Stella Ramos

#retratofalado

Como assim não fiz ainda um retrato da Stella?! Ainda bem que hoje é dia dela, e tenho a oportunidade de celebrar essa mulher-espetáculo 🙂

Em alguma esfera, plano de existência, ela é trapezista. Não importa como ela se apresente, tem um quê de circo da década de 20, uma melancolia, um mistério de mil mundos mesclados (a aliteração veio sem querer, influência dela, certeza).

A conheci nos seus 20 e muito poucos anos, e me encantei com sua feminilidade. Ela me parecia tudo que encarna aquela mulher idealizada que não existe: bela, doce, cabelão, voz suave, artista.

Me equivoquei, claro, porque ela é muito mais que isso: a Teca é forte, firme, ela puxa, empurra e quebra as pedras todas.

(Daquele jeito que água tem de quebrar, furar e nunca desistir. Como aliás tantas mulheres sabem fazer tão bem)

A beleza dela, entendi bem depois, vem do seu olhar para a vida, sempre transformando e vendo além, fazendo coisas mundanas parecerem encantadas (ou apenas descobrindo o que nossos olhos já cansados não vêem direito).

Que seus olhos e ouvidos sempre possam ver e ouvir mais, e desdobrar com tanta delicadeza para nós outros. Parabéns ❤️😘🎈

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