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agosto 2008 Archives

agosto 1, 2008

beijo partido

sabe, eu não faço fé nessa minha loucura
e digo eu não gosto de quem me arruína em pedaços
e deus é quem sabe de ti
e eu não mereço um beijo partido
hoje não passa de um dia perdido no tempo
e fico longe de tudo o que sei
não se fala mais nisso
eu sei, eu serei pra você o que não me importa saber
hoje não passo de um vaso quebrado no peito
e grito olha o beijo partido
onde estará a rainha
que a lucidez escondeu, escondeu

**

meu deus, como é linda essa música! eu gosto da versão da nana caymmi.

**

boa sexta-feira, tá? já tou saindo correndo porque hoje eu quero sair cedo pra fazer as unhas ;)

auto-recado de sexta-feira

que eu compartilho com vocês: lá no blog do luluzinha camp - lembram, dia 23 de agosto, né? - coloquei um texto muito legal que recebi dela.

porque lição que a gente não repete a gente não aprende. bom, pelo menos eu sou assim :)

eu não preciso ser perfeita. eu posso dizer não!

agosto 4, 2008

um novo mês

bom dia, todos!

estou numa semana especialmente boa. por quê? sei lá, deve ser porque choveu. mas não posso reclamar - todo ano eu ficava rouca, com dor de garganta e nariz irritado em são paulo. esse ano estou em perfeito estado de conservação, graças ao ar maravilhoso da região.

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a lúcia deu uma dica maravilhosa e um comentarista deu outra melhor ainda: máquina de compostagem elétrica ou sistema de compostagem usando minhocas?

confesso que tendo a gostar mais das minhocas. apesar da maquininha de compostagem ser uma graça, dá uma coceirinha de consumo. mas as minhoquinhas felizes, gente, fazem meu coração bater mais forte.

olha que coisa boa poder não só reciclar o lixo orgânico mas de quebra ter adubo do bom pra horta ou pras plantinhas!

**

e pra vocês saberem - a obra da horta tá congelada, porque precisamos reformar uma parte dela antes de plantar. o marcelo do minha horta vai fazer o projeto, mas antes disso preciso que o jardineiro dê um jeito na fundação.

parece tarefa fácil, mas venha lidar com o jardineiro você, pra ver. além do preço, é claro, mas estamos encarando como investimento e não como custo.

enquanto isso, colhemos o que aparece na horta e contamos com a sempre maravilhosa cesta do sítio a boa terra.

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eu tenho sentido uma saudade inexplicável da casa dos meus pais. e não é da casa, porque meus pais mudam de casa mais do que cigano, é do ambiente da casa deles, sabe como é? chegar em casa e minha mãe fazer um café da tarde, ouvir meu pai contando as histórias dele.

e não sei o que fazer pra resolver, porque quando visito os dois, não é exatamente o que eu tinha na minha lembrança ou desejo.

tenho saudade de uma casa e de um tempo que não existem mais, e às vezes acordo no meio da noite sofrendo de saudade.

o que será isso? a idade batendo?

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ontem arrumamos todos os nossos cds e descobrimos que temos metade do que achávamos que tínhamos. e separamos quase 40 cds repetidos, que não temos coragem de dar, vender, nada.

porque vocês sabem que a gente não quer nem pensar em se separar, nunquinha, mas gato escaldado...

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e eu que tinha um cd da daniela mercury? meu deus, o que me possuiu pra comprar aquela coisa?!

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bem que eu sinto desprezo por e incômodo com algumas pessoas que estão na periferia da minha vida. mas percebo outro sinal da idade (só pode ser!): relevo. deixo pra lá, viro a página, não gasto mais de 1 minuto pensando nisso. porque não compensa, né? não gasto mais vela boa com defunto ruim.

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andamos de bicicleta esse fim de semana, no condomínio. e só vou contar que quase morri por causa de uma subidinha ridícula. morri = enjôo e luzes piscando na minha frente feito natal.

humilhação é a única palavra que me ocorre neste episódio.

(mas depois que fomos para o terreno plano eu me senti melhor e até me diverti)

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tem um passarinho fazendo ninho na área coberta da churrasqueira. quão fofo é isso?!

