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fevereiro 2008 Archives

fevereiro 1, 2008

oh, sister

fiquei enlouquecida quando soube que bob dylan vinha tocar em são paulo. eu escuto esse homem desde o berço (mesmo!) e adoro, amo.

vai ser na via funchal e saiu os precinhos: o ingresso mais vagabundo custa R$250,00! nem conto do preço dos outros...

pior é que eu tou tentada ainda a ir, apesar do preço e apesar do meu horror a shows de forma geral. tá, meu horror não é do show propriamente dito, é das gentes que freqüentam shows.

mas com esse dinheiro dá pra comprar tanto livro e cd, meu deus...

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oh, sister, ouça.

fevereiro 6, 2008

feliz no seu mundo de cetim

ela não vê que toda gente
já está sofrendo normalmente...

(ela desatinou, chico buarque)

pois eu sofro é antes e durante essa festa fora de proporção, vou dizer. além da chatice de tudo girar em torno do carnaval antes dele acontecer, durante o feriado a TV se torna insuportável - tanto que nem liguei a bendita nos últimos dias.

não consigo achar cabimento na mulherada pelada desfilando na avenida ou rebolando pra TV, sinceramente. eu gosto do brasil e acho que nosso povo tem um monte de qualidades, mas tem uma coisa específica que me incomoda: como as mulheres aqui não se dão valor, credo.

não acho legal a mulherada ter como referência de sucesso e beleza um conjunto peito-e-bunda ambulantes (geralmente construídos com muito dinheiro) rebolando na TV. e pra quem acha que eu tou exagerando, que isso não é referência, preste atenção nas meninas e veja quem elas imitam. elas não querem ser inteligentes, cultas, poderosas ou felizes; elas querem ser uma bunda, um peito, uma boca ou as três coisas juntas.

não acho nada de errado em querer ser bonito, acho válido e bom. acho um horror é querer parecer, se preocupar somente com a aparência e o-que-vão-achar. uma merda. e me incomoda a objetização (afe!) feminina, sim. me incomoda menos os homens demandarem mulheres-objetos, me incomoda muito as mulheres se sujeitarem.

enfim, é o mundo do lado de lá, do qual nunca farei parte. ao invés de gastar meus ricos dinheiros em plástica, personal trainer ou o seja lá o que for necessário pra ser uma bunda, eu gasto em restaurante, cd, dvd, viagem, livro e bobagens. fico contente por ser feliz assim, com ou sem carnaval.

muito embora eu desconfie que financeiramente as que gastam dinheiro colocando peito devem ter mais retorno :)

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o carnaval da bahia eu finjo que não existe, porque aquelas imagens na TV são a coisa mais próxima do inferno que eu consigo conceber: música insuportável combinada com milhares de pessoas suadas e bêbadas. o que pode ser pior que isso?

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já passei carnaval em recife/olinda e gostei muito. antes de começar a lotar absurdamente, claro. eu ia logo cedo pra olinda curtir os blocos na rua e comer tapioca, e à noite ia pro centro ouvir maracatu ou ver shows. era bom... mas com as hordas aumentando a cada dia eu não quero mais, não.

essa falta de paciência com aglomerações tem a ver com a idade, com certeza; aceito meu envelhecimento numa boa e entendo a molecada que se joga. pelo menos o entorno é bonito e a música é legal. carnaval de rua é muito divertido, e não é à toa que eles dizem por lá "brincar o carnaval".

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pois então: feliz 2008, que o ano agora começou de verdade. já não era sem tempo!

fevereiro 7, 2008

segura a louca

a denize quer acabar comigo. graças a deus ela fez essa bolsa já pensando na minha pessoa e eu reservei a minha, senão ia sair morte. vejam que coisa linda:


mais fotos aqui

e é toda minha :D

fevereiro 8, 2008

sobre escolhas

"mas, parece que neste nosso tempo acreditamos que tudo é possível: casar e estabelecer outras relações amorosas, ter filhos e continuar a ter sossego e a se divertir como antes, envelhecer e manter-se jovem etc. como fica a vida vivida dessa maneira? bem descompromissada."
(tudo é possível ao mesmo tempo?, rosely sayão - post de 6/fev)

não tenho nada contra tornar nossa vida mais simples e melhor, a questão é o como isso é feito, a que preço.

vou dar um exemplo: outro dia, esperando o resultado de um exame no saguão da clínica veterinária, vi uma mulher com seu cão e a babá do cão. a dona estava ali pra pagar a conta e desfilar do lado do cachorro (que a babá levava pela coleira, claro). ter cão de raça dá status, é chique. dá trabalho, claro, mas pra isso existem serviçais.

é mais ou menos como fazem algumas mães e pais modernos: eles vão pros restaurantes e bares da cidade exibir seus rebentos e, a tiracolo, levam as escravas vestidinhas de branco. porque criança - como os cachorros, aliás - são uma gracinha mas dão trabalho, fazem sujeira, bagunça e tal.

pois vejam que simples ficou a vida: deixemos as mães-pretas cuidarem da parte suja e chata, como quando éramos crianças e sempre tinha alguém pra ajeitar nossa bagunça e resolver nossos problemas.

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já falei aqui sobre a história de achar que nos tornamos adultos infantilizados, mas acho que agora consegui resumir a questão como eu a vejo de uma forma mais clara: não queremos escolher, não queremos lidar com as conseqüências destas escolhas. como as crianças, aliás - não é verdade que existe o momento de ensiná-las que não é possível sempre ter tudo de uma vez? aprendemos em alguma parte da nossa vida que temos que escolher e, pra isso, às vezes precisamos abrir mão de outras coisas que também gostaríamos de ter.

é isso que percebo nos adultos infantilizados (ou mimados): eles não querem abrir mão de nada, eles não querem "perder". e quando perdem - porque não tem como evitar! - ficam frustrados e colocando a culpa no mundo. prestem atenção ao seu redor, em vocês mesmos, vejam o quanto disso é verdade.

acho que todos queremos ganhar e ter tudo, sempre, o desejo é natural; o que não me parece razoável é crescer e não perceber que nem sempre querer significa poder ou dever.

não tem nada de triste em fazer escolhas. escolher, aliás, é um grande prazer, é ser de fato livre. foi a claudia que me ensinou que um dos significados do diabo (ou a tentação) no tarô é aquele comportamento de "não largar o osso". quem não larga o osso, não escolhe e não muda, não evolui.

