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janeiro 2008 Archives

janeiro 2, 2008

o primeiro meme do ano! ê! :)

peguei daqui.

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1) pegue o dicionário, de preferência de língua portuguesa, mais próximo que você encontrar;
2) abra esse dicionário em qualquer página;
3) a primeira palavra que você vir, digite no google imagens;
4) faça uma postagem dizendo que palavra foi essa e mostre o primeiro resultado de imagem conseguido digitando essa palavra

nada glamuroso, hein? a minha palavra foi NARIZ!

e a sua?

e o primeiro teste do ano :)

que animal você foi em sua vida passada?

You Were a Spider
you tend to be the master weaver of fate - both for yourself and those you know.
a creative force, you tend to work from divine inspiration.

jesus, uma aranha... pelo menos é um animal que eu acho legal. se fosse uma taturana eu ia me chatear :D

um resumo

pra não passar em branco, o fim de ano foi assim: com a família, na casa da praia, tomando banho de piscina, comendo peixe todo dia e passando muito calor.

outro dia eu falo sobre a invasão das pobres cidades litorâneas de sp e dos turistas sem educação (mais um capítulo da série "mundo, esse lugar horrível"). falo depois também da experiência de passar 10 dias espiando a programação da tv aberta e como foi assistir faustão "melhores do ano". toda minha vivência anterior não havia me preparado para esse momento.

mas por agora digo que estou empolgadíssima com 2008 - e tem mudanças grandes acontecendo por aqui; falo delas logo que possível.

vamos começar com 2 pés direitos e fé no nosso taco, que é o que importa! e pé na bunda do azar, mau humor, pensamentos negativos e gente nada a ver :D


(peguei aqui).

janeiro 3, 2008

idéias lindas

no blog da tati vi um vídeo com várias imagens do que me pareceu ser gente petrificada debaixo da água! estranho e lindo. achei que era montagem, computação gráfica, sei lá.

curiosa, visitei o site do escultor, e aquilo é de fato uma galeria de esculturas debaixo d'água, absolutamente incrível. visitem aqui: underwater sculpture.

chato, cri-cri, pernilongo

procurando uma coisa chata achei outra divertida: um post sobre a chatice de dieta e de gente que faz ou fez dieta. super-me-identifiquei com a autora. leiam um trechinho (cliquem pra ler tudo):

Ex-gorda, quanto te encontra, não quer saber como você está, quer saber como você acha que ela está.

Se você não diz que ela está magra, ela puxa o assunto: “mas como você está gorda”.

Não tem jeito: você será obrigada a ouvir como ela está se sentindo melhor depois que emagreceu. Seja qual for a sua frase inicial. Já fiz todo o tipo de tentativa.

Tentativa 1:
- Rosinha, você sumiu.
- Você reparou? Perdi uns 30 quilos. Estou me sentindo outra…

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por essas e outras é que eu hoje em dia faço dieta (ou coisa parecida) mas fico na minha. ninguém merece esses chatos do tipo "ai, você viu como eu emagreci?!" ou "poxa, por que você não tenta? vai te fazer um bem..." ou "fiz dieta para me sentir melhor comigo mesma, sabe?".

como se não bastasse a gente ser gordo ainda tem que aturar os ex-gordos convertidos cheios de fórmulas e experiências de auto-ajuda pra compartilhar. afe.

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mas vou confessar uma mega-chatice da minha parte: abomino cigarro, tenho asco, faço parte do grupo de pessoas que se pudesse proibia fumar em absolutamente todos os lugares.

mas eu procuro me policiar, não quero ser muito chata (só um pouquinho :)). posso garantir que você nunca vai ouvir de mim conselhos ou sugestões pra parar de fumar, coisas como "seria tão bom pra sua saúde", etc. falo aqui porque é onde dou meus pitacos, você lê se quiser.

pratico o ditado "os incomodados que se mudem", e exatamente por isso evito lugares fumacentos, só vou em caso de vida ou morte. e quando tem gente fumando perto de mim eu tomo distância, discretamente sempre que possível.

opiniões - falem um pouco

pessoal, estou considerando seriamente a possibilidade de me tornar vegetariana (consumindo leite e ovos). mas tenho uma infinidade de questões que pesam nessa decisão, pois ela é exclusivamente ideológica e ecológica, já que adoro carne e NÃO acho que animais são "amigos e não alimento" (falo um pouco mais disso depois de ouvir).

vou pedir um favor encarecido: digam nos comentários se são vegetarianos, onívoros, veganos - enfim, que tipo de dieta segue - e principalmente o porquê.

tenho lido alguns textos sobre vegetarianismo mas a maioria me deixou incomodada, não me identifiquei com nenhum dos discursos. acabo ficando resistente à idéia por causa dessas manifestações um tanto limitadas dos que erguem bandeiras em favor do assunto.

não tenho intenção de criticar ninguém nem provar qualquer ponto, estou realmente em dúvida e seria bom ouvir opiniões de quem optou ou não por uma dieta sem carne. aliás, se você é adepto da carne, também me conte o porquê (se é que já pensou nisso :)). depois conto a vocês minhas conclusões, que vou tirar com base nas opiniões e nas pesquisas que farei aqui offline.

se você não tem opinião formada ou nunca pensou nisso, pense e diga aqui pra mim o que pensou. pensar junto é melhor :)

obrigada desde já a quem se der ao trabalho de me ajudar!

ainda sobre o ano novo

li esse poema na denize, gostei demais e destaco meu pedacinho preferido, que resume bem o que eu acho:

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
(receita de ano novo, carlos drummond de andrade)

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não tem milagre nem sorte nem nada, não. tem você e sua vontade, e tá de bom tamanho :)

janeiro 4, 2008

disritmia

sou de uma família com tradição de ouvir e tocar samba e chorinho. desde pequena até a adolescência, quando visitávamos meus tios-avós, tinha roda de samba e chorinho no quintal, depois do almoço. durante a manhã tocavam os vinis antigos de chorinho, os preferidos do meu tio joaquim. enquanto ele oferecia uma goiaba do pé ou nos mostrava as mangas amadurecendo os discos rodavam e formavam a base da nossa cultura musical.

os velhinhos todos se juntavam perto das árvores, no pedaço coberto do quintal, e começavam a batucada. sambas antigos, samba-canção, chorinhos, bossa-nova, tudo o que alguém pudesse se lembrar era cantado por horas a fio. lembro de brincar com os pandeiros, tamborins, até o surdo (a maior honra!); só um pouquinho, pra gente pegar gosto. e aos poucos aprendemos todas as letras que hoje ninguém lembra mais e que de vez em quando uma cantora da moda desenterra como novidade.

quanto da minha cultura eu devo aos meus tios-avós, meu deus. percebi tarde demais que herança não se trata só de dinheiro e que escolaridade não é cultura. qual é o preço de aprender a tocar surdo e "saber" síncopas e ritmos?

minha mãe me ensinou a dançar gafieira (e meu padrinho me desafiava, menina, a dançar com ele, que era fera!) e todas as letras de tudo o que eles tocavam. às vezes me pego cantando músicas que foram há muito esquecidas, mas ainda lembro.

pois foi como uma tempestade de emoção quando, ouvindo um disco "moderno" comprado pelo meu marido há alguns anos, começa a tocar essa canção que ouvi tanto nestas rodas de samba, disritmia. quase pude ouvir de novo minha mãe cantando junto com meus tios e eu aprendendo letras que só bem mais tarde fariam algum sentido.

ouçam aqui, com ney matogrosso e pedro luis, numa versão deliciosa. faz jus à minha memória afetiva, muito embora meus tios-avós já tenham ido embora.

essa é pra vocês, tios.

