressão (que sempre foi baixa) subiu e aí eu comecei a reter ainda mais líquido... bom, resumo: pé de pão. não cabe o sapato, fica parecendo pé de bebê, só que numa marmanja. ridículo. solução? zilhões de água por dia, por incrível que pareça. don't ask, ordens médicas.

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a melhor decisão que eu tomei nos últimos anos foi fazer pós com a minha irmã. tenho absoluta certeza de que mataria alguém por lá se não fosse ela. passamos parte da aula aprendendo, outra parte reparando nas barbaridades que os outros fazem/falam e a outra parte rindo MUITO da segunda parte. às vezes fazemos trabalhos, mas só quando não tem mais jeito.

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aliás, lembramos de uma história do meu irmão que supostamente é cômica mas tenho minhas dúvidas: quando estávamos os três e ele se/nos apresentava, o texto era sempre o mesmo -- "oi, nós somos as três graças: desgraça, sem-graça e nem de graça". aquela praga faz falta por aqui, tomara que volte logo.

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viajando hoje para o interior (bate e volta) percebi como é bom ver muito verde ao redor e pensei que deve ter um choque enorme pra quem não é de SP chegar e ver essa cidade cinza, enorme, cheia de prédios e gentes. não posso dizer que não gosto daqui, mas os verdes ao redor dão sim uma sensação de paz que me falta no dia a dia.

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a bia e suas histórias absurdas é uma fonte inesgotável de risadas. mesmo quando ela não tá por perto eu lembro dela e rio montes, por exemplo: tem outdoor espalhado pela cidade com a fernanda young, e eu não consigo olhar pra ela e não lembrar da bia imitando -- é melhor que o original ;D

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li hoje no pára-choque do caminhão:
"melhor chegar atrasado neste mundo
que chegar adiantado no outro"

:)

a sabedoria familiar

conviver em família é uma coisa difícil mas que tem suas compensações -- uma delas é aprender a filosofia do bem viver. a mais nova máxima da minha irmã é a seguinte: existem 2 categorias de problema:

problema do TIPO 1 = problema MEU

problema do TIPO 2 = problema SEU

os problemas do tipo UM (1) a gente resolve; os do tipo DOIS (2) a gente evita. compreenderam?

obrigada, mana, você iluminou minha semana :)

março 16, 2006

regras de ouro da convivência

ontem eu pensava comigo: uma revista dessas de povão, tipo a veja, devia publicar as minhas regras de bem viver. tipo aquela lista de regras de uso do celular: é pura utilidade pública! as pessoas todas precisam se tocar, e se elas não conseguem sozinhas a gente precisa dar uma mãozinha (ou um pezinho).

ontem -- eu o dia inteiro trabalhando num cliente -- meu celular no modo vibracall (hmmmmmmmmm) e uma figura me ligando insistentemente. caía na caixa postal e a pessoa insistia. depois da terceira vez tocando sem parar (antes que a bateria acabasse) eu atendi (já sabia quem era):

eu - alô?
a fulana - alô? oi, tudo bem???? (é dessas que usa muitas interrogações, a gente ouve) sabe o que é...
eu - fulaninha, olha só: eu vi que você ligou e eu não atendi justamente porque estou numa reunião, durante o dia todo. você se importa de ligar em outra hora?
a fulana - ahn, entendi! então tá bom, eu ligo sim, e...
eu - ok, obrigada, viu? até mais!
(CLICK)

agora eu pergunto: precisava? a imbecil não podia simplesmente ter deixado um recado e eu retornava? mas nãaaaaao. puta que pariu, veja, publica as 10 regras!

**

ontem eu pensava em mais regras (ou melhor, conselhos), no táxi, voltando pra casa. já falei disso aqui, mas esse é um assunto que eu não canso de pensar: os VCA - vestidores de carapuça anônimos. o mundo dos blogs criou uma nova paranóia na lista das manias da humanidade: ESSE POST É PRA MIM! confesse: você é vítima dessa mania vez ou outra. como toda mania, é normal, o problema é quando a coisa fica crônica, tipo: todo post é pra pessoa. pessoas que ela mal conhece escrevem pra ela, os amigos todos escrevem pra ela e os inimigos, principalmente, escrevem pra ela. os VCA têm vários perfis, veja onde você se encaixa:
- o coitado: ele é super legal e não fala mal de ninguém, ele só escreve "pra ele mesmo" mas ainda assim as pessoas insistem em escrever posts o agredindo
- o controverso: ele fala tudo o pensa, tá nem aí pro que os outros acham, e por isso mesmo todo mundo tem raiva dele e fica escrevendo posts pra atacá-lo
- a bolachinha mais gostosa do pacote: ele é popular, legal, gostoso e todos morrem de inveja dele. exatamente por isso insistem em escrever posts o atacando -- pura inveja
- o superior: ele tem certeza que o post é pra ele, mas, magnanimamente, finge que não percebeu. ele está acima disso tudo.
- o otimista: todos os posts legais, felizes, elogiosos, são pra ele, ele tem certeza. é que não pegaria bem o dono do blog colocar link, ele sabe. mas fica feliz assim mesmo.

