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julho 2006 Archives

julho 1, 2006

apocalipse now

eu continuo assistindo a copa e as mesas redondas com felicidade. talvez felicidade até maior, já que agora não tem mais o parreira, roberto carlos e cafu pra me irritar. eu achei muito justa a eliminação e, de coração, não estou chateada. demoraram pra perder.

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fiquei pensando que talvez, pra esses jogadores, essa copa não signifique muito. eu vi gente reclamando que os jogadores do brasil se confraternizaram com os jogadores da frança antes e depois do jogo, pois eu não acho nada demais. os caras são amigos, jogam juntos e se respeitam. eles não tinham que ter atitude combativa fora do campo, mas dentro. faltou foi interesse mesmo, como um bando de meninos mimados acostumados à vitória.

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torci muito por portugal, principalmente porque gosto do felipão como técnico (como pessoa eu sei lá, parece um babaca). torcerei por eles, até porque o figo, aqui entre nós, meu deus... :D

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o gollum voltou pra casa! gorducho, safado, brincalhão e muito bem. está sim diabético e (a menos que ele sare de repente) teremos que aplicar insulina 4 vezes por dia até o fim da sua vidinha. 1500 reais e 20 dias depois, ele está de volta e, apesar de bem mais pobres, estamos muito felizes. aliás, aproveito pra recomendar a clínica veterinária que cuida dos nossos ferrets: pet place. o pessoal é profissional e muito gente boa.

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o meu post de etiqueta certamente causou incômodo em várias pessoas mas só por um motivo ele valeu: uma moça que me lê mandou um email sensacional. ela se identificou com algumas das coisas que eu descrevi e me escreveu pra conversar sobre o assunto. ela, justamente uma das pessoas mais educadas e sensatas que eu tive a oportunidade de conhecer nesses anos todos de blog. eu, como ela, me identifico com vários desses exemplos de "falta de noção", o que é inclusive ótimo: mostra que nós, ao contrário da maioria das pessoas, paramos sempre que possível pra pensar se estamos faltando com a educação de alguma forma.

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é realmente impressionante como a maioria das pessoas não se toca da sua tremenda falta de educação. e o pior: não adianta falar, não, falta repertório e auto-análise pra maioria. outro dia no supermercado estávamos indo pro caixa vazio, tranquilamente, e um cara simplesmente saiu correndo e entrou na fila. sem compras pra passar. ele ficou segurando o lugar e chamou seu colega, com o carrinho, enquanto nós e a caixa esperávamos. eu falei pra ele: "realmente: educação é uma coisa que ou se tem ou NÃO se tem, não é mesmo?". ele, com cara de "ué?", me respondeu: "qual é o problema? eu tou guardando lugar pro meu amigo..." e eu só pude responder: "justamente. questão de educação, que alguns têm e outros não". não há continuação pra essa conversa, assim como não tem continuação pro post de etiqueta: ou você tem noção ou não tem.

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eu de-tes-to os comentários da milly lacombe, acho ela uma chata. nem discuto se ela entende ou não de futebol, o lance é que ela é mala demais, interrompe os outros o tempo todo e repete 10 vezes a mesma frase. chata!

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e eu, com minha opinião de leiga, acho que o que faltou pra seleção é liderança, seja fora ou dentro de campo. quando eu vi no fim do jogo de portugal a vibração e a alegria do felipão, abraçando os jogadores, eu fiquei com muita, muita inveja.

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a cam acabou com a minha vida: depois de ir conferir a recomendação desse site sobre chocolates "puros" eu estou obcecada. tem pelo menos metade daquelas marcas que eu não conheço e quero conhecer desesperadamente. vou caçar em são paulo algum lugar de comprar chocolates desse tipo, pra quem realmente aprecia o chocolate e não o açúcar. quando achar eu conto pra vocês (ou começo a traficar e fico rica :D)

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o fer está lendo um livro que é tão bom que temos conversado sobre ele durante todo o período de leitura: a medida de todas as coisas. pra quem gosta de história é bom, pra quem gosta de matemática, geografia e física é bom também. em resumo, é a história do metro (a unidade de medida). genial, não vejo a hora dele acabar pra eu começar a ler ;)

