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junho 2008 Archives

junho 2, 2008

ET - telefone - minha casa

eu já contei que tenho pa-vor do livro invasores de corpos, certo? e o filme não ficou atrás - aquela gente na rua tudo com o mesmo jeitão de venha brincar conosco, chuvisco me apavora completamente.

pois eu descobri que não precisa de alienígena nenhum pro mundo ser assim, basta vir visitar essa região dos estados unidos que estou agora. sério, é apavorante. descobri que chamam esse pedaço aqui de christian belt, e isso não tem nada a ver com o uso de acessórios. é toda uma região de gente religiosa e conservadora ao extremo, que vive uma vida insípida e pasteurizada (pelo menos na minha opinião).

eu sei que é importante respeitar a cultura alheia e blá blá blá, mas francamente - que coisa horrorosa é viver num sistema que não tem espaço para nenhuma diversidade! porque tem gente de vários lugares do mundo por aqui, sim, mas eles se mimetizam e se transformam nessa coisa amorfa e politicamente correta que é o americano médio cristão. horror, horror.

no jantar de domingo (às 18h, porque aqui depois das 19h já não tem mais nenhum lugar "respeitável" aberto) com uma família típica da região, descobri que as crianças não têm acesso a videogame e nem TV, e não assistem nada da disney (fiquei com medo de perguntar o motivo). os meninos são sabatinados na mesa do jantar: "digam 20 generais da 2a guerra mundial!" (e eles dizem) e a menina é tratada como um ser angelical, o oposto deles (sugar and spice and everything nice).

aqui as pessoas não fazem nenhuma pergunta pessoal (nenhuma mesmo) e contato físico está fora de questão (até aperto de mão parece ter caído em desuso). por outro lado, as famílias são numerosas (sempre 3 filhos ou mais), o que me leva a pensar que as coisas são bem diferentes entre as 4 paredes... :) (ou controle de natalidade é proibido)

e no escritório as coisas ficam ainda mais bizarras - baias altas, todo mundo quieto no seu canto (nada de conversas, cada um quietinho no seu cubículo) e ninguém trabalha junto, em equipe. colegas que sentam lado a lado trocam emails ou falam no MSN! agora eu começo a entender a ojeriza dessas pessoas por reuniões. são eventos infernais, as pessoas têm que conversar, fazer coisas juntas, olhar nos olhos, ECA! :D

todos parecem loucos pra acabar tudo logo e ir embora rápido pra casa, de preferência evitando o contato com os colegas durante o dia. vão embora correndo pra cortar a grama, ensinar tabuada pros filhos e, quem sabe, fazer mais filhos? eles parecem ter medo de contaminação, seja por germes seja por idéias.

podem me chamar de louca, mas isso aqui é a coisa mais próxima do inferno que consigo imaginar. e sei que há vários lugares neste mesmo país que são bem diferentes (nova iorque, são francisco, por exemplo), mas desconfio que isso aqui que estou vendo representa uma parte grande do jeito americano de viver. e é assustador.

não sei o que me assusta mais - existir tanta gente que vive assim ou existir tanto ou mais gente que enxerga isso como ideal de vida, como "vida perfeita". medo-medo-medo.

**

nota da autora: é provável que eu esteja reagindo exageradamente à realidade que estou conhecendo, dêem um desconto pro meu espanto. é que antes de fazer essa viagem, eu só tinha viajado pros estados unidos a trabalho nas cidades de NY e washington DC, cidades bem mais cosmopolitas.

junho 3, 2008

rock'n'roll

pois eu visitei o tal museu do rock em cleveland, e olha: é bem legal!

tem roupa do michael jackson (aquela luva brilhante sensacional, por exemplo) e da madonna (aquele corpete dourado com cones nos peitos). além disso, tem uma carta escrita pela madonna mocinha pra um amigo, contando como eram as aulas de dança e o que era queria fazer da vida. já dava pra ver que ela não se contentaria em ser uma dançarina qualquer...

tem roupa / disco / informação de tudo que vocês pensarem, é muito organizado o lugar. mas (tem que ter um mas, né?) achei muito pouca a informação sobre as bandas inglesas (pra não dizer de outras partes do mundo, que é inexistente). os rolling stones têm um espaço bem menor que o elvis, por exemplo, e os beatles são posicionados como "a manifestação inglesa do rock'n'roll" ou algo assim. posso estar redondamente enganada, é verdade, mas sempre achei que os beatles foram o maior fenômeno do rock mundial.

sem entrar no mérito da qualidade musical (até porque eu não sou fã dos beatles, gosto de muito pouco do que eles fizeram), eu imaginei que eles deviam ser mais destacados num museu de rock. quem sabe num museu inglês, né? :)

fora o espanto com a pouca importância dada pros meninos de cabelo de tigela, o mais legal pra mim foi conhecer mais do movimento punk. confesso que sempre foi preconceituosa com punks (sujos, revoltados, barulhentos - o resumo do inferno em terra :)) mas agora mudei de idéia. me deu vontade de escutar tudo, simpatizei com o fenômeno!

outra coisa que gostei demais é a área de "influências", que mostra quem foram os precursores do rock (bem, pelo menos os precursores americanos). você pode escutar canções deste povo todo e eles fizeram até uma lista das 500 músicas mais importantes para a formação do rock - delícia de ficar lá ouvindo e lendo explicações sobre o que significou cada uma na época.