o texto está no masculino, porque falamos português, é a forma correta de generalizar. mas aqui vale uma ressalva para os VCA: não vale só para homens, tá? seguindo:

essa neo-mania acaba virando um problema pra quem escreve, porque é um inferno ficar o tempo todo tentando driblar os VCA. tudo o que você colocar vai, potencialmente, servir para essas pessoas -- seja bom ou seja ruim. quando é bom é ótimo, a pessoa se sente feliz em ler você. o problema é quando é ruim: o VCA não tem como ser convencido que não é pra ele, aquele post. mas, como disse a sheilinha ali no comment do último post, esse não é um problema, é um fato, então, o que fazer?

eu resolvi fazer esse post de esclarecimento, novamente como contribuição a uma vida melhor para todos. caros, caríssimos VCA: eu não posso falar pelos demais donos de blog, mas falarei pela minha pessoa com toda franqueza -- a probabilidade de eu ter escrito um post especificamente pra você é NULA. eu sei que é difícil pra você admitir que eu não penso em você 24h/dia, mas pense comigo: eu sou uma pessoa ocupada, que conhece muita gente, lê muita gente por aí, fala com montes de gentes o dia todo, é difícil pensar numa pessoa só por muito tempo, sabe? além do mais, as pessoas são parecidas, não sei se você reparou -- é fácil perceber coisas em comum (boas e ruins), sabia?

vamos lá: mesmo que você se encaixe em alguma opinião minha escrita aqui, pode ter certeza absoluta que não é pra você. primeiro porque mesmo que exista uma inspiração inicial pra algum post meu, ele normalmente é pensado e repensado por dias antes de vir pra cá (eu preciso amadurecer idéias, elas demoram pra virar coisas concretas, sabe?), eu estabeleço relações, vejo mais exemplos, tiro conclusões, etc. eu sou assim - eu gosto de pensar, é divertido. eventualmente as coisas vêem pra cá, depois de um tempo, então quando elas chegam a inspiração inicial já foi até esquecida. honestly.

segundo, eu detesto mandar recado via blog. quando for recado de verdade vai ser tipo esse: com destinatário. e entenda: eu destesto recados via blog porque eu aprendi (do pior jeito) que recado via blog, email, MSN, telefone, qualquer coisa que não seja cara a cara é uma merda. até bilhete pra empregada é ruim -- as pessoas sempre entendem errado, principalmente porque não é fácil colocar idéias em palavras, que dirá em letras. o dia que eu precisar dizer alguma coisa específica pra você, VCA, eu direi. ou não direi -- só tem essas opções, entendeu? ou eu deixo pra lá ou eu vou falar com você diretamente.

de resto, o que tem aqui é opinião, elucubração, piada, reflexões, registros. acredite em mim: eu não uso mais esse espaço como catarse, eu percebi que além de não adiantar nada eu ficava me expondo pra muita gente que não quer o meu bem e só vai tripudiar. o espaço e a ferramenta se prestam perfeitamente ao fim atual: me comunicar, trocar idéias, me divertir, registrar acontecimentos, buscar algumas respostas às questões universais da vida. por exemplo: quem assistiu NOSTRADAMUS, aquele filme ruim do inferno?

portanto, VCA, por mais doa em vocês, lamento dizer que eu não escrevo pra vocês. eu sei que é um duro golpe, mas entendam: meu tempo é limitado e eu preciso dar atenção a 5 furões, 1 marido, 1 casa e 1 família de malucos, além dos amigos de vez em quando. espero que vocês possam viver com isso em paz, tá?

um beijo no coração e uma lambida no fígado :D

mapa (débil) mental -- não tente isso em casa

eu sou uma ex-nerd. não sei bem se sinto orgulho ou vergonha, mas é um fato e tenho que admiti-lo: sou. tem umas coisas que eu gosto muito na vida, entre elas ferramentinhas, números, gráficos, coisas que são úteis nas mãos certas e uma completa perda de tempo nas mãos erradas (as minhas, por exemplo).

o nor me conhece da época que eu iniciava a bancarrota nerd -- eu já não era nerd mas também não era (situação desconfortável). compartilhamos muitas nerdices, piadas bobas como chamá-lo de "japa script" (dã!) e outras piores. fizemos BOTs para IRC, fiz programinhas IP de bombardeio de outras máquinas (e funcionou), brinquei de cavalo de tróia, de um monte de brincadeiras de gente nerd. aí eu comecei aos poucos a largar essa vida, até porque pra ser nerd é necessário não trabalhar muito, convenhamos, porque haja tempo pra tanta inutilidade. eu tenho pra mim que não há hackers com mais de 18 anos (físicos ou mentais), porque chega uma hora que a gente quer trabalhar, trepar, viajar, etc. sendo nerdão, isso não é possível, viramos umas amebas enfurnadas. inteligentes porém emburacados, vamos admitir.

bom, aí a gente tá aqui trabalhando, pensando na vida e tal, e o amigo nos manda uma ferramentinha para brincar de mapas mentais. free, fácil de instalar e mais fácil de usar. toooodo aquele esforço pra largar essa vida de nerdice é perdido e a gente fica babando no negócio que faz aquilo que nós com 5 anos já fazíamos e esquecemos: bolinhas e tracinhos ligando idéias.