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repensei essa semana uma questão que me surgiu há alguns anos: quem são meus amigos? por que eu considero fulano ou sicrano como amigo?

eu tinha e tenho mania de achar que todo mundo é legal, ótimo, maravilhoso. mesmo depois de levar invertidas, eu vejo o lado bom das pessoas. pode parecer uma qualidade, mas é uma armadilha, é burrice emocional: eu não aprendo com meus tombos e caio de novo, continuamente.

até que minha terapeuta, numa sessão, me interrompe enquanto eu falava de uma pessoa "super-legal" que fazia parte do meu círculo de amizades: "me explica no que essa pessoa é legal, me conta alguma coisa legal que ela tenha feito pra você". primeiro foi difícil pensar no que significa ser legal pra mim (perguntinha danada!); depois foi um choque perceber que era difícil de explicar o que era tão legal na tal pessoa. e aí veio o choque ao admitir que, na real, a tal pessoa nunca tinha sido legal comigo. não é que a pessoa em questão tenha sido o oposto de legal, vejam bem. mas também não era aquela brastemp toda que eu estava pintando!

diante da minha cegueira, reavaliei uma série de amizades e contatos (além de rever essa minha mania, claro) e percebi que tem pouca gente, pouca mesmo, que de fato merece o título de amigo na nossa vida. e não existe fórmula pra descrever o que é ser amigo, isso depende muito de você, do que você valoriza em alguém.

percebi que pra mim importa muito o quanto as pessoas respeitam meu espaço e minhas escolhas na vida; e descobri que detesto chantagem emocional. cortei da minha vida todas as pessoas que se valem dessa "técnica" infernal.

e o que isso tem a ver com escolhas? tudo. dentre os montes que eu chamava de amigos, escolhi conviver com alguns que de fato me traziam coisas boas, me faziam bem ou me faziam ser uma pessoa melhor. e perdi algumas coisas nessa escolha, sim. alguns dos que eu propositadamente me afastei levam consigo partes de mim, e têm em si muitas coisas boas, é claro. abri mão dessas coisas boas porque as que me incomodavam pesavam mais.

e houve os que nunca foram bons ou legais, os sanguessugas. foram tarde, amém.

fevereiro 10, 2008

amanhã!

keep breathing, ingrid michaelson

how to save a life, the fray

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mal posso esperar pra ver a próxima temporada de grey's anatomy.

fevereiro 11, 2008

és o avesso do avesso do avesso do avesso

(porque hoje é o último dia)

por mais batida que seja, adoro sampa, do caetano veloso. gosto da música, que é linda, e não me canso de pensar nessa letra que às vezes parece elogio e às vezes parece xingamento. e faz todo o sentido: são paulo é uma cidade que nos faz amá-la e odiá-la, quase com a mesma intensidade.

a versão que mais gosto dessa música é a de joão gilberto e sua voz de veludo (depois subo a música e coloco o link pra vocês).

não têm sido fáceis esses últimos dias de vida em são paulo. todas as coisas que ainda não conheci na cidade ou quero revisitar agora vêm à minha cabeça; e as coisas que faço sempre que posso vêm ainda com mais força (escapar do trabalho pra almoçar no gopala, dar uma volta na liberdade, passear a pé pela paulista ou tomar um sorvete na oscar freire).

olho a janela da sala às 6 da manhã e vejo prédios sem fim, até o serra do mar (que se vê a olho nu da minha janela, nos dias claros), o céu que denuncia o quanto de fumaça respiro. e vejo pessoas muitas na rua, tão cedo, e várias lojas abertas. às 7 de qualquer dia da semana já se escuta o barulho de gente construindo coisas pra uma cidade que já não tem mais espaço.

sou um bicho típico dessa cidade: não faço questão da simpatia de quem me atende, isso eu procuro nos meus amigos; do rapaz da padaria eu quero rapidez e eficiência, e quase sempre recebo. não dou bola pros que passam na rua, não me importo com meu vizinho, ando sozinha no carro a maior parte das vezes, não puxo papo com pessoas no ônibus ou metrô. sou correta, rápida, eficiente e sempre que possível me mantenho distante de quem não conheço. não é desconfiança e nem indiferença, é uma questão de educação, de respeitar a esfera privada de cada um. nesta cidade, se você quiser se encontrar com alguém, é preciso combinar, não convém simplesmente "aparecer".

há quem não entenda, que nos ache indiferentes ou frios. deve haver os que são assim, mas a maioria simplesmente não quer invadir seu espaço, e gosto muito disso. me incomodam os outros lugares do brasil em que essa privacidade não é respeitada, me incomoda não poder sentar sozinha num bar ou café porque alguém sempre acha que pode puxar papo ou sentar com você. a solidão é uma bênção pra quem vive cercado de gente por todos os lados, entendam. privacidade e anonimidade não têm preço.

vou sentir falta das suas lojas, ônibus com trajeto de horas e horas, metrôs limpos e eficientes, lojas escandalosamente caras e lindas, das ruas com lajotas pretas e brancas, das abençoadas padarias maravilhosas que só existem aqui em toda esquina, da avenida paulista, dos modernos com suas roupas e cabelos lindos, dos casais gays que andam (quase) sem medo pelas ruas, dos inúmeros cafés e cinemas, das pessoas lendo nas mesinhas da calçada, dos grafitis lindos que aparecem onde a gente menos espera, na cidade toda, e do meu bairro, que eu tanto amo.

sei que vou esquecer rapidamente os meus ódios - porque é assim que eu sou, daqui a pouco já não lembro mais o que odiava - do trânsito e seus motoristas psicopatas, dos motoqueiros suicidas, das vagabundas que colocam seus filhos pra pedir dinheiro no semáforo, dos ladrões de cada esquina, da poluição que irrita os olhos no final do dia, dos paulistanos playboyzinhos babacas e seus sotaques ridículos, das paulistanas peruas com seus cabelos alisados e loiros e suas jóias grandes demais, dos novos ricos cafonas que invadem os bons lugares da cidade, da feiúra dos bairros mais pobres, do barulho insuportável e quase constante, das filas.

cidade querida e odiada, vou sentir sua falta.

**

são paulo! comoção de minha vida...
os meus amores são flores feitas de original...
arlequinal!... traje de losangos... cinza e ouro...
luz e bruma... forno e inverno morno...

elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes...

perfumes de paris... arys!

bofetadas líricas no trianon... algodoal!...

são paulo! comoção de minha vida...
galicismo a berrar nos desertos da américa!
(mario de andrade)

liberdade

quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito.
(manoel de barros)

fevereiro 13, 2008

eu quero a minha mãe!

