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julho 2009 Archives

julho 13, 2009

praticamente morri

meu deus, o que foi o final e grey's anatomy e private practice? eu não podia ter visto os dois no mesmo dia. nem dormi direito, juro por deus.

é, sumi. a vida me atropelou, e eu deixei. sinto falta disso aqui, de vocês, de verdade.

prometo tentar voltar a escrever mais e sempre. mandem boas vibrações, porque ando com a energia de uma pilha não-alcalina, blé.

com açúcar, com afeto <3

para o meu amor, que gosta de bolo melecadinho :)

utensílios
forma de bolo média
margarina e farinha para untar e enfarinhar a forma
batedeira OU batedor manual
vasilha para misturar a para a massa
vasilha para bater a clara em neve
panela pequena para a cobertura
colher de pau
colher de sopa e xícara, para medir

bolo de chocolate

(a massa)
2 xícaras de açúcar
200g de margarina ou manteiga
3 ovos separados
2 xícaras de farinha
2 xícaras de leite
2 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de sopa de fermento em pó

bata o açúcar, margarina e as gemas, com vontade. misture bem e muito, e só então junte a farinha e o chocolate peneirados, alternando com o leite. quando estiver tudo muito bem misturadinho, junte as claras batidas em neve e o fermento - mexa delicadamente, não bata.

asse em forma untada e enfarinhada por 30min em fogo médio-alto.

(a cobertura - sugiro fazer depois do bolo já pronto)
1 lata de leite condensado
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de sopa de margarina ou manteiga

derreta a manteiga, junte o leite condensado e o cacau em pó e mexa com paciência, em fogo médio/baixo até a mistura começar a engrossar.

fure o bolo com um palito ou garfo grande, para a cobertura misturar com a massa. jogue a cobertura com calma por cima do bolo, vá deixando os furinhos absorverem a calda.

espere esfriar para cortar (ou faça como eu que ama bolo quente e corte com colher, como pudim :))

dos medos escondidos

sempre que me vejo confrontada com a morte - mesmo que seja num seriado ou filme - fico desconfortável, receosa. pensei bastante, e concluí que não tenho medo da morte, mas da vida.

tenho pavor de não viver, de deixar passar os minutos-horas-dias, além dos malditos meses e anos, e não fazer basicamente nada. o problema é a sensação de nada contraposto ao tudo - o que significa aproveitar o tempo?

não quero ficar como minha mãe, que se inquietava aos fins de semana, porque "temos que fazer alguma coisa"; quanto do meu desejo e não fazer nada, de deixar o tempo passar, não é uma resposta à pilha da minha mãe, meu deus? será que eu estou repetindo padrões ao contrário?

alguém mais tem medo de repetir padrões inversos? não sei o que pior - trilhar os caminhos tortos dos nossos pais ou revoltar-se absolutamente e dar volta de 360 grau. às vezes me sinto parada, costas-com-costas. no mesmíssimo lugar que eu sempre detestei.

estou num momento difícil, de impasse. lembro que este ano, segundo a astrologia, seria lento e pesado pra mim (e só lembrei disso agora, vejam bem, enquanto escrevo) - pesado é apelido, é a encarnação da santa bigorna amarrada no meu pezinho 35.

a vontade é de ficar quieta, esperando passar. em silêncio, torcendo para as hordas do mal esquecerem que eu existo. entoando mantras, procurando explicações para o que não entendo.

chamem de karma, coincidência ou simplesmente destino, mas há um livro de auto-ajuda na minha cabeceira. foi presente de um colega querido e preciso ler - essa é minha desculpa. a verdade é que ando precisando de metáforas e caminhos sem pedras. tou calejada, cansada e não estou gostando de me dirigir tão rapidamente aos 40.

não, não senhores, não tem sido um ano fácil. considerando os ciclos de 7 anos, eu achei que os 35 é que seriam difíceis, mas os 37 estão sendo uma corrida de obstáculos e eu me sinto um tanto contundida.

havendo simpatias para redução de medo (e peso, que continua um problema como sempre), não deixe de escrever pra mim, tá?

beijomeliga.

