Archive

Posts Tagged ‘comida’

almôndega de lentilha

maio 7, 2014 Leave a comment

uma amiga mencionou que já tinha comido, e era delícia, e fiquei muito curiosa. adoro lentilha e adoro receitas indianas, fui procurar. achei várias (já não sei mais de onde tirei essa, e já adaptei um monte) e acabei fazendo essa “minha”, que funcionou muito bem e inclusive é ótima pra congelar e descongelar depois de pronta (uma refeição rápida e muito saudável).

existem 2 opções de finalização: frita (casquinha crocante) ou cozida no molho da sua escolha. não fiz ainda no molho, mas deve ficar boa. a frita eu já fiz 2 vezes e adorei, e como ela não é frita por imersão, não é tão ruim 🙂

 

ingredientes

– 2 xícaras de lentilha

– 2 colheres de sopa de azeite ou óleo de sua preferência

– 1 colher de sopa de açafrão da terra

– 1 colher de sopa de cominho moído

– 1/2 de chá de sal (mas prove e ajuste antes de fazer as bolinhas)

– curry ou qualquer outro tempero da sua preferência. pode colocar um pedacinho de gengibre cru, ou o pó, pimenta em pó ou fresca… invente sua receita!

– água

– óleo se for fritar

 

utensílios

liquidificador ou processador (essencial); vasilha funda; frigideira ou panela grande anti-aderente; colher de pau; frigideira + vasilha para fritar, se optar por esse preparo

 

modo de fazer

deixar a lentilha de molho na água fria (basta cobrir) de um dia pro outro. escorrer e descartar a água.

bater no liquidificador ou processador a lentilha com o azeite e temperos, adicionando água fria aos poucos, somente o suficiente para poder processar. a ideia é ter uma massa bem pesada, porém completamente uniforme e sem pedaços (a minha sempre fica com alguns pedacinhos, meu liquidificador não é lá essas coisas).

leve a frigideira grande e antiaderente ao fogo, e jogue lá dentro a massa (vi em algumas receitas pra colocar óleo na panela, mas eu não coloco). mexa com a colher de pau, espalhando e misturando a massa. baixe o fogo, porque aqui o objetivo é cozinhar essa massa (lembre que a lentilha está crua), aos poucos. conforme a massa for cozinhando, ela vai ficar mais com cara de massa de pão, com “liga”. pode formar uma “casquinha” na panela, com o resíduo da lentilha que não ficou na massa, não tem problema. experimente a massa para ver se o gosto de cru do grão sumiu e se está bom de sal e tempero. quando estiver bem firme para modelar e com gosto de cozida, pode retirar do fogo (5 a 10min no máximo).

acerte o tempero e deixe esfriar o suficiente para ser possível modelar com as mãos. eu não uso óleo para fazer as bolinhas, mas se quiser pode usar. faça bolinhas do tamanho de almôndegas pequenas e reserve.

se for fazer frita, coloque um pouco de óleo numa frigideira antiaderente e quando estiver quente comece a colocar as bolinhas. vá virando conforme ela fica torradinha, de todos os lados, e retire.

se for colocar no molho, prepare o molho da sua preferência e coloque as almôndegas dentro para cozinhar junto, que fica mais gostoso. vi algumas receitas com molho de tomate e curry, deve ficar ótimo!

 

**

 

eu congelei as almôndegas já fritas e depois aqueci no microondas para o jantar e continuou excelente. eu já servi com curry de cogumelos, arroz, e até macarrão com um molhinho colocado na hora por cima.

Categories: comida Tags: , , , ,

tiramisu de baileys

setembro 30, 2013 Leave a comment

nunca tinha feito tiramisu, mas sempre achei uma sobremesa interessante porque leva café, que eu adoro. e cacau em pó, que é puro amor! essa referência do link menciona uma curiosidade a respeito da suposta origem do nome: “che ti tira su” (que te faz levantar), já que leva café, açúcar e cacau 🙂 será?

pesquisei bastante as receitas disponíveis na internet e encontrei uma muito boa no site da nigella, que transcrevo aqui com observações minhas.

Tiramisu 100% aprovado!

ingredientes

500g de mascarpone em temperatura ambiente

75g de açúcar de confeiteiro (creio que qualquer tipo funcionaria OK)

2 ovos separados

1 xícara de Baileys (achei receitas usando vinho Marsala e Rum, deve ficar excelente também, e suponho que se pode usar só o café)

1 xícara e 1/2 de café espresso

300g de biscoito champagne (sobraram umas 5 bolachas na minha receita, vai depender do tamanho/formato do seu refratário)

2 colher de sopa de cacau em pó

 

utensílios

batedeira (mas dá pra fazer na mão), refratário médio-baixo para montar 2 camadas, vasilha para o líquido que vai molhar o biscoito, peneira para o cacau.

