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agosto 2007 Archives

agosto 1, 2007

rapidinho que eu tou saindo

hoje eu vou pra porto alegre (POA, viu, ké? :D) de novo. olha minha cara de feliz de decolar de congonhas:

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coloquei fotos hoje da visita ao ateliê la reina madre, confiram. além disso, tem uma foto da minha bolsa de notebook linda-maravilhosa que ela fez pra mim. confiram.

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e tem mais fotos de ferret, como sempre. pra quem quer ver as mais novas, olhe de baixo pra cima.

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está decidido e as passagens estão compradas: dia 6 de setembro vamos pra grécia, ficamos 2 semanas. portanto, quem tiver dicas, peloamordedeus me mande, porque vamos com a passagem e nada mais. nada de pacote, essas coisas. vamos com a cara e a coragem (e a cartilha grego-português debaixo do braço :D)

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estou pra escrever um complemento daquele post sobre leitura, aguardem. dessa vez falarei sobre leitura crítica, que é o que diferencia alguém que simplesmente lê de alguém que apreende e pensa.

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vou escrever também sobre orgânicos, pois há alguns meses só tenho comprado legumes e verduras orgânicos. seguindo uma ótima dica da dani, comprei pela primeira vez na caminhos da roça, que distribui produtos deste tipo e entrega em casa. adorei e recomendo, até porque eu comprava no pão de açúcar, que é bem mais caro. tirei até foto da entrega da semana :)

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well, espero que todos tenham uma semana ótima. acho que só volto semana que vem... até!

agosto 5, 2007

coisas lindas

fomos conhecer hoje o jardim botânico de são paulo. estou incorformada de ter 35 anos e nunca ter passado por ali... é absurdamente lindo. vejam e digam se não é demais!


lago das ninféias

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mal consegui curtir minha bolsa de notebook nova e linda la reina madre e já tenho concorrência...

e tem várias fotos novas de furão, todas lindas (vá lá pro finzão pra ver as mais novas) :)

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fui a um shopping de paisagismo (acreditam que existe isso?) e quase morro do coração. comprei muitas plantas, flores e coisinhas lindas. amanhã tem foto das incríveis campânulas roxas.

dicas preciosas

a paula escreveu dois artigos com dicas ótimas sobre organização (pendências e emails). vale a pena ler!

estou devendo há tempos algo parecido para os meus colegas de trabalho e a paula me animou: vou escrever algo sobre como faço pra manter meus emails em dia e realizar tarefas. nunca li nada a respeito, mas tenho cá minhas boas práticas que funcionam super-bem.

acreditem ou não, profissionalmente sou bastante eficiente e organizada :D

agosto 6, 2007

ouvindo sininhos

digam "olá" para as campânulas roxas, as flores mais incríveis que vi nos últimos tempos:

essa lindeza veio morar aqui em casa, está na cozinha tomando sol toda tarde.

agosto 8, 2007

quando a gente acha que é doido...

... acha uns mais doidos ainda que a gente. olha o que o andré dahmer inventou: o mapa da blogosfera brasileira.

uma coisa assim meio war, com alguns blogs no mapa (o critério pra incluir, só ele sabe). o meu blog tá lá, não sei o porquê e tenho medo de perguntar :D

anyway, já pedi autorização pra vender milha ilhazinha... interessados, deixem comentário :)

a má!

não quero matar ninguém de inveja, não, mas eu sou a feliz proprietária dessa coisa linda aqui:

ok, não chegou ainda, mas vem com a mudança dos queridos paulo&paula que compraram a fofura pra mim lá nos iu-és-sêi.

vou ter que fazer muitos quilos de suspiro, suflê e bolo pra compensar a espera :)

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e falando em cozinha: eu não ignorei o pedido da massa de macarrão, viram? vou publicar, é que cada vez que eu lembro fico com preguiça de pegar lá na cozinha e quando tou na cozinha esqueço que preciso da receita. sou bem-intencionada, porém atrapalhada, relevem.

o maravilhoso mundo da criação

eu amo aqueles programas sobre propaganda, sabem quais? eles mostram as melhores, as mais engraçadas, as mais bizarras, etc.

imaginem minha felicidade quando descobri esse site que tem propagandas que nunca saíram do projeto! recomendo entrar com tempo, porque tem muita coisa e vale a pena ver tudo :)

adorei essa:


em mídia impressa

lendo de verdade

além das técnicas de leitura que comentei neste post, tem mais umas coisinhas a respeito de modo de leitura que gostaria de compartilhar.

vamos começar do começo: ler é uma atividade que nem sempre dá prazer. às vezes temos que ler livros ou textos muito chatos, densos e difíceis. eu separo bem separadinhos os meus tipos de leitura, pois o método é completamente diferente dependendo do objetivo.

pra facilitar vou separar as leituras em 2 categorias somente: lazer e aprendizado. não, pedro bó, não quer dizer que quando estou me divertindo não estou aprendendo e vice-versa.

o prazer de ler
tem gente que encara a leitura como algo além do prazer de se envolver em mundos paralelos, é uma forma de se destacar dos seus semelhantes. mais ou menos como os rappers que usam aqueles colares gigantes com muito ouro e diamante: é importante e essencial exibir o que conquistou, citar, comentar, ter opinião, etc.

eu não sou desse tipo: leio pra me divertir, ponto final. a maior parte das vezes me divirto com livros de ficção, às vezes com quadrinhos, e poucas vezes com livros de filosofia ou história. não me considero melhor que ninguém pelo volume ou qualidade de coisas que li, mas não fui sempre assim. eu era uma jovem leitora extremamente pretensiosa e julgava as pessoas pela faculdade que tinham ou não frequentado, pelos livros lidos ou não lidos. aprendi que usar essa medida para julgar pessoas é roubada e que eu era uma ignorante metida a besta.

com a idade percebi que sou uma contadora de histórias por natureza, então uso as histórias que leio, vejo ou escuto para entreter os outros, seja recontando o que já ouvi ou contando/inventando minhas próprias histórias.

quando leio por prazer, a regra é simples: eu devoro a história. não quero nem saber quando foi escrita, se o autor é preto ou branco. me entrego totalmente ao enredo, rio e choro, torço pelos personagens e me permito sentir profundamente o que a história despertar. mergulho tão de cabeça que passo dias "vivendo" aquela história e seus personagens, sonho com eles e falo deles, aquilo tudo se torna parte da minha realidade. e sofro quando acaba, me despeço com tristeza da última página. não é incomum eu reler pelo menos o primeiro capítulo depois de terminar o livro.

minha dica é: se entregue, apaixone-se pelas histórias. mande à merda o que a crítica diz, o que seu amigo acha. todas as histórias são pessoais, tocam cada um de forma diferente. não se deixe influenciar por opiniões e inseguranças, não fique na defensiva. é mais ou menos o mesmo conselho que eu daria para ter sexo de boa qualidade :)

quando é preciso ser eficiente

e tem aquelas leituras que precisam de atenção diferenciada. como só sei pensar analiticamente, então vamos às sub-categorias de leitura que criei pra mim: aprendizado, informação e análise. pra este tipo de leitura eu sempre uso as técnicas que comentei no post linkado ali em cima: pesquiso autor, data, contexto e anoto muito.

quando preciso aprender alguma coisa, a técnica que mais ajuda é a anotação. faço anotações em formato de mind mapping ou tópicos, desdobrando hierarquicamente. fica um desenho bem maluco, com setinhas e destaque de palavras-chave. aliás, palavras-chave são essenciais pro meu aprendizado e fixação: lembro muito mais daquilo que anoto e das palavras-chave que extraí dos pedaços de texto.

