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maio 2008 Archives

maio 1, 2008

sempre ele

HAHAHHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHA :)

maio 2, 2008

mais filmes

invasores, eu não sabia, é baseado no livro os invasores de corpos, que eu li com não mais que 12 anos. percebi que conhecia a história quando a protagonista anda na rua e vê os rostos inexpressivos das pessoas - senti de novo o mesmo pavor de então e reconheci a trama. basicamente se trata de uma forma alienígena de contaminação que invade a terra e ameaça acabar com nossa vida como a conhecemos. se isso é bom ou ruim, depende do ponto de vista...

lembro muito bem do medo que senti lendo o livro - não era de ser invadida por alienígenas, isso era o de menos. meu medo era de viver num mundo inexpressivo e pasteurizado, com tudo igual pra todo mundo, sem dor nem amor.

é tipo o mundo dominado pelo zen-budismo graças aos esporos alienígenas :)

**

o ritual da pedra é um suspense com toque fantástico - monica bellucci adota um menino mongol que aparentemente tem um papel importante numa seita há muito esquecida. quando o menino atinge 7 anos coisas estranhas começam a acontecer... apesar de não ter achado o filme ruim, concordo com essa crítica: não dá muito certo europeu tentando imitar cinemão americano. fica uma coisa meia boca, não é nem um bom filme de suspense mágico nem um bom filme em estilo europeu.

mas diverte, monica bellucci está de cabelo curto (linda de doer) e aparece de peitos de fora, como bônus :D

defesa e ataque

se você é tiete do chico buarque ou de qualquer outra celebridade recomendo ler com uma dose de boa vontade :)

(esse texto foi inspirado pelo alexandre, que acha que gostar do chico pode ser coisa de geração, graças a este post)

antes de continuar, já digo que adoro chico buarque. tenho todos os discos e realmente admiro o trabalho dele (menos o último cd, que achei ruim) - eu o considero um ótimo letrista e um compositor excepcional. no entanto, não acho que ele seja deus, nem o máximo e muito menos gostoso.

resolvi dividir esse texto em partes, pra facilitar, porque o assunto se desdobrou na minha cabeça. espero que facilite a leitura!

tietagem
vou aproveitar pra desabafar: detesto tietagem, que coisa desagradável! poucas coisas são mais constrangedoras que pessoas que gritam, choram e se descabelam por artistas / celebridades que sequer sabem que elas existem.

sinceramente, tiete é um ser que eu não compreendo. observo seu comportamento mais ou menos como naqueles programas do discovery channel sobre animais estranhos. consigo quase ouvir um narrador explicando:

as tietes, na mais tenra idade, têm capacidade de emitir gritos em freqüências assustadoramento altas que paralisam o artista no palco, permitindo sacar fotos mais precisas...

(para efeito ilustrativo, aparece cena real do chico buarque constrangido depois de alguma louca ter gritado lá da platéia "gostoso!!!!! me lambe todinhaaaaaaaaa!")

se eu fosse celebridade teria medo de tiete. acho que abriria mão de ser famosa só pra não ter que encarar essa espécie.

a idolatria
mais uma coisa que eu não entendo: reverência absoluta a qualquer artista ou obra. entendo menos ainda o ódio aos que não gostam do ídolo em questão. experimente dizer pra algum fã da elis regina que você não gosta dela - vão querer empalar você e fritar no óleo quente (eu sei bem como é porque estou no time dos que não gostam dela e já fui frita em pensamento várias vezes).

a obra de todo artista é desigual, é muito difícil gostar (ou desgostar) de absolutamente tudo. essa história de "odeio fulano" ou "amo beltrano" é (ou devia ser) força de expressão, caso contrário se trata de teimosia pura e simples. por exemplo: eu adoro frank sinatra, mas é óbvio que existem canções que acho fracas ou chatas, mas isso não me impede de gostar dele! da mesma forma que não gosto de elis regina mas gosto de alguns (dois, na verdade) discos dela e mais uma meia dúzia de canções.

entendo que há pessoas que precisam se posicionar "preto no branco" e não admitem tais nuances, preferem dizer "odeio e pronto". a menos que seja pra facilitar e não causar discussão, convenhamos: quem insiste no amor / ódio puro é teimoso ou simplório.

o que mais me incomoda na idolatria é a falta de respeito para com os gostos alheios. você quer adorar a nina simone como uma deusa (ops), problema seu; só não venha querer me queimar em praça pública porque eu acho ela deprê demais (eu não acho, eu não acho! :D)

com açúcar, com afeto
a opinião da moça que deu origem ao debate é bem simples: ela não se identifica com "as mulheres" retratadas pelo chico, que apanham do marido e ainda esperam ele voltar pra casa depois das gandaias. (isso é o que ela pensa a partir do que conhece das canções dele)

o que eu acho sobre a opinião dela é desimportante, mas há duas coisas que eu gostaria de explorar: a primeira é se chico buarque entende ou não a tal alma feminina (seja lá o que seja isso); a segunda é questão da auto-percepção.

eu acho, sim, que o chico tem ótimas sacadas de diferentes nuances do pensar/sentir feminino. e é justamente por captar diferentes tipos de mulher nas canções é que ele acabou virando quase unanimidade entre as mulheres, e não porque as mulheres são todas iguais.

eu vivo repetindo isso, e não me canso: é inaceitável qualquer mulher que se diz moderna e liberada vir com o discurso podre que "mulher é tudo igual" ou "homem é tudo igual". isso é ingenuidade ou idiotice. prefiro sempre apostar no primeiro, que tem cura.

mas voltando: eu por exemplo não me identifico completamente nem com a infeliz de com açúcar com afeto e nem com a poderosa de sob medida; mas vivi bastante e consigo perceber que já abri os braços (mais de uma vez) para homens que me pisaram (achando que estava fazendo a coisa mais linda do mundo) e já fui muitas vezes traiçoeira e vulgar, sim senhores.

e aqui talvez a questão de geração faça sentido - é preciso ter vivência para se enxergar com clareza e principalmente pra perceber que não se "é" uma coisa só. cada relacionamento traz à tona uma parte diferente de nós, e isso nem sempre é bonito de ver. eu não gostei de me ver no papel de mulher burra que aceita marido filho da puta, mas admito sem orgulho nenhum que já passei por isso sem ninguém me obrigar.

mas quer saber? isso tudo é bobagem...
... porque se fosse mesmo necessária a identificação um-pra-um entre qualquer obra musical e experiência do indivíduo que a consome, a billie holiday só teria fãs junkies. e a música erudita, convenhamos, já teria sido extinta.

eu acho a amy winehouse uma idiota completa, nunca usei drogas e ainda assim adoro rehab.

enquanto escrevia isso tudo aqui, pensei que apesar de vivermos num mundo pós-moderno a maior parte de nós ainda está na fase anterior. continuamos insistindo em encontrar razão pra tudo: quem gosta tem que explicar, quem desgosta tem que explicar dobrado.