 

modo de fazer

prepare o espresso e coloque em uma vasilha juntamente com 3/4 do Baileys. deixe esfriar enquanto prepara o restante.

bata na batedeira as gemas e o açúcar, até que a mistura fique fofa e clara. adicione 1/4 restante do Baileys, e aí adicione o mascarpone à mão (eu coloquei na batedeira, achei que talhou um pouco, acho que precisa ser mais delicada essa mistura). bata as claras em neve (ela recomenda usar somente 1 clara, mas eu achei que a mistura ficou densa demais, acho que as 2 claras dariam uma consistência melhor) e adicione à mistura de mascarpone delicadamente.

Tiramisu de Baileys. Durmam com essa ;)

molhe os biscoitos na mistura de café e Baileys, sem exagerar (não deve encharcar, só deixar absorver um pouco do líquido de todos os lados). coloque a primeira camada de biscoitos, e por cima metade da mistura de mascarpone. monte mais uma camada de biscoitos molhados, coloque a segunda camada de creme até cobrir completamente, e leve à geladeira.

polvilhe o cacau em pó na hora de servir somente, senão ele fica úmido e a aparência não é tão bonita. eu coloquei uma quantidade maior de pó do que a receita original, porque adoro cacau, mas é bem intenso. para quem não gosta tanto do amargo do chocolate, pode usar menos cacau ou pó de chocolate misto com açúcar.

Categories: comida Tags: , , , ,

o dilema desta onívora

fevereiro 5, 2013 2 comments

sugiro ver o documentário muito além do peso antes de ler o post. e se tiver lido o dilema do onívoro, tanto melhor.

**

tenho lutado com meu peso a vida toda, desde mais ou menos 9 anos. só me tornei obesa de fato depois dos 30, mas desde sempre me lembro de alterar entre peso normal e sobrepeso. nunca pude e nunca poderei simplesmente relaxar e comer, sem engordar. é duro chegar a essa conclusão, porque é preciso admitir uma fraqueza, uma falha.

não tenho doença alguma que me faz engordar, sou absolutamente saudável (inclusive enquanto obesa). meu problema com a comida é de outra ordem, e pelo que ouvi dizer somente 2% dos obesos de fato têm alguma condição que os faz engordar. os demais, suponho que sejam como eu e têm uma relação complicada com a comida e com o ato de se alimentar.

comida não é pasto, bebida não é água. comida e bebida são amor, cumplicidade, conforto, felicidade, prêmio, glamour, conquista (amorosa e meta), mágica. comer é a coisa que mais fazemos na vida, durante toda ela. comer é também e principalmente uma grande atividade social, um meio de se relacionar, momento de olhar nos olhos, oferecer, trocar, compartilhar. o desejo de compartilhar, tão bem explorado e usado pelas redes sociais, é inato. não existe religião na história que não passe pelos rituais do alimento, que não o utilizem como alavanca e não explorem o milagre e alegria de ter comida à mesa para dividir.

comer é um ato social, desde o primeiro momento — quem alimentou um bebê no peito sabe perfeitamente do que estou falando. é um ato muito maior que simplesmente fornecer alimento, é a criação de um laço de amor e comida, intimamente relacionados. e suponho que o mesmo se dá se for preciso usar uma mamadeira, nestes primeiros momentos de vida. a experiência de se alimentar pelas mãos de outro, num abraço absoluto e intenso, olhos nos olhos, é poderosa. e depois, experimentar o mundo com a boca, alimento por alimento, sendo ensinado como comer e, em última instância, sobreviver. a forma através da qual nos alimentamos nós, humanos, é totalmente permeada pela experiência social e cultural, é uma extensão de quem somos, como espécie e como indivíduos de uma determinada sociedade. sim, somos exatamente o que comemos, e não estou falando do aspecto nutricional da alimentação.

essa mistura de cultura, afeto e socialização, para alguns indivíduos (como eu), desanda e comer já não é mais meio, mas fim. come-se para ficar feliz, para comemorar, para relaxar, para se relacionar e para esquecer outras coisas. some a isso um estilo de vida sedentário, e está feita a fórmula da obesidade.