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ah, e façam o favor: não me abandonem não, tá? juro que vou tentar escrever mais e melhor :D a vida tá enrolada agora mas há de melhorar (i hope...)

novidade boa

chiquérrimo: o livro novo da fal sai em setembro, dessa vez pela rocco!

agende, meu filho: 2/setembro, no fazenda café (rua gaivota, 1295) [nota mental: odeio sites em flash]

e o nome de livro mais legal do mundo?

minúsculos assassinatos e alguns copos de leite.

amei!

agosto 7, 2008

2 coisas úteis e 1 inútil

antes tarde do que nunca - no dia 1 de agosto começou a semana da amamentação. a idéia é promover a prática e mostrar que dar o peito ao filho é natural e benéfico.

por mais maluco que possa parecer pra vocês, pessoas esclarecidas, ainda há os que acham que a mãe dar o peito em público é pouca-vergonha; há quem ache que o leite do peito é "fraquinho" ou que a criança não consegue mamar porque tem dificuldade no início.

a forma mais fácil de contribuir pra que a amamentação seja um processo natural é comunicar, conversar sobre isso, palpitar. fale com suas amigas, assistentes, colegas de trabalho. quando tiver amigas grávidas, mande links, pergunte sobre o assunto. não dá pra forçar ninguém a dar o peito, mas dá pra tentar influenciar. tente :)

**

vocês sabem que eu tenho sonhos bizarros, certo? surreais, melhor dizendo. essa semana tive um sonho digno de nota, pros que gostam de ouvir sonhos (eu adoro! se não tiver ninguém pra ouvir os seus, manda pra mim)

eu e o marido, equipados com um fusca cor de mostarda e muita cara-de-pau, invadimos um hospital para roubar (resgatar, talvez?) uma cabeça.

sim, amigos, uma cabeça separada do corpo. a cabeça era de uma mulher desconhecida (morena, cabelo liso, olhos pretos, normal) e, misteriosamente, sobrevivia depois de retirada do seu leito (o corpo ficou).

a operação foi - perdão pelo trocadilho - cirúrgica: estaciona, entra no hospital, acha a cabeça, pega a cabeça, coloca numa caixa de papelão (usada, tinha até marca de sabão ou coisa assim), cobre com um capacete (!) e volta pro carro. e a cabeça estava viva logo depois do roubo, porque eu conferi e ela olhava pra mim e piscava.

tudo simples, não fosse uma médica maldita que nos parou pra conversar sobre um assunto qualquer. eu, com a caixa nos braços, tentava em vão me desfazer do papo da médica. quando parecia que estava livre pra ir embora com minha cabeça, descubro que o marido tinha aproveitado pra parar na lanchonete! injuriada (e com uma caixa com uma cabeça) esperei até que ele voltasse com um brigadeiro de copinho que, ainda por cima, custou 7,90. absurdo.

entramos no fusca cor de mostarda, e fui conferir a cabeça - morta. mortinha da silva, com olhos de cabeça morta, e eu não vou saber explicar como dá pra saber, mas dá. FUDEU. o que faremos com a cabeça morta? (por algum motivo ela era necessária só viva)

com nosso fusca entramos na periferia braba, tipo guaianazes, procurando por um lixão. mas eu estava determinada a não abandonar a cabeça, eu precisava de um ritual pra despachá-la. até que achamos a versão brasileira-periferia de mordor, uma fornalha com fogos eternos e muito poderosos, e eu, feito o frodo, lancei a cabeça para o seu destino final. ela fez POOOOOOOFFFF e se foi.

moral da história: meu marido é um inútil ;) [assim como os sonhos da tati sempre significam "traição", os meus sempre têm alguma coisa que é culpa do meu marido]

ai amor não briga,
ai não me castiga,
ai diz que ama
e eu não sonho mais

;)

como será o amanhã

vou dizer - eu tenho medo do futuro. por vários motivos, mas o principal deles é essa nova geração de analfabetos funcionais cheios de opinião e amor pra dar. eles já dominaram o mundo, vocês notaram? imagina quando essa horda for adulta, que horror?

ironia das ironias, vejam o comentário que nossa amiga bruniiiinha (com 4 i's mesmo) deixou no post da série: mundo, esse lugar horrível:

bando de trouxas meo , a moda é sempre precisa , ou vc vai usar sempre a mesma porcaria de roupa , do mesmo estilo , só q da cor diferente ¬¬' se liga nina e as bolsas grandes sao extremamente precisas, quando vc tem que levar muitas coisas pra algum lugar , vc leva na mao , nas bolsinhas pequenas ? claro q nao , as grandes sao mais práticas , cabe tudo lá dentro ;) (6)

precisão é tudo nessa vida, minha gente.

depois dessa eu preciso da sexta-feira, urgente. tou indo pro fim-de-semana mais cedo, tá? volto loguinho.

agosto 8, 2008

eu gosto de repeteco

Mau-mau
\MOW-mow (the “ow” is as in “cow”)\
verb (ouça a pronúncia aqui)

Meaning
*1 : to intimidate (as an official) by hostile confrontation or threats
2 : to engage in mau-mauing someone

Example Sentence
“Going downtown to mau-mau the bureaucrats got to be the routine practice in San Francisco.” (Tom Wolfe, Radical Chic & Mau-mauing the Flak Catchers)

Did you know?
The Mau Mau was a militant secret society that operated in colonial Kenya during the 1950s. The ferocity with which Mau Mau terrorists rebelled against British rule was well-documented by national news sources, like Newsweek and Time, and by 1970 “Mau Mau” had become synonymous with “hostile intimidation,” especially when used for social or political gain. Novelist Tom Wolfe was the first to use “mau-mau” in print as a word for “intimidate.”

no word of the day de hoje. (e eu que achava que mau-mau era um jogo de baralho...)

