depois do BIP...
... deixe recado!
(estou em pausa por pura falta de tempo. perdoem o silêncio, mas a chapa esquentou forte, como diz minha amiga)
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... deixe recado!
(estou em pausa por pura falta de tempo. perdoem o silêncio, mas a chapa esquentou forte, como diz minha amiga)
vi na dani e na cam e é claro que não consegui não testar... transforme seu rosto!

versão modigliani

versão mucha

isso é la reina madre trazendo um pouco de cobiça pra nossa vida em plena segunda-feira :D
esse blog faz 7 anos em junho deste ano. as pausas aconteceram, mas foram poucas e curtas. nunca consegui deixar de escrever, quem acompanha sabe bem o quanto eu produzo de informação inútil :)
não é que eu vá abandonar o blog, entendam: acho difícil eu deixar de escrever totalmente, mas ultimamente tem sido muita coisa pra cuidar aqui atrás do teclado. o tempo é curto e os interesses e necessidades são muitos. tem eu mesma, o casamento, a família, os ferrets, o trabalho, a casa, a vida. o trabalho me consome muito e o pouco tempo que resta eu preciso priorizar. e isso aqui, vocês sabem, é só um hobby.
tenho me sentido culpada por não escrever mais, o que não faz sentido nenhum: diversão não pode se transformar em obrigação, não, deus me livre!
sendo assim, estamos em pausa e o ritmo de textos será bastante desacelerado. os arquivos começam aqui, pra quem quer me ler mais um pouco. o blog dos ferrets está abandonado mas continua aqui. e tem os links ali ao lado, que são bem bons, confiram.
e tem fotos e música (aqui e aqui), pra quem também não faz questão de textos.
nos vemos por aí :) o email é o de sempre pra quem precisar.
acho o fim da picada gente que compra gatos e cachorros de raça. tanto bichinho sem lar por aí, solto na rua, e você vai comprar um bicho de grife, meu? se liga! você tem amor ao bicho ou quer exibir a "marca" X ou Y na coleira?
o site quero um bicho centraliza informações sobre animais para doação. divulgue o site e principalmente compre essa idéia. animais não são bens de consumo.
tiro uma semana agora em junho e 2 semanas em setembro. a primeira semana (que fica aumentada pelo feriadão) vai ser aqui:
jalapão, em tocantins. vamos de caminhonete, desde são paulo. além da diversão de atravessar parte do brasil num estirão só, tem a delícia de desligar completamente de tudo o que é urbano.
um alívio para essa mente exausta de mentar, como diria drummond.
ingredientes
4 espigas de milho verde debulhadas
2 ovos
1 xícara e 1/2 de leite
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de óleo
1 colher de sopa rasa de fermento
utensílios
- liquidificador
- forma de bolo (qualquer formato)
- vasilha e faca para debulhar as espigas (é só cortar os grãos bem rentes à espiga. faça isso dentro da vasilha, que espirra milho pra tudo que é lado)
como fazer
bata no liquidificador todos os líquidos até misturar bem. adicione o açúcar e o milho e bata novamente, até homogeneizar. incorpore o fermento à mão e asse em forma untada, fogo alto, por cerca de 35 minutos (até dourar bem em cima).
(publicado originalmente em 2/maio/2001)
ingredientes
- 5 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 3 gemas
- 1/2 xícara (chá) de chocolate em pó
- 1 lata de creme de leite
- 1 colher (chá) de café solúvel [opcional]
- 400 gramas de biscoito maizena
- licor de cacau e rum
como fazer
bata em creme a manteiga com o açúcar e as gemas (eu uso batedeira, acho mais prático, mas se tiver muque, bata na mão mesmo). acrescente o chocolate e o café solúvel (se gostar) e bata mais um pouco. junte aos poucos o creme de leite, misturando bem. reserve. monte o pavê em forma retangular (ou no pirex, perua, que fica mais bonito!), colocando no fundo as bolachas umedecidas no licor misturado ao rum (mesmo se for cachaceira, não exagere, senão o pavê vai parecer um pudim de pinga); sobre elas espalhe o creme e assim sucessivamente, terminando com uma camada do creme. leve à geladeira e morra de comer.