pra que a anotação seja eficiente, no entanto, é importante conseguir identificar "blocos" de informação nos textos. preste atenção quando estiver lendo: o autor conduz nosso pensamento apresentando conceitos, argumentos, citações, etc. normalmente essa condução é feita em passos, o autor nos leva pela mão. se você conseguir identificar esses passos durante a leitura e resumir cada um deles, ao final da leitura suas anotações serão um resumo esquemático que ajuda não só a fixar como também a compreender o todo e estabelecer relações entre as partes.

faça um exercício simples: pegue um artigo de revista (2 ou 3 páginas) e tente identificar os "passos" ou a condução do autor. para cada passo faça uma anotação com palavra-chave ou uma frase que resuma o conceito ou idéia apresentada. faça isso até o final e depois avalie suas anotações, veja o que ficou da leitura.

leituras de informação são mais simples: faço uma "leitura dinâmica" (sem técnica, é o que eu chamo de "leitura de reconhecimento", só pra sacar de onde o autor vem e onde quer chegar). se for um livro, dou uma olhada nos capítulos, leio a introdução ou o prefácio, procuro opiniões e críticas sobre o livro, etc. a idéia não é esgotar o assunto, mas me preparar para o que vem pela frente.

pra este tipo de leitura eu também faço anotações, mas não leio com tanto cuidado. vou passando trechos menos críticos (como eu já sei onde ele quer chegar, não é tão difícil perceber o que é retórica ou chover-no-molhado) e o processo é bem mais rápido.

as leituras de análise é que são as mais complexas. não sei se todo mundo precisa fazer este tipo de leitura, mas era bastante comum no curso de história: precisávamos freqüentemente ler textos, analisar o conteúdo e dar opinião a respeito. felizmente, durante o curso, aprendi que dar opinião não é simplesmente dizer "eu acho", como muita gente faz por aí. o que você acha é geralmente irrelevante num contexto de debate, a menos que você tenha razões para achar o que acha, entende?

bem, nesse caso nem preciso dizer que é absolutamente crítico que seja feita uma pesquisa sobre o autor, época, obra e assunto. também é essencial avaliar quem são os antecessores, predecessores e pares desse autor, pois ele se encaixa num contexto complexo, é importante ter perspectiva. de fato, a palavra-chave para este tipo de leitura é perspectiva.

feita a pesquisa, o método é parecido com o de aprendizado, com uma diferença: eu leio textos de outros autores, sobre o mesmo assunto, e procuro saber de que forma a opinião deste autor que estou analisando repercutiu em relação aos seus pares, predecessores e antecessores. vou dar um exemplo: não faz muito sentido ler hegel sem ler marx e kant, pois suas opiniões dialogam entre si. para entender um é preciso entender os outros!

então, resumindo até aqui: pesquise, leia outras coisas relacionadas, leia com cuidado o texto, anote, resuma e releia o que resumiu.

feito isso, pense. e não preciso nem dizer que essa é a parte mais difícil: anote os relacionamentos, conflitos e convergências de idéias e conceitos. tente lembrar se você já leu alguma outra coisa que possa se relacionar com o assunto sendo analisado. seja crítico, duvide do que leu, coloque as idéias em questão. avalie se você se convenceu do que leu, pense sempre no que perguntaria ao autor, se tivesse oportunidade. procure os links entre partes do texto, entre textos diferentes, procure palavras que o autor usa com freqüência e investigue-as, procure sua origem, quando surgiu e quando começou a ser usada.

aliás, mais uma dica importantíssima: use o dicionário, pelo amor de deus! por mais que você ache que conhece uma palavra, acredite, você não conhece. entenda qual é a origem da palavra, essa informação pode fazer toda diferença quando estamos analisando um texto. há palavras que, sozinhas, explicam toda uma idéia. se possível, investigue no idioma original do autor. ler no idioma original também ajuda a entender certos conceitos e as construções gramaticais podem inclusive nos dar dicas sobre as idéias.

fiz um curso de história antiga na USP ministrado por um professor de grego. ele é filólogo e conduziu seu curso através de análise de textos antigos, em grego! eu não sei grego e nem nunca soube, mas a pesquisa das palavras para tentar decifrar o texto combinada aos livros de apoio já nos abria várias portas de análise. com o auxílio do professor, conseguíamos entender melhor o mundo grego da época através de documentos históricos.

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bem, espero que as dicas sejam úteis! depois de escrever esse post começo a entender porque me irrito tanto com críticos: são pouquíssimos os que de fato têm conhecimento pra dar opinião; dos que têm conhecimento, poucos se dão ao trabalho de realizar análises de fato. e francamente, eu é que não vou ficar lendo opinião de quem sequer se deu ao trabalho de pesquisar e analisar a fundo. e ainda bota banca de fodão...

leigo por leigo, fico eu aqui bem confortável com minha opinião, obrigada.

agosto 9, 2007

mapa mundi

ai, fiquei deprimida com esse mapa... eu conheço 8% porcento do mundo e, mantendo o mesmo ritmo, se quiser conhecer 25% do mundo vou demorar mais 34 anos... já era :(



crie seu mapa
or vertaling duits nederlands

recebendo visitas

la reina madre nos visitou hoje para o almoço e adivinha o que aconteceu? o óbvio: os furões se apoderaram da lindíssima bolsa que ela usava.


didi

e que ninguém se atreva a questionar a propriedade de um furão...


preta

uma palavrinha sobre casamento

ah, amigos, eu posso falar do assunto: estou no terceiro casamento -- e aqui pretendo ficar, obrigada :D

nunca sonhei com casamento, festa e principalmente vestido. fico só imaginando o horror que eu ficaria de vestido de noiva... a própria noiva do chucky, eca!

a cerimônia
poucas coisas são mais cafonas que festa de casamento. não importa se é modernete, hippie, cabeça ou tradicional: nessa cerimônia as pessoas se permitem certas coisas que em quaisquer outras circunstâncias seriam inaceitáveis. vestido branco e sapato forrado, vejam bem...

não bastasse a noiva freqüentemente se vestir de bolo, as madrinhas e damas de honra parecem que perderam a noção do ridículo. e aquela mania americana de todo mundo vestir a mesma roupa?! jesus! tecidos brilhosos com cores horrendas e que não caem bem no corpo de ninguém. por que as pessoas fazem isso?

e a música da noiva entrando na igreja ou coisa que o valha? não sei o que é pior: música mela-cueca, new age ou modernices tipo pink floyd. não sei o que há de errado com a marcha nupcial, até em playback é mais aceitável que esses horrores que inventam por aí...

a festa... aquelas mesas "enfeitadas" (muitas aspas) com arranjos de pano dobrado (todo casamento tem isso, incrível) e enfeites cafonas, cheias de comida pré-pronta e gordurenta. a comida propriamente dita pode ser bufê ou churrasco, ambos um pavor. no bufê a comida é requentada e fica melequenta ou seca; no churrasco fica aquela fumaça de carne defumando os convidados e todo mundo implorando por um teco de alcatra. nos dois casos os convidados praticamente têm que se estapear por um prato de comida, a gente pode jurar que veio todo mundo direto da somália. é lindo aquelas tias de 70 anos parecendo um saco de batata de paetê amarrado no meio se equilibrando no salto pra pegar a maionese de batata. afe...

a bebida é quase sempre de segunda (se não for de terceira, quinta...) e deixa todo mundo bêbado, o garçon que só traz guaraná quente e o vinho de dérreau que está, é claro, na temperatura totalmente inadequada.

