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julho 2007 Archives

julho 3, 2007

eu acredito naquela história da pedra

não dizem que pedra que não rola enche de limo? nada de ficar parado então :D

aqui em sampa city é feriado na segunda-feira dia 9 de julho, o que significa um feriadão de 3 dias inteirinhos! decidimos encarar a estrada de novo e ir pra curitiba, fazer o passeio da serra verde de trem. e vamos em boa companhia, atenção à turma: nós aqui de casa, a sheilinha e namorado e mais minha irmã com juju e lia (primogênita dos dois queridos) pra completar.

esperamos pegar bastante frio e dia claro para o passeio (além de mal podermos esperar pra provar o famosíssimo barreado!). uma amostrinha do que nos espera no passeio:

vou hoje pra porto alegre e de lá direto pra curitiba. portanto, queridos e queridas, boa semana e até a outra semana :D

julho 11, 2007

o passeio

a viagem começou com atraso (pouco, é verdade) do vôo de POA a curitiba. mas tudo deu certo: o hotel foi de ótimo tamanho e os 3 dias foram de sol. só o frio não apareceu e me deixou numa situação complicada: só levei roupas de frio, tive que aproveitar bem as poucas camisetas :D

segue uma breve descrição do roteiro, com meus comentários. e aqui estão todas as fotos, pra quem quiser conhecer um pouco de curitiba, morretes e antonina, além da serra verde vista do trem.

dia 1 - curitiba
pegamos o ônibus turístico para fazer um tour pela cidade, e foi a maior roubada do universo. não caiam nessa!

pagamos 16 reais por cabeça (incluindo as 2 crianças de 5 e 6 anos) para andar num ônibus comum, sem guia, com comentários gravados de poucos segundos dizendo o óbvio a cada parada. o ônibus é lotado, demora e pára às 17:30h. começamos o passeio às 10h, visitamos a universidade livre do meio ambiente, a ópera de arame e a pedreira e finalmente o parque tanguá -- lindíssimo. quase morremos de tanto andar, achei que minhas pernas iam desisir.

paramos para almoçar na santa felicidade e descobrimos que não é tão fácil assim almoçar às 15h... depois de esperar muito pelo maldito ônibus, que estava mais lotado que o penha-lapa às 18h, descemos na praça tiradentes bem no fim da tarde e tiramos fotos com lindas cores. nosso dia terminou com uma caminhada de 1km com duas crianças cansadíssimas e 6 adultos mortos. não foi possível sequer sair pra jantar, tamanho o cansaço.

eu estou aqui reclamando mas o passeio foi muito legal e rimos muito dos contratempos. minhas pernas, no entanto, não acharam a menor graça e quase fizeram greve no dia seguinte :)

a foto do dia:


parque tanguá

dia 2 - serra verde
compramos um pacote que sai da rodoferroviária e faz a ida de trem e a volta de van, pela serra da graciosa. fomos de trem até morretes, numa viagem linda de morrer num trem antigo e fofo. com guia, que de fato explicava as coisas! muita felicidade :) depois de um passeio emocionante, paramos pra almoçar em morretes onde fomos apresentados ao famoso barreado -- que nada mais é que carne de panela bem cozidinha, não se enganem :D -- e dali fomos de van para antonina.

antonina é pequena, colonial e tem uma bela vista para uma baía e o porto da cidade. o mais curioso, no entanto, é que a guia nos explicou que é lá que acontece o carnaval mais famoso do país. ahn?! :D ok, ela corrigiu depois, dizendo que era o mais famoso da costa do paraná.

o frio e a chuva chegaram junto com a gente e a volta pela serra da graciosa foi coberta de neblina e eu não vi nada, até porque dormi o caminho todo.

à noite fomos para o largo da ordem no bar do alemão e morremos de tomar chopp e comer carne de onça (até as crianças comeram!).

foto do dia:


serra verde, de dentro do trem

dia 3 - curitiba e caverna do diabo
resolvemos visitar o jardim botânico de manhã e voltar pra são paulo. mas o cunhado teve uma ótima idéia: parar na caverna do diabo pra conhecer (só ele conhecia).

visitamos o tal castelo de cristal que as crianças estavam loucas pra ver :) nem mesmo a lotação de turistas barulhentos e mulheres cafonas estragou a beleza do lugar.

fomos então para a caverna do diabo, e a estrada que sai da br já vale o passeio. o parque onde fica a caverna é lindo, bem cuidado e a caverna é absurdamente incrível. não consegui tirar quase nenhuma foto lá dentro, de tão imensa que é a caverna. a luz é linda, parece um cenário, outro planeta, sei lá. valeu cada degrau das escadas :)

a volta foi um inferno: tinha obra na estrada, foram 5 horas só nesse último trecho. mas tudo bem: rimos, nos divertimos, chegamos bem e estamos prontos pra próxima!

foto do dia:


jardim botânico: eu, julia, lia e ké

julho 12, 2007

a coisa

ou simplesmente it, no original. não fez diferença conhecer a história (eu li pela primeira vez há mais de 10 anos): senti novamente um medo irracional, que me fez ver TV até tarde quando estava sozinha em hotéis...

além do delicioso medo -- cada um se diverte com o que gosta, certo? :) -- tem a narrativa surpreendente, rápida, envolvente. nem tudo do stephen king é tão bom, mas esse livro eu considero de fato uma obra prima do gênero. caso você seja daquele tipo de preconceito contra literatura de terror ou suspense, BU pra você :D

e como é divertido chegar na página 1000, não?!

julho 14, 2007

diversão

eu vi na tati, amei e recomendo. principalmente para os que têm dificuldade de lidar com mudanças :D

**

e eu descobri que é possível copiar os vídeos do youtube e converter, pra ver quando quiser! tem esse aqui pra baixar (basta copiar a URL) e esse aqui (precisa instalar) pra converter. enjoy :)

as coisas mudam e eu também

percebi que as pessoas visitam e comentam muito menos o meu blog depois que parei de falar da minha vida pessoal estilo "querido diário".