**

e hoje é 08/08/08 - não é demais quando os números combinam? adoro quando olho pro relógio e aparece 11:11 ou quando o odômetro chega em números iguaizinhos. acho lindo. é mania, isso? :)

agosto 11, 2008

meu chuchu

pode fazer pouco dele, você é que não sabe o que está perdendo: chuchu é uma delícia!

a neide colocou lá no come-se uma dúzia de receitas maravilhosas, e eu vou contribuir com as minhas receitas modestas, ensinadas como a minha mãe me ensinou - sem regras.

salada de chuchu com ovo: alguns chuchus descascados e cozidos firme, picados em pedaços grandes; 1 ou 2 ovos cozidos duros picados grosseiramente e ainda quentes; 1/2 cebola fatiada bem fininha; azeite (bastante :D), vinagre, sal e pimenta do reino. mistura e come - é felicidade certa ;)

chucho com molho branco: ah, essa é ridícula. é chuchu picadinho em quadradinhos pequenos refogados com cebola, alho, e sal até amaciar. quando estiver macio, adiciona o molho bechamel (eu faço o bechamel misturado ao refogado). não sabe fazer bechamel? veja nessa receita aqui.

chuchu com camarão: refoga o chuchu como na receita anterior, mas adicione tomates picadinhos (às vezes tiro a casca, às vezes não) e deixe formar um caldinho. aí junte um punhado de camarões pequenos já limpos, acerte o sal e coloque uma pimentinha vermelha (eu amo! se não gostar, coloque um tico de pimenta do reino só). quando o camarão fica rosa, tá pronto.

um único aviso pra quem for preparar chuchu: descasque ele debaixo / dentro d'água, porque a "seiva" (ou o que seja) que solta quando descasca gruda na mão que é um terror.

série nova: comentários assustadores

vou fazer uma série, com tag e tudo (estou alterando o post da bruniiiinha), para o vosso deleite.

segue comentário da nossa leitora bibi:

oi td bm

eu te odeio haha
eu nunca ama de vc...coitado
eu já tenho namoro tu não tem
báá tu sabia da minha prima disso tu é muito feio

tchau bjo

alguém me ajuda e traduz, por favor? obrigada.

agosto 15, 2008

a louca da comida

então, o encontro da mulherada é só no sábado que vem, dia 23, mas eu já estou surtada e pensando no que vou levar. estou falando de comida, é lógico ;)

prefiro sempre salgados, e estou na dúvida entre fazer pães recheados ou torta de liquificador (que eu amo até a morte). vocês têm sugestão?

quero saber das meninas que vão: vocês vão levar alguma coisa? o quê? (além das suas canequinhas, é claro)

além disso, vou levar guardanapos de papel lindos que ganhei de presente - apesar de saber que guardanapos de pano são mais ecologicamente corretos, eu não tenho (e o trabalho pra lavar?)

pretendo chegar às 10h da manhã, mas não devo ficar o dia todo. entonces, coisas lindas do coração, apareçam o mais cedo que puderem pra eu poder abraçar e beijar todas vocês tá? :D

(pão de calabreza* ou escarola? torta de atum ou legumes? oh, dúvida!)

* eu não escrevo calabresa, não adianta. assim como não escrevo berinjela.

e a vida, hein?

é engraçado, eu tenho tido menos vontade de falar da minha vida interna, digamos.

há alguns anos os meus dramas, dúvidas, dificuldades, alegrias e surtos faziam parte desse blog com freqüência. vocês repararam que isso sumiu? não é à toa - estou mais estável, mais tranqüila, tenho menos dramas, ponto.

às vezes tenho a impressão que as coisas estão paradas demais, dá um faniquito, sabe? mas aí lembro dos vários meses de análise e do longo processo de aquietar a mente e o coração, do aprendizado do silêncio, que sempre significou tédio e morte pra mim. e respiro fundo, muitas vezes, até o faniquito passar.

eu não sabia fazer silêncio, respirar, respeitar e amar os espaços vazios. eu queria preencher tudo: quaisquer espaços livres, os silêncios, os estômagos (principalmente o meu).

o estômago eu ainda não aprendi a preencher só na medida certa, não é à toa que estou duas. mas sei que é questão de tempo e de necessidade - quando chegar a hora eu me livro do recheio.