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eu quero me esconder debaixo
dessa sua saia pra fugir do mundo
pretendo também me embrenhar
no emaranhado desses seus cabelos...

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janeiro 5, 2008

duas coisas

a primeira é que estou gostando muito das opiniões das pessoas neste post sobre alimentação. comprei ontem o dilema do onívoro (e estou lendo junto com o relojoeiro cego, está divertido pensar o assunto do ponto de vista evolutivo) e em breve vou dizer minhas conclusões. que são pessoais, claro, não quero convencer ninguém a fazer como eu.

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a segunda é que assisti a bússola de ouro. como explicar a minha decepção? foi gostoso ver o pantalaimon, principalmente com a carinha da pretinha (chegamos em casa querendo que ela falasse :)); foi um horror ver no que transformaram essa fábula que eu amo apaixonadamente.

virou um filme raso, com personagens sem graça e enredo confuso. acho que único apelo da história são os ursos polares, muito bem explorados. me irritei com a ausência da tristeza e da tragédia, partes importates da história (eles simplesmente omitiram as dores da história!). duvido que terá continuação, o que me deixa de certa forma aliviada, porque francamente não sei o que fariam pra "amenizar" coisas tristíssimas e difíceis de engolir que aparecem mais adiante.

e a nicole kidman se saiu uma sra coulter realmente assustadora, foi bom.

janeiro 7, 2008

a rosa

a fal com blog de textos com nomes, só. visite, vale.

(eu bem queria um texto com meu nome, hmpf. queria chamar "mariana" ou "cecília" nessas horas :))

janeiro 9, 2008

em processo

continuo lendo e pensando sobre ser onívora, vegetariana, etc. e uma decisão já está tomada: não serei vegetariana (desculpaí quem é dessa linha, eu super-respeito mas não me identifiquei). basicamente por 2 motivos (elaboro mais depois):

1) ser vegetariano não resolve os problemas de maus-tratos ou desrespeito aos animais (você usa cosméticos? usa remédios alopáticos? então não se engane, você continua contribuindo para o sofrimento dos pobrezinhos)

2) gosto de carne, ela não me faz nenhum mal e me posiciono bem no topo da cadeia alimentar, não me sinto culpada por me alimentar de outros animais. o problema não é criá-los, matá-los e comê-los; o problema é o como isso é feito e todas as suas conseqüências éticas e ecológicas

apesar da decisão inicial estar tomada, há uma série de outras decisões que estou tomando a respeito do consumo da carne (inclua gado, porco, aves e peixe inclusive). quantidade, em primeiro lugar, e procedência em segundo. a verdade é que a questão da procedência pode me tornar uma vegetariana na marra :)

conto mais detalhes em breve. quem quiser contribuir, comente aqui.

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e tem mais mudanças grandes vindo por aí, porque minha vida é assim. 2008 já começou em ritmo de aventura :)

dvd-maníacos

costumamos ver pelo menos 2 filmes por semana em casa (cinema tem sido mais raro, graças às pessoas horríveis que freqüentam os cinemas dessa cidade), mas se juntar tudo o que vemos não dá 1 filme, confesso.

sou do tipo que gosta de filme B (C e D também), adoro histórias trash, especialmente de terror ou suspense, que são as melhores. a verdade é que eu assisto de tudo, mas tenho cá minhas preferências por histórias de medo :)

no período de 1 semana vimos 5 filmes de terror/suspense e não vou nem citar todos pois são 100% esquecíveis, mas quero recomendar o que vimos ontem e gostamos de verdade: colapso no ártico (the last winter).

a história é uma mistura de thriller psicológico e eco-terror (acabei de inventar :D), interessantíssimo, recomendo para quem gosta de filmes diferentes.

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vale citar que conseguimos ver finalmente sideways; que filme adorável! a cena final me deixou muito feliz. é gostoso quando deixam espaço pra nossa imaginação, essa mania de cinema americano de explicar-tudo-explicadinho-demais me irrita.

e rimos muito com saneamento básico, que delícia de história. só não gostei do seguinte: a história se passa no interior do rio grande do sul e os atores com aquele sotaque carioca indisfarçável, não dá... o que me incomodou, na verdade, foi a tentativa de disfarçar: reparem como (especialmente no começo) há um esforço claríssimo de amenizar os "s" chiados de carioca. caramba, ou os atores aprendem a falar com outros sotaques que não o seu (e direito!) ou assumem que têm esse sotaque e pronto. ficou mezzo mussarela mezzo calabreza. e muito longe do sotaque gaúcho.

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estou faz tempo, aliás, pra escrever sobre o quanto acho os atores brasileiros fraquinhos (mesmo os mais baladados) perto dos grandes atores do cinema internacional. mas fica pra outra ocasião :)

janeiro 10, 2008

assombração digital

é verdade que não posso reclamar, sei que deve haver casos por aí bem piores, mas tenho cá minha quota de leitores perturbados. minha paixão por filmes de terror deve ter atraído uma nova modalidade de assombração, os poltergeists de blog. vou compartilhar com vocês as historinhas da vez.

curupira
pensem em um fulano bem nascido, de família carioca abastada e que mora em paris, no bem-bom. teoricamente está lá estudando, naquela vida que todo mundo pediu a deus, sabem? ele podia estar no louvre, conhecendo gente ou aproveitando a sorte que tem na vida, mas ao invés disso faz o quê? lê meu blog, todo dia, às vezes mais de uma vez por dia, pra reclamar e me xingar.

coloquei um potinho de sal grosso e carvão ali no cantinho inferior esquerdo do blog, pra espantá-lo. funcionou na última semana.

mula sem cabeça
essa é nova: mensagem de alguém que se identifica como "ana", trabalha numa empresa de advocacia aqui em SP que parece muito boa aliás. veio aqui me dizer que sou feia e chata, e que não devo me tornar vegetariana porque me tornarei mais chata ainda, e afinal uma pessoa feia como eu não pode se dar a esse luxo.

ainda não descobri um amuleto eficaz contra esse tipo de assombração, mas por via das dúvidas, coloquei na caixinha de comentários uma folha de arruda.