mas isso tudo é bobagem, frescura de gente chata como eu. o que importa é a celebração, a alegria da conjunção das almas, né, gente? aí vem os discursos (constrangedores) e às vezes tem até vídeos ou fotos dos noivos, contando a história de cada um (muito constrangedor) e, finalmente, a dança!

se houver banda, será cafona. aliás, será cafonérrima. eles tocarão (mal) todas aquelas músicas que a gente a-m-a e tem vergonha de admitir (com razão), farão todo mundo cantar o refrão tipo "e vai rolar a festa" e vai tocar alguma música pros noivos pagarem o mico no meio do salão. sensacional.

aí seu tio bêbado de uísque barato vai dar vexame e derrubar sua prima no meio do salão, o seu vestido branco vai arrastar no chão imundo de carne comida pela metade e coca-cola, ficando com uma sensacional cor de roupa de mendigo.

o bolo, com muito glacê como convém ao bolo de casamento, é sempre uma merda. nunca comi bolão de casamento que prestasse.

e se vocês acham que eu só fui em casamento de pobre, tão enganados. esse mapa do inferno aí já vi se repetir em casamento chique, com muita grana investida. até porque cafonice não escolhe conta bancária, taí nossa lista de celebridades pra provar.

a verdade é que eu fui a somente um casamento nessa vida que não tinha nada disso aí. era um casamento chique de dar dor de dente: casaram-se numa capela no jardim europa, ela com roupa e pose de princesa, com uns colares e brincos de água marinha que pareciam saídos diretamente de um conto de fadas. a recepção foi num hotel lindíssimo com tudo servido a la carte em porções civilizadas, mesas com nome marcado, guardanapos de linho. a música foi discreta, de bom gosto, a iluminação linda, o bolo individual, um pra cada convidado, aquele bolinho que parecia uma jóia. esse casamento deu gosto de ir. acho que com o que eles gastaram eu conseguia viver o resto da vida sem trabalhar, mas isso é detalhe :)

mas e eu, não gostaria de ter uma festa de casamento?! gostaria, sim, e ainda vou fazer. estamos pensando em comemorar ano que vem os 5 anos de casamento com uma festa, mas nada dessas coisas horrorosas, pelo amor de deus. a la carte, que faço questão, para poucos, opções musicais para gostos variados (ambientes diferentes, de preferência), só bebidas que eu tomaria na minha casa (ou seja: nada de vinho ou champagne vagabundo) e bolinhos individuais, que são essenciais para celebração da fartura e fortuna.

uma alternativa seria uma festa à noite, exclusivamente para beber e dançar. cardápio? champagne, frutas e água. um bom DJ e uma drag na porta recebendo os amigos, e não foi nada ;D meu sonho é fechar o teatro oficina pra essa festa... quem sabe um dia?

a prática
bom, casar não é mole. relacionamentos de forma geral não são fáceis, é verdade, mas casar é um desafio constante. quando a gente acha que ficou simples, complica de novo. tem problema de família, dificuldade financeira, variações da libido, stress do trabalho, picuinhas do dia-a-dia, afe!

o jeito mais fácil de entender o quando é difícil casar é lembrar de quando a gente morava na casa dos pais. pra quem tem irmãos é mais fácil ainda: como é difícil dividir espaço, resolver conflitos, entrar em acordo... por mais que você ame o outro, às vezes dá crise de "tou me sentindo sufocada" ou "você não me dá atenção, caralho".

já fui casada (brevemente, é claro) com uma pessoa que estava cagando e andando pro que os outros poderiam querer ou achar. o que importava era o que ele achava, o resto (no caso, eu) que se virasse com seus problemas, ele fazia o que achava que era "a parte dele" e nada mais.

primeiro eu achei que ele tinha razão: cada um que cuide da sua vida, afinal, somos casados mas não somos dependentes um do outro. depois percebi que não é assim que as coisas funcionam, não. quando a gente casa, precisa sim pensar no outro, tomar decisões em dupla, encarar o outro como seu parceiro na vida. se não for assim, não funciona. não importa se o relacionamento é monogâmico, pangâmico, de onde vem o dinheiro e como se administram as coisas no dia-a-dia: é preciso estar disposto a viver uma vida de parceria.

não é fácil, principalmente pra quem se acostumou a ser sozinho e independente, mudar essa chavinha. o simples fato de dividir a cama já é uma grande mudança. e o banheiro?! e as contas, as decisões, os programas com a família e os amigos?

passar por uma cerimônia, trocar alianças e assinar papel não muda nosso modus operandi. casar exige uma mudança de comportamento que não acontece do dia pra noite. até hoje eu vejo esse processo acontecer comigo! talvez antigamente isso fosse mais fácil, pois as pessoas saíam das casas dos pais e se casavam, algo como uma replicação por esporos do mesmo método de viver, sabe? hoje em dia é diferente: nós passamos por um período individualista pra depois ter que reaprender a viver com outra pessoa.

o balanceamento entre viver em parceria e ao mesmo tempo manter seu espaço pessoal é dificílimo. talvez não pra todos, mas eu sinto muita dificuldade. é importante manter seus espaços, segredinhos, pensamentos, atividades solitárias, mas é também essencial dividir a vida com o outro. aliás, não é só essencial: é maravilhoso.

confesso que depois da experiência desastrosa do meu último casamento eu achava que essa história não dava certo mesmo, que jamais daria. apesar da descrença, casei de novo, não por convicção mas por paixão :) e pra minha sorte descobri várias coisas:

1) quando os dois se empenham em fazer dar certo, a coisa dá certo
2) facilita muitíssimo as duas pessoas terem interesses em comum, por mais que se diga por aí que "os opostos se atraem". podem até se atrair, mas pra casar não dá pra ser oposto não, é muito stress
3) é preciso abrir mão. não tem jeito: você não pode mais ficar vendo TV até as 3 da manhã no quarto quando o outro quer dormir
4) manter o contato físico constante (não só sexo) é importantíssimo. a comunicação não-verbal fortalece os laços
5) procurar espaços individuais que sejam só seus. um tempo do dia, alguns fins-de-semana, sei lá. sem isso a gente fica sufocado, mesmo
6) não deixar pra depois o que você pode esclarecer imediatamente, não deixar seus incômodos pra lá! quanto maior a convivência maior a chance de mandar mensagens erradas, interpretar mal o outro ou pisar na bola sem querer, então é bom conversar e resolver pepinos rápido
7) essa é a mais importante: fugir como o diabo da cruz das "discussões de relação". puta que pariu, isso é uma doença, uma abominação. e é um perigo: a gente entra nessa roda-viva sem querer e não sai nunca mais. aboli esse horror, com a ajuda da minha cara-metade, que também não tá a fim de punhetação mental, e conseguimos conversar sobre os assuntos mais cabeludos de forma objetiva, graças a deus
8) lembrar que aquela criatura que divide a cama contigo te ama! antes de achar que o outro é um filhodaputa seja lá por que motivo, lembre que ele te ama. parta sempre desse princípio
9) ser gentil, educado, atencioso e carinhoso deve ser regra, não exceção. não entre no modo "casei, agora não preciso mais provar que tou a fim do outro". e se vocês acham que é só homem que faz isso, se enganam muito. a gente relaxa, viu? e não tou falando de engordar ou não se arrumar, não, tou falando de ser uma pessoa apaixonável, carinhosa e legal. é importante ser sempre assim com as pessoas que a gente ama, na medida do possível
10) tentar não descontar frustrações e raivas na criatura mais próxima, ou seja, no seu marido ou esposa. meta a bota em quem merece e não no pobre que vive contigo. eu sei que é difícil chutar a bunda de quem realmente merece na hora que merece, mas a gente tem que aprender. senão, uma hora o pobre que tá do seu lado cansa de ser saco de pancada sem saber nem porquê

eu podia escrever horas e horas, mas por enquanto é isso. casar é foda, é difícil sim. mas é também uma grande oportunidade de aprender e melhorar. e dividir a vida, viagens, sonhos, diversões e problemas com alguém que a gente ama é maravilhoso. é bom saber que ao chegar em casa tem alguém esperando a gente, morrendo de saudade.

