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7 curiosidades sobre mim

novembro 22, 2013 Leave a comment

brincadeira do facebook que achei legal registrar aqui!

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1. Comer banana crua me dá coceira nos dentes
2. Acho meu pé esquerdo lindo e meu pé direito horroroso
3. Minha pele fica vermelha (rosa) imediatamente por qualquer coisa — encostar, frio, calor, vergonha (mas passa logo)
4. Durmo muito rapidamente e sob demanda (se preciso dormir em qualquer horário, durmo)
5. Tenho um mau humor insuportável quando estou com fome
6. Esqueço segredos que me contaram. E filmes (como de nunca tivesse visto, até chegarem os momentos finais, aí lembro tudo)
7. Imito muito bem sotaques, inclusive de idiomas que não domino

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quando sua mãe diz que é gorda

outubro 23, 2013 Leave a comment

texto lindíssimo, traduzido neste blog: uma carta de uma mulher à sua mãe, contando como se sentia quando a mãe se auto-depreciava, e como sempre a viu como uma mulher linda.

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cada vez que uma mulher que influencia outras (direta ou indiretamente; de propósito ou não) se deprecia, ela atrapalha a auto estima das que se inspiram nela ou a amam.

cada vez que uma mulher comemora que “pode” usar a roupa X ou Y ou fazer Z porque está magra, machuca e atrapalha as demais ao seu redor, que procuram por referências e inspiração.

o que fazer? parar de julgar nossa aparência e nosso corpo, para o bem é para o mal. tratar nossos corpos como instrumentos que são, recipientes, nossa casa. com respeito e amor. assim, ensinamos aos nossos filhos, amigos e família que é OK ter qualquer tipo de corpo. parar de valorizar tanto emagrecimento ou body building. simplesmente parar de valorizar o que não devia ter tanto valor.

narciso vai gritar. deixa ele morrer de fome e sede, já vai tarde.

apanhado

outubro 23, 2013 Leave a comment

de lá do meu facebook!

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o alex castro, vocês conhecem? conheçam. ele é foda.

“o mal é a falta de empatia. o mal são os olhos cegos e os ouvidos moucos. o mal é a desatenção e o autocentramento. o mal é aquilo que sinceramente não me ocorre, que realmente não enxerguei, que juro que não ouvi, que não sei como fui esquecer.”

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uma linda carta de stephen fry para si mesmo aos 16 anos. uma carta sobre amor.

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esta tribo brasileira não tem números (contagem) em sua linguagem. e nem recursividade. não é incrível?

pra quem não sabe o que é recursividade na linguagem, um exemplo bonitinho:

João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinha entrado na história.

(quadrilha, carlos drummond de andrade)

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manara. que descobri que conhece um amigo meu, italiano. não é chocante que ele esteja a apenas UM grau de separação? o mundo é louco.

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sobre o grande assunto de testes em animais, esse artigo é bastante interessante, pois explora um pouco os detalhes sórdidos das empresas que em tese não testam em animais. dizer que não testa o produto em animais não é suficiente, pois é preciso garantir que toda a cadeia de valor envolvida também não testa (impossível), e que os ingredientes não são testados (impossível, 2).

as leis é que precisam mudar, mas antes delas, algumas escolhas precisam ser feitas por nós como espécie. será que estamos dispostos a investir mais em técnicas alternativas, ou abrir mão de alguns testes? (por lei, em alguns países, isso hoje nem é possível).

assunto complicado, mas que vale nossa reflexão. se continuarmos pressionando a indústria (cosmética e farmacêutica), talvez isso ande mais rapidamente. continuemos!

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pegar friagem dá resfriado? não, claro que não 🙂

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essa campanha mostra o que aparece como sugestão de busca no google quando você procura por “mulheres devem” e “mulheres não deviam”. triste, e assustador.

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e no centenário de nascimento de vinícius de moraes, um poema em homenagem à minha vênus em touro:

Não comerei da alface a verde pétala 
Nem da cenoura as hóstias desbotadas 
Deixarei as pastagens às manadas 
E a quem mais aprouver fazer dieta. 

Cajus hei de chupar, mangas-espadas 
Talvez pouco elegantes para um poeta 
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta 
Que acredita no cromo das saladas. 

Não nasci ruminante como os bois 
Nem como os coelhos, roedor; nasci 
Omnívoro; dêem-me feijão com arroz 

E um bife, e um queijo forte, e parati 
E eu morrerei, feliz, do coração 
De ter vivido sem comer em vão.