é verdade que mudanças são necessárias, importantes e etc. mas mudar de casa especificamente é uma experiência traumatizante, sempre. a última mudança foi pro nosso apartamento reformado e planejado por nós, e mesmo sendo assim houve pedras (muitas!) no caminho. foram meses pra tudo ficar direitinho.

aí você escolhe mudar do seu apartamento todo planejado e arrumadinho no meio da cidade pruma casa antiga de madeira, sem armários, e no meio do mato.

confesso que quase chorei no meio da "arrumação" (muitas aspas) de ontem. eu tenho uma quantidade tal de acessórios de cozinha que vocês não acreditariam. um armário simples de cozinha (aqueles debaixo da pia) não comportou nem 1/3 das minhas coisas. vou ter que priorizar os acessórios de uso constante e deixar na cozinha, o restante vou ter que manter na cozinha da churrasqueira (que tem espaço, graças a deus).

e tem a comida, né? no apartamento tem despensa, na casa não. tive que me virar no mcgyver e improvisar uma arrumação tabajara pra desembalar a comida. os produtos de limpeza? nem pergunte: estão nos cestos de lixo, "guardados", e enquanto isso o lixo está ali, olhando pra nós.

todo o planejamento que fizemos para os furões furou (desculpem o trocadilho) porque a porta do quarto que reservamos pra eles não fecha. é, nós não testamos todas as portas da casa antes de alugar. quem faz isso, aliás? provavelmente quem já passou pela experiência que estou passando. as portas das minhas próximas casas serão devidamente testadas, é fato.

como se não bastasse a bagunça, um ou outro vaso danificado, plantas e furões estressados e um calor senegalesco, por volta das 20h começou uma chuva torrencial. a casa estava toda aberta, claro, e metade dela ficou molhada (o piso é frio, felizmente). as luzes piscaram por causa da tempestade e o fer foi buscar as lanternas (estamos no meio do mato, gente!). nenhuma funcionava, claro, não eram usadas há décadas. mas a luz não acabou, nosso santo é forte :)

bem, não tão forte assim... com a chuva pesada e o vento, adivinhem? apareceram goteiras. discretas, é verdade, mas absolutamente presentes. mais um item pra lista de "problemas para resolver". e os quartos do fundo da casa, que tinham algumas infiltraçõezinhas (as paredes são encostadas na terra do fundo do terreno), se transformaram em silent hill versão amaldiçoada: em alguns pontos a água escorria da parede. pavor absoluto, re-arrumações para evitar desastres como a perda de todos os DVDs e uma vontade desgraçada de voltar pra civilização e o conforto do nosso apartamento. e lá fora, nas varandas, uma camada de água suficiente pra cobrir os meus pés. como compensação, as minhas plantas estão do lado de fora e nunca pareceram tão bonitas e felizes.

e tem os bichos, né. estamos no meio do mato mesmo, não é forma de dizer. mosquitos, lagartixas, aranhas, pernilongos, besouros (muitos!) e outros insetos que não identifiquei ainda nos fazem companhia. não nos incomodaram, verdade, mas a mera presença deles é uma coisa esquisita pra nós, cuja experiência com animais de asas se resume às andorinhas visitantes ocasionais.

por enquanto as notícias são essas: a casa está uma bagunça, o celular não pega em alguns pontos da casa, temos mini-inundações em pontos isolados e há bichos por todo o lado; em compensação eu cheguei ao trabalho em 25 minutos de caminho tranquilo, os furões estão bem e por aqui só se ouve o barulho dos passarinhos.

depois eu conto sobre a plantação involuntária de cogumelos in doors.

fevereiro 14, 2008

baby steps

pois ontem foi um dia bem melhor. pra começar, não choveu, ufa. e minha mãe, atendendo aos meus pedidos, chegou :) eu sei que todo mundo ama a própria mãe e que mães são tudo de melhor, mas com licença: a minha mãe é espetacular. ela chegou e tudo mudou, os problemas pareceram pequenos e as coisas ficaram quase simples. ela deixou a casa com cara de casa em menos de 4 horas. lavou a roupa suja, transformou a cozinha num lugar habitável, foi buscar berinjela na horta, distribuiu minhas plantas pela casa (e já transplantou algumas pra terra) e fez o jantar inaugural da casa.

um jantarzinho light pra comemorar, sabem como é: linguiça, alcatra e queijo coalho na grelha, com vinagrete e pão. e cerveja, lógico :) comemos sentados na beira da piscina, olhando a lua e escutando o silêncio da noite.

os sagüis invadem as árvores da praça que fica na frente da nossa casa, o senhor que morava aqui costumava dar banana pra eles. tenho dúvidas se é uma boa prática alimentar os animais selvagens, mas que dá uma vontade danada de chamar aquelas coisinhas minúsculas pra perto, dá...

e temos horta, não é uma delícia? precisa de cuidados, mas já dá bons frutos: colhemos 6 berinjelas (2 enormes), 1 beterraba (comi crua mesmo, estava deliciosa) e 3 alhos porós (tem um monte! e todos enormes e lindos). tem um monte de tomate cereja, mas estão ainda verdinhos, logo logo dá pra colher. hoje vou colher alface mimosa, que tem aos montes.

ainda não temos gás nem tv nem internet nem telefone fixo e não sabemos limpar a piscina. mas temos um ao outro, os furões (que se adaptaram muito bem), minha mãe querida, o cachorro mais figura do universo nos visitando, muitos passarinhos e os macaquinhos.

por enquanto tá de bom tamanho :)

(os problemas a gente vai resolvendo aos poucos. um dia depois do outro!)

além do céu e da terra

ouvi dizer que a intuição atribuída às mulheres não tem nada de sobrenatural, ao contrário: é a percepção de sinais não-verbais normalmente "invisíveis" para os homens ou outras mulheres com percepção menos desenvolvida.

inflexões de voz, movimentos sutis de corpo, cheiro, olhar e outros elementos, no conjunto, podem dar dicas de fatos. os sinais são enviados, recebidos e decodificados, porém não sabemos claramente o porquê, não identificamos a fonte e achamos que é mágica, mas pelo jeito não é.

seja natural ou sobrenatural (gosto das 2 alternativas), confio demais na minha própria intuição, pelo simples fato de que ela geralmente está certa.

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ontem eu estava com os furões, no quartinho deles, brincando com uns e observando outros, e me peguei olhando pro groo com mais cuidado. ele se aproxima dos 8 anos, que para um furão é idade avançadíssima - a maior parte deles morre antes dos 7 anos. ele estava deitado no tapetinho dele, com aquela carinha linda, e percebi algo diferente. não sei explicar o que foi, mas esse "algo" me fez pensar que em breve ele não vai mais estar aqui com a gente.

pensei na vidinha dele, como foi linda e feliz; pensei no tanto que ele nos fez rir, no quanto ele comeu, bebeu e se divertiu. pensei no quanto ele é rabugento e mal humorado e o quanto adoramos isso nele. pensei que a vida sem ele vai ser um pouquinho pior, sim, mas que ele teve uma vida bonita e feliz. pensei no quanto eu gostaria que ele se fosse de forma tranquila, sem sofrimento e sem muito drama.

tudo isso passou por mim em 1 segundo, e eu fui afofá-lo, que ele merece. e deixei pra lá, porque afinal foi só uma intuição. ele estava ali, do jeitinho de sempre.


pois hoje o fer me liga pra dizer que acha que devemos começar nossas despedidas, porque o pequeno está perdendo peso rapidamente, não quer comer muito e já não anda mais direito. está aparentemente bem, mas dá sinais de ter entrado no caminho de ir embora, de vez. não é uma mudança drástica, a degeneração decorrente da idade vem acontecendo aos poucos, mas acho que chegou ao ponto crítico.

ah, eu queria que fosse simples e fácil deixá-lo ir em paz, sem sofrer pela perda. ele já está na hora extra, como diz meu pai, eu sei, mas sempre quis que fosse durar um pouquinho mais, só um pouquinho. ele já não interage muito com a gente, só dorme e come e aceita algum carinho (não muito, que ele não é disso :)), mas ainda assim gosto de saber que ele está ali ao alcance das mãos, gosto de ver ele comendo e piscando os olhinhos preguiçosos.

peço então apoio a são francisco (de novo! eu dou um trabalhão pra ele...). que nosso gorducho se vá tranquilo, sem sofrer, porque ele merece. e que de quebra ele nos dê também força e paz pra passar pelo processo de despedida.