os espaços vazios e o silêncio, por outro lado, se transformaram agora em porto seguro. eu morria de medo do silêncio, nada me deixava mais incomodada que ficar quieta, é como se eu não existisse enquanto não verbalizasse. hoje eu sinto prazer em calar, fico quieta por muitas horas e adoro. eu penso mais, muito mais. e ouço também, o que é uma qualidade admirável que nunca tive. hoje eu enxergo, percebo e sinto mais as pessoas e o mundo ao meu redor.

aprendi a prezar meu espaço, minhas coisas, meus pensamentos e segredos. porque espaço não é só físico. conquistei meu próprio território invisível e dou valor a cada milímetro dele.

o único ponto negativo dessa mudança é que criei verdadeira ojeriza por pessoas que não respeitam meu espaço e o silêncio, pessoas que são parecidas com meu antigo-eu. não é à toa que várias pessoas que em algum momento recente da vida eu considerava como muitos legais hoje eu considero praticamente insuportáveis. pessoas que falam demais, que não sabem ouvir, que dão muito palpite, que não respeitam o espaço alheio.

e é uma pena, porque sei que estas pessoas têm seu lado bom, mas é preciso fazer escolhas. e isso foi um outro aprendizado difícil porém recompensante: escolher e lidar com as conseqüências das escolhas.

escolher e enfrentar o que vem depois é o que nos transforma em adultos de verdade. não fosse tão sexista, eu diria que é isso que nos transforma em homens, aqueles com H maiúsculo. não existe escolha que não implique abrir mão de alguma coisa. às vezes você abre mão de coisas que não interessam, e aí não dói (a gente até esquece que abriu mão); mas existem as escolhas cuja alternativa é também parte do nosso desejo, e aí é que a coisa fica difícil.

então, amigos e amigas, a vida está assim: nos últimos anos fiz grandes escolhas. perdi amigos, possibilidades (melhores, talvez, que as minhas opções). mas ganhei meu espaço, paz e principalmente clareza. tenho uma família cheia de problemas que eu amo, tenho um companheiro e amante pra toda a vida, um trabalho que me desafia e agrada, não tenho grandes dúvidas nem arrependimentos, não tenho ilusões.

estou feliz, de forma simples e sem fanfarra. sem acontecimentos pirotécnicos e nem motivos externos. e tenho um orgulho danado de ter chegado aqui.

**

obrigada, beth.

por mais que você ache às vezes que não tem motivo pra escrever ou que não faz diferença, foram alguns posts seus que me fizeram escrever esse aqui. continue escrevendo, por favor :)

agosto 18, 2008

sobre as olimpíadas

eu não sou assim uma grande fã de campeonatos esportivos, o único que realmente gosto é a copa do mundo porque gosto de futebol. os demais, acompanho mais por curiosidade, até porque não sou do tipo que vibra com títulos do brasil-sil-sil.

nada demais: não tem revoltinha nem discursos bestas de que copa (ou olimpíada) é ópio do povo e blá blá blá. só não acho que tem motivo pra sentir orgulho, como brasileira, de uns gatos pingados que fazem das tripas coração pra conseguir praticar esporte de forma profissional. ou, por outro lado, por que eu haveria de me orgulhar dos esportistas milionários que moram no mediterrâneo ou em nova iorque? desejo tudo de bom pra eles, que façam ótimo proveito, mas não me causam nenhum orgulho.

minhas reflexões sobre a olimpíada têm pouco ou nada a ver com esporte, na verdade. mas lá vou eu contribuir com meus 2 centavos... ;)

não importa vencer ou perder... até você perder ;)

vi uma entrevista com a treinadora da equipe de ginástica artística, muito interessante: ela destacou o fato da equipe de ginástica, em 10 anos, ter passado de 23o lugar no ranking para 10o lugar (8o? algo assim). com ou sem medalha de ouro olímpica, a modalidade evoluiu muito, e isso é motivo suficiente pra comemorar. não é?

não, a gente quer é medalha-medalha-medalha. o fato de hoje a ginástica ser um esporte conhecido no brasil e com patrocínio é um detalhe. se não tiver metais preciosos e fogos de artifício, o investimento de longo prazo não vale nada, as perspectivas futuras são desconsideradas.

o moço que ganhou nossa primeira medalha de ouro na natação é um exemplo do nosso gosto pelo que brilha e o desprezo pelo que sustenta, o básico. ele ganhou a medalha porque é talentoso, porque fez sacrifícios pessoais e teve que sair do Brasil pra conseguir realizar seu sonho. isso é motivo pra comemorarmos como nação, pra sentirmos orgulho? não, né, muito pelo contrário. mérito exclusivamente dele e vergonha pra nós como nação, que não demos nem a ele nem a vários outros condições de serem campeões.

sem radicalismos, mas me incomoda ver reclamação "nacional" sobre perder medalhas de ginástica e ufanismos em relação à medalha de ouro da natação. as duas coisas combinadas me dão vontade de dar um chute na bunda da entidade "Brasil".

