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fevereiro 2007 Archives

fevereiro 2, 2007

fim da semana, ufa!

com tudo o mais que tenho pra fazer, ainda arranjo tempo de experimentar receitas, cozinhando pra mim mesma. a receita (deliciosa) de uma salada grega chamada tzatziki que aprendi com a nigella e aprovei está aqui, experimentem!

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e eu que tinha aversão a pepino até poucos meses? aversão mesmo, completa e absoluta, não podia nem com o cheiro. até que um dia eu quis comer, comi e voltei a amar. de uma coisa eu posso ter orgulho: não me deixo influenciar nem pela minha própria opinião :D

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sabe uma coisa que eu não entendo? águas "alteradas". tipo água com gás (é salgada!) ou essa H2O que andam tomando por aí. provei e achei MEDONHA. água, eu aprendi na escola, tem que ser inodora, insípida e incolor. muitas modernidades pro meu gosto.

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fugi pro cinema sozinha hoje no fim da tarde, fui no reserva cultural ali na gazeta. os caras se gabam de "não ter barulho de pipoca" mas os sem-noção continuam de ti-ti-ti durante o filme. eu preferia COM pipoca e SEM idiotas. vi o perfume, filme muito interessante (eu gostei) mas definitivamente não é pra qualquer gosto. mas é longo, comecei a espreguiçar depois da segunda hora...

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ai, vimos o sacrifício. não gostei do filme, mas tem uma coisa muito divertida sobre ele: imaginar a raiva que o povo wicca deve ter ficado quando assistiu. bruxas más, frias e calculistas versus homem civilizado, bom e inocente. uhhhh!

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essa semana me senti irremediavelmente adulta: decidi conscientemente me poupar de um stress desnecessário. sabe aquelas discussões que não vão levar a nada? nem comecei a dita cuja e fui muito feliz, obrigada. o outro, que devia e precisava ouvir umas verdades, que as procure na igreja universal.

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pois meu próximo post será sobre o cocô: sua função social, emocional e fisiológica, aguardem.

as águas de março

não sei como as pessoas de outros meses fazem, mas eu nasci em março e pra mim o ano só começa no dia 8 que é, além do dia da mulher, o meu dia de nascimento. começar o ano nesse dia não é tão ruim, afinal é só depois do carnaval que de fato dá a sensação que o ano começou...

me dei conta que já estamos em fevereiro, meu deus, e em mais 1 mês faço 35 anos. trinta-e-cinco, caramba! e quando eu penso que minha mãe com minha idade tinha uma filha de 17 anos? podem achar esquisito, mas chegar aos 35 sem filhos me dá uma sensação de... irresponsabilidade e egoísmo. pode? eu aqui dormindo até meio-dia aos sábados, gastando todo meu dinheiro comigo mesma, sem me ocupar de outra pessoa, como assim? isso me deixa com a consciência pesada. maldita pressão para perpetuação da espécie :)

hoje pensei na distância dos meus 28 anos pra o momento atual. dizem que aos 28 sua vida muda (o tal retorno de saturno) e, falando por mim, confirmo de pés juntos: mudei da água pro vinho. a começar pela aceitação do meu lado mulherzinha: eu era completamente riponga desencanada que mal cortava o cabelo e virei uma perua assumida que surta se não for na manicure toda semana. nessa mesma época saí de um relacionamento de quase 5 anos, fui morar numa casona sozinha, fiz "as" festas de arromba, adotei meu primeiro furão (ter seu próprio animal de estimação é um marco, gente!). foi um ano intenso esse dos 28!

mas aqui estou eu aos 35 e, afe, como eu mudei de lá pra cá, e pra muito melhor. deixei uns exageros de lado, aprendi uma coisa ou outra, resolvi meus problemas financeiros (aleluia), me livrei de pessoas completamente nada a ver, me aproximei da minha família, casei de novo depois de achar que "amor de verdade é uma vez só e nunca mais vou sentir isso de novo" (pfff...).

mas continuo aquela coisa pisciana, né? não dá pra disfarçar :) estou casada com outro pisciano -- ascendente escorpião e lua em peixes -- e, atenção: ex-marido 1, canceriano; ex-marido 2, pisciano. é sina, percebem? e continuo, é claro, sonhando muito mais do que realizando de fato, vendo toda a sorte de castelos nas nuvens do céu enquanto as pessoas só vêem chuva. continuo chorando em filmes de amor e quando vejo bichinhos, continuo dando presentes todo o dia e ligando pro marido e pra família só pra dizer "oi" 10 vezes por dia... e do meu lado estão sempre uma mãe taurina que tem lua em peixes e uma irmã canceriana com lua e ascendente em peixes. tá? O_o

sim, muita água pra compensar meu ascendente leão (dominante, como se percebe) e lua em sagitário, que me garantem uma vida nada tranquila e um gênio do capeta :)

parece que esse ano vai ser parecido com aquele dos 28 anos, dizem os astros, e por isso lembrei tanto dessa idade. não vejo mudanças tão radicais acontecendo, mas confesso que tenho a sensação de ciclo fechando, e isso é bom. estatisticamente posso dizer que chego este ano ao meio da minha vida, não é isso que se chama meia-idade?

(pausa para reflexão)

AH MEU DEUS, sou uma mulher de meia-idade, socorro :D o que a gente faz quando chega nesse ponto? faz tricô, massagem redutora, dieta milagrosa, entra pra aula de dança de salão, compra pacotes de viagem pra cancún, faz bronzeamento artificial, reduz o peito, o que fazer?!

por enquanto eu bloqueio a quinta-feira de aniversário pra ir pro hopi hari e depois penso melhor. uma dieta milagrosa não ia mesmo mal...

fevereiro 3, 2007

gift

já indiquei e indico de novo: pequenos delitos. blog sensacional sobre sexo, amor e (pasmem) sentimentos. adoro e leio todo dia.

o autor esses dias recebeu um email com críticas pesadas de um leitor indignado com o teor do blog. a resposta foi delicada e interessante, assim como alguns dos comentários, vale conferir. uma frase num dos comentários deste post me deu um clique, faço questão de replicar:

cada um dá o que tem

percebi que a resposta do autor e o comentário da leitora harmonizam com um post que escrevi há alguns dias sobre assunto completamente diferente, a beleza é pra quem quer ver.

cada vez mais me convenço que quando alguém é muito chato, desagradável, escroto, mal-educado, preconceituoso, obtuso, metaforicamente míope ou whatever, a gente não deve se incomodar, não, deve sentir pena; afinal a pessoa em questão ofereceu exatamente o que tem a oferecer, pobre dela.

pois há mortes e mortes

bom, vou começar da forma mais objetiva: lembram que escrevi esse post graças à notícia da morte de uma escritora de blog conhecida de muitos? pois é, ela não morreu, meu povo. ela inventou a própria morte e a disseminação da notícia se deu por conta de um namorado (virtual) e de muitos amigos também virtuais que sofreram com a notícia.

uma curiosidade sobre essa história: nos dias seguintes à suposta morte perguntei a uma amiga que conheceu a ex-defunta pessoalmente sobre como ela estava se sentindo com a notícia (imaginei que ela estaria super chateada) e a moça, um tanto constrangida, me disse que não acreditava que a história fosse verdade. não só porque tudo estava muito estranho e mal contado, mas principalmente porque ela conhecia a figura doida, ou seja, sabia que uma mentira era bem provável (mesmo uma mentira sem noção como essa). essa amiga, lúcida que só, não quis se alongar na história e encerrou o assunto mais ou menos assim: se ela quis morrer, zel, quem sou eu pra contrariar? eu vou deixá-la em paz.

(pausa para história maluca)
antes de ir ao que interessa, preciso contar uma historinha similar que aconteceu (deda, norbies e léa se lembrarão) lá nos idos da década de 90, no IRC (comunidades virtuais de chat online). havia essa moça, cris, que se apresentou aos seus amigos virtuais logo de início como loura, alta, jovem e modelo. não havia porque duvidar e não duvidamos, mas a verdade é que ela era mais ou menos o inverso disso tudo. a moça morava no recife, cidade com muitos internautas que freqüentavam o IRC, e a história foi fácil de desvendar. muito bem, perdoamos a vontade da moça de nos impressionar e seguimos nos falando normalmente. até que algum tempo depois ficamos sabendo, pelo IRC, através de uma "amiga", que a cris tinha sofrido um acidente de carro seríssimo e ficara paraplégica. estava internada num hospital da cidade e não poderia mais entrar no canal do IRC e ela, a amiga, estava ali para nos dar a triste notícia. éramos nerds mas pessoas de bom coração! ficamos arrasados e combinamos com nossos colegas do recife que procurassem o paradeiro da menina (não era tão difícil no tempo em que os IPs eram fixos) e mandassem flores e um cartão de nossa parte, oferecendo ajuda e nossos sentimentos pelo ocorrido.