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poucas horas depois, soube que a filha de uma ex-colega de trabalho está com leucemia. a notícia não podia ser mais triste: a menina é um tesouro. ela é linda, inteligente e uma daquelas pessoas que têm luz própria. é raro ver isso em crianças tão pequenas (ela tem não mais que 7 anos), talvez por isso chame tanto a atenção. é uma menina que brilha onde passa.

neste caso minha intuição grita que ela vai superar e sair dessa. a mãe dela é uma lutadora, e ela é uma pequena estrela. tenho absoluta certeza que tudo vai dar certo, que por mais difícil que seja elas vão vencer a briga.

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mas, por via das dúvidas, caso haja forças superiores me escutando nesse momento, deixo um recado depois do BIP: ajude essas duas criaturinhas, sim?

fevereiro 15, 2008

riquezas são diferenças

eu li essa matéria hoje e fiquei matutando: os dinossauros do aquário. diz que é o seguinte - os blogueiros (é uma classe? uma categoria? eu tou fora dessa) acham os jornalistas ultrapassados, pois qualquer blog pode produzir informação. os jornalistas acham que a informação dos blogs é irrelevante, portanto uma coisa não substitui a outra.

não acho que blogs substituam o jornalismo, principalmente porque sou uma romântica e acredito que profissionais são sempre melhores na sua área de experiência que os leigos. por outro lado, se for pra falar de irrelevância, os jornalistas estão em maus lençóis - haja matéria idiota, mal informada, mal escrita e cheia de viés. tem aos montes, taí aquela bosta da revista-veja pra não me deixar mentir.

seja lá como for, continuo fazendo o que aprendi lá na fflch: leio tudo o que aparece, duvido de todos, comparo informações e não aceito idéia mastigada. absolutamente nada que sai da minha cabecinha veio pronto de lugar nenhum, portanto qualquer coisa que servir de input tá valendo. o que é lixo eu descarto, mas não deixo de avaliar, pensar, pesar prós e contras. dá um trabalho dos infernos, é verdade, mas se não for assim, qual é a graça?

frangamente. não entendo como tem gente que lê notícia/blog e assume como verdade sem pensar e pesquisar.

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assisti hoje uma palestra de um cara da empresa txai e adorei. ele é simpático, a apresentação é bonita e toca em assuntos que muito me interessam: sustentabilidade e diversidade.

é muito curioso, isso: na época que eu me relacionava com uma figura envolvida em ongs e tais, era acusada de ser "alienada" ou "reacionária" porque não me engajava em ongs, sindicatos ou similares, como se somente quem faz "carteirinha" pudesse contribuir pra um mundo melhor. de fato, nunca me identifiquei com estes grupos organizados, tenho uma opinião bem forte sobre essas associações (falo sobre isso em outra ocasião) e em geral não gosto da postura dessas pessoas. elas me parecem bastante radicais no discurso e permissivas na prática.

dou um exemplo: a tal figura com a qual me relacionava era fervoroso defensor de inclusão social, mas pagava 1500 reais mensais de escolinha pra filha de 5 anos, porque "ela precisa fazer networking". acuma? ah, claro: inclusão social é pros filhos dos outros, sacou?

voltando: não me envolvo em grupo de voluntário e nem de associação de porra nenhuma e pronto. sempre acreditei e ainda creio que posso fazer a diferença sem me politizar ou pertencer a um grupo. não preciso de grupo ou "selo" nenhum pra me validar.

o que fiz e tenho feito é o seguinte: enfrentei meus preconceitos, entendi boa parte deles e, aos poucos, venho aprendendo a conviver com o que é diferente de mim. digo mais: as diferenças se tornaram bem-vindas, mesmo quando são difíceis de lidar. e vou um pouco mais longe - procuro influenciar as pessoas ao meu redor, faço isso de forma sistemática. sei que sou uma pessoa com certo grau de influência, graças à minha personalidade, então planto sementinhas em todos que estão na minha esfera de relacionamento. e eu já vejo os brotinhos, os frutos. dou minha contribuição para um mundo mais justo e cooperativo mudando a mim mesma e aos que estão ao meu redor.

procuro, cada dia mais, reciclar, reaproveitar, consumir menos. estou longe do que gostaria de fazer de verdade em relação a isso, mas estou no caminho. tento convencer as pessoas a reciclar, a consumir produtos de origem certificada, a não comprar produtos de empresas que não se preocupam com os animais e a natureza em geral.

procuro não recriminar as atitudes e escolhas não sustentáveis (nem sempre consigo... :)), mas faço questão de dizer como eu faço e porque faço; quando as pessoas gostam de você e o admiram, não é preciso muita argumentação, o exemplo fala por si. você não quer imitar atitudes de pessoas que considera exemplares? todos somos assim. procuro então ser uma pessoa boa, correta, positiva e dou o exemplo para quem me ama e/ou me admira. procuro fazer o que digo e realizar o que acredito. em outras palavras: procuro ter atitudes consistentes com as idéias que manifesto.

hoje na palestra uma frase me marcou muito: a homogeneidade é morte! (em oposição à necessidade de diversidade para que exista a vida, como nos ensina a natureza). ou seja: diferenças são essenciais para a vida. e pra complementar essa idéia da importância do "outro" (o que é diverso, diferente de mim), ainda tem o significado da palavra txai - mais do que companheiro, a outra metade de mim.

esses conceitos me tocaram fundo porque há muitos anos percebo a importância do outro na minha vida; sem interlocutores, sem opositores, não sou ninguém, não sei me definir. preciso do outro como espelho, me ajudando a me ver melhor.

(eu tenho problema de sinapses hiperativas, sorry!) lembram do filme unbreakable (corpo fechado)? adorei demais aquele desfecho, a questão da necessidade da existência do nêmesis para que possamos saber quem somos de verdade. acho esse filme massa!

mas antes que eu escreva um tratado, vou concluir (ou tentar): o exercício diário e particular da tolerância (ou pelo menos a tentativa!) e do cuidado com a vida em toda sua extensão me interessa. simplicidade me interessa.

politicagem, networking (eca!), brigas de egos, poder e ongs não me interessam.

