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Posts Tagged ‘filosofias’

porque é carnaval: máscaras

fevereiro 16, 2007 Leave a comment

eu também amei o leiaute novo! e o mérito é todo do weno, pois tudo foi idéia dele, inclusive eu de medusa-ferret! achei super-legal na hora que ele me mostrou e agora, olhando bem e refletindo um pouco, acho divertido e principalmente interessante. por que ser representada exatamente uma medusa, esse ser mítico tão apavorante, hein? 🙂

fui pesquisar sobre o mito da medusa — sabia pouco ou quase nada sobre o assunto — e encontrei um texto interessante pra compartilhar com vocês, transcrito na seqüência. perdoem se houver algum erro no texto, eu copiei de um site e procurei corrigir o que deu (a pessoa teve o dom de copiar com erros de gramática e ortografia. como pode não saber copiar?!)

aliás, fiquei tão empolgada com a leitura do trecho que procurei o livro. descobri que está esgotado… se alguém achar em sebo por favor me avise, eu pago o livro e o sedex.

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trecho de a morte nos olhos, jean-pierre vernant. os negritos são meus 🙂

ver a górgona e olhá-la nos olhos e, com o cruzamento dos olhares, deixar de ser o que se é, de ser vivo para se tornar, como ela, poder de morte. encarar gorgó e perder a visão em seu olho, transformar-se em pedra, cega e opaca. no face a face da frontalidade, o homem firma-se em posição de simetria em relação ao deus; mantém-se sempre em seu eixo; esta reciprocidade implica ao mesmo tempo dualidade – o homem e o deus que se encaram – e inseparabilidade, ou até identificação: a fascinação significa que o homem já não pode desviar seu olhar ou o rosto do poder, que seu olho perde-se no do poder que também o olha, que ele é projetado o mondo que este poder preside. na face de gogó, opera-se como que um efeito de desdobramento. pelo jogo da fascinação, o voyeur é arrancado a si mesmo, destituído de seu próprio olhar, investido e como que invadido pelo da figura que o encara e, pelo terror que seus traços e seu olho mobilizam, apodera-se dele e o possui.

a possessão: usar uma mascara e deixar de ser o que se é e encarnar, durante a mascarada, o poder do além que se apossou de nós e do qual imitamos ao mesmo tempo a face, o gesto e a voz. o desdobramento do rosto em máscara, a superposição da segunda ao primeiro, que o torna irreconhecível, pressupõem uma alienação em relação a si mesmo, um controle por parte do deus que nos passa o freio e as rédeas, que nos cavalga e arrasta em seu galope; estabelece-se portanto, entre o homem e o deus, uma contiguidade, uma troca de estatuto que pode chegar à confusão, à identificação, mas ainda nessa proximidade instaura-se o apartar-se de si mesmo.

a projeção numa alteridade radical, inscrevendo-se na intimidade e no contato a maior das distâncias e o estranhamento mais completo. a face de gorgó é uma máscara; mas em vez de ser usada para que seu portador imite o deus, esta figura produz o efeito de máscara simplesmente olhando-nos nos olhos. como se esta máscara só tivesse deixado nosso rosto, só se tivesse separado de nós para se fixar à nossa frente, como nossa sombra ou nosso reflexo, sem que nos possamos livrar dela. é nosso olhar que se encontra preso à máscara.

a face de gorgó é o outro, nosso duplo, o estranho, o estrangeiro em reciprocidade com nosso rosto como uma imagem no espelho (esse espelho em que os gregos só podiam ver-se de frente e sob a forma de uma simples cabeça), mas uma imagem que seria ao mesmo tempo menos e mais que nós mesmos, simples reflexo e realidade do além, uma imagem que se apoderaria de nós, pois em vez de nos devolver apenas a aparência de nosso próprio rosto, de refratar nosso olhar, representaria, em sua careta, o horror terrificante de uma alteridade radical, com a qual por nossa vez nos identificaremos transformando-nos em pedra. olhar nos olhos de gorgó e ver-se face a face com o além em sua dimensão de terror, cruzar o olhar com o olho que por não deixar de nos fixar torna-se a própria negação do olhar, receber uma luz cujo brilho, capaz de cegar, é o da noite.

quando encaramos gorgó, é ela que faz de nós o espelho no qual, transformando-nos em pedra, contempla sua face terrível e se reconhece no duplo, no fantasma que nos tornamos ao enfrentar o seu olho. ou ainda, para exprimir em outros termos esta reciprocidade, esta simetria tão estranhamente desigual entre o homem e o deus, o que a máscara de gorgó nos permite ver, quando exerce sobre nós o seu fascínio, somos nós mesmos no além, esta cabeça vestida de noite, esta face mascarada de invisível que, no olho de gorgó, revela-se a verdade de nosso próprio rosto. esta careta é também a que aflora em nosso rosto para nele impor sua máscara quando, a alma em delírio, dançamos ao som da flauta a bacanal de hades.