descobrimos, vejam vocês, que ela não havia ficado paraplégica e tampouco sofrido acidente algum. a "amiga" era ela mesma, que depois de desmascarada se justificou dizendo que era tudo "brincadeira", que queria ver como iríamos reagir. depois disso ela continuou aparecendo de vez em quando, mas era tratada como merecia: um fantasma incômodo assombrando o ambiente.
(fim da pausa)

voltando para o século XXI encontramos meg, cuja história se encaixa na mesma categoria de "loucuras de usuários de internet sem noção" e sobre a qual eu tenho algumas considerações a fazer. na ocasião da suposta morte da pessoa fiquei tentada a contar como se deram nossas breves interações nesses últimos anos mas, dado que a pessoa havia morrido, considerei inapropriado (não sei vocês, mas me sinto mal falando de mortos. é como se a morte absolvesse os erros, sei lá). pois agora com a volta da que não foi, tou liberada pra lavar roupa suja, ueba :)

o fato dela ter fingido que morreu não tem nenhuma influência sobre o que vou contar, fiquem certos. as pessoas com as quais tenho mais intimidade nesse mundinho de blogs já conhecem há anos essa história e sempre souberam o que penso sobre a ex-defunta meg. não a conheço, como disse no meu post sobre sua morte, mas não foi por falta de tentativa da parte dela. trocamos alguns pouquíssimos emails há muitos anos e confesso que a evitei deliberadamente desde então pois percebi que se tratava de pessoa mentalmente perturbada ou, como me permitirei dizer daqui pra diante, louca.

ela apareceu no mundo dos blogs numa época de poucos envolvidos com isso aqui no brasil, era uma comunidade relativamente pequena (principalmente se comparada ao que é hoje). acontece que nessa época eu era uma das pessoas mais populares desse grupo, principalmente por 2 motivos: (1) eu comecei a usar o blogger em 2000, bem antes da grande maioria e (2) eu sou sociável e acabo fazendo contatos com todo mundo. nessa época eu já usava internet pesadamente há 5 anos, tinha passado pela história da cris ali em cima além de várias outras histórias cabeludas, ou seja, era uma legítima gata escaldada. não caía e não caio mais nessas conversinhas de gente que quer atenção a todo custo.

meus amigos, tudo começou quando ela mandou presentes pra minha casa. flores e bombons (caríssimos, aliás), bilhetinhos, isso tudo sem eu ter dado meu endereço pra ela e muito menos esse grau de intimidade. convenhamos, coisa de gente doida, né? não sei vocês, mas eu não acho graça nenhuma em desconhecidos me mandando presentes, eu fico com medo. pois foi esse "medo" que me fez ficar bem longe da meg desde sempre, apesar da pesada insistência dela em ser "minha amiga". eu acho aqui com meus botões que ela sempre quis se aproveitar dessa minha discutível popularidade pra poder fazer amigos e influenciar pessoas mais facilmente.

quando ela percebeu que comigo aquele papinho açucarado de se tornar minha amiguinha me "comprando" não colou, adotou o plano B: chantagem emocional. ela se saía com pérolas como "ah, zel, eu gosto tanto de você, por que você não gosta de mim e não responde meus emails? mas entendo que você tenha outros interesses, amigos melhores...". como explicar racionalmente o instinto do perigo? me mantive à distância enquanto ela tentou (em vão) por muito tempo se aproximar, fosse pela bajulação ou pela chantagem emocional.

quando viu que o plano B falhou também ela começou o ataque sutil: falava uma coisinha aqui e outra ali, fazia uma fofoquinha pra um e pra outro, se fazia de coitada prum terceiro (preferencialmente alguém que fizesse parte dos meus relacionamentos), e assim foi. houve gente vindo tirar satisfação comigo, com ar de reprimenda e tristeza, porque eu "ignorava a gentileza e amizade da meg, coitada, tão legal". claro que esse tipo de gente foi devidamente cortada também do meu convívio. não posso dizer que essa "estratégia de guerra" me atingiu, principalmente porque não dei a menor bola, mas fato é que as atitudes dela confirmaram meu instinto: pessoa não boa de se ter por perto. loucura não é doença contagiosa mas tem efeitos colaterais para os circundantes. tou fora.

(e um detalhezinho bobo mas importante: reparem que neste link, texto que conta como foi sua incursão no mundo virtual, ela menciona meu nome mas não coloca o link pra este blog. é a forma dela manifestar a falta de conexão comigo, sacaram? a mulher é uma louca sutil e muito inteligente. o tipo mais perigoso. meda!)

bom, e como tem gente louca no mundo, né? a diferença no mundo "virtual" é que fica mais difícil perceber. não sei vocês, mas eu sinto cheiro de gente louca. basta olhar e eu percebo, rapidinho. nas letrinhas é mais difícil sacar, mas eu tou expert. se quiser saber se a pessoa é louca, me pergunte :D

finalmente: resolvi escrever esse post porque eu disse aqui que a mulher tinha morrido e tal e era tudo mentira, então me senti na obrigação de esclarecer. mas também aproveitei pra tirar umas sujeirinhas debaixo do tapete, antes que ela resolva se matar de verdade e eu não tenha coragem de falar mal dela de novo :D

e sobre morrer ou não morrer, no fundo a minha amiga tem razão: se ela quis morrer, quem sou eu pra contrariar? tem gente que ficou com pena por ela ser doente da cabeça e inventar uma história dessas; tem gente que gosta dela (na minha opinião são os que caíram na teia de bajulação-manipulação, mas cada um sabe o que lhe faz feliz) e tá contente porque ela "voltou"; tem gente que tá puta da vida com a mentirada. já eu, preferindo a primeira versão da história, fingirei que ela está decentemente morta. que descanse em paz.

fevereiro 4, 2007

para um amigo

well, maybe there's a god above
but all i've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

**

someday i'll wish upon a star,
wake up where the clouds are far behind me
where trouble melts like lemon drops
high above the chimney top that's where you'll find me

fevereiro 8, 2007

eu juro que não morri!

tá complicado, ando num esquema que me deixa pouco tempo pra pensar na frente da telinha em branco (que é aliás um ótimo exercício de relaxamento mental). e daí, quando sobra um tempinho, eu fico jogando spider-paciência e esqueço da vida. sou uma viciada, droga.

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eu ando gostando tanto tanto tanto das coisinhas novas inventadas pela microsoft que fico com vergonha, constrangida. talvez vocês não entendam mas, pra um nerd legítimo, gostar da microsoft é mais ou menos como um petista que resolve votar no maluf. não dá pra admitir nem pros pais, sabe?

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visitei o antigo pregão da bovespa ontem à tarde, lá no centro. um passeio interessantíssimo e que eu nunca faria se não fosse o dono da empresa em que trabalho, super-empolgado, arrastando todo mundo (mais de 20) pro passeio. foi divertido e legal ver que há coisas tão bonitas, bem organizadas e profissionais, de graça, no meio do caos do centro da cidade. gostoso.

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aí passei no centro cultural banco do brasil e não tinha café, como pode? diz que estão montando ainda. livraria cheia de coisas incríveis e eu não resisti: comprei estética doméstica e estou amando. tudo graças aos papos gostosos com a sheilinha, que me faz lembrar dos tempos da faculdade de história :)

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olha, eu vou explicar pra vocês como funciona esse negócio de ser pisciano: se você conhece algum pisciano que não seja doidinho é porque você ainda não o conheceu bem :D

somos radares de loucos, mesmo, e não é à toa: nós mesmos somos doidos, desconectados na realidade em maior ou menor grau; somos recipientes e não temos forma (depois coloco a música aqui) e se você é racional ou prático em excesso faça um favor (a ambos os lados) e nos evite. a convivência será insuportável.

para os que cultivam estabilidade e constância é impossível nos entender ou nos categorizar. mudamos de idéia, de sentimento, de modus operandi. quem acha que realmente conhece um pisciano é porque não entendeu nadinha.

nos apaixonamos perdidamente em questão de segundos (e desapaixonamos também, é verdade) e os sentimentos são profundos, densos, sufocantes, mágicos. costumamos sofrer de paixões múltiplas e instantâneas -- já amei com paixão aquele moço loiro que estava sentado no fundão do ônibus e desceu depois de 3 pontos. quando cheguei em casa já tinha esquecido dele e estava encantada com a cor da florzinha que cresceu na portaria do prédio. é assim.

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roubei da tati!

gosto
maracujá; dormir; rir

não gosto
gente que quer confete; atravessar a rua fora da faixa; melancia (eca!)

tenho facilidade
com idiomas; com música; perceber o que me move

tenho dificuldade
dizer não; dizer desculpe; acordar de manhã

o que ninguém imagina
que gosto de silêncio; o quanto eu sonho; o quanto eu amo

nomes do meu deus
os sentidos (5, ou seriam mais?); música; nuvens

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amo minha idade e minha história (com um ou outro episódio dispensável) mas tem uma coisa sobre ser "experiente" (cof cof :D) que é muito chata: ando reparando nas fases que as outras pessoas estão vivendo e que eu já passei faz tempo e dá um téeeedio de ouvir as histórias, sabe? ando com dificuldade de achar a vida das pessoas ao meu redor interessantes, com raras exceções. parece o videoshow repetindo cenas-marcantes-de-novela, um saco.