os chineses e a china

e porque só se fala nisso esse é o assunto da vez aqui na minha cabeça - confesso que ando com bronca dos chineses. tudo que é canal da TV mostra como são as coisas lá do outro lado do mundo e alguns fatos são simplesmente apavorantes.

eu sei que temos nossos casos de show de horror aqui também, mas a coisa por lá é grave. um documentário sobre a indústria de roupas na china me deixou deprimida, sério. ver meninas adolescentes trabalhando 16 horas em regime escravo pra ganhar menos de 1 dólar por dia fez meu coração doer.

decidi - na medida do quase impossível - não comprar coisas feitas na china. (tente, pra ver o quanto é impossível). eu sei que é uma reação ingênua, podem chamar inclusive de boba, mas é o meu jeito de dizer não pra exploração. e sempre que aparecer uma oportunidade de boicotar a exploração, eu vou adotar.

(e se fosse levar a ferro e fogo, em pouco tempo estaria andando pelada, comendo comida da minha horta e sem nenhum eletrodoméstico em casa, eu sei. mas eu gosto de pensar que pequenas ações fazem alguma diferença, não adianta nenhum cínico vir dizer que sou uma gota d'água no oceano)

a história de maus-tratos aos animais na china me incomoda há muito tempo, e toda vez que procuro saber sobre o assunto (tenho esperança imorredoura que isso é coisa do passado, mas...) fico ainda mais chocada. vender animais mutilados (e ainda vivos) nas feiras livres, por exemplo, está além da minha compreensão. eu entendo comer os bichos, ainda não entrei na onda de não comer bichos, mas por que fazê-los sofrer antes de morrer? não entendo.

pra completar, li na cam sobre a chinesinha que canta muito bem porém não é modelo de beleza e que foi substituída na abertura dos jogos pela chinesinha bonita que não canta bem.

não sei se foi questão de comparação com meus outros incômodos a respeito do país, mas essa história não me surpreendeu nem chocou. porque, convenhamos, descartar quem é fora do padrão de beleza é prática mundial, certo? fosse aqui no brasil ou outro lugar qualquer, a comissão simplesmente continuaria procurando até achar a menina bonita e que canta bem, ou colocava a menina bonita com playback, aquela tosqueira que já conhecemos.

os chineses só são mais práticos: usaram a cara de uma e a voz da outra, e pronto. pá-pum.

imagino que a cam achou a história triste porque ela mesma é uma mulher bonita, deve ser um choque perceber que o mundo é assim, cruelzinho, conosco os esteticamente prejudicados ;D já eu, pertencente ao universo das mulheres de aparência comum (se houver boa vontade da sua parte), li a notícia e simplesmete pensei "mas é assim mesmo que são as coisas... por que a tristeza?"

quem é que estava falando agorinha sobre cinismo, hein? ops, deslizei, foi mal.

enquanto isso, em vinhedo...

... a jabuticabeira parece de pelúcia e os macaquinhos continuam brincando todo dia no quintal.


(mais fotos de vinhedo aqui)

e a gente continua abestalhado com a delícia que é viver num lugar tão lindo e ao mesmo tempo perto o suficiente de tudo o que a gente precisa.

leve um pouco de flamenco para sua vida

eu não sei vocês, mas eu acho flamenco uma coisa sexy e linda. adoro ver e ouvir (já tentei dançar, mas me falta disciplina).

minha amiga fabíola, dançarina de flamenco há anos, resolveu fazer uma linha de roupas para dançarinas de flamenco mas que também pode ser usada por nós, simples fãs, a lunares. as saias e blusas são lindas e fazem sucesso absoluto.

e agora, podem fazer promessa pra santa edwiges, porque podemos comprar tudo com cartão de crédito no site! AHHHHHH, alguém me segura :)


(uma das minhas camisetas preferidas da coleção)

intervalo de terças é com a gente mesmo

a matéria saiu na gazeta do povo, e o márcio nos pregou uma peça: brincou com nossos apelidos e praticamente transformou fal & zel numa duplinha sertaneja :)

fazendo o link entre literatura e blog - e eu estou lá de gaiata, né, porque escritora não sou - a matéria fala sobre como os blogs mudaram a forma de relacionamento entre escritor e leitor.

vá lá e leia :)

Mais do que apenas uma ponte entre leitores e escritores, os blogs podem ser definidos, por exemplo, como uma espécie de teletransporte, algo inimaginável há duas décadas, quando as páginas – de papel – dos livros eram o principal ponto de interseção entre o sujeito que lê e aquele que gera o conteúdo. Na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, alguns dos principais autores brasileiros de obras impressas também são conhecidos blogueiros.

espero que vocês se sintam tão honrados quanto eu por aparecerem em matérias de jornal e coisa assim. afinal, nenhum blog existe de verdade sem leitores visitando e de preferência participando.