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antes que eu me esqueça: weno, eu te amo por me desenhar mais magra mesmo sem eu pedir! 🙂 e, pensando bem, se a mulherada nas revistas pode ser retocada em photoshop, por que eu não posso ter meu momento desenhoshop? 😀

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uma palavrinha sobre o cocô

fevereiro 15, 2007 8 comments

eu já falei disso, as revistas já falaram disso e mais mil gentes já falaram disso, eu sei. mas o assunto é interessante e principalmente importante, senão a nossa amiga corna conformada não ia colocar sua carinha esticada no comercial de iogurte que faz cagar, certo? vamos contribuir para essa questão tão essencial do cocô ou da falta dele.

mas antes de começar, uma historinha fofa (senão não sou eu, né?): imaginem uma menina pequenininha, aprendendo a fazer cocô na privada sozinha e dar descarga, aquela coisa que depois tem gente que esquece que aprendeu. fazer cocô era tranqüilo, o problema era dar a descarga: a menina não queria dizer adeus ao cocô! aquela obra de arte, produto das engrenagens do seu corpinho, era dela e ela não queria deixar ir embora, não, não. pois que sua mãe, a irmã mais velha e o pai tiveram que inventar e praticar por mais tempo do que desejavam o ritual do cocô, que era praticamente uma cerimônia funerária, um rito de passagem. na presença do cocô, ali na privada esperando, todos falavam de como ele (o cocô) era importante e querido de todos e que quando ele partisse todos sentiriam muito a sua falta. diziam que, de coração, desejavam que sua jornada (a dele) para o além-dos-cocôs fosse tranqüila e que ele encontrasse a merecida paz. a menina, comovida, deixava escapar sempre uma ou outra lágrima e, após completado o ritual, apertava a descarga enquanto todos acenavam (com as mãos, sim, não era simbólico) e diziam TCHAU, COCÔ!

essa é uma história real, saibam vocês, e infelizmente não é minha.

mas agora vou à minha história, muito menos legal porém instrutiva. já tive intestino preso, faz uma dezena de anos. mas não me lembro de ficar muito incomodada com isso, pra ser sincera, era mais uma característica que um problema, entendem? muito bem: por motivos outros que não esse, resolvi, lá pros meus 25 anos, procurar o edu, irmão do norbies, que é médico e homeopata (além de ser gatinho e um amor de criatura) para uma consulta.

como bom médico, ele perguntou tudo sobre mim, tudo mesmo, inclusive a respeito do funcionamento do intestino. expliquei que era preso e tal, e ele pergunta “mas… quando você te vontade de fazer cocô, você vai lá e FAZ?” parece uma pergunta boba, não? pois não era, pelo menos não no meu caso.

faço um aparte aqui, antes de seguir, pra explicar que diferente de algumas mulheres que conheço, não acho feio ou pouco feminino admitir que mulheres sentem fome, peidam, fazem cocô, xixi ou arrotam. é sério: tem mulher que acha que se peidar ou demonstrar apetite os homens não vão gostar mais dela, é como se ela fosse menos mulher. é óbvio que não acho bonito peidar em qualquer lugar (seja mulher ou homem, aliás), por exemplo, mas não precisa ficar neurótica e entrar no modo negação-das-funções-corporais, né?

aliás, mais um parêntese: que coisa mais broxante é mulher que não come! seja porque está de dieta, seja porque de fato não tem apetite, são umas chatas sem graça. na mesma medida, nada é mais tesudo que uma mulher comendo com gosto (ah, nigella, nigella…)

mas voltando àquela época: se eu estivesse ocupada, fazendo alguma coisa que me interessasse e viesse a vontade de fazer cocô, o que eu fazia? respeitava o impulso fisiológico e ia lá dizer tchau pro cocô? nãaaaao! eu ficava exatamente onde eu estava, tipo “olha aqui, seu cocô, quem manda aqui sou EU, certo?” seu cocô, paciente e sem opção, por ali ia ficando, até que eu ficasse desesperada pra me livrar dele. em outras palavras, o momento da vingança do meu corpo. nada agradável.

