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novembro 2009 Archives

novembro 16, 2009

voltei!

muitas fotos, muitas coisas boas nas férias, descansei bastante. prometo publicar as fotos mais rápido dessa vez :)

mas antes do relato das férias, uma fofura pra vocês se divertirem: um saruê ladrão de ração que faz qualquer negócio pra comer E escapar do cachorro. não é uma graça?


mais aqui.

ATENÇÃO: doação de equipamentos

pessoal, estou com uma tarefa difícil mas bem legal: doar equipamentos em bom estado e de ótima qualidade. fizemos uma grande substituição por aqui e precisamos doar o que sobrou.

me ajudem por favor? não tenho nem idéia de quem contactar pra falar sobre isso...

restrições:
- é necessário que seja doação para instituição (ou seja, não doamos para pessoa física)
- quem quer que receba o equipamento deve saber formatar tudo antes de retirar, pois nós aqui não temos mais expertise para realizar essa atividade e não podemos doar o equipamento com dados :D

o que estamos doando:

Storage
EMC – Symmetrix 8530
P/N – 100-840-362

Storage Network
EMC – DS-16M (x4)

NAS
EMC – Celerra CFS-14

TAPE
EMC – ATL P7000 c/ 10 drives LTO1

Workstation de gerenciamento de backup
SUN 4500
P/N – 1564351-4

novembro 17, 2009

passion fruit

o maracujá está entre as minhas frutas preferidas, pra não falar tudo de bom que dá pra fazer com ele na cozinha. eu como de colherzinha, adoro frutas azedas (diz minha mãe que durante minha gravidez ela só queria saber de limão e maracujá. era eu que queria :)).

mas eu amo loucamente o pé de maracujá. pra quem não sabe, é uma trepadeira, ele gruda em tudo, subindo pro céu. as flores são lindas de morrer (publico fotos logo logo, mas dá uma espiada aqui, a nossa flor é branca) e o fruto é uma graça pendurado feito enfeite no meio das folhas. maracujá sempre me lembra minha mãe, seja pela história da gravidez, por fazer a melhor mousse de maracujá ever ou porque na casa dela é que conheci a planta, que se espalhava pelo muro e dava montes de frutos no verão.

pois ela - é claro - plantou sementes de maracujá no meu jardim no ano passado, e esse ano nossa cerca está assim:

o pé de maracujá

eu estava apreensiva, achando que o maracujá nunca ia florescer e dar frutos. eu e ela ficamos cuidando do pé por um ano, regando e nos livrando das horrorosas taturanas (eca!) e das formigas que adoram as folhas dele. cuidamos, namoramos o pé e finalmente chegaram as flores e (YES) os frutos. lindos, pequenos ainda, mágicos.

o maracujá!

não vejo a hora de colher meus próprios maracujás e comer de colherzinha, na beira da piscina :) é, não quero fazer inveja não, mas ali do lado direito da foto da cerca está a piscina, pronta para o verão. que ele venha!

novembro 23, 2009

rapidinhas

clarice, completamente adulta pra meu espanto :), é a noiva mais linda do mundo.

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eu amo musicais, então adivinhem? eu estou apaixonada glee e quero ouvir todas as canções até morrer de enjôo :) não dou bola pra trama, que já não tenho mais saco (idade, seja dita a verdade) pra dramas de high school, mas adoro as músicas.

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o que anda acontecendo que tá essa onda de vampiros? credo. a própósito, a série vampire diaries é uma merda.

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achei 2012 massa. mas entendam, é pra fãs de filmes-do-fim-do-mundo. cientificamente é balela e a história é meio blé, mas ver o mundo acabar na tela grande é divertido demais! :D

novembro 25, 2009

coisas interessantes

muito obrigada a todos que mandaram dicas de doação dos equipamentos! doar equipamentos especializados é muito mais difícil do que pensei. não sei se é falta de organização ou é inerente à natureza da doação, fato é que precisei entrar em contato com a empresa que nos vendeu o lote de equipamentos no passado pra conseguir direcionar a doação.

mas está dando certo, e agradeço muito a força. espero que alguma instituição faça bom uso :)

**

é incrível como as pessoas enganam a si mesmas constantemente. é um mecanismo normal de defesa, eu sei, mas parece que quanto mais recursos intelectuais pior fica o cenário.

parece bobinha, mas a expressão inglesa (americana, talvez?) walk the talk é perfeita para o que quero comentar. é fácil falar, é mais fácil ainda criticar; difícil é ser e fazer o que se fala.

é tão comum ver pessoas intolerantes e tirânicas falando de liberdade que já nem me causa mais choque. algumas das pessoas mais radicais e obtusas que conheço defendem a liberdade. não é irônico e muito menos engraçado, é triste. principalmente porque estas pessoas acham que não são obtusas ou radicais, eles acham que palavras são mais fortes que atos, que intenções valem de alguma coisa.

