Posts com a tag “múltiplos”
(são sérias, façam o favor de tentar ajudar :))
por que é um problema fazer levantamento de dados de gestões anteriores do governo? sério, alguém me explica o que está errado, eu acho que não entendi qual é a verdadeira questão.
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por que as pessoas que mais precisam de ajuda são sempre as que relutam em aceitar quando oferecem uma mãozinha? (eu me encaixo nessa categoria)
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por que quando temos uma lista de coisas pra fazer as menos urgentes ou importantes parecem sempre mais interessantes?
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por que tem mulher que acha que o problema das outras mulheres é relacionado a (falta de) sexo? (aparecem sempre pérolas do tipo: "fulana é assim porque precisa de sexo!" ou "ah, essa aí precisa de um macho!").
até entendo (embora continue achando uma idiotice) homens falarem esse tipo de clichê, mas uma mulher se posicionar assim é uma estupidez. é daqueles argumentos ruins que voltam contra a nossa própria cabeça de melão, feito bumerangue...
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e, finalmente: como preparar aquela salada de pepino agridoce dos restaurantes japoneses? (ok, essa eu vou procurar no google :D)
meu deus, que avalanche.
é que eu não comentei, mas tá gritando no corpo o efeito de 2 meses inteiros de tensão e expectativa em relação às mil mudanças. mês passado foi a menstruação que atrasou (cheguei a pensar que estava grávida! era só tensão, felizmente) e esse mês veio TPM daquele jeito que a gente adora - um caminhão me atropelou e eu nem vi. dor no corpo todo, inchaço, incômodo até com o barulho do teclado. esconjuro, ave maria!
o groo segue sobrevivendo e nós fazemos de tudo pra que ele esteja bem e feliz enquanto isso. ele não controla mais as funções fisiológicas (pouparei vocês dos detalhes), então imaginem como é simples manter minimamente habitável o ambiente em que eles - os CINCO - vivem. ele mal anda, não tem muito controle das pernas traseiras. mas come e dorme muito bem, é o que nos consola. a tristeza de ver o bichinho ir embora aos poucos é demais, não gosto nem de contar.
continuamos na batalha de dar remédios pra eles de 12 em 12 horas, às vezes menos quando alguém está piorzinho. mas só o groo está malzinho; a didi e bob estão sob controle e as meninas mais novinhas estão 100%.
eu tento fazer o melhor que posso no trabalho, até porque o começo em todo emprego é sempre difícil, mas tem sido uma batalha. muitas coisas da vida pessoal pra resolver, preocupações com furões, família e casa que tornam o trabalho o menor dos problemas. não é fácil ser dona de casa, mesmo com ajuda. há coisas que só a gente pode resolver, e dá um desânimo danado chegar em casa e ainda ter montes de coisas pra arrumar e resolver.
não fosse a história de direitos iguais eu diria que o mundo devia ter mais (e melhores) banheiros femininos e uma jornada menor pra nós (ou aquelas de nós que têm trabalho depois do trabalho).
a horta está desorganizada e meio saárica depois que o jardineiro arrancou o mato. continua cheia de alho-poró, salsinha, tomate cereja, beterraba, cebolinha e berinjela, mesmo com a falta de cuidado - uma dádiva.
a moça nova que trabalha pra gente agora, a maria, é um espetáculo. faz uma comida simples e deliciosa, tem iniciativa, é rápida e gosta de ver as coisas limpas e arrumadas. ainda não descobri como agradecer à minha santa mãe por tê-la encontrado (se não fosse ela, estaríamos ainda na lama). ela chega cedo e sempre sorridente, animada, disposta. dá gosto de ver! e gosta de bichos - já se derreteu pela pretinha, que é mesmo um charme de criatura.
ontem fiz uma tentativa de entrar em um coral e, ah, nem queiram saber. estou ainda traumatizada e não volto lá por nada desse mundo. o horror, o horror. onde foi parar o senso estético das pessoas, meu deus? eu aceito todas as limitações técnicas, mas quando assassinam o bom gosto... passo mal.
me perdi na enorme cidade de vinhedo ontem à noite. dei voltas e voltas e voltas na noite fresquinha e aprendi a chegar em casa sozinha por um caminho que nunca tinha feito por mim mesma. tive um pouco de medo das ruas vazias e da noite (e sem celular! esqueci no trabalho) mas depois passou; aqui não é são paulo e as pessoas ainda cumprimentam a gente quando passam, com um sorriso.
e cheguei - mais ou menos sã e completamente salva.
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inferno astral e TPM na mesma semana? só comigo é que acontece, convenhamos :) o universo colocando à prova meu otimismo, já vi tudo. mas deixa o universo comigo: tem hopi hari no sábado, faça chuva ou faça sol.
às vezes leio coisas que me deixam com muita vergonha alheia, por exemplo excesso de detalhes sobre a própria vida sexual. quem quer saber se haverá intercourse entre você e Y ou não?
aí eu me lembro deste blog há 6 anos e tenho vontade de me jogar do viaduto do chá. eu apaguei aqueles arquivos vergonhosos, mas vocês sabem que nunca some de vez... é nessas horas que eu vejo que meus amigos de então podiam ter sido mais amigos e me dado um puxão de orelha bem dado - me digam se alguém realmente precisa contar pra deus e o mundo que vai trepar hoje, amanhã ou na próxima sexta-feira?
jesus, me chicoteia, porque eu mereço.
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eu li e gostei do post de 19/02 deste blog sobre cuba e a aposentadoria de fidel. tenho sentimentos controversos a respeito do assunto - gosto da idéia de oposição ao american way of life e acho medíocre ter como meta de vida morar em miami (pra não dizer USA de uma vez). não gosto da idéia da tal falta de liberdade, da inexistência da democracia... mas aqui entre nós, que porra de liberdade pobre tem em qualquer lugar do mundo? somos escravos do dinheiro e do trabalho, em maior ou menor grau. miseráveis são escravos em qualquer parte do mundo, inclusive lá em miami.
certo ou errado, eu acho fidel admirável. além de ser um cara inteligente e articulado, ao contrário do que os idiotas que discordam dos seus métodos insistem em afirmar. só gente idiota contesta idéias colocando a inteligência do outro em questão.
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sabem a lenda de midas, sobre transformar tudo o que toca em ouro? tem um tipo de pessoa que é o midas ao avesso - transforma tudo o que toca em merda.
sério, tem gente que tem o dom de estragar qualquer assunto. pode ser a coisa mais legal do mundo, tipo margaridas ou brigadeiro branco, não importa. essas pessoas conseguem encontrar coisas ruins até em coxinha de padaria que, convenhamos, é um manjar dos deuses.
ai como eu fujo de gente assim. e quanto mais eu rezo, mais assombração aparece, ca-la-ro.