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quando a gente tem uns 20 e poucos anos acha o máximo pessoas que citam livros (aqueles que você também conhece, claro, senão a pessoa é pedante, né? :D), conhecem e amam os mesmos filmes alternativos que você, sabem de cor a música X do disco Y que quase ninguém conhece... passada dos 30 começa a ficar enfadonho conhecer gente que gosta das mesmas coisas que você e já não tem mais muita graça "se enturmar". você quer mais é explorar as possibilidades inéditas, ser supreendida, desafiada. uma raridade de acontecer, diga-se.

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jesus, como tem foto ruim e/ou chata no flickr! tem gente que devia ser proibida de ter câmera digital. com a história de não custar dinheiro pra revelar as pessoas perderam a noção e tiram as fotos mais feias, repetitivas e sem graça do mundo. não contentes em tirar e guardar as fotos-tranqueiras elas publicam. incrível!

ok, vai: é bem possível que essa reclamação se aplique também a mim e às minhas fotos em alguma medida, mas me defendo afirmando que eu apago dezenas de fotos que considero ruins e/ou repetitivas. quem quer ver 18 fotos da mesma coisa quase na mesma hora, cruz credo?

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o leiaute desse blog vai mudar e vai ser logo logo. o weno inventou a coisa mais maluca e linda do universo pra colocar aqui, mal posso esperar! e preparem-se, pois vai ter presentinho pra 1 visitante deste blog mas não vou contar o critério pra ganhar senão vai ficar fácil :D

para uma amiga

vibra do cio sutil da luz,
meu homem e afã
vem turbulento da noite a flux
de pã! iô pã!
iô pã! iô pã! do mar de além
vem da sicília e da arcádia vem!
vem como baco, com fauno e feran
e ninfa e sátiro à tua beira,
num asno lácteo, do mar sem fim,
a mim, a mim!
vem com apolo, nupcial na brisa
(pegureira e pitonisa),
vem com artêmis, leve e estranha,
e a coxa branca, deus lindo, banha
ao luar do bosque, em marmóreo monte,
manhã malhada da àmbrea fonte!
mergulha o roxo da prece ardente
no ádito rubro, no laço quente,
a alma que aterra em olhos de azul
o ver errar teu capricho exul
no bosque enredo, nos nás que espalma
a árvore viva que é espírito e alma
e corpo e mente - do mar sem fim
(iô pã! iô pã!),
diabo ou deus, vem a mim, a mim!
meu homem e afã!
vem com trombeta estridente e fina
pela colina!
vem com tambor a rufar à beira
da primavera!
com frautas e avenas vem sem conto!
não estou eu pronto?
eu, que espero e me estorço e luto
com ar sem ramos onde não nutro
meu corpo, lasso do abraço em vão,
áspide aguda, forte leão -
vem, está fazia
minha carne, fria
do cio sozinho da demonia.
à espada corta o que ata e dói,
ó tudo-cria, tudo-destrói!
dá-me o sinal do olho aberto,
e da coxa áspera o toque erecto,
ó pã! iô pã!
iô pã! iô pã pã! pã pã! pã,
sou homem e afã:
faze o teu querer sem vontade vã,
deus grande! meu pã!
iô pã! iô pã! despertei na dobra
do aperto da cobra.
a águia rasga com garra e fauce;
os deuses vão-se;
as feras vêm. iô pã! a matado,
vou no corno levado
do unicornado.
sou pã! iô pã! iô pã pã! pã!
sou teu, teu homem e teu afã,
cabra das tuas, ouro, deus, clara
carne em teu osso, flor na tua vara.
com patas de aço os rochedos roço
de solstício severo a equinócio.
e raivo, e rasgo, e roussando fremo,
sempiterno, mundo sem termo,
homem, homúnculo, ménade, afã,
na força de pã.
iô pã! iô pã pã! pã!
(hino a pã, fernando pessoa)

fevereiro 9, 2007

porque é madrugada

the more i know, the less i understand
all the things i thought i knew,
i'm learning again
i've been tryin' to get down
to the heart of the matter
but my will gets weak and my thoughts
seem to scatter
but I think it's about forgiveness

(por renato russo)

fevereiro 10, 2007

o senhor atendeu as minhas preces

e a fal voltou a escrever sobre cozinha e afins. tomara que a cachorrona não abandone esse, senão vou ficar órfã de novo...

:D

fevereiro 12, 2007

é a época do capeta

a história da cobra eu gostei, uma coisa assim herói jeca tatu. mas fiquei com pena da cobra, confesso, apesar de saber que é ela ou o menino e tal. tenho simpatia pelos répteis.

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mas a outra história do menino eu nem quero comentar, meu deus, nem em filme de monstro tem coisa tão horrível. por essas e outras eu às vezes passeio pela cidade e fico me perguntando quanto tempo demoraria pra natureza tomar conta do mundo, caso os humanos fossem subitamente extintos. wishful thinking, sabe?

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outro dia passei o dia trabalhando num cliente mas, diferente do que acontece normalmente, tinha trabalho pra fazer sozinha, ocupando uma das baias. vi pessoas andando pra lá e pra cá, falando o tempo todo sobre assuntos que nada tinham a ver com trabalho mas que também não tinham importância nenhuma: fofocas, futilidades, inutilidades, conversas vazias. me deu uma tristeza inexplicável, uma vontade de dizer praquelas pessoas cuidarem das suas vidas, procurarem coisas legais pra fazer (dentro ou fora dali), viverem de verdade. me senti como num filme de ficção, cercada de humanos que passaram por lavagem cerebral ou coisa assim, alheios à vida e ao que realmente importa.

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e nem sou da linha de que trabalhar é um mal ou coisa parecida, hein? eu gosto de trabalhar, de verdade. melhor: eu gosto de trabalhar com o que eu trabalho, da forma como trabalho. e acredito com convicção que é essencial gostar do que se faz, ter aquela sensação gostosa de realização. há muitas atividades que trazem esse sentimento de realização, mas a nenhuma delas dedicamos pelo menos 1/3 do nosso tempo todo dia, certo? se você for infeliz no seu trabalho, 1/3 do seu tempo é de infelicidade ou apatia! deus me livre.

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houve épocas de pensar na vida e ter que encontrar mecanismos sofisticadíssimos pra me convencer de que eu era feliz. nessas horas a imaginação é útil e nunca me deixou na mão (o que acabou me impedindo de dar jeito nos problemas, mas isso é outra história). hoje em dia, quando incomodada com a minha vida, paro pra pensar friamente e sou obrigada a admitir que não tenho quase nada do que reclamar. mas se papai noel existisse, eu pediria pra me livrar da preguiça crônica, essa doença maldita.

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e o carnaval? que coisa odiosa! a globo é ainda mais asquerosa nessa época, com nego berrando sambas ridículos e nega esfregando a bunda na tela. mas tudo bem, a TV a gente desliga, mas e as escolas de samba vizinhas no bairro? morar no alto tem desses problemas: a escola de samba lá do outro lado do bairro ensaia e a gente escuta aqui. escuta inclusive o fulano berrando no megafone que "é uma camiseta por pessoa, galera, vê lá". e o repique dos tambores que, de tanto se repetir e acelerar a marcha, ficou mais chato que o caminhão de gás.

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sim, eu já brinquei carnaval: no recife e em olinda várias vezes, no rio e em sampa só de passagem e na praia (dezenas de vezes). até que fugi a primeira vez dele lá na década de 90, fui pra nova iorque curtir neve e nunca mais suportei o ziriguidum. acabei apreciando a delícia de ter 4 dias de sossego absoluto, seja na piscina, no campo, na neve ou aqui em sampa mesmo.

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mas, em resumo, não há cristo que me faça mais me misturar com o povão, aguentar bêbados grudentos e ouvir o dia todo pagode, samba-enredo ou axé (esconjuro!)

love is the pleasures untold

uma das coisas mais deliciosas da vida, recentemente experimentada, é amar não pelo que o outro diz, faz ou demonstra, mas simplesmente pelo que ele é, que não é pouco.

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ainda vou fazer uma série alternativa do antigo amar é... pra compartilhar um pouco das pedras no caminho de quem resolve se apaixonar, se relacionar com alguém e (coragem das coragens!) casar, vai umas das primeiras pérolas da série:

amar é... jogar as coisas na cara do outro (de preferência em público, pra evitar réplicas) ;)

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por esses dias entre fim de janeiro e início de fevereiro (eu obviamente eu não sei qual é o dia, shame on me) eu e o marido completamos 4 anos de história e 1 ano de apartamento novo/nosso. nenhum de nós dá bola pra "datas especiais", mas aniversários de relacionamento são legais para lembrar de como as coisas aconteceram lá no ano 1, para rir dos desencontros e medos bobos e também para suspirar com a lembrança da paixão incontrolável da época (que graças a deus amenizou bastante, senão já estaríamos mortos a essa altura *hahahahahha*).

outra coisa legal desses eventos é ver que depois destes anos há sentimentos ainda mais fortes, uma história que não é de um só e a sensação gostosa de ainda ter muito a descobrir e viver juntos. como se fosse só o começo de tudo, a cada ano.