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pronto. contados estes "causos" da vida internética, voltamos à programação normal.

mais uma dica de filme

falando em assombração digital, esqueci de comentar sobre um filme muito interessante que vi semana passada: pulse.

a trama é simples: as pessoas começam a ser infectadas por algo como um vírus que rouba sua vontade de viver, as transforma em "cascas" sem alma, digamos. só que este vírus é digital e se espalha utilizando todos os meios de comunicação digital que dispomos hoje!

a explicação é meia-boca, como todo bom filme de terror B :) mas vale a diversão. recomendo para os nerds e/ou fãs de terror. os efeitos são muito bons e a história convence.

momento "história verídica"

deus sabe que eu sou a última pessoa que pode falar de economia, afe, porque sou uma gastadora profissional.

mas mesmo para mãos-abertas como eu há salvação, sou a prova disso, e resolvi compartilhar com vocês uma experiência interessante. sei que muitas pessoas prometem a si mesmas no fim do ano velho ou no começo do ano novo resolver os problemas financeiros. minha estratégia sempre foi outra: fingir que nada estava acontecendo. aquele "menos" na frente do meu saldo não significava nada pra mim, era enfeite. contas atrasadas, cheque especial, etc., tudo isso era desimportante.

até que iniciei o ano de 2002 devendo nada mais nada menos que 40 mil reais. cartões de crédito (3, acho), cheque especial de 2 contas, entre outras coisinhas mais. minha sorte é que entre essas coisinhas mais estava uma dívida com um amigo que é praticamente um irmão, e que sempre salvou minhas inconseqüências financeiras (além de ser meu fiador em aluguéis, vejam o grau de confiança).

a proposta dele foi bem simples, e obviamente irrecusável na minha situação: ele "comprava" a minha dívida toda e, em troca, eu pagaria a ele um X por mês, fixo (com uns jurinhos, pra ele não sair no prejuízo), até saldar a dívida. parece simples, não? tinha um truque, é claro, pois ele me ama e queria corrigir esse meu probleminha de falta de noção - eu teria que fazer um relatório mensal detalhado de TODOS os meus gastos, que seria analisado por ele junto comigo.

já vou falar do tal método, mas primeiro deixa eu contar que em agosto de 2003 eu havia pago tu-do e nunca mais fiquei devendo pro cartão de crédito nem cheque especial (só deslizes eventuais, bem pequenos. desatenção mesmo!). e o sucesso persistiu, pois nos anos a seguir comprei carro, apartamento, viajei muito, etc.

não foi o milagre do aparecimento do dinheiro, não, gente, nem herança e nem ajuda externa (até porque minha família não tem um tostão furado pra ajudar ninguém). é verdade que meu rendimento aumentou, mas não teve nenhum tsunami de dinheiro que resolveu minha vida, foi pura e simplesmente organização. e por isso quero compartilhar: quem sabe o método ajuda mais alguém?

a história é muito simples: anote tudo o que você gasta. pode ser num caderninho ou numa planilha excel, como eu faço (tenho todas elas completas, de 2003 pra cá). mas é anotação diária, tem que ser metódico. esse meu amigo faz um pouco diferente: ele pega todas as notas fiscais (nossa obrigação, aliás) ou anota em um papelzinho e coloca num daqueles espetos de papel que a gente vê em restaurante, sabem qual?

muito bem: anote cafezinho, estacionamento, refeições, táxi, gastos no cartão de crédito, tudo, tudo. eu disse TUDO. não subestime os gastos pequenos, quando a gente soma é que vê o estrago.

eu anoto por categorias, por exemplo, "casa". dentro dessa categoria eu tenho supermercado, reparos, empregada, feira, condomínio, luz, água, telefone, etc.

no final do mês, passe a régua nas anotações e analise as categorias. verifique o quanto percentualmente representaram naquele mês os gastos com "cds" ou "sapatos" - e caia duro, como eu. minha reação inicial foi hilária: "como assim, 10% do meu rendimento vai em REVISTAS que depois eu jogo fora?!"

é assustadora a quantidade de dinheiro gasto em coisas inúteis. e, nas análises, ele me disse uma coisa legal: você não precisa diminuir gastos ou cortar tudo, a idéia não é que você se prive de nada. a questão que você tem que se colocar é: eu quero MESMO gastar essa quantidade de dinheiro com isso? será que não há outras coisas que eu gosto mais e que poderia fazer com esse dinheiro?

com essa mentalidade, comecei a fazer minhas análises sozinha e percebi que de fato gastava dinheiro com coisas que eram médio-importantes pra mim e não sobrava dinheiro pras super-importantes. porque - dã! - o dinheiro é finito aqui nesta casa. não sou rica, não tenho pais ricos e tampouco marido rico. sendo assim, que tal gastar meu rico dinheirinho com coisas que realmente são legais?

e assim foi: mês a mês fui ajustando meus gastos e percebendo onde estavam os vazamentos. aprendi a priorizar os gastos, gastar com mais inteligência e me programar para os pagamentos de conta no decorrer do mês, evitando aquela maldita semana de não ter dinheiro nem pra tomar um lanche no boteco.

passaram-se 5 anos e coloquei as contas em dia, mas... não guardei 1 centavo, confesso. agora estou entrando na próxima fase deste joguinho: fazer meu dinheiro render! essa é a meta financeira do ano, e quando eu for bem-sucedida conto tudinho pra vocês!

se alguém quiser a planilha excel que uso aqui em casa, eu mando com prazer, me escreve. é uma adaptação da original que meu amigo-irmão me deu e acho que serve pra quase todo mundo. é simples, mas funciona muito bem.

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UPDATE: eu sou uma ingrata, mas vou me retratar. esse meu amigo sensacional tem uma empresa de investimento (para pessoas físicas e jurídicas) e quem conhece o serviço e o atendimento elogia pra caramba. eu, obviamente, recomendo - simétrica eficiência financeira.

janeiro 11, 2008

jantar simples

fiz um jantarzinho simples e fácil ontem, e como ainda está fresco o processo, aproveito pra registrar e dividir com vocês. eu dou receitas aqui, então pode não parecer, mas tenho bastante dificuldade com quantidades e métodos, sou um tanto caótica na cozinha e improviso muito.

stronogoff de camarão

ingredientes
1/2 kg de camarão limpo, pequeno
200g de champignon em conserva (pode usar fresco, se quiser)
1/2 cebola grande picada
1/2 dente de alho picado
1 colher de café de gengibre fresco picado
1 lata/caixinha de creme de leite
1 colher de chá de farinha de trigo
1 pitada generosa de pimenta caiena ou pimenta do reino
1 pitada generosa de cominho em pó (opcional)
1 colher de sopa de suco de limão ou vinagre
1 colher de sopa de molho de ostra (opcional)
azeite para refogar
sal a gosto

utensílios
tábua de cortar e faca de legumes - para os picadinhos :)
1 xícara e 1 colher de chá
vasilha para temperar o camarão
panela média

como fazer

tempere o camarão com a pimenta (caiena / reino) e o limão e reserve. fatie os cogumelos (a espessura depende do gosto; eu gosto mais pedaçudo :)) e reserve.

coloque na xícara a farinha e misture 1 dedo de água fria. misture bem, até formar uma pastinha (deve ficar como um mingau molinho).