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um conselho importante, a nível de estética: se você estiver ficando calvo, pelo amor de deus CORTE esse cabelo medonho. não fique como esse nosso velho conhecido. eu sei que ninguém te falou isso assim, na cara, mas eu falo: é ridículo.
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estamos com problema na contratação de banda larga aqui no meio da floresta sub-temperada de vinhedo. speedy (sai, capeta) e virtua (grrr) não chegam, portanto houston, we have a problem. alguma alma boa pode nos recomendar opções, pelo amor de deus? :D
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voltando ao meu assunto preferido (comida, claro), minha mãe fez semana passada um pudim de capuccino que é um escândalo. prometo a receita, aguardem com água na boca.
... a segunda-feira amanheceu límpida e azul. eu ainda preciso lembrar de respirar, mas já consigo acordar cedo e tomar meu café na varanda, olhando os passarinhos. o modo stress-constante no qual tenho vivido nos últimos mil anos não é fácil de abandonar, mas estou me esforçando muito.
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no sábado recebemos algumas pessoas em casa para comemorar o aniversário do fer, e fizemos a quarta edição do perupatolinha. algumas coisas a compartilhar:
1) não encontramos um peru grande o suficiente e improvisamos: fizemos um tostex(*) de peru, um em cima e outro embaixo. o bicho tinha 4 asas e 4 coxas, e por algum motivo isso me parece errado. os comensais gostaram, ninguém brigou pelas coxas (que desapareceram)
2) éramos 14 pessoas e sobrou pouco (mesmo). jamais deixo de me impressionar com o poder desse prato!
3) não sobrou nada do recheio, pela primeira vez. fiz adaptações da receita com tranquilidade e o processo agora está 100% under the belt (piada interna) :)
4) a sobremesa foram docinhos de festa: brigadeiro, beijinho com uva verde, olho de sogra. as crianças (inclusive as maiores de 20 anos) saltitaram pela casa de felicidade
5) moças e moços queridos lavaram toda a louça. eu sei que ajudar a lavar a louça na casa dos amigos é nada mais que educação, mas nos tempos de hoje isso virou luxo que merece menção honrosa
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o melhor do fim-de-semana, no entanto foi a visita mais que querida do weno e da tati. eles dormiram por lá já na sexta e nos fizeram muito felizes até ontem com sua presença.
eu amo muita gente nesse mundo, mas são muito poucos os que são companhia tão agradável quanto esses dois. foi um fim-de-semana feliz demais!
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minha mãe voltou pra casa dela no sábado e nós ficamos órfãos. não sei se faz sentido pra todo mundo, mas a presença da minha mãe na casa dava uma sensação enorme de segurança, de que tudo daria certo e se ajeitaria. além, é claro, dela realmente resolver tudo que precisa de intervenção.
agora somos dois adultos com uma casa pra cuidar. pa-vor.
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por outro lado, neste domingo tivemos nossa primeira noite sozinhos na casa organizada e funcional. conseguimos soltar os furões - e foi delicioso, eles exploraram tudo e fizeram a maior bagunça -, jogar videogame, improvisar um jantarzinho. aquelas coisas simples que a gente só sente falta quando perde.
estamos, aos poucos, encontrando os caminhos da nossa nova vida. devagar.
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a chuva voltou com força, mas as goteiras desapareceram. ouvimos dizer que a chuva do dia da nossa mudança foi totalmente fora do normal, causou queda de muitas árvores e fez alguns estragos. inundações sem conseqüências drásticas são nosso destino desde o primeiro encontro - casal de peixes legítimo :)
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e falando em peixes, no próximo dia 8 completo 36 anos. de novo: pa-vor. não tenho explicação pro medo, por enquanto. acho que vou pensar nisso depois de completar meus 2*18 ou 3*12 ou 4*9 ou 6*6 anos - já tenho muito o que pensar por agora :)
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eu ia comentar a aposentadoria (?) do fidel, mas por algum motivo o assunto cuba costuma despertar o pior de algumas pessoas. aí eu fico num dilema: lanço a provocação e confirmo o que há de pior ou fico na moita e evito o dissabor? o problema de evitar desgostos é que, ao mesmo tempo, perdemos os gostos.
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e isso me leva ao assunto "como levar uma vida melhor", mas fica pro post seguinte.
(*) pra quem não conhece, é uma sanduicheira que vai no fogo, com duas metades que a gente junta em cima e embaixo pra fazer sanduíche. fizemos o mesmo com o peru: um em cima e outro embaixo, com os recheios no meio :)
hoje fui atualizar meu orkut e fiquei navegando, cheguei na minha irmã. aquele monte de perguntas e no final do perfil pessoal, tem "turns off" e ela responde: "um monte de perguntas".
minha irmã tem o poder da síntese. aprendi com ela uma das máximas que mais ando usando na vida nos últimos anos:
tem problema do tipo meu e problema do tipo seu. esse, negão, é do tipo seu!
porque eu não mereço resolver os meus problemas e mais os dos outros, não. já tem aqui de sobra, obrigada!
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hoje fomos buscar a gaiola, cobertor e brinquedo de sininho do golitous. o carro andava e a bolinha tilitava, como quando ele brincava pela casa nas horas mais malucas. sentimos sua falta, coisico, onde quer que você esteja.
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eu tou muito puta da vida com o flickr. renovei minha conta pro 1 semana antes de expirar e meu pagamento está pendente desde então (já são 13 dias corridos!). não tem suporte, email de reclamação, nada. você paga e é tratado como se estivessem te fazendo um favor!
alguém sabe se tem uma forma de reclamar por lá? tou revoltada. por isso não subi ainda as fotos das férias...
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comprei mais uma bolsa de notebook la reina madre, preta com detalhes de frida. linda, macia e cheirosa. e ainda almoçamos com a rainha e seu rei num bufê de comida japonesa nota 10 ali em são bernardo.
porque merecemos uma folguinha na hora do almoço, no meio da semana, sim.
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eu parei de reclamar das pessoas, até pra mim mesma. quando começa a aparecer o modo reclamação eu faço XÔ! e pronto. adotei a máxima de absorventes de muito tempo atrás, incomodada ficava sua avó. encheu o saco, irritou? saio fora. não deixo mais nada me incomodar. se o incômodo vem de alguém que eu gosto assim MUITÍSSIMO ainda me dou ao trabalho de dar um toque e tal. uma vez, talvez duas. senão abstraio, sublimo, culpo os astros, dou uma de louca e sigo meu caminho. cansei de ser farol de cego.