dizem que não colocando as gemas o pavê fica diferente e muito bom também. nunca experimentei... alguém pode fazer, por favor, e me contar? :)
(publicado originalmente no panela em 25/julho/2002)
eu cozinho por vários motivos: porque gosto de comer; porque gosto de alimentar outras pessoas; porque é terapêutico ver o alimento (ou a combinação deles) se transformar em comida, em sabores e cheiros; porque é mágico. os alimentos (e sua elaboração) têm significado emocional pra mim. preparar um café com leite ou um chá não significa somente ter à mão uma bebida quente: significa antes um carinho, cuidado, abraço de mãe. uma sopa é companhia numa noite fria. uma salada é a alegria e a cor da vida, frescor de dias quentes. um suco de fruta batido na hora é uma injeção de ânimo, é juventude. e a carne? eu adoro carne malpassada, sangrando. lembra que vou carnívora e desperta um prazer quase sexual. mas eu ia falar de bolo, meu deus...
ingredientes
- 1 e 2/3 xícara de farinha
- 1 xícara de açúcar
- 2 ovos
- 1/2 xícara de manteiga/margarina
- 1/4 de colher de chá de fermento
- 1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 colher de sopa de raspa de limão
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 1/4 de xícara de leite
utensílios
- batedeira ou batedor + paciência
- vasilha para bater
- ralador para ralar a casca do limão (só use a parte verde, a parte branca amarga tudo)
- forma furada de bolo
como fazer
misture (peneirando, se tiver peneira à mão) a farinha, fermento e bicarbonato e reserve. bata bem o açúcar com a margarina, até obter um creme leve e claro. misture em seguida os ovos, incorpore bem, e adicione a mistura de farinha aos poucos, até obter uma massa bem consistente. adicione o leite, depois as raspas de limão e o suco.
pré-aqueça o forno, unte e enfarinhe uma forma furada e coloque a massa do bolo para assar. retire antes de dourar demais por cima. deixe esfriar e desenforme.
(publicado originalmente no panela em 1/julho/2002)
ingredientes
- 1 lata de milho verde (com a água)
- 1 lata de ervilhas verdes (com a água)
- 1 vidro grande de palmito picado (com a água)
- 1 lata de sardinhas no óleo sem as espinhas (com o óleo) ou sobras de peixe assado/refogado (desfiado)
- 1 tomate grande picado (e arranje umas fatias de outro tomate, pra enfeitar)
- 1 cebola grande picada
- alho picado (opcional)
- 2 ovos cozidos (guarde algumas fatias pra enfeitar)
- pimenta vermelha (malagueta, de cheiro, dedo de moça... a que preferir) ou tabasco/molho de pimenta (caso ache a pimenta picada muito forte) [use o quanto gostar]
- salsinha picada (a gosto, mas guarde uns galhinhos pra enfeitar)
- azeitonas verdes (eu prefiro sem caroço, mas se tiver preguiça pode usar inteira)
- camarões frescos (se tiver e quiser, não é obrigatório)
- farinha de milho em flocos (mais ou menos 1/2 saco ou até dar ponto)
utensílios
- panela grande
- colher de pau
- forma de furo no meio
- armadura de amianto :D (para o cuscuz quente não espirrar em você e queimar)
como fazer
na panelona, refogue a cebola picada, depois o alho, até dourar de leve. acrescente os tomates e a pimenta picada (se for usar), as azeitonas e por último o camarão. acerte o sal. quando os camarões estiverem rosados, coloque a salsinha picada e acrescente o milho, a ervilha, o palmito e a sardinha (ou peixe desfiado), todos com sua água e óleo, misture bem, acerte novamente o sal e a pimenta e deixe ferver. ao abrir fervura, coloque aos poucos a farinha de milho e mexa sem parar com uma colher de pau. pra essa quantidade, normalmente vai 1/2 saco de farinha de milho, e a consistência é de um mingau duro ou uma polenta. mexa até soltar do fundo da panela, acrescente os ovos cozidos picados e desligue.
molhe (com água fria) a forma com furo no meio, coloque as fatias de tomate e ovo cozido no fundo da forma, espalhe uns galhinhos de salsinha e jogue a massa do cuscuz na forma. deixe esfriar e desenforme num prato.