agosto 19, 2008

luluzinhacamp: vocês viram a lista?

eu tou super-empolgada, não vejo a hora de chegar sábado! um monte de meninas que eu amo vão estar lá, além de outras que ainda não amo e posso vir a amar, o que é sempre uma delícia :)

a lista de inscritas tá aqui. e você, minha filha, vai ficar aí só olhando? vamos lá!

estamos batendo papo na lista de discussão, decidindo quem leva o quê, como fazer, etc.

a beth vai ser nossa DJ, e nós-outras-várias levaremos comes e bebes. tem várias moças com crianças e bebês, então as meninas que quiserem levar os filhos estão mais que convidadas.

há muitos anos não vou a eventos com montes de mulheres, e estou adorando a possibilidade. principalmente porque as únicas oportunidades de encontrar mulherada é nesses medonhos chás de panela e/ou chá de bebê, que eu detesto. pois dessa vez nos encontramos pra ouvir música, trocar receitas, falar da vida, conhecer os blogs e idéias alheios.

a maíra deu uma idéia legal demais - faremos um painel de blogs offline, pra que todo mundo possa dar uma espiada no que as outras estão escrevendo.

e eu não ia contar, mas não resisto: a denize vai levar uma bolsa pra sortear / rifar, sei lá o que faremos com ela. já me comprometi a não entrar no sorteio, porque eu sou sortuda e se ganhar a mulherada vai dizer que é marmelada :D

se você não está lá, se inscreva ;)

e falando em assuntos de mulherzinha...

há algumas semanas a cynthia me deu a dica: erika lust.

o nome é sugestivo e não é à toa: ela é diretora de filmes pornôs feitos por e para mulheres. eu não assisti, não posso dizer pra vocês do que se trata ou no quê os filmes dela são diferentes, mas li comentários sobre eles que me fizeram pensar. parece que a estética é diferente, o comportamento é diferente e a finalização, claro, é diferente.

eu gosto de filme pornô, mas tem algumas coisas que me irritam. exemplos: paus gigantescos exibidos como mastros para serem adorados; quando rola chupada nas meninas é uma coisa rápida e pra lubrificar, nenhum interesse real ali; as caras-e-bocas obviamente forçadas das atrizes; o auge da trepada é o cara gozar, de preferência em cima da moça; aquela coisa meteção-tipo-martelada, que me dá dor nas entranhas só de olhar ;D

pra não falar das posições bizarras (e obviamente desconfortáveis) e os diálogos desnecessários (*).

suponho que num filme feito para mulheres exista um balanceamento dessa equação, e que tanto as carícias várias (que são eliminadas nos filmes "de homem") quanto o prolongamento do prazer sejam de alguma forma considerados. acho que o que me incomoda nos filmes pornô padrão é que não consigo me identificar com as fulanas protagonistas.

o felipe b levantou um ponto muito bom e muito polêmico outro dia lá no pequenos delitos: homem gosta de ver pauzão e homem gostosão em filme pornô. aqueles caras não estão ali porque a mulherada gosta, os homens é que fazem questão de que seja assim. e ele desafiou a homarada em polvorosa nos comentários: vocês veriam filmes pornôs com caras feiosos, gorduchos, de pau pequeno? (i don't think so...)

pois fiquei prestando atenção a mim mesma, como sempre faço quando me colocam uma questão nova: o que mais me interessa nos filmes pornô? as mulheres, bingo! francamente? não dou muita bola pro pau do cara ser X ou Y e nem mesmo pro tamanho da barriga ou dos bíceps dele. é nas atrizes que eu presto atenção, procuro sinais de prazer, eu me reflito nelas e só curto quando encontro algo que de alguma forma faz eco com meus desejos. vibro quando vejo atrizes pornôs claramente sentindo prazer, gozando, aproveitando a cena (raridade). e é por isso que eu adoro a belladonna: ela se diverte, curte cada momento.

acho que se eu fosse fazer um pornô, transformaria tudo em algo mais real e próximo da realidade, esteticamente melhor (não àquelas unhas de plástico medonhas! não aos peitos de silicone que parecem bóias!) e procurando capturar ao máximo o prazer de verdade.

não tem nada mais tesudo que o tesão alheio. peitos, bundas, paus, bucetas - isso é tudo acessório. o que faz meu mundo balançar é ver o prazer real no corpo, nos olhos.

vou conferir os filmes dela e depois comento, prometo!