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a batedeira nova, aquela rosa vintage que eu comprei, é um escândalo. o ruído é baixo e bate claras em neve em segundos, um absurdo! e é linda, vejam com seus próprios olhos:

foto de los paulos
alguém que me lê já foi pra grécia? me conta como foi, o que gostou, etc., please?
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hoje à tarde teve bolo pullmann frapê (o melhor!) e chá de camomila, uma xícara que era um balde. não quero deixar ninguém com inveja, mas trabalhar em casa é realmente delicioso :)
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em compensação, tenho que lutar o dia todo contra a vontade de ir ali pro quarto ler o resto do harry potter. em 2 noites já passei da página 280 e sei lá o que será de mim hoje. além disso tem os furões, que ficam brincando e pedindo atenção e eu me sinto a última das criaturas se não paro de trabalhar pra brincar com eles. como faz quem tem filhos e trabalha em casa?!
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diz o povo do tempo que a chuva foi embora (é bizarro chover em julho aqui em sampa, um acontecimento!) e o frio vem forte. o céu daqui de casa confirma a notícia (foto de agora de tarde):

(av paulista, lá onde estão as torres)
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consegui me livrar da viagem semana passada, mas semana que vem eu preciso ir a POA, não tem jeito. já estou fazendo todos os pensamentos positivos, mas tou desconfiada que vai rolar um chá de aeroporto daqueles...
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e a história d'o segredo, povo? eu não li o livro e nem vi o filme, mas procurei na internet porque fiquei curiosa. coincidência ou não, todos os blogs ou sites que encontrei falando sobre o assunto são de pessoas que só falam abobrinha. pareceu auto-ajuda de quinta categoria, mas não julgarei sem comprovar.
a partir de hoje estou canalizando fortemente as minhas energias pra que alguém me dê o livro de presente ou empreste :) prometo resenhar a sério o livro se alguma alma doar ou emprestar o dito cujo. e eu devolvo, não sou caloteira!
está difícil organizar idéias. pode ser a dor de cabeça constante que me acompanha há algumas semanas. ultimamente não me sinto muito eu mesma, uma sensação pouco confortável. principalmente pra quem, como eu, sempre soube bastante bem que era. deve ser essa maldita dor de cabeça.
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há algumas coisas que eu definitivamente não consigo adotar: fones de ouvido, por exemplo. não concebo essa situação de ficar alheia a todos os outros sons exceto o dos fones. eu me sinto desprotegida, vulnerável. deve ser sinal que sobrou em mim alguma coisa primitiva, que não me deixa baixar a guarda. ops, acho que disse alguma coisa importante... :)
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e vocês vão rir, mas sabe uma coisa que me deixa muito incomodada? aquela maldita função random ou shuffle dos aparelhos de som. não gosto de escutar músicas em ordem aleatória! gosto de ouvir as músicas nos cds na ordem que elas foram gravadas. há alguma coisa por trás dessa ordem e é estranho não respeitá-la. seria como ler um livro alternando os capítulos, entendem?
quase ninguém entende, tudo bem.
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e como tem gente que consegue ouvir pedaços de óperas ou pedaços de obras completas? tipo ouvir só o dies irae do requiem de mozart? não entendo, não adianta.
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nossa pequena didi está com problemas na adrenal e perdeu todo o pêlo. continua uma peste, está bem alimentada e feliz, mas é triste ver os bichinhos envelhecerem. groo, o monstro, fez 7 anos na segunda-feira e está gordo e feliz. velhinho e muito mais lento, mas comendo bem e passeando sem pressa pela casa. é mais difícil lidar com a passagem do tempo quando temos animais com vida tão efêmera ao nosso redor. ao mesmo tempo nos faz lembrar que aqui e agora são mais importantes que a próxima semana.
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dizem que o pior tipo de crítica é a que dirigimos a nós mesmos e blá blá blá. eu não acho, não. sou uma carrasca de mim mesma, mas isso eu administro: ou canto pra subir e dou um jeito ou finjo que não é comigo. já quando se trata dos outros, ave maria, juro que a raiva chega a níveis quase insuportáveis e desejo chacoalhar a cachola de um monte de gente, pra ver se pega no tranco. pqp.
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por um tempão achei que não conseguia perdoar os outros, até sofri pensando que era má ou coisa parecida. afinal, que tipo de pessoa não perdoa, mesmo quando o perdão é pedido oh so nicely? mas caiu a ficha outro dia: eu não consigo é perdoar a mim mesma por ter permitido que outros me violentassem. nessas horas é fácil entender porque a absolvição pós confissão funciona tão bem.
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casar é legal demais. não só por todos os motivos românticos que os filmes e propagandas de margarina alardeiam, mas principalmente porque a gente cresce, aprende e evolui. (os que são de evoluir, claro, porque há os que não evoluem nem que a vaca tussa). passar tanto tempo com alguém é como ter um espelho constantemente à nossa frente, fica difícil ignorar o que não gostamos em nós mesmos. é comum ter raiva do espelho quando estamos insatisfeitos, como se ele fosse culpado do que tão-somente reflete.
o amor de verdade nos faz querer ser melhores, lembro de ver ou ler isso em algum lugar e, ah, como é verdade. obrigada por estar sempre aqui, principalmente nos bad hair days.
pra compensar os dias de aniversário que tiro de folga, trabalho como uma louca nos outros dias. às vezes morro de vontade de escrever um pouquinho por aqui mas é tanto cansaço mental que não dá: até escrever um post bobo parece complexo demais pro meus neurônios podres.
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o texto sobre adultos infantilizados me deixou pensando muito. ser adulto não quer dizer que não se pode ser divertido, brincar, dar risada, etc. é engraçado: pra mim sempre foi claríssimo que ser adulto não significa ser ranzinza, mal-humorado ou triste. aliás, ser sério tampouco significa ser chato ou triste ou qualquer coisa dessa natureza. assim como "ser criança" não significa ser alegre ou divertido.
e é curioso reparar que tornar-se adulto tem muito mais relação com certas escolhas do que com idade, condição financeira ou estado civil. poderia citar dúzias de exemplos de pessoas que conheço que pensam que são adultas mas são, na real, infantis. batem o pé, são inconvenientes e acham que o mundo deve alguma coisa a elas (lrembram do famoso "eu não pedi pra nascer?").
não sei até que ponto isso transparece aqui, mas sou muito séria. pessoas que não me conhecem muito bem estranham um pouco quando percebem o quanto eu sou séria apesar do jeito brincalhão. não levo quase nada na brincadeira, mesmo as supostas brincadeiras. e não gosto de coisas sérias ditas em tom de piada, considero isso uma falta de respeito absurda.