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ontem jantamos salada de alface e tomate cereja e suflê de alho poró, e todos os legumes vieram da nossa hortinha. decidimos fazer compras num local sensacional aqui em sousas (bairro de campinas) chamado ecomercado, que vende não só alimentos orgânicos (muita variedade. até cerveja tem!) mas também produtos de limpeza biodegradáveis.

nosso condomínio (a cidade toda, aliás) promove coleta seletiva e recicla óleo de cozinha. nós, que já fazíamos coleta seletiva, estamos muito contentes - aos poucos estamos conseguindo colocar em prática nossas idéias e desejos de contribuir para uma vida mais simples, saudável e sustentável.

e a empresa na qual trabalho é uma indústria, sim, com tudo o que isso tem de ruim; mas há investimento em qualidade de vida para os que trabalham aqui, há incentivo para ser voluntário, passar mais tempo com a família, participar de ações sociais e, obviamente, reduzir o impacto da produção na natureza.

pode não ser o mundo ideal e a vida perfeita, mas estamos caminhando. devagar e sempre.

**

e assisti duets de novo. chorei, chorei, chorei. porque cada par tem suas delicadezas que mexem comigo de formas diferentes, e tem as músicas que eu adoro tanto. a versão de try a little tenderness é sensacional (se eu achar publico pra vocês).

**

e bom fim de semana, ufa!

fevereiro 18, 2008

as viagens - e o homem


restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

**

esse poema (no link abaixo tem ele completo) me marcou quando eu era ainda criança. não é curioso explorar tanto o que é distante ou inacessível e esquecer do que está logo aqui ao lado? é curioso e sintomático: é difícil conviver de verdade, é difícil se aproximar de outras pessoas com profundidade.

relações superficiais são fáceis. e por mais que eu ache mesmo que essa mídia (a internet, aqui onde estou agora) é sensacional para ampliar os relacionamentos e melhorar a vida, também acho que ela amplifica a superficialidade. email, blog, orkut, flickr, twitter são divertidos e nos fazem ter a impressão de um milhão de amigos, mil programas, agenda cheia, uau! parece que a comunicação horizontal (superfície) se amplia e a vertical (profundidade) diminui cada vez mais. até porque com um milhão de amigos não temos tempo pra sentar com um deles e conversar por uma ou duas horas...

experimento e testo tudo o que a tecnologia me oferece, mas venho me colocando na contramão de forma consciente. a cada dia corto um pouco mais das superficialidades, talvez de forma radical demais, confesso, mas com um propósito. tento conviver além das mensagens de texto com limites, além da premeditação do email, além da coleção de amigos do orkut. e bem além dos updates dos twitters da vida.

não descarto a chance de estar cega nesta busca pela essência da vida e dos relacionamentos, mas enxergo esses mecanismos como instrumentos meramente práticos. ganhamos montes de novas formas de comunicação, somos mais rápidos e mais produtivos, ampliamos nosso leque de possibilidades de relacionamento. no entanto, tenho tido dúvidas sobre o ganho de conteúdo e evolução humana através do uso de tantos recursos. o que exatamente estamos ganhando?

posso estar enganada ou procurando nos lugares errados, mas o que leio sendo compartilhado por aí é vazio. parece que as pessoas estão ficando cada vez mais antenadas com tudo que se passa e, em contrapartida, pensam cada vez menos. quem tem tempo pra refletir ou criar com tanto email, scrap ou twitter pra ler e tanto update em 'n' ferramentas pra fazer? além de trabalhar, estudar e/ou cuidar da vida.

eu prezo o pensamento, a reflexão, faço exercícios diários, questiono a realidade e as opiniões (minhas, alheias). no meio internético, o que mais me provoca a pensar são alguns blogs pessoais, os que questionam as tramas mais básicas e simples da vida, do cotidiano. não todos, claro, há os que são simplesmente diários de fiz-isso-comprei-aquilo ou são tão herméticos que não convidam ao diálogo. mas há os que compartilham pensamentos e dúvidas, como quando sentamos pro café e dividimos um pouco dos nossos pensamentos. falamos e ouvimos, vivemos juntos nossas experiências.

é aí, pra mim, que está o conviver do poema do drummond. não é simplesmente contar que fui à quitanda ou que estou com dor de cabeça, convidar para a balada ou dar opinião sobre a política externa. é dividir com o outro o que sente e pensa, com espaço aberto para a dúvida, a pergunta, o dilema. quantos blogs, orkuts e twitters que eu leio proporcionam de fato uma troca com recompensa? há alguns blogs, e poucos. por isso mesmo venho procurando aproveitar melhor meu tempo online. alguns minutos de MSN com algumas poucas pessoas às vezes me acrescentam mais que 1 hora de leitura de blogs.

pensar, pelo jeito, está se tornando obsoleto. até porque é atividade individual e demanda tempo. temo que nesta era do coletivo e do bordão "o dia devia ter mais de 24h", os filósofos vão se extinguir.

(o poema completo segue abaixo)

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virando a página

nosso primeiro fim-de-semana na casa nova foi uma confusão: arrumações, visitas, churrasco, compras, veterinário novo, ufa!

já abri um álbum novo das fotos da casa, pra quem quiser conhecer: veja aqui. por enquanto, uma foto do pôr-do-sol de ontem na casa nova e o nosso último amanhecer no apartamento, na última terça.


ontem no fim do dia


12 de fevereiro, 6 e pouco da manhã

(fotos feitas com a máquina massa do meu irmão)

fevereiro 19, 2008

idéias que eu gostaria de ter tido

o nome da onda é sleeveface e a idéia é simples e genial: tirar fotos substituindo seu rosto pelo rosto na capa de discos de vinil. mas não é só: quanto mais você conseguir se misturar ao vinil tanto melhor. no flickr tá cheio de gente fazendo isso, vejam que demais.

é mais fácil mostrar:

amei!

fevereiro 20, 2008

mandinga

pessoal, tem gente que não consegue ler os posts por causa da mandinga do weno, que fica ali à direita no canto superior. deve ser uma contra-mandinga de alguém :D

já pedi pra ele dar uma olhadinha, ok?

enquanto isso eu escrevo novos posts pra os anteriores descerem um pouquinho e todo mundo poder ler. com vocês, mais um momento "soluções tabajara" :)

fevereiro 22, 2008

atropelamento e fuga

minha irmã tem uma frase-bordão que eu tenho usado mais e mais: "tenho medo de ficar assim" (assim = do mesmo jeito que alguma pessoa louca, tosca, sem noção, etc.)

**

os dias passam voado e nem tive tempo de arrumar meus sapatos. minha mãe fez uma arrumação interessante: ela colocou à mão os sapatos que ela acha que eu uso mais (ou devia usar mais). o que aconteceu na prática é que todos os que ela escolheu são sapatos que eu uso pouquíssimo, mas resolvi experimentar a proposta de mudança: estou voltando a usar os sapatos esquecidos.

pois hoje as moças aqui do trabalho amaram enfaticamente meu sapato rosa antigo, o que me fez pensar que conselho de mãe é sempre aplicável. 1 x 0 pra ela :)

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hoje é aniversário dele, o meu amor pra toda vida. eu sei que sempre que a gente se apaixona o amor é "pra toda vida", mas já são 5 anos juntos, acho que esse tempo me dá o direito de afirmar que ele é pra toda vida, sim.

lembro exatamente do primeiro aniversário dele que passamos juntos: chovia muito. fomos a um restaurante francês maravilhoso (que já fechou) e tivemos uma noite linda. eu cantei pra ele, só pra ele - foi meu presente. mal sabia ele que a presenteada era eu.

essa semana perguntei o que poderia dar de presente, e ele respondeu: "seja feliz. é tudo o que eu mais quero na vida!". fiquei muda (e mais feliz ainda). o que oferecer de volta a quem dá tudo o que uma mulher jamais sonhou em ter?