julho 14, 2009

ceviche

essa é pra ela :)

utensílios
faca boa para picar o peixe
tábua? :)
vasilha para servir

ingredientes
1/2kg de peixe branco de mar já limpo (linguado, robalo)
1 cebola roxa pequena
6-8 limões
1 pimenta dedo de moça
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
um punhado de coentro, se gostar

como fazer
fatie o peixe em tiras finas e coloque na vasilha.
corte a cebola roxa em fatias finas (formato de meia lua), ou pique bem pequeninina e junte ao peixe. eu prefiro meias luas :)
pique a pimenta em tirinhas ou pedacinhos bem pequenos (se quiser mais picante, deixe a semente; se quiser só um leve picante, tire as sementes).
esprema os limões e junte ao peixe e à cebola. mexa bem, deixe o limão se misturar completamente e cobrir os pedaços de peixe. a quantidade de limões varia pois depende do tamanho e quantidade de sumo do limão - deve ser o suficiente para molhar completamente todo o peixe e ficar como um caldo. o suco de limão não é só um tempero neste prato, tem que ficar sobrando mesmo!
coloque sal e pimenta do reino a gosto e junte o coentro picadinho antes de servir.

há controvérsias sobre o tempo que o peixe deve marinar no limão antes de servir - as receitas mais tradicionais que encontrei dizem para esperar 30min, assim o peixe "cozinha" no limão; as receitas mais modernas dizem para esperar não mais de 15min.

minha sugestão é simples: experimente e escolha sua forma de servir. quanto mais o peixe marinar, mais macio ele fica; em compensação, perde um pouco do sabor fresco e da textura resistente à mordida.

recomendo servir do modo tradicional: com fatias de batata doce roxa cozida. mas fica bom com pão, torrada ou puro.

julho 16, 2009

senta aí que eu vou contar

pois o livro de auto-ajuda que eu li é o monge e o executivo. um dos meus "funcionários" (argh, eu detesto chamá-los assim. colaboradores é horrível também. colega de trabalho que eu lidero, talvez?) me deu de presente, com dedicatória fofa e tudo. ele é uma das pessoas que eu mentorizo, e como é fã do livro, resolveu compartilhar.

mas antes de falar desse assunto, uma palavrinha sobre auto-ajuda: a paula escreveu um post imbatível sobre o tema, então sobre isso nem vou comentar. só quero acrescentar que sou do time que tem preconceito com livros de auto-ajuda, principalmente porque tenho sempre a impressão que eles nos chamam de burro. concluí que sim, somos burros às vezes, e é exatamente por isso que precisamos de alguém nos explicando coisas como se tivéssemos 5 anos. reconheço em mim mesma uma burrice crônica a respeito, por exemplo, de saber dizer não. e sou uma porta quando se trata de compreender meus próprios sentimentos. me sinto burra porque sou burra :)

já perceberam que boa parte destes livros usa metáforas simples e parábolas rasinhas para dizer coisas... óbvias? porra, mas se são óbvias e eu entendi imediatamente quando li (e só falta o autor gritar "sacou, sua burra?!"), por que diabos eu faço tudo errado?

a pergunta me leva ao assunto que quero falar de verdade: a práxis. esse tema tem aparecido na minha vida (embora não com esse nome) há anos, e só agora me dei conta da importância dele, graças ao livrinho (pra saber o que achei dele, leia a continuação do post).

talvez por estar praticando ioga há alguns meses (e percebendo a diferença enorme que faz na minha vida), a ficha finalmente caiu: é preciso agir para que as coisas aconteçam. e isso não é força de expressão, quando digo agir quero dizer fazer coisas, executar, de forma concreta, interagir com pessoas e comigo mesma.

na terapia, eu perguntava com freqüência a mesma coisa: entendi o que eu faço errado, mas... como eu mudo? e a santa liliana sempre respondia sorrindo: mudando, fazendo diferente. eu achava que entendia, mas não entendia. o gerúndio é mais que uma flexão verbal, neste caso, é a indicação de que é preciso executar algo continuamente.

como fazer para deixar de ser sedentária? levantar a bunda do sofá e se mexer, sempre. como fazer para dizer não? cada vez que aparecer a oportunidade, abrir a boca e emitir o som - N-Ã-O.