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e pra completaro dia, uma música genial do paulo vanzolini:

no último dia da vida,
encontrei-me com meus pecados.
uns maiores, outros menores,
mas no geral bem pesados.
do outro lado, somente
a ingratidão que sofri.
o anjo pôs na balança
e vestido de branco eu subi

agora só toco harpa
de camisola e sandália
espio pra ver lá em baixo
a quadrilha da fornalha
aquela ingrata hoje está
trabalhando de salsicha
espetadinha no garfo,
satanás fritando a bicha

ô demônio: capricha!
(juízo final)

julho 5, 2006

deixem recado depois do BIP

pessoal, como diz a fal, a chapa esquentou. o trabalho tá me engolindo e eu não ando mesmo com uma visão tão positiva dos acontecimentos e pessoas dessa vida, então acho que uma sumidinha não fará mal a ninguém :)

não digo que parei de escrever, só digo que não vou poder falar bobagem com tanta freqüência quanto antes pelos próximos 3 meses.

deixo um poema (com música junto) e beijos a todos nessa entressafra.

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segue o teu destino,
rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas
o resto é a sombra
de árvores alheias

a realidade
sempre é mais ou menos
do que nós queremos
só nós somos sempre
iguais a nós-próprios

suave é viver só
grande e nobre é sempre
viver simplesmente
deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses

vê de longe a vida.
nunca a interrogues
ela nada pode
dizer-te. a resposta
está além dos deuses

mas serenamente
imita o olimpo
no teu coração
os deuses são deuses
porque não se pensam
(ricardo reis, 1-7-1916 /FERNANDO PESSOA)

ouça aqui a versão cantada pela nana caymmi com música de sueli costa.

julho 11, 2006

só uma coisa a dizer: DEUS CONSERVE :D

ok, as fotos são um tiquinho gays demais pro meu gosto (sou mais esses mesmos rapazes suados e cheios de grama depois do jogo :D) mas, ai ai...

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e tem blog novo no pedaço, e eu gostei: flertes.

julho 12, 2006

o feitiço de áquila

parece maldição: eu paro de escrever porque não tenho tempo nem de fazer xixi e ele desembesta a escrever quase todo dia. bom é que na falta do meu mau humor ele garante o equilíbrio do universo :D

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conheci um taxista que nasceu na ilha da madeira e veio para o brasil com 17 anos, em 1956. toda sua família veio pra cá antes dele, mas todos morreram e ele já não se sente lá muito bem. me perguntou, logo que fechei a porta do táxi: "a senhorita já andou de avião?" e eu fiquei confusa uns instantes. "sim", eu disse, "já andei. e o senhor?". ele, com a cara mais espantada do mundo, disse "andei pela primeira vez no mês passado, senhorita, e é uma coisa muito grande! como pode voar, uma coisa tão grande? deve caber umas 1000 pessoas dentro!". eu ri e passei os 40 minutos seguintes ouvindo histórias e vendo o mundo com outros olhos.

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alguém já te disse, quando você reclama de dor de cabeça, algo como "que bom, é sinal que você tem cabeça"? pode parecer a resposta mais idiota do mundo, mas não é. eu ando com uma dor danada naquele órgão metafórico, o coração: cada pessoa triste ou sozinha, além dos cachorrinhos em gaiolas, me fazem sentir um peso do tamanho do mundo e uma sensação esquisita de impotência. não é fácil ser "gente que faz": quando não podemos fazer nada além de sentir, parece que alguma coisa está muito errada.

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quando a gente é amigo mesmo, mesmo, pode ficar sem se ver ou se falar por meses ou até anos, e quando se vê ou fala de novo é como se tivesse sido ontem. amor verdadeiro é como aquela bicicleta na garagem: pode até enferrujar mas basta colocar pra funcionar que ela anda que é uma beleza :)

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decidi uma coisa importante: defenestrar coisas que me incomodam. se não for possível fazê-lo de fato eu o faço simbolicamente. emails que não interessam, SPAM, comentários desagradáveis? apago sem ler. conversas chatas? ligo o modo "automático". falta de educação? desprezo. falta de noção? pfff. digamos que é um modo zen mas sem a parte religiosa-bitolada ou, tecnicamente falando, um "filtro de mensagens".