**

(*) a título de curiosidade, o filme pornô mais bizarro que já vi praticamente não tinha falas. o casal trepava na tela em milhares de posições enquanto ao fundo passavam paisagens e fotos, tipo aqueles videokês. é isso mesmo: imagine fundos de videokê (flores, montanhas, rios) que ficam mudando, só que com casal trepando no meio. juro que é verdade.

agosto 21, 2008

SOS

assim não dá - eu quero fazer uma certificação que custa nada mais nada menos que 1800 dólares. já me apliquei, me aceitaram e eu preciso fazer a maldita até 22/janeiro.

vocês têm idéia da quantidade de cds, dvds, livros e obviamente bolsas eu poderia comprar com esse dinheiro?

estou chocada.

**

eu não tenho tempo nem pra sair do prédio e almoçar. tenho almoçado na minha mesa 70% dos dias. salada, frango grelhado, frutas e coca light. todo-santo-dia.

qualquer dia eu saio voando (e se você acha que essa alimentação me emagreceu, se enganou. continuo uma baleia)

**

e amanhã eu vou ter que preparar comidinhas pro luluzinhacamp, como se eu não tivesse nada mais pra fazer. porque mulher é esse inferno: quando tem muita coisa pra fazer, arranja mais uma ;D

**

consegui depilar essa semana (nem vou contar depois de quanto tempo desde a última) mas as unhas não vai ter jeito. vou prum encontro de mulheres com as unhas em frangalhos, todas elas vão reparar. damn it.

**

a secretária da IBM reparava quando eu fazia a sobrancelha. e as minhas são discretas, tá? depois dessa experiência eu passei a me preocupar mais com detalhes aparentemente insignificantes.

mas me senti sortuda (e desconfiada) quando uma colega comentou que o marido sabia não só diferenciar gabriela* de ameixa* como preferia que ela usasse renda*. meu marido não sabe diferenciar vermelho de rosa e acha que salmão é peixe e não cor, graças a deus ;)

(*) se você não sabe o que significam estes nomes, é bofe. ou mulher-hippie :D

agosto 22, 2008

que conste...

... nas 3 últimas semanas li 2 livros deliciosos e que recomendo (ambos do lindo e maravilhoso neil gaiman):

neverwhere (ou lugar nenhum): primeiro romance do autor, é uma história incrível de mundos paralelos (claro). só que o paralelismo é assustador - nos subterrâneos de londres existe um mundo inimaginável, logo ali ao alcance de alguns degraus de escada (e uma brecha entre os mundos, claro). achei a história simples e gostosa, com surpresas no fim.

good omens (ou belas maldições): esse é hilário. pode se dizer que é uma sátira d'a profecia (que eu amo!), mas cheio de piadas e personagens impagáveis. é a história do fim do mundo contada por dois malucos. vale cada página, pra quem gosta de se divertir, é claro.

aliás, eu só dou dica de diversão. se você quer dicas de leituras "sérias", procure outro blog ;)

(e amanhã nos vemos . tiro fotos, prometo!)

agosto 24, 2008

começando bem a semana

no blog da erika lust achamos um site com fotos sensacionais, erotic by nature.

a proposta é fotografar casais reais (realmente juntos, pessoas normais, não são atores) trepando, em p&b . as fotos são incríveis, escolhi essa pra colocar aqui:

vejam as fotos, leiam os textos do site. sensacional!

(lembrei de você e você, queridos!)

agosto 26, 2008

eu conto, mas bem rápido

gente, o luluzinhacamp foi massa!

lotado e muito tranqüilo. sem stress, sem clima esquisito, sem timidez daquelas que paralisa, só um bando de mulher sorrindo, conversando e falando da vida e de tecnologia. (e comendo, claro ;))

conheci mais gente do que vou me lembrar, mas quero dizer pra geral que foi um prazer incrível estar lá, tanto que foi bem difícil ir embora. abracei e beijei quantas meninas me permitiram, como se fossem amigas de infância (sou fã de abraço e beijo). as moças todas foram simpáticas e doces, não tenho um "ai" pra reclamar. elas até suportaram minha fofice excessiva e eu agradeço a todas por esse agrado ;)

não vou citar uma a uma que conheci por lá, mas três eu preciso destacar: encontrei finalmente a lúcia freitas e a nospheratt, depois de décadas falando por email. e conheci a maravilhosa lili ferrari, mulher de dar água na boca. lindas e animadíssimas, do jeito que eu gosto :)

e revi minhas amigas queridas de sempre, que estão sempre por perto nos momentos gostosos. valeu ter cada uma de vocês por lá, meninas. todo meu amor pra vocês - que sabem quem são, não preciso citar.

o sorteio foi hilário e caótico, como sempre são esses momentos de muitas-mulheres-falando-juntas. e, como também sempre acontece nesses casos de juntar mulheres, muita coisa foi feita em conjunto e muito bem, obrigada.

teve até promoção de evento, que a gente aceitou de bom grado porque espumante é sempre bom, né? (pra não falar dos mocinhos de coleira, que se comportaram lindamente)

digo que quem não foi, perdeu. não só a festa, que foi boa demais, mas a oportunidade de receber a energia boa, ou ânimo, que só se cria quando muita gente do bem se junta pra fazer coisas legais e boas.