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ainda sobre o tal artigo: diferente da dani, uma das coisas que mais gostei no texto sobre ser adulto é o repúdio aos relativismos. também odeio, de coração. pra mim isso é uma praga da modernidade, pau a pau com o politicamente correto. o relativismo explica todo tipo de barbaridade -- por exemplo achar aceitável cortar fora o clitóris da mulherada lá na áfrica porque "é a cultura deles" -- e o politicamente correto faz com que nos tornemos retardados (ops :D) a ponto de chamar alguém como eu, baixinha, de "verticalmente prejudicada".
e no meu tempo, apelar para o relativismo era chamado de "sabonetar" ou "enrolar" e politicamente correto era simplesmente "eufemismo".
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há alguns meses vivemos com um poltergeist aqui em casa: como no filme homônimo, a nossa TV ficou possuída. após quase 2 anos de tentativas infrutíferas de exorcizá-la (as 2 assistências técnicas deram o caso como perdido), nos irritamos e, num impulso, compramos outra TV. de 50 polegadas, tela plana, retroprojeção :D agora nessa casa não existem mais atividades que não sejam relacionadas à rainha da casa (ela), incluindo sexo. aliás, falando em sexo, filhos? nem morta. eles vão querer nossa TV e o PS2, sai fora!
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hoje, como diz um amigo, tive uma experiência fora do corpo: fui secretária (não consegui dizer não) da reunião de condomínio aqui do prédio. uma experiência surreal e ao mesmo tempo insuportável. confesso que o prazer antropológico de observar o quanto as pessoas são malucas e/ou sem noção e/ou idiotas e/ou burras não compensa o horror que é anotar as panaquices discutidas. no inferno deve ter reunião de condomínio todo santo dia, com ata.
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juro por deus que teve um cara que sugeriu que fosse incluído na ata, para providências, o assunto "orientação para que as empregadas não arrastem móveis". e eu preocupada com um programa de reciclagem de lixo para o prédio, a sonhadora incorrigível (e idiota).
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ah, e a celeuma a respeito de cortar uma árvore no jardim do prédio? motivo: o porteiro não vê direito quem está no portão de entrada lá da puta que pariu e, afinal, "a árvore fica torta quando venta". ahn? pois aberta a maldita pauta, várias pessoas já queriam aproveitar e cortar uma jaqueira enorme que tem na frente do prédio, porque "faz sombra na minha sala" ou coisa parecida. e eu, que sempre achei que sombra na sala era bom, entendi porque essa cidade do capeta quase não tem árvores. deve ter um monte de idiota desse tipo espalhado por aí. que nem aqueles que cimentam o jardim porque "aparece inseto" ou "tem terra".
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é como se diz na minha família: "morre tanta gente boa e pragas que nem essas continuam aí, atazanando os outros". ó: vêem por que eu não posso ser a favor de politicamente correto? vai contra todos os princípios e valores que aprendi no meu sacrossanto lar :D
cada vez mais acho que essa história de que "o ano só começa depois do carnaval" é bobagem. eu e todo mundo trabalhador (*hahahaha*) que conheço está trabalhando que nem camelo desde o início do ano, nada de moleza.
e o alívio que é pararem de falar de carnaval? ahhhh... impagável.
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tem um bairro aqui em são paulo cujo nome é o melhor que existe: m'boi-mirim. pronunciem comigo, mugindo: MMMMM boi-mirim. não é perfeito? :D
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ouvi hoje no rádio uma aberração: um cara bam-bam-bam, diretor executivo da associação dos criadores de gado do brasil ou coisa assim. o vocabulário do cara era alguma coisa abominável. "a nível de..." ele falou diversas vezes. mas duro mesmo foi quando ele atacou de "numerologia" se referindo a dados estatísticos. tipo "a numerologia das vendas do ano passado mostra que...". será que eu é que sou ignorante e numerologia se usa assim? vou pro dicionário já.
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por que tem gente que não se toca com sinais sutis, deus? por quê? pollyanna balzaca aqui acha que é pra obrigar a gente a falar tudo aquilo que preferia calar, fazer um exercício de sinceridade e aprender a se comunicar melhor. ou talvez seja só um tipo perverso de piada cósmica sem a menor graça.
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amanhã me dei o dia de folga, pois é aniversário do meu queridão. vamos passear na praia, visitar o aquário e aproveitar o dia. aniversário tem que ser sempre assim: dia de folga e diversão!
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putz, nem tinha pensado na piada que é dois piscianos irem visitar um aquário no aniversário :D juro que não foi proposital...
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por que os porteiros não conseguem falar o G seguido de "i"? o meu acaba de interfonar avisando que tem carta reZistrada lá embaixo pra pegar. bizarro.
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eu li em algum lugar que a vera fischer assiste o carnaval na TV pra poder ficar reparando e falando mal das mulheres que aparecem. nas palavras dela, pra "rir das gordas no sambódromo". ela se justifica, sem ninguém pedir: não é isso que todo mundo faz? nossas celebridades são algo de outro planeta.
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alguém mais ama grey's anatomy? junto com house e law and order SVU é uma das coisas que mais gosto na TV. num dos últimos episódio eu chorei quase o tempo todo: o cachorro da moça teve que ser sacrificado (por aquele vet que é um sonho), a japa-chinesa entra em crise porque tem reações humanas e o noivo da moça linda morreu depois dela aceitar casar.
tá, eu sei que é muito ridículo chorar vendo série de TV. me deixem ;)
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programa trash de TV que eu recomendo: family guy (família da pesada), um dos melhores absurdos da TV. reparei que, por algum motivo estranho, outros desenhos adultos americanos também mostram as esposas como ótimas e inteligentes, embora casadas com babacas idiotas. simpsons, american dad...
será que isso quer dizer que elas são idiotas porque são casadas com idiotas, que não há opção melhor do que casar com idiotas ou que idiotas também podem ser amados por pessoas bem acima do seu padrão?
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tou há semanas cozinhando na minha cabeça um post sobre o abismo entre o que um texto diz e o que ele desperta em quem lê. mas não hoje, que tou com preguiça. vou para o final fantasy xii, até mais.