tem vídeos de época mostrando a reação das pessoas ao rock, é absolutamente incrível. vi pais e mães queimando discos na rua, apresentadores de jornal surtados contra a "música de satã" e líderes religiosos pregando contra a disseminação do mal no mundo. e as meninas gritando e se descabelando pelos astros do rock (e confesso que parece mesmo possessão demoníaca, *hahhahahahaha*).

tem montes de fotos incríveis de shows e astros de rock, e as roupas do mick jagger. meu deus, como o homem era (é?) magro e minúsculo! as roupas são um escândalo (embora sejam nada comparadas com nosso ney matogrosso). vi fotos lindas dele e do keith richards novinhos e super-sexy, maravilhoso.

tem carro da janis joplin, contas de bar do elvis, violão do johnny cash e pôsteres de show de tudo que é artista. é muito gostoso de ver esses pedaços de história.

e, é claro, tem a loja do museu que é uma perdição. cds, vinis, dvds, pôsteres e mil tipos de camiseta, jaqueta e até pulseiras feitas de cordas de guitarra de músicos famosos. fiquei tentada a comprar, mas 150 dólares numa pulseira que vou usar 1 vez na vida é demais. comprei uma jaqueta jeans pro meu pai (que fez aniversário no dia em que eu fui lá), uma camiseta pra mim e o disco comemorativo de 25 anos do thriller. alguém aí pode acreditar que já se foram 25 anos?! parece que foi ontem (apesar de ser ontem de outra encarnação :D).

eu, que nunca fui a maior fã de rock, fiquei balançada e adorei cada minuto no museu. imagino como deve ser legal para os verdadeiros fãs e conhecedores do estilo. recomendo!

(não se pode tirar foto lá dentro, mas tirei foto do lado de fora e depois publico pra vocês)

junho 9, 2008

o cachorro me sorriu latindo

cheguei, que alívio.

eu admito: a américa do norte é organizada, segura e limpa. as pessoas são educadas e têm muito mais noção de respeito que nosso povão.

mas... sério? eu não queria morar lá não. sempre existe a chance de eu ser transferida praqueles cantos graças a algum projeto e não vou dizer que não aceito nem a pau, mas seria só pelo bem da minha carreira.

morar em NY ou são francisco seria um prazer, mas essas cidades são bem diferentes, são um mix do resto do mundo mas com as coisas boas da américa. e são cidades consideradas horrorosas pelo americano padrão, aliás.

as duas semanas foram boas pra conhecer outro lado dos USA, coisas boas inclusas. o trânsito é espetacular, a educação dos motoristas me deixou de queixo caído. chegar aqui e ver a falta de noção dos motoristas só reforçou a boa impressão que tive nos últimos dias. como somos egoístas e irresponsáveis, é impressionante.

por outro lado foi muito gostoso chegar no trabalho hoje e receber abraços, beijos e poder conversar sobre bobagens. e, ao mesmo tempo, ver o quanto nosso trabalho aqui é produtivo e bom. em breve escrevo sobre essa questão da produtividade x interação entre as pessoas. pra mim tá derrubado o mito de que interações sociais atrapalham o resultado do trabalho.

logo logo falo sobre algumas coisas que comprei e sobre produtos não testados em animais. fiz constatações interessantes nas minhas procuras por lá...

e apesar de ter comido menos (ou a mesma coisa, no máximo), ganhei 1.6kg. pode ser o efeito de ninguém andar a pé pra lugar nenhum ou aqueles dressings malditos nas saladas. lá se foram pelo menos duas semanas de controle pro beleléu...

então aos poucos vou voltando ao normal aqui e falando das minhas impressões, coisas que comprei e o que mais lembrar.

telepatia de segunda-feira

BBB.bmp
daqui.

(sério, a frase you can only fill the horrible void in your soul by fathering children or being famous podia ter saído da minha boca :D)

minha pátria é minha língua

o fer me mandou faz um tempão e eu esqueci de compartilhar: quão deliciosas são essas palavras que explicam uma idéia complexa? leiam o artigo:

O autor defende que algumas palavras descrevem conceitos e sensações locais, e suas favoritas tendem a ressaltar um aspecto de uma cultura específica. Na variedade babélica de línguas, chama a atenção a capacidade de determinados vocábulos sintetizarem idéias complexas, peculiares.

É o caso de iktsuarpok, que em inuíte (idioma da nação indígena inuíte, da região de Québec, Canadá) significa "ir muitas vezes à porta de casa para ver se a pessoa vem vindo"; ou do termo holandês plimpplamppletteren, "fazer uma pedra chata ricochetear na superfície da água o maior número de vezes possível"; e até da palavra-título tingo, que em rapanui (idioma polinésio da Ilha de Páscoa, território chileno ao sul do Pacífico) é "pedir emprestadas uma a uma as coisas da casa de um amigo até não sobrar nada".

atenção povo do rio!

o grupo sos vida animal mandou um alerta que faço questão de divulgar:

o casal marilene / josuel correa da silva (tel (21) 3208-0674 / 8781-5608), residentes do rio de janeiro, adotou um cão e pouco tempo depois simplesmente o abandonou na rua. é isso mesmo: a pessoa se dá ao trabalho de ir a um local de adoção de animais, assina um termo de adoção e depois joga o bichinho na rua, sem dó.