é ruim não ter mais tanto diálogo (seja em comentário ou por email), não nego, mas fiz uma escolha e acho que foi a mais acertada. tenho cá pra mim que a maior parte das pessoas que liam este blog na época do "querido diário" não nutriam sentimentos exatamente positivos a meu respeito. em outras palavras, acho que muitas das pessoas que liam isso aqui não gostavam de mim. e por que alguém que não gosta de mim vai ler meu blog pessoal? ah, muitos motivos, pequeno gafanhoto. as pessoas são estranhas (e más, mesmo que escondam isso lá no fundo).

mas antes de expor minhas teorias a respeito, é importante declarar que fiz uma auto-análise e investiguei meus próprios motivos. eu também leio blogs de pessoas que considero filhosdaputa, idiotas, sem noção, fúteis e chatos. mas não leio os que se encaixam nessa categoria e não falam da própria vida... interessante, não?

dito isso, acho que posso dizer o que acho que motiva essa mania esquisita: o desejo de comparação. não investiguei mais a fundo os motivos escondidos disso, mas creio que nos dá prazer olhar o outro como uma forma de espelho, pra que possamos nos enxergar.

vejam que eu não disse enxergar melhor, porque é aí que mora o truque: se não conseguimos ver em nós o que é melhor e pior, essa reflexão não serve de nada, aliás, atrapalha. quando nos sentimos bem percebendo defeitos alheios (ou o que interpretamos como defeitos...) tem alguma coisa errada. não quero dizer com isso que defendo o maldito "olhar da diversidade" que acha tudo "válido", pelo amor de deus! que existam os defeitos, as feiúras e os problemas, mas que não seja a constatação disso no outro que nos faça sentir mais perfeitos, bonitos ou resolvidos.

o inverso disso (e tão ruim quanto) é achar que tudo nos outros é melhor, mais perfeito e resolvido enquanto o que é nosso é uma merda. qual é o problema com uma pitada de realidade? por que não aproveitar esse desejo incontrolável de se comparar com os outros para nos enxergarmos um pouco melhor?

bem, graças a um ex estupidamente adepto do politicamente correto, passei um tempo achando que era errado ver defeitos nas coisas e nas pessoas. felizmente me livrei dele e também me livrei da culpa de ser melhor que outras pessoas em vários aspectos. é legal poder olhar outras pessoas e outras vidas e ver que fiz escolhas melhores, trilhei caminhos mais acertados e tive sucesso.

superei uma parte do problema, mas há um lado que ainda não resolvi: é difícil ver e admitir meus próprios defeitos. por saber o quanto me falta neste aspecto, fico atenta às minhas comparações ou reflexões, se me permitem. procuro ver o que no outro me causa incômodo, raiva e principalmente inveja (e se você tem facilidade de reconhecer que está com inveja, sorte a sua; é mais fácil lidar com ela assim desnuda). algumas vezes consigo perceber que no outro há alguma coisa que me falta, e dói; outras vezes só vêm os sentimentos ruins e faço piadas ou diminuo o outro pra me sentir melhor (as if...); outras pouquíssimas vezes transformo o que descobri em motivação pra ser melhor.

quero crer que tenho muitos anos de vida ainda pela frente e que, com a devida dedicação, vou aprender a lidar com este lado difícil de ser humano; quero também crer que fiz pouco mal aos que me serviram inadvertidamente como espelho; e espero mais que creio que me perdoem os que magoei por raiva ou inveja. já perdoei a mim mesma, percebendo que sou apenas humana.

mas dei voltas demais pra dizer algo simples: não esperem mais de mim posts do tipo "querido diário". parei com esse estilo, e não foi por medo das "energias negativas" dos leitores que não gostam de mim (embora eu ache que ter medo disso é prudente), mas porque hoje meu cotidiano é muito menos rico que minhas idéias, opiniões, sentimentos e experiências.

que diferença faz que hoje eu fui à manicure e pintei a unha com esmalte da l'oreal ou que almocei salada com caneloni? prefiro gastar 15 minutos aqui digitando esse post elucubrante, que começou com algo como "por que todo mundo amava falar comigo no blog quando eu comentava sobre esmalte e ninguém comenta nada quando falo de idéias?"

eu poderia falar do trabalho ou do preço dos legumes orgânicos no pão de açúcar (e vez em quando vou falar disso, é claro, pois estes assuntos ainda me interessam) mas tenho preferido falar de coisas menos ordinárias. que ninguém se ofenda: coisas ordinárias são essenciais à vida de qualquer um e eu amo a todas elas com fervor. mas esse tempo que dedico a escrever aqui e (sim, é pra isso que serve esse blog!) procurar interlocutores não há de ser mais usado pra contar o que comi ontem. a não ser que haja pelo menos uma receita pra compartilhar :)

sim, mudei. coisas e pessoas ficaram pra trás na mudança, e certamente foi para o bem. mudei o jeitão do blog, mas acreditem: continua a esperança de que alguém leia e resolva me usar como espelho de novo, dessa vez com propósitos um tiquinho mais nobres.

lançamento de livro -- HOJE no rio e sábado que vem em SP

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desculpem ser em cima da hora, mas eu tou com o serviço atrasado :)

confiram detalhes do lançamento no blog do alex castro, que aliás, é excelente.

