6 meses!

Hoje completo 6 meses exatos de expatriada. Amanhã completo 2 meses de quarentena. Que momento louco pra mudar de país, né?

Me sinto completamente em casa. Muito fácil de viver, me locomover, conseguir as coisas que preciso, trabalhar, passear. O idioma é uma barreira pequena, o mais difícil é aprender a cultura do local, está sendo muito interessante!

Sinto falta obviamente da família e dos amigos, mas a comunicação pela internet funciona muito bem pra mim. Sinto muita falta de tocar com as amigas, MUITA. Não vejo a hora de tocar em grupo de novo!

Sinto falta das frutas, legumes e verduras fresquinhos de todo dia. Sinto falta do suco de laranja. Sinto falta do meu quintal, do sol, das plantas e do som dos pássaros, tão bonito, onipresente.

Não sinto falta das pessoas tão mal educadas, especialmente as ricas, que encontrava com frequência na linda cidade onde morávamos. Não sinto falta de fofoca, indiretas, que é tão comum na nossa cultura e que simplesmente não percebi ainda aqui; as pessoas são diretas, o que é às vezes incômodo pra quem é latino mas é TÃO mais simples e saudável emocionalmente! E é prático: cabô, cabô. Próximo assunto, sem drama.

O trânsito aqui é um sonho, não porque não exista mas porque as pessoas têm educação e respeitam as regras.

As pessoas respeitam regras, aqui. Horários. AMO. Odeio atraso, odeio jeitinho. Isso me estressava demais no Brasil — em toda situação você tem que pensar no que pode estar por trás do que a pessoa fala e faz (isso se conecta com as fofocas, as indiretas, mesma raiz), não dá pra confiar na palavra de ninguém, não dá pra contar que as pessoas vão fazer o que falam. Argh! Sempre me tirou do sério, essa mania do brasileiro de mentir nas pequenas e grandes coisas, de evitar o confronto mas alimentar a treta nos bastidores.

E as pessoas são gentis e afetuosas aqui, sim. Só que com noção, com regras sociais que permitem uma convivência com mais limites. Eu, que sou mega sociável e tipo labrador 😀 estou me adaptando muito bem! Imagina os meninos introvertidos… estão amando, imagino.

Tudo isso pra dizer: estou ótima, me sinto feliz e acolhida. E sinto falta do meu país da parte que é boa: o amor de família e amigos, da natureza, da música e da comida.

Faço votos que um dia possamos maximizar tudo que temos de melhor e deixar pro passado nosso “jeitinho” e falta de noção, que só atrapalham.

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