De 2013, ainda valendo

embora eu saiba que existem pessoas que poderiam se encaixar de forma simplista no que chamamos de “burras”, não gosto desse rótulo, e só uso como generalização quando tenho preguiça de me explicar. porque por mais limitado intelectualmente que qualquer um seja, há lá em algum lugar dele uma parcela ou forma de inteligência real. acredito demais nisso, e já comprovei em diversas oportunidades simplesmente dando a chance de conhecer melhor as pessoas e vendo que sempre tem alguma coisa única, boa. de coração, pensando aqui com meus botões, tenho respeito profundo por cada ser humano que encontro (embora na prática minha paciência seja curta pra chegar à parte boa deles. outro problema, que é só meu :)).

o que realmente eu acho intolerável, e talvez seja isso que eu queira nomear quando menciono burrice ou asneira, é o auto-engano, a mentirinha conveniente, a ironia disfarçando o rancor (sempre alegando depois que ERA SÓ PIADA, GENTÊ!).

acho detestável ver adultos já bem passados dos anos rebeldes sendo levianos, mentirosos (em vários níveis: desde a auto-mentira até mentiras deslavadas com objetivos duvidosos). acho vergonhoso, desagradável, triste.

essas demonstrações de maturidade emocional precária é que acabam me remetendo ao pobre animal que não se sabe e não quer se saber, e segue zurrando.

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