Daniela Belmiro

conheci a Dani numa época em que as coisas eram bem diferentes de hoje, seja no mundo ou na nossa vida; foi em outra encarnação. e “encarnação” é uma palavra que ela certamente vai gostar muito, fã que é das deliciosidades do idioma e das subversões dos sentidos ordinários das palavras.

ela também vai gostar de “ordinários”, aliás 🙂

a Dani é uma mulher imensa, que me lembra de origamis — cada ângulo que você olha é diferente. ela é cheia de desenhos intrincados, pequenas surpresas. quando você pensa que sabe bastante sobre ela, mesmo depois de tantos anos, aparece uma surpresa, um vislumbre de novidade. é gostoso estar com ela, como um respiro, uma pausa; fermata.

(mas é tudo relativo; embora ela possa sim ser âncora e respiro, ali dentro está todo o universo em expansão, porque quando ela deixa você entrar, caramba, é um labirinto!)

são muitos anos de presenças e ausências físicas, mas ela está sempre lá, e eu ia dizer sólida mas não é bem isso. como um rio, como o mar, que está lá mas todo dia é novo, é único.

por mais maluco que isso possa parecer, amiga querida, você é um porto; como um píer, plantada e dançando nas marés. é bom ter sempre pra onde voltar, e ver pores de sol iguais mas em águas diferentes.

te amo!

#retratofalado

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