aqueça o azeite na panela e junte a cebola, alho e gengibre. refogue até dourar de leve e junte os champignons em fogo alto. deixe aquecer bem e junte os camarões. adicione o cominho em pó, o molho de ostra, coloque sal a gosto (experimente antes, o molho de ostras é salgado) e misture bem todos os ingredientes. atenção à cor do camarão: quando ele ficar rosado abaixe o fogo para o mínimo. verifique se tem uma quantidade boa de caldo (deve cobrir a mistura toda, no mínimo); se estiver seco, coloque 1/2 xícara de água e adicione o mingau de farinha, misturando sempre até incorporar.

atenção: eu coloco o mingau de farinha porque gosto do molho denso. se você prefere o molho mais fininho, mais aguado, não coloque a farinha e siga adiante.

muita calma nessa hora: ao colocar a farinha, o caldo engrossa. não pare de mexer e deixe chegar ao ponto que gostar. lembre que ao adicionar o creme de leite esse caldo vai afinar.

desligue o fogo, adicione o creme de leite e misture bem. verifique o sal, ajuste se precisar, e está pronto.

eu servi com arroz de jasmim escorrido, o meu preferido, batata palha (eu compro pronta) e salada.

eu contribuí

freqüência nos cinemas brasileiros ano passado caiu 2,9% em relação a 2006

o preço é absurdo e a freqüência é silvícola. se depender de mim, vão fechar. só volto a freqüentar cinema quando contratarem lanterninhas no estilo terry tate:

janeiro 15, 2008

pausa!

pessoal, seguinte: depois da enxurrada de pedidos da planilha, espero ter atendido a todos de forma minimamente educada :) não deu pra responder todo mundo um a um, fiz o melhor que pude. e espero sinceramente que a modesta planilhinha ajude vocês como me ajudou.

depois me contem como foi, se deu certo, etc.

estou com acesso limitado ao blog, emails e internet de forma geral, pois estou trocando de emprego, depois de quase 3 anos no trabalho atual. semana passada foi minha última no emprego anterior (e nem queiram imaginar o que foi fazer a transição dos meus projetos, afe) e essa semana é a primeira no emprego novo. pra não dizer que não tive nenhum diazinho livre, ontem estava no limbo empregatício e, ao invés de descansar, arrumei todos os documentos da casa, cds e gavetas do escritório. depois de 2 sacos de 50 litros de papel e plástico pra reciclar eu até que fiquei feliz :)

deve ter mais malucos assim, como eu, que gostam de mudar de emprego e que precisam, vez ou outra, trazer a casa abaixo e arrumar tudo. gosto de mudanças e mesmo quando estou feliz e estável num emprego (como era o caso), considero outras possibildades. pois foi isso: recebi uma ótima proposta e aceitei. e com este "sim" vem junto um monte de mudanças outras que conto em outra ocasião.

por enquanto peço paciência, pois não sei quando se normaliza a vida de escrever e ler (blog e email). façam pensamentos positivos pra mim, que apesar de gostar de mudanças, sei que o começo é desgastante.

mas logo logo estou de volta em ritmo de cruzeiro. enquanto isso, sejam bons! 2008 será um ano cheio de conquistas, podem apostar.

janeiro 18, 2008

e no balanço das horas...

dirigindo mais de 160km por dia pra ir-voltar do trabalho, acordando às 6 da manhã. pra uma preguiçosa crônica como eu é uma mudança mega-monstra. e o mais curioso é que, apesar do sono que não passa (espero que eu acostume com o horário, meu deus) estou encantada com o mundo no começo do dia. como é diferente! a luz é linda, parece outro mundo. a minha janela da sala às 6 da manhã é de tirar o fôlego e eu não consigo fotografar. usar tripé às 6 da manhã não dá, eu mal consigo esquentar um copo de leite...

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vamos nos mudar de sp, está decidido; e será logo. valinhos, vinhedo, não sabemos direito. casa em condomínio, com plantinhas e espaço, silêncio e quiçá passarinhos pelas árvores :) e aí é que eu me isolo do mundo de vez e começo a comer comida da horta. só de pensar em me livrar do trânsito de sp já dá vontade de sair correndo pruma imobiliária...

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e o apartamento, que eu amo tanto e comprei há tão pouco tempo (2 anos, mês que vem)? well... provavelmente será vendido. com dor no coração, é verdade, mas isso passa. justo agora que o weno terminou o mural, com furões e tudo! tiro fotos esse fim de semana pra mostrar pra vocês, ficou demais.

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o mais esquisito de dirigir 1,5h em cada trecho, pegando estrada, é que eu me sinto num videogame. tem regras, limites, eu tenho que prestar atenção nos outros "jogadores" e na velocidade, distância, no que está acontecendo lá na frente (antecipar movimentos, certo?) e tentar me divertir um pouco também :D

juro que estou quase inventando um sistema de pontuação pro meu joguinho particular. e vou me dar presentes cada vez que atingir o score almejado :)

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tou brincando mas sei que esse lance de viajar todo dia não dá, é arriscado além de cansativo. por isso resolvi antecipar o processo de mudança, começar já já. sendo assim, amigos da região de valinhos e vinhedo que tiverem dicas, por favor escrevam. qualquer contribuição vale um churrasco na casa nova :D

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e recebi uma dose maciça de fofura: essa noite, com o fer viajando, deixei os furões soltos durante a noite na casa toda. e o bob dormiu na minha cama, enroladinho que nem cachorro encostado em mim! ai meu deus, não tem coisa mais linda que um furão dormir com a gente! só quem sabe o quanto eles são arredios entende o quanto isso significa... só faltei matar ele de tanto apertar hoje cedo.

casamento

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caso alguém esteja por aí doido pra casar, veja esse vídeo e perca a vontade rapidamente :)

janeiro 20, 2008

trilha sonora

janeiro 22, 2008

eu quero uma casa no campo

ah, uma casinha no campo... quero muito! por vários motivos, e o principal deles é o silêncio. há poucos anos percebi o quanto o silêncio me faz e fez falta. o dia em que isso ficou claro como água foi no mínimo curioso:

depois de um daqueles vôos chatíssimos que vêm de porto alegre (turbulência é apelido!) eu desci da aeronave surda. ok, quase surda, o suficiente pra não ouvir o que as pessoas ao meu redor falavam. com muita atenção escutava murmúrios. tudo abafado, como se estivesse com algodão. me incomodei no início, mas logo acostumei e percebi que estava calma como nem sabia que era capaz. percebi que o silêncio melhorou minha constante ansiedade, minha pressa, foi delicioso. ri sozinha no banco de trás do táxi, passando no meio de carros buzinando (nem aí) e o rádio ligado (tocando sei lá o quê). a orelha precisava de pálpebras.

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ia dizer que não entendo essas pessoas que escrevem ou dizem coisas com convicção mas que nas entrelinhas desdizem tudo o que tentam dizer. são tão certas, fortes, firmes, cheias de opinião e etecéteras e tais e ali, onde é fácil de ler quando se sabe, são solitárias, inseguras e querem mesmo é aprovação.

mas eu, infelizmente, entendo bastante bem como é isso. é facinho entrar no modo "nada está acontecendo, *lalalala*" e, pra compensar, falar-falar-falar de como tudo-está-bem-não-pergunte.