(publicado originalmente no panela em 1/julho/2002)
exercitando meu lado bruxa (adoro um panelão e uma colher de pau pra mexer) vou dar a dica da sopa de abóbora que a princípio é invenção minha, porque nunca tomei em lugar nenhum, inventei da minha cabeça e com o que eu tinha em casa no dia. funcionou, já foi aprovada por várias pessoas. vou incluir as variações também.
ingredientes
- 1/2 kg de abóbora japonesa (aquela laranja-clara)
- 1 copo d'água
- cebola e alho a gosto
- tempero (o que quiser, o que tiver. eu uso sempre pimenta do reino moída)
- bacon picadinho (se gostar, não é mandatório)
- 1 lata de creme de leite (pode ser light)
utensílios
- panela de pressão
- frigideira pra refogar
- colher de pau
- liquidificador ou mixer
como fazer
faça um refogado com a cebola, o alho e os temperos, na panela de pressão. junte a abóbora (sem casca e sem sementes) e a água e cozinhe na pressão por 15 minutos no máximo. coloque tudo no liquidificador e bata até homogeneizar.
frite o bacon picado em um pouco de azeite (pode ser na mesma panela) e quando estiver sequinho, coloque a abóbora batida. corrija os temperos, deixe apurar um pouco e misture por fim o creme de leite, desligando o fogo.
eu faço outra que é parecida: cozinho a abóbora do mesmo mesmo jeito, mas ao invés de bacon e creme de leite coloco camarões refogados e leite de côco (não muito, senão fica forte. meia garrafinha tá bom).
dica do camarão: refogue levemente, basta ficar rosado e ele tá bom. se cozinhar demais ele fica duro, estraga mesmo.
(publicado originalmente no panela em 17/agosto/2001)
ultimamente ando mais inclinada a contar histórias sobre comida do que a dar receitas. sempre achei um pouco estranho o formato de receita, pois fui catequisada de uma forma diferente: uma pitada disso, um pouco daquilo; o que sobrou do dia anterior mais aquela verdura que tiver na geladeira.
-- qualquer uma mãe?!
-- é, qualquer uma, sim. chuchu, cenoura, abobrinha, pimentão, sei lá. o que você tiver!
quando der o ponto...
-- mãe... que ponto?
-- você vai perceber, filhota. a massa desgruda da mão, não se preocupe, você vai saber.
é, eu sei, mami, eu sei :)
fazer comida é quase magia. será por isso que tem aquela coisa da bruxa com o caldeirão? essa imagem da mulher e da comida é tão rica. somos provedoras, desde o leite do nosso peito até a elaboração da comida do dia-a-dia. e ao mesmo tempo somos uma ameaça, afinal, quem pode saber os feitiços, venenos e sortilégios que colocamos na comida? :)
(publicado originalmente no panela em 17/agosto/2001)
bem, eu não sei porque acho morangos alegres, mas eles são! opa, lembrei! :) quando eu era criança, viajava todo ano pra praia com minha mãe e irmãos, de férias. íamos todos os dias à praia e encontrávamos um velhinho bem velhinho, seu alex, que tinha uma barraca amarela pra se proteger do sol. acabamos ficando amigos dele, que nos abrigava do sol e contava histórias, muitas. eu sempre fui muito branca e ficava rosa quando tomava sol, sofria muito. um dia ele chega e me diz: "faça o seguinte: quando chegar em casa, passe morangos no rosto!". e eu, menina: "nossa! mas isso melhora a dor?". ele: "melhorar não melhora não, mas fica uma cor linda!" :P
gosto de morangos lavados, puros. com chantilly ficam maravilhosos, gosto da adstringência do morango e do cremoso do chantilly. meu pai os come sempre com muito açúcar (eu não gosto, acho que mascara o sabor da fruta) e minha mãe os faz na gelatina: basta preparar a gelatina normalmente e antes de gelar colocar morangos picados. fica delicioso. essa receita me lembra regime, minha mãe fazia quando eu queria comer doce mas sem engordar.