é lugar-comum, mas serve pra começar o post: gosto não tem explicação e nem precisa, porque é pessoal e intransferível. se houver alguém com gosto parecido com o seu, que sirva para compartilhar experiências, fique feliz. não fique chateado se as outras pessoas parecem não entender seus gostos, seu gosto não precisa de aprovação.
é muito comum me perguntarem o porquê da minha aversão por melancia, por exemplo. sei lá, gente? precisa de explicação? eu simplesmente não suporto melancia, não posso nem com o cheiro, quero distância. não tem explicação e não precisa, eu me dou o direito de não gostar sem precisar de razão. aliás, que herança medonha essa do iluminismo, não? nem tudo precisa de racional, pô!
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a dani deixou um comentário sobre como é tesudo ver mulher comendo com gosto. e homem também, claro: é delicioso ver qualquer pessoa se entregando à comida, com prazer. por outro lado, não vejo nada de tesudo em ver as pessoas se jogando pra cima da comida feito mortas-de-fome ou ver gente comendo loucamente sem sentir prazer (é muito comum, aliás). exagero é sempre ruim, seja em falta ou excesso.
pra quem repara em como as pessoas se alimentam e seu relacionamento com a comida, como eu, ver gente de dieta é triste. pessoas que fazem dieta são tristes e muito chatas, lamento dizer. posso falar sem medo pois já fiz dietas seríssimas pelo menos 2 vezes na vida e fui uma dessas pessoas chatas que não se contentam em fazer dieta mas também precisam compatilhar com o mundo. sinceridade? não tem coisa mais entediante que ouvir falar de dieta e de como sua vida muda e como sua auto-estima aumentou e como tudo é melhor e blá blá blá...
presta atenção: a auto-estima melhorou e a vida mudou porque você resolveu se dar um pouco de atenção ao invés de esquecer de você mesmo o tempo todo, e não por causa da dieta! não importa o que você resolva fazer por si mesmo: dieta, exercício, terapia, estudar, massagem. o resultado é que você será uma pessoa melhor e mais feliz, sim, afinal se tocou que você também precisa de um pouco do seu tempo.
mas voltando à dieta: deprimente. é a privação de um prazer, não dá pra tirar isso de vista nunca. não adianta vir com aquele papo de facilitadora do vigilantes do peso, não (eu fiz, gente, perdi 16kg -- que ganhei depois, mas isso é outra história -- e recomendo), porque o requeijão normal é mil vezes mais saboroso que o light, ok? não vamos mentir pra nós mesmos. quer fazer dieta, pelo motivo que for, faça, mas tente não ser tão chato falando disso o tempo todo, fica parecendo aqueles crentes recém convertidos, um saco. ah, e mantenha o progresso da sua dieta entre você e seu médico. ninguém além dessas 2 pessoas tá interessado no seu peso e no funcionamento do seu intestino, acredite em mim.
e por que pessoas de dieta são broxantes? pelo mesmo motivo que alguém que está praticando abstinência sexual é broxante: ambos estão deliberadamente (sem discutir se é certo ou errado, cada um sabe do que se priva e porquê) evitando algo que dá prazer. tou pra ver alguém que faz dieta mostrar o mesmo prazer ao comer o que realmente quer. se em algum momento os desejos alimentares se ajustarem e aquilo que se come na dieta se transforma no alimento prazeroso, a coisa muda, claro. mas estou falando da dieta padrão, aquela que a gente come o que precisa e pode e não o que quer.
por isso é tão tesudo ver a nigella lambendo os restos de massa de bolo: ela demonstra o prazer que sente quando coloca aquilo na boca, é delicioso ver as pessoas se entregarem às sensações. os budistas (eca, chatos de galocha!) que se danem: quanto mais humanos os sentimentos, reações e sensações, melhor e mais tesudo. se controlar, estraga.
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não sou a favor de se entregar aos prazeres todos sem nenhum limite, tipo as orgias romanas estilizadas (olha... pensando bem... :D). depois de ficar variando entre os limites de controle e descontrole dos prazeres, cada vez mais acho que bom mesmo é tentar equilibrar. nunca mais farei dietas milagrosas e nem me privarei do que gosto de comer.
mas tem uma lição que eu ainda não aprendi na arte de comer: aproveitar cada pedaço, cada gota, sem distrações. comer simplesmente pra encher a barriga é um pecado mortal que eu muitas vezes cometo. cada refeição devia ser tratada como um momento de lazer e prazer.
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quando fiz vigilantes do peso, entre 1999 e 2000, substituí vários alimentos pela sua versão light. um deles foi o requeijão: nunca mais comi do outro, só comprava desse. o marido, acostumado com meus hábitos, comprava sempre light também. não faz muito tempo (coisa de 1 ou 2 meses) ele não encontrou o requeijão light e comprou do normal. eu, sem saber, fui fazer um sanduíche e usei o tal requeijão.
a primeira mordida foi um acontecimento: anjos cantaram, tudo ficou mais bonito e brilhante! que sabor é esse, meu deus?! fui perguntar pro marido que requeijão era aquele, que maravilha, meu deus! aí ele esclareceu: é requeijão normal, não tinha o light dessa vez.
realizem que estamos em 2007 e eu parei de comer requeijão normal há 6 anos pelo menos? percebem quanto tempo perdido? eu fui uma idiota. bastava comer menos requeijão normal ao invés de adotar o light. estúpida!
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bem, claro que essa lição só vale pra quem preza o prazer do sabor e não a sensação de barriga cheia. pra quem gosta de se empanturrar de alguma coisa, a versão light é uma boa saída. e pensar nisso me faz pensar também em sexo (não consigo separar sexo de comida...) e como é muito melhor ter pouco sexo bom do que muito sexo mais ou menos.
mas essa sou eu, e o título diz tudo ;)
a paula, além de magra, bonita e fina, é de uma sorte irritante. ela escreveu há algum tempo um post hilário sobre pais sem noção que colocam nomes estúpidos tipo oiram nos rebentos. eis que surge das trevas oiram mário, o próprio, mostrando pra ela que os oiruams são criaturas felizes e bem-sucedidas, diferentes das paulas e afins.
toda pessoa que tem blog visitado por mais de 3 pessoas se depara em algum momento com malucos, eles estão por toda parte. eles entram no seu blog pra dar palpite sobre seu texto, suas idéias, seu peso, cor do seu cabelo e até sobre sua preferência sexual. quanto mais anônimos, mais agressivos, mas são todos, sem exceção, seres que querem a atenção do mundo, que os trata tão mal e não os compreende. você, pobre desavisada que escreve 1 ou 2 posts por dia quando está numa fase ultra-produtiva, se transforma na razão de viver da criatura, na fonte de todos os males, na culpada pelo aquecimento global e pela surra de chinelo que ele levou da tia quando era pequeno. você passa raiva apagando os comentários imbecis do maluco, respira 3 vezes antes de responder por email e finalmente resolve ignorá-los (a melhor tática).
mas com a paula acontece isso? não senhores: ela tem malucos finos, chiques. os malucos dela são bem-resolvidos, educados e articulados. empresários! os comentários dos malucos dela são publicáveis e comentáveis e todos nos sentimos mais felizes por conhecê-los.
conheçam a história de oiram mário e visitem sempre a paula, nossa heroína perfeita. concluí que cada um tem os malucos que merece... certeza que meu karma atualmente deve estar em torno de -10.000, deve ser culpa do perupatolinha.