**

no documentário muito além do peso mais algumas variáveis dessa equação complicada se mostraram: o poder da propaganda (que explora muito bem todo o aspecto emocional e social da comida); a influência do meio (família, amigos) na alimentação; o despreparo ou descaso das escolas e das próprias famílias no que diz respeito à alimentação das crianças.

somos onívoros. um dos principais motivadores da nossa espécie (primeiro? segundo, talvez, depois de procriar?) é procurar comida, e comer. mas não é simplesmente procurar qualquer comida, é procurar as melhores comidas, as que têm maiores benefícios. nossos antepassados sobreviveram graças à sua habilidade em se alimentar, e sobrevivemos e prosperamos como espécie graças à nossa capacidade em grupo de ensinar uns aos outros como comer, o que comer. é através da imitação, da transmissão do conhecimento, que o ser humano se tornou o mais bem sucedido onívoro que já habitou este planeta.

e o que aconteceu, depois de tanta evolução? já não aprendemos mais a procurar e selecionar alimentos notoriamente bons para nossa sobrevivência; o conhecimento dos nossos antepassados, toda nossa cultura alimentar desaparece rapidamente, geração após geração. agora aprendemos a comer com a TV, com a propaganda. não é mais nossa tribo, nossa família que nos mostra o que devemos comer, o que é bom, é um outdoor, um comercial, uma embalagem no supermercado. não, é pior: desde pelo menos a década de 50 as famílias pararam de preparar suas comidas e começaram a comprar tudo pronto, industrializado. você não escolhe mais as batatas mais bonitas para fazer seu purê, ao invés disso, compra o pó pronto numa caixa bonitinha, que é muito mais prático. ninguém mais vê a galinha sendo morta e depenada (eu vi quando criança!), o que existem são bandejas plásticas com pedaços. não sabemos mais o que estamos comendo. nossos alimentos vêm em caixas pretas metafóricas (experimente tentar descobrir a exata composição do que você compra e come), e engolimos sem questionar. desaprendemos dia a dia uma das capacidades mais importantes da nossa espécie — procurar e consumir os melhores alimentos.

**

esse post vai ficar um livro, mas não consigo parar: ontem fui ao supermercado, depois de meses sem entrar em um deles (quem faz compras aqui em casa é o marido). fiquei absolutamente chocada (e hipnotizada) pela quantidade de cores, embalagens, opções. e o desbalanceamento injusto entre alimentos industrializados versus alimentos in natura é assustador. a seção de frutas, verduras, legumes e carnes é muito pequena, comparada com o restante do mercado!

alimento pra mim é compensação e prazer, o que combinado com a vida sedentária que adotei, se transforma em peso adicional. mas ainda como de forma minimamente saudável, sou o tipo de pessoa que gosta de comida feita em casa, carnes, grãos, verduras, legumes e frutas. e é assim também que crio meu filho — comendo comida feita em casa, usando ingredientes frescos. com 2 anos e meio ele sabe reconhecer frutas, legumes, verduras e até temperos direto da horta ou do pé. considero esses ensinamentos (sobre os alimentos, sobre os preparos) parte essencial da educação dele, tão importante (mais importante!) do que aprender matemática, por exemplo. acho assustador que tantas famílias permitam que a cultura alimentar se perca, ou seja substituída por industrializados cujo apelo afetivo é falso, fabricado, kitsch.

é preciso repensar (em especial os que decidiram ter filhos) os próprios hábitos, e questionar não somente se são saudáveis mas principalmente se são legítimos, se são seus mesmo ou efeito propaganda. não faz sentido ser escravo de uma marca. é uma vergonha ser “viciado” em coca-cola, ou qualquer outra marca de comida que vive de criar propagandas que nos induzem ao consumo. é um crime perpetuarmos essa cultura do consumo para as próximas gerações. é simplesmente errado não ensinar as próximas gerações a se alimentar de forma saudável e prazerosa.

**

a lei da ação e reação é implacável, e é claro que como resposta ao “ataque do doritos assasssino” a que somos submetidos o tempo todo em todos os lugares, nasceram os radicais da alimentação saudável. eles são muito melhores que os inconscientes, os que simplesmente se deixam levar pela maré e chafurdam no cheddar. o radicalismo serve um propósito nobre, mas não acho que seja uma boa opção. o mundo está dominado pelas comidas industrializadas de propaganda, e SIM, elas são extremamente gostosas e viciantes. há milhões de dólares investidos nestes alimentos e na propaganda deles, justamente para que todos queiram experimentar, e quando experimentam a experiência é UAU. estes alimentos são exatamente como drogas — eles dão prazer. são feitos pra isso, e por isso são tão consumidos. as pessoas não são simplesmente estúpidas (ok, algumas são), elas simplesmente são inconscientes, ou não se preocupam com o resultado dessa complicada equação.

ou você também é dos que acham que gordos são meramente preguiçosos e hedonistas, e por isso são gordos? é claro que deixar de ser gordo é possível para todos (com raríssimas exceções), mas definitivamente não é simples e nem fácil.

drogas, bebidas alcoólicas, comidas gordurosas, cheias de açúcar e sal — tudo isso é gostoso, dá prazer. queremos mais, e mais. não vamos nos enganar. é difícil abandonar drogas, é preciso empenho, muito apoio e força de vontade.