ele voltou ao abrigo, felizmente, e está sendo tratado da desnutrição, mas é importantíssimo que essas pessoas jamais tenham a oportunidade de adotar nenhum outro animal. portanto, fiquem atentos aos nomes. e não vou colocar a foto da pessoa (que eu recebi no email) porque a cara da mulher já diz tudo sobre ela - pessoa horrível.

in other words...

a gente não sabe o dia exato, porque não houve cerimônia, mas "casamos" numa dessas semanas de junho. normalmente esquecemos de comemorar, mas quando lembramos usamos o dia nos namorados como desculpa :)

nosso casamento foi simples - uma decisão de passar a vida juntos e um contrato de aluguel. nosso primeiro (e único, aliás) presente de casamento foi um PS2, primeira coisa que compramos com dinheiro conjunto. isso diz muito sobre nosso relacionamento :) o dia do casamento poderia ser o dia da mudança, mas... quem lembra? nós não. um dia ainda procuro o contrato do aluguel e descubro.

não casamos no papel até hoje, acho que por pura preguiça. às vezes falamos no assunto, mas só de pensar em papelada e "será que devemos fazer um almoço ou coisa assim?" já dá paúra do trabalhão e desistimos. acho que vamos casar, qualquer dia, e será algo aqui no interior e com quase ninguém presente. também porque detestamos aquele esquemão casamento - roupa esquisita - gente estranha à nossa vidinha - cerimônia bizarra.

desde que "casamos" não ficamos mais de 2 semanas separados. morremos de saudade um do outro e todo dia nos encontramos como se fizesse uma década que não nos vemos. mas nem por isso somos aquele casal grude-chato - não ficamos de nhé-nhé-nhé na frente dos outros, não ficamos ligando um pro outro o dia todo pra encher o saco, não somos dos tipo carente-dependente, deus nos livre e guarde, que detestamos esse tipinho melequento. nos amamos e gostamos de estar juntos, e não deixamos que a rotina nos deixe esquecer disso.

agradeço todo dia (mesmo!) pela oportunidade de ter alguém tão especial ao meu lado, e procuro retribuir com o que tenho de melhor. é verdade que às vezes ofereço o que tenho de pior, mas isso é só pra provar que amar também é entender que o outro é apenas humano.

you see everything, you see every part
you see all my light and you love my dark
you dig everything of which i'm ashamed
there's not anything to which you can’t relate
and you’re still here

já nos disseram que parecemos irmãos, tal é nossa sintonia, cumplicidade e tranquilidade quando estamos ao lado um do outro. e a tal irmandade não tem nada a ver com tudo estar sempre bem e muito menos com relacionamento sexualmente morno. fomos e somos intensos, mas sempre na mesma freqüência, nos entendemos sem precisar falar. e foi assim desde o início, quase como se nosso encontro estivesse predestinado. o quase é por conta do nosso ceticismo, que nos impede de acreditar em tal coisa :)

meu amor, estes foram os 5 anos mais felizes da minha vida. tenho certeza que também serão todos os outros que virão, e hão de ser muitos ainda! te amo.

**

fly me to the moon
and let me play among the stars
in other words, hold my hands
in other words, baby kiss me
fill my heart with song
and let me sing foverever more
you are all i long for
all i worship and adore

in other words, please be true
in other words, i love you
(fly me to the moon, frank sinatra)

junho 10, 2008

everybody is free / to feel good

um dos cds que comprei na viagem foi romeo + juliet. gosto do cd todo, mas gosto especialmente da música que dá título ao post e kissing you.

quando cheguei, o fer foi me buscar no aeroporto com o cd da des'ree no carro, pronto pra ouvir kissing you comigo, e eu, sem saber, tiro qual cd da bolsa pra mostrar pra ele? é claro, esse mesmo :) as pequenas coincidências (ou simplesmente sincronicidade).

ouça everybody is free.

brother and sister together will make it through
someday a spirit will take you and guide you there
i know you've been hurting but i've been waiting to be there for you
and i'll be there just helping you out whenever i can
(everybody is free
to feel good)

ou ouça kissing you, que quase dói de tão bonita:

junho 11, 2008

ah, esses questionários...

ele pede eu obedeço :)

eu já...:
... passei dos trinta faz um tempinho :D
... fui tratada que nem cachorro por quem eu amava
... fui traída
... fiz coisas das quais me arrependo
... expus demais minha vida pessoal
... viajei pra quase todos os lugares que eu sonhava ir quando criança
... realizei muitos dos meus sonhos
... fiz análise
... tive todos os homens que desejei (mas não todas as mulheres)
... já fui pior ;)

**

eu não passo pra frente não, como vocês sabem. mas convido todo mundo a brincar - se você publicar o seu, me avisa nos comentários, ok?

junho 13, 2008

pé de pato, mangalô três vezes

ontem foi aniversário do melhor menino do mundo, e nós não ligamos pra dar parabéns! inaceitável, é fato, mas o amor é o mesmo (enorme!), e nosso presente que grunhe na caixa deve compensar um pouquinho nossa falta :)

**

não comemoramos dia dos namorados aqui em casa, não tem presente e aquela coisa toda. por quê? ah, porque a gente já se presenteia e comemora além da conta, todo dia...