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só quero saber do que pode dar certo

julho 19, 2012 12 comments
(texto meu, mas adaptado do #FB)
 
há muitos anos decidi parar de assistir aos programas de TV aberta, e os meus motivadores foram simples: não gosto de ver/ouvir sobre desgraças, mortes, acidentes, crueldades; não gosto de programa de fofoca; não gosto de novela; não gosto de mensagens religiosas; não gosto de ver programas sobre política; não tenho paciência pra autoajuda barata e mensagens de “gotas de pinho” (nasci nos ’70, me entreguei!).
 
por muitos anos achei que a TV embotava a mente das pessoas, era vilã. as pessoas se alienam, tornam-se pessimistas e limitadas de tanto ver esse lixo, TV má! mas descobri, e confirmo dia a dia, que a realidade é bem outra. a programação da TV é simplesmente reflexo das pessoas na frente dela. todo o lixo que está ali, sendo apresentado todo dia, é nada menos que exatamente o que as pessoas procuram, e querem. (afinal, sempre houve a opção de DESLIGÁ-LA)
 
a minha TL no Facebook — que já é seleta, creiam — comprova essa teoria. é assustadora a quantidade de mensagens religiosas, políticas, fotos extremamente desagradáveis de ver (de gente e de bichos) e as constantes reclamações de todas as naturezas.
 
me espanta como as pessoas não percebem que estão sendo desagradáveis. ninguém gosta de ouvir reclamações, ser inundado por mensagens religiosas, de autoajuda e política, ver imagens asquerosas de animais e/ou humanos mutilados. tenham noção!
 
ofereço aqui algumas sugestões sobre comportamento no FB para os que me lêem. é grátis, adotem ou ignorem como preferirem.
não gosta do seu país, cidade, estado, bairro? MUDE-SE. se falta a você coragem ou competência de sair de um local que o incomoda, não encha o saco dos outros com isso. habitar um lugar que seja do seu agrado é responsabilidade só sua.
não gosta do seu emprego, do seu chefe, do seu “significant other”? MEXA-SE. ninguém é grudado com ninguém, pare de reclamar dos outros e faça algo por você.
quer defender a causa dos animais? tira a bunda da cadeira e faça alguma coisa na SUA VIDA, mas PARE de mandar mensagens para que os outros façam alguma coisa. pare de colocar fotos horrorosas de animais estropiados, simplesmente MUDE SEUS HÁBITOS. ninguém quer ser convencido por você a mudar, e mostrar fotos horrendas não faz ninguém mudar de ideia, só faz ficarem irritados com sua falta de noção
acha que as pessoas não devem beber e dirigir? NÃO BEBA OU NÃO DIRIJA, cuide da sua vida, não fique dando lição de moral nos outros. todo mundo sabe que não é legal beber e dirigir, tem milhões de mensagens por aí sobre isso. sua foto de um acidente nojento com cabeças decepadas não vai mudar ninguém.
acredita em deus, entidades, espíritos, florais de bach? QUE BOM PRA VOCÊ. uma mensagem ou outra a respeito tudo bem, mas a menos que você esteja querendo vender livros, palestras ou ganhar inimizades, não exagere. é chato ver mil mensagens sobre a mesma coisa.
é politizado, engajado com causas? MUITO BOM. quanto mais você fizer isso fora do teclado, melhor para o mundo. gaste menos tempo escrevendo repetidamente no FB sobre isso, e vá mudar algumas vidas de fato.
 
ou faça diferente: olhe bem o que você publica e pergunte-se — “se eu estivesse numa rodinha de amigos, numa festa, eu falaria essas coisas todas?”. sério — você descreveria em detalhes, e mostraria fotos no seu celular de animais destroçados? faria propaganda do seu candidato? ficaria pregando sobre como deus é bom, reencarnação, sei-cho-no-iê, etc.? gritaria CHUPAAAAAAAAAAA BAMBI! na orelha da sua prima? pense bem. por que as pessoas se permitem certos comportamentos desagradáveis nas redes sociais?
 
mas como não posso impedir ninguém de ser desagradável ou inconveniente, vou adotar para o Facebook a mesma regra que adoto para a TV: desligar certos canais.
 
nada pessoal. é que realmente não tenho tempo a perder.