eu juro que tento, me esforço, mas não dá: não vou mais a barzinhos e nem "baladas". se você for meu amigo, conhecido ou outra coisa qualquer, fique avisado/a: se quiser pode me convidar pra seu aniversário ou comemoração, mas se não for na sua casa eu não vou. não quero mais pagar muito pra tomar um drink e nem aguentar monte de gente fumando que nem demente. saí do bar onde foi o aniversário do gui FEDENDO, um nojo, não suportei nem ficar com a janela do carro fechado, apesar do frio. só depois de um bom banho foi possível voltar a ser eu mesma. ninguém devia pagar pra passar incômodo, certo?
resumindo: não me leve a mal, mas "baladas" e bares, TOU FORA.
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só valeu porque eu vi o gui e sua mãe e mais uma amiga querida que não via há tempos. de resto, o som era bom mas era alto demais pro meu gosto, é impossível conversar, tem gente sem noção, tem gente que eu não tou a fim de encontrar, tem fumaça nojenta de cigarro, tem mesas espremidas, drinks caros, ufa! agora é assim: ou eu vou em restaurante muito bom ou muito chiquésimo ou na casa das pessoas. chega!
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mudando de assunto, tem gente que eu quero mais é que se foda, mesmo. eu não tenho pena de ninguém humano, só dos bichos.
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eu às vezes digo como força de expressão que tenho pena de alguém, mas não se engane, é só forma de dizer. ainda acho que não há nada que nos venha pela frente que não seja merecido ou minimamente procurado. sofrer é, definitivamente, opcional. e a opção, às vezes, é tomar um aditivozinho químico pra ajudar a passar, sim, por que não? o que não tenho saco é pra quem sofre e não quer parar de sofrer, cultiva isso como uma qualidade. se manca, sofrer não é charmoso, é só chato!
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o nosso pequeno gollum está se recuperando, aos poucos, mas tá difícil a nossa vida. comida de 2 em 2 horas de dia e de 3 em 3 horas de noite. e obrigando, porque ele não quer comer. preocupação com o estado do bichinho que não fala, a temperatura que parece acima do normal mas quando medimos tá tudo bem, remédios que permanecem até não sabemos quando. fico pensando que ter filhos deve ser muito mais simples, mesmo.
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a verdade é que não tem alegria igual à que essas criaturinhas nos dão. fico reclamando agora pelo cansaço e a preocupação, mas eles merecem nada menos do que o melhor que pudermos fazer.
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apesar das complicações todas, temos planos de uma viagem curta ainda nesse ano, para o chile (2 semanas). a idéia é ir até lá de avião e descer uma parte de carro, aproveitando a paisagem e conhecendo um pouco do sul, se possível. quem tiver dicas eu agradeço :)
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pontos positivos do home office: fazer reuniões deitada na cama, debaixo do edredon, via skype. não tem preço!
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ainda estou lendo a série duna, segundo livro agora. me sinto um pouco maluca mas dá uma sede danada e quase sinto o cheiro do deserto. não sei se é mérito do autor ou da minha imaginação fértil, mas é maravilhoso poder viver uma história desse jeito. é triste saber que há quem não se entregue à fantasia, a vida deve ficar muito sem graça...
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uma coisa que me irrita demais são os controladores emocionais patológicos. eu inventei esse nome agora, mas você deve conhecer pelo menos um desse tipo: acha que todos pensam nele e falam dele e se não pensam nem falam, deviam; se sente pessoalmente agredido quando sua opinião é diferente da dele e procura convencer a todos que ele está certo dentro da sua concepção de mundo (que aliás é a única que importa), não importando muito o que os outros pensam; faz chantagem emocional constante, mesmo que nem sempre seja consciente; não presta muita atenção ao que os outros sentem ou pensam, isso é absolutamente secundário; quando se preocupa sobre o que os outros pensam ou sentem é quando o pensamento ou sentimento envolvem a ele próprio.
sei que tendo a ser um pouco o inverso disso -- me preocupar demais pelos outros e com os outros e pouco comigo -- e provavelmente é por isso que essas pessoas me irritam. mas será que sou só eu que busco o equilíbrio nessa vida, jesus? todo mundo que eu conheço se acha perfeito e coloca a culpa dos problemas do mundo nos outros. só eu é que percebo que eu erro todo santo dia e tento consertar?
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descobri em pouco tempo de terapia que essa minha excessiva preocupação com os outros e pouca comigo tinha motivações bem diferentes das que eu pensava: o desejo de ser aceita e o medo de ter que encarar meus próprios problemas. eu jurava que era "legal" e "amiga" porque vivia assumindo problemas e dores que não eram meus, ha ha ha! é verdade que foi difícil o período de percepção de quem era mesmo meu amigo e de quem eu ACHAVA que era amigo, mas foi muito mais difícil começar a fazer a faxina em casa ao invés de tirar lixo da casa dos outros. acabei me deparando com coisas não muito legais de se ver, mas é isso: quem quer mudar, muda. quem não quer mudar coloca a desculpa no mundo e nos outros.
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sabe o que eu reparei? aqueles questionários que a gente responde nos blogs: o que a gente responde diz muito menos do que o que não respondemos. já repararam que tem gente que retira algumas perguntas? ficar elucubrando o porquê é altamente divertido :)