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eu sei que tem um monte de gente que no dia dos namorados fica insistindo que ser solteiro é melhor que ser casado ou ter namorado ou coisa assim. o flavio gikovate (que eu adoro) deu uma entrevista falando sobre a opção da solteirice e eu me permito discordar de algumas coisinhas.

primeiro, um número enganoso: 5% dos casais que atendo são felizes. considerar o universo dos casais que procuram um psiquiatra como referência pra citar é complicado... mas vamos adiante.

acredito que a maior parte das pessoas casadas é infeliz, mas não acho que o problema seja o casamento. o problema é querer fazer tudo pra agradar o outro e se anular; o problema é não saber o que quer direito e aceitar viver uma vida mais ou menos; o problema é não ter coragem de dizer não ao que não nos serve.

e eu, pessoalmente, não abro mão de me relacionar intimamente com alguém (não é à toa que já estou no terceiro casamento). por mais que seja difícil (e é) e muitas vezes dê um trabalho do inferno (e dá), vejo que sou uma pessoa muito melhor porque encarei o desafio enorme que é casar, dividir com alguém os sonhos e a vida.

e não, relacionamento com amigos ou amantes não é a mesma coisa. e você só vai entender do que estou falando quando e se casar. pra ser casado e ser feliz é preciso evoluir muito individualmente, e isso é muito massa.

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essa semana choveu uma daquelas chuvas repentinas e rápidas, que deixam tudo brilhando e os cheiros de tudo pendendo no ar. os cheiros de flor me transportam pra algum lugar lá na infância, quando andar na beira da praia no inverno significava me embriagar com o cheiro de dama da noite.

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assisti pela milésima vez o casamento do meu melhor amigo e adorei. toda vez eu choro com a cena do baile do casamento, e a canção de amor emprestada. fofo, fofo.

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os quiabos e pepinos continuam abundantes na horta (deliciosos!), mas a obra tá na geladeira. porque eu viajei, porque esquecemos, porque precisamos ajeitar as contas, porque...

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eu já contei que abomino motel? abomino. fui apresentada a este tipo de estabelecimento com 29 anos de idade e a sensação foi de "não perdi nada". tive que fazer todo um tipo pro fulano que me levou para minha "primeira vez", porque o coitado parecia que estava lidando com a minha virgindade, mas a real é que achei aquilo artificial demais e principalmente cafona.

não sei o que é pior nos motéis - o nome, aquelas entradas esquisitas, a cama que parece cenário de filme B, os banheiros cheios de espelhos e brilhos, as toalhas duvidosas.

podem me chamar de quadrada (se é que alguém ainda usa essa gíria), mas eu prefiro praticar sexo em propriedades de pessoa física :) mais íntimo, sabe? fico mais à vontade.

**

e na sexta-feira dita azarada eu resolvi ficar em casa e trabalhar quietinha no meu canto, almoçar com o marido e aproveitar a luz maravilhosa da casa. e foi daqueles dias perfeitos, sem nem uma beiradinha pra corrigir.

e amanhã vou caçar uma festa junina aqui no interior e tentar reviver essa que sempre foi minha preferida dentre todas as festas do ano.

sejam felizes e ótimo fim-de-semana :)

junho 15, 2008

meu ia-iá, meu io-iô

podem reclamar e espernear - a ana carolina é a cantora mais cafona no brasil. eu sei que tem cantoras piores, mas nenhuma mais cafona. porque tem aquelas que são cafonas por opção (eu não sei citar, mas bastaria 10 minutos de google pra achar), o que automaticamente as redime.

ana carolina é o último grau de cafonice: ela se acha sexy, moderna, e é uma caricatura tosca. nem entro no mérito do guarda-roupa porque deus sabe que eu eu não sou modelo de moda nem na china, eu falo mesmo é da atitude, estilo, o conjunto da obra. olhares, jogadas de cabelo e letras das músicas devidamente interpretadas com caras e bocas que ninguém merece.

não é à toa que ela é a rainha do comportamento constrangedor e patético de fãs.

ana carolina é o wando versão bissexual e de cabelón.

(antes que me corrijam: wando é pan-sexual, respeitem uma força da natureza, por favor :D)

junho 16, 2008

no meu inbox

formiguinha e a cigarra (nova versão)

era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar armazenando comida para o período de inverno. não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha. seu nome era 'trabalho' e seu sobrenome 'sempre'.

enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.

então, passados alguns dias, começou a esfriar. era o inverno que estava começando. a formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida.

mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra estava dentro de uma ferrari com um aconchegante casaco de vison.

a cigarra disse para a formiguinha:
- olá, amiga, vou passar o inverno em paris. será que você poderia cuidar da minha toca?

e a formiguinha respondeu:
- claro, sem problemas! mas o que lhe aconteceu? como você conseguiu dinheiro para ir para paris e comprar esta ferrari?

a cigarra:
- imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. fechei um contrato de seis meses para fazer shows em paris... a propósito, a amiga deseja algo de lá?

- desejo sim. se você encontrar o la fontaine por lá, manda ele ir para a puta que o pariu!

moral da história: aproveite sua vida e saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício nas fábulas e ao seu patrão.