finalmente, uma confissão tardia
alimento uma idolatriazinha (não tão pequena assim) por um compositor: johann sebastian bach. ele, no meu universo, é deus (não é? :))

uma pausa breve

estou com bastante trabalho pra fazer e semana que vem ainda preciso encaixar uma viagem bate-e-volta pro méxico - logo ali, pertinho, 10 horas de viagem...

provavelmente não apareço pra escrever por aqui, então fiquem com meus sites preferidos de todo dia:

cute overload

disapproving rabbits (sempre hilário)

go fug yourself

dilbert

chucrute com salsicha

beijos, abraços e até a volta :)

maio 6, 2008

já que tou aqui...

a fabiula pede ajuda e eu atendo, claro: ela achou dois gatinhos lindos de morrer e precisa doá-los. sério, eles são as coisas mais lindas do mundo, vale conferir :)

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o frio, gente, tá cruel. aqui em vinhedo é frio de matar, já estou considerando comprar um cobertor elétrico, alguém sabe onde vende (aqui no brasil)? detalhe: a voltagem é 220.

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viajo hoje à noite pra cidade do méxico e estou de volta na sexta de manhãzinha. a parte boa é que posso levar uma malinha bem pequena; a parte ruim é que serão duas noites dormindo no avião. i disapprove it.

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idiocracy é um filme besta que só. a idéia é muito boa, pena que a execução ficou cagada. um resumo: um cara de inteligência média é congelado para uma experiência e acaba descongelando só 500 anos depois. em 2505 o mundo é dominado pelos idiotas e o fulano congelado é o maior gênio da humanidade.

o mais interessante é que o mundo de 2505 é supostamente absurdo mas, reparando bem, não é tão diferente do nosso. por exemplo: todo mundo ri do "gênio" e xinga de bicha ou pedante porque ele constrói frases inteiras. já passaram por isso com certeza, não? eu já.

experimente gostar um pouquinho de música erudita, ler bastante e construir frases com sujeito, verbo e predicado. vai virar chacota, é certeza.

juro que outro dia comentei com alguém sobre o dilema do onívoro (o livro, não a teoria) e a pessoa me perguntou, assustada, oni-o-quê? (ela não sabia o que significava a palavra. aquela, que a gente aprende na terceira série de colégio público)

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mas isso não é nada, ouçam essa: num passeio de escuna em angra dos reis, há uma década, uma moça (adulta, educada) pergunta pra ele "como é que as ilhas ficam paradas no mesmo lugar?". ele achou que era piada, quase começou a rir, quando percebeu que a moça não sabia de verdade. quando ele explicou, didaticamente, que ilhas são algo como montanhas submersas, ela fez "ohhhh!".

juro por deus.

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volto a escrever na sexta, se o tempo permitir. os links de todo dia estão ali embaixo e ao lado, aproveitem :)

maio 10, 2008

o zodíaco revisitado

recebi por email e dei boas risadas. todo o texto consta como sendo escrito por christian pior.

sendo pisciana com ascendente leão, me identifiquei mutíssimo :P

(pra ver todos, clique no link no final do texto)

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Peixes

Existem dois tipo de peixes: Aqueles que nadam para cima e aqueles que nadam para baixo.
E se você for um pisciano, reze para nadar para cima, porque com certeza, sua vida será beeeem mais fácil e animada...

Peixes é um signo místico, é o signo do desapego, da espiritualidade , dizem até que quem é de peixes, será a última vez que vem ao mundo, porque é a ultima encarnação. Traduzindo: Este é o signo da' viagem', colega.

Eles tem um mundo interno, cheio de fantasias em todos os planos e quando a coisa não tá boa (quase sempre), eles nadam para lá, e não há quem os tire.

Se o pisciano souber canalizar sua incrível intuição e sua sensibilidade, ele consegue captar o que está em volta e com isto, sentir o ambiente, se adaptar e crescer e fazer a diferença.

Porque quando um pisciano resolve ser brilhante, colega, detona até o mais animado leonino.

Mas o problema é quando resolve... e se resolve...

Como é um signo que se sacrifica numa boa pelos outros, às vezes o pisciano esquece- se dele mesmo e lá se vai a vida prórpria. É o signo do povo da noite, do lado b, daquilo que destrói.

Peixes deve evitar ao máximo o álcool, as drogas e a prostituição ou seja, tudo que traz o alívio momentâneo para as dores do dia a dia. Muitos artistas plásticos são piscianos. Muitas pessoas que trabalham com música são piscianos. Trabalhos mais 'para dentro' são perfeitos para eles.

Os homens deste signo têm uma certa fragilidade que a mulherada com síndrome de mãe não resiste, leva para casa e quando vê, tá sustentando um marmanjo de 40 anos, que tenta debilmente ser um novo escultor.

É colega, cuidado...se um pisciano te pega em uma época carente, lascou-se .Você fará tudo por ele.

E como chora este signo, afe... chora e se sacrifica pela família, adota crianças e faz o trabalho dos outros e toma na cabeça mas não aprende.

Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
Não sabe dizer não.
E só para reforçar...
Não sabe dizer não.

E dando um toque, o pisciano tem que ter um caderno em casa e ele deveria escrever 100 vezes ao dia: Devo aprender a dizer não... (rsrsrsrss).

A criatividade deles é incrível, então criam heróis, situações loucas, nuvens laranjas, sóis azuis e lagos cor de ouro... É bem lisérgico.

A mulherada deste signo é de uma feminilidade extrema, consegue seduzir com o doce olhar e tem um aspecto de donzela...

Arianos e leoninos, que adoram uma gueixa-donzela-princesa, são os primeiros a serem fisgados por estas moças de olhar sereno e quadril sem vergonha.

Porque a pisciana, colega, adora um 'vucovuco'. São amantes perfeitas. Com aquele olhar de songa monga, elas vão longe...

Até para a Europa, bein. E reclamam da vida,viu?
Porque adoram se sentir vítimas da situação, da vida, do contador, de você, do filho que ainda não nasceu. Adoram sofrer... E amam misticismo: astrologia, mãe de santo, tarô, borra do café, do capuccino, amam budismo, cartas,enfim, amam uma macumbinha colega.

Ou também são rezadeiros ao extremos.
São chegados em velas.
Pecado e religião.
Culpa e castigo.
Carne e alma.
Pão e vinho.

Ah,eu não tenho paciência.

Piscianos... cuidem do psicológico e da cabeça... São propensos à depressão.

Pessoas famosas de peixes: Elis Regina, Amanda (Pânico da rádio), Kurt Cobain, Rob Lowe, George Harrison, Lou Reed, Jerry Lewis, Spike Lee, Nureyev, Victor Hugo, Bernardo Bertolucci, John Bon Jovi, Elisabeth Taylor, Drew Barrymore, Lisa Minelli, Cindy Crawford, Nina Simone, Anais Nin, Sharon Stone.