você já brincou de mapa mental? tente. é divertido e, se você for métodico como eu não sou, é muito útil. divirtam-se :) (ah, sim: precisa de java)

março 17, 2006

o maior post picadinho da história desse blog

ai, eu esqueci uma coisa importantésima no meu post dedicado aos VCA (vestidores de carapuça anônimos): os tipos "controverso" e "a bolachinha mais gostosa do pacote" costumam escrever nos seus blogs posts herméticos como resposta às perguntas que nunca foram feitas. é sempre alguma coisa muito misteriosa ou que quer aparentar ser "para poucos". faz parte da mania: quanto mais surtado o VCA mais hermética a reposta-ao-vazio. ok, vai, eu não posso negar que no fundo no fundo observar os resultados dos meus posts nos VCA é divertido :)

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eu falava, sobre o dia da mulher lá num post perdido, que não quero igualdade não, eu quero respeito. independente de dia da mulher (que é só um "marco", digamos, sobre o assunto), é triste demais ver como as mulheres não se dão valor e são muito mais machistas que muitos homens. é espantoso constatar que, numa época que finalmente os homens começam a nos respeitar como somos (diferentes deles), muitas mulheres atacam as outras justamente por elas serem o que são: mulheres. eu explico: tá cheio de mulher querendo imitar homem em tudo o que ele tem de pior. você acha que não? presta bem atenção ao seu redor e veja quantas mulheres buscam a "igualdade sexual" sendo promíscuas e escrotas com os homens que acham pela vida; veja quantas mulheres chegam a cargos de "comando" nas suas carreiras e massacram seus subordinados e pares, para competir com seus colegas homens; veja quantas mulheres deprezam outras mulheres por sua docilidade ou paciência, como se isso fosse defeito.

isso tudo seria só patético se não fosse um pequeno detalhe: todas essas mulheres com atitudes como essas listadas acima são frustradas, pois -- tão espertinhas -- vivem procurando nos seus copos de cerveja, reuniões até tarde e trepadinhas ocasionais o que ela só vai achar quando prestar atenção àquele orgão metafórico que ela aprendeu que não serve pra nada a não ser para ser partido: o coração.

isso, minha gente, é tristíssimo.

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mas, como diz minha sábia irmã, isso é problema do tipo SEU :)

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enquanto isso, na terra da crise dos 34, eu continuo achando que a subversão da seleção natural é um absurdo. bando de gente que não devia nem ter nascido taí, fazendo merda. podia ter algo como uma CPI da seleção natural: alguém analisa a herança genética e descobre em qual ramificação a coisa degringolou. desse ramo pra baixo, bau bau todo mundo. prometo que se eu estiver num destes ramos não vou protestar -- deixo o mundo feliz da vida para os mais preparados.

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alguém me mandou recado perguntando da história da retenção de líquido e como eu resolvi: não sei se resolvi 100% (vou ao especialista semana que vem), mas beber MUITA água já ajudou horrores, melhorei muitíssimo.

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eu gosto de genética e amo ciências de forma geral (tá, eu amo todos os assuntos menos química). ontem eu falava com o gui sobre câncer (a doença, não o signo) e, por mais que eu acredite na teoria da evolução (e eu acredito com fé) e nas coisas todas das ciências, tenho absoluta certeza que o câncer está sim relacionado a fatores emocionais -- especificamente o rancor. não faz sentido (de uma forma intuitiva, I mean) que o rancor ou a mágoa se "corporifiquem" numa doença como o câncer, que se multiplica em silêncio e contamina o que estiver ao redor, matando tudo aos pouquinhos?

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se for assim mesmo eu tou tranquila: por mais que eu queira eu não consigo ficar com raiva por tempo indeterminado. eu esqueço as sacanagens que me fizeram, esqueço as agressões, puxadas de tapete, etc. se bobear eu vou lá e fico amiga de novo do desinfeliz que me sacaneou. acho que por isso eu às vezes faço umas regressões e lembro das coisas com detalhes, pra renovar o sentimento de CUIDADO-PERIGO.

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o weno deu a dica fofa: ferret é nome de search engine. não é fofo?

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o que é ser inteligente? eu me pergunto isso dezenas de vezes ao mês. é que é assim: eu sempre me achei super inteligente, as pessoas sempre me acharam super inteligente. aí eu me torno essa pessoa convencida e que sempre espera de si mesma no mínimo o ótimo. e aí, na seqüência, eu vou e faço mil e duzentas cagadas na vida, tomo rasteira de colega de trabalho, faço merda com um amigo, brigo com a minha mãe, me sinto miserável às vezes. porra de inteligência é o caralho, eu quero é ser feliz!

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aí eu vejo como eu era boba há 10 anos: uma preocupação constante em ler muitos livros, citá-los, mostrar o quanto eu SABIA coisas, reforçar pra todo mundo a idéia de como eu era (oh!) muito inteligente. as pessoas compram, é claro, e eventualmente te babam, te comem, te cospem, tal. e você lá: inteligentona e se sentindo, por algum motivo inexplicável, mal. até porque, vamos lá: a pessoa nasce, cresce, estuda, se forma, arranja um emprego, eventualmente tem filhos, casa, descasa, arranja um emprego melhor, faz mestrado, doutorado, dá palestra, lê trocentos livros por semana. e...? pois é, é isso aí.