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hoje é aniversário da fal, sabiam? vou aproveitar pra contar um pouco sobre como a conheci.
o alê falava dela com paixão, com admiração e felicidade. depois de anos de amizade, compatilhando com ele um certo grau de desesperança em relação à existência de uma quantidade razoável de pessoas interessantes nesse mundo, me supreendi com meu amigo apaixonado pela mulher que ele chamava de perfeita.
a gente sempre duvida de perfeição, né? ainda mais quando se trata de mulher nova na vida do cara, homem pensa com a cabeça do pau, vocês sabem. já imaginei uma mulher inteligente e mala sem alça, chata, pedante. porque aqui entre nós, pro alê se apaixonar ela não poderia ser menos que brilhante, saibam.
aconteceu que eu e ele não nos víamos muito nessa época que eles começaram a namorar e nos vimos ainda menos depois, porque ele se emburacou com ela nalgum canto escondido :) acabei falando com ela uma vez, rapidamente e por email, quando veio dela uma resposta a um email que mandei pra ele (que nunca respondia nada, o filho da puta). gostei dela ali, nas letrinhas. e se passaram uns tantos anos sem nenhum contato.
em 2001 eu conheci um cara pelo qual me apaixonei loucamente. eu achava que ele estava acima de qualquer julgamento, era mais que o máximo que eu podia sonhar. um dia ele me mostrou a foto de uma moça linda e sorridente, dizendo que tinha sido a sua melhor amiga na infância e parte da adolescência. que tinha voz de anjo e era inteligente como ela só. mostrou um postal que ela mandou enquanto ele morava na espanha: às vezes te odeio por quase um segundo / depois te amo mais. imaginei que eles se amavam, e estava certa.
até o dia em que o pai dela, essa moça sorridente, morreu. ele soube e ligou pra ela e, durante a conversa, descobriram que eu era a amiga querida do marido dela; e ela era a amiga querida do meu namorado! o fato, além de ser uma coincidência danada, serviu pra me reaproximar do alê mas não fez muito pela reaproximação dos outros dois. resumindo uma história longa e triste, aquele amigo de infância que recebia postais não só não era o máximo como também não era nada do que parecia ser. muita casca que, quando descascada, deixou só um vazio triste.
ela já sabia disso, descobrira esse fato muito antes de mim. bem que tentou avisar, mas não há avisos compreensíveis para quem está apaixonada, né? a coisa boa é que a cegueira e a paixão passaram, o namorado foi devidamente defenestrado, mas ela ficou aqui do meu lado, firme e forte. ela e sua doçura, lucidez e amizade, tão preciosas.
falzinha, você foi uma surpresa muito boa da vida. obrigada por estar aí :)
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e sabe quem faz 1 aninho hoje? a coisica mais fofa da tia, dorinha. lembro direitinho do dia em que ela nasceu, da dani me ligando no meio da manhã, com aquela vozinha de cansada, avisando que a menina tinha chegado. fiquei feliz há um ano e estou feliz hoje, depois de acompanhar a gestação e o primeiro aninho de uma vidinha tão linda.
love you, meus queridos :) muitos beijos nela e na lia!
city hunters, animação com as mulheres do manara?! no FX, aquele canal idiota, como assim? aposto que vai ser uma merda.
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respondendo às perguntas do post anterior sobre o aniversário de casamento:
- o meu santo casamenteiro é ela, a santa falta de noção, batman :) ao invés de pensar 2 vezes eu vou lá e CASO, entende? depois eu vejo se dá pé
- uma pessoa é bem mais do que aquilo que ela faz, demonstra ou diz. porque nós somos mais do que ação e verbo, boa parte (a parte melhor, eu diria) é sentimento e emoção e é isso que eu amo nele. e a verdade é que eu amo o que ele diz, faz e demonstra também :)
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obrigada pelos comentários fofos. fico feliz em saber não só que me desejam o bem, mas que a maioria das pessoas que pára por aqui gosta de ler coisas boas. sei que é legal ler um pouco de piada e sarcasmo, mas acho fofura melhor :D
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aliás, como é insuportável conviver com gente negativa, não? todo mundo deve conhecer alguém que se você diz "que dia lindo!" responde "ah, mas vai chover..." ou que quando você pergunta como ela está a infeliz responde contando todos os problemas. cada vez mais acredito que felicidade é escolha, sabe? a gente pode escolher ver o céu azul de agora ou lamentar que mais tarde vai chover. sou a criatura do que vejo.
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me vejo no que vejo
como entrar por meus olhos
em um olho mais límpido
me olho o que eu olho
é minha criação
isso que vejo
perceber é conceber
águas de pensamento
sou a criatura do que vejo
(blanco, octavio paz - tradução de haroldo de campos)
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deprimi forte hoje. almocei com clientes, todos homens. dos quatro, três são completos imbecis. assim, sem salvação: idiotas de pai e mãe, portas fechadas sem maçaneta. fãs ardorosos do romário, piquet e afins não exatamente pelos talentos atléticos mas porque "têm atitude".
o pior é perceber que eles são "a massa". minoria sou eu, que acho as mesmas figuras desprezíveis porque são espertões, mal-educados, escrotos. atitude virou sinônimo de ser escroto, putz. pra me consolar, lembrei que há poucos meses saiu na super-interessante a matéria dos meus sonhos: o retorno da natureza após o desaparecimento súbito da humanidade. let's keep wishing.
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meus peitos pesam mais que bolas de boliche, daquelas grandes.