(publicado originalmente no panela em 14/agosto/2001)
sabe que tou pra dizer isso faz tempo e vou adiando, mas: como eu acho chata essa onda de "como ser uma mãe moderna" e todo o hype em torno do assunto maternidade!
não consigo deixar de pensar que tem alguma coisa errada quando vejo dezenas, centenas de mulheres se debatendo com questões tipo "como ser mãe e continuar sendo uma pessoa" ou "como ser mãe e ser profissional". na minha cabeça isso é manchete de revista feminina da década de 70... parei pra prestar um pouco de atenção e me dei conta do seguinte: talvez eu tenha crescido numa família diferente e não me tinha me dado conta.
me acompanhem: minha mãe tem 54 anos e foi mãe pela primeira vez em 1972 (quando eu nasci), ou seja, faz um bom tempo. teve 3 filhos de parto natural, assim como a maior parte das minhas tias. me lembro perfeitamente de acompanhar gravidez e processos de parto sem nenhum tipo de glamour ou drama: tudo natural e simples. papos sobre concepção, gravidez, parto e amamentação eram e são naturais até hoje. as crianças ajudavam a trocar fralda e cuidar dos outros bebês, inclusive.
cuidar das crianças e trabalhar sempre foi uma constante para todas as mulheres da família. minha mãe teve 3 filhos na seqüência e pouco antes do meu irmão ter 2 anos ela trabalhava o dia todo e meu pai também. tínhamos empregada ou ficávamos com nossas avós, como aliás acontecia também com nossos primos. novamente, nenhum drama sobre ter filhos e trabalhar.
meus pais (e todos os casais da minha família) sempre mantiveram uma relação sexualizada, como se espera de um casal. bem, minha mãe ficou grávida dos meus irmãos exatamente na seqüência da quarentena dos partos, preciso dizer mais? eles sempre foram pais pra nós e casal entre eles, a vida sexual se manteve e eles não tinham problema nenhum em demonstrar isso inclusive pra nós. que história é essa de "mãe não tem sexualidade"? não sei do que se trata.
nós, crianças, comíamos em horários pré-definidos e separados dos pais (e era assim com o restante das crianças da família), meus pais sempre tiveram seu espaço, seus programas próprios e seus horários. havia assuntos e horários "família" e assuntos e horários só deles. absolutamente saudável, eu diria. e essa história de comer resto de comida de criança?! meus pais nunca fizeram isso, credo!
meus pais tinham amigos gays, lésbicas, pretos, japoneses, deficientes, maconheiros, traficantes, mauricinhos, tudo que é tipo. nunca se preocuparam em dar explicações pra nós sobre "diversidade", as coisas são como são, sem grandes teorias. preconceitos e piadinhas existiam, sim, mas sem alvo preferencial. o único perfil que mereceu destaque do tipo "evite a qualquer preço" é o de pessoas que não gostam de animais. e milicos, apesar do meu avô por parte de pai ter sido militar.
que drama é esse que existe hoje em dia de pais se sentirem culpados por trabalhar? e essa história dos adultos não conseguirem criar espaços "de adulto" porque têm filhos? que nhé-nhé-nhé é esse com a sexualidade das mães? isso é obviamente invenção moderna, já que antigamente a mulherada tinha 10 filhos, um seguido do outro, e todos sabemos como se fazem os bebês. minha mãe e todas as mulheres da minha família criaram dezenas de filhos E trabalharam E continuaram trepando com seus maridos E deram conta do recado, muito obrigada.
fico me sentindo no século passado quando leio as dúvidas existenciais e as dicas de mães ou futuras-mães por aí. nenhum desses dramas me assola, francamente; o que me preocupa e deixa sem sono em relação a ser ou não mãe é pra quê diabos vou eu colocar outro humano nesse mundo tão bizarro?
e vejam vocês, que conclusão: a minha parcela de contribuição para as geração de mulheres da minha família é uma involução, adicionei uma questão filosófica inútil e sem resposta. elas é que deviam estar certas: nunca se fizeram perguntas irrelevantes nem se preocuparam com dramas existenciais e cumpriram muito bem nosso propósito primário: procriar.
conversando ontem com minha amiga mais antiga e querida, sem querer esbarrei no assunto do último post, sobre relacionamento pais e filhos. conversávamos sobre nossas terapias (já terminadas) e o que descobrimos nesse processo.