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um dia (e você nem esperava) você se toca que ser ou não ser inteligente -- ou melhor, os outros ACHAREM você inteligente ou não -- baixou de prioridade, até porque você já se tocou que isso é o legítimo bullshit e que o que chamamos de "pessoa inteligente" (tipo a gente) tem às baciadas. dá uma passadinha lá no campus da USP, PUC, você acha de centenas -- lá você acha também gente que leu uns montões de livros e faz umas citações bonitinhas (geralmente pra tentar comer alguém). aí, quando você começa a perceber que essa tal de "inteligência" não tá com nada, você vai começar a puxar papo com seu pai, com sua avó e com a tiazinha que vende tomate na feira, e percebe, como se fosse milagre, que essas pessoas podem te oferecer mais que aqueles tão inteligentes lá de onde quer que seja.

mas esse processo todo tem outro nome, e eu tou enrolando pra dizer: amadurecimento. nesse ponto da vida eu começo a pensar nos próximos 10 anos com uma alegria enorme e, sem dó, jogo fora todo o lixo-inteligente que acumulei em forma de quase-amigos, livros, conhecidos, colegas de trabalho.

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o irmão do nor (que é fofo demais), médico homeopata, há mais de 5 anos me atendeu por conta de crises incômodas de TPM. conversamos muito e tal, ele me prescreveu uma dose única, e me disse uma coisa que nunca vou esquecer: que ele considerava a TPM (ou, em outras palavras, a crise cíclica) um presente para as mulheres. eu, é claro, quase arranquei a cabeça dele do pescoço :) e não entendi. ele, com sua paciência nipônica, explicou: todo mundo tem conflitos internos, questões mal resolvidas, medos, manias. mas nem todo mundo é obrigado a se deparar com todos esses problemas periodicamente como vocês são -- vocês, que têm crises emocionais constantes, superam seus problemas, pouco a pouco. vocês aprendem a lidar com a crise e enxergam seu pior lado, o que torna vocês mais fortes e mais preparadas para a vida.

eu juro que na época achei bonito mas entrou por um ouvido e saiu pelo outro. "ele fala isso porque não é com ele!" pensei eu. hoje eu relembro o que ele disse e fico admirada com a visão dele. quem de nós todos de fato teria coragem de olhar pro seu lado mais podre se não tivesse uma "ajudinha"? e, olhado o lado podre, quantos de nós de fato procuram ser melhores?

eu gosto dos meus incômodos -- comigo e com os outros -- porque aprendi a aprender com eles. não importa que as mudanças e as melhoras sejam invisíveis e que eu não possa exibi-las como uma tatuagem ou um título ou mesmo como uma citação espertinha num blog. porque chega (e desejo que chegue para todos) uma época que o que se parece importa menos do que o que se é.

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existem mesmo pessoas que mantêm lista de conquistas, tipo um diário? eu vi isso ontem no CSI Special Victims Unit e, uau!, me espantei.

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ontem minha mãe me colocou em maus lençóis com meu marido. ela fez pudim de chocolate e colocou em potinhos individuais, azuis, na geladeira. antes de ir dormir, passei na geladeira e peguei 2 potinhos e levei pro quarto, pra comer vendo TV. ele ficou todo feliz, agradeceu mil vezes. abro meu potinho e lá está o pudim de chocolate, apetitoso. ele abre o dele, feliz e... tinha COUVE (resto do almoço) [situação especialmente dedicada aos amigos mais próximos que sabem o quanto o fer ADORA coisas verdes :)]

ai eu amo pergunta e resposta

eu a-do-rei isso, que vi no marcorélio (demora pra fazer mas é uma delícia):

nome:

ou

sobrenome:

maravalhas

nome de animal de estimação:
dd01.gif

idade:

um mau hábito:

sua fruta ou vegetal favorito:

vegetais to-dos

sua comida favorita:

strogonoff de camarão

sua bebida favorita:

seu animal favorito:

ferrets

sua cor favorita:

seu local favorito:

minha casa :)

sua banda favorita:

fechei com o marcorélio. joão gilberto é mais que banda, ele é tudo!

um filme:

big fish

moda:

seu humor:

:)

felicidade é...:

rir!

amor é...:

seu mundo é...:

infinito :)

março 19, 2006

mais extreme makeover pra vocês

aos poucos vou tirando as fotos e continuando a brincadeira de antes-durante-depois:

área de selvício

o banheiro da suíte (ainda não pronto)

a parede da sala

os ângulos das fotos não são exatamente os mesmos, mas dá pra ter uma idéia. tou publicando a seqüência pros fãs de obras (pior é que existem!) e pra dar esperança para uma amiga :) acredite: vai ficar lindo depois!

março 20, 2006

das vantagens e desvantagens

uma das coisas boas de escrever "colunas" num blog -- mais dando opiniões que contando fatos -- é que as pessoas comentam e dizem um pouco do que sentem a respeito do mesmo assunto. nem sempre as opiniões são iguais às minhas (nem precisam ser), mas os questionamentos são equivalentes, e isso é muito prazeroso. não importa se você concorda ou discorda ou concorda mais ou menos: gostoso é ver que há quem se preocupe ou se incomode com as mesmas coisas. egoistamente falando, dá uma sensação boa de não estar só.