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Leão

Antes de qualquer coisa, quero dizer que amo este signo. Amo. Queria ser leonino. E me dou bem principalmente com pessoas deste signo.

Leão é o líder, o rei, o brilho, mas inseguro, precisa de adornos e mimos, senão, sua auto estima é como a de uma ameba na quaresma.

Quer levantar um leonino?
Elogie-o, finja que a opinião dele é a suprema, e que sem ele, sua vida seria uma vida vulgar e miserável, típica de personagem secundário de novela do SBT.

Quer derrubá-lo?
Ignore-o, ria das suas roupas e modos exagerados, não aceite suas verdades prontas e você verá este felino louco, chorando pelas selvas da vida.

Leão é bem generoso, sempre dá um bom presente e mesmo quando pobre, ele se destaca pelo bom gosto e pela ambição.
Ele sempre será (junto com seu irmãozinho taurino) aquele que venderá as garrafas velhas do quintal, para comprar a linda camiseta para o baile da escola (enquanto o irmão taurino, guardará o dinheiro).

Leão quando decide conquistar algo ou alguém, é um inferno, porque ele consegue, porque te cerca, te segue, perturba.
Sabe aquele magrelo galanteador que te liga toda hora e se acha?
É um leão...
Aí de raiva, cansaço e curiosidade, você cede só por um pouquinho e descobre que o beijo dele é bom, que ele é carinhoso e quando você percebe...
É toda dele, MEDA!

É ciumento, dramático e cheio de barracos.

E cuidado com amantes leoninas. Elas de alguma forma, conseguem se tornar as primeiras damas, até porque não suportam a hipótese de serem a segunda opção.
As leoninas são rainhas de tudo, o pobre homem que as servir será sempre um súdito.
Porque são bravas, gastadeiras e querem atenção o tempo todo.
Manhosas, adoram criar um conflito só para no final, ganhar no debate.
Mas em geral são fiéis, dedicadas e muito fogosas.
Egoístas, podem desequilibrar os parceiros com ciúmes e exigências.

Mas no geral este signo quando está equilibrado (ou seja,no comando de tudo), é cheio de vida, calor e humor.
Têm ambição, trabalham bem e sim, querem ser reconhecidos.
Amam aparecer, amam o destaque, o palco, a vida.
Não existem muitos leoninos por aí.
Até porque realeza, não se acha em qualquer esquina, pessoas.

Na firma, sobem de cargo rápido e no refeitório, sempre estão ao lado da chefia.
E mesmo se for mecânico, com a roupa toda suja de graxa, o cabelo estará impecável, todo leão tem uma relação forte com o cabelo.

Leoninos famosos: Madonna, Mick Jagger, Caetano Veloso, Jeniffer Lopez, Sean Penn, Emilio Surita, Jack Onassis, Coco Chanel, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Fabio Assunção (e mesmo com os atuais problemas é lindo e bom ator) e aquela sua tia que fala alto e usa roupas exuberantes e com decotes mesmo com 54 anos.

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maio 11, 2008

mãe,

você sempre foi alguém além da minha compreensão e do meu alcance durante todos os anos em que te observei de cima pra baixo, com olhos de esperança e medo. você foi, pra minha versão menina, o perfume e a cor do mundo adulto, com tudo de maravilhoso e apavorante que ele oferecia. eu quis ser igual a você quando crescesse.

e no entanto eu cresci tão diferente, tão menos exuberante e com uma voz muito mais doce. por longos anos eu quis ter a sua voz e usar aquela camisa vermelha de seda com borboletas douradas que, pra mim, sempre foi a melhor tradução da mulher que você é. borboleta de ouro e sonho, pairando num mundo frenético de vermelho sangue. demorei a aceitar que eu era lilás e prata, tão diferente de você, mami. aceitei, mas doeu.

e parte da minha vida eu neguei você, mãe, porque precisava andar sem segurar nas suas mãos. mas não tenho do que me desculpar, pois você mais que ninguém entende a importância do afastamento e do caminho solitário: você teve que atravessar seus próprios labirintos. vou contar um segredo: estamos ambas perdidas, procurando sabe lá o quê, e a boa notícia é que não estamos sozinhas.

era isso que queria dizer hoje, mãe: o labirinto é nossa maldição e redenção, é o caminho que escolhemos. e se às vezes nos perdemos, é só porque precisamos encontrar alguma coisa importante antes de seguir adiante. você nem sempre percebe, mas estou com você no caminho, onde quer que você vá. estamos no mesmo universo, mãe, você é minha terra e eu a acompanho pendurada nos meus sonhos, na minha órbita de lua.

conte comigo nas noites escuras e difíceis, eu vou estar lá, firme e brilhante como sempre. procure por mim quando precisar de sonho e brilho, mãe, é pra isso que eu existo no seu mundo. e você é, e sempre será, meu chão e minha referência. não importa se me assustam os abalos sísmicos, os furacões ou as pestes, você é meu lastro.

você jamais vai saber o quanto é bela e trágica, o quanto é única e poderosa. e também é por isso que existo - pra lembrá-la que você é um milagre e pode absolutamente tudo o que desejar. eu sei porque te vejo daqui de longe, de um ângulo que você não enxerga. acredite em mim, mãe, você é e pode muito mais do que pensa. palavra de filha.

você segurou minhas mãozinhas quanto eu aprendia a andar e, depois, várias vezes andamos de mãos dadas lado a lado. conte comigo pra ajudar você a andar também, mãe. segurar suas mãos e conduzir você não será nenhum favor ou concessão, mas simplesmente a minha oportunidade de aprender a dar e a sua de aprender a receber.

hoje e sempre, mamis querida, saiba que estarei sempre ao seu lado oferecendo minhas mãos e meu amor. receba meu beijo e o desejo inesgotável de que sua vida seja bonita e boa.

maio 13, 2008

sobre a importância da morte...

... mesmo que seja simbólica.

li o texto que vai aparecer ali embaixo na grace e achei sensacional. vou copiar ao invés de simplesmente colocar o link, faço questão de publicar.

adotei a grace como minha irmã virtual. não nos conhecemos pessoalmente, mas pra mim é como se a distância fosse só uma contingência, estamos juntas sempre por email, pensamento e sentimento, dividindo nossas dificuldades e alegrias. não é assim que devem ser as irmãs?

minha irmã de verdade é a mesma coisa - não nos falamos todos os dias e não nos vemos tanto quanto eu gostaria, mas é essencial saber que ela existe e está ao alcance de um telefonema ou email. amor de irmã é uma coisa muito boa, e quanto mais eu puder juntar irmãs pela vida, tanto mais feliz eu vou ser.

sou daquelas mulheres que acreditam em outras mulheres e gostam delas. eu não acho que mulheres são falsas, vingativas ou fúteis. algumas são, como alguns homens também o são. respeito e amo as mulheres da minha vida, elas me ajudam a entender melhor a experiência de ser mulher. agradeço a todas que fazem e fizeram parte da minha vida, todas me ajudaram a ser melhor.

o que dizer então da mãe, a mulher suprema da vida de cada um de nós? eu já disse isso sobre outras datas comemorativas e digo de novo - gosto do fato de existir dia disso ou dia daquilo. não gosto de datas comerciais, mas eu posso perfeitamente ignorar essa parte (e o faço); aproveito a data para repensar, por exemplo, como tem sido meu relacionamento com minha mãe, o que ela representa pra mim.

esse texto aí embaixo me fez pensar e lembrar deste post meu, que mandei para a denize como reflexão sobre o dia das mães. não é uma relação fácil, não senhores.