é que nem largar drogas, saibam: cada dia, todo dia.

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aliás, chuta que é macumba!

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se somar a ansiedade minha e do marido por conta das mudanças todas, a voltagem resultante sustenta uma cidade de médio porte. se nessas horas a gente não se separa, não separa nunca mais, ave maria :D

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estamos pensando em alugar nosso ap ao invés de vender. alguém interessado? :)

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não é preconceito nem impressão: as pessoas são mais educadas e solícitas no interior. em compensação, não têm pressa, o que me dá ganas de estrangular alguém. essa mudança vai ser mesmo definitiva: ou eu aprendo a ser uma pessoa melhor e mais calma ou vou ter internada com crise de nelvos.

janeiro 24, 2008

constatações

o dia nascendo hoje estava de tirar o fôlego: na janela da sala o sol aparecendo laranja e rosa, brilhando lá no final da cidade; na janela da cozinha a lua ainda cheia no céu, e as nuvens de algodão-doce branco-rosadas. tomei café da manhã olhando aquele céu lindo e já sentindo saudades dessa vista.

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vendo a lua cheia no céu azulzinho de manhã, pensei que blue moon devia ser isso: quando a lua aparece de dia. mas não é.

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dirigir é uma coisa curiosa: apesar de se estar isolado numa carcaça de ferro, dá pra se relacionar com as outras pessoas do lado de fora e até pensar um pouco sobre a natureza humana.

cada vez que um fulano vem a milhão, cola na traseira do meu carro e pisca o farol eu tendo a pensar "filho de uma puta, eu já vi e vou sair!". mas sou uma pessoa de boa fé e prestei mais atenção: eles não são escrotos, é tudo culpa da inércia.

a maioria dos caboclos que fazem isso estão em carros populares, ou seja, uma mobilete com casca. nas subidas eu passava por eles sem me dar conta, escondidinhos ali junto dos caminhões, rezando ave-maria pro carro subir. na descida, gente, eles têm que aproveitar! pegam embalo e descem a 150km/h pra compensar as subidas, e nem pensar em reduzir, senão já era a velocidade média da viagem.

sendo assim, quando vejo os um-ponto-zero no retrovisor saio fora rapidinho. eu achava que eles eram nervosinhos, mas não é nada disso, estão só tirando vantagem das leis da física.

e os carrões a 160km/h, cheios de pressa e "costurando" na estrada? esses são filhos da puta mesmo.

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se vocês vissem as casas e os condomínios que existem aqui nessa região não iam acreditar. juro que achei que isso era coisa de filme, que só tinha nos estados unidos (coisa jeca de se dizer né? :D), sei lá. é o mundo de caras, meu deus. será que vou acostumar?!

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e o evento anual mais importante aqui da cidade é a festa do figo e o expogoiaba. eles só podem estar de sacanagem...

janeiro 25, 2008

when the rubber hits the road

ouvi essa expressão ontem e a-mei. não sei quando vou usar, mas tá guardadinha :)

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vocês já se deram conta de como a comunicação verbal e escrita é um frankenstein? a gente mutila um pedaço de livro aqui, a frase de um colega ali, um refrão de música, junta tudo, ajeita e, voilá!, eis aquela idéia que estava no éter transformada em alguma coisa real.

as idéias, quando concretizadas em verbo, são monstrinhos, não tem jeito.

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todo mundo tem as músicas que marcam certas fases, ocasiões da vida ou um relacionamento? algumas músicas me fazem voltar no tempo, lembrar daquela época em que a música X foi importante. hoje tocou andrea doria e lembrei da minha adolescência.

é engraçado: adolescência, pra mim, são os meus irmãos. não lembro de amigos, festas ou sentimentos típicos de adolescência. lembro de ir à praia com meus irmãos, andar de bicicleta, tocar violão (aí entram os amigos) e ouvir muita música em casa.

andrea doria é uma das minhas músicas preferidas na vida e descobri hoje de onde vem o nome, que coisa.

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eu choro ouvindo algumas (várias) músicas e quase nunca sei porquê. é um choro bom, não é tristeza nem melancolia, acho que é emoção mesmo.

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sempre achei tão gay chorar de emoção... sei lá, coisa de miss :D ainda acho, mas já me permito. pode ser a idade, afinal esse ano faço 36, uma idade que pra mim é simbólica - é a segunda metade dos trinta, daqui a pouco chegam os 40. que medo.

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eu perco o chão
eu não acho as palavras
eu ando tão triste
eu ando pela sala
eu perco a hora
eu chego no fim
eu deixo a porta aberta
eu não moro mais em mim

eu perco as chaves de casa
eu perco o freio
estou em milhares de cacos
eu estou ao meio

onde será que você está
agora?
(metades, adriana calcanhoto)

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se tivesse que escolher uma única música pra associar com meu casamento, escolheria sem fantasia. ah, e acho tão linda essa frase dele: eu quero te contar / das noites que varei / no escuro a te buscar.

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hoje tentei fotografar o sol nascendo da sala, que estava estúpido de bonito. espero que tenha saído algo que preste, tou louca pra mostrar pra vocês. aliás, tou completamente louca, mesmo, babando no nascer do sol. tipo aquela coisa que acontece todo santo dia desde que o mundo é mundo :)

relevem, eu nunca curti o sol nascendo na vida, estou deslumbrada.

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nada de feriado, nada de carnaval. esse ano, sem a ajuda da minha mãe em SP pra cuidar dos furões, é impossível sair de casa por mais de 12h seguidas. estamos com 3 deles idosos e tomando remédio 2 vezes por dia (um deles sendo alimentado a cada 4h, quando possível), ou seja, é dedicação quase exclusiva. ainda bem que aproveitamos bem os últimos 2 anos e viajamos pra tudo que é canto, porque a moleza acabou...

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mas não há de ser nada. as próximas férias já estão planejadas pra 2009, queremos visitar yellowstone e o grand canyon, tudo de carro, como a gente gosta. isso se não mudar de tudo de novo em 2008, deus nos livre :D

enquanto isso a gente baba:

mais aqui.

por que escrever?