aqui em sampa o lançamento é dia 21/julho, sábado, no canto da madalena, ok? todos lá :)

julho 16, 2007

o horror, o horror

há várias ocasiões assim, na vida, pra sentir vergonha dos brasileiros e de fazer parte dessa categoria de ser humano. política, comportamento em transporte público, em cinema, teatro. além, é claro, da vergonha sem tamanho de invariavelmente encontrar brasileiros fora do brasil fazendo merda ou pagando mico. arrisco dizer que não há povo mais mal-educado fora do seu território que o brasileiro. toda vez que estou no exterior e escuto brasileiro gritando ou fazendo algazarra (e é sempre assim), calo a boca ou falo em outro idioma, pra ninguém saber que eu sou da mesma espécie que aqueles ali .

eu achava que já tinha sentido toda vergonha possível quando se trata desse assunto, mas essa semana tive o desprazer de tentar assistir algumas provas do panamericano. meu deus, que horror, que pavor! nosso povo super hospitaleiro vaia e xinga sem a menor cerimônia os atletas de outros países e em especial os atletas americanos. um comportamente altamente desportivo, simpático e civilizado, não é mesmo?

macacos destreinados, como eu já disse.

além da vergonha do povaréu, ainda tem a vergonha dos comentaristas de TV, que beira o insuportável. primeiro, as justificativas sem fim para os erros ou baixa performance dos atletas brasileiros quando comparados a atletas de outros países; segundo é a injustificável decepção que eles demonstram com medalhas de prata e bronze, como se não valessem praticamente nada. comentários puramente emocionais e que não dizem nada ao espectador interessado em fatos.

mas se em termos de planejamento e organização o evento foi um desastre, mostramos que de desfile de escola de samba e música nós entendemos muito: a abertura foi um show digno de sapucaí. da minha parte, francamente, eu preferia cronograma e orçamento em dia, além de profissionalismo na condução do evento, sabe?

que deus nos livre a todos de olimpíadas ou copa aqui no brasil. é capaz dos torcedores levarem tomate podre pra jogar nos atletas franceses e argentinos, de vingancinha, e levar pras gerais muitas faixas xingando os atletas americanos de "porcos capitalistas".

e enquanto isso, no universo paralelo...

heroes: vimos os capítulos atrasados e aproveitamos pra ver todos, até o fim. achei o final meio esquisito, mas o episódio do futuro é incrível, fiquei sem fôlego. vejam!

dica boa: para baixar séries (todas!), de graça e sem complicação (com e sem legenda), visite o isfree.tv. basta se cadastrar e baixar o que quiser.

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harry potter e a ordem da fênix: vi e gostei. sei que teve quem não gostasse e acho compreensível, o protagonista vai ficando adolescente e cada vez mais chato, refletindo a vida real :D ele é bem menos chato no filme, verdade seja dita, mas o clima da história mudou e já não é mais aquela coisa divertida do quadribol e da descoberta da magia. o próximo vai ser pior.

a bússola dourada: podem me chamar de molenga, mas eu chorei de emoção com o trailer no cinema. foi lindo ver aquele universo na tela de forma tão perfeita. o natal nunca foi meu feriado preferido, mas confesso que esse ano vou esperar ansiosamente :)

não é a mesma coisa que ver no cinema, mas já é alguma coisa:

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lost girls: quadrinho erótico do alan moore, usando as personagens mais doces da nossa infância (alice, dorothy e wendy). confesso que eu esperava um tiquinho mais de pimenta, mas valeu cada página ;)

estão aqui na prateleira aguardando: dias sombrios e retorno a barrow, continuações do sensacional 30 dias de noite. história de vampiro pra ninguém colocar defeito!

ganhei aberrações no coração da américa. o nome promete, é do mesmo autor do quadrinho aí de cima. depois conto se vale a pena!

seguimos comprando a série bórgia, que é maravilhosamente desenhada (como tudo do manara), com um roteiro quase-erótico (o que, por definição, é pouco erótico :D). temos os dois primeiros volumes, não sabemos quanto mais vem pela frente. só recomendo para os fãs do manara.

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e graças ao paulo e paula fui apresentada ao sensacional wii. inacreditável! um conceito completamente diferente dos demais consoles e ao mesmo tempo intuitivo, fácil de jogar e divertido.

o problema é que esse modelo exige do jogador bastante atuação física, o que não é exatamente o forte da fofucha aqui :) vou precisar de meses de academia antes de conseguir jogar uma partida inteira de boxe ou tênis... como eu dizia: mal posso esperar pelo natal desse ano: já prometi pra mim mesma que papai noel trará o brinquedinho :D

julho 17, 2007

mundo bizarro: xuxa satânica

gente, olha o que eu encontrei no youtube:

meu cãozinho xuxo tocado ao contrário (de trás pra frente), na verdade, é uma canção demoníaca, é mole? mais especificamente, a canção mistura exu com lúcifer. não faz sentido nenhum, mas o capeta nunca foi muito coerente, convenhamos.

por deus (ops!) que eu quase fiz xixi na calça de tanto rir. ainda bem que tem desocupado no mundo que faz isso, né? a vida fica mais divertida :D

julho 18, 2007

vamos indo do jeito que dá

cancelei a viagem dessa semana pra porto alegre. não se consegue mais vôo por cumbica e, francamente, não senti firmeza na perícia da infraero. bom mesmo é se fechassem congonhas de vez, para o bem de todos da região e pra maior segurança.

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um blog legal com receitas e curiosidades sobre culinária: cozinha curiosa. peguei lá a receita de omelete suflê. ahhh...