**

as desvantagens da mesma coisa são os malucos que, por não concordarem com sua opinião, te xingam. graças a deus há tempos não aparecem por aqui, mas já fui vítima de muitos. sabe aquele tipo de pessoa que, sem condições mentais de dar opinião, diz que você é gorda, chata, ou que tá na TPM e por isso tá "louca"? respostas patéticas mas que tem gente que não tem vergonha de dar, por incrível que pareça.

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teve uma época que eu escrevia as coisas mais absurdas nesse espaço, contando detalhes da minha vida que ninguém precisava ler (nem eu mesma, pensando bem), e essa foi a época de maior assédio dos malucos. hoje me parece natural que quanto mais eu dava a cara pra bater mais as pessoas batiam, mas ainda assim há que se esperar um grau mínimo de sanidade mesmo desse tipo de gente, e, nossa, é assustador: eu recebia ameaças contra minha integridade física, falavam coisas horríveis sobre a morte do pastel, na época (de uma crueldade que até hoje não entendi). como podem simples palavras num blog causar tamanho surto -- não em uma mas em várias pessoas? é assustador.

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guardadas as devidas proporções, os comentários ou livros de visita são mais ou menos como a seção de cartas das revistas e jornais: aparecem pessoas querendo se expressar sobre os assuntos tratados (o que me parece normal, uma busca pelo diálogo), pessoas que vivem em constante monólogo (não importa o que as demais falam -- ela só sabe falar dela mesma) e as pessoas com problema de auto-imagem, que se sentem pessoalmente agredidas por opiniões alheias (mesmo que seja num jornal como a folha de SP) e procuram desqualificar o emissor de opinião pra ver se ameniza um pouco o incômodo que a opinião causou. essa última categoria de pessoas parece ser só um pé no saco, mas é um perigo: são aqueles que causam discórdias inúteis, alimentam fofocas e boatos, só querem destruir, não contribuem com nada. com esses, só a indiferença funciona. por mais que a gente sinta a tentação de discutir, o melhor a fazer é rasgar as cartas, apagar os comentários, não ler o blog, etc. isso eu também aprendi com o tempo e com o custo dos meus pobres neurônios.

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aliás, esses dias eu pensava na fofoca. o que é fofoca? (vou pegar o houaiss, esperem)

fofoca s.f.
1. ato ou efeito de fofocar
2. dito maldoso; mexerico; disse-me-disse
3. afirmação não baseada em fatos concretos; especulação
4. aquilo que é comentado em segredo sobre outrem

já fiz, faço e continuarei fazendo fofoca, não adianta fingir que não. mas tem um aspecto da fofoca que eu acho pernicioso e que me faz, imediatamente, desgostar de quem pratica: fofocar sobre pessoas que não são comuns a ambas as partes e fazer fofoca com quem mal conhece. eu dou exemplo: se você não me conhece bem e vem fazer fofoca pra mim sobre qualquer pessoa que seja, já foi pra lista negra. se você vem fazer fofoca pra mim de gente que eu não conheço, também vai pra lista negra. afinal, sigam meu raciocínio: se veio falar pra mim de alguém que eu não conheço direito, já vai potencialmente influenciar minha opinião sobre essa pessoa (o que é provavelmente a intenção de quem fofoca). se vem falar mal dos outros pra mim, que mal conhece, é ÓBVIO que fala mal de mim pros outros também, caramba! deus me livre, gente assim eu quero distância.

por outro lado, não me importo com fofoca "em casa", entre pessoas que se conhecem e que saberão obviamente filtrar as pequenas maldades de ambas as partes. podendo evitar fofoca é sempre melhor, eu acho, mas somos afinal humanos e, exatamente por isso, maldosos por natureza :) ao invés de brigar contra a natureza, prefiro reduzir o risco de mal-entendido só fofocando com quem confio.

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enfim, tudo isso pra dizer: pessoas do bem, continuem comentando, pensando junto, me ajudando a pensar mais. fico feliz em perceber que escrever aqui deixou de ser uma egotrip pura. o que vocês dizem FAZ diferença :)

genial!

gente, confiram alguns demos do carlos careqa -- o melhor é o menudo theme. de chorar de rir :)

março 24, 2006

o hospital mustelídeo do capeta

pois a coisa está assim: gollum com gastrite; groo com gastrite; meninas com provável bola de pêlos; todos com giárdia (ainda e/ou novamente). essa casa se tornou, desde ontem, um hospital de ferrets com 6 tipos diferentes de remédio e sessões de remédio-goela-abaixo 6 vezes ao dia. temos remédios de 8h em 8h, 12h em 12h e 24h em 24h. e são diferentes para cada furão. portanto, criamos uma planilha excel com o calendário e dosagens (que são diferentes) e horários e mais ou menos a cada 4h enlouquecemos um pouquinho. por 10 dias.

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e, pra completar, o gollum se recusa a comer e temos que enfiar papinha goela abaixo. estou reconsiderando seriamente essa história de ter filhos :D

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alguém lembra que eu já escrevi em algum momento aqui sobre harmônicos? resumindo bem simploriamente é aquela coisa de uma vibração que parte de uma fonte causar a mesma vibração na outra fonte. eu acho que isso vale não só para os fenômenos físicos (ondas) mas também para idéias: o que eu digo pode "fazer vibrar" alguma coisa em outro alguém. por isso mesmo eu AMO incomodar pessoas com idéias ou opiniões (incomodar com xingamentos é outra categoria :)): o incômodo é sinal que tem alguma coisa ali a pensar melhor.