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eu pre-ci-so de um blackberry neste instante. não posso viver sem ele, aliás, como vivi sem ele até hoje?!

julho 14, 2006

sarapatel vegetariano

ok, não faz o menor sentido esse nome de receita, mas é isso que ela parece: um sarapatel. só que é totalmente natureba (na medida em que eu posso ser natureba, bien sur), só tem cogumelos e fica bom de morrer de comer! eu sei que teve mais gente que gostou, mas a receita é dedicada à lígia, que pediu com carinho ;)

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ingredientes
1 bandeja de cogumelos shiitake frescos (o grandão)
1 bandeja de cogumelos shimeji frescos (o pequenininho)
1 bandeja de champignons frescos (o clarinho)
1 bandeja de cogumelos portobello frescos (o marronzinho)
1/2 cebola fatiada fininha ou picada pequena (como gostar mais. eu gosto em fatias)
2 dentes de alho pequenos picadíssimos
azeite (o suficiente pra forrar o fundo da frigideira, menos de 1mm no fundo da panela)
2 colheres de sopa de shoyu e/ou molho de ostras (eu uso os 2 ao mesmo tempo :D)
1 pitada geral de sal (se NÃO usar o shoyo)
1 colher de sopa de salsinha fresca picada
2 colheres de sopa de saquê (opcional, mas fica bom)
2 colheres de manteiga ou margarina sem sal (opcional, mas fica ÓTIMO :))

utensílios
1 frigideira BEM larga, não precisa ser muito funda (eu uso uma paelleira de uns 40cm de diâmetro, pra ter idéia)
1 colher de pau pra mexer
1 escorredor pra lavar os cogumelos
4 recipientes pra colocar os cogumelos lavados e picados SEPARADOS
1 faca pequena de legumes (ou qualquer uma que você consiga cortar os cogumelos)
1 tábua de cortar (eu não uso, corto tudo na mão mesmo, mas...)

modus operandi
não faça como eu e saia colocando a frigideira no fogo, porque você vai ter que desligá-la antes que os bombeiros venham verificar de onde vem tanta fumaça (é a sua panela queimando). tenha paciência, esse prato exige preparação prévia.

lave (pra tirar eventuais terrinhas) e escorra os champignons e portobello, corte inteiro (incluindo as hastes) em fatias finas (1mm, mais ou menos) e reserve em recipientes separados.

separe os shimeji com as mãos, "desfiando" (pode descartar os "miolos" que costumam ficar grandes. eu guardo na geladeira pra usar depois em molhos e carnes). lave, escorra e reserve em outro recipiente.

leve e escorra os shiitakes (eles costumam ficar com terra no topo), separe as hastes (eu também reaproveito depois) e corte a parte carnuda em fatias um pouco mais grossas que os outros (uns 4mm).

corte a cebola e o alho e agora você pode colocar a frigideira no fogo alto com o azeite :)

quando o azeite esquentar, coloque a cebola e o alho e mexa com a colher de pau até amolecer a cebola (não precisa dourar). coloque o champignon primeiro, deixe refogar por 1 minuto e coloque o portobello. mexa bem, deixe refogar até começar a amolecer e então coloque o shimeji. mexa até começar a juntar água e coloque, por último, o shiitake, que vai fazer a maior água. coloque então o shoyu/molho de ostra e por último (se quiser, experimente antes) o sal. mexa bem, misturando os cogumelos e espalhando pela frigideira, para a água secar.

detalhe: se a panela for pequena e funda, vai juntar LITROS de água, cozinhar demais e demorar pra ficar pronto. por isso é importante que a panela seja LARGA, pra água evaporar rápido!