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contratamos um jardineiro e uma ajudante. é estranho ter funcionários, assim, no plural. há quem se sinta mal por contratar pessoas pra fazer atividades domésticas, mas eu me sinto bem, principalmente porque posso ajudar alguém que precisa trabalhar. e eu sinceramente não sei como seria administrar uma jornada dupla - trabalhar o dia todo na rua e trabalhar mais várias horas depois em casa pra deixar tudo nos eixos.

sei que há muita gente que faz isso e tiro o chapéu - tem que ser muito ninja pra passar o dia quebrando a cabeça e a noite quebrando o corpinho. ou arranjaria um trabalho na rua mais facinho ou me transformaria em hippie :D

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os furões estão bem, o groo vai indo. devagar e sempre, sabe-se lá até quando. e nós vamos afofando bastante todos eles, aproveitando cada dia, um de cada vez.

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e eu finalmente chego do trabalho e sinto que o trabalho acabou. a casa tem tanta cara de "férias", o entorno é tão verde que simplesmente não faz sentido trabalhar. só de chegar na entrada já me sinto descansando.

e tem o silêncio (ou melhor: o silêncio embalado pelos pássaros e sons do mato). as melhores noites de sono dos últimos muitos anos - jamais acordei tão descansada na vida como nestes dias.

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obrigada, de coração, a todos que deixaram recados e emails desejando sorte e tranquilidade. desejos sinceros funcionam :) recebam de volta todo meu carinho.

por essa semana é só, até a próxima!

fevereiro 25, 2008

depois da tempestade...

... a segunda-feira amanheceu límpida e azul. eu ainda preciso lembrar de respirar, mas já consigo acordar cedo e tomar meu café na varanda, olhando os passarinhos. o modo stress-constante no qual tenho vivido nos últimos mil anos não é fácil de abandonar, mas estou me esforçando muito.

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no sábado recebemos algumas pessoas em casa para comemorar o aniversário do fer, e fizemos a quarta edição do perupatolinha. algumas coisas a compartilhar:

1) não encontramos um peru grande o suficiente e improvisamos: fizemos um tostex(*) de peru, um em cima e outro embaixo. o bicho tinha 4 asas e 4 coxas, e por algum motivo isso me parece errado. os comensais gostaram, ninguém brigou pelas coxas (que desapareceram)

2) éramos 14 pessoas e sobrou pouco (mesmo). jamais deixo de me impressionar com o poder desse prato!

3) não sobrou nada do recheio, pela primeira vez. fiz adaptações da receita com tranquilidade e o processo agora está 100% under the belt (piada interna) :)

4) a sobremesa foram docinhos de festa: brigadeiro, beijinho com uva verde, olho de sogra. as crianças (inclusive as maiores de 20 anos) saltitaram pela casa de felicidade

5) moças e moços queridos lavaram toda a louça. eu sei que ajudar a lavar a louça na casa dos amigos é nada mais que educação, mas nos tempos de hoje isso virou luxo que merece menção honrosa

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o melhor do fim-de-semana, no entanto foi a visita mais que querida do weno e da tati. eles dormiram por lá já na sexta e nos fizeram muito felizes até ontem com sua presença.

eu amo muita gente nesse mundo, mas são muito poucos os que são companhia tão agradável quanto esses dois. foi um fim-de-semana feliz demais!

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minha mãe voltou pra casa dela no sábado e nós ficamos órfãos. não sei se faz sentido pra todo mundo, mas a presença da minha mãe na casa dava uma sensação enorme de segurança, de que tudo daria certo e se ajeitaria. além, é claro, dela realmente resolver tudo que precisa de intervenção.

agora somos dois adultos com uma casa pra cuidar. pa-vor.

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por outro lado, neste domingo tivemos nossa primeira noite sozinhos na casa organizada e funcional. conseguimos soltar os furões - e foi delicioso, eles exploraram tudo e fizeram a maior bagunça -, jogar videogame, improvisar um jantarzinho. aquelas coisas simples que a gente só sente falta quando perde.

estamos, aos poucos, encontrando os caminhos da nossa nova vida. devagar.

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a chuva voltou com força, mas as goteiras desapareceram. ouvimos dizer que a chuva do dia da nossa mudança foi totalmente fora do normal, causou queda de muitas árvores e fez alguns estragos. inundações sem conseqüências drásticas são nosso destino desde o primeiro encontro - casal de peixes legítimo :)

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e falando em peixes, no próximo dia 8 completo 36 anos. de novo: pa-vor. não tenho explicação pro medo, por enquanto. acho que vou pensar nisso depois de completar meus 2*18 ou 3*12 ou 4*9 ou 6*6 anos - já tenho muito o que pensar por agora :)

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eu ia comentar a aposentadoria (?) do fidel, mas por algum motivo o assunto cuba costuma despertar o pior de algumas pessoas. aí eu fico num dilema: lanço a provocação e confirmo o que há de pior ou fico na moita e evito o dissabor? o problema de evitar desgostos é que, ao mesmo tempo, perdemos os gostos.

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e isso me leva ao assunto "como levar uma vida melhor", mas fica pro post seguinte.

(*) pra quem não conhece, é uma sanduicheira que vai no fogo, com duas metades que a gente junta em cima e embaixo pra fazer sanduíche. fizemos o mesmo com o peru: um em cima e outro embaixo, com os recheios no meio :)

porque tem gente que evolui e gente que estaciona

eu posso errar feio e com freqüência na vida, mas tenho certeza que sou do tipo que evolui. exatamente por isso procuro melhorar minha vida e, é claro, a mim mesma.

pra ajudar nessa minha busca, a paula mandou um artigo muito legal: 20 maneiras de eliminar o stress. é em inglês e eu sou uma tradutora horrível, então nem vou arriscar, mas coloco os 20 tópicos e uns comentários, pra quem não lê em inglês:

1) identifique as fontes de stress (e tente eliminá-las)
2) elimine compromissos desnecessários
3) procrastinação: evite, é claro. deixar tudo pra última hora - adivinha? - stressa a gente
4) desorganização: a bagunça nos deixa mais stressados, se organize minimamente
5) atraso: a sensação de estar atrasado é horrível, e nos deixa estressados. chegar antes ou na hora é legal
6) ser controlador: nossa, só quem é assim sabe como é... talvez a pior fonte de stress, porque afinal por mais que a gente se iluda, nós não temos controle sobre quase nada da vida e temos que viver com a frustração constante de ver tudo que queremos controlar sair dos eixos
7) multi-tarefa: além de render menos fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo, isso nos stressa
8) elimine desperdícios de energia: algumas coisas nos deixam exaustos e não são tão importantes; elimine-as da sua vida!
9) evite pessoas difíceis: preste atenção no quanto certas pessoas demandam de você, fique atento se sentir cansaço quando está com alguém. evite esse tipo de pessoa
10) simplifique sua vida
11) desagende :) ou seja: não preencha sua agenda demais, deixe tempo livre
12) vá mais devagar: aproveite mais cada coisa
13) ajude outras pessoas
14) relaxe no decorrer do dia: pare um pouquinho várias vezes, nem que seja pra respirar
15) abandone seu trabalho: pode parecer radical, mas se seu trabalho é sua maior fonte de stress, considere fazer outra coisa
16) simplifique sua to-do list
17) faça exercício
18) coma de forma saudável
19) seja grato: pode parecer bobagem, mas acho esse sensacional. agradecer pelo que temos e somos é muito calmante, traz felicidade
20) ambiente "zen": o entorno deve nos ajudar a ter uma vida mais tranquila e melhor. um ambiente barulhento, feio, sujo ou bagunçado só nos stressa

**

gostei de vários itens dessa lista, mas especialmente o 9 me chama a atenção; falei sobre isso há poucos dias aqui, sobre fazer uma "faxina" nas amizades, lembram? sem querer estava aplicando este princípio: se a pessoa me incomoda mais do que me ajuda a ser feliz, bye bye pra ela.

pois ouvi uma história esse fim-de-semana que me lembrou o tipo de coisa que me fez defenestrar algumas pessoas do meu convívio, vejam se conhecem o tipo:

você não encontra a criatura há muitos meses e de repente, no meio da noite, saindo de outro compromisso, vocês se esbarram. a pessoa mal o cumprimenta, não faz questão nenhuma de saber de você, o que tem feito ou como tem passado, mas faz questão absoluta de explicar pra você com muitos detalhes insignificantes como está a vida dela. explica detalhadamente a cor e a textura do tapete da casa nova, o quanto tem trabalhado naquele projeto im-por-tan-tís-si-mo e como a vida anda corrida, oh meu deus, e como fez dieta e perdeu 3,8 quilos e comprou um sapato azul marinho a semana passada que super combinou com aquela camisa que, lembra?, estava usando naquela festa há 18 meses e...

... e você tentando fugir, olha o relógio várias vezes pra ver se a pessoa se toca que está sendo inconveniente, concorda com a cabeça (porque esse tipo não deixa ninguém mais falar), se lembra afinal porque você nunca, jamais, em tempo algum liga pra essa criatura. e se sente culpado por isso, claro, porque afinal a pessoa não é exatamente má, ela até parece legal.

minha mãe me explicou que esse é o pior tipo de vampiro: eles se infiltram na sua vida porque parecem legais e prestativos. como estão sempre "agitando", a gente não percebe que eles não são "descolados", são só chatos narcisistas e que não acrescentam nada de bom à nossa vida. essas criaturas vão se grudando na gente feito polvo, sufocando e invadindo cada milímetro quadrado da nossa vida, incluindo família, nossos outros amigos, e às vezes chegam a invadir a esfera do trabalho e do casamento!

sem se dar conta, você se transforma num ouvido-ambulante pra eles falarem das peripécias da sua super-interessante-vida (seja coisa boa ou ruim, não importa: tudo que diz respeito a eles é interessante), você é o amplificador da imagem deles. pra tirar a teima e comprovar que está diante do vampiro-verborrágico, tente falar de você mesmo um pouco. eu garanto: se você contar uma história boa, ele tem uma melhor; se você comprou uma roupa barata e boa, ele já viu mais barato e melhor ainda. esses seres das trevas sempre têm alguma coisa a acrescentar que é infinitamente melhor, eles são o centro do universo, MWAHAHHAHAHA!

você, sem perceber, vai se sentindo fraquinho, transparente, cansado. eles fazem a magia da desintegração do outro e nós, os otários, deixamos.

pois comigo não, violão. parei. item da 9 da lista: CHECK.

ainda sobre diferenças

recebi na semana passada uma apresentação muito legal sobre diferenças culturais (esse é um assunto importante aqui na empresa onde estou trabalhando), e uma parte dela me chamou a atenção: as mesmas idéias são representadas graficamente do ponto de vista de ocidentais e orientais, mostrando como percebemos as coisas de forma diferente.

vou compartilhar com vocês as imagens, que foram muito instrutivas pra mim, quem sabe é útil pra mais alguém. atenção: não sei de onde essas imagens vêm, não tenho como citar a fonte e não sei se existe copyright. se alguém souber, por favor me avise!

update: as imagens são da yang liu. dica da grace :)

lado esquerdo, azul: "modo" ocidental
lado direito, vermelho: "modo" oriental

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opinião
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problemas
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fevereiro 26, 2008

uma citação para o meu marido

i was going to buy a copy of the power of positive thinking, and then i thought: what the hell good would that do?
(ronnie shakes)

:)

conversinhas

às vezes leio coisas que me deixam com muita vergonha alheia, por exemplo excesso de detalhes sobre a própria vida sexual. quem quer saber se haverá intercourse entre você e Y ou não?

aí eu me lembro deste blog há 6 anos e tenho vontade de me jogar do viaduto do chá. eu apaguei aqueles arquivos vergonhosos, mas vocês sabem que nunca some de vez... é nessas horas que eu vejo que meus amigos de então podiam ter sido mais amigos e me dado um puxão de orelha bem dado - me digam se alguém realmente precisa contar pra deus e o mundo que vai trepar hoje, amanhã ou na próxima sexta-feira?

jesus, me chicoteia, porque eu mereço.

**

eu li e gostei do post de 19/02 deste blog sobre cuba e a aposentadoria de fidel. tenho sentimentos controversos a respeito do assunto - gosto da idéia de oposição ao american way of life e acho medíocre ter como meta de vida morar em miami (pra não dizer USA de uma vez). não gosto da idéia da tal falta de liberdade, da inexistência da democracia... mas aqui entre nós, que porra de liberdade pobre tem em qualquer lugar do mundo? somos escravos do dinheiro e do trabalho, em maior ou menor grau. miseráveis são escravos em qualquer parte do mundo, inclusive lá em miami.

certo ou errado, eu acho fidel admirável. além de ser um cara inteligente e articulado, ao contrário do que os idiotas que discordam dos seus métodos insistem em afirmar. só gente idiota contesta idéias colocando a inteligência do outro em questão.

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sabem a lenda de midas, sobre transformar tudo o que toca em ouro? tem um tipo de pessoa que é o midas ao avesso - transforma tudo o que toca em merda.

sério, tem gente que tem o dom de estragar qualquer assunto. pode ser a coisa mais legal do mundo, tipo margaridas ou brigadeiro branco, não importa. essas pessoas conseguem encontrar coisas ruins até em coxinha de padaria que, convenhamos, é um manjar dos deuses.

ai como eu fujo de gente assim. e quanto mais eu rezo, mais assombração aparece, ca-la-ro.