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minha mãe já me dizia, quando eu era menina (e eu não ouvia): se alguma coisa te incomoda em alguém, procure entender o que é porque provavelmente há alguma coisa em você pra pensar melhor a respeito... pura verdade: cada vez que eu me pergunto com sinceridade o motivo de tanto incômodo com alguma coisa os fantasmas aparecem.

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nem todo mundo tem desejo de se compreender melhor, de ser alguém melhor. há os que viverão suas vidas todas se incomodando e varrendo os incômodos pra baixo do tapete. pode ser que essas pessoas sejam mais felizes assim, não tenho como saber, mas com a mesma fé que tenho na não existência de um deus, acredito que se conhecer e melhorar é a missão número 1 de toda pessoa neste mundo. varrer incômodos pra baixo do tapete e evitar conflitos, na minha fé, é heresia.

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por incrível que possa parecer, sempre achei quase todo mundo legal à primeira vista e mais legal ainda depois. colecionava amigos (e eu os considerava amigos mesmo) e quando falava deles era como se fossem realmente muito legais. até o dia que minha terapeuta me fez uma pergunta simples: "essa pessoa aí, que você está dizendo que é super-legal -- me diz o que exatamente é legal nela?" eu não soube dizer, não com sinceridade. eu costumava ser a própria big fish na vida real, com o inconveniente de achar legais demais pessoas não tão legais assim. justamente por me expor demais para pessoas não tão legais assim eu me fudi várias vezes. demorou (e doeu) pra perceber que eu precisava desesperadamente me cercar de pessoas "legais" pra que eu me sentisse querida; demorou mais ainda pra perceber que todas as vezes que essas pessoas não tão legais me puxaram o tapete foi porque eu deixei que elas entrassem na minha casa. sabe aquela história de convidar o vampiro pra entrar? mais ou menos isso aí.

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sempre gostei muito da lenda do vampiro, desde pequena. tenho fascinação pelos dráculas, nosferatu, todos esses monstros sugadores de sangue e tomadores de vida. não há de ser à toa que fui vítima de tantos deles: eu procurei. pior é ter ouvido (mais de uma vez) coisas como "cuidado" ou "credo, por que você é amiga de fulano?" e não ter escutado. por que a gente NUNCA escuta e tem que quebrar a cara pra aprender (quando aprende)?

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eu vi os desenhos do glauco e angeli no [adult swim], mas... não gostei. sei lá se sou só eu, mas quando leio quadrinhos eu crio as vozes e entonações dos personagens na minha cabeça; quando eles aparecem na tela com aquelas vozes e entonações alienígenas, parece o invasor de corpos, entendem?

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eu conheci a anne rice em 1995, na livraria da FFLCH/história, na USP. estava fuçando as prateleiras (já contei que compro livro pela capa, né?), vi um livro lilás (minha cor favorita) e fui lá: entrevista com o vampiro. oba! pensei, eu adoro vampiros. abri o livro e a tradução era da clarice lispector. não tive dúvida: comprei. me apaixonei desde então pelo lestat e quando pouco depois resolveram fazer o filme, fiquei com medo. iam estragar o lestat, ai meu deus! colocaram o tom cruise de lestat e eu queria morrer: só conhecia ele de top gun, acho, e antipatizava. fui ver o filme no dia da estréia, claro, cheia de reservas, claro, e saí quase completamente feliz. o tom cruise foi brilhante de lestat, não deixou nada a desejar, mas em compensação o que foi aquilo de colocarem o antonio banderas (que eu amo) de armand (que eu também amo)? absurdo, ridículo, ai que ódio! enfim, pra completar, esse foi um caso de ler o livro e depois ver o filme bem sucedido, o tom cruise conseguiu se encaixar na voz e jeito do meu lestat particular.

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e tem filmes que interpretam personagens melhor que eu. o gandalf do senhor dos anéis é um exemplo: o ian mckellen é o gandalf melhorado :)

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vimos pela milésima vez o cálice sagrado e eu morri de rir pela milésima vez com o coelhinho assassino. eu preciso muito daquele coelhinho de pelúcia assassino pra viver. ninguém aí mora na inglaterra ou vai pra lá em breve, não? traz ou manda o coelhinho pra mim e fico devendo o favor, prometo!

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se vocês não deram bola pra minha dica e não foram ouvir as músicas do careqa, vou insistir: ouçam. mesmo pra quem não gosta do estilo dele vale conferir o menudo theme, uma paródia de "if you're not here". primeiro verso: quando o sol nascer eu vou pra roça / é duro mas eu tenho que carpir. !