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minha habilitação estava suspensa e vencida, tive que fazer a tal reciclagem. comprei o livrinho, estudei e passei. mas isso é o menos importante: depois de 12 anos, fiz a prova teórica de habilitação de novo, e percebi como ficar mais velha pode ser positivo. li todo o manual, que inclui legislação, sinalização, direção defensiva, primeiros socorros e relacionamento interpessoal e adorei, de verdade. dei valor a cada informação contida no livro, percebi como elas são de fato úteis para ser um condutor e pedreste responsável. fiquei com vontade de aprender mais sobre primeiros socorros, para o caso de alguém depender de mim pra viver em alguma ocasião. aos 23 anos eu não dei a menor bola pra de fato entender o que eram os conhecimentos básicos para ser um condutor habilitado, eu queria só passar na prova.

é muito bom olhar pra si mesmo e perceber mudanças positivas. dá esperança que daqui a 15 anos eu posso ser ainda melhor :)

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e aprendi que o pedestre sempre tem preferência nas faixas de pedestre, a menos que exista semáforo exclusivo. e hoje um idiota, numa rua tranqüila, quase passou por cima de nós em cima da faixa. eu, pessoa controlada e paciente, dei uma bolsada no carro do idiota. e aí ele parou (a pressa não devia ser tão grande, afinal) e ficou ainda discutindo, como se tivesse razão. quando dissemos que a preferência é do pedestre, ele riu da nossa cara.

e eu percebi pela milésima vez que o problema não é a lei, mas os valores. qualquer pessoa com o mínimo de educação e que tivesse recebido durante sua infância alguns conceitos de valor pediria desculpas ou pelo menos iria embora envergonhado. pessoas que não têm valores não se importam com respeito, educação, leis, essas coisas feitas pra otário.

percebi também que sou pouquíssimo evoluída: se raiva matasse, o idiota tava mais morto e seco que as múmias do egito.

quem avisa amigo é...

... esse jogo é absolutamente viciante. mas é sensacional também, por isso não consigo não recomendar.

experimente e se apaixone: tower defense.

julho 19, 2007

e falando em valores...

... eu lia outro dia o blog da beth e ela reclamava do povo que não paga. em outras palavras, os caloteiros.

ah, essa é outra categoria abominável de pessoas, ali juntinho com os motoristas sem educação. porque o motorista idiota, assim como o caloteiro e outras espécies, sempre acha que há justificativa pra sua canalhice.

o caloteiro sempre acha que tem razão em dar calote, ou pior: que o credor merece ou pode ser caloteado. seja porque é mais rico, porque não "passa fome" ou porque o serviço prestado ou o produto entregue "não é tão bom assim". comprou, emprestou? paga, filho da puta!

mas pra mim o pior tipo de caloteiro é aquele que se aproveita da sua boa fé, o caloteiro "amigo". tem alguém aí que nunca morreu com grana ou alguma outra coisa na mão de supostos amigos? pois eu já, várias vezes; prazer: otária a seu dispor.

já perdi livros, CDs, roupas, sapatos, móveis. além de dinheiro, é claro, e não foi pouco. alguns caloteiros simplesmente desaparecem, o que me leva a crer que têm alguma vergonha na cara. outros além de darem o calote ainda acham um jeito de justificar o fato, colocando a culpa ou no infeliz que levou o calote ou no mundo. pra essa espécie de pessoa eu desejo o inferno, com o satanás espetando a bunda. embora, pensando bem, não seja preciso nem desejar muito mal: gente desse naipe só se fode, pode reparar.

(bem... ou meu santo é mega-forte: os que me sacanearam vivem constantemente na lama :))

eu tenho uma historinha pessoal de terror sobre calote que vivo recontando pra mim mesma, pra não esquecer que grau de amizade ou parentesco não quer dizer nada. o que importa mesmo são os valores das pessoas, ou melhor: a falta deles. às vezes temos amigos ou parentes que não são nem de longe exemplo de conduta e honestidade e acabamos abrindo demais a guarda, fazendo favores para os quais eles não dão valor nenhum.

aprendi que seja pai, mãe, irmão ou amigão do peito, vale a mesma regra: se ele sacaneia os outros, pode (e vai) me sacanear também, basta aparecer a oportunidade. se do fulano deixa de pagar o cartão de crédito, deixa de me pagar também. se sonega imposto, pode perfeitamente mentir pra mim.

espertinhos e gersons são filhosdaputa em qualquer contexto e com qualquer pessoa, não se iluda. no trânsito, na fila do mercado, na padaria e na hora de pagar aqueles 10 reais que te deve.

da minha parte, depois de levar umas invertidas, radicalizei: pessoas que não compartilham dos meus valores não compartilham da minha vida; não trabalho para empresas que não têm valores compatíveis com os meus; não mantenho mais relacionamentos com pessoas sem caráter mas que são super legais comigo.

a gente devia aprender que a nossa obrigação número 1 na vida é preservar a nós mesmos e a nossa vidinha, que já não é fácil.

culhões, finalmente?

afe, que se o hómi de fato fechar congonhas eu vou dar pulinhos de alegria aqui na sala:

aeroporto em que ninguém sabe de nada não pode funcionar

pão caseiro da minha mãe

é muito fácil e muito bom. poucas comidas são tão prazerosas, aromáticas e ricas quanto o pão feito na nossa própria casa. nada se compara a um pedaço de pão saído do forno com manteiga.

testem e depois me contem!

UPDATE: minha mãe avisa que o fermento seco demora mais pra crescer a massa, atenção!