eu sei que parece ridículo, mas não é. práxis significa concretizar, tornar real, o que é teórico ou idéia. acho que devíamos dizer faço, logo existo, e não penso, logo existo :) talvez essa sacada seja óbvia para algumas pessoas que executam E pensam na mesma medida, mas eu definitivamente penso (e viajo) muito mais do que executo. talvez por isso meu trabalho me dê tanto prazer e ocupe tanto da minha vida - é justamente o espaço da concretização, é onde eu consigo executar o que penso com freqüência!

o livro fala sobre o amor de um determinado ponto de vista, e de como é importante praticar atos de amor para que o sentimento se concretize, e não o contrário. ao invés de esperar sentir amor pelo seu próximo, aja com amor e o sentimento vai se tornar real. com ações simples, transformamos o mundo ao nosso redor e a nós mesmos. pratiquei essas mudanças durante o período de terapia sem saber porquê (só sabia que funcionava!), graças à orientação da terapeuta. hoje percebo que ela estava me ensinando a mudar meus mapas mentais e sentimentos equivocados através da prática de ações diferentes, mais alinhadas com os meus desejos mais profundos.

agora eu sei o que fazer, e essa não é a parte mais fácil, diferente do que eu achava. é dificílimo se mexer, sair da inércia. e é exatamente isso que anda me matando ultimamente - a sensação de estagnação, preguiça crônica, imobilidade.

mas tenho fé, sei que vou conseguir. ir para a ioga 2 vezes por semana já é um avanço enorme, e estou feliz com a mudança (até porque a própria ioga trabalha a questão de ser-estar-realizar, no presente). passinhos de bebê, é verdade, mas na direção certa!

(e na próxima oportunidade, falarei sobre metáforas e parábolas)

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julho 17, 2009

sopa de feijão branco

eu vi essa receita numa revista de ioga, mas era um afrescalhamento sem tamanho. 10 parágrafos pra descrever uma sopa ultra-simples, então eu simplifiquei e vou deixar aqui pra vocês (eu amei!).

essa, lindona, é pra você ;)

utensílios
panela de pressão, onipresente e necessária
faca e tábua (para picar)
panela pra juntar tudo, se quiser usar outra que não a de pressão
xícara para medir
garfo para amassar

ingredientes
250g de feijão branco
2 punhados de acelga lavada e picada
2 dentes de alho com casca
1 folha de louro
1/2 xícara de cebola picada
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de cheiro verde picadinho
sal e pimenta a gosto
(opcional) 2 ovos, mas se quiser mais, coloque o quando couber ;)

modo de fazer
escolha o feijão, limpe e coloque pra cozinhar com o dente de alho inteiro e o louro (a água deve ser o dobro do volume do feijão). quando a panela chiar, conte 10min e verifique (o feijão deve estar macio porém firme). se precisar cozinhar mais, deixe no máximo 5 minutos.

separe 1 xícara do feijão e os alhos, jogue a folha de louro fora. tire a casca dos dentes de alho, misture ao feijão e amasse, formando um purê e reserve.

refogue a cebola no azeite, sem deixar dourar. junte o feijão e o purê, misture delicadamente, e tempere com sal e pimenta. junte a acelga e deixe a sopa ferver até a acelga amolecer um pouquinho.

se quiser servir sem ovos, tire do fogo, salpique o cheiro verde e coloque um fio de azeite.

se quiser servir com ovos, quebre 1 ovo por vez cuidadosamente na sopa fervendo e não mexa! o ovo vai cozinhar e os pedacinhos de clara vão se espalhar aqui e ali, mas a gema fica intacta.

recomendo servir com pão da sua preferência; a revista natureba mandava servir com pão integral.

julho 20, 2009

o que passa

depois de muita insistência de uma amiga americana que compartilha do meu gosto pelo terror (28 days later, supernatural e etc.), resolvi assistir true blood.