como ensinar às nossas crianças (e a nós mesmos) sobre drogas (todas as acima)? negando sua existência? proibindo terminantemente senão-você-vai-ver? não comprar, não ter à mão, é uma boa opção, e funciona por um tempo, mas não pra sempre. porque (insisto) comer (e consumir drogas, a propósito) é um ato social. a menos que você pretenda se trancar numa caverna, ou montar uma sociedade alternativa dos sem-ruffles, sugiro que pense como lidar com o mundo lá fora. claro que você também pode optar por ser aquele mala sem alça que leva arroz integral num tapauér pro almoço na casa do amigo e não come nada que lhe oferecem, mas a maioria de nós não quer ser essa pessoa. a outra opção, que na verdade não é sequer uma opção mas uma necessidade, é educar-se, aprender a conviver com essa realidade da comida-que-não-me-faz-bem.

**

penso muito nesse assunto (alimentação saudável, relação com a comida, propaganda). desde que meu filho nasceu e começou a se alimentar, tomei essa tarefa de educá-lo para se alimentar bem muito seriamente. e é claro, não podia mais ignorar minha condição de obesidade, já que o assunto é ser mais saudável. iniciei em agosto/12 uma reeducação alimentar séria para voltar a um peso aceitável e me alimentar da forma que considero adequada. porque afinal, a melhor forma de educar nossos filhos é dando bons exemplos.

uma das coisas que concluí, nessas reflexões sobre alimentação, é que não quero categorizar os alimentos como maus e bons, permitidos e proibidos. meu primeiro motivo pra evitar essa divisão é que realmente acredito que equilíbrio entre prazer/obrigação é o caminho (e busco isso, todos os dias). existem as coisas que (1) são boas pra nossa saúde, mas não são tão gostosas; (2) existem as coisas que são super gostosas e que nos fazem mal (ou são neutras, não contribuem em nada); (3) existem as coisas que fazem mal e que não gostamos; (4) e existem as coisas saudáveis e gostosas.

pode parecer óbvio, mas juro que precisei pensar pra começar a balancear melhor minhas escolhas, considerando os 4 cenários ali em cima. a minha prioridade alimentar deve ser o (4), é claro. nesta categoria devem estar a maioria das coisas que eu consumo, e essas são as coisas que devo escolher ter sempre em casa, à mão. no meu caso, nesta categoria estão quase todas as frutas, verduras, legumes, castanhas, etc.

as coisas (3) eu simplesmente devo excluir da minha vida, não comprar, e pronto. uma coisa interessante aqui é perceber o que não se gosta. confesso com um pouco de constrangimento que eu não sou completamente consciente do que eu realmente gosto. depois de um escrutínio forte eliminei algumas coisas, mas percebo que ainda como/bebo coisas por influência do meio, como forma de socialização. um exemplo chocante? pão de queijo. eu não gosto de pão de queijo! não tenho aversão, mas não tenho muito prazer consumindo. mas cada vez que servem numa reunião, e todos adoram e comentam e tals, eu acabava pegando (só pra me decepcionar). pois parei.

o diabo está nas coisas (1) e (2). por exemplo — eu não sou fã de pão integral e cottage, mas eles são melhores pra minha saúde que um pão francês na chapa, a gloriosa categoria (2). então decidi consumir saudáveis durante a semana, e o pão francês com manteiga fica pro fim de semana.

fazer dieta e perder peso é fácil, gente. acreditem em mim, eu já fiz várias, e já perdi uns 100kg nestes 40 anos. é chato, irritante, frustrante e TRISTE, mas é fácil. difícil é manter o peso, aprender a se alimentar e viver de forma saudável, sustentável, e ser feliz. eu jamais seria feliz sendo vegetariana, macrobiótica, comendo salada e grelhado todos os dias ou nunca comendo açúcar branco. preparar e comer um bolo de aniversário, um brigadeiro, servir para os amigos, para o meu filho, é parte da minha bagagem cultural.

comer não é só obter vitaminas, combustível, para ter um corpo saudável. cheirar, mastigar, engolir, sentir o sal ou açúcar na língua, é uma experiência sensorial. comer é prazer também, e não precisa sempre, o tempo todo, ser para fins de nutrição. como o sexo também não serve somente para se reproduzir!

eu também como para sentir prazer e socializar, e ponto final. jamais tratarei minha alimentação como questão meramente de saúde. meu grande desafio neste momento é encontrar esse equilíbrio, fazer as pazes com meus hábitos alimentares, essa questão tão central da vida de cada ser humano. e, é claro, preciso também mudar alguns conceitos, eliminar vícios, repesar a importância da comida na minha vida, em detrimento de outras coisas prazerosas (como mexer meu corpo, por exemplo).