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e eu lembrei de uma paródia dessa música, da época que eu era menina (cante com melodia do refrão): enfiei o nariz na privada / veio a mamãe e deu descarga. meu deus do céu, depois eu reclamo da geração atual... que horror! :D

meus desgostos em desenhos

aqui em casa somos fãs do galvão, temos até um pastel dele no nosso quarto. as telas dele são excelentes, mas os quadrinhos são demais. copiei um aqui pra vocês se divertirem :)

bom fim de semana!

março 26, 2006

serviço público

FILA EM BANCO NUNCA MAIS (recebido por email)

Vivi hoje, novamente, uma experiência que confirmou uma suspeita que tive quando fui a um banco alguns dias atrás. Há cerca de um mês entrei no Banco Itaú, na Lapa,para fazer um pagamento e quando vi o tamanho da fila pensei "vou ficar horas aqui dentro". Foi quando me lembrei de uma lei recente que entrou em vigor na capital paulista que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano são 20 (vinte) minutos em dias normais e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.

Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse os 20min eu encaminharia o papelucho para a Prefeitura multar o banco. Entrei na fila e notei que de repente aquele apito que sinaliza caixa desocupado começou a tocar com maior freqüência e a fila foi diminuindo rapidamente. Quando cheguei ao caixa e passei a ele o pagamento e o dinheiro, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigado. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo? Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei... Foram 17 minutos de fila. Ótimo! Eu esperava ficar mais de uma hora. Achei que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente. Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida: procurei um funcionário e pedi a senha. Ele, fazendo cara de besta, perguntou: "que senha? Não tem senha. Entre na fila". Eu insisti e ele disse que não sabia de senha nenhuma... Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia " Se necessitar senha, solicite ao caixa". Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de idiota e disse "que senha?". Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha. Então eu exigi, " a senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei..." O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.

No início continuou lenta, quase não andava. De repente, o mesmo fenômeno: o aviso de caixa livre começou a apitar que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo. Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa: ele pediu a senha para autenticar, e após a autenticação, se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, em resposta à pergunta dela: "E aí? Tudo bem?". O caixa respondeu: "BELEZA". Matei a charada...."BELEZA" foi a constatação que o caixa fez de que a senha tiva chegado. Fui atendido em 14 (quatorze minutos) e a gerentona então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA:
Existe sim um número de funcionários nos bancos suficiente para atender dignamente o público, mas eles são desviados para outras funções mais lucrativas tais como vender seguro por telefone, etc., enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila. Este aqui não fica mais. Cada vez que entrar em um banco, seja na capital ou em qualquer outro município, eu peço a senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido. Não sejamos bobos.

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fiz alguns pequenos ajustes de português que estavam me incomodando, mas de resto é o seguinte: isso que foi contado aí em cima é verdade (sobre o direito à tal senha e sobre como as coisas ficam estranhamente rápidas quando há senha na fila) porque eu mesma já estive com a tal senha na mão 2 vezes no banco. como por milagre o atendimento é rápido quando a senha aparece (e ela é obrigatória algumas vezes por dia, me parece). portanto, já sabem: fila grande? pega a porra da senha.

ou faça como eu: aprenda a usar seu internet banking e dê uma banana pra fila do banco :D

março 27, 2006

notícias do front

entramos no quinto dia de cuidados especiais com furões doentinhos e eu declaro para os devidos fins: não tenho interesse em trazer para minha vida mais nenhum ser que dependa de mim 24h/dia para sobreviver. cuidar de mim mesma já dá bastante trabalho.

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além disso, dormir até o olho abrir sozinho é um dos prazeres mais maravilhosos da vida. esses 5 dias já me deixaram com um mau humor digno de zeus ou hades. só tendo mesmo MUITO amor às criaturinhas pra conseguir suportar isso por mais 5 dias.

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falando sério, seríssimo: espero que meu instinto maternal se amplie MUITO nos próximos meses ou anos, senão a possibilidade de eu engravidar será próxima de zero. não consigo enxergar felicidade que compense tantos anos de dedicação exclusiva... além do mais, e se depois de tudo isso meu filho for uma mala sem alça? tem serviço de atendimento ao cliente, pra reclamação? :D

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as perfumarias do banheiro da nossa suíte estão quase prontas -- faltavam os azulejos antigos que compramos em janeiro e que só foram colocados este fim de semana. quando for colocado o espelho eu tiro foto e publico, mas já adianto: ficou LINDO!

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deixei de comentar aqui, mas dia 18 último foi aniversário do meu amigo querido, o gabis. não consegui falar com ele, mas deixei recados em todos os telefones e cantei o parabéns da xuxa, como sempre. há amigos e amigos, de diferentes estilos, problemas e qualidades. o gabis tem uma qualidade que eu considero caríssima para um amigo: ele sabe ouvir quando a gente precisa, sim, mas sabe principalmente falar pra quem quer ouvir. quando eu estava cheia de problemas ele me ouvia, me dava um chá quente, me deixava chorar e dizia aquelas coisas difíceis que só os amigos de verdade têm coragem de dizer. acho que nunca agradeci o suficiente sua sinceridade.

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eu tenho fé que amigo de verdade é aquele que ouve e ajuda, sim, mas que também dá porrada e diz verdade doídas. aqueles amigos que passam a mão na cabeça mas não dizem pra você o que pensam (apesar de dizerem com todas as letras para outras pessoas) não são amigos. quem de fato se importa com você diz o que ninguém mais tem coragem de dizer, e é bom você ser muito grato, viu?

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mas voltamos à velha questão: quem é que quer admitir que faz cagadas e mudar, não é mesmo?