é fácil pregar tolerância e liberdade quando se está isolado (falo um pouco mais de isolamento daqui a pouco), num contexto no qual não é necessário praticar a tolerância e exercitar a liberdade (principalmente a alheia). pessoas que escolhem relacionar-se somente com seus iguais (e de preferência poucos) praticam o contrário da tolerância. usam sua liberdade de escolha para transformarem seu entorno numa ilha que está 100% sob controle. no fundo, não é necessário fazer nenhum exercício de tolerância, pois o que as cerca é reflexo delas mesmas, não há resistência ou atrito.

(sempre há atrito, mesmo entre iguais, claro. mas é muito, muito menor. e nos mantém na nossa ilhazinha de conforto)

minha tendência é de falar e não fazer, e reconhecendo essa minha limitação, tenho feito exercícios de comportamento. ao invés de vir aqui e desfiar longos discursos (como este :)), tenho preferido arregaçar as mangas e viver, me relacionar com as pessoas, dar a cara pra bater.

muitas vezes é chato e incômodo conviver com a realidade. é bem mais simples e fácil manter contato somente com meu marido, os poucos amigos que eu escolhi e as escolhas de consumo intelectual. é mais fácil ficar em casa pra não ter que conviver com "as outras pessoas". isolar-se é cômodo e pode parecer cool, mas é, no fundo, pobre.

daí meu exercício em 2 fases:

1/ fazer é melhor que falar. a punhetação intelectual (seja em blog, livro ou numa conversa) é inútil e só serve para tentar impressionar outros ou se auto-convencer. ao invés de dizer que é tolerante ou liberal, seja. demonstre na prática que aceita a diferença, que tem capacidade de conviver e admirar o que não é reflexo você, abandone o narcisismo. tenha compaixão, procure compreender o outro.

2/ enxergar e respeitar o outro. observar o mundo ao redor com legítima curiosidade e ver o lado bom das coisas é essencial. é preciso também parar de criticar tudo e todos, fazer piadinhas e destacar o que é esquisito, estranho - diferente. não significa que não faço mais piadas ou coisa parecida. mas é preciso dosar - rir de tudo é desespero, sei lá quem disse mas é verdade. relacionar-se e conviver (na prática!) com a diferença é preciso para crescer.

depois que comecei a gerenciar pessoas no trabalho, esses 2 itens têm sido primordiais. quero estender isso para a vida toda, todos os relacionamentos. ver o brilho escondido nas pessoas e dar bons exemplos me tornam uma pessoa mais feliz. as pessoas ao meu redor reagem de forma feliz também, potencializando minha própria felicidade.

todo mundo quer ser reconhecido e admirado pelo que é; todo mundo gosta de coerência. pois eu vou contribuir com a minha parte para um mundo mais feliz :)

novembro 27, 2009

obcecada, eu?

fico namorando meus maracujás todo santo dia. achava que só eu era a louca, mas minha mãe me confessou hoje cedo que quando plantou o pé de maracujá na casa dela, ficava babando nas flores e frutas o dia todo. "é um milagre as frutas crescendo nessa velocidade, não é?", pergunta ela.

é sim, gente. é lindo! pode parecer bobo, mas observar as plantas crescendo desde o início e dar frutos é mágico, nos lembra da complexidade e beleza da natureza.

fotos, fotos, fotos.

e comprei uma sorveteira, porque o verão tá de matar e eu quero fazer (adivinhem?) sorvete de maracujá :D depois conto como fica o sorvete!

me tira o tubo!

não, não e não! agora vai ter workshop de liderança infantil e eventos em resorts para infantes líderes?!

e eu que considerava psicose quando um senhor que fazia parte do meu círculo há mais de 5 anos defendia a importância da sua cria de 5 anos frequentar a escola X (que custava uns 4 salários mínimos) por causa "do networking".

porque hoje em dia criança que mal fala faz networking, tem celular e usa salto, minha gente.

estou disposta a ser mãe (kind of...), depois de anos de resistência, mas juro que quando vejo essas coisas dá vontade de desistir. não sou tão flexível assim, já fiquei velha. meus filhos (se existirem) vão me odiar.

novembro 30, 2009

ouça, porque ela sabe das coisas

a fal recomenda alguns passinhos básicos antes de receber em casa, e eu assino embaixo. ela sabe perfeitamente como funciona o processo (que é complexo).

eu costumo pedir que as pessoas levem bebida, por 2 motivos simples: minha geladeira é pequena (e a cor de laranja mórreu depois de uma tempestade) e eu não acerto nunca o que as pessoas bebem. aqui em casa se bebe cerveja semestralmente (1 só), coca-cola light em quantidades industriais, suco de maracujá e limão e água. como cada um tem um gosto, peço que tragam o que quiserem beber.

houve uma época que eu propunha um cardápio e sugeria uma vaquinha pra dividir as despesas (como comer fora, só que com uma amiga cozinhando), mas confesso que essa técnica deu errado porque sempre tinha gente que não contribuía com nada, nem um centavo, e eu não tenho coragem de cobrar. por isso decidi que só faço festa em casa se eu puder bancar tudo. e de quebra, aprendi a só convidar quem realmente merece.