**

depois de tanto falar, pensar, ver filme e ler, coloquei pra mim mesma algumas metas ou diretrizes que acho essenciais para ter uma alimentação melhor e ser mais feliz:

– consumir o máximo de alimentos naturais (não industrializados)

– preferir a comida feita em casa, a partir de ingredientes básicos

– consumir orgânicos sempre que possível

– beber água, durante o dia todo. não suco, não refrigerante. ÁGUA

– comer frutas frescas e castanhas no decorrer do dia

– não ficar mais de 3h durante o dia sem comer. a fome atrapalha a concentração, irrita e leva a comer em excesso quando chega a refeição

– preferir grãos integrais, sempre que possível

– lembrar de escolher, em função do meu desejo. não me deixar levar pelo impulso ou pelo “efeito grupo”: “eu realmente QUERO comer isso?”

– e finalmente: não virar uma chata neurótica com a alimentação. continuar tendo prazer em comer, dividir refeições, exagerar de vez em quando, comer simplesmente porque é gostoso.

**

em 5 meses perdi 11.5kg. estou estacionada neste momento, e revendo novamente meus hábitos para chegar a um peso mais adequado ao meu tamanho. tenho absoluta certeza que vou chegar a um peso melhor, é só questão de paciência e persistência. meu maior esforço no momento é identificar mudanças de comportamento que possa carregar para a vida toda. pois esse movimento que estou fazendo é porque quero viver meus próximos 50 anos — oxalá 🙂 — com um corpo mais leve, mais ágil. carregar a mim mesma tem sido difícil, essa é a verdade. ainda tenho 15kg (ou 10kg, segundo a meta colocada pela minha nutricionista) pra deixar pra trás, e poder caminhar só com o peso realmente necessário.

comer também serve para acumular, como preparação para os tempos difíceis. pois eu decidi que os tempos difíceis se foram, e tenho muita fé no futuro. não preciso de bagagem extra.

agora falta o próximo passo, não menos importante e pra mim extremamente difícil: sair da inércia, me mexer, fazer o sangue circular. porque quando eu chegar aos 90, quero estar caminhando pelo meu sítio e cuidando da minha hortinha 🙂

**

eu hoje!

Bêj!

bolo gelado e brigadeiro chique

agosto 29, 2012 14 comments

sou super fã do le chef gatô, vocês sabem, o melhor brigadeiro que já provei. ano passado encomendei todos os brigadeiros da festa do otto com ele, e foi sucesso absoluto (até hoje as pessoas comentam “ahhh o brigadeiro…”).

esse ano resolvi que não encomendaria nada que pudesse preparar em casa para a festa, comprei somente os ingredientes, enfeites e pães. fiz um “tema culinário” saudosista — comidas e bebidas da nossa infância (nós = nascidos na década de 70). tivemos carne louca, bolo salgado de pão pullmann (um clássico das festas de pobre dos 70 e 80!), batata bolinha vinagrete pra comer de palitinho, pipoca, brigadeiro e bolo gelado de coco (sim, é aquele embrulhado no papel alumínio, super molhadinho).

como o bolo ficou bem bom e o brigadeiro ficou ótimo (apesar de não ser à altura do brigadeiro do ednei), vou compartilhar a receita com quem quiser arriscar, especialmente porque apesar de encontrar algumas receitas na internet, nenhuma ficou boa de cara, fiz adaptações e mudanças importantes. aqui vão então as minhas receitas.

brigadeiro chique

Feito em casa (mas com Callebaut e Président!)

1 lata de leite condensado moça (não use outro, não é igual)

75g de chocolate belga ao leite (usei callebaut, comprei online aqui)

75g de chocolate belga 70% (usei callebaut, comprei online aqui)

1 colher cheia de manteiga sem sal, em temperatura ambiente (usei président)

para cobrir usei granulado callebaut também, do ao leite e do meio amargo, para variar. precisa de pouco granulado, mas não sei dizer exatamente quanto, talvez um prato raso, 100g mais ou menos?

utensílios: você vai precisar de 1 panela de fundo grosso, 1 colher de pau, 1 pratão pra esfriar o brigadeiro, 1 pratão para o granulado e forminhas de papel.

nada é mais simples que fazer brigadeiro: em fogo baixo, adicione a manteiga, o leite condensado, o chocolate e mexa, mexa, mexa. sempre prestando atenção ao fundo da panela, porque a mistura vai ficar homogênea e começar a soltar do fundo. a massa pega “liga” e forma uma película no fundo — quando você mexe a massa e vê claramente o fundo da panela, é porque está bom, é coisa de 10min no máximo. não se preocupe se parecer um pouco mole, o brigadeiro precisa esfriar para enrolar. coloque num prato, coma todo o restinho da panela e da colher, por favor, e espere.

ao esfriar, chame alguém pra ajudar (fazer brigadeiro com os amigos é muito mais legal) unte as mãos com manteiga e use uma colher de chá para ir tirando pequenas porções para enrolar na palma das mãos. passe pelo granulado, coloque na forminha e pronto.