**

recebi da minha irmã, lógico :)

vidinha mezzo civilizada

eu já contei que no condomínio onde moramos tem mico-estrela, patos de diversos tipos, saruês, um montão de passarinhos que eu não sei identificar (a menos do bem-te-vi, o pássaro psicopata) e até teiú, embora esse eu nunca tenha visto.

outro dia vimos um bicho que parece um porco-espinho gigante andando no muro e neste fim de semana vi um bichinho do tamanho de um rato grande, igualzinho a uma cotia (sem rabo). a coisa mais linda!

mas ontem à noite, chegando em casa com uma chuva que deus mandava, vimos o mais fofo de todos: um ratão do banhado! eu não reconheci só de ver, tive que procurar na web. sabia que era parente da capivara (são iguais!) mas ele é bem menor e tem rabo comprido.

vimos o bichinho atravessando a rua e paramos, esperando ele se decidir. ele pensou melhor e voltou pro lago.

quão incrível é ter tantos bichos selvagens vivendo no mesmo condomínio que a gente? :)

sei que sempre tem aqueles idiotas que matam os coitadinhos por medo ou pelo prazer de matar, sei lá, mas vê-los andando por aí de vez em quando me deixa feliz em saber que muitos sobrevivem e podem conviver quase pacificamente conosco.

junho 17, 2008

é dando que se recebe (*)

sabiam que existe hemocentro para bichos? do mesmo jeito que existe doação de sangue pra gente, existe pra gatos e cachorros. imagina que legal poder salvar a vida de uma pessoa ou de um bichinho doando sangue?

sei que é complicado fazer caridade com o sangue alheio (afinal, o seu bicho não vai escolher doar, né), mas se é simples e indolor, talvez valha a pena. talvez um dia seja você ou seu bichinho que precisam de ajuda... pense e decida!

visite o site hemopet e tire suas dúvidas sobre doação de sangue de animais. a dica é da laila - valeu :)

e visite os sites fundação pró-sangue (de SP) e um site sobre doação de sangue com endereços no brasil todo.

eu não posso doar sangue porque tenho menos de 50kg :D é piada, lógico! eu já tentei doar há alguns anos, mas como tive hepatite quando criança me disseram que não podia. vou me informar, quem sabe as regras mudaram?

(*) oração de são francisco de assis

sobre o cuidado com o próximo

desde sempre fui piadista, engraçadinha e cheia de contar histórias. quem lê meu blog sabe disso, geralmente tenho uma visão bem humorada da vida, até dos eventos mais desagradáveis e irritantes.

o que vou compartilhar com vocês tem aquele caráter ovo-galinha comum a tantas questões comportamentais: sou palhaça e falo as coisas em tom de piada, sendo irônica ou sarcástica; tenho dificuldade de expressar verbalmente que algo ou alguém me incomoda.

durante 30 anos convivi comigo mesma e com dezenas de outras pessoas com o mesmo perfil: alguma coisa me incomoda, me chateia, e eu ao invés de expressar claramente que X ou Y me incomodava, eu fazia uma piadinha. exemplo: meu colega de trabalho me interrompe com freqüência quando estou no telefone, e isso me incomoda; na primeira oportunidade eu solto algo como "cara, você sabe o que significa quando eu estou com esse aparelhinho com fio enrolado aqui na orelha? isso não é brinco, significa que tem alguém do outro lado, entendeu? ha ha ha ha!", tudo isso dito num tom de "olha, eu nem me importo tanto assim, tou só sacaneando...". aliás, se a pessoa percebe que foi inconveniente e chega a se desculpar, eu mais que rápido digo coisas como "ah, que nada, deixa pra lá, tava brincando".

eu dei um exemplo bobinho, mas quem é adepto do estilo irônico/sarcástico sabe muito bem que as "brincadeiras" costumam ser mais pesadas e às vezes ofensivas. mas é tudo piada, certo? se a pessoa se incomodar, é porque é sensível demais e não sabe brincar.

isso era assim, até eu fazer terapia, quando minha comunicação verbal e tudo o que estava por trás dela foi colocado à prova, destrinchado e devidamente dissecado.

foi um processo doloroso, mas muito revelador: descobri que me escondia, covardemente, atrás da ironia e sarcasmo. tudo aquilo que eu não tinha coragem de expressar de forma objetiva eu revestia com tintas de piada, hipérbole, metáfora e qualquer outra figura de pensamento e/ou linguagem inventada pelo homem. por quê? porque assim eu criava o que vou chamar de "alçapão retórico" - eu sempre tinha uma forma de escapar se o interlocutor se irritasse com o que eu estava dizendo. eu sempre podia lançar mão do "calma, foi só uma metáfora!" ou "pô, não se pode nem fazer piada com você, que horror..." e por aí vai.

esse é o recurso do covarde, do que precisa se comunicar, mas também precisa desesperadamente da aprovação do outro. muito prazer, covardona à sua disposição!

vejam a pergunta da terapeuta que fez meu mundo cair: "você alguma vez na vida disse a alguém, olho no olho, absolutamente séria e calma, como você se sente em relação a esta pessoa?"

a resposta foi não. nunca, em tempo algum, eu fui capaz de dizer "você me chateou por causa de X" ou "eu não gosto quando você faz Y" de forma direta e objetiva, sem historinha, sem piada, ironia ou sarcasmo. todas as vezes que eu proferi frases desse quilate foram no calor de uma discussão, provavelmente gritando a plenos pulmões ou chorando (ou as duas coisas). eu dizia "ah, mas realmente, você é uma pessoa que SUPER respeita horários..." quando eu queria dizer "você se atrasa demais e eu não gosto disso".