percebi, depois desse papo com o edu, que eu vivia contrariando minhas funções fisiológicas, todas elas: sono, fome, sede, xixi, cocô. digam OI para a louca do controle, é isso aí. como se fosse possível controlar o nosso corpo além dos limites necessários. aliás, mesmo que seja, por quê? qual é o propósito? isso pra não dizer de tudo o mais que eu sempre tentei controlar, mas é assunto pra outro post.

ele me disse, com a simplicidade que lhe é típica, “quando tiver vontade de fazer cocô, xixi, pare tudo o que estiver fazendo e vá. o problema vai se resolver, você vai ver”. sou controladora, é verdade, mas também sou flexível: se é pra mudar e é pra melhor, é comigo mesma, eu levo a sério. comecei a fazer como ele havia dito, de forma bem simples, e adivinhem? nunca mais tive o intestino preso desde então. tudo funciona perfeitamente bem e (só pra me provocar) de forma totalmente imprevisível 😉

aí que eu vejo a propaganda do iogurte que faz cagar pras mulheres e o iogurte que faz cagar na hora certa pros homens (já viram isso? o iogurte que te faz cagar de manhã, ou coisa parecida? um horror!) e grito pra TV: por que vocês não escutam quando o cocô quer dizer tchau?!

ouçam quem já errou e aprendeu: deixem o cocô ir, gente. e caguem pros iogurtes-milagrosos 😀

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a semana mais longa

fevereiro 14, 2007 Leave a comment

city hunters, animação com as mulheres do manara?! no FX, aquele canal idiota, como assim? aposto que vai ser uma merda.

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respondendo às perguntas do post anterior sobre o aniversário de casamento:

– o meu santo casamenteiro é ela, a santa falta de noção, batman 🙂 ao invés de pensar 2 vezes eu vou lá e CASO, entende? depois eu vejo se dá pé

– uma pessoa é bem mais do que aquilo que ela faz, demonstra ou diz. porque nós somos mais do que ação e verbo, boa parte (a parte melhor, eu diria) é sentimento e emoção e é isso que eu amo nele. e a verdade é que eu amo o que ele diz, faz e demonstra também 🙂

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obrigada pelos comentários fofos. fico feliz em saber não só que me desejam o bem, mas que a maioria das pessoas que pára por aqui gosta de ler coisas boas. sei que é legal ler um pouco de piada e sarcasmo, mas acho fofura melhor 😀

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aliás, como é insuportável conviver com gente negativa, não? todo mundo deve conhecer alguém que se você diz “que dia lindo!” responde “ah, mas vai chover…” ou que quando você pergunta como ela está a infeliz responde contando todos os problemas. cada vez mais acredito que felicidade é escolha, sabe? a gente pode escolher ver o céu azul de agora ou lamentar que mais tarde vai chover. sou a criatura do que vejo.

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me vejo no que vejo

como entrar por meus olhos

em um olho mais límpido

me olho o que eu olho

é minha criação

isso que vejo

perceber é conceber

águas de pensamento

sou a criatura do que vejo

(blanco, octavio paz – tradução de haroldo de campos)

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deprimi forte hoje. almocei com clientes, todos homens. dos quatro, três são completos imbecis. assim, sem salvação: idiotas de pai e mãe, portas fechadas sem maçaneta. fãs ardorosos do romário, piquet e afins não exatamente pelos talentos atléticos mas porque “têm atitude”.

o pior é perceber que eles são “a massa”. minoria sou eu, que acho as mesmas figuras desprezíveis porque são espertões, mal-educados, escrotos. atitude virou sinônimo de ser escroto, putz. pra me consolar, lembrei que há poucos meses saiu na super-interessante a matéria dos meus sonhos: o retorno da natureza após o desaparecimento súbito da humanidade. let’s keep wishing.

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meus peitos pesam mais que bolas de boliche, daquelas grandes.

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comprei uma sandália chiquérrima, de salto, com dedinhos de fora, cor de tutti-frutti. felicidade instantânea por 36 reais no cartão de crédito. só assim pra sobreviver aos fãs do romário…

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e essa propaganda RIDÍCULA de iogurte que te faz cagar ou devolve seu dinheiro, meu deus do céu?! se eu fosse do tipo que tem intestino preso teria muita vergonha de comprar esse troço do supermercado. o horror! e eu preciso escrever o tal post do cocô mas sempre esqueço, acaba ficando pra depois. prometo que ele vem! enquanto isso eu passo mal com a propaganda da corna conformada retentiva anal.