por fim, um alerta seríssimo
se você cedeu à tentação e fez aquele casamento com vestidão, tia de paetê, noivo bêbado e tal, é bem provável que você tenha filmado o mico.

nunca, jamais submeta ninguém ao maldito vídeo-do-casamento, tá? não importa o que as pessoas digam, ninguém gosta de assistir esse show-de-horror. poupe seus amigos, não seja mala. no máximo mostre uma foto do evento e encerre o assunto, pule pra lua-de-mel, desde que não seja aquele momento "nadando com golfinhos". se for esse o caso, além de lamentar eu sugiro que você sirva logo aquele patê de sopa de cebola que preparou de entrada pros convidados.

agosto 10, 2007

sessão pipoca

minhas impressões sobre o que vi na última semana:

duro de matar 4.0: delícia! o bruce willis é meu ídalo desde sempre, e nesse filme ele consegue estar melhor que nunca. não sou particularmente fã de homens mais velhos, mas ele abala meu coração...

ele é o policial fodão de sempre, mas dessa vez enfrentando hackers ultra-mega-power. mas ele não muda a técnica, não: muita porrada, carros explodindo, pontes caindo e muito mais. a filha do policial aparece pouco mas é tu-do.

todo poderoso 2: é, eu sei, pode rir. mas o filme é engraçado pra caramba, viu? aliás, numa das cenas eu fiquei uns 2 minutos chorando (mesmo) de tanto rir. juro, até agora escrevendo aqui eu lembro e rio.

deus dá uma missão a um recém-eleito congressista: ele deve construir a arca de noé. evan, o protagonista, não se anima muito e é, digamos, impelido a realizar o feito, quer queira quer não. o filme é bem engraçado e os animais são uma diversão à parte.

let me see what spring is like

amo esse filme. acho que não é pela história, mas pelo clima, as roupas e principalmente a música. já publiquei essas canções aqui, mas nunca é demais ouvir frank sinatra...

ótimo fim-de-semana a todos :)

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a versão de astrud gilberto é uma fofura, ouçam!

meu preferido dos beatles

vou chorar de emoção: achei o abbey road dos beatles na rádio, completo!

roubaram esse CD do carro, há alguns anos, e não comprei de novo porque acho absurdamente caro aqui no brasil. minha abstinência acabou :)

agosto 14, 2007

neuras que me irritam

faz tempo, mas eu lembro: li aqui um post sobre amamentação, era algo sobre "amamentar em público ou não". entre várias opiniões e considerações razoáveis apareceu uma idiota dizendo que era contra amamentar em público por 2 motivos: o primeiro é que ela ficava constrangida de ver o peito de outra mulher (!); o segundo é que ela acha um absurdo que o marido dela seja exposto (!!) ao peito de outra mulher, que isso era provocação ou coisa parecida.

qual é o problema dessa louca? eu até deixaria passar como uma irritação menor, a questão é que deve ter muita doente desse tipo por aí. e já aviso: se você é uma delas, não deixe comentário, que a resposta vai ser desagradável.

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eu nunca vi essa merda da qual vou falar porque aboli a rede-bobo da minha vida há muitos anos. não vejo nem ana maria braga (e gosto dela), mas vi um livro sobre o assunto e descobri que o cara aparece na TV: o apavorante dr bactéria.

alguém devia abater esse infeliz a tiros! ele faz um desserviço à humanidade. pelo jeito ele não acredita em evolução ou acha que as bactérias são a encarnação do demônio na terra, sei lá. qual é o propósito de alguém ter um programa e escrever um livro sobre como as bactérias são más e terríveis e vão acabar com a sua vida?

já imagino milhares de pessoas com TOC no último grau, lavando as mãos (e bucetas, porque os malditos sabonetes íntimos vieram pra ficar, pelo jeito) com sabonetes bactericidas loucamente, usando gel antiséptico o tempo todo e esterilizando escovas de dente, esponjas e sei lá mais o quê.

falando sério, alguém devia parar esse demente.

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isso não é neura mas me irrita também: esses movimentozinhos em prol da/do/de [coloque aqui seu motivo nobre]. se esse bando de idiotas "bem-intencionados" parasse de sonegar imposto e tratar mal a empregada e os garçons tava pra lá de bom.

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e a neura de "homem não presta"? nossa, essa é a pior. já falei isso sei lá há quantos anos, mas pra mim isso é desculpa de mulher burra. impressionante como tem algumas mulheres com as quais TODOS os homens pisam na bola, não? todos eles, absolutamente todos, são escrotos, idiotas, machistas, imaturos, etc. o problema nunca é com elas e suas escolhas podres, viu?

cada vez que eu leio ou escuto mulher falando essas coisas tenho vontade de gritar em letras garrafais: pára de falar mal de homem, criatura, vai se tratar que você é que louca!

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ai, e eu achei que isso era super-século-passado, mas tem mulher com neura de trepar-na-primeira-noite. vocês acreditam? que nessa altura do championship tem mulher que acha que tem que se "guardar" porque senão o cara vai achar que ela não presta?

não é possível: alguma coisa precisa acontecer nesse mundo, as pessoas não evoluem. ou o ritmo é tão lento que não dá pra perceber, sei lá.

nega que alimenta essa neura, prestenção, pela última vez: tá a fim? se joga, larga de ser otária! se o cara te tratar mal ou ignorar depois porque rolou sexo na primeira noite, ele que se foda. e você vê se aprende a não escolher mané, faça a você mesma esse favor.

agosto 15, 2007

baila comigo

a fabíola é minha amiga de muitos anos, uma mulher que eu amo e admiro muito. ela é bonita, inteligente, sensível, divertida, todas aquelas coisas que a gente quer ser e nem sempre é. mas ela é!

além de tudo isso, ela é dançarina de flamenco e acaba de fazer o que muita gente sonha: jogou a profissão de formação pro alto e foi se dedicar ao que gosta. ela criou uma linha de moda de flamenco moderna e clean, como ela, acreditem vocês ou não. as roupas são confortáveis, bonitas e 100% usáveis por pessoas como nós que não entendemos picas de flamenco :D

o nome da marca é lunares, que são as estampas de bolinha. não é lindo?