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comprei uma sandália chiquérrima, de salto, com dedinhos de fora, cor de tutti-frutti. felicidade instantânea por 36 reais no cartão de crédito. só assim pra sobreviver aos fãs do romário...
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e essa propaganda RIDÍCULA de iogurte que te faz cagar ou devolve seu dinheiro, meu deus do céu?! se eu fosse do tipo que tem intestino preso teria muita vergonha de comprar esse troço do supermercado. o horror! e eu preciso escrever o tal post do cocô mas sempre esqueço, acaba ficando pra depois. prometo que ele vem! enquanto isso eu passo mal com a propaganda da corna conformada retentiva anal.
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e como se o iogurte do cocô não bastasse, tem as propagandas de sabonete líquido de buceta com nossa amiga regina. taí outra coisa que eu não entendo: por que usar esse negócio, explica? pra bichinha ficar com o maravilhoso cheiro de buceta-com-rosas? buceta-com-lavanda? fora que deve deixar gosto de sabão, ai pobre do bofe que gosta de buceta! (o que não gosta vai achar até melhor descaracterizar a pobrezinha)
ok, agora a sério: entendo as neuroses alheias, acredito que tenha mulher que realmente ache que um sapólio íntimo ajuda de alguma forma na sua higiene (o que é uma bobagem, aqui entre nós. água purinha e mãos cuidadosas já resolviam a questã). acredito também que tenha mulher que não goste do seu próprio cheiro, mas... acho as duas coisas muito tristes.
todo aquele esforço na década de 60 pra libertação feminina, queima de sutiã e o cacete, ganhamos o direito de trabalhar (merda) e ficar estressadas, que ótimo. aí em pleno ano de 2007, como se a gente não tivesse preocupação suficiente nessa vida, nos arrumam uma nova: nossa buceta agora é nojentamente suja e malcheirosa e precisa de um sapólio especial que custa muitos reais. inferno!
a história da cobra eu gostei, uma coisa assim herói jeca tatu. mas fiquei com pena da cobra, confesso, apesar de saber que é ela ou o menino e tal. tenho simpatia pelos répteis.
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mas a outra história do menino eu nem quero comentar, meu deus, nem em filme de monstro tem coisa tão horrível. por essas e outras eu às vezes passeio pela cidade e fico me perguntando quanto tempo demoraria pra natureza tomar conta do mundo, caso os humanos fossem subitamente extintos. wishful thinking, sabe?
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outro dia passei o dia trabalhando num cliente mas, diferente do que acontece normalmente, tinha trabalho pra fazer sozinha, ocupando uma das baias. vi pessoas andando pra lá e pra cá, falando o tempo todo sobre assuntos que nada tinham a ver com trabalho mas que também não tinham importância nenhuma: fofocas, futilidades, inutilidades, conversas vazias. me deu uma tristeza inexplicável, uma vontade de dizer praquelas pessoas cuidarem das suas vidas, procurarem coisas legais pra fazer (dentro ou fora dali), viverem de verdade. me senti como num filme de ficção, cercada de humanos que passaram por lavagem cerebral ou coisa assim, alheios à vida e ao que realmente importa.
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e nem sou da linha de que trabalhar é um mal ou coisa parecida, hein? eu gosto de trabalhar, de verdade. melhor: eu gosto de trabalhar com o que eu trabalho, da forma como trabalho. e acredito com convicção que é essencial gostar do que se faz, ter aquela sensação gostosa de realização. há muitas atividades que trazem esse sentimento de realização, mas a nenhuma delas dedicamos pelo menos 1/3 do nosso tempo todo dia, certo? se você for infeliz no seu trabalho, 1/3 do seu tempo é de infelicidade ou apatia! deus me livre.
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houve épocas de pensar na vida e ter que encontrar mecanismos sofisticadíssimos pra me convencer de que eu era feliz. nessas horas a imaginação é útil e nunca me deixou na mão (o que acabou me impedindo de dar jeito nos problemas, mas isso é outra história). hoje em dia, quando incomodada com a minha vida, paro pra pensar friamente e sou obrigada a admitir que não tenho quase nada do que reclamar. mas se papai noel existisse, eu pediria pra me livrar da preguiça crônica, essa doença maldita.
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e o carnaval? que coisa odiosa! a globo é ainda mais asquerosa nessa época, com nego berrando sambas ridículos e nega esfregando a bunda na tela. mas tudo bem, a TV a gente desliga, mas e as escolas de samba vizinhas no bairro? morar no alto tem desses problemas: a escola de samba lá do outro lado do bairro ensaia e a gente escuta aqui. escuta inclusive o fulano berrando no megafone que "é uma camiseta por pessoa, galera, vê lá". e o repique dos tambores que, de tanto se repetir e acelerar a marcha, ficou mais chato que o caminhão de gás.
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sim, eu já brinquei carnaval: no recife e em olinda várias vezes, no rio e em sampa só de passagem e na praia (dezenas de vezes). até que fugi a primeira vez dele lá na década de 90, fui pra nova iorque curtir neve e nunca mais suportei o ziriguidum. acabei apreciando a delícia de ter 4 dias de sossego absoluto, seja na piscina, no campo, na neve ou aqui em sampa mesmo.
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mas, em resumo, não há cristo que me faça mais me misturar com o povão, aguentar bêbados grudentos e ouvir o dia todo pagode, samba-enredo ou axé (esconjuro!)
tá complicado, ando num esquema que me deixa pouco tempo pra pensar na frente da telinha em branco (que é aliás um ótimo exercício de relaxamento mental). e daí, quando sobra um tempinho, eu fico jogando spider-paciência e esqueço da vida. sou uma viciada, droga.
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eu ando gostando tanto tanto tanto das coisinhas novas inventadas pela microsoft que fico com vergonha, constrangida. talvez vocês não entendam mas, pra um nerd legítimo, gostar da microsoft é mais ou menos como um petista que resolve votar no maluf. não dá pra admitir nem pros pais, sabe?
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visitei o antigo pregão da bovespa ontem à tarde, lá no centro. um passeio interessantíssimo e que eu nunca faria se não fosse o dono da empresa em que trabalho, super-empolgado, arrastando todo mundo (mais de 20) pro passeio. foi divertido e legal ver que há coisas tão bonitas, bem organizadas e profissionais, de graça, no meio do caos do centro da cidade. gostoso.