**

A Medusa, terrível ser mitológico, é considerada pelos gregos uma das divindades primordiais pertencente à geração pré-olímpica. Só depois é tida como vítima da vingança de uma deusa. Uma das três górgonas, é a única mortal. Três irmãs monstruosas que possuíam cabeça com cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali e asas de ouro. Seu olhar transformava em pedra aqueles que a fitavam. Como suas outras irmãs, Medusa representava as perversões. Euríale simbolizava o instinto sexual pervertido; Éstano, a perversão social; e finalmente a Medusa que, espiritualmente falando, representa a pulsão evolutiva - a vontade de crescer e evoluir - estagnada.

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coisinhas

eu preciso muito disso:

tem muito mais na loja, explore!

(vi na lúcia, adorei)

maio 14, 2008

amigo é isso:


(amigos não deixam seus amigos usarem leggings)

daqui, leitura diária obrigatória :)

sinal fechado

olá, como vai?
eu vou indo, e você, tudo bem?
tudo bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro. e você?
tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranqüilo, quem sabe?

quanto tempo
pois é, quanto tempo...

me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios
ah, não tem de quê, eu também só ando a cem
quando é que você telefona? precisamos nos ver por aí
pra semana, prometo, talvez nos vejamos. quem sabe?

quanto tempo
pois é, quanto tempo...

tanta coisa que eu tinha a dizer mas eu sumi na poeira das ruas
eu também tenho algo a dizer mas me foge a lembrança
por favor, telefone, eu preciso beber alguma coisa, rapidamente
pra semana...
o sinal...
eu procuro você...
vai abrir...

prometo, não esqueço
por favor, não esqueça
adeus,
não esqueço, adeus

(veja / escute aqui)

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às vezes (que ruim) eu me sinto exatamente assim.

maio 15, 2008

vai-e-vem

lembram que eu falei de uma viagem bate-e-volta pro méxico semana passada? pois então: em 1 dia e meio que fiquei por lá, conseguiram perder minha bagagem e me colocaram num quarto já ocupado.

como vocês já sabem, sou uma pessoa positiva e que ri de qualquer coisa, principalmente de mim mesma. esses dois eventos, portanto, foram uma ótima oportunidade de dar boas risadas e não poderia deixar de compartilhar.

eu sou esperta e não despacho tudo na mala, então as coisas mais importantes estavam comigo na bolsa la reina madre: celular, documentos, notebook, carregador, itinerário da viagem e uma muda de roupa (ha!). eu viajei à noite e, depois de uma viagem de 11 horas (9 e meia de SP à cidade do méxico + 1,5 de lá para uma cidade menor) fui direto para uma reunião de dia inteiro.

viajei de classe executiva (justamente pra poder estar minimamente inteira no dia seguinte), então consegui dormir, comer e até trocar de roupa antes da reunião, mas minha mala não chegou no mesmo horário que eu. o mais estranho é que eu VI minha mala indo para o avião de brinquedo que nos levou para o interior do méxico, mas ela nunca entrou no mesmo vôo que eu.

depois de preencher uma ficha de perda amarela, fui direto para a reunião e dali para um jantar de confraternização; tive então que pedir delicadamente aos colegas mexicanos que me levassem a uma loja para comprar roupas para o dia seguinte. começa então a história bizarra número 1.

me levaram à sears. razoável, porque estava aberta às 8 da noite e tem grande variedade. só não me contaram que aquilo era praticamente uma loja de fantasias, todas elas de carmem miranda. juro por deus, eu quase comecei a chorar quando entrei. não conseguia achar sequer UMA blusa que não fosse com babados, fru-frus e com estampas monstruosas de flores ou plantas. eu me senti numa estufa de poliéster e quase tenho um surto na loja.

depois de 30 minutos procurando uma blusa simples e discreta (não tinha!), acabei comprando uma blusa de malha de algodão que parecia um vestido, preta, que deixou meus peitos parecidos com uma instalação. ok, melhor que me vestir de carmem miranda misturada com pamela anderson. e comprei uma calcinha da calvin klein chocolate, lindinha, que salvou meu dia (paguei na calcinha o dobro do que paguei na blusa, aliás).

fomos a um restaurante massa, conversei bastante usando meu portunhol avançado e fui para o hotel. o lugar era lindo de morrer, parecia um castelo, mas juro que estava cansada demais pra reparar (só tirei fotos no dia seguinte). peguei meu cartão e fui pro quarto. começamos a história bizarra número 2.

entro e acendo só uma luzinha, como sempre, porque não gosto de luz demais. jogo a malinha no chão, arranco o sapato e as calças e vou fazer xixi, obviamente com a porta do banheiro aberta. ligo pro marido enquanto isso (tudo ao mesmo tempo) e começo a contar como foi o dia (já era mais de 1 da manhã pra ele). dou descarga, saio do banheiro, começo então a prestar atenção no quarto enquanto falo com ele e noto algo estranho: uma mala aberta; gravatas esticadas na cama (!) e coisas espalhadas na mesinha. OPS! desligo correndo dizendo: "amor, eu estou no quarto de outra pessoa".

ligo para a recepção e, no meu portunhol maravilhoso, explico a situação. a moça, desesperada, diz algo como "saia daí imediatamente ou sua cabeça vai explodir! mas nos desculpe o inconveniente, alguém vai ajudá-la em alguns minutos".

eu entendi muito bem a parte de sair imediatamente e assim fiz, depois de colocar a roupa de volta e esticar o lençol da cama. como se fosse eu a culpada pela invasão involuntária, brasileira legítima. feito sem-teto, fui pro corredor do hotel chiquérrimo (porém desorganizado) e esperei um moço simpático vir me buscar. e aí sim fui para o meu quarto.


(o hotel)

ah, sim: sorte que eu deixei meu celular pra despertar, porque pedi pra me chamarem às 7 horas e ninguém chamou. o coitado do outro quarto, além de ter sido invadido, deve ter sido acordado às 7.

mas acharam minha mala, que voltou ao brasil exatamente como saiu.