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lembrei esses dias da primeira vez que estacionei meu carro numa garagem de prédio novo (dessas bem estreitas e escuras) -- foi no prédio do gabis. talvez um dos maiores micos da história: me coloquei numa posição na garagem que a cada vez que eu mexia 1mm do carro eu ficava mais próxima de bater nas pilastras. até que chegou o momento da verdade: ou eu tirava aquele carro dali ou chamava um homem pra manobrar. eu respirei fundo, retomei as aulas de geometria (ângulos, retas!) e consegui manobrar o carro, depois de muitos minutos de sofrimento, vergonha e suor. sinceramente? devia ter chamado um homem qualquer pra manobrar ao invés de vencer meu desodorante.

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dia 18 seria também o aniversário do pixel, o furão mais doce e querido que houve. sinto falta dele diariamente, acreditem se quiser. eu vejo a casa nova e penso o quanto ele ia gostar de brincar nos cômodos, de como ele ia querer dormir na minha cama. sinto falta do corpinho dele quentinho do meu lado, das suas gracinhas de furão. li esses dias (e chorei que nem criança) que os furões são animais muito diferentes dos cães -- fiéis e melhores amigos do homem -- e dos gatos, com sus independência, graça e elegância. os furões nasceram para ser felizes e brincar: essa é a vida deles desde o primeiro até o último dia. nós, os seus donos, não podemos esperar fidelidade, demonstrações de afeto, sagacidade ou beleza nos movimentos. eles são desastrados, ladrões, palhaços, sem noção e completamente felizes. estar perto deles é compartilhar de uma felicidade constante e sem motivos -- é ou não é um privilégio?

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neste horário há uma nesga de sol exatamente sob o meu peito, e basta que eu me abaixe um pouco e fico cega. (eu sempre quis usar nesga nesse blog e nunca consegui. ha!)

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impressionante como o mcdonalds e burguer king aqui do brasil são mil vezes melhor que nos US, né? falando em fast-nem-tanto-food, vi outro dia uma comunidade no orkut de ex-funcionários do mcdonalds falando das "nojeiras" que acontecem lá no fundão. coisas como derrubar hambúrgueres no chão e colocar de volta na chapa, não lavar as mãos, etc. não quero desiludir ninguém, não, mas acontece igual ou pior em qualquer lanchonete ou restaurante. se a gente entrasse nas cozinhas das lanchonetes, restaurantes e padarias acho que nunca mais comeria fora na vida. exatamente por isso, neste assunto, eu me mantenho alheia. ignorance IS bliss.

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o perfeccionismo leva à solidão. um professor da pós repetia isso aula após aula, tentando nos convencer que essa mania de controlar tudo, saber tudo, acertar tudo era roubada. ok, eu já entendi que é roubada, eu não quero ser perfeccionista, mas... como um perfeccionista deixa de ser perfeccionista? quanto de não-perfeccionismo é perfeito? :)

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mais uma série "enquetes que não sairão na nova":

se você só sai com caras imbecis, sistematicamente, você:
(a) é uma imbecil e sabe disso
(b) é uma imbecil que acha que os todos são imbecis mas você é ótima
(c) é uma imbecil e é mala, por isso nunca arranja coisa melhor
(d) é uma mulher ultra-resolvida e maravilhosa, os homens é que são todos imbecis

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pra variar, estou às voltas com um artigo da pós pra entregar hoje e digamos que evoluí 30%. por que eu sou assim, meu deus, por quê?

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fiz hoje pela primeira vez na vida uma mamografia. é um exame bizarro e deve ser altamente incômodo pra mulheres com pouco peito. imagine um sanduíche de pão de forma e o seu peito é o recheio. na verdade, imagine um tostex: pão-peito-pão + pressão. tem o tostex de cima pra baixo e o tostex da esquerda pra direita. aí a moça apeeeeerta o recheio e pede pra você não se mexer e nem respirar por uns segundos. o processo se repete 2 vezes pra cada peito, 2 tipos de sanduíche. digamos que foi melhor do que eu imaginava, mas sinceramente eu fiquei com pena de quem tem peitinhos e tem que dar um jeito de colocá-los ali no pão do sanduíche...

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compramos uma multifuncional lindésima da HP que tem fax, scanner, copiadora e o caralho de asa. tem comunicação wireless (e nós temos roteador wi-fi) mas nem o capeta consegue configurar. agora lá vou eu pro super-suporte-pós-vendas, pagar todos os meus pecados. vocês aí que têm raiva de mim por qualquer motivo, podem rir muito às minhas custas porque agora é a hora da vigança.

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quando eu conto histórias da minha família pras pessoas percebo que todos têm gente estranha na família, é claro, mas aqui nessa nossa família definitivamente alguma coisa saiu errada...

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comprei uma bolsa da denize barros (conheci na fal), de animais variados (porque gosto de gatos mas não mais que os demais bichos, sorry :)), chegou sábado. linda!

é o fim do mundo, podem me tirar o tubo JÁ

IUC!

para o vosso deleite, agora existe uma modalidade nova de jóias, a jóia viva. uma coisa que eu poderia ter morrido sem ver:

mas é o johnny depp ali, né, gente, ou eu tou louca? eu amo esse homem, mas com barata nem sendo ele, lamento.

o mundo está perdido, minha gente! o grande lance da "jóia" é que ela ANDA EM VOCÊ. tá? então tá.