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e como se o iogurte do cocô não bastasse, tem as propagandas de sabonete líquido de buceta com nossa amiga regina. taí outra coisa que eu não entendo: por que usar esse negócio, explica? pra bichinha ficar com o maravilhoso cheiro de buceta-com-rosas? buceta-com-lavanda? fora que deve deixar gosto de sabão, ai pobre do bofe que gosta de buceta! (o que não gosta vai achar até melhor descaracterizar a pobrezinha)

ok, agora a sério: entendo as neuroses alheias, acredito que tenha mulher que realmente ache que um sapólio íntimo ajuda de alguma forma na sua higiene (o que é uma bobagem, aqui entre nós. água purinha e mãos cuidadosas já resolviam a questã). acredito também que tenha mulher que não goste do seu próprio cheiro, mas… acho as duas coisas muito tristes.

todo aquele esforço na década de 60 pra libertação feminina, queima de sutiã e o cacete, ganhamos o direito de trabalhar (merda) e ficar estressadas, que ótimo. aí em pleno ano de 2007, como se a gente não tivesse preocupação suficiente nessa vida, nos arrumam uma nova: nossa buceta agora é nojentamente suja e malcheirosa e precisa de um sapólio especial que custa muitos reais. inferno!

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é a época do capeta

fevereiro 12, 2007 Leave a comment

a história da cobra eu gostei, uma coisa assim herói jeca tatu. mas fiquei com pena da cobra, confesso, apesar de saber que é ela ou o menino e tal. tenho simpatia pelos répteis.

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mas a outra história do menino eu nem quero comentar, meu deus, nem em filme de monstro tem coisa tão horrível. por essas e outras eu às vezes passeio pela cidade e fico me perguntando quanto tempo demoraria pra natureza tomar conta do mundo, caso os humanos fossem subitamente extintos. wishful thinking, sabe?

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outro dia passei o dia trabalhando num cliente mas, diferente do que acontece normalmente, tinha trabalho pra fazer sozinha, ocupando uma das baias. vi pessoas andando pra lá e pra cá, falando o tempo todo sobre assuntos que nada tinham a ver com trabalho mas que também não tinham importância nenhuma: fofocas, futilidades, inutilidades, conversas vazias. me deu uma tristeza inexplicável, uma vontade de dizer praquelas pessoas cuidarem das suas vidas, procurarem coisas legais pra fazer (dentro ou fora dali), viverem de verdade. me senti como num filme de ficção, cercada de humanos que passaram por lavagem cerebral ou coisa assim, alheios à vida e ao que realmente importa.

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e nem sou da linha de que trabalhar é um mal ou coisa parecida, hein? eu gosto de trabalhar, de verdade. melhor: eu gosto de trabalhar com o que eu trabalho, da forma como trabalho. e acredito com convicção que é essencial gostar do que se faz, ter aquela sensação gostosa de realização. há muitas atividades que trazem esse sentimento de realização, mas a nenhuma delas dedicamos pelo menos 1/3 do nosso tempo todo dia, certo? se você for infeliz no seu trabalho, 1/3 do seu tempo é de infelicidade ou apatia! deus me livre.

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houve épocas de pensar na vida e ter que encontrar mecanismos sofisticadíssimos pra me convencer de que eu era feliz. nessas horas a imaginação é útil e nunca me deixou na mão (o que acabou me impedindo de dar jeito nos problemas, mas isso é outra história). hoje em dia, quando incomodada com a minha vida, paro pra pensar friamente e sou obrigada a admitir que não tenho quase nada do que reclamar. mas se papai noel existisse, eu pediria pra me livrar da preguiça crônica, essa doença maldita.

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e o carnaval? que coisa odiosa! a globo é ainda mais asquerosa nessa época, com nego berrando sambas ridículos e nega esfregando a bunda na tela. mas tudo bem, a TV a gente desliga, mas e as escolas de samba vizinhas no bairro? morar no alto tem desses problemas: a escola de samba lá do outro lado do bairro ensaia e a gente escuta aqui. escuta inclusive o fulano berrando no megafone que “é uma camiseta por pessoa, galera, vê lá”. e o repique dos tambores que, de tanto se repetir e acelerar a marcha, ficou mais chato que o caminhão de gás.

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sim, eu já brinquei carnaval: no recife e em olinda várias vezes, no rio e em sampa só de passagem e na praia (dezenas de vezes). até que fugi a primeira vez dele lá na década de 90, fui pra nova iorque curtir neve e nunca mais suportei o ziriguidum. acabei apreciando a delícia de ter 4 dias de sossego absoluto, seja na piscina, no campo, na neve ou aqui em sampa mesmo.

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mas, em resumo, não há cristo que me faça mais me misturar com o povão, aguentar bêbados grudentos e ouvir o dia todo pagode, samba-enredo ou axé (esconjuro!)