Mas escrever serve, mesmo, para conhecer-se. Descobrir o que pensamos sobre nós mesmos e também os sentimentos que são despertados dentro de nós por aqueles com quem convivemos. Serve para fazer um levantamento de nossas idéias e uma auditoria nos sentimentos. É uma maneira de comprometer-se consigo próprio, transformando o raciocínio em palavras que podem ser relidas, analisadas, sem defesas ou fugas, que muitas vezes acontecem quando ficam limitadas apenas aos pensamentos.
(rosemeire zago, psicóloga)

janeiro 27, 2008

selva urbana

as coisas mais estranhas podem acontecer e de fato acontecem numa cidade tão grande quanto são paulo. do alto dos meus 35 anos achei que já tinha visto de tudo que uma cidade dessa pode oferecer, mas eu estava obviamente errada.

era madrugada, voltávamos de uma festa em outra cidade. moramos no cambuci, e uma das opções mais rápidas para chegar aqui é passar pelo glicério. não é uma boa região da cidade pra se estar durante o dia, imaginem à noite... mas nos habituamos ao pedaço e estávamos de carro; o que poderia acontecer de mau, afinal?

pegamos o caminho habitual, mas era tão tarde (ou cedo) que a feira já se instalava na rua, tivemos que desviar por dentro do bairro. e aí é que a casa caiu: numa rua estreita ali no miolo do bairro, reduzimos na esquina antes de virar e fomos cercados por cachorros.

ah, vocês achavam que eram bandidos ou coisa parecida? pois era disso que tínhamos medo, mas o "perigo" veio de onde menos esperávamos - era uma matilha. sério, pelo menos uma dúzia de cachorros de rua nos cercou, latindo furiosamente e avançando no carro.

estávamos na caminhonete e ela é alta o suficiente pra oferecer proteção, mas e os cachorros na frente e do lado do carro? paramos pra evitar atropelar os "pobrezinhos" (antes de perceber que eram monstros assassinos :) ) e não conseguíamos mais andar: eles nos cercaram e avançavam nas rodas (!) e lataria (!!), como se quisessem destruir o carro. não adiantou buzinar (desculpem vizinhos), eles não davam bola. saímos devagarzinho, com medo de machucar algum dos doidos, e finalmente conseguimos deixá-los pra trás (não sem uma pequena perseguição).

não passamos de novo naquela rua (nem saberia dizer qual é), e juro que só acredito no que aconteceu porque estava lá e porque quando chegamos à garagem fomos conferir o carro do lado de fora: cheio de marcas das mordidas dos cachorros (a lataria ficou toda babada!).

juro: fiquei com medo de pensar que alguém a pé podia ser atacado. mas pensando bem, acho que a birra deles é com carro. e quer saber? eles têm razão :)

janeiro 28, 2008

ponto de inflexão

e eis que algo muda, de forma definitiva: é o tempo que passou. eu não tinha me dado conta, mas entrei numa fase da vida de começar a perder pessoas. até então era como se as pessoas que conheci fossem estar sempre ali, ao alcance de um telefonema ou email.

quando a gente é muito jovem a morte é como uma lenda, uma coisa que acontece com os outros. quando ela acontece com pessoas muito mais velhas que nós, por mais que seja chocante e às vezes doído, é de certa forma esperado. os velhos morrem, certo? quando acontece com jovens, é uma tragédia, e ela é maior que a morte. o choque é tão grande que embaça o fato mais puro e simples: todos vamos morrer, cedo ou tarde, de um motivo ou de outro. na juventude, a morte é um conceito, somente.

mas chega a hora da morte se tornar algo concreto e certo. e não tem mais pra onde fugir, nem pai e mãe pra perguntar "por quê?", até porque também sobre eles paira essa sombra, aquela-que-não-nomeamos. e essa hora chegou pra mim, amigos.

o alê foi certamente o estopim dessa mudança de percepção, muito embora eu ainda não tenha de fato concretizado sua morte (ah, deus, falei). são quase 6 meses e ainda parece que tudo aquilo foi um sonho estranho.

neste sábado morreu uma mulher muito legal, muito doce, a lígia. ela não era minha amiga, nos conhecemos muito rapidamente, mas não importa. eu soube pela fal, que era muito amiga dela e deus sabe o que deve estar sentindo agora. perder o marido e uma amiga no período de 6 meses não é justo, é uma merda. e isso faz parte da revelação: o mundo não é justo.

me dei conta, subitamente, que as pessoas morrerão, todas elas, inclusive as que eu amo; inclusive eu. parece óbvio, eu sei, mas eu nunca encarei essa idéia de frente. e percebi ao mesmo tempo que simplesmente não há justiça no quando, onde e quem. dado esse cenário, o que fazer?

cheguei ao ponto da vida em que tudo pode acontecer, não há mais a juventude me protegendo do medo da morte; e ela não pode mais ser essa vilã absoluta! como viver feliz com a idéia da morte pairando o tempo todo? aliás, a pergunta mais importante é como ser feliz, porque da morte não tem como fugir.

a morte da lígia me balançou; podia ser eu. podia ser qualquer das pessoas que eu mais amo na vida. o que posso fazer pra conseguir ser feliz enquanto estou aqui e lidar com a morte sem sofrer tanto?

não tenho ainda resposta pra toda a questão, mas antes mesmo desse novo choque já tinha decidido levar uma vida melhor e mais feliz. acho que tomei a decisão certa: viver melhor, mais tranquila, mais perto da natureza; comer melhor, cuidar mais da minha saúde; ser mais feliz. me concentrar no que tenho aqui e agora, e só.

não tenho solução, no entanto, para amenizar a tristeza da perda e lidar com a sensação de injustiça. preciso de uma religião, urgente.

janeiro 29, 2008

jung deve explicar

sei que tem gente que detesta ouvir/contar sonhos, mas eu adoro. se quiser contar seu sonho e não tem ninguém por perto que queira ouvir, pode contar pra mim :)

e gosto muito de contar sonhos porque aprendi a interpretá-los, depois de fazer análise. quero dizer: eu interpreto meus próprios sonhos, não os sonhos dos outros, claro. até porque só o sonhante pode interpretar seus sonhos. uma ajudinha pra desvendar certos significados é benvinda, claro, nem sempre é fácil entender o que estamos tentando dizer para/esconder de nós mesmos...

mas nem todos os sonhos têm significado, eu acho. tenho quase certeza que alguns (vários) dos meus sonhos são simplesmente diversão, é como ver filmes ou jogar videogame. um sonho que tive semana passada - tá logo ali embaixo - é, pra mim, a prova que alguns sonhos são puro lazer.

**

eu: amor, eu tive o sonho mais legal! sonhei com velociraptors
fer: (já acostumado com meus sonhos bizarros) e como você encontrou com eles? eles viviam no seu mundo ou você foi pro passado?
eu: então... eles estavam num universo paralelo, sabe como na faca sutil, quando o will abre as janelas? então: eu entrei na janela e eles (eram 2) estavam lá. mas eu não era eu, eu era um grupo de pintinhos...
fer: peraí, como assim? você era UM GRUPO de pintinhos? pintinhos normais ou tipo aqueles monstrinhos do curta de animação? [não achei link, depois coloco pra vocês]
eu: pintinhos normais, amarelinhos, minúsculos. e eu via o mundo do ponto de vista deles, olhando de baixo! os velociraptors eram ENORMES, eu me escondia nos arbustinhos...
fer: sei, e o que você estava fazendo lá?
eu: eu lembro de ter que roubar uma garrafa, tipo da jeannie é um gênio que estava no chão, e os velociraptors eram na verdade guardiões da tal garrafa
fer: meu deus, só piora! e aí?
eu: aí os velociraptors me/nos viram e me/nos pisotearam e morri/morremos. mas eu tinha outra vida e voltei imediatamente como um par de esquilos pra completar a missão
fer: ah, pára, você tá inventando!
eu: JURO que não tou, eu era um par de esquilos daqueles grandões americanos com manchinhas brancas nas costas e rabão. me escondi no mato pros velociraptors não me matarem, mas não sei como acabou, eu acordei...
fer: sem comentários. esse sonho é pior que aquele dos elefantes pigmeus!