**

um conselho importante, a nível de estética: se você estiver ficando calvo, pelo amor de deus CORTE esse cabelo medonho. não fique como esse nosso velho conhecido. eu sei que ninguém te falou isso assim, na cara, mas eu falo: é ridículo.

**

estamos com problema na contratação de banda larga aqui no meio da floresta sub-temperada de vinhedo. speedy (sai, capeta) e virtua (grrr) não chegam, portanto houston, we have a problem. alguma alma boa pode nos recomendar opções, pelo amor de deus? :D

**

voltando ao meu assunto preferido (comida, claro), minha mãe fez semana passada um pudim de capuccino que é um escândalo. prometo a receita, aguardem com água na boca.

fevereiro 27, 2008

pudim de capuccino

muito fácil e muito bom - experimente :)

ingredientes
1 xícara de açúcar (para a calda)
1 lata de leite condensado
2 latas de leite (meça na lata de leite condensado)
3 ovos
1 xícara de cacau em pó
1 colher de sopa de café solúvel dissolvido em um tico de água (só pra não ficar grãozinho)

utensílios
panela pequena para fazer a calda
colher de pau para a calda
forma de pudim (aquela com furo no meio)
forma grande e alta (que caiba a forma furada dentro) para fazer o banho-maria
liquidificador ou fué (batedor de ovos)

como fazer
comece com a calda: coloque na panela o açúcar em fogo médio (observe com cuidado) e deixe derreter. não é preciso mexer, vai prestando atenção, o açúcar muda de cor e derrete. ao derreter, coloque 1 xícara de água e deixe misturar (agora pode mexer) até que fique uma calda líquida porém não aguada. tem um jeito de saber se está bom: coloque a colher na calda e tire devagar, puxando a colher para o alto, pra formar um "fio". se a calda formar fio bem fino e quase secar, está pronto. cuidado pra não queimar, hein?

enquanto faz a calda, deixe a forma furada à mão, porque quando a calda estiver no ponto você deve jogá-la rapidamente na forma e espalhar. você pode espalhar com a colher, recobrindo toda a superfície interna da forma (inclusive a parte em volta do furo!) ou pode fazer como eu: jogue a calda toda dentro da forma e vá virando a bichinha pra todos os lados, espalhando. tem um detalhezinho aqui: se a calda estiver meio dura, vai ser um inferno de espalhar; se estiver muito mole, vai juntar tudo no fundo! acertar o ponto da calda é uma arte, a gente só pega jeito com o treino (e mesmo assim às vezes erra). não desanime: mesmo que a calda não fique perfeita o pudim não vai ficar ruim.

agora deixe a forma lá esfriando e faça o pudim: bata os ovos, o leite e o leite condensado até misturar bem (para um pudim de leite normal, você pára aqui e manda pro forno). junte o chocolate em pó e o café, misture muito muito bem e coloque o líquido na forma caramelada.

o banho-maria. você não sabe o que é? vou explicar: é quando você cozinha usando a água para manter o cozimento lento e uniforme (veja a definição aqui). faça assim: coloque água na forma maior (metade dela costuma ser suficiente) e então coloque a forma furada.

leve ao forno médio por cerca de 1 hora e meia, vá prestando atenção às bordinhas do pudim. pra ver se está bom, espete um palito de madeira - quando sair seco é porque está bom!

não resisto!

vi aqui.

pior momento:
(tenho uma dificuldade danada de lembrar coisas ruins)
em 2001, já saída da casa antiga e ainda sem poder entrar na casa nova (sem água, sem luz), com meus ferrets longe de mim. e com dor-de-cotovelo. argh!

arrependimento:
nossa senhora, ia precisar de uma lista telefônica! :) se fosse pra citar só um, diria que me arrependo de ter ficado distante dos meus irmãos por alguns anos.

algo que aprendi:
a dizer não.

música que mais ouvi:
jesus, essa é impossível, principalmente pra uma criatura como eu, que ama o repeat :) vou escolher lola.

filme que adorei assistir:
nossa, tem que dizer um só? o cálice sagrado.

promessa para 2008:
viver de forma mais simples e melhor. e já comecei muito bem :)

fevereiro 28, 2008

AB e DB

esclarecendo: AB = antes do blogspot e DB é depois, claro.

tem gente que diz que tinha blog antes das ferramentas de publicação existirem, mas eu ignoro. manter dados atualizados, mesmo que diariamente, numa página web não é a mesma coisa que ter um blog. a ferramenta, na minha opinião, veio junto com o conceito.

a lucia escreveu lindamente a história dela com blogs, e fiquei com vontade de escrever a minha, embora ela não tenha graça nenhuma. aconteceu assim:

o mig me chamou no ICQ empolgadíssimo, dizendo que eu tinha-que me cadastrar numa ferramenta nova (ele próprio tinha acabado de se inscrever), o blogspot. isso foi em junho de 2000, e embora eu tenha achado o máximo aquele negócio de ter um formulário pra preencher e publicar - era automático! rápido! imediato! só quem já usou HTML pra fazer algo parecido sabe como foi revolucionário - eu realmente não entendia muito bem como funcionava.

eu nunca tinha visitado um blog na vida, o primeiro que eu vi foi o meu próprio e, a propósito, chamava-se joaninha rabugenta :)

**

isso bem que poderia se tornar uma corrente (ou memê, como queira): por onde você começou a ler blogs? qual foi o seu caminho, quem (quens?) levou você a criar o seu próprio blog?

responda quem quiser e lembrar, mas coloque os links, por favor, como a lucia fez. e me avise, né, que eu quero conhecer sua vida DB :)

**

mas na minha opinião a grande revolução foram mesmo os guestbooks e comentários associados aos blogs. isso nos tornou de fato interativos :)

essa é a minha vida

daqui.

contra os chatos

ah, luciana leitora querida, obrigada pela notícia boa: começaram a fazer campanha contra os imbecis que deixam celular ligado no cinema e/ou atendem quando toca.

leiam mais aqui.

se você é do tipo que deixa celular ligado no cinema ou teatro, e pior, se você atende quando o aparelho toca, não me conte, por favor, que eu estou em inferno astral e preciso só de energias positivas! :)

fevereiro 29, 2008

perupatolinha, a 4a edição

tudo começou com a estréia do prato, uma epopéia. aí resolvemos tirar a teima e fizemos de novo. gostamos tanto que repetimos a dose e como somos malucos, resolvemos fazer a quarta edição na casa nova.


o monstro quadrúpede

(obrigada à tati e ao weno por terem fotografado :) nossa câmera ainda está desaparecida na mudança :D)

a continuação

adoro essa seqüência. prometo parar, mas acompanhem aqui, tá?

orgânicos na sua casa

a fer falou disso hoje e resolvi colocar aqui os lugares que conheço que vendem e entregam orgânicos. enjoy :)

caminhos da roça
sítio a boa terra
sabor natural
essenciais

ah - bom fim-de-semana :)

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