retrospectivas pessoais

já pensaram no quanto é legal poder resgatar memórias, e saber exatamente o que se pensava/sentia num determinado dia, há 10 anos? pois é. eu sei! graças a esse blog aqui, consigo revisitar a mim mesma, 10 anos atrás.

em 2002 mandava um recado para uma amiga em dificuldade, que sempre sofreu muito em dezembro. espero que ela sofra menos hoje, que seja mais feliz. eu estava extremamente infeliz naquela ocasião, disso me lembro bem.

no ano seguinte, quando me casei com o fer, dezembro foi mês de promessa e poesia.

em 2004 eu estava tão envolvida no trabalho que só publiquei coisas aleatórias (e foi engraçado reviver esse “modo”…)

2005 foi o ano em que o pixel morreu. ano em que compramos nosso apartamento, que “casamos” de verdade. larguei de emprego, pra ir pra outro muito mais legal. acho que este foi o ano que entrei mesmo nos 30, e na idade adulta, por incrível que pareça.

descobri que em 2006 eu estava simplesmente feliz, esperançosa. não é bonito? 🙂

não lembrava que 2007 tinha sido difícil, mas só a perda de um dos meus melhores amigos já seria motivo pra estragar o ano. mas foi o ano que conheci a grécia, e que decidi (novamente) mudar de emprego e vir para o interior de SP. entre mortos e feridos, fui salva.

o ano seguinte foi arrastado, e lendo meu post de despedida dele lembrei de tudo. ano sem férias, muito trabalho e coisas novas, isolamento na nossa floresta particular… ano de mudanças. boas, eu acho, olhando pra trás.

eu estava com a macaca em 2009, e cheia de pensamentos profundos. acho que foi nesse ano que parei de dar corda pra quem só reclama, porque afinal eu sou GENTE QUE FAZ. e detesto quem não faz e só reclama/sofre. o recado continua atual 😀

(e resgatei esse post legal demais sobre a importância da escolha das palavras. e lembrei que já sabia da gravidez nesta altura, e não queria contar pra ninguém. consegui não entregar nadinha!)

e adivinhem? em dezembro de 2010 não tem post de natal nem ano novo e nem nada 😀 (o otto tinha 4 meses, e vocês sabem que o apelido era belzebu-menino, e não é à toa). em janeiro de 2011 escrevi sobre a ausência e sobre o que queria pra 2011 — amor, e o continuado espanto de observar uma nova vida sendo criada bem diante dos meus olhos.

como eu não sou de me acomodar, em 2011 mudei de novo, mas na mesma empresa. voltei de licença, mudei de área e ainda arranjei tempo pra escrever sobre o quanto é importante lembrar que sempre há caminho. às vezes é preciso abrir o caminho na marra, outras vezes basta esperar e ouvir o vento. mas sempre há.

**

e aqui estou eu, em 2012. menos de 1 mês pro ano mudar, e ano que vem, o ano 13, será o ano de 10 anos de casamento, e aniversário de amizades que duram uma vida toda. este ano, entrei nos 40. e de forma irônica, deixo o peso desta quarta década em 2012. 2013 será mais leve, mais jovem, mais divertido. os últimos anos foram difíceis, eu é que sei lendo nas entrelinhas. e aquele ano florido e feliz de 2006, se bem me lembro, teve contratempos que eu pollyannamente esqueci.

não há ano, nem vida, que seja fácil.

fiz 40, abri uma empresa (além do meu trabalho), mudamos de casa (um parto!), perdi a vesícula, dormi pouco, me estressei muitíssimo mais do que gostaria, escrevi pouco (se bem que lá no blog-de-mãe escrevi bastante!), voltei a praticar ioga. amo minha vida no interior, não troco por (quase) nada. estou feliz. podia ser mais feliz? podia. mas cada começa é pra isso mesmo — pra gente tentar ser mais feliz que ontem.

por isso persisto repudiando os reclamões, os encostados, aqueles que se entregam à tristeza e à apatia. todos temos dificuldades, enfrentamos barreiras, todos temos a oportunidade (a cada instante, minuto, dia, semana…) de mudar, fazer diferente, testar e encontrar nosso caminho. nem que seja a facão.

meu desejo para 2013 é que as pessoas que eu amo parem de reclamar e sentir pena delas mesmas, que tomem as rédeas das suas vidas, assumam suas escolhas e as consequências que vêm com elas. que deixemos o passado pra trás, e que o futuro seja uma meta e não uma obsessão. que o presente seja mais importante, que lembremos que a única forma de felicidade é a instantânea, e que ela, como tudo o mais na vida, passa. assim como as dificuldades e tristezas.

deixemos que a felicidade (e a tristeza, e o ciúme, a dor, os incômodos…) venham, se instalem, e passem. que possamos saborear cada sentimento e sensação como brisa ou tufão, mas sempre certos que vai passar, e que mais virá.

um brinde ao que está por vir.

2 comments to “retrospectivas pessoais”
2 comments to “retrospectivas pessoais”
  1. Querida Zel, que 2013 venha cheio de alegrias e paz pra vce sua família.
    Mto gostoso ler sua retrospectiva, ver os textos antigos.
    Ainda estou em reflexão por causa da importância das palavras.
    Tenho pensado mto nisso, e mais uma vez encontro aqui alguns pensamentos que me ajudam a refletir.

    Obrigada pela partuilha!

    Felicidades!

    Bjos

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