LunaresWeb.jpg

as roupas podem ser vistas e compradas através do site. eu comprei 2 peças (essa saia e essa blusa) que chegaram ontem e ficaram lindas no corpo. por isso mesmo já pedi hoje outra saia do mesmo modelo de outra cor :)

recomendo a todas a visita e as roupas. são lindas, leves, macias e vestem muitíssimo bem.

agosto 16, 2007

eu é que desesperei

por tudo o que é mais sagrado, o que é a série desperate housewives versão trash?

eu juro que não ia assistir, tinha até esquecido, mas estava zapinhando e caí lá. gente, é o maior show de horror que vi nos últimos tempos! não consegui ver 2 minutos, a vergonha alheia bateu mais forte que nunca e eu fui pro discovery afogar as mágoas.

com vocês, uma descrição da série:

* os homens eu não vou comentar, são todos um horror. feios e péssimos atores, usando as roupas mais horríveis do planeta terra
* lucélia santos é a avó da atriz original, teri hatcher. faz papel de 40 anos mas aparenta pelo menos uns 55.
* tem uma desconhecida com nome esquisito fazendo o papel da maravilhosa bree. a mulher devia ser uma esposa certinha e travada, mas ela é só uma péssima atriz de chapinha
* a cigana dara - que deus perdoe os desgraçados que escolheram esse elenco, porque eu não perdôo - faz a personagem da felicity huffman. alguém além de mim acha que a dara tem cara de tudo menos de mulher-fodona?
* a isadora ribeiro, por incrível que pareça, é a única que pareceu minimamente adequada interpretando a personagem piranhuda da nicolette sheridan. até a vozinha de retardada combinou com o papel. quero só ver ela andando de patins pela rua... isso sim vai ser sensacional
* a personagem da gostosíssima eva longoria ficou com uma atriz desconhecida, sem graça e que interpretaria bem um papel de parede. mas tudo bem, porque o carlos é um canastrão e o jardineiro... dele eu falo depois
* e a tia louca, sônia braga, faz a narradora. a dicção dela é uma bosta e você pode VER ela lendo as falas, é horrível
* o jardineiro, que no original é um mocinho jovem e fofo. ele cuida do jardim pra ganhar uns trocos, pois é estudante. na versão brasileira ele virou um marmanjão com cara de rico que, estranhamente, cuida do jardim

isso porque eu só falei do elenco, vocês não têm noção das locações... em suma: uma bosta. não assista.

coisas nas quais não vale a pena economizar

a fal começou e a gente segue, é claro :)

- ingredientes para cozinhar. já tive experiências péssimas com carnes e queijos de quinta. não recomendo
- roupa. só compro roupa vagabunda se for pra fazer faxina
- sapato, pelo amor de deus, ninguém merece sapato de R$XX,99
- cabeleireiro
- empregada e/ou cozinheira
- manicure
- presente. se é pra economizar, escreva um belo cartão e compre uma flor ao invés de dar tranqueira
- elogio e bom-humor! :)

(update necessário)
- papel higiênico, cotonete, essas coisas de higiene pessoal

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em algumas coisas, por outro lado, eu faço questão de economizar. são elas:

- carro. deus me livre gastar rios de dinheiro em veículo de transporte. gasto em táxi :)
- celular. taí: não entendo alguém pagar uma nota num troço que serve pra falar rapidinho. vai ver eu acho isso porque detesto ficar pendurada no celular...
- academia. isso é óbvio :D eu pego os 500 paus de academia e gasto tudo em pizza, a gorda
- jóias e relógios. não uso, portanto vale super-a-pena economizar
- telefone. odeio conversas intermináveis, argh
- eletricidade. faço questão absoluta de economizar o que for possível
- água. ai, essa é a pior... tudo o que posso eu economizo e me sinto culpada por tomar 1 banho de 15min por dia. sou a neurótica da torneira :) acho um contrasenso o tanto de gente que se posiciona como ecologicamente correto e gasta dezenas de litros de água no banho

carência é doença

aviso aos incautos: assunto cabeludo à vista!

posso falar de cátedra, porque sofro desse mal: como é triste fazer de tudo, qualquer coisa, pra achar que está sendo amado.

percebam a diferença entre ser amado e achar que é amado, é importante. tão importante quanto se contentar com migalhas de amor, mesmo que sejam restos, pedacinhos minúsculos e daquela parte que nem era bem a que eu queria.

já me submeti a situações indescritíveis pra receber atenção. desde fazer dietas imbecis pra ser mais magra e contentar sei lá eu quem, até dizer sim às violências emocionais mais escrotas. o pior de tudo é que durante o processo de submissão voluntária eu jurava de pé junto que tudo o que eu fazia era por mim mesma, que era para o meu bem, não é pra ninguém gostar mais de mim, não, tá?

eu já comi comida que não queria, trepei sem estar a fim, convivi com pessoas que execro, fui a festas odiosas, freqüentei lugares inaceitáveis, me matei pra emagrecer quilos que não estavam fazendo diferença nenhuma pra mim, ouvi desaforos que não me pertenciam, comprei brigas e assumi culpas que não eram minhas, ouvi histórias de pessoas que não me interessam, li livros que não queria ler, vi filmes que acho uma merda, ri de piadas sem graça, fiz programas detestáveis, coloquei roupas vulgares pra alguém me olhar, escrevi mentiras-sinceras pra agradar, omiti verdades pra não perder a amizade, me fiz de modesta pra cavar elogios, tirei boas notas pra agradar, me expus pra ver se alguém me enxergava. minha memória seletiva de impede de seguir adiante, felizmente.

tudo isso pra receber pequeninas aprovações, sorrisos mixurucas, nesguinhas de amor.

quem é assim não aprende do dia pra noite a parar de caçar aprovação e migalhas de amor. primeiro porque a carestia é profunda, e antes de mais nada é preciso entender onde está a falha na fábrica que nos forma. é como um rasgo, que quanto mais tentamos cobrir, mais expõe de nós mesmos. essa fome de amor nos faz, curiosamente, amar com fervor justamente aqueles que mais nos negam amor e atenção. a repetição de uma história que não lembramos, talvez pra que possamos enxergar, eventualmente.

eventualmente eu enxerguei e entendi. e foi assim: eu me desdobrava em mil e recebia em troca quase nada. pra não enlouquecer, contava pra mim mesma as mentiras mais absurdas que justificassem minha miséria. até o milagroso dia em que percebi que podia e devia exigir exatamente o que quero e desejo, não menos. e que não precisava ser um mico de circo fazendo piruetas pra ganhar docinhos, não senhores.

descobri que as pessoas podiam me amar exatamente como eu sou e até apesar disso. e que eu não precisava nem fazer truques e malabarismos e muito menos me contentar com restos.

não me viro mais em 10, não faço o que não quero, não dou ouvidos a amigos chatos, não vou a lugares que não estou a fim, não minto pra agradar, não deixo minha família me incomodar, não me submeto às regras estéticas que não me dizem nada, não dou amor a quem não sabe receber, não aturo pessoas desagradáveis, não convivo com gente do mal. aprendi a colocar os meus interesses no topo da lista de prioridades, senão sempre no primeiro lugar.

e não engano a mim mesma, não: sei que não estou "curada". essa é uma condição pra toda a vida, é preciso estar atento e não se deixar levar.