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olhem: casar é bom. vale inclusive o inferno que é descasar, quando as coisas não dão certo. é sério, acreditem em mim, eu já casei 3 vezes :)

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love is a shiny car
love is a steel guitar
love is a battle scar
love is the morning star

love is a twelve-bar blues
love is your blue suede shoes
love is a heart abused
love is a mind confused

love is the pleasures untold
and for some love is still a band of gold
my love has no reason has no rhyme
my love crossed the double line

love is a minor chord
love is a mental ward
love is a drawn sword
love is it's own reward

ouça aqui.

fevereiro 14, 2007

a semana mais longa

city hunters, animação com as mulheres do manara?! no FX, aquele canal idiota, como assim? aposto que vai ser uma merda.

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respondendo às perguntas do post anterior sobre o aniversário de casamento:
- o meu santo casamenteiro é ela, a santa falta de noção, batman :) ao invés de pensar 2 vezes eu vou lá e CASO, entende? depois eu vejo se dá pé
- uma pessoa é bem mais do que aquilo que ela faz, demonstra ou diz. porque nós somos mais do que ação e verbo, boa parte (a parte melhor, eu diria) é sentimento e emoção e é isso que eu amo nele. e a verdade é que eu amo o que ele diz, faz e demonstra também :)

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obrigada pelos comentários fofos. fico feliz em saber não só que me desejam o bem, mas que a maioria das pessoas que pára por aqui gosta de ler coisas boas. sei que é legal ler um pouco de piada e sarcasmo, mas acho fofura melhor :D

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aliás, como é insuportável conviver com gente negativa, não? todo mundo deve conhecer alguém que se você diz "que dia lindo!" responde "ah, mas vai chover..." ou que quando você pergunta como ela está a infeliz responde contando todos os problemas. cada vez mais acredito que felicidade é escolha, sabe? a gente pode escolher ver o céu azul de agora ou lamentar que mais tarde vai chover. sou a criatura do que vejo.

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me vejo no que vejo
como entrar por meus olhos
em um olho mais límpido
me olho o que eu olho
é minha criação
isso que vejo
perceber é conceber
águas de pensamento
sou a criatura do que vejo
(blanco, octavio paz - tradução de haroldo de campos)

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deprimi forte hoje. almocei com clientes, todos homens. dos quatro, três são completos imbecis. assim, sem salvação: idiotas de pai e mãe, portas fechadas sem maçaneta. fãs ardorosos do romário, piquet e afins não exatamente pelos talentos atléticos mas porque "têm atitude".

o pior é perceber que eles são "a massa". minoria sou eu, que acho as mesmas figuras desprezíveis porque são espertões, mal-educados, escrotos. atitude virou sinônimo de ser escroto, putz. pra me consolar, lembrei que há poucos meses saiu na super-interessante a matéria dos meus sonhos: o retorno da natureza após o desaparecimento súbito da humanidade. let's keep wishing.

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meus peitos pesam mais que bolas de boliche, daquelas grandes.

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comprei uma sandália chiquérrima, de salto, com dedinhos de fora, cor de tutti-frutti. felicidade instantânea por 36 reais no cartão de crédito. só assim pra sobreviver aos fãs do romário...

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e essa propaganda RIDÍCULA de iogurte que te faz cagar ou devolve seu dinheiro, meu deus do céu?! se eu fosse do tipo que tem intestino preso teria muita vergonha de comprar esse troço do supermercado. o horror! e eu preciso escrever o tal post do cocô mas sempre esqueço, acaba ficando pra depois. prometo que ele vem! enquanto isso eu passo mal com a propaganda da corna conformada retentiva anal.

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e como se o iogurte do cocô não bastasse, tem as propagandas de sabonete líquido de buceta com nossa amiga regina. taí outra coisa que eu não entendo: por que usar esse negócio, explica? pra bichinha ficar com o maravilhoso cheiro de buceta-com-rosas? buceta-com-lavanda? fora que deve deixar gosto de sabão, ai pobre do bofe que gosta de buceta! (o que não gosta vai achar até melhor descaracterizar a pobrezinha)

ok, agora a sério: entendo as neuroses alheias, acredito que tenha mulher que realmente ache que um sapólio íntimo ajuda de alguma forma na sua higiene (o que é uma bobagem, aqui entre nós. água purinha e mãos cuidadosas já resolviam a questã). acredito também que tenha mulher que não goste do seu próprio cheiro, mas... acho as duas coisas muito tristes.

todo aquele esforço na década de 60 pra libertação feminina, queima de sutiã e o cacete, ganhamos o direito de trabalhar (merda) e ficar estressadas, que ótimo. aí em pleno ano de 2007, como se a gente não tivesse preocupação suficiente nessa vida, nos arrumam uma nova: nossa buceta agora é nojentamente suja e malcheirosa e precisa de um sapólio especial que custa muitos reais. inferno!

fevereiro 15, 2007

uma palavrinha sobre o cocô

eu já falei disso, as revistas já falaram disso e mais mil gentes já falaram disso, eu sei. mas o assunto é interessante e principalmente importante, senão a nossa amiga corna conformada não ia colocar sua carinha esticada no comercial de iogurte que faz cagar, certo? vamos contribuir para essa questão tão essencial do cocô ou da falta dele.

mas antes de começar, uma historinha fofa (senão não sou eu, né?): imaginem uma menina pequenininha, aprendendo a fazer cocô na privada sozinha e dar descarga, aquela coisa que depois tem gente que esquece que aprendeu. fazer cocô era tranqüilo, o problema era dar a descarga: a menina não queria dizer adeus ao cocô! aquela obra de arte, produto das engrenagens do seu corpinho, era dela e ela não queria deixar ir embora, não, não. pois que sua mãe, a irmã mais velha e o pai tiveram que inventar e praticar por mais tempo do que desejavam o ritual do cocô, que era praticamente uma cerimônia funerária, um rito de passagem. na presença do cocô, ali na privada esperando, todos falavam de como ele (o cocô) era importante e querido de todos e que quando ele partisse todos sentiriam muito a sua falta. diziam que, de coração, desejavam que sua jornada (a dele) para o além-dos-cocôs fosse tranqüila e que ele encontrasse a merecida paz. a menina, comovida, deixava escapar sempre uma ou outra lágrima e, após completado o ritual, apertava a descarga enquanto todos acenavam (com as mãos, sim, não era simbólico) e diziam TCHAU, COCÔ!

essa é uma história real, saibam vocês, e infelizmente não é minha.

mas agora vou à minha história, muito menos legal porém instrutiva. já tive intestino preso, faz uma dezena de anos. mas não me lembro de ficar muito incomodada com isso, pra ser sincera, era mais uma característica que um problema, entendem? muito bem: por motivos outros que não esse, resolvi, lá pros meus 25 anos, procurar o edu, irmão do norbies, que é médico e homeopata (além de ser gatinho e um amor de criatura) para uma consulta.

como bom médico, ele perguntou tudo sobre mim, tudo mesmo, inclusive a respeito do funcionamento do intestino. expliquei que era preso e tal, e ele pergunta "mas... quando você te vontade de fazer cocô, você vai lá e FAZ?" parece uma pergunta boba, não? pois não era, pelo menos não no meu caso.

faço um aparte aqui, antes de seguir, pra explicar que diferente de algumas mulheres que conheço, não acho feio ou pouco feminino admitir que mulheres sentem fome, peidam, fazem cocô, xixi ou arrotam. é sério: tem mulher que acha que se peidar ou demonstrar apetite os homens não vão gostar mais dela, é como se ela fosse menos mulher. é óbvio que não acho bonito peidar em qualquer lugar (seja mulher ou homem, aliás), por exemplo, mas não precisa ficar neurótica e entrar no modo negação-das-funções-corporais, né?

aliás, mais um parêntese: que coisa mais broxante é mulher que não come! seja porque está de dieta, seja porque de fato não tem apetite, são umas chatas sem graça. na mesma medida, nada é mais tesudo que uma mulher comendo com gosto (ah, nigella, nigella...)

mas voltando àquela época: se eu estivesse ocupada, fazendo alguma coisa que me interessasse e viesse a vontade de fazer cocô, o que eu fazia? respeitava o impulso fisiológico e ia lá dizer tchau pro cocô? nãaaaao! eu ficava exatamente onde eu estava, tipo "olha aqui, seu cocô, quem manda aqui sou EU, certo?" seu cocô, paciente e sem opção, por ali ia ficando, até que eu ficasse desesperada pra me livrar dele. em outras palavras, o momento da vingança do meu corpo. nada agradável.

percebi, depois desse papo com o edu, que eu vivia contrariando minhas funções fisiológicas, todas elas: sono, fome, sede, xixi, cocô. digam OI para a louca do controle, é isso aí. como se fosse possível controlar o nosso corpo além dos limites necessários. aliás, mesmo que seja, por quê? qual é o propósito? isso pra não dizer de tudo o mais que eu sempre tentei controlar, mas é assunto pra outro post.