sei que a idéia vai se perpetuar, e podem contar comigo nas próximas.

valeu, meninas, nós somos o máximo :D

**

ah, e eu preciso agradecer a generosidade sempre sem tamanho da denize: nós pedimos uma bolsa pra sortear e animar a festa, e ela levou meia dúzia de coisas pra sortear. não só porque ela é essa mulher do bem e maravilhosa, mas porque ela gosta de fazer as pessoas sorrirem e gosta de ver o mundo lindo, como ela.

obrigada, querida.

a melhor história

não poderia deixar de contar essa pérola do luluzinhacamp, vamos lá...

estávamos denize, dani e eu conversando no quintal, em pé, blá-blá-blá. chega maíra, essa coisa fofa, e o diálogo se inicia:

maíra: nossa, que coisa... vocês três de preto! vocês combinaram? parece encontro de bruxas :D
zel: tipo weird sisters, né? mas não é isso não, linda, é que a gente é gorda mesmo. preto ajuda a disfarçar, sabe como é?
dani: HAHHAHAHAHHAA, pior que é isso mesmo...
denize: filha, imagina a gente de branco?! só precisava trazer o acarajé e tava tudo pronto - as puras baianas de salvador...

e a conversa descambou pra chacota com mulheres gorduchinhas vestidas de noiva (=baiana do acarajé). e eu contei que tnha visto, não faz muito tempo, umas fotos de uma fulana gorduchinha vestida de noiva e com bolerinho de renda pra complementar. sabe como é, falar da desgraça alheia desvia a atenção e faz a gente esquecer da cinturinha de kombi.

maíra, obviamente, é magra de dar ódio.

agosto 27, 2008

recomendações heterodoxas

essa semana assisti um filme que me balançou e eu nem sei explicar direito o porquê: into the wild (na natureza selvagem). o filme é baseado no livro do krakauer, que por sua vez foi feito a partir da história real de christofer mccandless.

não sei se consigo resumir o filme direito, mas vou tentar: chris é um rapaz promissor do ponto de vista tradicional - de boa família, inteligente, freqüentou uma boa faculdade, etc. mas ele abandona tudo para virar andarilho. ele doa todo seu dinheiro, muda de nome e desaparece pelos estados unidos, rumo ao alasca. ele adota uma vida nômade e de contato profundo com a natureza, em busca de liberdade. acho que é isso que me balançou tanto no filme - tenho sentimentos confusos a respeito dessa opção, do desafio que ela representa. ele abandona todos os conceitos mais firmes que nos são passados de geração em geração - dinheiro, casa, bens materiais, segurança, relacionamentos estáveis.

e mais não conto, leia o livro ou veja o filme. não li o livro (vou ler), mas o filme é incrível. não só pela história mas pela fotografia e a música, lindíssima. vejam.

esse filme me lembrou de outro, um documentário que me impressionou bastante, a ponte (the bridge). é um apanhado de histórias reais sobre pessoas que decidem se suicidar na golden gate bridge. a escolha das pessoas e a colagem de depoimentos dos familiares e amigos é impressionante e muito sensível. não há nada de mau gosto, não tem exploração nenhuma da desgraça alheia. é um retrato simples de uma característica que parece ser absolutamente humana: optar por terminar a própria vida.

assistam, se puderem. e me contem o que acharam!

dica sensacional

a denize que me mostrou e eu amei profundamente (já tou tentando comprar): cabe-tudo.

uma das coisas que me irritam em supermercado (entre várias) é carregar 820 saquinhos de plástico ou 120 sacolas ecológicas. porque estamos eliminando as sacolinhas plásticas, sim, mas as sacolas ecológicas também não são assim enormes e geralmente não são nada ergonômicas.

eu sei que tem gente que faz compra várias vezes por mês, tudo picadinho, mas eu francamente prefiro ficar longe de supermercados e afins. minha cesta orgânica chega em casa e eu gosto mesmo é de ir ao mercado 1 vez por mês.

tá, na real: o que eu gosto mesmo é de delegar essa tarefa ingrata para o marido, que tem sido um guerreiro nos últimos meses me poupando dos passeios ao supermercado...

então vejam que espetáculo essas sacolas:


(roubei a imagem da denize)

eu quero 3 pra já!

update 1: para pessoas físicas, dá pra comprar na kalunga. já comprei as 3 :)

update 2: as meninas perguntaram nos comentários como eu faço pra substituir os saquinhos de supermercado (porque muita gente, inclusive eu, usava os tais para colocar na lixeira da pia ou do banheiro). eu compro saquinhos biodegradáveis, que servem perfeitamente pra esse fim. não lembrava a marca, mas achei procurando na net - dover-roll. eu encontro no pão de açúcar!

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