às vezes, pessoas como eu passam a imagem de serem super-legais, afinal topam tudo! a gente vai pras maiores roubadas, faz programas que ninguém mais aceita fazer, nunca diz não. sinto dizer que nós não somos legais, somos carentes. e essa necessidade de atenção constante não é coisa de gente mimada, como às vezes parece, é só o desejo inexplicável e nem sempre consciente de ser amado, de receber atenção.

imagina o corpo e mente de uma macaca velha com o emocional de uma criancinha vivendo dentro dela, aprisionado e fazendo gracinhas pra agradar. não é divertido.

se você é assim, como eu, procure ajuda e se cuide, porque esse modo de ser é como uma doença e atrapalha demais os relacionamentos; se você não é como eu, fique atento aos que são assim e dê um toque. às vezes, tudo o que a gente precisa é de um amigo de verdade que não tenha medo de botar o dedo na nossa cara.

pra nós com mais de 30

if you're lost you can look - and you will find me
time after time

**

agosto 17, 2007

mais diversão

o shoe-me e o papel pobre eu já tinha colocado aqui pra vocês, mas o marco aúrélio deu a dica de um blog na mesma linha que eu não conhecia e amei: te dou um dado?

nos dias de mau humor eles me salvam. e adotei as expressões ótimas da katy: F5 (atualiza), tzá? e umidificou :)

deus nos salve da moda

lembram que eu comentava que as calças atualmente na moda eram nojentas, horrorosas? vejam com seus próprios olhos:


peguei no gofugyourself.

perceberam o quanto é ridículo sua perna ficar parecendo uma salsicha de jeans? se você tem um corpo bonito como o dela, as pernas ficam parecendo salsichas; se você é magra, ficam parecendo aquelas linguicinhas apimentadas de churrasco, hor-ren-do; se você for gorda não vai entrar nessa porra, graças a deus.

não vou comentar a cintura alta, que me lembra aqueles jeans abomináveis do karatê-kid. esconjuro!

agosto 20, 2007

antes de sumir, um conselho

vejam little miss sunshine. que filme massa! assisti ontem e ainda estou sob o efeito gostoso dele.

primeiro porque é engraçado, ri muito; segundo porque é uma espetada daquelas bem desagradáveis em várias manias do nosso mundo atual que eu coincidentemente abomino: auto-ajuda em tópicos como modo de vida, adoção da estética de concurso de miss como algo aceitável e principalmente a adultização das crianças.

eu que vivo comentando e me rebelando contra esse pavoroso padrão estético auto-imposto pelas mulheres burras e carentes (sim senhores, alguém tem dúvida que é tudo pra agradar?), vibrei com o filme e me identifiquei com a protagonistinha. uma menina normal que quer brilhar sendo quem é no meio de um mar de strass, maquiagem e dietas.

caso você não tenha visto o filme não leia o restante, eu vou estragar o final dele :)

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a prisão da aparência

depois de ver uma moça atleta e linda posando pra fotos e constatar que ela tem celulite eu ia escrever um post enooorme sobre quem se violenta, sacrifica e sofre pra ter uma aparência "padrão" e o quanto isso é triste. afinal, se uma moça jovem, linda e atleta tem celulite, porque tem loucas que ficam fazendo os maiores malabarismos pra não ter e sofrem porque se acham inadequadas?

mas deixei o post pra lá, porque cada um que se resolva com suas doenças emocionais. se por um lado existem as que se esfolam e violentam voluntariamente para serem perfeitas pra agradar o mundo (não é o meu caso), por outro lado estou aqui, vários quilos acima do peso, e cagando pras conseqüências disso para minha saúde, o que é de certa forma tão ruim quanto a neurose da magreza e perfeição.

bem, você quer ter corpo de modelo, colega? se joga! a sua vida será de eterna privação em troca do elogio das bichas e das amigas mulheres, espero que seja bom pra você. eu passo sem nem um segundo de dúvida, minha escolha de vida é outra.

é uma condição difícil essa minha: em quem me inspirar? alguém conhece mulheres que se amam do jeito que são e que de fato investem na própria saúde e beleza e não no tamanho do manequim ou na aparência da bunda? eu não conheço pessoalmente, não. me sinto uma feminista atravessada, isolada, que quer ser mulher, feminina, bonita mas sem precisar ceder às torturas de dieta, cremes, plásticas e afins. quero uma vida sem comparação constante com as photoshopadas das revistas de mulher. estou pedindo demais?

vou insistir: eu não conheço nenhuma mulher que seja feliz com sua aparência (altura, cabelo, pele, peso, medidas) e que se cuide porque se ama e quer ser mais saudável. todas as mulheres que eu conheço vivem discutindo como mudar o cabelo, a pele, como emagrecer, que creme usar para tirar isso ou aquilo, que maquiagem usar pra aumentar os cílios e... ARGH! chatas, chatas, chatas. broxantes. podem ser magras e lindas com cabelos 10x mais brilhantes e continuam umas chatinhas querendo confete.

sem querer puxar o saco porque é minha amiga, a mulher que eu conheço que mais se aproxima do que eu gostaria de ser neste sentido é a dani. ela se acha bonita, acredita nos seus próprios predicados e não tem nenhuma restrição com seu corpo. também por isso ela está sempre linda, e não é beleza de revista, é beleza de verdade que não precisa de rímel nem de roupa maravilhosamente cortada. é como um brilho que mesmo as mulheres magras-e-maquiadas nem sempre têm.

bom, sei lá. só sei que quando vejo um filme como pequena miss sunshine ou vejo a menina surfista linda com celulite eu tenho duas vontades: (1) de cuidar mais da minha saúde e continuar me amando do jeito que eu sou e cada vez mais; (2) enfiar muita porrada no bando de mulher burra que fica se matando pra entrar no padrão.

como a opção (1) é mais razoável e traz benefício direto, ao contrário da (2), fico com ela. a opção (2) fica registrada como um surto de revolta feminista e deixemos o assunto pra lá.

socorro!

ai meu deus, aprovaram a maldita reforma ortográfica para 2008! eu não sou estudiosa do assunto e minha opinião é totalmente emocional, mas odiei com todas as forças.

veja aqui o que muda. o que eu não entendi ainda é: por que aboliram os acentos diferenciais? eles eram úteis, meu deus!

*pi-pi-pi-pi*

agosto 22, 2007

nem primeira classe SALVA

20/ago, 21:50h

escrevo esse texto sentada na escada do muquifo conhecido como portão 1 do aeroporto de cumbica. mas eu poderia fechar os olhos e jurar que estou na rodoviária do tietê: calor insuportável (a despeito da temperatura amena do lado de fora), cheiro forte de banheiro público que há algumas horas não vê limpeza , pessoas sentadas na escada, como eu, ou deitadas pelo chão com suas malas. ou melhor: com sacolinhas plásticas de supermercado. não estou brincando, é sério: eu aqui com minhas bolsas la reina madre sentada no chão do lado da galera com saquinhos de supermercado e sacos de lixo de 100 litros (é, aqueles pretos) lotados de sei lá o quê, comendo pão de queijo e doritos.

a escada rolante que dá acesso a este buraco quebrou, é claro, e as pessoas descem andando nos degraus que não foram feitos para caminhar. várias pessoas se acotovelam, se empurram, um burburinho desagradável pra completar o quadro da desgraça.

mas o desconforto não começou aqui, às 21:50h, não. o vôo, da TAM, estava marcado para decolar às 22h e eu cheguei religiosamente às 21h na fila de check-in. a fila era imensa a ponto de termos que ir até o seu começo para garantir que estávamos no lugar certo, não dava pra ver de tão longe. esse procedimento da TAM já virou padrão: todos os mil e duzentos passageiros ficam em fila única e, quando o horário de algum dos vôos começa a chegar, os atendentes passam gritando (mesmo, não é força de expressão) o número do dito cujo para que os paus-de-arara (ops, passageiros) se identifiquem e sejam encaminhados para a fila dos urgentes.

alguns gritos depois tínhamos andado pouco e uma passageira nos deu a dica: vocês que estão com e-ticket, faça seu check-in ali no terminal e só despachem a bagagem na fila pequena, aquela ali. pois fui, fiz meu check-in em 3,8 segundos e entrei na fila-pequena. Ali, a coisa não foi simples: bastava despachar, certo? não tão fácil assim. meu rancor imediatamente se dirigiu às atendentes de cabelo engomado e uniforme ridículo, mas depois de uma pequena observação foi fácil concluir que o problema são os passageiros. perguntas idiotas, bilhete perdido na bolsa, documento dentro da mala que vai ser despachada ou simplesmente falta de noção crônica (que tal bater papo com a atendente, afinal estamos todos aqui na fila nos divertindo, não é? muito bem). o rapaz na nossa frente foi despachado em menos de 1 minuto, e o mesmo aconteceu comigo, às 21:42h, aproximadamente.