ele me disse, com a simplicidade que lhe é típica, "quando tiver vontade de fazer cocô, xixi, pare tudo o que estiver fazendo e vá. o problema vai se resolver, você vai ver". sou controladora, é verdade, mas também sou flexível: se é pra mudar e é pra melhor, é comigo mesma, eu levo a sério. comecei a fazer como ele havia dito, de forma bem simples, e adivinhem? nunca mais tive o intestino preso desde então. tudo funciona perfeitamente bem e (só pra me provocar) de forma totalmente imprevisível ;)

aí que eu vejo a propaganda do iogurte que faz cagar pras mulheres e o iogurte que faz cagar na hora certa pros homens (já viram isso? o iogurte que te faz cagar de manhã, ou coisa parecida? um horror!) e grito pra TV: por que vocês não escutam quando o cocô quer dizer tchau?!

ouçam quem já errou e aprendeu: deixem o cocô ir, gente. e caguem pros iogurtes-milagrosos :D

já passou da meia-noite...

aviso_weno.gif

update: este era o aviso que ficou durante a madrugada enquanto a mudança era feita.

weno.

fevereiro 16, 2007

já passa das 5 da manhã...

depois do suspense, eis que o blog está de cara nova!
devolvo as chaves à dona e agora retorno para o meu próprio canto. as xícaras de café eu lavarei depois. :)

weno

porque é carnaval: máscaras

eu também amei o leiaute novo! e o mérito é todo do weno, pois tudo foi idéia dele, inclusive eu de medusa-ferret! achei super-legal na hora que ele me mostrou e agora, olhando bem e refletindo um pouco, acho divertido e principalmente interessante. por que ser representada exatamente uma medusa, esse ser mítico tão apavorante, hein? :)

fui pesquisar sobre o mito da medusa -- sabia pouco ou quase nada sobre o assunto -- e encontrei um texto interessante pra compartilhar com vocês, transcrito na seqüência. perdoem se houver algum erro no texto, eu copiei de um site e procurei corrigir o que deu (a pessoa teve o dom de copiar com erros de gramática e ortografia. como pode não saber copiar?!)

aliás, fiquei tão empolgada com a leitura do trecho que procurei o livro. descobri que está esgotado... se alguém achar em sebo por favor me avise, eu pago o livro e o sedex.

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trecho de a morte nos olhos, jean-pierre vernant. os negritos são meus :)

ver a górgona e olhá-la nos olhos e, com o cruzamento dos olhares, deixar de ser o que se é, de ser vivo para se tornar, como ela, poder de morte. encarar gorgó e perder a visão em seu olho, transformar-se em pedra, cega e opaca. no face a face da frontalidade, o homem firma-se em posição de simetria em relação ao deus; mantém-se sempre em seu eixo; esta reciprocidade implica ao mesmo tempo dualidade – o homem e o deus que se encaram – e inseparabilidade, ou até identificação: a fascinação significa que o homem já não pode desviar seu olhar ou o rosto do poder, que seu olho perde-se no do poder que também o olha, que ele é projetado o mondo que este poder preside. na face de gogó, opera-se como que um efeito de desdobramento. pelo jogo da fascinação, o voyeur é arrancado a si mesmo, destituído de seu próprio olhar, investido e como que invadido pelo da figura que o encara e, pelo terror que seus traços e seu olho mobilizam, apodera-se dele e o possui.

a possessão: usar uma mascara e deixar de ser o que se é e encarnar, durante a mascarada, o poder do além que se apossou de nós e do qual imitamos ao mesmo tempo a face, o gesto e a voz. o desdobramento do rosto em máscara, a superposição da segunda ao primeiro, que o torna irreconhecível, pressupõem uma alienação em relação a si mesmo, um controle por parte do deus que nos passa o freio e as rédeas, que nos cavalga e arrasta em seu galope; estabelece-se portanto, entre o homem e o deus, uma contiguidade, uma troca de estatuto que pode chegar à confusão, à identificação, mas ainda nessa proximidade instaura-se o apartar-se de si mesmo.

a projeção numa alteridade radical, inscrevendo-se na intimidade e no contato a maior das distâncias e o estranhamento mais completo. a face de gorgó é uma máscara; mas em vez de ser usada para que seu portador imite o deus, esta figura produz o efeito de máscara simplesmente olhando-nos nos olhos. como se esta máscara só tivesse deixado nosso rosto, só se tivesse separado de nós para se fixar à nossa frente, como nossa sombra ou nosso reflexo, sem que nos possamos livrar dela. é nosso olhar que se encontra preso à máscara.

a face de gorgó é o outro, nosso duplo, o estranho, o estrangeiro em reciprocidade com nosso rosto como uma imagem no espelho (esse espelho em que os gregos só podiam ver-se de frente e sob a forma de uma simples cabeça), mas uma imagem que seria ao mesmo tempo menos e mais que nós mesmos, simples reflexo e realidade do além, uma imagem que se apoderaria de nós, pois em vez de nos devolver apenas a aparência de nosso próprio rosto, de refratar nosso olhar, representaria, em sua careta, o horror terrificante de uma alteridade radical, com a qual por nossa vez nos identificaremos transformando-nos em pedra. olhar nos olhos de gorgó e ver-se face a face com o além em sua dimensão de terror, cruzar o olhar com o olho que por não deixar de nos fixar torna-se a própria negação do olhar, receber uma luz cujo brilho, capaz de cegar, é o da noite.

quando encaramos gorgó, é ela que faz de nós o espelho no qual, transformando-nos em pedra, contempla sua face terrível e se reconhece no duplo, no fantasma que nos tornamos ao enfrentar o seu olho. ou ainda, para exprimir em outros termos esta reciprocidade, esta simetria tão estranhamente desigual entre o homem e o deus, o que a máscara de gorgó nos permite ver, quando exerce sobre nós o seu fascínio, somos nós mesmos no além, esta cabeça vestida de noite, esta face mascarada de invisível que, no olho de gorgó, revela-se a verdade de nosso próprio rosto. esta careta é também a que aflora em nosso rosto para nele impor sua máscara quando, a alma em delírio, dançamos ao som da flauta a bacanal de hades.

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antes que eu me esqueça: weno, eu te amo por me desenhar mais magra mesmo sem eu pedir! :) e, pensando bem, se a mulherada nas revistas pode ser retocada em photoshop, por que eu não posso ter meu momento desenhoshop? :D

antes que o dia acabe

a paula, além de magra, bonita e fina, é de uma sorte irritante. ela escreveu há algum tempo um post hilário sobre pais sem noção que colocam nomes estúpidos tipo oiram nos rebentos. eis que surge das trevas oiram mário, o próprio, mostrando pra ela que os oiruams são criaturas felizes e bem-sucedidas, diferentes das paulas e afins.

toda pessoa que tem blog visitado por mais de 3 pessoas se depara em algum momento com malucos, eles estão por toda parte. eles entram no seu blog pra dar palpite sobre seu texto, suas idéias, seu peso, cor do seu cabelo e até sobre sua preferência sexual. quanto mais anônimos, mais agressivos, mas são todos, sem exceção, seres que querem a atenção do mundo, que os trata tão mal e não os compreende. você, pobre desavisada que escreve 1 ou 2 posts por dia quando está numa fase ultra-produtiva, se transforma na razão de viver da criatura, na fonte de todos os males, na culpada pelo aquecimento global e pela surra de chinelo que ele levou da tia quando era pequeno. você passa raiva apagando os comentários imbecis do maluco, respira 3 vezes antes de responder por email e finalmente resolve ignorá-los (a melhor tática).

mas com a paula acontece isso? não senhores: ela tem malucos finos, chiques. os malucos dela são bem-resolvidos, educados e articulados. empresários! os comentários dos malucos dela são publicáveis e comentáveis e todos nos sentimos mais felizes por conhecê-los.

conheçam a história de oiram mário e visitem sempre a paula, nossa heroína perfeita. concluí que cada um tem os malucos que merece... certeza que meu karma atualmente deve estar em torno de -10.000, deve ser culpa do perupatolinha.