(é verdade: eu sonhei com elefantes pigmeus em outra ocasião. mas vou poupar vocês de mais um sonho)

**

como eu dizia, acho que alguns sonhos são pura diversão. é minha esperança, porque se houver interpretação possível pra esse sonho não há de ser nada bom :)

word of the day

Lucullan \loo-KULL-un\ adjective
: lavish, luxurious

Example sentence:
The banquet guests were treated to a Lucullan feast in the royal dining room.

**

não é o máximo?

janeiro 30, 2008

amor

a formosura do teu rosto obriga-me
e não ouso em tua presença
ou à tua simples lembrança
recusar-me ao esmero de permanecer contemplável.
quisera olhar fixamente a tua cara,
como fazem comigo soldados e choferes de ônibus.
mas não tenho coragem,
olho só tua mão,
a unha polida olho, olho, olho e é quanto basta
pra alimentar fogo, mel e veneno deste amor incansável
que tudo rói e banha e torna apetecível:
caieiras, desembocaduras de desgostos,
idéia de morte, gripe, vestido, sapatos,
aquela tarde de sábado,
esta que morre agora antes da mesa pacífica:
ovos cozidos, tomates,
fome dos ângulos duros de tua cara de estátua.
recolho tamancos, flauta, molho de flores, resinas, rispidez de teu lábio que
suporto com dor
e mais retábulos, faca, tudo serve e é estilete,
lâmina encostada em teu peito. fala.
fala sem orgulho ou medo
que à força de pensar em mim sonhou comigo
e passou um dia esquisito,
o coração em sobressaltos à campainha da porta,
disposto à benignidade, ao ridículo, à doçura. fala.
nem é preciso que o amor seja a palavra.
"penso em você" - me diz e estancarei os féretros,
tão grande é minha paixão.
(adélia prado)

**

porque isso é tudo o que importa.

tabuada do 5

tudo culpa dela, como sempre :)

**

onde você estava e o que estava fazendo há 35 anos?

provavelmente deixando meus pais malucos: tinha 11 meses e já falava e andava :)

e há 30 anos?

estava morando nos fundos da casa da vó célia, brincando com meus irmãos, com os cachorros, patos, galinhas, jabutis e coelhos. se não me engano, foi nessa época que fiz amizade com um patinho manco *own!*

25 anos?

estava começando a quinta série e achando o máximo ter matérias separadas! sendo comecinho do ano, estava provavelmente animadíssima com o início das aulas e louca pra conhecer todo mundo. nunca fui estudiosa, mas sempre adorei a escola. ah, e já estava há 1 ano tocando violão, provavelmente já tinha passado da fase "marinheiro só" :)

20 anos?

ah, chegando aos 16 anos... tinha acabado de fazer minha primeira tatuagem e andava grudada com meu primeiro namorado "sério". enchia a cara de keep cooler e sorvete de cereja :D estava certamente estudando, tocando violão e fazendo teatro amador.

15 anos?

morando em são josé dos campos, estudando loucamente pra sobreviver ao sistema militar de ensino e namorando um rapaz fofíssimo-músico mas que não tinha nada a ver comigo. e estava com certeza me preparando para ir à europa no fim do ano, em pleno inverno, de mochilão.

10 anos?

estudando história na USP e trabalhando por lá também, namorando um rapaz muito interessante. morava com minha irmã no paraíso e adorava pegar o ônibus augusta-butantã todo dia (juro! o trajeto é uma delícia). almoçava com o norbies e a léa de vez em quando... foi uma época boa :)

5 anos?

estava aqui em sampa, acampada na casa de ex-amigos, logo depois de sair fora (a duras penas) de um casamento malsucedido e um relacionamento doentio. em compensação, comecei a me encontrar com um homem interessantíssimo e vivi uma aventura amorosa inesquecível. foi o verão mais incrível, supreendente e insano da minha vida. trabalhava na IBM nessa época, com o alê da fal. foi, definitivamente, um ano especial.

1 ano?

aqui em sampa, casada com aquele homem interessantíssimo, muito feliz com a vida, com o nosso apartamento e nossos ferrets. planejando o próximo ano, talvez, e errando todas as previsões, como sempre :)

eu admiro...

... o pessoal do sea shepherd. vocês conhecem? eles são mais que ativistas ecológicos, são terroristas mesmo. e eu amo o que eles fazem: ao invés de fazer aparições sensacionalistas e "protestar", como o greenpeace faz, eles afundam os barcos baleeiros.

é isso mesmo, gente, eles vão lá e botam os baleeiros japoneses pro fundo do oceano. nada de protesto, papo, xóvens de cara pintada. não cumprem os acordos de preservação das baleias? vão pro fundo, negada. ou melhor, japonesada.

vejam o vídeo sobre o projeto de defesa das baleias aqui.

fosse eu xóvem e descompromissada, seria voluntária deles. quem sabe um dia, quando eu estiver em outro momento da vida... seria legal me tornar uma senhorinha eco-terrorista :D é um bom plano de aposentadoria!

janeiro 31, 2008

atenção parcial contínua

eu nem sabia que essa expressão existia, mas quando li este artigo sobre modos de atenção me identifiquei imediatamente com vários deles. a autora discute os diferentes tipos (atenção completa, parcial e multi-tarefa) e algumas conseqüências no nosso comportamento e nos relacionamentos.

uma coisa que me chocou foi um parágrafo que começava assim: RESPIRE. e eu percebi que estava mesmo segurando a respiração! preste atenção em você mesmo quando estiver lendo ou escrevendo emails. impressionante.

outra coisa interessante: o impacto do uso da comunicação eletrônica móvel nos relacionamentos é enorme. as pessoas se encontram ao vivo e ficam boa parte do tempo concentradas nos seus aparelhos, seja atendendo ligações (enquanto os outros ali, ao vivo, ficam com cara de tacho), respondendo mensagens de texto ou lendo/respondendo emails.

lembram que eu já falei aqui sobre etiqueta de uso de celular? pois parece que não sou só eu que percebi que tem alguma coisa muito errada com a forma que as pessoas usam a tecnologia... :)

inspira-respira

muita calma nessa hora, mas muita mesmo. achamos uma casa com a nossa cara e aceitaram nossa (contra) proposta. assinamos tudo entre essa semana e a outra e pegamos as chaves dia 11. é, em 10 dias, exatamente.

não vou mostrar a lista de coisas pra fazer antes da mudança, não quero matar ninguém do coração. mas bom mesmo é que a gente é super calmo e não é ansioso :) (by fer)

tem milhares de coisas pra comprar, porque a casa é fofa mas não tem armários embutidos, como no nosso apartamento. e o gás não é encanado, a voltagem é 220v (são paulo é 110v), a janela é super baixinha e teremos que fazer cerquinha para os ferrets. e, é claro, teremos que encontrar uma assistente do-lar nova, colocar tapetes no chão e comprar chuveiros.

mas tudo bem, vou ficar aqui mentalizando meu próximo fim-de-semana (com chuva ou com sol, tanto faz), sentadinha na varanda e vendo os macaquinhos...

