quinta-feira azul
hoje eu passei o dia em santos, trabalhando mas me divertindo ao mesmo tempo, porque a vista era absurda de linda. só o calor melado é que incomoda, mas eu sei: não se pode ter tudo.
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às vezes, quando eu acho que estou me chateando por nada, eu lembro da minha ex-terapeuta: não é nada não, nêga, você deve sim se chatear quando percebe que as pessoas não dão tanta importância pra você quanto você gostaria. bom, aí eu me chateio e fica tudo por isso mesmo, afinal, eu também não dou tanta importância assim pra essas pessoas, essa é a verdade. no fundo a questão é só de reciprocidade.
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minhas unhas crescem em ritmo assustador, por isso não me importo mais tanto assim quando dá a louca e eu rôo uma ou outra -- elas crescem. não é uma coisa pra se pensar? é como cabelo: nossa, como tem gente que dá importância prum troço que se cortar cresce de novo, né? há tempos deixei de ser escrava do meu cabelo. ah, vá dizer que você não conhece a categoria "escrava do cabelo", que só se sente mulherrrr (com muitos erres) quando tem cabelón?
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o nosso escritório está pronto e lindo, só que tem um detalhezinho muito pequenininho que complicou: a mesa tem 82cm de altura, o que é perfeito pro fer que tem quase 1,90 e é uma merda pra mim que tenho 1,50. o que não tem a menor graça é que quem fez todo o projeto foi meu próprio pai. pra crime de matar o pai tem atenuante? no caso do meu pai, devia.
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o apartamento tá quase pronto. quase. diria 80%. o problema é que os 20% que faltam são coisinhas espalhadas pela casa toda, detalhes que se a gente se irrita e reclama parecem bobagem, mas que me deixam louca. aí depois a gente é que tem TPM, histeria ou whatever. mas não é, gente: o diabo está nos detalhes, alguém já disse. e tá mesmo: eu olho pro cantinho da porta que falta fazer o acabamento e praticamente vejo o belzebuzinho pinoteando e rindo da minha cara.
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o controle remoto genérico funciona bem, mas tem que apertar o botão com vontade, sabe? de qualquer forma é melhor exercitar os dedinhos do que levantar pra trocar o canal. eu não sei como a gente vivia antes do controle remoto, juro por deus.
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é que nem aquela tirinha do dilbert que tem o ratbert como estagiário, sentadinho na frente do micro e fingindo trabalhar. a pergunta que não quer calar é: como as pessoas fingiam que trabalhavam antes dos computadores, meu deus? (eu não sei, pois já comecei a trabalhar COM eles)
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hoje, conversando com colegas, me dei conta que já viajei mais nesses meus 33 anos de vida do que muita gente vai viajar a vida toda. tem gente com a minha idade e nas mesmas condições financeiras que nunca saiu desse país, ou pior, sequer viajou dentro deste país aqui. não consigo conceber quem tem possibilidade de viajar e não vai -- a gente aprende tanto em qualquer viagem, por mais curtinha que seja!
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aí deu crise: faz tempo que não faço uma viagem de 20 ou 30 dias, pra longe (não necessariamente fora do país), pra conhecer lugares novos e pessoas e tal. este quadro precisa mudar -- taí mais uma resolução de ano novo: viajar mais.