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hoje é aniversário da fal, sabiam? vou aproveitar pra contar um pouco sobre como a conheci.

o alê falava dela com paixão, com admiração e felicidade. depois de anos de amizade, compatilhando com ele um certo grau de desesperança em relação à existência de uma quantidade razoável de pessoas interessantes nesse mundo, me supreendi com meu amigo apaixonado pela mulher que ele chamava de perfeita.

a gente sempre duvida de perfeição, né? ainda mais quando se trata de mulher nova na vida do cara, homem pensa com a cabeça do pau, vocês sabem. já imaginei uma mulher inteligente e mala sem alça, chata, pedante. porque aqui entre nós, pro alê se apaixonar ela não poderia ser menos que brilhante, saibam.

aconteceu que eu e ele não nos víamos muito nessa época que eles começaram a namorar e nos vimos ainda menos depois, porque ele se emburacou com ela nalgum canto escondido :) acabei falando com ela uma vez, rapidamente e por email, quando veio dela uma resposta a um email que mandei pra ele (que nunca respondia nada, o filho da puta). gostei dela ali, nas letrinhas. e se passaram uns tantos anos sem nenhum contato.

em 2001 eu conheci um cara pelo qual me apaixonei loucamente. eu achava que ele estava acima de qualquer julgamento, era mais que o máximo que eu podia sonhar. um dia ele me mostrou a foto de uma moça linda e sorridente, dizendo que tinha sido a sua melhor amiga na infância e parte da adolescência. que tinha voz de anjo e era inteligente como ela só. mostrou um postal que ela mandou enquanto ele morava na espanha: às vezes te odeio por quase um segundo / depois te amo mais. imaginei que eles se amavam, e estava certa.

até o dia em que o pai dela, essa moça sorridente, morreu. ele soube e ligou pra ela e, durante a conversa, descobriram que eu era a amiga querida do marido dela; e ela era a amiga querida do meu namorado! o fato, além de ser uma coincidência danada, serviu pra me reaproximar do alê mas não fez muito pela reaproximação dos outros dois. resumindo uma história longa e triste, aquele amigo de infância que recebia postais não só não era o máximo como também não era nada do que parecia ser. muita casca que, quando descascada, deixou só um vazio triste.

ela já sabia disso, descobrira esse fato muito antes de mim. bem que tentou avisar, mas não há avisos compreensíveis para quem está apaixonada, né? a coisa boa é que a cegueira e a paixão passaram, o namorado foi devidamente defenestrado, mas ela ficou aqui do meu lado, firme e forte. ela e sua doçura, lucidez e amizade, tão preciosas.

falzinha, você foi uma surpresa muito boa da vida. obrigada por estar aí :)

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e sabe quem faz 1 aninho hoje? a coisica mais fofa da tia, dorinha. lembro direitinho do dia em que ela nasceu, da dani me ligando no meio da manhã, com aquela vozinha de cansada, avisando que a menina tinha chegado. fiquei feliz há um ano e estou feliz hoje, depois de acompanhar a gestação e o primeiro aninho de uma vidinha tão linda.

love you, meus queridos :) muitos beijos nela e na lia!

enjoy!

fevereiro 17, 2007

sábado de carnaval...

... aqui no cambuci, da janela do quarto, tá assim:

eu só posso agradecer :D

fevereiro 20, 2007

gosto não se discute

é lugar-comum, mas serve pra começar o post: gosto não tem explicação e nem precisa, porque é pessoal e intransferível. se houver alguém com gosto parecido com o seu, que sirva para compartilhar experiências, fique feliz. não fique chateado se as outras pessoas parecem não entender seus gostos, seu gosto não precisa de aprovação.

é muito comum me perguntarem o porquê da minha aversão por melancia, por exemplo. sei lá, gente? precisa de explicação? eu simplesmente não suporto melancia, não posso nem com o cheiro, quero distância. não tem explicação e não precisa, eu me dou o direito de não gostar sem precisar de razão. aliás, que herança medonha essa do iluminismo, não? nem tudo precisa de racional, pô!

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a dani deixou um comentário sobre como é tesudo ver mulher comendo com gosto. e homem também, claro: é delicioso ver qualquer pessoa se entregando à comida, com prazer. por outro lado, não vejo nada de tesudo em ver as pessoas se jogando pra cima da comida feito mortas-de-fome ou ver gente comendo loucamente sem sentir prazer (é muito comum, aliás). exagero é sempre ruim, seja em falta ou excesso.

pra quem repara em como as pessoas se alimentam e seu relacionamento com a comida, como eu, ver gente de dieta é triste. pessoas que fazem dieta são tristes e muito chatas, lamento dizer. posso falar sem medo pois já fiz dietas seríssimas pelo menos 2 vezes na vida e fui uma dessas pessoas chatas que não se contentam em fazer dieta mas também precisam compatilhar com o mundo. sinceridade? não tem coisa mais entediante que ouvir falar de dieta e de como sua vida muda e como sua auto-estima aumentou e como tudo é melhor e blá blá blá...

presta atenção: a auto-estima melhorou e a vida mudou porque você resolveu se dar um pouco de atenção ao invés de esquecer de você mesmo o tempo todo, e não por causa da dieta! não importa o que você resolva fazer por si mesmo: dieta, exercício, terapia, estudar, massagem. o resultado é que você será uma pessoa melhor e mais feliz, sim, afinal se tocou que você também precisa de um pouco do seu tempo.

mas voltando à dieta: deprimente. é a privação de um prazer, não dá pra tirar isso de vista nunca. não adianta vir com aquele papo de facilitadora do vigilantes do peso, não (eu fiz, gente, perdi 16kg -- que ganhei depois, mas isso é outra história -- e recomendo), porque o requeijão normal é mil vezes mais saboroso que o light, ok? não vamos mentir pra nós mesmos. quer fazer dieta, pelo motivo que for, faça, mas tente não ser tão chato falando disso o tempo todo, fica parecendo aqueles crentes recém convertidos, um saco. ah, e mantenha o progresso da sua dieta entre você e seu médico. ninguém além dessas 2 pessoas tá interessado no seu peso e no funcionamento do seu intestino, acredite em mim.

e por que pessoas de dieta são broxantes? pelo mesmo motivo que alguém que está praticando abstinência sexual é broxante: ambos estão deliberadamente (sem discutir se é certo ou errado, cada um sabe do que se priva e porquê) evitando algo que dá prazer. tou pra ver alguém que faz dieta mostrar o mesmo prazer ao comer o que realmente quer. se em algum momento os desejos alimentares se ajustarem e aquilo que se come na dieta se transforma no alimento prazeroso, a coisa muda, claro. mas estou falando da dieta padrão, aquela que a gente come o que precisa e pode e não o que quer.

por isso é tão tesudo ver a nigella lambendo os restos de massa de bolo: ela demonstra o prazer que sente quando coloca aquilo na boca, é delicioso ver as pessoas se entregarem às sensações. os budistas (eca, chatos de galocha!) que se danem: quanto mais humanos os sentimentos, reações e sensações, melhor e mais tesudo. se controlar, estraga.

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não sou a favor de se entregar aos prazeres todos sem nenhum limite, tipo as orgias romanas estilizadas (olha... pensando bem... :D). depois de ficar variando entre os limites de controle e descontrole dos prazeres, cada vez mais acho que bom mesmo é tentar equilibrar. nunca mais farei dietas milagrosas e nem me privarei do que gosto de comer.

mas tem uma lição que eu ainda não aprendi na arte de comer: aproveitar cada pedaço, cada gota, sem distrações. comer simplesmente pra encher a barriga é um pecado mortal que eu muitas vezes cometo. cada refeição devia ser tratada como um momento de lazer e prazer.

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quando fiz vigilantes do peso, entre 1999 e 2000, substituí vários alimentos pela sua versão light. um deles foi o requeijão: nunca mais comi do outro, só comprava desse. o marido, acostumado com meus hábitos, comprava sempre light também. não faz muito tempo (coisa de 1 ou 2 meses) ele não encontrou o requeijão light e comprou do normal. eu, sem saber, fui fazer um sanduíche e usei o tal requeijão.

a primeira mordida foi um acontecimento: anjos cantaram, tudo ficou mais bonito e brilhante! que sabor é esse, meu deus?! fui perguntar pro marido que requeijão era aquele, que maravilha, meu deus! aí ele esclareceu: é requeijão normal, não tinha o light dessa vez.

realizem que estamos em 2007 e eu parei de comer requeijão normal há 6 anos pelo menos? percebem quanto tempo perdido? eu fui uma idiota. bastava comer menos requeijão normal ao invés de adotar o light. estúpida!

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bem, claro que essa lição só vale pra quem preza o prazer do sabor e não a sensação de barriga cheia. pra quem gosta de se empanturrar de alguma coisa, a versão light é uma boa saída. e pensar nisso me faz pensar também em sexo (não consigo separar sexo de comida...) e como é muito melhor ter pouco sexo bom do que muito sexo mais ou menos.

mas essa sou eu, e o título diz tudo ;)

fevereiro 21, 2007

pra mim o ano começou faz tempo

cada vez mais acho que essa história de que "o ano só começa depois do carnaval" é bobagem. eu e todo mundo trabalhador (*hahahaha*) que conheço está trabalhando que nem camelo desde o início do ano, nada de moleza.

e o alívio que é pararem de falar de carnaval? ahhhh... impagável.

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tem um bairro aqui em são paulo cujo nome é o melhor que existe: m'boi-mirim. pronunciem comigo, mugindo: MMMMM boi-mirim. não é perfeito? :D

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ouvi hoje no rádio uma aberração: um cara bam-bam-bam, diretor executivo da associação dos criadores de gado do brasil ou coisa assim. o vocabulário do cara era alguma coisa abominável. "a nível de..." ele falou diversas vezes. mas duro mesmo foi quando ele atacou de "numerologia" se referindo a dados estatísticos. tipo "a numerologia das vendas do ano passado mostra que...". será que eu é que sou ignorante e numerologia se usa assim? vou pro dicionário já.