**

ingredientes
2 tabletes de fermento biológico do tipo molhado OU 1 pacote do fermento seco (*)
1 copo (daqueles de requeijão) de água morna
1/2 colher de sopa de sal
1 pitada de açúcar
1/2 xícara de óleo
1/2 kg de farinha de trigo
1 ovo - opcional, a massa fica mais macia (inclusive a casca)

utensílios
vasilha pra misturar os ingredientes
tábua ou bancada pra amassar e abrir
forma grande pra caber o pão
frigideira pra refogar os recheios (se for rechear)

como fazer
misture o fermento, a água, o sal, o açúcar, o óleo e a farinha aos poucos, até ficar uma massa fofa que não grude muito nas mãos.

deixe a massa descansar 1/2 hora. deixa a bichinha quieta, coberta com um pano de prato limpo, e se estiver muito frio, coloca no forno desligado.

(*) usando o fermento seco a massa demora mais pra crescer, deixe pelo menos 1 hora.

abra a massa na bancada com as mãos, "espalhando" pra caber depois o recheio e com borda sobrando pra "fechar", meio como um rocambole (com o recheio no meio).

unte e enfarinhe a forma, e coloque em forno médio. tire quando estiver dourado em cima (entre 30 e 40 minutos).

se quiser fazer só o pão, sem recheio, basta fazer pães no formato que preferir e assar (pode ser vários pequenos ou um grandão, tanto faz).

dicas de recheio
lingüiça: para a receita acima, use 600g de linguiça toscana aurora (minha mãe só aceita fazer se for essa). tire a carne das linguiças da tripa e acrescente cebola picada. só isso.

escarola: acho que 1 maço dá... lave, pique, afervente e esprema bem com as mãos. passe na frigideira com alho e sal o quanto baste.

vamos abatê-la a tiros, já!

alguém por favor manda a louca parar, sim?

como é que eu paro de comprar essas benditas bolsas? o marido vai me expulsar de casa, já comecei a comprar escondido, vejam vocês a que nível que a pessoa chega...

julho 20, 2007

caras comentada

gente, eu vi o link na dri e amei: shoe me! é tudo.

o comentário sobre o modelite de mariana hein é o melhor :)

update: versão gringa, muito boa!

julho 22, 2007

refazenda

então: quantas famílias têm um pé de tomate logo ali na própria cozinha?

nós temos, graças à proatividade agrícola da minha querida mãe :) e o tomateiro está dando tomates, acreditem ou não!

julho 23, 2007

a atrasada e preguiçosa

finalmente me cadastrei no 43 coisas, e cadastrei só 11 coisas -- como tem gente que consegue juntar 43 coisas, meu deus? é coisa pra caramba!

mas o que eu mais gostei do cadastro foi o 43 lugares, fiquei louca e não paro mais de procurar os lugares que ainda quero visitar. dá pra ver mil fotos maravilhosas e sonhar com as próximas férias :)

chegou!

poucas coisas são tão gostosas quanto livros de muuuuitas páginas. o meu chegou hoje, e com licença que eu vou ali ler :)


(PQP, na amazon tá só 18 doletas o mesmo livro que eu paguei uma nota aqui...)

ó o jabá aí, gente!

a face oculta de nova iorque é o livro mais novo do paulo, já disponível nas livrarias. quem leu gostou bastante, e eu não vejo a hora de comprar o meu.

aqui um texto dele sobre o livro e a experiência de morar em NY.

julho 24, 2007

eu tenho vergonha

enquanto isso, no pan:

Na disputa do salto com vara, vencida pela brasileira Fabiana Murer, a norte-americana April Steiner foi fortemente vaiada a cada tentativa de salto, e não conseguiu avançar dos 4,40 m. Do colchão, April gesticulava em direção à arquibancada, incrédula. A cubana Yarisley Silva, então, foi longamente aplaudida a cada falha. O tormento foi tanto, que até a canadense Dana Ellis deixou a competição sem acertar nenhum salto.

**

a próxima viagem pro exterior vai ser ainda pior, a vergonha vai se acumulando. vou estudar bastante espanhol esse ano e fingir que sou uruguaia, sei lá.

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update: o marido acaba de me contar que no blog do juca kfouri (post haja educação) tem gente defendendo as vaias. os motivos? sensacionais, demonstrando os tais valores dos quais eu falava antes:

criticar a torcida, colocar de lado alguns resultados só pq não foram recordes e outras coisas mais fica parecendo desdenho de torcedor bairrista, que não quer que o Rio tenha sucesso na organização de eventos como esse, pra depois vir nos criticar.

E desde quando vaiar um adversário(a) é falta de educação? Mas ja tenho quase que certeza que isso é inveja, recalque porque os jogos estão se realizando no RJ

O dia que voce sentir orgulho de ser brasileiro voce vai ver como seu pensamento vai mudar!

Juca vc não é brasileiro! Não é questão de falta de educação, isso foi uma força para a brasileira. A vaia da torcida pode ter influenciado no resultado, desconcentrado a adversária.