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aí passei no centro cultural banco do brasil e não tinha café, como pode? diz que estão montando ainda. livraria cheia de coisas incríveis e eu não resisti: comprei estética doméstica e estou amando. tudo graças aos papos gostosos com a sheilinha, que me faz lembrar dos tempos da faculdade de história :)
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olha, eu vou explicar pra vocês como funciona esse negócio de ser pisciano: se você conhece algum pisciano que não seja doidinho é porque você ainda não o conheceu bem :D
somos radares de loucos, mesmo, e não é à toa: nós mesmos somos doidos, desconectados na realidade em maior ou menor grau; somos recipientes e não temos forma (depois coloco a música aqui) e se você é racional ou prático em excesso faça um favor (a ambos os lados) e nos evite. a convivência será insuportável.
para os que cultivam estabilidade e constância é impossível nos entender ou nos categorizar. mudamos de idéia, de sentimento, de modus operandi. quem acha que realmente conhece um pisciano é porque não entendeu nadinha.
nos apaixonamos perdidamente em questão de segundos (e desapaixonamos também, é verdade) e os sentimentos são profundos, densos, sufocantes, mágicos. costumamos sofrer de paixões múltiplas e instantâneas -- já amei com paixão aquele moço loiro que estava sentado no fundão do ônibus e desceu depois de 3 pontos. quando cheguei em casa já tinha esquecido dele e estava encantada com a cor da florzinha que cresceu na portaria do prédio. é assim.
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roubei da tati!
gosto
maracujá; dormir; rir
não gosto
gente que quer confete; atravessar a rua fora da faixa; melancia (eca!)
tenho facilidade
com idiomas; com música; perceber o que me move
tenho dificuldade
dizer não; dizer desculpe; acordar de manhã
o que ninguém imagina
que gosto de silêncio; o quanto eu sonho; o quanto eu amo
nomes do meu deus
os sentidos (5, ou seriam mais?); música; nuvens
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amo minha idade e minha história (com um ou outro episódio dispensável) mas tem uma coisa sobre ser "experiente" (cof cof :D) que é muito chata: ando reparando nas fases que as outras pessoas estão vivendo e que eu já passei faz tempo e dá um téeeedio de ouvir as histórias, sabe? ando com dificuldade de achar a vida das pessoas ao meu redor interessantes, com raras exceções. parece o videoshow repetindo cenas-marcantes-de-novela, um saco.
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quando a gente tem uns 20 e poucos anos acha o máximo pessoas que citam livros (aqueles que você também conhece, claro, senão a pessoa é pedante, né? :D), conhecem e amam os mesmos filmes alternativos que você, sabem de cor a música X do disco Y que quase ninguém conhece... passada dos 30 começa a ficar enfadonho conhecer gente que gosta das mesmas coisas que você e já não tem mais muita graça "se enturmar". você quer mais é explorar as possibilidades inéditas, ser supreendida, desafiada. uma raridade de acontecer, diga-se.
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jesus, como tem foto ruim e/ou chata no flickr! tem gente que devia ser proibida de ter câmera digital. com a história de não custar dinheiro pra revelar as pessoas perderam a noção e tiram as fotos mais feias, repetitivas e sem graça do mundo. não contentes em tirar e guardar as fotos-tranqueiras elas publicam. incrível!
ok, vai: é bem possível que essa reclamação se aplique também a mim e às minhas fotos em alguma medida, mas me defendo afirmando que eu apago dezenas de fotos que considero ruins e/ou repetitivas. quem quer ver 18 fotos da mesma coisa quase na mesma hora, cruz credo?
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o leiaute desse blog vai mudar e vai ser logo logo. o weno inventou a coisa mais maluca e linda do universo pra colocar aqui, mal posso esperar! e preparem-se, pois vai ter presentinho pra 1 visitante deste blog mas não vou contar o critério pra ganhar senão vai ficar fácil :D
eu achei esse blog aqui do felipe bardi (filho do nê bardi) que é tudo! os desenhos deles são lindos e o texto é muito interessante (embora raro), vale a visita.
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não contei ainda porque mal consigo conter minha ansiedade: resolvi mudar o leiaute do blog e aceitei a oferta do weno de redesenhar tudo. vai ficar a coisa mais fofa e louca, se preparem!
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olha, eu não vou detalhar demais a questão mas uma das coisas mais pobrezinhas de espírito que conheço é bairrismo. acho que já falei aqui sobre isso: ser bairrista é como sofrer de narcisismo geográfico, uma coisa esquisita e incompreensível. o bairrista é aquele tipo de pessoa que não consegue achar nenhum lugar bom só porque é diferente do que cresceu vendo. tipo ir pra tailândia e achar ruim porque não tem guaraná antarctica ou ir pra nice e reclamar que a praia não tem areia. dã! bairristas são invariavelmente idiotas.
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os prédios quase aqui em frente da nossa janela crescem assustadoramente rápido e eu já não posso mais andar pelada pela sala. estou no 12o andar e eles já me alcançaram... agora é torcer pra que os milhões de apartamentos ali da frente sirvam pra abrirem uma padaria decente por aqui :D
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estou com um sério problema operacional na cozinha e não sei como resolver. não coloquei a coifa até agora por pura falta de grana (ou por priorização de outras coisas, acho que seria mais adequado), mas a cozinha fica engordurada, não tem jeito, a gente cozinha muito por aqui. o buraco da coifa está pronto pra ser usado do lado de fora (tem a saída da "chaminé"), embora esteja fechado do lado de dentro. só que um casal de andorinhas resolveu adotar a chaminé como casa! eles não só moram na chaminé como ficam putos da vida se nós ficamos muito tempo da cozinha -- voam feito doidos em direção à janela, como se quisessem nos expulsar.
como explicar para os meus amigos alados que ainda tem muita prestação pra pagar desse ap e não vamos sair tão cedo? :) e pior: como colocar uma coifa SEM expulsar as criaturinhas fofas? alguém tem dicas?
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já contei que aqui no bairro vejo periquitos verdes nos fios de eletricidade de vez em quando? são lindos e barulhentos. aqui ao lado, em alguma das casas, alguém cria galos. eles cantam nas horas mais malucas do dia e da noite e outro dia um deles fugiu (o fer viu um galo lindão aqui pela rua). e tem os mil cachorros que uivam e os gatos que gritam. ah, e falando em animais, tem uns pagodeiros numa casa da quadra de baixo que nos enlouquecem periodicamente.
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o mundo está definitivamente perdido: eu vi hoje no uól que roubaram o cabelo da menina no ônibus! a infeliz tá lá com seu cabelão modelo perla, o fulano vem, corta tudo e leva embora. onde vai parar esse mundo? no buraco, claro. e malufão diz que obra dele não afunda, não. tá certo...