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por que tem gente que não se toca com sinais sutis, deus? por quê? pollyanna balzaca aqui acha que é pra obrigar a gente a falar tudo aquilo que preferia calar, fazer um exercício de sinceridade e aprender a se comunicar melhor. ou talvez seja só um tipo perverso de piada cósmica sem a menor graça.

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amanhã me dei o dia de folga, pois é aniversário do meu queridão. vamos passear na praia, visitar o aquário e aproveitar o dia. aniversário tem que ser sempre assim: dia de folga e diversão!

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putz, nem tinha pensado na piada que é dois piscianos irem visitar um aquário no aniversário :D juro que não foi proposital...

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por que os porteiros não conseguem falar o G seguido de "i"? o meu acaba de interfonar avisando que tem carta reZistrada lá embaixo pra pegar. bizarro.

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eu li em algum lugar que a vera fischer assiste o carnaval na TV pra poder ficar reparando e falando mal das mulheres que aparecem. nas palavras dela, pra "rir das gordas no sambódromo". ela se justifica, sem ninguém pedir: não é isso que todo mundo faz? nossas celebridades são algo de outro planeta.

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alguém mais ama grey's anatomy? junto com house e law and order SVU é uma das coisas que mais gosto na TV. num dos últimos episódio eu chorei quase o tempo todo: o cachorro da moça teve que ser sacrificado (por aquele vet que é um sonho), a japa-chinesa entra em crise porque tem reações humanas e o noivo da moça linda morreu depois dela aceitar casar.

tá, eu sei que é muito ridículo chorar vendo série de TV. me deixem ;)

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programa trash de TV que eu recomendo: family guy (família da pesada), um dos melhores absurdos da TV. reparei que, por algum motivo estranho, outros desenhos adultos americanos também mostram as esposas como ótimas e inteligentes, embora casadas com babacas idiotas. simpsons, american dad...

será que isso quer dizer que elas são idiotas porque são casadas com idiotas, que não há opção melhor do que casar com idiotas ou que idiotas também podem ser amados por pessoas bem acima do seu padrão?

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tou há semanas cozinhando na minha cabeça um post sobre o abismo entre o que um texto diz e o que ele desperta em quem lê. mas não hoje, que tou com preguiça. vou para o final fantasy xii, até mais.

fevereiro 22, 2007

um dia bom...

... porque folga que se preza tem que ser assim:

com os pés pra cima :D

fevereiro 24, 2007

pra quem tem coração leonino...

... admirar o sol não enjoa :) eu sou pisciana, é verdade, mas vejam: ascendente leão e lua em sagitário, ok?

eu sou o sol / sou eu que brilho / pra você, meu amor

onde quer que eu vá, tiro fotos do sol se pondo (porque nascendo eu nunca vejo, odeio acordar cedo e dormir tarde) e acho lindo, sempre, em qualquer lugar do mundo.

sou o contraponto dos narcisistas geográficos: acho beleza em todo tipo de lugar. e sendo da janela do nosso próprio quarto, convenhamos, fica tudo mais bonito :)

fevereiro 25, 2007

uma boa idéia para celulares que tocam sem parar

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
cyanide & happiness @ explosm.net

sobre leitores

gosto bastante de ler, sempre gostei, desde pequena. não lembro quando comecei a ler, mas foi cedo. ganhei meu primeiro livro de uma tia toda cabeça, ela me deu o planeta lilás e desde então não sei o que é uma vida sem livros. ia dizer o quanto leio por mês, mas percebi a tempo que esse número é uma bobagem e vai contra tudo o que vou dizer mais pra frente :)

acho que os pais têm papel fundamental na forma como nos relacionamos com o mundo, incluindo o mundo dos livros. meu pai, por exemplo, não dá a menor bola pra qualquer tipo de coisa escrita: o lance dele é trocar idéias e informações, nisso ele é expert. e aqui entre nós, ele sabe muito mais coisas que muita gente que lê, viu? tem uma memória incrível e é um ouvinte muito atento, além de ser curiosíssimo. um tipo de inteligência diferente, que me fez entender depois de adulta que nem só de livros vive a cultura de uma pessoa. nem discuto com quem despreza outras formas de adquirir cultura que não através dos livros. pura perda de tempo.

já minha mãe é de outro estilo: ama ler, sempre devorou livros a vida toda. não é à toa que eu escrevi "ama ler" e não "ama os livros": ela é consumidora de literatura de todo tipo, mas não tem fetiche pelo objeto. acredito que veio do exemplo dela minha fome de leitura. é difícil não sucumbir quando se observa alguém que você ama dedicando tanto tempo a uma atividade... dá vontade de experimentar! pois experimentei e viciei, pra sempre.

dessa mistura de estilos saí eu, que acabei descobrindo o meu próprio: sou devoradora de livros, compro muito mas não me apego a eles. há alguns anos me desfiz de 2/3 dos meus livros, sem nenhuma pena. não me arrependo, embora às vezes lembre de algum deles com saudade (vontade de reler. eu releio muito). possuir livros, vê-los na minha casa, não me dá nenhum prazer especial, mas acho prático: quando quero reler alguma coisa, está à mão. quando preciso consultar algum assunto, está fácil. confesso que com o google cada vez mais mágico essa necessidade diminuiu, mas ainda há muita coisa que só acho nos livros que já li.

literatura, pra mim, é pura e simplesmente lazer e prazer. eu sequer chamaria de arte, considero entretenimento e, ainda nessa categoria, uma forma de exercitar meu intelecto. vejo a literatura mais ou menos como o cinema: é um meio de contar histórias, transmitir idéias, provocar idéias em outras pessoas. evoluímos de um sistema de história oral (cada vez mais abandonado) para a história escrita e em algum momento esse conceito simples de usar o verbo para se comunicar se deturpou, transformando-se em objeto de desejo, em fetiche. um livro é hoje um objeto de desejo; as idéias e histórias se transformaram em estandartes, carregados com uma paixão que é quase infantil. as pessoas se esqueceram da diversão!

acho triste observar "leitores profissionais", que inclusive se vangloriam dos seus "feitos": li todos os clássicos; li [coloque aqui o nome de um livro considerado "difícil"] e gostei/desgostei. dão suas opiniões de forma séria e discutem interminavelmente, como se o que eles pensam fosse de fato relevante. classificam obras e autores como se algué desse bola, definem o que é literatura e o que não é, cada um segundo seus padrões subjetivos. cheios de vaidade, se consideram cultos e intelectuais porque lêem. como se ler "clássicos" tornasse alguém mais inteligente, culto ou intelectual. acumulam nomes de livros e autores nos seus "checklists de leitura" mas não estabelecem relações entre diferentes meios, não pensam fora da caixa.

existem fetichistas-de-livros que são de fato cultos, inteligentes e intelectuais? claro que existem, mas são raros. a enorme maioria dos fetichistas-de-livros é composta de pessoas vaidosas que, com dificuldade de se sobressaírem de outra forma, usam os livros como alavanca. precisam de uma muleta (os livros lidos) para mostrarem que são diferentes dos demais, que fazem parte de alguma elite, a dos "lidos". e não lêem qualquer coisa, não, porque não têm tempo a perder (seja lá o que isso significa): lêem somente o que a intelligentsia considera bom. afinal, eles não podem perder seu precioso tempo com sub-literatura.

o que mais me irrita em pessoas com este perfil (além de serem chatas, é claro) é que apesar de toda a pompa, nunca se debruçaram de fato em textos com conteúdo para estudo e leram com olhos de investigador e pensador. não sabem se comportar como filósofos, são meros "etiquetadores": isso é BOM e isso é RUIM. basta 5 minutos de conversa para perceber que eles nunca investigaram de fato textos filosóficos ou literários que se prestam a isso, estabelecendo relações, tirando conclusões e contribuindo com suas próprias idéias. em outras palavras: nunca dialogaram com nenhum texto; esse tipo de leitor só consegue falar sozinho.

já não tenho mais paciência de ler/ouvir gente assim. durante minha década dos vinte eu era atraída por esse tipo, não percebia que eles eram vazios, meros repetidores de idéias alheias (de preferência idéias controversas, pra dar mais ibope); hoje em dia tenho vontade, antes de iniciar qualquer conversa, de fazer uma sabatina de pensamento filosófico (que não é a mesma coisa que ter lido livros de filosofia, tá?) e ver no que dá. se não passar na provinha básica, só vale incluir na pauta da conversa assuntos divertidos e sem grandes profundidades. ficam proibidas conversinhas pseudo-intelectuais, já não tenho mais idade pra ouvir bobagem sobre assunto sério.