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agora eu tou com mais vergonha ainda. ler comentários de blogs jornalísticos é depressão na certa, nem depois de tomar prozac a gente consegue ficar feliz, deus me livre...

i love sidra

finalmente estão trazendo para o brasil essa bebida deliciosa que infelizmente virou sinônimo de ano novo de quinta categoria: a sidra (a legítima francesa).

diferente do que acontece aqui, na frança a sidra é uma bebida aceitável :) ela é gostosa, refrescante e acompanha queijos e crepes muito bem. experimentei pela primeira vez em paris, numa viagem de mochilão e pouquíssimo dinheiro, ou seja: é uma bebida barata e despretensiosa. pra tomar em piquenique, mesmo!

aqui no brasil eu só tinha tomado sidra no crêpe de france, nas tradicionais canequinhas de cerâmica a 50 paus a garrafa (sim, uma facada).

felizmente, segundo a matéria que linkei ali no começo, as sidras serão trazidas ao brasil por 25-30 reais. muito embora algumas sidras sejam de fato bem açucaradas, existem versões secas também. vença seu preconceito e experimente :)

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aproveito pra falar sobre o crêpe de france: quem me levou lá a primeira vez foi o gabis, chiquérrimo. naquele tempo era uma casa de bairro, linda de morrer, com mesinhas na varanda e pelo quintal, tudo iluminado à luz de velas, parecia um sonho. os crepes são maravilhosos -- salgados e doces, imperdíveis! -- e o atendimento é especial. o dono do restaurante faz questão de falar com todo mundo, você se sente em casa.

aliás, foi neste restaurante que levei o fer pra jantar pela primeira vez, no aniversário dele, há 4 anos, nós ainda não éramos namorados :)

infelizmente o restaurante teve que se mudar dessa casa maravilhosa e foi para um lugar comum. a comida ainda é maravilhosa, mas confesso que já não é mais a mesma coisa... coincidentemente estive no novo local uma semana após a mudança e conversei com o dono do restaurante, visivelmente triste porque não conseguiu manter a casa (era alugada e o dono pediu de volta).

mesmo sem o charme da casinha de bairro, recomendo os crepes, que são especiais. e a sidra, acompanhamento indispensável.

mais caras comentada

dica da paula, deliciosa: papel pobre. uma traveca comentando celebridades! morram de rir, é diversão pra muitos dias :)

para fãs da série somente

semana que vem acaba a terceira temporada de grey's anatomy, série da qual eu gosto muito. parece que ela faz muito sucesso nos estados unidos e felizmente vai continuar, apesar dos bafões inevitáveis (por que toda série bem-sucedida detona uma crise nuclear de egos? precisavam ensinar "trabalho em equipe" nas escolas de arte dramática)

mal posso esperar a próxima temporada, mas tem uma coisinha que não consigo entender: porque os 2 personagens mais importantes da série são duas bestas humanas?

a meredith (que dá nome à série) é absolutamente dispensável. sem ela o seriado não só funcionaria bem como seria mais interessante. ela é sem-graça e uma chata de galocha (mas todo mundo quer comê-la).

e o george, que é um bicho de goiaba? sonso, chato, atrapalhado e, estranhamente, amado por duas mulheres incríveis (izzy e callie). vejam na foto a cara de paspalho do sujeito e digam se eu tou louca.

fico o episódio inteiro esperando a aparição da miranda - maravilhosa! - e cristina, a melhor personagem, na minha opinião.

se vocês soubessem o que eu torci pra meredith morrer neste episódio... enfim, teriam que mudar o nome da série, mas quem se importa? :)

julho 25, 2007

o de sempre e mais um pouco

alguém que me lê já foi pra grécia? me conta como foi, o que gostou, etc., please?

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hoje à tarde teve bolo pullmann frapê (o melhor!) e chá de camomila, uma xícara que era um balde. não quero deixar ninguém com inveja, mas trabalhar em casa é realmente delicioso :)

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em compensação, tenho que lutar o dia todo contra a vontade de ir ali pro quarto ler o resto do harry potter. em 2 noites já passei da página 280 e sei lá o que será de mim hoje. além disso tem os furões, que ficam brincando e pedindo atenção e eu me sinto a última das criaturas se não paro de trabalhar pra brincar com eles. como faz quem tem filhos e trabalha em casa?!

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diz o povo do tempo que a chuva foi embora (é bizarro chover em julho aqui em sampa, um acontecimento!) e o frio vem forte. o céu daqui de casa confirma a notícia (foto de agora de tarde):


(av paulista, lá onde estão as torres)

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consegui me livrar da viagem semana passada, mas semana que vem eu preciso ir a POA, não tem jeito. já estou fazendo todos os pensamentos positivos, mas tou desconfiada que vai rolar um chá de aeroporto daqueles...

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e a história d'o segredo, povo? eu não li o livro e nem vi o filme, mas procurei na internet porque fiquei curiosa. coincidência ou não, todos os blogs ou sites que encontrei falando sobre o assunto são de pessoas que só falam abobrinha. pareceu auto-ajuda de quinta categoria, mas não julgarei sem comprovar.

a partir de hoje estou canalizando fortemente as minhas energias pra que alguém me dê o livro de presente ou empreste :) prometo resenhar a sério o livro se alguma alma doar ou emprestar o dito cujo. e eu devolvo, não sou caloteira!

julho 26, 2007

como gostar de ler

até os 17 anos eu odiava inglês. estudei em escola pública a vida toda, lembro de dois momentos distintos relacionados ao estudo de idiomas: a descoberta de que havia outros idiomas que não o meu e a clara percepção de que aquelas aulas de inglês eram ridículas e não serviam pra nada.

lembro como se fosse hoje do encantamento com o inglês: outras pessoas usavam palavras diferentes mas significando as mesmas coisas, como assim? obviamente não foi essa a primeira palavra que aprendi em inglês, mas a que mais me lembro é daughter. lembro de estar sentada na mesa da casa da minha avó paterna, almoçando, e contar empolgadíssima pra uma tia que mal disfarçava o riso o quanto era o má-xi-mo que a palavra se escrevia de um jeito e se pronunciava de outro jeito!