foi triste admitir que eu simplesmente não sabia comunicar verbalmente minhas emoções, sentimentos e contrariedades de forma saudável. mas triste ou não, admiti e resolvi que mudaria e aqui estou, mudando todo dia um pouco.

eu me transformei na pessoa mais objetiva do mundo quando estou incomodada? não, não estou nem perto disso. mas melhorei muito e me seguro muitas vezes ao dia pra evitar as pequenas ironias e sarcasmos que eu bem sei que são meus esconderijos.

com essa mudança da minha atitude, outra coisa importante mudou: não tolero mais esse comportamento nos outros. não admito mais que "reclamem" de mim usando ironia, sarcasmo ou o cacete de asa. quer reclamar e brigar comigo por qualquer motivo? seja homem/mulher e me diga, olho no olho, o que está acontecendo. eu quero ouvir exatamente o que você tem a dizer, e não uma opinião disfarçada de piadinha.

e já não aturo mais as insinuações, arremedos de conversa, coisas como "nossa, olha quem está de unhas vermelhas! não era você que dizia que unhas vermelhas eram cafonas". diga diretamente, como uma pessoa adulta e bem resolvida, "você não gostava de unhas vermelhas antes, o que houve, reconsiderou?". mesmo conteúdo, mensagem completamente diferente. a primeira frase é ofensiva, a última é simplesmente curiosidade.

eu sei que muitos dos que usam ironia, sarcasmo e etc. não são só covardes, são maldosos. e é exatamente por isso que tenho me tornado cada vez mais direta. tenho questionado mensagens dúbias, pergunto coisas como "você está perguntando por curiosidade ou é só retórica?". geralmente alguns segundos de investigação revelam qual é a da pessoa, e a partir daí é possível se comunicar de forma mais franca e saudável.

e por que todo esse esforço? porque a vida é curta e eu quero ser feliz. não preciso de pessoas na minha vida que emitem mensagens confusas porque não têm coragem de dizer o que pensam; não preciso também de pessoas maldosas. e as pessoas que são boas porém equivocadas na comunicação aprendem rapidamente - basta uma ou duas respostas diretas pra que a verdade comece a aparecer. e se não aparecer, eu desconecto. tenho metas bem claras de felicidade, e uma delas é não me envolver com gente do mal.

para o bem dos outros (e meu também, é claro), me empenho diariamente em ser direta e não brincar com os sentimentos ou com a cabeça alheia. e para o meu bem, evito contato com pessoas que abusam de ironia, sarcasmo e etc. elas que procurem sua turma, essa não é mais a minha.

concordo 100% com a opinião da minha terapeuta: ironia e sarcasmo são os piores tipo de agressão, às vezes piores que a violência física. muitas pessoas (geralmente as mais inteligentes) praticamente violentam as pessoas que vivem ao seu redor usando esse recurso, que é muito mais difícil de detectar e eliminar que um chute ou um tapa. e tem conseqüências, não se iludam. as marcas são invisíveis, mas estão lá.

**

antes que seja tarde: acredito que ironia e sarcasmo têm seu valor, quando se trata de comunicação para um público e não para uma pessoa. estes recursos, na literatura e nos discursos, funcionam muito bem e dão todo um charme ao texto.

e tais recursos funcionam e são legais exatamente porque não têm alvo certo, são somente idéias com as quais eventualmente o leitor / ouvinte se identifica. não faria sentido (ou seria chato demais) usar mensagens diretas o tempo todo, afinal o objetivo é fazer pensar e/ou divertir, e não estabelecer conexão emocional e afetiva.

mas se você é daquelas pessoas que não estão nem aí pra como o outro se sente quando você se comunica, mesmo que o outro seja seu amigo, amante ou colega, ignore o que eu estou dizendo e siga fazendo inimigos e chateando pessoas.

junho 18, 2008

coincidência?

estou saindo hoje de manhã, um dia frio com neblina e morta de pena dos patinhos na beira da lagoa (pato tem frio?). ligo o rádio antes de sair e é isso que está tocando:

mas é claro que o sol
vai voltar amanhã
mais uma vez, eu sei
escuridão já vi pior
de endoidecer gente sã
espera que o sol já vem

tem gente que está do mesmo lado que você
mas deveria estar do lado de lá
tem gente que machuca os outros
tem gente que não sabe amar

tem gente enganando a gente
veja nossa vida como está
mas eu sei que um dia a gente aprende

se você quiser alguém em quem confiar
confie em si mesmo
quem acredita sempre alcança
nunca deixe que lhe digam
que não vale a pena
acreditar no sonho que se tem
ou que seus planos nunca vão dar certo
ou que você nunca vai ser alguém
(mais uma vez, renato russo)

**

ah, eu sei o quanto essa letra parece boba. mas pra mim fez todo o sentido do mundo, depois do último post. não é legal quando a vida tem trilha sonora? :)

junho 19, 2008

desejo de presentear

eu tenho sim crises de desejo de consumo quando em vez, mas minhas maiores crises são de presentear. eu não posso ver alguma coisa que acho a cara de fulano que eu quero levar :)

não é incomum eu me pegar praticamente comprando um perfume de 50 dólares pra alguém que mal lembra da minha existência, por exemplo. meu semancol não é assim uma brastemp, mas ele funciona direitinho, e eu não compro. por outro lado, o felipeb já tem uma coleção de pimentas, porque trago uma de cada canto que vou (aliás, tem uma nova da louisianna pra você lá em casa :D)

e o presente da vez é a holga (que não é uma matrona russa, é uma câmera :D). fiquei com inveja da que ele ganhou e quero dar esse brinquedinho de presente pro marido.