e foi aí que passei pelo agradável processo de entrar em outra fila e passar todas as coisas pelo raio-x. tem que tirar o notebook? tem, sim senhora. enquanto isso, na minha frente, uma perua idiota usava pelo menos 3 quilos de jóias e apitava no detector. ela só tirou a última pulseira cafona depois de uma bronca do guarda, enquanto eu esperava o momento de enfiar um gancho de direita naquela cara de cu.

e foi assim que vim parar aqui neste buraco de onde escrevo e observo os outros otários como eu que esperam o vôo que devia ter saído às 22h mas cujo embarque acontecerá às 22:30h “devido ao intenso tráfego aéreo” e a decolagem só deus sabe. do pouso eu nem vou falar que é pra não atrair energia negativa, sabem como é, porque além de pagar e aturar atrasos indesculpáveis, a gente ainda tem que lidar com a tensão de saber que essa companhia aérea faz uma manutenção porca das aeronaves.

nota mental para próxima viagem: avisar o cliente que de TAM eu não viajo mais. nunca achei que ia dizer isso, mas a Gol tem sido uma grata surpresa nesses tempos de decadência da TAM.

há 15 anos viajo via cumbica com regularidade e nunca vi esse aeroporto tão parecido com uma rodoviária, no mau sentido. esqueci de contar: enquanto esperava para fazer o check-in, apareceu uma moça completamente bem apresentada pedindo dinheiro com papelzinho contando história triste. como assim, pedinte no aeroporto de cumbica?!
vou fazer que nem o te dou um dado? que pede o fim da inclusão digital pela manutenção do bom gosto; vou fazer campanha pelo fim da popularização do meio de transporte aéreo.

**

houve um tempo em que eu achava que pessoas mais abastadas eram mais educadas, a inocente. mais cedo, estava eu ainda na fila de check-in, um senhor, se dirigindo ao balcão VIP da TAM, vem empurrando seu carrinho lotado e me diz sem a menor cerimônia, em alto e bom tom: “dá licença aí!”. eu dei licença “aí” sim, mas reclamei pra ele. a resposta foi linda: “que foi, não gostou não?”. não senhor, não gostei não, viu? “dá licença aí” o senhor use com sua família, disse eu.

ele continuou resmungando pra si mesmo, coberto de razão, é claro. a parte boa dele ser VIP é que foi atendido em 1 minuto e nos livramos dos resmungos do infeliz.

**

e eu cheguei, passei pelo inferno da esteira com barricada e da fila do táxi. e ainda fiquei gripada. isso se chama "inferno pré-férias", só pode ser...

agosto 23, 2007

coisa maisi fofa

vocês têm que ver isso... eles não são lindos? :)

agosto 24, 2007

Q&A

maldita.

**

o que você estava fazendo há exatamente 10 anos?
em setembro de 1997 eu estava viajando para a dinamarca, a trabalho, por 2 semanas. trabalhava na USP, cantava em coral e namorava um cara 7 anos mais novo que eu. vida mansa, hein? ;)

o que você estava fazendo há um ano?
(conferindo nos arquivos do blog) eu falava dos meus ferrets queridos, me preocupava com meu irmão recém-esfaqueado em madri e sentia saudade do meu pai que estava lá com ele.

cinco lanchinhos que você gosta
não sou chegada em lanchinhos, eu gosto mesmo é de comida. mas vamos tentar...
- mix de castanhas e frutas secas
- pão com requeijão e café com leite
- chá com torrada e mel
- vitaminha de abacate com um tiquinho de açúcar
- morango ou manga geladinhos (já devidamente lavados e cortados :D)

cinco canções que você sabe a letra toda
eu sei quase todas as canções que eu gosto de cor, inteirinhas :)

cinco coisas que faria se ficasse milionária
- ajudaria toda a família a se ajeitar na vida
- montaria um abrigo para animais
- estudaria medicina
- viajaria o montão do mundo que ainda não conheço
- ajudaria abrigos de crianças abandonadas

cinco maus hábitos
- roer cutícula e unha quando estou ansiosa
- comer um monte sem nem perceber
- falar sem pensar
- acordar tarde
- dar palpite sem ter sido pedido :)

cinco coisas você gosta de fazer
- dormir :D
- cozinhar e comer
- ler
- conversar com as pessoas que eu amo (marido, pai, mãe, irmãos, amigos do coração)
- seduzir, envolver (não somente no sentido sexual)

cinco coisas que você jamais usaria
eu posso estar citando coisas que já usei e nem lembro. e eu vou mudar de idéia amanhã, mas tudo bem :D
- jóias douradas. aliás, jóias
- esses horrores todos da moda atual (balonê, skinny, cintura alta, legging, etc.)
- cabelão comprido
- vestido de noiva
- outra pessoa

cinco brinquedos preferidos
afe... essa é difícil!
- PS2 :)
- quebra-cabeça
- lápis de cor, giz de cera e papel
- cola, papelão, grampo, toda a tranqueirada pra fazer coisas
- bichos de mentirinha (pelúcia e outros materiais. amo!)

dileminhas cotidianos

a temporada de grey's anatomy acabou, a de house também. o que vai ser de mim, meu deus?!

**

acredito na teoria da evolução. com fervor. e cada vez mais acho que quanto mais a medicina avança mais ela atrapalha a tal evolução. fala a verdade: a humanidade está cada vez pior e defeituosa mesmo ou eu sou muito mal-humorada?

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faltando apenas 2 semanas para a viagem, fizemos nossa reserva em atenas pelo site booking.com de forma simples e rápida, recomendamos fortemente. a partir de agora, todas as reservas serão feitas por lá :) é fácil escolher, tem várias opções de filtro e o pagamento é simplérrimo.

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o internet banking do itaú é o melhor que já vi. já usei citibank, unibanco, bankboston (antes de virar personnalité), banespa e real. nenhum deles chega aos pés do itaú. em compensação, o itaú é o banco mais engessado que existe, um choque irritante para ex-clientes do bankboston como eu. estava acostumada com um banco que se preocupava em resolver meus problemas e atender às minhas necessidades específicas, independente da "regra de perfil". tá difícil acostumar a ser "mais um número".

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tenho comprado o máximo possível de alimentos orgânicos, como já comentei. compro no pão de açúcar e tenho testado há 1 mês a caminho da roça, cujo serviço é bom, mas tem alguns inconvenientes: o pagamento é feito na hora do recebimento e os alimentos não vêm acondicionados, ou seja, alguém tem que estar aqui pra receber (horário comercial).

descobrimos que o carrefour não só tem uma ótima seção de legumes, verduras, frutas e grãos orgânicos como também tem carne, queijos e outras coisas gostosas. há poucos produtores de carne orgânica no brasil, e a maior parte da produção é exportada. compramos, experimentamos e aprovamos :)

se quiser saber mais sobre produção orgânica, confira aqui:

planeta orgânico
portal orgânico
sobre carne orgânica
associação de agricultura orgânica
o que diz a wikipédia

para esclarecer aos desavisados: nós aqui em casa não temos nada de "natureba" e somos 100% onívoros. nossa opção pelos orgânicos tem a ver com 2 aspectos: evitar agrotóxicos, quando possível (até porque o sabor do alimento é outro), e investir indiretamente numa forma sustentável de produzir alimentos. esse último é o que mais nos interessa. alimentos com a devida certificação orgânica são produzidos de forma sustentável, procurando fornecer condições dignas aos trabalhadores rurais.

as principais entidades certificadoras no brasil estão aqui. fique atento ao selo, porque tem muito picareta por aí!