(eu era daquelas crianças irritantes que gostavam de chegar da aula e explicar tu-do que aprenderam no dia, como se fosse novidade pra todo mundo. tá, eu confesso: faço isso até hoje, não mudei nadinha)

pois acho que foi na sexta série (existe isso ainda?) que percebi que aquelas aulas de inglês nunca iam sair do "to be" e da cópia de diálogos do livro. é, a aula de inglês da escola pública era assim. não é de admirar que eu odiasse as tais aulas com todas as forças...

quando fui pra faculdade, inglês era obrigatório e eu com meu conhecimento básico-do-básico fui pra turma do inglês instrumental, ou seja, a turma dos fraquinhos. na aula número 1, com uma professora novinha e fofa, cujo nome esqueci, tudo mudou. a partir daquele dia eu passei a amar inglês e não parei nunca mais de estudar e adorar.

ela seguiu o mesmo princípio que norteia esse artigo muito bom sobre aprender idiomas: simplicidade. na primeira aula ela colocou na lousa algo que era obviamente uma receita, pelo formato, mas num idioma desconhecido pra todos na sala. apesar disso, ela nos desafiou a interpretar a receita e ver o que saía dali.

aos poucos fomos extraindo dali algumas informações, inferindo significados e chegamos, juntos, a uma interpretação possível da tal receita. ao final descobrimos que aquele "idioma" não existia, era uma mistura de palavras de tudo quanto é canto e uma provocação para nos mostrar que é possível interpretar textos (com menor ou maior acurácia dependendo do conhecimento do idioma, claro) mesmo que não tenhamos completo domínio do idioma em questão.

cada dia ela nos trazia um desafio novo e mais complexo de interpretação: textos de variados assuntos, em inglês, para que identificássemos palavras conhecidas, palavras cognatas (ou que assim parecessem!) e palavras cujo significado não sabíamos mas podíamos inferir pelo contexto. na aula não podíamos usar dicionário, tínhamos que procurar depois o que incluíamos na nossa lista. a recomendação mais importante era não traduza, entenda!

aprender a entender e não a traduzir dentro da cabeça foi a chave do aprendizado, o que fez toda a diferença. eu me pergunto até hoje: por que há quem ensine inglês de outro jeito?

no processo, tive gratas surpresas: a primeira foi perceber que na verdade muitas das palavras nos textos eram conhecidas; eu achava que não sabia nada de inglês, afinal. a segunda foi me dar conta que não era preciso saber o significado em português da palavra que eu estava lendo em inglês, que era possível aprender novas palavras sem traduzir pro português! é claro que as consultas ao dicionário enriquecem o aprendizado de novas palavras, pois a descrição é mais completa e nos dá uma outra dimensão de entendimento. confesso que a percepção de que é perfeitamente possível aprender outro idioma sem nenhum tipo de tradução me deixou chocada. e feliz, é claro :)

que fique claro: é essencial uma base mínima de gramática e vocabulário, sim, pra poder começar, mas nada complexo ou difícil. um outro professor que tive depois ensinou mais uma lição valiosa -- comece pequeno, não queira formular frases e pensamentos complexos em um idioma que você não domina. pense que você é uma criança aprendendo a formar frases! (e não somos como crianças mesmo, quando estamos aprendendo outro idioma?)

a partir dessa época não tive mais medo de nenhum texto em inglês. li tudo o que pude e fui, aos poucos, construindo meu vocabulário e me acostumando com o idioma. nos 4 anos seguintes aprendi mais do que nos vários anos de ginário e colegial, e, de quebra, aprendi a aprender idiomas.

estudei francês logo depois que aprendi inglês pra valer, e o método era parecido, porém com ênfase em conversação. o professor sempre falou tudo em francês desde o dia 1, e aprendi francês em francês, sem nenhum problema. em 1 ano eu conseguia escrever, ler e conversar, sempre de forma simples, mas eficiente.

pronunciar corretamente e conseguir ouvir/entender em outro idioma são outros quinhentos, e na minha opinião têm mais a ver com habilidade do indivíduo e menos com o método de ensino.

mas contei essa historinha toda pra incentivar quem comentou sobre a leitura do harry potter em inglês (incluindo minha irmã querida): leiam, não tenham medo! não fiquem tentando entender 100%. nem em português a gente entende 100%, às vezes :) não pare toda hora pra olhar dicionário, mas mantenha uma lista pra olhar depois. volte e leia de novo, se precisar, mas leia e não desanime. depois de algumas páginas a leitura flui com mais facilidade; depois de alguns livros você já não vai mais ter tanta dificuldade e seu vocabulário vai melhorar horrores.

e independente do idioma, have fun! divirta-se na sua leitura :)

julho 27, 2007

adeus à saga

acabei o último harry potter, depois de 4 noites de leitura. durou pouco! apesar de achar que o livro podia ter sido dividido em pelo menos 2 e aprofundar mais algumas coisas, gostei. vou sentir saudades :)

(e não vou comentar NADA porque tenho medo de estragar a surpresa pra alguém)

julho 29, 2007

coração quente

o frio tá de lascar, mas a gente faz o que pode pra esquentar: ontem fizemos macarrão com molho de queijo. a paula me ajudou com a sobremesa, eu fiz o molho, o paulo e fer fizeram o macarrão, que sobrou e tá secando hoje no sol.

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debaixo do edredon, tento escrever enquanto um furão faz gracinhas e me morde. almocei rabada com polenta, quentíssima e feita pela mãe. assisti um filme interessante com meu pai, provocação (the door in the floor).

não sei se é a quietude ou a não-culpa por não ter nada definido pra fazer, mas domingos provavelmente são meus dias preferidos na semana.