dêem uma olhadinha nas fotos legais que dá pra fazer com essa câmera maluca.

já tenho meta de compra para a próxima viagem :)

quebra-cabeça

[ATENÇÃO: esse é o post de número 2008! já pensaram que nunca mais vai coincidir o número do post com o ano? :D]

recebi 2 charadas de uma amiga e repasso pra vocês:

um homem queria entrar na sua planilha mas esqueceu a senha. entretanto lembrava-se de certas pistas para ajudá-lo (desconsidere o fato de que decorar as pistas seria mais difícil que decorar a senha):

- o quinto número mais o terceiro equivalem a 14.
- o quarto número é um a mais que o segundo número.
- o primeiro número é um a menos que duas vezes o segundo número.
- o segundo número mais o terceiro número equivalem a 10.
- a soma de todos os números é 30.

se conseguir abrir o arquivo (baixe na sua máquina), coloque seu nome na lista e envie para os amigos :)

**

imagine que você está do lado de fora de um quarto, de frente para 3 (três) interruptores, que são referentes a 3 (três) lâmpadas que estão dentro desse quarto.

não há contato visual com o ambiente, ou seja, se você acender ou apagar qualquer um dos interruptores que ativam as respectivas lâmpadas, só é possível ver o resultado entrando no quarto. (não há frestas na porta, etc... ).

todas as lâmpadas estão inicialmente apagadas.

desafio: você deve alterar os interruptores à vontade, quantas vezes quiser. depois deve parar e entrar no ambiente e conseguir dizer exatamente qual interruptor acende cada lâmpada.

detalhe: você só pode entrar no quarto uma única vez... e deve conseguir identificar as lâmpadas.

(esse aqui eu não resolvi ainda, então não me contem :D)

junho 23, 2008

mais um anjinho se vai

com 6 aninhos ele se foi na semana passada. o joca era como se fosse um dos nossos ferrets, e o mundo é um lugar menos fofo sem ele.

os pais dele contam a história dele aqui, mas é mais ou menos a mesma coisa sempre: ferrets são animais adoráveis, e quando jovens e saudáveis são a coisa mais linda de ver. só que cedo ou tarde eles têm câncer, quase sempre muito agressivo. é raro ver ferrets que chegam aos 8 anos, como o groo e a didi (ainda por aqui, firme e forte), e eu só conheço de ouvir falar uma história de um ferret de 8 anos que não apresentou sinais de câncer de pâncreas ou adrenal.

faço coro com a mãe da maíra, ou avó do joca: não compre ferrets. eu gostaria que eles parassem de ser importados para o brasil, as pessoas não sabem que animal estão adotando e aí quem sofre é o pobrezinho, seja por maus tratos, negligência ou ignorância.

e eu, que tenho condições e gosto de cuidar de ferrets, só teria mais deles se os bichinhos nascessem aqui no brasil e se não fizessem a castração tão cedo.

o último episódio de house

você não assiste house? não faz mal, não sou daquele tipo de gente que acha que todo mundo tem que assistir o que eu gosto, entendo se você tem mais o que fazer :) mas ó: house é legal. adoro as histórias mirabolantes de diagnóstico (já contei que hoje em dia, se fosse escolher a profissão de novo, eu seria médica?), os relacionamentos tortos e a personalidade do house.

mas não se iluda pela paixão universal por ele, o cara é um filhodaputa. mas o legal é que ele não é só isso, então é muito difícil desgostar do danado. personagens bons são assim: às vezes a gente ama, às vezes odeia, eles nunca são 100% bons ou maus. e, bem, house não chega nem perto do 50% bom...

gostei de todas as temporadas até hoje, mas este último episódio foi algo à parte. preciso dizer que não gostei tanto da primeira parte do episódio final (house's head) porque achei as viagens dele um pouco exageradas.

a segunda (e última) parte, no entanto, foi surpreendente e emocionante. na temporada anterior, quando ele quase vai preso por teimosia, eu jurava que algo nele ia mudar (não mudou nada, ele continuou o mesmo canalha de sempre). dessa vez, depois do acontecido (eu não vou contar, leia aqui se quiser - wilson's heart), não é possível que nada mude.

não preciso (e não vou) contar o final da história pra reforçar o que mais gosto nessa série - a humanidade do protagonista e dos coadjuvantes. as nuances de personalidade, os defeitos e as qualidades; todo o conjunto é tão rico, tão interessante, que é impossível não se apaixonar.

porque, vocês sabem, a gente não se apaixona só pelas qualidades de ninguém. os defeitos, as faceta tão imperfeitas e tipicamente humanas do outro, nos fascinam e nos trazem conforto. porque, afinal, nos reconhecemos nas imperfeções alheias. e é confortante saber que pode haver redenção mesmo quando se estraçalha tudo o que é mais precioso e único pra alguém, quando parece que nada mais resta. ainda pode existir perdão, encontro, amor, amizade ou solidariedade mesmo quando co-existem egoísmo, erros e ódio.

e a cena final do wilson com a amber foi absolutamente linda e comovente. tocante como poucas coisas que vi na telinha ou telona nos últimos tempos.

mal posso esperar a próxima temporada - não sei como eles vão retomar a série depois desse desfecho.

e se você não acompanha a série, desculpe o post hermético :)

junho 25, 2008

ainda sobre séries

teve segunda-feira o final da temporada de grey's anatomy e eu ainda não perdi a esperança que a meredith vai ser um dia defenestrada da série. a irmã dela poderia perfeitamente dar continuidade ao nome do programa e nós nos livraríamos da personagem mais chata a insossa do mundo.

mas teve muitas compensações nesse último episódio, e a melhor delas - VOU CONTAR, PARE DE LER AGORA SE VOCÊ NÃO QUER SABER... - foi o beijo da callie e erica (parece que está disponível no youtube, vejam e me contem, porque aqui no trabalho o site é bloqueado). sen-sa-cio-nal.

e que conste - minha personagem preferida (sempre!) é a miranda.