**

estou no meio de um projeto de enlouquecer, que está acabando esta semana. mas não vai ficar tranquilo por muito tempo - viajo pros estados unidos dia 25 agora e fico por lá 2 semanas trabalhando, então não sei o quanto vai ser possível contar mais histórias bizarras que só acontecem comigo.

tenham fé e torçam para que eu tenha tempo de contar os acontecimentos que certamente não serão tranquilos e sem eventos, principalmente porque vou ter que dirigir em terras de tio sam, com carro automático. ferrou.

maio 16, 2008

eles são ridículos!

ontem assistimos two for the money (tudo por dinheiro) e eu simplesmente não entendo o matthew mcconaughey. ele é ridiculamente lindo, gostoso e maravilhoso. ele tem que ter chulé ou coisa parecida, senão a vida é muito injusta.

me digam se tem cabimento isso:

e a angelina jolie? ridícula. vejam essa desgraçada grávida de gêmeos e me digam se tem cabimento uma mulher ser maravilhosa desse tanto.

a vida É injusta.

maio 19, 2008

otária, muito prazer

pois no sábado estivemos em SP e resolvemos almoçar com a sheilinha e o leo. ela sugeriu o bolinha (não coloco o link de propósito) e eu, que adoro feijoada, topei.

eu tinha ido a esse restaurante só uma vez, e a visita ficou um pouco eclipsada pela companhia - eu fui com o ex mais recente e uma amiga dele que é simplesmente a pessoa mais chata do universo (mesmo. se houvesse uma escala de chatice ela seria o limite superior). lembrava que a comida era honesta, apesar de cara, e resolvi repetir a dose.

chegamos lá e a espera era de 1 hora para comer. a sheila chegou primeiro, depois chegamos eu e fer e depois o leo e nós quatro juntos esperamos talvez 30 minutos. a feijoada é à vontade, com os acompanhamentos tradicionais e mais banana, mandioca e bolinho de aipim pra quem quiser.

comemos bem, a feijoada é honesta - notem que eu não disse maravilhosa nem sensacional e nem boa pra caráleo, porque de fato não é. ho-nes-ta.

pois vamos à conta? R$ 182 por casal. AHN? COMO ASSIM? quase tive um ataque do coração. juro por tudo que é sagrado que me lembrava do preço ser um absurdo, mas coisa assim de 45 paus por pessoa. pois a feijoada honesta do restaurante em questão custa 76 reaus, meus amigos.

francamente? não vale 35, mesmo sendo à vontade. e, apesar do preço absurdo, o restaurante estava LOTADO, com fila de espera de uma hora.

me senti a mais otária das criaturas. mas uma coisa não entra na minha cabeça: muito mais otários são os palhaços que deixam seu dinheiro naquela arapuca de bom grado e voltam pra rasgar mais dinheiro! porque eu fui enganada, é sério - se soubesse do preço eu não entrava nem morta.

e vou dizer mais, pra ficar bem clara uma coisa: eu não me importo de pagar caro por coisas boas. gasto sem nenhum problema, eu fico feliz em gastar dinheiro com coisas que considero excepcionais. mas a feijoada do bolinha não vale 76 reais nem a pau.

fica então a recomendação: feijoada do bolinha? sai fora! é restaurante pega-trouxa que não entrega o que promete. e para registro, minha feijoada é 10 vezes melhor que a deles.

declaração de amor torta

nunca sonhei em casar naquele esquemão de vestido-e-festa, minha opinião sobre este tipo de evento está aqui.

felizmente eu casei com alguém que concorda comigo e também detesta presepada. sério: é muito teatro, praticamente uma festa à fantasia.

essa história que ele comentou no link ali de cima é a pior de todas: tem presepada monstra e ainda por cima é surpresa! o infeliz não tem nem opção, tem que aceitar casar. ou alguém com algum amor no coração diria não nessa situacão?

a coisa que eu acho mais maluca quando se trata de festa de casamento é a transformação dos envolvidos. conheço montes de pessoas que se dizem modernas, atéias e etc. mas se rendem ao mico que é se enfiar numa fantasia e fazer teatro pra platéia (que geralmente nem convive com os protagonistas) com padre e tudo. os autoproclamados modernos, prafrentex e afins se transformam em suburbanos mal ajambrados que cantam e dançam ivete sangalo a noite toda.

muito medo.

me recuso a ceder às pressões - não faço festa de casamento e ponto final. depois de 5 anos, até considero casar no cartório e encomendar um almoço pros nossos pais, irmãos e amigos muitíssimo amados. e vestindo roupa de gente normal, pelo amor de deus.

e o dinheiro que gastaríamos com uma festa e as fantasias ridículas a gente torra em viagem :)

**

amor, eu te amo pelos mesmos motivos. e como bônus, você tem cabelo e não tem cara de tiozão! :P

por amor...

... não compre bichos de nenhum tipo. não compre, não compre, não compre. pense nos montes de bichinhos sem dono, sem lar e sem amor que existem por aí pra você adotar. pense no quanto é escroto alguém fazer dinheiro vendendo animais de estimação. não dê dinheiros pra esses filhosdaputa.

mas se mesmo sabendo que há animais lindos e maravilhosos pra adotar você ainda quiser comprar porque é importante pra você ter um animal de raça, eu vou fingir que não sei que você é uma criatura pobre de espírito e vou pedir humildemente que você compre o animal de um canil ou criador. não compre animais em pet shops. quem sabe assim eles param de manter os pobres bichinhos dentro de gaiolas ridiculamente pequenas em condições degradantes.

onde se pode adotar:

quero um bicho
doação de animais
adopet
adote uma vida
adote um gato
sos gatinhos
arca brasil

(post inspirado por um filhote de pastor alemão, lindo de morrer, confinado numa gaiola sem cobertor, sem água e sem comida. custava 1100 reais)

cyberbullying - os imbecis também se digitalizam

eu já bati papo com alguns especialistas no assunto, porque quem tem blog está sujeito a esse tipo de coisa com freqüência: sempre tem um idiota achando que pode ameaçar você e ficar impune, porque na internet é fácil ser anônimo.

não é bem assim, viu? já consegui resolver problemas com gentinha desse naipe de forma simples, sem precisar nem envolver polícia. basta procurar bem que a gente acha quem é a criatura, onde mora, onde trabalha, etc. um telefonema geralmente resolve o problema, pois quando o valentão ou valentona se dá conta que não é mais anônimo, amarela e pára.

o problema é mais grave quando há crianças envolvidas - se a gente que é adulto já se incomoda com essas coisas, calcula uma criança? leiam esse artigo sobre o assunto, há caminhos para resolver esse tipo de problema. a delegacia de crimes eletrônicos é sempre uma opção, não esqueça.

a internet é uma comunidade livre, mas não é terra de ninguém.

eu sou a lenda

vimos esse filme no fim de semana, e eu confesso que estava de má vontade. eu achava que era uma cópia americanizada de extermínio (a história é basicamente a mesma, afinal) e preconcebi um filme bestinha.