ficou simplesmente maravilhoso, sem modéstia nenhuma (até porque quem fez todas as receitas, sob supervisão minha e da minha mãe, foi o weno :))

 

bolo gelado

Bolo gelado

6 ovos em temperatura ambiente

3 xícaras de açúcar (usei 2 e 1/2)

4 xícaras de farinha

1 colher de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente

1 xícara de leite fervendo

1 colher de sopa de fermento em pó

para o caldo/cobertura: 1 lata de leite condensado, 1 garrafinha de leite de coco, 1 medida da lata de leite, coco ralado seco

utensílios: batedeira eu nunca dispenso, colher para medir e mexer, xícara para medir, forma quadrada/retangular grande, garfo para furar, vasilha para o caldo, concha para o caldo, faca e colher para cortar e separar, papel alumínio, outro papel bonitinho pra embalar, se quiser

unte a forma com manteiga e enfarinhe, reserve. misture os ingredientes da calda e reserve.

separe os ovos, bata as claras em neve bem firme e reserve (eu coloco 1 colher de açúcar da receita pra manter a clara reservada, dura melhor). bata as gemas e açúcar por mais ou menos 10min, ou até criar volume tipo uma gemada. adicione aos poucos o leite, a manteiga e a farinha, até incorporar tudo muito bem.

à mão, adicione o fermento e por último as claras, com cuidado, até incorporar tudo.

asse em forno médio-baixo por cerca de 30min ou até o bolo dourar levemente. atenção — o bolo não deve dourar demais, a casca precisa ficar fina tanto em cima quanto embaixo! faça o teste do palito pra ver se está pronto, e tire do forno logo que estiver bom.

tire o bolo do forno, fure com um garfo (usei um garfão de churrasco) o bolo todo (para a calda penetrar) e jogue a calda com a concha, aos poucos, vá observando o bolo absorver o líquido. coloque tudo, com paciência. ao acabar, corte o bolo em pedaços do tamanho que vai querer embrulhar (normalmente pedaços pequenos. esse bolo dá uns 40 pedaços!), com bastante cuidado pra não quebrar. lembre que o bolo está morno e molhado, corte com carinho. coloque o coco ralado por cima, e coloque na geladeira.

deixe gelar por 3h e então comece a embalar 1 a 1, com o papel alumínio (eu cortei tudo antes de embalar, pra facilitar) e depois com outro papel, se quiser. usei embalagens de bem casado, e fechei com adesivinhos em forma de bolinha.

sirva em caixa imitando bolo, ou na mesa mesmo. sucesso absoluto! 🙂

ao que interessa – crème brûlée!

agosto 7, 2009 7 comments

mas antes da receita, posso falar? esse povo engajado e in me cansa… é muita modinha, tendência, movimento, afe. cada vez mais gosto de simplicidade e mão na massa. menos blá-blá-blá e mais ação concreta, sabe? os gringos dizem kiss, mas eu gosto dos nossos dizeres populares – “vê se pega um tanque de roupa pra lavar ou uma roça pra carpinar”.

dito isso, vamos ao crème brûlée, uma receita simples e chique, como as coisas devem ser 🙂

utensílios

2 opções – uma travessa refratária grande ou 6 travessinhas pequenas (prefiro as 6 pequenas)

fue grande

panela média

maçarico de cozinha – essencial. não sei como fazer sem ele…

ingredientes (6 porções)

5 gemas

500ml de creme de leite fresco

100g de açúcar

açúcar para polvilhar e queimar depois (1 colher rasa por potinho)

1 fava de baunilha (se não tiver, coloque 1 colher de chá de essência)

modo de fazer

coloque os potinhos na geladeira enquanto prepara.

bata as gemas e o açúcar até esbranquiçar.

aqueça o creme de leite com a fava de baunilha (eu corto a fava “de comprido”, pra soltar as sementinhas) até o ponto de ferver mas não deixe ferver.

fora do fogo, junte o creme de leite aquecido com a mistura de ovos/açúcar sempre mexendo, até que incorpore completamente. quando estiver misturado, leve ao fogo baixíssimo e mexa com o fue sem parar, até que tome consistência de um mingau mole (não deve engrossar demais).

despeje a mistura nos potinhos gelados e deixe esfriar na geladeira (eu coloco direto – não ligo pra história de não colocar coisas quentes na geladeira…) até ficar firme. agora vem a parte divertida 😉

com o creme já firme, jogue açúcar por cima dele (espalhando, deve ficar uma camada fina) e use o maçarico para queimar o açúcar, criando uma camada de caramelo dura. é mais difícil espalhar o açúcar uniformemente do que queimá-lo, por incrível que pareça!