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as únicas séries que eu acompanho mesmo são house e grey's anatomy, mas assisto de vez em quando várias outras que recomendo pra quem gosta de passar tempo com bobagem:

- big bang theory: a vida dos nerds, com piadas maravilhosas pra quem é um pouco nerd :D
- supernatural: dois irmãos (lindos de morrer) caçam demônios. delicioso pra quem gosta de ficção
- medium: a protagonista tem sonhos prescientes e ajuda a solucionar crimes. além dos casos, que são legais, o relacionamento do casal protagonista é delicioso
- two and a half men: pai banana, filho capeta e tio galinha vivem juntos na companhia da empregada escrotíssima
- reaper: essa é novinha e divertida - os pais venderam a alma do filho pro demônio, que resolve usá-lo como mão de obra. seu trabalho é devolver almas desgarradas pro inferno...
- scrubs: rotina médica leve e com muitas piadas divertidas
- law and order SVU: crimes sexuais são investigados por uma dupla sensacional, que inevitavelmente se envolve nos dramas

cidade de sombras

dica muito boa do russo - city of shadows, fotos da rússia de 1992 a 1994.

junho 30, 2008

é tarde! é tarde!

eu sei que tou sumida, é que a costura apertou, gente. (e a idade se mostra nas expressões usadas :D)

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hoje é aniversário dela, a mais fofa e querida. te amo, coisa linda!

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vi finalmente viagem a darjeeling e absolutamente amei. é divertido, é curioso e faz pensar, se você quiser. as malas, gente, as malas.

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o russo, de novo, com seus posts que me provocam:

(...) no curso de uma disputa intelectual, devemos conceder às declarações analisadas, principalmente às que vêm de nossos oponentes, a mais generosa interpretação possível. Isso significa que devemos tratá-las em princípio como racionais e bem-intencionadas. Só poderemos considerá-las falaciosas quando não houver outra leitura possível.

ser caridoso neste contexto é uma escolha que pouca gente faz, mas tudo bem - eu quero cada vez mais escolher exatamente esse caminho, apesar do mau exemplo dos maledicentes, pessimistas e mal-intencionados. e apesar, é claro, da minha natureza maldosa :)

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tive uma experiência de auto-análise interessante esses dias (ou "como a terapia pode fazer bem a uma pessoa mesmo depois de alguns anos"): eu me senti culpada por não entrar em contato (faz um tempo) com várias pessoas do meu círculo de amizades. fiquei chateada, me sentindo uma péssima amiga e tal. dois dias depois (neurônios se comunicando len-ta-men-te) pensei "mas quem desse grupo me liga, escreve, me convida pra qualquer coisa que seja, por acaso?". nem preciso dizer pra vocês que não são muitos, certo?

por que caraleos eu devo me sentir culpada? afinal, a gente às vezes convive, se fala e tal; às vezes não. isso não significa nada. pode até ser que a falta de contato signifique que a amizade desapareceu, mas não necessariamente.

peguei minha culpa, amassei bem amassadinha e joguei na lata do lixo. afinal, entrar em contato, convidar pra alguma coisa e finalmente encontrar com amigos não é uma obrigação e não deve ser unilateral. é fato que estou desaparecida da maior parte dos círculos sociais, mas quem quer me ver não vai ter problema nenhum com isso, garanto.

estão aí vários amigos queridos pra provar :)

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estou recebendo uma cesta orgânica em casa a cada 2 semanas, é sensacional. tudo sempre fresquinho, bonito e diferente. a cesta varia bastante e sempre tem frutas, verduras e legumes (além de batata e mandioca, que acho que se chamam tubérculos :D).

recomendo: sítio boa terra.

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ganhei uma e comprei outra gola da rainha - bonitas e quentinhas, aproveite enquanto o frio tá por aqui!

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semana passada tivemos aniversários de mais cancerianas queridas e lindas: dani (26), grace (25), fabiola (25) e minha irmã (21). pra elas, um poeminha [não entreguei a idade de ninguém, viu? os números são o dia do aniversário :D]:

quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
não sou feia que não possa casar,
acho o rio de janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
mas o que sinto escrevo. cumpro a sina.
inauguro linhagens, fundo reinos
dor não é amargura.
minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
mulher é desdobrável. eu sou.
(com licença poética, adélia prado)

não aos animais no circo

pessoal, isso é importante: em são paulo (capital) já é proibido usar animais como atração de circo. há uma petição online para apoiar a aprovação desta lei em nível nacional! vamos ajudar?

assine aqui. tem quase 8 mil assinaturas, mas eu acho pouco. divulguem!

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