somos pessoas muito diferentes, seja na forma que fomos educadas, seja no temperamento. temos em comum a escolha da profissão (aos 17 anos; hoje em dia mudou tudo) e o gosto pela reflexão, pela arte. curiosamente, no entanto, descobrimos que vários dos nossos "problemas" tratados na terapia são comuns.
a terapeuta dela foi indicada pela minha. a atuação de ambas se tornou um marco nas nossas vidas, elas foram agentes de uma mudança que nos tornou mais independentes, seguras e felizes. eu não sabia, mas as duas terapeutas seguem a linha da terapia cognitiva, que pra nós foi perfeita.
uma das muitas coisas que descobri durante o tratamento é que meus pais tiveram enorme influência em todos os problemas e dificuldades que eu enfrento hoje em dia. o que eles fizeram ou deixaram de fazer por mim quando criança "moldaram" muito do que eu sou. por exemplo: meus pais sempre procuraram nos criar sem frescuras, evitando excesso de "mimo". mas erraram na mão: nós tínhamos que nos contentar com o que quer que fosse oferecido, sem reclamar.
além de me perceber melhor, descobri também o seguinte: a forma como eu lidei com essa "característica" dos meus pais é completamente oposta à forma como minha irmã lidou com a mesma coisa. eu me tornei excessivamente permissiva, aceitando qualquer coisa de bom grado, me contentando com migalhas (de atenção, de tudo); minha irmã, por outro lado, recusa tudo o que não é exatamente o que ela quer, uma eterna insatisfeita.
minha primeira reação às descobertas foi culpar meus pais. mas quando descobri meus mecanismos de lidar com incômodos e problemas, o mito dos pais perfeitos caiu. meus pais erram! eles são, como eu, humanos. e caiu ao mesmo tempo o mito dos pais carrascos: eles não são maus e muito menos culpados pelos meus problemas. são agentes importantes, é claro, mas tudo aquilo que me tornei tem relação direta com a forma como eu me relaciono com o mundo e a vida.
enxergar meus pais como humanos e entender que eu sou mais do que simplesmente resultado do que eles moldaram foi, pra mim, o primeiro passo para a vida adulta. quando parei de culpá-los ou responsabilizá-los pelos rumos da minha vida me tornei adulta, percebi que minha felicidade está nas minhas mãos somente. meu amor por eles aumentou de uma forma que não acreditava possível e os perdoei por todos os "erros".
aliás, percebi que não há possibilidade de interagir com ninguém sem "erros". até porque o que uma pessoa percebe como erro é acerto pra outra. como bem disse minha querida terapeuta: não há possibilidade de ser perfeito em nenhum relacionamento, especialmente na relação pais-filhos. o que um filho acha bom o outro acha execrável, não adianta tentar seguir fórmulas.
os princípios e os valores são mais importantes que as regras ou situações pontuais. exemplifico: por mais que meus pais possam ter errado nas suas regras ou ações pontuais, eles deixaram uma base sólida e consistente que hoje me dá condições de superar os meus próprios problemas e ainda ser eu mesma. graças à base de valores e princípios que eles me deram, posso ser uma "eu mesma melhorada", e só depende de mim.
culpar seus pais pelos seus erros e problemas é ser criança, não importa qual é sua idade. eles fizeram o melhor que puderam e agora é sua responsabilidade ser alguém melhor, evoluir. e talvez essa seja a raiz do que eu comentava no post anterior: pais que não são adultos ainda, daquele tipo que diz cheio de orgulho -- "vou dar ao meu filho o que meus pais nunca me deram". pensamento vingativo e simplista, típico das crianças.
acredito que serei uma mãe melhor hoje do que eu seria com 20 anos, pois agora sei que não preciso "compensar" com meus filhos os "erros" que achava que meus pais tinham cometido. posso e vou errar, mas sempre com base nos valores e princípios que eu acredito e prezo.
finalmente, falando de relacionamentos em geral (pais-filhos é só um deles, afinal): creio que ser coerente e seguro de si mesmo é mais útil para estabelecer relacionamentos saudáveis que todas as dicas e regras do mundo. e que assumir a responsabilidade pela sua própria felicidade e seus erros é essencial para se considerar adulto.
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