feita a casquinha de caramelo, volte à geladeira e depois coma ajoelhado.

observação: há receitas em que o creme vai ao forno em banho-maria, ao invés de levar direto ao fogo. vou até testar e ver se faz diferença, mas podendo evitar o trabalho que assar em banho-maria dá, eu prefiro.

os molhos

agosto 4, 2009 1 comment

as duas receitas são extremamente simples, eu fiz para comer com a polenta, mas você pode comer com macarrão ou com o que bem quiser 🙂

(as 2 são para um montão de molho)

utensílios

panela grande para o molho de azeitona

panela de pressão grande para o ossobuco

colheres de pau para mexer

faca e tábua para picar

ingredientes – azeitona com tomate

1 dúzia de tomates maduros picados

15 azeitonas pretas grandes picadas e sem caroço

1 cebola grande picada

2 dentes de alho picados

tomilho e alecrim (tiquinho)

sal e pimenta a gosto

4 colheres de sopa de azeite

modo de fazer

refogue no azeite a cebola e o alho, até ficar transparente. adicione a azeitona e mexa bem. por fim, adicione os tomates. tempere com as ervas, sal e a pimenta, coloque fogo baixo e deixe apurar por cerca de 30min. veifique o tempero de vez em quando e desligue quando o tomate estiver bem derretido.

ingredientes – ossobuco

1/2 cebola picada

2 tomates maduros picados

3 colheres de sopa de alho poró

2 caixas grandes de purê de tomate

2kg de ossobuco cortado

1 taça de vinho tinto (opcional)

água suficiente para cobrir o ossobuco

pimenta calabreza em flocos (eu coloquei 1 colher de sopa)

2 colheres de sopa de azeite

pimenta e sal a gosto

alecrim, se gostar (eu gosto :))

modo de fazer

na panela de pressão, refogue no azeite a cebola até amolecer, junte o alho poró e por fim os tomates e os temperos todos. coloque o ossobuco, a água até cobrir e tampe a panela, cozinhando em fogo alto.

após pegar pressão (a panela começa a chiar), cozinhe por no mínimo 45min e verifique (cuidado pra abrir a panela, pelo amor de deus) – a carne deve se soltar do osso completamente e o tutano deve derreter. se não estiver assim, ajuste a água (deve ficar bastante caldo) e coloque de volta para o fogo por mais 15 min.

quando estiver tudo bem derretido e em pedaços, jogue fora os ossos, volte ao fogo médio e adicione o purê de tomate e o vinho. ajuste o tempero e deixe apurando por mais 20min.

vale para as duas receitas: coloque uma pitada de açúcar se o molho estiver muito ácido.

Categories: comida Tags: ,

a polenta

agosto 4, 2009 1 comment

eu adoro polenta. pra mim é comida de escola municipal, pra comer no prato fundo de plástico azul escuro, e de colher. comida de frio, pra deixar a barriga quentinha.

ingredientes

1 litro de água

1/5 quilo de fubá ou polenta pré-pronta

2 tabletes de caldo de carne (opcional. se não quiser usar, coloque 2 colheres de óleo ou azeite)

1 folha de louro

1 colher de sopa de cebola picadinha

sal e pimenta a gosto

utensílios

1 panela grande e funda com tampa

colher de pau

como fazer

coloque na água todos os temperos – óleo ou caldos de carne, sal, folha de louro, pimenta e cebola – e deixe ferver. adicione o fubá aos poucos, derramando e mexendo ao mesmo tempo para evitar empelotar. mexa bem, até começar a engrossar e borbulhar.

nesse ponto, todo cuidado é pouco porque a polenta espirra e queima de verdade (eu me queimei feio dessa vez com 1 único pingo, fez bolha e tudo).

tampe e deixe cozinhando em fogo baixo por 25 a 30 minutos se quiser mais cremosa. se quiser polenta “de cortar”, pode deixar 40 minutos.

para servir a polenta cremosa, basta um prato fundo, molho e muito queijo. a polenta de cortar precisa colocar na forma e esperar esfriar um pouco.

Categories: comida Tags: ,

sopa de feijão branco

julho 17, 2009 2 comments

eu vi essa receita numa revista de ioga, mas era um afrescalhamento sem tamanho. 10 parágrafos pra descrever uma sopa ultra-simples, então eu simplifiquei e vou deixar aqui pra vocês (eu amei!).

essa, lindona, é pra você 😉

utensílios

panela de pressão, onipresente e necessária

faca e tábua (para picar)

panela pra juntar tudo, se quiser usar outra que não a de pressão

xícara para medir

garfo para amassar

ingredientes

250g de feijão branco

2 punhados de acelga lavada e picada

2 dentes de alho com casca

1 folha de louro

1/2 xícara de cebola picada

2 colheres de sopa de azeite

1 colher de sopa de cheiro verde picadinho

sal e pimenta a gosto

(opcional) 2 ovos, mas se quiser mais, coloque o quando couber 😉

modo de fazer

escolha o feijão, limpe e coloque pra cozinhar com o dente de alho inteiro e o louro (a água deve ser o dobro do volume do feijão). quando a panela chiar, conte 10min e verifique (o feijão deve estar macio porém firme). se precisar cozinhar mais, deixe no máximo 5 minutos.

