e falando em valores...
... eu lia outro dia o blog da beth e ela reclamava do povo que não paga. em outras palavras, os caloteiros.
ah, essa é outra categoria abominável de pessoas, ali juntinho com os motoristas sem educação. porque o motorista idiota, assim como o caloteiro e outras espécies, sempre acha que há justificativa pra sua canalhice.
o caloteiro sempre acha que tem razão em dar calote, ou pior: que o credor merece ou pode ser caloteado. seja porque é mais rico, porque não "passa fome" ou porque o serviço prestado ou o produto entregue "não é tão bom assim". comprou, emprestou? paga, filho da puta!
mas pra mim o pior tipo de caloteiro é aquele que se aproveita da sua boa fé, o caloteiro "amigo". tem alguém aí que nunca morreu com grana ou alguma outra coisa na mão de supostos amigos? pois eu já, várias vezes; prazer: otária a seu dispor.
já perdi livros, CDs, roupas, sapatos, móveis. além de dinheiro, é claro, e não foi pouco. alguns caloteiros simplesmente desaparecem, o que me leva a crer que têm alguma vergonha na cara. outros além de darem o calote ainda acham um jeito de justificar o fato, colocando a culpa ou no infeliz que levou o calote ou no mundo. pra essa espécie de pessoa eu desejo o inferno, com o satanás espetando a bunda. embora, pensando bem, não seja preciso nem desejar muito mal: gente desse naipe só se fode, pode reparar.
(bem... ou meu santo é mega-forte: os que me sacanearam vivem constantemente na lama :))
eu tenho uma historinha pessoal de terror sobre calote que vivo recontando pra mim mesma, pra não esquecer que grau de amizade ou parentesco não quer dizer nada. o que importa mesmo são os valores das pessoas, ou melhor: a falta deles. às vezes temos amigos ou parentes que não são nem de longe exemplo de conduta e honestidade e acabamos abrindo demais a guarda, fazendo favores para os quais eles não dão valor nenhum.
aprendi que seja pai, mãe, irmão ou amigão do peito, vale a mesma regra: se ele sacaneia os outros, pode (e vai) me sacanear também, basta aparecer a oportunidade. se do fulano deixa de pagar o cartão de crédito, deixa de me pagar também. se sonega imposto, pode perfeitamente mentir pra mim.
espertinhos e gersons são filhosdaputa em qualquer contexto e com qualquer pessoa, não se iluda. no trânsito, na fila do mercado, na padaria e na hora de pagar aqueles 10 reais que te deve.
da minha parte, depois de levar umas invertidas, radicalizei: pessoas que não compartilham dos meus valores não compartilham da minha vida; não trabalho para empresas que não têm valores compatíveis com os meus; não mantenho mais relacionamentos com pessoas sem caráter mas que são super legais comigo.
a gente devia aprender que a nossa obrigação número 1 na vida é preservar a nós mesmos e a nossa vidinha, que já não é fácil.
