são francisco de assis
não é novidade pra ninguém o quanto sou (somos!) apaixonada por animais, desde sempre. tenho certeza que esse amor pelos bichinhos vem em boa parte dos meus pais, especialmente do meu pai. ele sempre diz que não devemos confiar em pessoas que não gostam de animais, e essa é uma das poucas regras que respeito à risca.
nestes 9 meses de casa nova, quase no meio do mato, temos o privilégio de conviver com vários bichinhos e vê-los andar livres e felizes. tem macaquinho, coruja, montes de passarinhos, pato (vários tipos), gato, cachorro, ratão do banhado, porco-espinho e diz que até lagarto tem. nesse fim-de-semana apareceu mais um coisico fofo já velho conhecido da casa da praia, o saruê. ele estava fuçando nosso lixo (e a gente achando que era cachorro...), muito confortável e sem medo nenhum, o atrevimento em quatro patinhas.
ficamos curiosos sobre ele - o que come? que tipo de bicho é esse? o fer é diligente e descobriu montes de coisas, entre elas que ele é um tipo de gambá, marsupial e onívoro, como nós. ele é tão feio que é bonito, vejam:

essa foto é do álbum da beth coe maeda, artista plástica que salvou um saruezinho bebê e depois devolveu ele pro mato. uma das coisas que mais me deixa feliz na vida é ver que tem mais gente com bom coração, que ama os bichinhos e quer ajudá-los a continuar vivendo bem apesar da invasão humana.
não há um dia sequer que eu não pense no quanto a humanidade custa às demais espécies, seja por consumir sua carne e seus derivados, seja por destruir os locais onde os animais costumavam viver. quero acreditar que a natureza se encarregará de balancear essa equação, que de alguma forma nossa proliferação será controlada. da minha parte, ainda não decidi abandonar o consumo de produtos animais na alimentação, mas tenho feito o possível para garantir que os animais que como são tratados com dignidade.
com atraso, mando minhas preces a são francisco, único santo no qual acredito, e mando também todo meu carinho a cada pessoa que faz bem aos bichinhos.