DSCN4020.jpg
casa nova!

mudar é o nosso negócio

a luciana, leitora do blog, comentou sobre o lado ruim de termos achado uma casa rapidamente: não tem dica pra compartilhar! não é verdade, tenho dicas sim e vou aproveitar e explorar esse assunto um tiquinho. quem sabe ajuda mais alguém, né?

eu quero mudar de vida

acho que é a parte mais complicada. sempre morei em são paulo (houve alguns pequenos intervalos, mas nada que valha destacar) e não conheço outra vida, outra forma de viver. estou acostumada a ter tudo à mão (desde que se tenha dinheiro, é claro) e a conseguir tudo rápido. pressa é um atributo do paulistano, mesmo que não tenha razão de ser. por exemplo: você senta numa mesinha de café pra relaxar e tomar seu café, com uma revista ou um livro, e o atendente demora. pensa bem: por que se incomodar? você está ali à toa, curtindo o momento, que diferença vai fazer 1 minuto? porque é disso que estamos falando, 1 minuto, às vezes menos. nossa pressa e ansiedade são doentias. talvez a de vocês, paulistanos superiores, não seja; a minha é.

pois em algum momento - não sei qual foi, não houve uma epifania ou algo assim - percebi que essa vida de pressa, trânsito e concreto estava me cansando. muitas coisas estavam me incomodando: a cacofonia da cidade, o trânsito (o horror, o horror), a falta de um quintal de plantas, a correria constante do trabalho, as preocupações com violência (assalto, seqüestro, furto, you name it). há meses eu sentia um cansaço crônico, apesar de parecer tudo ok na minha vida. e aí veio uma proposta de trabalho que me fez pensar numa forma diferente de viver. trabalhando, sim (até porque eu adoro trabalhar), mas num outro ritmo, em outro lugar, com outras prioridades.

quando coloquei as possibilidades no papel, o saldo da mudança foi positivo. há impacto, sim: estou abrindo mão de uma série de confortos da vida moderna que permitem improviso (por exemplo: não tem comida em casa às 2 da manhã? liga pra pizzaria que fica aberta 24h), saindo do meu apartamento que eu adoro pra uma casa alugada, ficando mais longe dos meus amigos e da minha família (mas não muito :)), ficando mais longe da veterinária que cuida dos nossos pequenos...

na realidade eu coloquei os prós e contras, em números, numa planilha, comparando o custo de morar aqui e o custo de morar no interior, considerando ganhos/perdas de cada cenário. somei, passei a régua e concluí, friamente, que valia a pena.

mas a mudança vale a pena além dos números: estou num trabalho mais tranquilo, ganhando melhor (e mesmo que não ganhasse: viver fora de SP é mais barato!), fazendo o que eu gosto e com gente legal (até porque é só vir pro interior e descobrir que é possível ser gentil sem ser invasivo); vou morar num lugar mais seguro e mais bonito, com plantas e bichos ao meu redor; não é tão longe pra vir pra são paulo, 1 hora e meia de carro.

além do mais, tendo banda larga e tv a cabo, o mundo pode acabar que eu não ligo :D

pra onde eu vou?

parte da decisão estava tomada, pois a localização do meu trabalho é a referência. ainda assim, havia muitas opções próximas, e foi por aí que começamos. acho que tivemos sorte, sim, pois no final escolhemos a primeira casa que o fer visitou! mas houve um método que ajudou:

ele pegou um dia livre na semana e veio comigo pra cá, cedinho, procurou imobiliárias nas cidades próximas e foi visitar casas, passou o dia fazendo isso. colocamos um limite de aluguel, os corretores separaram opções e ele foi visitar. nós aprendemos com a compra do apartamento a analisar as possibilidades com detalhes, assim: montamos (no papel) uma planilha com os imóveis nas linhas e os atributos deles nas colunas (por exemplo: iluminação, cozinha, banheiro, piso, churrasqueira (sim/não), etc.). a cada visita, preenchemos a planilha para depois poder comparar. tiramos fotos também, pra facilitar as análises no final do dia.

para a escolha do apartamento esse processo durou mais de um mês; para a casa, durou 1 semana :) mas vejam: é só um contrato de aluguel, que pode ser desfeito. essa é outra coisa importante - quando a gente muda radicalmente, é melhor não "queimar pontes", ou seja, mantenha um caminho de volta se tudo der errado. não custa quase nada!

bem, com uma lista de opções, foi fácil escolher: nós dois nos apaixonamos por esta casa, primeiro porque é de madeira e nós adoramos. toda pintadinha de cores claras, com cozinha americana, varanda, ah! amamos. mas não tem armários, não é nova, é colada no muro externo do condomínio (tem que ser o batman pra saltar, mas...), etc. com todos os contras considerados, fizemos nossa escolha e estamos tranquilos com ela. se você é mais racional e dá valor por exemplo à quantidade de armários da casa ou outro atributo qualquer, não tem problema: o importante é pesar com seus critérios e decidir sem se deixar levar pelo momento.

como se mudar?

bom, agora vem a trabalheira. eu sou metódica, como vocês devem ter percebido, então retomei minha "to do list" da última mudança e refiz tudo. faço algo como uma análise de impacto, que na prática significa "o que e como essa mudança afeta meu dia a dia"? faço uma lista que contém no mínimo o seguinte (sempre com os telefones para poder resolver cada um):

- restrições de data/hora mudança: verificar tanto na casa atual quanto na nova se tem horário/dia que não pode fazer mudança, e verificar se precisa marcar com antecedência (no nosso prédio precisa!)
- atualizações de endereço (operadora de celular, banco X, Y - com telefones para ligar)
- cancelamento de serviços (tv a cabo, telefone se for o caso, etc.)
- contratação de serviços (faxineira, tv a cabo, internet, etc.)
- TO DO - casa atual: contratar mudança, marcar faxina, tirar chuveiro, etc.
- TODO - casa nova: marcar faxina, comprar X Y ou Z, instalar chuveiro, pintar, etc.

conforme vou concluindo o que anotei, "risco" fora e vou pro próximo item. costumo colocar também data máxima de execução, pra dar idéia do que precisa ser feito imediatamente.

o dia da mudança!

bom, esse é o dia do capeta. eu sei que é mais caro, mas eu só me mudo com empresa que embala tudo e eu não preciso fazer nada, ponto final. se você não quer ou não pode pagar, chantageie seus amigos pra ajudar :)

o que eu sempre faço, seja lá quando ou pra onde seja a mudança, é pedir ajuda pra minha santa mãe, que é o demônio da tasmânia da arrumação e limpeza e consegue deixar qualquer pardieiro habitável em pouco tempo. se você não tem mãe-demônio-da-tasmânia como eu, chame os amigos pra ajudar de novo e ofereça coca-cola quente e pão com mortadela como pagamento. não há amigo que resista :D

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