ah, e tem outra coisa: eu sempre peço confirmação de presença. sempre. por um motivo simples: eu limito o número de convidados à capacidade do meu bolso e também à casa (como bem recomendou a fal). não quero ninguém se acotovelando pra comer. faço questão de deixar claro para os convidados que eles são pessoas especiais. eu deixo de convidar algumas pessoas pra convidar outras, então em primeiro lugar, responda ao convite. em segundo lugar, compareça (a menos que você tenha uma desculpa MUITO BOA pra não ir, e ainda assim é importante ligar para avisar que não vai).

eu gostaria de ter assistentes pra me ajudar nos dias de receber pessoas, mas ainda não criei coragem de contratar ninguém pra vir no fim de semana e fazer esse papel (me sinto abusando dos outros, mesmo se estiver pagando!). em compensação, eu tenho um dos melhores assistentes do mundo, que está sempre por aqui e me ajuda como se fosse profissional :)

ter o marido ali à disposição também ajuda, afinal é ele que sai correndo quando eu descubro que preciso de gelo ou de creme de leite fresco na última hora...

receber é delicioso. eu acabo o dia morta, mas feliz. menos no dia do primeiro perupatolinha. esse dia eu estava morta e em choque :D

pão pita

eu devo ter repetido isso mil vezes na época que fui pra grécia, mas nunca é demais: jamais comi pão pita tão gostoso como o que servem em atenas acompanhando o souvlaki. é dos céus.

desde então sonhamos com o souvlaki e com aquele pita sensacional. o que compramos aqui é seco, sem graça, eca. mesmo o melhor pão sírio que nosso dinheiro pode comprar não se compara com aquele pão pita.

pois decidimos experimentar receitas e pra nossa sorte, acertamos de primeira. o pão ficou cheiroso, lindo, saboroso e com a mesma maciez e textura que experimentamos lá. imagino que o segredo é não industrializar pra não ressecar, sei lá.

compartilho a receita com vocês com o maior prazer e espero que vocês façam. poucas coisas na vida são tão gostosas quanto fazer pão, é uma sensação de poder de criação, de multiplicação dos ingredientes... é mágico.

ingredientes (para 30 pães médios)
450g de farinha de trigo
280g/ml de água morna
30g (ou 2 tabletes) de fermento úmido
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de azeite

utensílios
1 frigideira média (eu usei antiaderente, mas acho que não precisa. se tiver uma chapa ou panela de ferro é melhor)
1 rolo de abrir massa (acho que uma garrafa de vidro serviria até melhor... :))
1 vasilha para a massa crescer
1 faca para cortar
1 prato pra empilhar os pães prontos
superfície ou tábua grande pra sovar/abrir os pães

modo de fazer
dissolva o fermento na água morna completamente e junte 100g de farinha. deixe descansar por 20 minutos.

misture o restante da farinha (350g) com os demais ingredientes, junte a mistura de farinha+fermento até incorporar tudo e sove bem. a massa deve ficar lisa e sem grudar (eu tive que colocar 2 punhadinhos de farinha a mais pra dar o ponto).

quando estiver lisa e fofa, mas sem grudar, coloque na vasilha e deixe crescer até dobrar (eu cubro com um pano de prato, mas na verdade nem sei se precisa).

depois de crescida, divida em 30 bolinhas (pergunte ao fernando como) e deixe crescer de novo até dobrar.

coloque a frigideira para esquentar (seca) bem e comece a abrir os pães em formato de disco (eu nem vou dizer que é fácil, porque não é. vários dos meus pães ficaram em formato de ameba) bem fino (1 a 2mm). coloque o disco na frigideira e espere assar (dá pra ver a cor mudar). eu gosto dos pães com pedaços tostadinhos, deixei escurecer alguns pontos. só cuide para não exagerar, senão vira torrada.

bom, aí você empilha que nem panqueca e come puro mesmo, que é dos deuses. ou com o que der na telha.

porque as coisas mudam...

... e às vezes é pra melhor!

gostei do primeiro romance da fernanda young, mas confesso que não gostei dos demais. depois de 2 tentativas, fiquei com preguiça e desisti. sempre achei a figura pública dela bem chata, tanto que não aguentava ver saia justa e não aguento ver o programa que ela conduz hoje. e as séries de TV são legais, mas têm muito mais a cara do marido dela do que dela mesma...

não tentaria o livro novo por preguiça, mas um amigo jornalista me fez mudar de idéia. primeiro, porque ele é chato e se o livro fosse ruim ele não ia elogiar de jeito nenhum. segundo porque ele também desgostou dos outros livros dela, mas gostou desse. eu vou tentar de novo, então. se interessar, leiam aqui a crítica dele ao livro.

a propósito, vi as fotos dela na playboy e até comprei. achei que ela está linda e adorei o ensaio. pro meu gosto, arrasou. entendo quem não curte o estilo dela e prefere as grazis da vida, mas eu achei massa. conheci a fernanda com menos de 30 e parece que a idade fez muito bem a ela, em vários sentidos.

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