depois que eu percebi - lá na terapia - que eu tinha uma necessidade neurótica de justificar tudinho que dizia, fazia, pensava e sentia, passei a me irritar com justificativas (especialmente as minhas).
sério: quem precisa explicar assim, sem ser perguntado, porque faz isso ou aquilo, compra X ou Y ou sente A e B? coisa chata, credo. e óbvia, né, depois que eu entendi como isso funciona aqui do lado de dentro.
ouvi um dia (ou li?) que é importante matar e enterrar o pai e a mãe que existem dentro de nós, e que só depois que fazemos isso é que somos realmente adultos e livres. depois de assassinar esses fantasmas conseguimos finalmente pensar, agir e ser nós mesmos e não aquilo que nossos pais projetados dentro de nós esperam.
é, eu sei: complicado.
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recebi alguns comentários sobre celebridades quando escrevi sobre o oscar e minha simpatia por alguns atores, e queria deixar algumas coisas bem claras, pra ninguém dizer que não sabia:
- abomino o culto às celebridades
- não acompanho a vida de celebridades de nenhuma magnitude, especialmente das celebridades-insignificantes-no-grande-esquema-das-coisas, se é que vocês me entendem
- não "considero" celebridades como pessoas próximas ou que eu conheço
- não peço autógrafo, embora já tenha feito isso quando era criança
- não me importo com a vida das celebridades. só conheço o que elas fazem profissionalmente. quem elas são na sua vida pessoal me interessa pouquíssimo
eu consumo filmes, séries, música, teatro, show, livros e seus autores / atores / performers são profissionais, ponto final. então, quando eu digo que simpatizo com o sean penn, eu quero dizer que simpatizo com o trabalho que ele faz, as escolhas de roteiros e filmes, o resultado do trabalho, essas coisas.
foda-se se ele bateu na madonna. eu não julgo meus amigos próximos pelas cagadas que fazem nos seus casamentos, por que vou julgar um cara que eu não conheço?!
bom, e minha opinião sobre as esmeraldas da angelina jolie: a mulher ganha dinheiro pra queimar na lareira e ainda sobra pra gerações dos 6 filhos. ela ajuda uma pancada de gente no mundo com essa mesma grana. qual o problema de gastar em jóias? pra ela, comprar um joguinho de esmeralda daqueles deve ser o equivalente no meu mundo a comprar um anel de brilhante simplesinho. um tiquinho caro, mas nada que eu não possa pagar sem doer.
sério, é muita discussão por nada. tanta coisa pra cuidar na minha vida e eu tou aqui falando do sean penn e da angelina jolie, jesus, que deprimente ;D
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detesto mentira.
eu minto, é claro, como todas as pessoas que vivem em sociedade (sem mentir a vida seria bem difícil). mas me incomoda, e eu penso 10 vezes antes de mentir.
e aí tem gente que mente, assim, descaradamente. mente e finge que tudo bem, omite e finge que não isso não é mentira, e todo esse esquema serve exclusivamente para tirar vantagem, se promover, se dar bem.
inaceitável, decepcionante, irritante e, infelizmente, previsível.
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dia desses aconteceu assim: pessoa de minhas relações (essa é pra fal :)) interpretou de forma cínica uma aproximação. explico: fulano se aproxima de você e essa pessoa de minhas relações diz "é interesse, fulano quer só te usar". eu, que sou aquela pessoa que acredita que todos são bons e maravilhosos e que dá a outra face, fico puta da vida. porra, mas você não confia em ninguém?! pessoa de minhas relações dá de ombros, com ar de "eu avisei".
eu continuo acreditando nas pessoas, dançando pelada no mundo das fadas de pom-pom, e de repente me fodo linda, de verde-e-amarelo. BONK. fulano era mesmo interesseiro, safado, eu caí como uma pata.
pessoa de minhas relações tem razão, como sempre, e eu fico com cara de tacho. chateada, a mais palhaça.
eu sei que poderia aprender com meus tombos, talvez eu até devesse. mas no fundo, acho que ainda prefiro acreditar nas pessoas e me fuder. seria muito triste se sempre achasse que todos são interesseiros que não se importam com os outros.
próximo da fila pra me fazer passar por trouxa? :)
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quando eu acho que estou afastada de tudo e de todos, do mundo, que virei uma chata de galocha e todos me largaram, descubro que tenho amigos que me amam, montes deles. que tenho uma família que (com todos os defeitos e problemas) me ama.
será que eu sou grata o suficiente? será que eles todos sabem o quanto eu os amo?
lição de casa, pra aprender todo dia: amar *e* demonstrar, porque esse pessoal merece.
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viajamos no sábado, e eu fico fora 3 semanas, mesmo. portanto, deixem seu recado depois do BIP e torçam pra que tudo dê certo lá no meio do deserto e dos andes.
beijomeescreve! ;)