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o meu marido maluco, ao contrário de mim, acordou cedinho e foi fazer um enduro a pé, com esse frio... imagino a felicidade quando chegar em casa :)

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que a semana de todos tenha sido boa, e que a próxima seja melhor :)

julho 30, 2007

sobre a fidelidade

resolvi escrever esse texto depois de ler esse post aqui.

pra começar, me incomodo um pouco com a palavra fidelidade. parece aquelas qualidades que se você não tem, é um filho da puta. além de ser difícil de medir, comparar e até entender. prefiro evitar.

então vem, como contraponto à fidelidade, a traição. que é tão complicada quanto fidelidade de entender, explicar e praticar. já cansei de ler e ouvir coisas sobre traição e ninguém nunca se dá ao trabalho de explicar o que significa pra si mesmo traição. quando é que considero que alguém me traiu?

bem, pra mim trair é igual a mentir, é exatamente a mesma coisa. por exemplo: você fala mal pra mim de fulano e na frente do mesmo fulano você é super-fofo-melhor-amigo? eu me sinto imediatamente traída. qual é a sua? usar meu ouvido de penico falando mal da criatura e depois agir como se fossem amiguinhos? detesto, acho podre.

você me deve e não paga e nem dá satisfação ou me pede favor e me deixa em situação desagradável? também me sinto traída. é mais ou menos assim: há algum tipo de acordo entre nós e a outra parte não cumpre o acordo, isso pra mim é traição.

o complicado nessa história é que nem sempre esse acordo está claro pras duas partes. aliás, na maior parte das vezes não está nem um pouco claro e é aí que dá merda. posso entender e até perdoar esse tipo de traição, afinal, todos somos humanos e estamos sujeitos ao erro, à interpretação equivocada.

quando se trata de relacionamentos amorosos a coisa realmente se complica. seja porque o acordo não está claro, seja porque fingimos que não entendemos o acordo. ou, na pior das hipóteses, de fato alguém rompe o acordo estabelecido. isso pra mim é traição.

se o acordo é relacionamento 100% aberto e um conta tudo pro outro, deixar de contar se tornaria traição, a meu ver. se o acordo é não ter mais ninguém além dos dois, qualquer tipo de terceiro envolvido é traição. argh, mas eu odeio a palavra traição! acho que nunca disse ou pensei "fulano me traiu!". é novela mexicana demais pra minha cabeça :) prefiro pensar num rompimento de acordo.

nunca traí ninguém em nenhum relacionamento. e não foi por falta de vontade: o desejo, felizmente!, existe e vira e mexe aparece. até pra mostrar que estou viva e sou humana, afinal :) o desejo pelo que não temos ou o que é diferente é natural, eu acho. da minha parte, lido bem com o desejo do diferente, seja da minha parte ou da parte do meu parceiro. isso não significa que não tenho ciúmes, pelo amor de deus, porque eu tenho sim e nem sempre é fácil lidar com ele.

mas há formas e formas de lidar com o desejo: pode-se alimentá-lo, realizá-lo ou deixá-lo passar. há os que desenvolveram em suas relações uma dinâmica de realização do desejo, as tais relações abertas. nada de passar vontade: tá a fim? vai lá e realiza. eu admiro quem consegue viver assim, francamente. já tentei e não dou conta, meu emocional não funciona assim, eu realmente não consigo lidar com essa situação. não digo dessa água não beberei, mas hoje tenho pra mim que essa é uma forma de relacionamento que não serve. desejo e emoção são muito misturados pra mim, não consigo separar. mas creio que exista sim quem separe, e morro de inveja deles :)

neste momento da vida, o combinado é que ninguém faz serviço pra fora :D os desejos aparecem, é claro, e falamos sobre eles, juntos. estamos combinados e felizes assim. vai durar pra sempre assim? sei lá, provavelmente não. mas acordos não são certos nem errados e muito menos eternos. nada nos impede de mudá-los.

uma coisa que me irrita muito atualmente é essa mania de achar que todo relacionamento tem que ser moderno. tem que ter orgia, todo mundo comendo todo mundo, todo mundo "ficando" com todo mundo, essa coisa toda. e se você não for assim, moderno, é atrasado ou está tapando o sol com a peneira.

meus bens, acordem: moderno é saber o que se quer, respeitar seus próprios limites e os limites alheios. entrar nessa onda de "vamos comer todo mundo" sem saber se isso é de fato o que você quer ou se é uma concessão é furada; trepar com outras pessoas sem estar a fim só pra provar que é moderno é furada; fingir que acha o máximo seu marido comer sua suposta amiga porque isso é moderno é burrice.

ser moderno, bem-resolvido, adulto é se conhecer e saber até onde ir, como ir e ir com segurança e felicidade. se pra ser feliz você precisa de monogamia, toda a força do mundo pra você! encontre outro ser que acredite em monogamia pra ser feliz e sejam monogamicamente felizes. se, por outro lado, você não será feliz com uma pessoa só, encontre alguém do seu mesmo naipe, abra o jogo e seja feliz. nos dois extremos haverá desafios e problemas, não se iluda. não é fácil fazer acordos e ser fiel a eles, independente do tipo de acordo.

o importante, no fundo, é ser fiel ao que você se propõe. o que não impede ninguém, obviamente, de mudar de idéia. só não se pode esquecer de envolver as outras partes interessadas quando resolver que o acordo mudou, porque isso sim é o que se chama por aí de traição e que eu chamo mesmo é de sacanagem.

louca de internar

fomos visitar la reina madre denize pra buscar minha mais nova aquisição (só mostro depois que ela publicar) e olha o que acontece:

isso é o marido tentando me tirar do ateliê à força. nunca visitem a denize, tá? é tentação demais. além do café com rapadura, que é viciante.

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