quando a água for secando, vai sobrar um molho escuro lindo de morrer. coloque o saquê e misture bem, deixando evaporar e incorporar. finalmente é a hora de você colocar a salsinha e a manteiga (que eu espero que você use, de coração), misturar bem e se preparar pra tirar do fogo.

você escolhe como prefere o prato: com mais ou menos molho. se quiser comer com macarrão, pode deixar mais molhado, colocar creme de leite e esperar reduzir para usar. ou pode fazer como eu: espere que o molho fique grosso, tire do fogo, junte mais um pouco de azeite frio, misture e coloque na geladeira, pra comer como entrada (com pão) ou com salada (com qualquer folha amarga como endívia, rúcula, etc.)

julho 18, 2006

pegando carona na van filosofia

"the person who takes the banal and ordinary and illuminates it in a new way can terrify. we do not want our ideas changed. we feel threatened by such demands. "i already know the important things!" we say. then changer comes and throws our old ideas away." -- the zensufi master
(p. 12, chapterhouse: dune, frank herbert)

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e tem blog novo, que eu adorei: peccata minuta. esse tá mais pra carro de luxo que van filosofia :)

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eu penso no rei ou rainha em surto histérico gritando "kill the messenger!" várias vezes ao dia.

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cedemos àquelas tentações estúpidas que aparecem de vez em quando e fomos ao zoológico de SP. no domingo. nas férias. as fotos ficaram boas e eu publico logo logo, mas para desgosto geral da nação o evento só serviu pra me deixar ainda mais convencida de que o fim da humanidade seria a melhor coisa que poderia acontecer a este planeta, quiçá a todo o universo. toda a aventura segue em breve.

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sabe quando você se sente produtivo? então, eu me sinto. e sabe quando você se sente um trapo mental e uma bigorna física? provavelmente não, porque essa metáfora é um absurdo, mas é assim que eu me sinto: uma bigorna mentalmente esfarrafada. essa eu quero ver o weno desenhar... :D

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praticamente um retrato da nossa pretinha safada, feita pelo weno, claro!

julho 19, 2006

enquanto o flickr não volta...

... eu me descabelo aqui e coloco uma fotinha de um animal que parece foca mas ruge que nem leão.

o leão marinho se divertindo num dia de sol. logo que o flickr voltar eu coloco as fotos e o relato da aventura.

julho 21, 2006

o zoológico de sampa num domingo de sol

as fotos estão aqui, a história eu conto no fim de semana, neste mesmo post. agora a bateria do note está acabando e a minha também :D

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antes de falar do zoológico, uma frase do agent smith de matrix:

"I'd like to share a revelation that I've had during my time here. It came to me when I tried to classify your species. I realized that you're not actually mammals. Every mammal on this planet instinctively develops a natural equilibrium with the surrounding environment, but you humans do not. You move to an area, and you multiply, and multiply, until every natural resource is consumed. The only way you can survive is to spread to another area. There is another organism on this planet that follows the same pattern. A virus. Human beings are a disease, a cancer of this planet, you are a plague, and we are the cure. "

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eu tenho uma relação de amor e ódio com zoológicos. ao mesmo tempo que amo e admiro todos os animais -- o que é uma forma indireta de amar a natureza e, quem sabe?, deus -- fico muito triste por vê-los encarcerados, "na vitrine" para nossa visitação. a idéia de tirar um animal de sua terra natal e colocá-lo numa jaula realmente me incomoda. então os passeios ao zoo são sempre uma mistura de encantamento e indignação, talvez na mesma medida. acho que a observação dos animais, seja na TV, zoo, em casa ou na rua, me devolve a dimensão do milagre que é a vida, o mecanismo incrível que são os seres vivos. são todos pequenos (ou grandes) milagres ambulantes.

e as pessoas, que também se enquadram na categoria dos animais? sinceramente, acho uma afronta ao reino animal a nossa mera existência. somos seres patéticos, arrogantes e extremamente burros na medida em que não respeitamos o sistema que nos rodeia. nossa trajetória evolutiva é admirável e talvez o homem tivesse sido o animal mais extraordinário de toda a criação, não fosse sua total incapacidade de cooperar com os demais elementos da natureza. a humanidade não é auto-sustentável. agent smith tem toda razão: nos comportamos como um vírus, e nada nos deterá até que o nosso hospedeiro esteja morto (o que nos matará por conseqüência, mas somos burros demais pra perceber e seguimos adiante).