separe 1 xícara do feijão e os alhos, jogue a folha de louro fora. tire a casca dos dentes de alho, misture ao feijão e amasse, formando um purê e reserve.

refogue a cebola no azeite, sem deixar dourar. junte o feijão e o purê, misture delicadamente, e tempere com sal e pimenta. junte a acelga e deixe a sopa ferver até a acelga amolecer um pouquinho.

se quiser servir sem ovos, tire do fogo, salpique o cheiro verde e coloque um fio de azeite.

se quiser servir com ovos, quebre 1 ovo por vez cuidadosamente na sopa fervendo e não mexa! o ovo vai cozinhar e os pedacinhos de clara vão se espalhar aqui e ali, mas a gema fica intacta.

recomendo servir com pão da sua preferência; a revista natureba mandava servir com pão integral.

Categories: comida Tags: ,

ceviche

julho 14, 2009 Leave a comment

essa é pra ela 🙂

utensílios

faca boa para picar o peixe

tábua? 🙂

vasilha para servir

ingredientes

1/2kg de peixe branco de mar já limpo (linguado, robalo)

1 cebola roxa pequena

6-8 limões

1 pimenta dedo de moça

sal a gosto

pimenta do reino a gosto

um punhado de coentro, se gostar

como fazer

fatie o peixe em tiras finas e coloque na vasilha.

corte a cebola roxa em fatias finas (formato de meia lua), ou pique bem pequeninina e junte ao peixe. eu prefiro meias luas 🙂

pique a pimenta em tirinhas ou pedacinhos bem pequenos (se quiser mais picante, deixe a semente; se quiser só um leve picante, tire as sementes).

esprema os limões e junte ao peixe e à cebola. mexa bem, deixe o limão se misturar completamente e cobrir os pedaços de peixe. a quantidade de limões varia pois depende do tamanho e quantidade de sumo do limão – deve ser o suficiente para molhar completamente todo o peixe e ficar como um caldo. o suco de limão não é só um tempero neste prato, tem que ficar sobrando mesmo!

coloque sal e pimenta do reino a gosto e junte o coentro picadinho antes de servir.

há controvérsias sobre o tempo que o peixe deve marinar no limão antes de servir – as receitas mais tradicionais que encontrei dizem para esperar 30min, assim o peixe “cozinha” no limão; as receitas mais modernas dizem para esperar não mais de 15min.

minha sugestão é simples: experimente e escolha sua forma de servir. quanto mais o peixe marinar, mais macio ele fica; em compensação, perde um pouco do sabor fresco e da textura resistente à mordida.

recomendo servir do modo tradicional: com fatias de batata doce roxa cozida. mas fica bom com pão, torrada ou puro.

Categories: comida Tags: ,

com açúcar, com afeto

julho 13, 2009 1 comment

para o meu amor, que gosta de bolo melecadinho 🙂

utensílios

forma de bolo média

margarina e farinha para untar e enfarinhar a forma

batedeira OU batedor manual

vasilha para misturar a para a massa

vasilha para bater a clara em neve

panela pequena para a cobertura

colher de pau

colher de sopa e xícara, para medir

bolo de chocolate

(a massa)

2 xícaras de açúcar

200g de margarina ou manteiga

3 ovos separados

2 xícaras de farinha

2 xícaras de leite

2 colheres de sopa de cacau em pó

1 colher de sopa de fermento em pó

bata o açúcar, margarina e as gemas, com vontade. misture bem e muito, e só então junte a farinha e o chocolate peneirados, alternando com o leite. quando estiver tudo muito bem misturadinho, junte as claras batidas em neve e o fermento – mexa delicadamente, não bata.

asse em forma untada e enfarinhada por 30min em fogo médio-alto.

(a cobertura – sugiro fazer depois do bolo já pronto)

1 lata de leite condensado

3 colheres de sopa de cacau em pó

1 colher de sopa de margarina ou manteiga

derreta a manteiga, junte o leite condensado e o cacau em pó e mexa com paciência, em fogo médio/baixo até a mistura começar a engrossar.

fure o bolo com um palito ou garfo grande, para a cobertura misturar com a massa. jogue a cobertura com calma por cima do bolo, vá deixando os furinhos absorverem a calda.

espere esfriar para cortar (ou faça como eu que ama bolo quente e corte com colher, como pudim :))

Categories: comida Tags: ,