(aqui comentário em português - cuidado que estraga as surpresas, pra quem não viu)

o filme não é besta, apesar da fórmula conhecida e de alguns buracos na trama que me incomodaram (nada importante, chatice minha). os zumbis são bem assustadores (e de um jeito diferente de extermínio, que conta muito com a câmera nervosa pra nos deixar mortos de medo), eles realmente parecem uma ameaça difícil de contornar.

é mais ou menos assim que acontece a tragédia: o mundo é acometido por um vírus (criado pelo homem, claro) que mata 99% da população; dos 1% que sobram, somente 10% são completamente imunes ao efeito do vírus, nos demais o efeito é transformá-los em zumbis assassinos sanguinários que se alimentam de quê? dos pobres que continuam humanos. realmente não é uma idéia divertida.

as coisas mais interessantes do filme, pra mim, foram o relacionamento do protagonista com sua cachorra (sua única companhia por 3 anos) e os efeitos da solidão no pobre coitado. quase tão assustador quanto os zumbis é pensar em viver com medo e sozinho por 3 anos inteiros.

as cenas de manhattan abandonada à natureza são incríveis e, pasmem, não foram feitas com computação gráfica (os animais selvagens foram, o restante não). e pra quem pegar o DVD duplo, tem um final alternativo e algumas animações maravilhosas sobre a história acontecendo em outros lugares do mundo. a que mais gostei foi a animação do vírus na índia, que mostra o ponto de vista dos zumbis - demais!

eu recomendo para os fãs do gênero :)

maio 20, 2008

antes que eu me esqueça

sou contra discussão de relação, qualquer que seja o relacionamento. há alguns anos eu só entro em uma discussão desse tipo se realmente for caso de vida ou morte.

**

eu já considerei amigos tipos que falam o que querem sem dar importância ao quanto isso poderia me machucar, mas defenestrei (simbolicamente, pelo menos). eu mesma já fui assim (dizia o que achava que tinha que dizer, foda-se quem está ouvindo) e percebi o quanto essa atitude é horrorosa, procuro mudar a cada dia (nem sempre com sucesso, é bem verdade).

mas gente assim faz mal, não fique por perto. e se a pessoa em questão achar que "faz isso para o seu bem" ou que "a verdade precisa ser dita", afe, corra muito.

**

nada contra sinceridade, é que aprendi que quem se importa com você de verdade procura entregar sinceridade embalada sempre em muita gentileza. e é assim que eu quero ser, é de pessoas assim que eu preciso na vida.

**

alguém mais tem às vezes a sensação desagradável de como eu pude? essa semana fui ler o blog de um ex-amigo e a cada linha que eu lia o meu nojo aumentava. eca, eca, eca! como eu pude um dia sentar à mesma mesa que essa... criatura?

fui lavar as mãos, simbolicamente, após ler o blog.

(podem rir, é porque não é com vocês :))

**

por motivos pessoais ;) não gosto de usar muito o mito da caverna, mas nenhuma metáfora se aplica tão bem ao que observo por aí. as maior parte das pessoas realmente acredita nas sombras e vive uma realidade toda particular e, é claro, equivocada.

outro dia alguém me disse uma grande verdade - depois que você passa por um processo psicanalítico, enxerga o mundo - e as pessoas - de outra forma. não significa que seus problemas estão resolvidos nem que você é uma pessoa ótima, mas significa que você teve coragem de sair da caverna. quando você vê os outros lá, falando com as sombras, é muito esquisito, dá vontade de chacoalhar!

entendo quem abandona tratamentos psicológicos no meio ou se trata com terapeutas de mentirinha, de verdade. o processo real de sair deste lugar conhecido (nem sempre confortável, porém conhecido) é difícil e doloroso. e o mundo lá fora, pra dizer a verdade, nem sempre é bonito de ver.

ainda assim, control freak que sou, prefiro lidar com o mundo real. dói às vezes, mas é bem mais bonito.

(mas e se o mundo for como nesse filme? esse assunto é melhor esquecer :))

maio 21, 2008

a caverna (vendo do lado de fora) ou um aviso não muito amigável

são anos de blog e ainda não entendo quem entra aqui no meu blog, que contém a minha opinião, pra me dizer que eu sou isso ou aquilo porque acho X ou gosto de Y. não tenho nada contra quem chega aqui e diz "olha, sobre isso que você falou, eu acho diferente, é isso e aquilo e tal". o problema são os que discordam de mim vêm aqui tentar me convencer que eu estou errada; quando não dá certo, tentam provar que eu estou errada dando exemplos; quando não dá certo, apelam.

por que diabos temos que discutir e entrar em acordo? será que não é suficiente cada um dizer o que pensa, sem tentar convencer o outro? e pior, tentar achar argumentos (sejam eles pertinentes ou não) pra provar que o outro está errado?

ah, como isso é chato. tá cheio de gente aí nos meus comentários que discorda de mim e deixa mensagens normais, tipo "eu, por outro lado, acho X". e tá tudo bem! agora, por favor, não venha querer me dizer que eu sou contraditória ou hipócrita ou whatever. você, caro leitor, provavelmente não me conhece o suficiente pra dizer isso, então deixe aí sua opinião, mas não venha me dizer que estou certa ou errada.

e, antes de mais nada, leitor-patrulha, pare de achar que as generalizações aqui são pessoais, porque não são. se você vestiu a carapuça é problema seu, me poupe das suas crises de ego. esse blog não serve pra atacar ninguém nem pra convencer ninguém de nada, ele serve tão-somente como espaço de reflexão pra mim e, com sorte, pra vocês. isso não é fórum de debate e nem programa de TV. eu não estou aqui pra fazer tipo pra ninguém, eu já passei dessa idade faz é muito tempo.

pois então, aproveitando a nova oportunidade de tocar nesse assunto, esclareço o seguinte: eu não dou bola pra aparência, pra marca, pra grife e pra status. eu cago e ando pra isso e acho idiota viver em função disso (ATENÇÃO - generalização, tá?).

eu vivo minha vida de acordo com o que acredito. então, se eu digo que sou contra teste de cosméticos em animais, não uso produtos testados em animais, é simples. se digo que acho apego às grifes uma futilidade idiota, na prática eu não compro coisas de grife porque são de grife. significa que eu não compro NADA de grife? não, pedro bó, significa que eu não dou bola se é ou não é de grife! eu não compro marca, eu compro produto. e aliás, cada vez compro menos de tudo, de acordo com o tipo de vida que eu quero levar.

pra você que não me conhece, saiba: eu vivo o meu discurso. quem convive comigo sabe muito bem que eu faço exatamente o que eu digo e que quando eu quero, mudo minha vida. então, por favor, não venha me dizer como eu sou, porque você não me conhece. não é porque eu usava detergente odd no passado que eu vou continuar fazendo isso o resto da vida! há alguns meses eu decidi que iria usar produtos de limpeza biodegradáveis e simplesmente mudei, pronto, muito simples. só não muda quem não quer.