voltando ao zoológico: o parque recebe 15 mil pessoas num domingo. não há um só lugar em todo o parque em que seja possível observar os animais em silêncio e paz, procurando perturbá-los o mínimo possível. todas as pessoas gritam, assoviam, batem palmas, "chamando" os animais, esperando que ele se comportem como animais de circo. elas querem espetáculo, não querem vida.

as crianças correm e gritam, jogam papel de sorvete no chão (os pais também), xingam os animais quando eles não aparecem ou não fazem o que eles gostariam que fizessem. olho ao redor e tenho a sensação incômoda de que deveríamos nós ser encarcerados e deixar que os animais andem soltos. grande parte das jaulas é protegida por vidros, não exatamente para nos proteger dos animais, mas para que ninguém joge coisas lá dentro. as fotos ficam prejudicadas, mas até achei bom: protege os pobres animais dos gritos histéricos dos que estão do lado de cá.

e câmeras, muitas câmeras com flash na carinha assustada dos pássaros, dos bichos todos. lá na entrada está escrito em letras garrafais: NÃO USE FLASH. NÃO JOGUE NADA DENTRO DAS JAULAS. as pessoas usam flash, jogam coisas dentro e fora da jaula sem nenhum pudor. gritam, empurram, são mal-educadas.

tem um quadrinho do calvin que, depois de uma conversa com o hobbes, ele tira a roupa e sai andando, virando as costas pra humanidade. essa, de coração, é minha vontade. a forma com a qual nos relacionamos com a natureza e as vidas que nos cercam não é digna, nós não merecemos viver entre criaturas tão extraordinárias.

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e há também os que arrancam flores, cortam árvores, jogam lixo na rua, na praia, no mar, nos rios. sem nenhum pudor, incômodo, nada. preste atenção ao fumante mais próximo e veja como ele não se incomoda em jogar cinzas e resto de cigarro no chão, além da fumaça fedorenta e tóxica no ar que você respira. olhe os carros e caminhões com fumaça preta na rua. consumir recursos é parte do ciclo da vida: matar, comer, cortar árvores, vegetais, produzir coisas. a impressão que eu tenho é que esquecemos que também nós fazemos parte do ciclo da vida, somos parte da natureza e não estamos ACIMA dela, ela não está aqui para nos SERVIR. o encantamento e respeito pela vida, seja qual for a forma que ela adote, desapareceu, dando lugar ao politicamente correto, aos engajamentos idealistas ou à indiferença total.

esse é um mundo muito triste de se viver, às vezes. minha sorte é que, por mais que eu queira, não consigo deixar de me emocionar e admirar o milagre absurdo que é a vida, mesmo a desses seres imbecis que são os humanos. vira e mexe aparece alguém da nossa espécie que me faz sentir feliz por ser humana. e sempre há os crocodilos, que me lembram que a natureza é sábia e paciente: só os mais aptos sobreviverão.

julho 23, 2006

atenção, isso não é SPAM!

vi nos scraps do meu irmão (claro!) e não podia deixar de divulgar. cuidado todo mundo, hein?

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se receber uma mensagem SMS no seu celular dizendo: "Enfia o celular no cu", atenção: não enfie!!! retire a bateria primeiro, pois há risco de choque.

divulgue esse alerta. com a saúde e a bunda dos meus amigos eu não brinco.

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e para informação de quem quis saber como está meu irmão depois da experiência de quase-morte: ele me ligou esses dias, e eu atendi falando "kitão!! que saudade! como você tá?" e ele respondeu, bem sério, "kitão é o caralho, meu nome agora é CICATRIZ".

tem condições de levar uma criatura dessas a sério?

julho 25, 2006

ferrets em seu habitat natural

conheça nossas menininhas :)

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