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outro dia discuti uma coisinha com meu amigo do pequenos delitos que achei interessante a ponto de virar um texto aqui: a forma como certos textos ou idéias nos tocam.

a questão começou assim: ele tem aversão ao pequeno príncipe por causa da famosa frase és eternamente responsável por aquilo que cativas (ou algo assim). a famigerada frase foi escrita num bilhete dado a ele por uma namoradinha de infância e ele ficou incomodado com tamanha responsabilidade. como assim, eternamente responsável? :)

independente de gostar ou não do livro (eu gosto), tentei explorar a seguinte idéia: o autor é ruim ou o leitor tem problemas particulares com o assunto? acredito de verdade que o incômodo com a frase não tem origem na idéia que ela transmite, mas antes no universo do leitor que a interpreta. se não houvesse do lado do leitor alguma questão não resolvida quanto a assumir responsabilidade por aquilo que cativou, neste exemplo, acredito que nenhum incômodo surgiria em relação ao romance. minha pergunta pra ele foi -- e se a frase escolhida para o bilhete de amor fosse do romance romeu e julieta, você teria ficado com medo da moça se matar por você ou teria achado só romântico?

a idéia não é provar se estou certa ou errada e nem esmiuçar o pobre leitor, mas fazer pensar sobre a seguinte idéia: textos e/ou idéias nos provocam reações, mas são agentes passivos. nós, quando nos dispomos a ler, ouvir ou ver somos os agentes ativos. é muito mais interessante e rico observar nossas reações e entendê-las do que emitir opinião sobre o que nos despertou. qual é o benefício intelectual ou emocional de reagir a algum estímulo protestanto ou concordando veementemente? essa é a nossa reação mais primitiva: rejeitar ou aceitar. pensar-se, refletir (espelho, ahn?) é muito mais elaborado e, aqui entre nós, a parte mais bonita de ser humano. não devíamos nunca deixar em segundo plano essa capacidade única da nossa espécie.

da próxima vez que uma idéia provocar você, tente perceber-se antes de simplesmente reagir contra ou a favor da fonte de estímulo. garanto que será mais útil, muito embora eu não possa esconder um fato: pode não ser tão prazeroso assim ver esse lado do mundo (o de dentro). reagir ao que está do lado de fora com opiniões (boas ou ruins) é muito mais fácil e seguro.

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boa semana a todos :)

fevereiro 26, 2007

dica muito boa

falando em leitores e suas reações aos textos que lêem: eu-leitora acho que poucas coisas são tão gostosas quanto encontrar textos que parecem vibrar exatamente na mesma sintonia que a nossa.

a dani deu a dica e eu repito aqui: interessantíssimo artigo sobre adultos que se comportam como crianças (e às vezes não percebem). assino embaixo com firma reconhecida.

um resuminho (leia a explicação no artigo completo do link) de como tornar-se adulto (só incluí o que eu consegui traduzir sem cometer nenhuma gafe grave, sorry!):

- não se ofenda. só crianças acreditam que mundo deve ser do jeito que elas querem
- ignore as celebridades, a menos que elas estejam fazendo o que as classifica como celebridades (atuando, jogando, etc.)
- não assuma que as forças de mercado são "sábias"
- avalie suas próprias motivações. não estaremos sendo cúmplices da nossa própria infatilização?
- tenha autonomia. é o que diferencia crianças de adultos
- não se ame incondicionalmente (isso é para os bebês). ignore a moda, principalmente em relação às roupas (você não quer parecer adolescente a vida toda, certo?)
- não faça negócios com empresas que oferecem "soluções em...". quando um adulto tem um problema, ele procura a solução
- critique relativismos. "não é justo" é frase de criança. querer respeito sem merecê-lo é infantil. não tenha medo de ser sério
- preste atenção ao seu modo de se expressar
- esconda-se. adultos não precisam ser vigiados e não precisam informar tudo a todos o tempo todo sobre si mesmos
- coma! nada é mais infantil que ter restrições alimentares

fevereiro 27, 2007

recado

pessoal, uma pessoa deixou recado de doação de mestiço de fox paulistinha, confiram aqui.

countdown

pra compensar os dias de aniversário que tiro de folga, trabalho como uma louca nos outros dias. às vezes morro de vontade de escrever um pouquinho por aqui mas é tanto cansaço mental que não dá: até escrever um post bobo parece complexo demais pro meus neurônios podres.

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o texto sobre adultos infantilizados me deixou pensando muito. ser adulto não quer dizer que não se pode ser divertido, brincar, dar risada, etc. é engraçado: pra mim sempre foi claríssimo que ser adulto não significa ser ranzinza, mal-humorado ou triste. aliás, ser sério tampouco significa ser chato ou triste ou qualquer coisa dessa natureza. assim como "ser criança" não significa ser alegre ou divertido.

e é curioso reparar que tornar-se adulto tem muito mais relação com certas escolhas do que com idade, condição financeira ou estado civil. poderia citar dúzias de exemplos de pessoas que conheço que pensam que são adultas mas são, na real, infantis. batem o pé, são inconvenientes e acham que o mundo deve alguma coisa a elas (lrembram do famoso "eu não pedi pra nascer?").

não sei até que ponto isso transparece aqui, mas sou muito séria. pessoas que não me conhecem muito bem estranham um pouco quando percebem o quanto eu sou séria apesar do jeito brincalhão. não levo quase nada na brincadeira, mesmo as supostas brincadeiras. e não gosto de coisas sérias ditas em tom de piada, considero isso uma falta de respeito absurda.

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ainda sobre o tal artigo: diferente da dani, uma das coisas que mais gostei no texto sobre ser adulto é o repúdio aos relativismos. também odeio, de coração. pra mim isso é uma praga da modernidade, pau a pau com o politicamente correto. o relativismo explica todo tipo de barbaridade -- por exemplo achar aceitável cortar fora o clitóris da mulherada lá na áfrica porque "é a cultura deles" -- e o politicamente correto faz com que nos tornemos retardados (ops :D) a ponto de chamar alguém como eu, baixinha, de "verticalmente prejudicada".

e no meu tempo, apelar para o relativismo era chamado de "sabonetar" ou "enrolar" e politicamente correto era simplesmente "eufemismo".

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há alguns meses vivemos com um poltergeist aqui em casa: como no filme homônimo, a nossa TV ficou possuída. após quase 2 anos de tentativas infrutíferas de exorcizá-la (as 2 assistências técnicas deram o caso como perdido), nos irritamos e, num impulso, compramos outra TV. de 50 polegadas, tela plana, retroprojeção :D agora nessa casa não existem mais atividades que não sejam relacionadas à rainha da casa (ela), incluindo sexo. aliás, falando em sexo, filhos? nem morta. eles vão querer nossa TV e o PS2, sai fora!

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hoje, como diz um amigo, tive uma experiência fora do corpo: fui secretária (não consegui dizer não) da reunião de condomínio aqui do prédio. uma experiência surreal e ao mesmo tempo insuportável. confesso que o prazer antropológico de observar o quanto as pessoas são malucas e/ou sem noção e/ou idiotas e/ou burras não compensa o horror que é anotar as panaquices discutidas. no inferno deve ter reunião de condomínio todo santo dia, com ata.

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juro por deus que teve um cara que sugeriu que fosse incluído na ata, para providências, o assunto "orientação para que as empregadas não arrastem móveis". e eu preocupada com um programa de reciclagem de lixo para o prédio, a sonhadora incorrigível (e idiota).

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ah, e a celeuma a respeito de cortar uma árvore no jardim do prédio? motivo: o porteiro não vê direito quem está no portão de entrada lá da puta que pariu e, afinal, "a árvore fica torta quando venta". ahn? pois aberta a maldita pauta, várias pessoas já queriam aproveitar e cortar uma jaqueira enorme que tem na frente do prédio, porque "faz sombra na minha sala" ou coisa parecida. e eu, que sempre achei que sombra na sala era bom, entendi porque essa cidade do capeta quase não tem árvores. deve ter um monte de idiota desse tipo espalhado por aí. que nem aqueles que cimentam o jardim porque "aparece inseto" ou "tem terra".

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é como se diz na minha família: "morre tanta gente boa e pragas que nem essas continuam aí, atazanando os outros". ó: vêem por que eu não posso ser a favor de politicamente correto? vai contra todos os princípios e valores que aprendi no meu sacrossanto lar :D

fevereiro 28, 2007

a van filosofia

pira27032006.gif

o larte, além de engraçado e maluco, é foda.

carícia para os ouvidos

sabe quando a gente fica desesperado pra ouvir uma música e ela não sai da cabeça? estou assim há pelo menos duas semanas porque um dos meus cds preferidos da vida desapareceu daqui misteriosamente. comprei o bendito há mais de uma década e não me canso de escutar, nunca. e foi a primeira música desse álbum que invadiu minha cabeça e me fez revirar a casa toda só pra concluir que não estava aqui.

acabei comprando o meu queridinho de novo, claro. é ele que toca agora e eu estou feliz. a música? aí embaixo, aproveitem :)

can't we be friends?
(ella & louis)

dica super-ultra-legal

tenho certeza que já recomendei mas nunca é pouco: word of the day, do merriam-webster. você recebe uma palavra por dia, com explicação e historinha.

a palavra de hoje é interessante:

alopecia • \al-uh-PEE-shuh\ • noun
: loss of hair, wool, or feathers : baldness

bem que podia ter isso em português... se alguém souber me manda, ok?

About fe