recebi um comentário patético (anônimo, claro, como todos os idiotas fazem) dizendo que o fato de eu ter ferrets é relacionado ao meu desejo de grife. olha, até seria, se essa pessoa realmente soubesse com quem está falando, e isso é que me deixa puta: o que dá às pessoas que não fazem parte do meu convívio o direito de emitir opinião sobre minha conduta pessoal? é uma falta de respeito e noção que, pra mim, ultrapassa todos os limites. você quer dar opinião geral sobre "pessoas que possuem ferrets"? problema seu, eu visto a carapuça se quiser; agora vir aqui no meu blog me julgar vira problema meu. e antes de continuar a falar do assunto, que me interessa, mando às favas os julgadores anônimos. vão se catar, que eu tenho mais o que fazer.

continuando no que interessa: eu, juntamente com o fer meu marido, fazemos parte do grupo de pessoas que são contra a venda de ferrets no brasil, há 5 anos (desde que casamos e começamos a pensar no assunto). o fer participa de listas de discussão e comunidades de ferrets e se empenha em convencer as pessoas a não comprarem ferrets. por quê? leia esse post e você vai entender, espero. o outro motivo é que a maior parte das pessoas compram o bicho exatamente pra ter um animal diferente, sem saber que ele exige cuidados muito especiais e geralmente morre de forma dolorosa e triste. e, adivinhem?, a maior parte das pessoas simplesmente os abandona quando eles estão velhos e doentes, ou vende pra os desavisados que não sabem o que estão comprando.

o que temos feito há 5 anos é ficar atentos aos ferrets velhinhos e doentes que as pessoas não querem mais, e nós os compramos ou achamos quem adote. essa é a nossa forma de contribuir para que eles tenham um final de vida digno. porque nós nos importamos! pra nós, ferrets não são símbolo de status ou uma forma de nos definir para os nossos pares. eles são seres vivos que merecem tanto respeito quanto você e eu.

e aí vem um otário qualquer que não me conhece aqui no meu blog dizer que eu tenho ferrets porque são bichos de grife ou por status! puta que o pariu, é o mínimo que eu posso dizer.

e é por isso que o título retoma o mito da caverna - esse tipo de gente realmente vive no universo parelelo, aquele em que só existe o próprio ego e o desejo primitivo de agredir quem ousou "ofendê-lo". só estando mesmo muito cego pra achar que eu tenho algo pessoal contra você, um dos 5000 acessos que este blog tem por dia; e só sendo muito sem noção pra julgar a mim, pessoa física, sem me conhecer. tenha dó.

com o pouco de compaixão que me resta, eu aviso você, potencial leitor ofendido por algo que eu escreva - seu sentimento de ofensa vem da sua baixa auto-estima, dos seus problemas pessoais; não existe ninguém aqui querendo agredi-lo. se você se dói com algo que eu digo "pra geral" é porque você se identificou e não porque eu sou uma escrota que quer atingir você, entendeu?

maio 26, 2008

lacuna impreenchível

pessoal, estou em cleveland. a viagem foi um horror (quem gosta de viajar de avião, me diz?): a comida cada vez pior em todas as companhias aéreas, a poltrona que reclina uns 15 graus e um fulano sentado perto de mim que pra ser chato precisa melhorar muito.

mas isso não é tudo, atenção para os desastres em série: almoçamos no aeroporto pra não ter stress com horário de vôo + trânsito em SP. eu com uma camiseta imaculadamente branca peço prato com molho verde (cor de pistache) e consigo um pouco na blusa, que ficou imediatamente não apresentável. ok, paciência, vou comprar uma outra blusa no aeroporto, porque não dá pra chegar nos istêites de camisa esgangalhada né? pois compro uma linda, fofa, adorável e lá vou com ela. no jantar do vôo, pego meu pãozinho e a manteiguinha e quando abro a bichinha, SPLASH pra todo lado. a manteiga estava 100% líquida e derrubou todinha na minha blusa nova. manteiga + blusa de algodão = mancha que não sai nunca mais. dei um pulo ninja da cadeira e corri pro banheiro - arranquei a blusa e enchi de sabão líquido. fiz o melhor que pude, acabei com a blusa encharcada e o moleton que estava por cima dela (aberto, felizmente) eu acabei usando de blusa até o final do vôo.

chegando em chicago eu recoloquei a blusa (e acho que escaparam algumas manchas, infelizmente) e me transformei na mulher-pão-na-chapa. fiquei cheirando pão na chapa até chegar em cleveland, e acho que não vou comer manteiga por um mês.

fora isso, o hotel é pior do que eu esperava e tive que dirigir mais de 1 hora do aeroporto até aqui. não é que eu esteja de mau humor, vejam bem, é que é muita coisa na seqüência, né? preciso de uma noite de sono pra deixar passar a experiência.

meu marido, místico que é, diria que é tudo culpa da minha energia negativa :)

e eu vou confessar - detesto viajar a trabalho. de-tes-to. tem quem goste, ache que viajar a trabalho é status e o cacete, mas eu odeio. procuro sempre aproveitar o que posso, mas é isso: odeio. aviões são desconfortáveis, todo mundo tá com pressa e correndo, os hotéis padrão executivo são bem piores que a minha casa e sinto falta do marido e dos ferrets.

mas estando aqui, farei o que puder pra aproveitar. queria ir até chicago visitar o museu de história natural mas é longe demais prum bate-e-volta, infelizmente. vou descobrir o que existe aqui pela cidade mesmo e me divertir o quanto puder nessas duas semanas, além de, é claro, trabalhar muito.

**

ah, o título do post - é uma das muitas pérolas do DVD do chico anysio que compramos. sensacional, recomendo muito, bishcoito :)

é uma brincadeira com a minha ausência: quando eu estou longe, fica uma lacuna impreenchível na vida de vocês, não fica? :D

maio 27, 2008

o que elas estão lendo?

me convidaram para dizer o que eu estou lendo, neste blog que divulga o que estão lendo as mulheres por aí.

eu dei lá minha contribuição, confira e comente :)

maio 28, 2008

clipping

por isso que eu adoro a europa!

e

que boa notícia! e nesse ponto eu adoro os estados unidos. por aqui não se pode fumar em quase nenhum lugar, o que eu acho ótimo, porque cigarro é disgusting.