a série é muito boa e dá vontade de seguir. os vampiros são totalmente anne rice (a série até se passa na louisiana!), os efeitos são ótimos e a protagonista é a coisa mais fofa do universo. mas... tem uns personagens chatinhos que dá vontade de matar, e ter vontade de matar personagens da série com freqüência acaba irritando; e pelo menos nessa primeira temporada achei pouco vampiro e muito o-povo-do-interior-e-seus-preconceitos.

e pra quem gosta de filmes e livros de vampiro, é cansativa a analogia entre eles e gays-pretos e excluídos em geral. lembrem que a série dos vampiros já martela esse assunto desde 1976, mas enfim, chatices de tia velha :)

achei o tom de terror bom, tem hora que dá medo de verdade. o vampiro-protagonista é bem assustador às vezes. e, não querendo ser repetitiva e já sendo, ele é um louis revisitado, cheio de dramas de consciência e em busca da humanidade perdida.

gosto especialmente de 2 coisas: os vampiros saindo do armário oficialmente e convivendo com os humanos, e aquela abertura que é absolutamente maravilhosa - música delícia, i wanna do bad things with you, e as crianças se lambuzando de frutas vermelhas, massa!

continuarei assistindo com prazer, mas é isso: nada genial nem novo. realização bem feita de idéias já um tanto gastas.

conclusão: gostei, mas prefiro mil vezes supernatural :)

por quê? os protagonistas são lindos e engraçados; as histórias são assustadoras e originais; os monstros e lendas variam, contribuindo para a cultura geral :D; há momentos emocionantes apesar do tema trash; e me lembra neil gaiman. prontofalei.

julho 21, 2009

nós e os bichos

os macaquinhos continuam vindo comer banana de vez em quando, cada vez mais atrevidos. olha a foto da mawá, que massa:

ontem apareceu um saruê enorme e lindo no quintal, ficou lá animadão comendo restos de comida diretamente do lixo (fino!) com as mãozinhas!

e pra completar o zoo, fomos adotados por um gatão amarelo que dorme no capacho da cozinha (do lado de fora) mas não deixa a gente chegar perto de jeito nenhum. e nós, que temos os corações mais moles do mundo, estamos comprando ração de gato e deixando no quintal pra ele comer. o bicho tá gordo que só, lindo, mas continua arisco.

bom, agora só falta a gente fazer amizade com os patos, cotias e ratões do banhado :)

julho 28, 2009

coisas que eu não entendo - enésimo capítulo

das muitas propagandas bizarras que existem no mundo, as que mais me deixam besta são as de xampu e produtos para cabelo. não somente pelo brilho e glamú característicos e aqueles cabelos alienígenas (2m de comprimento e a pura purpurina), mas principalmente pela descrição de dezenas de problemas capilares que eu desconheço.

(se bem que as propagandas de creme dental são bizarras também)

pontas duplas, ressecamento, caspa, falta de brilho, descamamento (afe), frizz (?), volume, falta de volume, afinamento, tratamento químico e o escambau. essa lista é maior com certeza, eu é que não lembro.

sou uma pessoa que crê no poder do mercado, então pressuponho que tais produtos milagrosos e extremamente específicos funcionam pra um monte de gente. mais que isso - as pessoas querem e precisam loucamente de produtos que corrijam montes de problemas com seus pobres cabelos inadequados.

mas é fé pura, porque não consigo me relacionar com esse mundo-do-cabelo-no-centro-das-atenções. meu desapego ao cabelo vem de longe - nunca me importei em cortar muito o cabelo, nem com mudar de cor, nem nada. adoro mudar o cabelo, e essa é minha única preocupação com ele. observo as mulheres que idolatram seus próprios cabelos como se fossem a coisa mais importante do universo com o mesmo espanto que observo os anéis de saturno. incrível e estranho.

por que tanto apego e cuidado com o cabelo? será que os cabelos na mulher são um diferencial no jogo evolutivo, e as mulheres com cabelos maiores e mais chamativos são as mais bem-sucedidas evolucionariamente?

deve haver uma boa explicação para o furor do cuidado com o cabelo. me contem ali nos comentários pelo amor de deus, acabem com a minha curiosidade!

julho 30, 2009

de outro mundo!

uma das coisas mais bonitas que vi nos últimos tempos, e é claro foi ele que mandou... :)

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