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as mexiricas orgânicas são um sonho, como aquelas da minha infância: pequenas, suculentas e doces.

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segundo minha dermatologista, estou com alergia a esmalte comum! como assim, bial? agora só posso usar "esmalte anti-alérgico", seja lá o que isso significa. já estou vendo as cores lindas que vou encontrar desse esmalte do capeta...

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já falei que não acredito em alergia? pra mim é que nem saci-pererê, lenda pura. na verdade, eu acho que alergia é frescura, consciente ou inconsciente. e aí a médica manda usar esmalte anti-alérgico. é castigo, só pode ser.

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aliás, intolerância a [coloque aqui sua mania] também é frescura. ou é na verdade o resultado dos "avanços" da medicina que eu comentava lá em cima. isso que dá: salvamos os humanos defeituosos e deixamos que eles se reproduzissem com outros humanos defeituosos e... taí a galera com intolerância a pó, água de torneira e pernilongo. uma maravilha.

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já repararam que quando junta muito homem ou muita mulher em qualquer ambiente (físico ou virtual) sempre fica um clima horroroso? cada um promove um tipo de horror diferente, mas inegavelmente é péssimo.

lembrei de um dia que fui encontrar o marido em um desses pubs irlandeses que existem aqui em sampa, ele e os amigos estavam vendo um jogo de futebol na TV. je-sus. não consigo descrever o que foram aqueles poucos minutos lá dentro: a comida era puro sal, todo mundo gritava, suava, bebia e fumava. tive vontade de sair correndo fazendo "pi-pi-pi-pi" que nem o chaves.

e essa semana entrei num desses livros de visita frequentados quase exclusivamente por mulheres e quase cavo um buraco pra me esconder dentro. lembrei da época que trabalhava na equipe de TI do sistema de biblioteca da USP, ao lado de uma sala com mais ou menos 20 mulheres bibliotecárias. só mulheres, tem noção? era um galinheiro. ninguém ouve ninguém, falam inutilidades 90% do tempo, as reuniões não acabam e os assuntos não se concluem. todo mundo muda de assunto a cada 2 minutos, uma repete o que a outra acabou de dizer, reclamam de homens e se inflamam por qualquer coisinha.

afe, medo. ambientes mistos são saudáveis, tá, gente? vamos circular.

**

pessoas que se acham a bolachinha mais gostosa do pacote irritam quase todo mundo, eu sei, inclusive a mim. mas descobri que entre as pessoas de minhas relações, como diz a fal, tem pelo menos uma dessas pessoas que não me irrita nem um pouco. por quê? porque essa pessoa é mesmo fodona, não é megalomania. ou seja: eu não tenho inveja ou coisa parecida, inclusive admiro genuinamente quem é bom.

concluí então que o que me irrita de verdade não é que alguém se ache, mas que geralmente esse alguém não é nem metade do que pensa que é. a real é que as bolachinhas mais gostosas do pacote na maior parte das vezes têm até potencial, mas acham que tão abafando quando precisam comer ainda muito feijão com arroz.

fora as bolachinhas do círculo de amizades, blogs que leio e contatos em geral, vocês têm idéia do que é o mercado de TI? só tem auto-proclamadas bolachinhas sensacionais!

tou que nem tia velha: ai que canseira...

**

ops, nada a ver com estar cansadinha, tá? dessa aí eu tou fora, eu pago imposto :)

**

eu falo às vezes e esqueço que nem todo mundo que usa internet hoje em dia é da área... tem alguém que não sabe o que é TI? mais de uma pessoa já me perguntou, em conversas ao vivo, que porra é tê-í. eu explico: é tecnologia da informação, a área de conhecimento que engloba basicamente tudo que diga respeito a computadores e seus mais diversos usos :)

**

e chega de dilemas, né? deu. um bom fim de semana pra todos nós, com música: close the door lighty when you go :)

a desinformação jornalística é espantosa

em matéria a respeito de (mais um) programa sobre sexualidade da GNT, a jornalista se sai com essa:

Outra abordagem polêmica é a da ejaculação feminina. Acredita-se que algumas mulheres, durante o orgasmo, consigam expelir uma secreção como a dos homens. O líquido é mostrado explicitamente.

uau, "acredita-se que"? parece que tá falando do chupa-cabra, eu hein? ou ela não tem acesso aos sites de pornografia grátis ou acha que é montagem... não sou profissional do jornalismo mas vou fazer o que ela devia ter feito: fornecer um pouco mais de informação a respeito do assunto :)

apesar da comparação com a ejaculação masculina, que fisiologicamente não faz o menor sentido, não proceder, é verdade que algumas mulheres expelem líquido (não, não é xixi) quando, hm, devidamente estimuladas. pra quem está curioso, seguem links.

primeiro certifique-se de que está em local adequado (os vídeos são 100% explícitos) e veja isso. depois pode escolher mais exemplos nessa lista.

acho que é um bom post pra terminar a semana :)

agosto 28, 2007

sem palavras

notícia triste e pausa para sentir

um dos meus melhores amigos se foi. amigo de mais de 15 anos, mas que poderia ter sido a vida toda. é estranho pensar no mundo sem ele.

eu sempre tenho coisas pra dizer sobre tudo, mas não tenho o que dizer sobre a perda, sobre a morte.

estarei com ela, hoje e sempre, pra dizer adeus a essa pessoa incrível.

agosto 29, 2007

hiato

que ninguém me entenda mal, não vou parar de escrever pra sempre, mas é que não dá. simplesmente não dá.

eu não derramei milhares de lágrimas e nem me joguei no chão de dor. aliás, não sei exatamente como se chama o que estou sentindo, acho que não tem nome. até a não concretização de todo meu potencial dramático-latino, no fundo, tem a ver com ele, com o amigo que perdi.

há tanto em mim que é dele que muitas coisas deixaram de fazer sentido. nunca tinha percebido o quanto do meu (mau) humor é dele, o quanto as minhas piadas são um pouco dele, o quanto eu sempre penso coisas escrotas imaginando o quanto ele vai rir quando compartilhar com ele no MSN. como eu nunca tinha reparado que um pedação de mim foi "formado" por ele?

e agora, como fica essa parte de mim agora que ele já não está aqui? como fazer pra esquecer que esse pensamento que eu certamente ia compartilhar com ele agora vai se perder na não-existência?

vocês podem dizer que de certa forma ele está vivo em mim, pois parte do que ele foi ficou aqui, comigo. mas todos sabemos que isso não dá conforto nenhum. não vou enganar vocês.

pensei hoje nesse poema aqui: i carry your heart (i carry it in my heart)

ele odiaria esse poema, é claro, o que aliás era parte do que eu amava nele: a mania de odiar tudo o que parece legal demais. ele faria graça com a estrutura do poema e as letras minúsculas. coisa de frango, ele diria.

mas sim, eu carrego uma parte dele em mim, e essa parte sem dono está pesada como uma bigorna nesse momento. rir, hoje, não me parece adequado, vejam vocês, logo eu que sempre estou rindo de tudo.

há pouquíssimas pessoas nessa vida que tomei pra mim, como parte da minha personalidade, como um auto-presente. ele era uma delas. acho que exatamente por isso me sinto um pouco sem voz.

perdoem o silêncio, mas não vai dar pra falar de quase nada por um tempo. enquanto isso espero, de coração, que essa sensação de ter perdido um pouco de mim mesma passe.

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