**

e ontem jantei num restaurante ótimo de nome engraçado - the flying fig. eu comi o chick pea crusted tofu (tofu com crosta de grão de bico) servido com cuscuz, delicioso.

a única gafe até agora é ter atropelado o canteiro do estacionamento ao sair hoje cedo, porque eu não enxergo o lado de fora do carro (baixinha, carro grande...) :D

e tem as gafes do meu colega limítrofe, que embora não sejam minhas gafes, acabam me causando desconforto por proximidade. quero me esconder no primeiro buraco disponível o tempo todo graças ao comportamento inadequado da pessoa (além das limitações intelectuais óbvias). juro, se vergonha alheia matasse, eu tava mortinha e seca depois de 2 dias acompanhando a criatura... graças a deus ele vai embora sábado, vai dar tempo de me recuperar dessa experiência antropológica.

pros amigos, tudo :)

site novo do felipeb - eu adorei. não deixe de visitar a seção de fotos (e babar...)

maio 29, 2008

banzo

aqui é quase verão, certo? errado. 10 graus lá fora e eu amaldiçoando o vento que parece a encarnação do diabo. mas os dias estão lindos, e ontem fizemos um passeio de barco ao redor da cidade, muito gostoso.

esqueci a câmera, é claro, mas o celular me salvou. mais ou menos, porque a verdade é que sou péssima fotógrafa e a câmera do celular não é nenhuma brastemp. então, tem fotos de cleveland (e outras) aqui.

estou num quarto melhor, me acostumei com o carro automático e a lesma-lerda que me acompanha no momento vai embora, ou seja: tudo melhorando :)

comprei montes de jogos pra PSP, livros e cds, decidi não comprar o xbox por enquanto. mas vou pra victoria secret comprar sutiãs que sirvam direito, e essa compra por si só deve derrubar meu cartão de crédito, damn it.

além das compras, tem as pequenas surpresinhas e gentilezas dos colegas americanos: ganhei o livro atlas shrugged, fui almoçar hoje num mexicano e estou viciada em miller genuine draft. e conheci ontem indianos e chineses, que me divertiram com histórias sobre seus países de origem. quão incrível é a oportunidade de jantar com um chinês e ouvir histórias sobre a cidade proibida?

e, temperando a estada em terras estrangeiras, tem a enorme saudade do marido, dos ferrets e da minha casa. mas semana que vem taí e logo logo eu tou de volta, de mala cheia :D

maio 30, 2008

o trabalho irrita o homem (e a mulher também)

reunião cedo, dor de cabeça, aquela coisa. o CIO da empresa falando: "fulano vai assumir a diretoria da área X, mas como ele está com outras atividades prioritárias nesse momento, sua dedicação será 50% apenas. as demais atividades eu mesmo vou assumir temporariamente. alguma pergunta?"

um americano que trabalha na minha equipe (não o lesma-lerda, que é brasileiro) pergunta (pro CIO, atenção): "mas se você vai assumir 50% do trabalho do diretor novo, então você vai trabalhar 150%?".

juro que ele, que chamarei a partir de agora de mr blond disgrace, perguntou a sério. eu quis cavar um buraco pra china e sumir.

como se não bastasse, mr blond disgrace aproveitou que estava com o microfone e fez uma piada que ninguém entendeu (ou os americanos entenderam e acharam ruim mesmo). poucas coisas são mais constrangedoras que pessoas que fazem piada e ficam rindo sozinhas, feito bobas, enquanto os outros coçam o nariz ou procuram alguma coisa na bolsa.

**

pra completar meu desgosto, o lesma-lerda (vamos convencionar esse nome, pois ele vai aparecer de vez em quando por aqui) é conversinha. pra quem não sabe, conversinha é quem gosta de ficar de papo furado que não leva a nada. o cara aparentemente não tem o que fazer, porque vira e mexe aparece na minha mesa (ou de outro azarado) e fica falando da morte da bezerra ou dá opiniões estúpidas a respeito de assuntos irrelevantes sem ninguém perguntar nada.

quando estou no escritório do brasil ele não me incomoda tanto, porque tem outras pessoas mais receptivas pra conversar. eu sou geralmente sociável e simpática com todo mundo, mas há alguns anos já não me esforço em ser legal com quem não me agrada.

até essa viagem, eu achava o lesma-lerda só chato e burro. graças à proximidade e ao problema do idioma (já que ele mal fala português, que dirá inglês), essa viagem fez com que ele grudasse em mim como um sanguessuga e eu passasse do desprezo ao ódio puro.

quanto mais conheço da pessoa, mais odeio. primeiro porque ele se acha engraçadinho, e sempre que faz piadas inconvenientes (é freqüente) repete o clichê "porque eu perco o amigo mas não perco a piada! HA HA HA!". ha ha ha. se essa frase é imbecil normalmente, imaginem vindo de alguém que nem amigo é.

e pra completar o cara não consegue falar alguns "L", como na palavra "plástico". ele fala pRástico, tempRate e probRema.

eu sei que toda empresa sempre tem um desses, mas me digam: por que tem que ficar próximo de MIM? eu acertei bem na testa de jesus na cruz, tenho certeza.

**

a visita de gringos ao brasil é bem freqüente, então é comum sairmos pra jantar com os visitantes. geralmente é legal, eles gostam de saber do país, experimentar coisas, etc. mas mês passado eu tive uma experiência fora do corpo (e pior, levei o fer comigo).

numa mesa de 8 pessoas senta do meu lado a seguinte figura: gerente da área financeira, 40 e poucos, magro, ensebado, metido a engraçadinho e que quer levar tudo que é gringo pra puteiro vagabundo. ele é a encarnação viva daqueles contadores de história do nelson rodrigues, sabem? e a mulher dele chama sizinha, vejam bem. o cara é daqueles que sempre têm uma história melhor que a dos outros na mesa, e ele contava todas elas fornecendo aqueles mínimos detalhes que ninguém quer ouvir.

em suma, o jantar estava uma merda e eu já devia pelo menos 18 boquetes pro marido pra compensar o programa de índio :)

enquanto eu tentava comer, a criatura agarrava o garçom pelo braço, como se fosse seu melhor amigo, e acotovelava minhas costelas a cada piada sem graça que contava. eu estava prestes a entregar pra deus e jogar a cesta de pão na cabeça do desgraçado, quando ele se redimiu: no meio de uma história interminável, ele nos conta que nem ele nem sizinha gostavam de custráceos.

eu enfiei mais uma garfada na boca antes que fosse tarde, mas o fer quis confirmar (era sorte demais!): "é mesmo? então você não gosta nem de lagosta?" e nosso protagonista responde, fino: "pois é, detesto CUSTRÁCEOS. deve ser herança do meu avô judeu, você sabe que judeus não comem CUSTRÁCEOS, certo? e...(blá blá blá)".

eventualmente o jantar acabou - javé é grande e não gosta de custráceos - e juro que desde o momento em que entramos no carro até provavelmente a semana seguinte nós só repetíamos CUSTRÁCEO e ríamos às lágrimas.

já encontrei o molusco pela empresa uma ou duas vezes, mas saí correndo rapidamente. descobri que todo mundo o odeia (por que será?!) e me senti um pouco melhor por desejar que ele desapareça da face da terra.

**

em compensação tem algumas pessoas no trabalho que são nota 1000 - boas, divertidas, inteligentes, do bem. é que, convenhamos, é mais engraçado falar dos pangarés. além de servir como terapia (porque se eu não reclamar acho que vou explodir).

então, obrigada pela atenção a mim dedicada :) riam das minhas pequenas desgraças e desejem mais sorte nas próximas reuniões e jantares de negócio.

att,
zel

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