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eu juro que não morri!

fevereiro 8, 2007 5 comments

tá complicado, ando num esquema que me deixa pouco tempo pra pensar na frente da telinha em branco (que é aliás um ótimo exercício de relaxamento mental). e daí, quando sobra um tempinho, eu fico jogando spider-paciência e esqueço da vida. sou uma viciada, droga.

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eu ando gostando tanto tanto tanto das coisinhas novas inventadas pela microsoft que fico com vergonha, constrangida. talvez vocês não entendam mas, pra um nerd legítimo, gostar da microsoft é mais ou menos como um petista que resolve votar no maluf. não dá pra admitir nem pros pais, sabe?

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visitei o antigo pregão da bovespa ontem à tarde, lá no centro. um passeio interessantíssimo e que eu nunca faria se não fosse o dono da empresa em que trabalho, super-empolgado, arrastando todo mundo (mais de 20) pro passeio. foi divertido e legal ver que há coisas tão bonitas, bem organizadas e profissionais, de graça, no meio do caos do centro da cidade. gostoso.

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aí passei no centro cultural banco do brasil e não tinha café, como pode? diz que estão montando ainda. livraria cheia de coisas incríveis e eu não resisti: comprei estética doméstica e estou amando. tudo graças aos papos gostosos com a sheilinha, que me faz lembrar dos tempos da faculdade de história 🙂

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olha, eu vou explicar pra vocês como funciona esse negócio de ser pisciano: se você conhece algum pisciano que não seja doidinho é porque você ainda não o conheceu bem 😀

somos radares de loucos, mesmo, e não é à toa: nós mesmos somos doidos, desconectados na realidade em maior ou menor grau; somos recipientes e não temos forma (depois coloco a música aqui) e se você é racional ou prático em excesso faça um favor (a ambos os lados) e nos evite. a convivência será insuportável.

para os que cultivam estabilidade e constância é impossível nos entender ou nos categorizar. mudamos de idéia, de sentimento, de modus operandi. quem acha que realmente conhece um pisciano é porque não entendeu nadinha.

nos apaixonamos perdidamente em questão de segundos (e desapaixonamos também, é verdade) e os sentimentos são profundos, densos, sufocantes, mágicos. costumamos sofrer de paixões múltiplas e instantâneas — já amei com paixão aquele moço loiro que estava sentado no fundão do ônibus e desceu depois de 3 pontos. quando cheguei em casa já tinha esquecido dele e estava encantada com a cor da florzinha que cresceu na portaria do prédio. é assim.

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roubei da tati!

gosto

maracujá; dormir; rir

não gosto

gente que quer confete; atravessar a rua fora da faixa; melancia (eca!)

tenho facilidade

com idiomas; com música; perceber o que me move

tenho dificuldade

dizer não; dizer desculpe; acordar de manhã

o que ninguém imagina

que gosto de silêncio; o quanto eu sonho; o quanto eu amo

nomes do meu deus

os sentidos (5, ou seriam mais?); música; nuvens

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amo minha idade e minha história (com um ou outro episódio dispensável) mas tem uma coisa sobre ser “experiente” (cof cof :D) que é muito chata: ando reparando nas fases que as outras pessoas estão vivendo e que eu já passei faz tempo e dá um téeeedio de ouvir as histórias, sabe? ando com dificuldade de achar a vida das pessoas ao meu redor interessantes, com raras exceções. parece o videoshow repetindo cenas-marcantes-de-novela, um saco.

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quando a gente tem uns 20 e poucos anos acha o máximo pessoas que citam livros (aqueles que você também conhece, claro, senão a pessoa é pedante, né? :D), conhecem e amam os mesmos filmes alternativos que você, sabem de cor a música X do disco Y que quase ninguém conhece… passada dos 30 começa a ficar enfadonho conhecer gente que gosta das mesmas coisas que você e já não tem mais muita graça “se enturmar”. você quer mais é explorar as possibilidades inéditas, ser supreendida, desafiada. uma raridade de acontecer, diga-se.

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jesus, como tem foto ruim e/ou chata no flickr! tem gente que devia ser proibida de ter câmera digital. com a história de não custar dinheiro pra revelar as pessoas perderam a noção e tiram as fotos mais feias, repetitivas e sem graça do mundo. não contentes em tirar e guardar as fotos-tranqueiras elas publicam. incrível!

ok, vai: é bem possível que essa reclamação se aplique também a mim e às minhas fotos em alguma medida, mas me defendo afirmando que eu apago dezenas de fotos que considero ruins e/ou repetitivas. quem quer ver 18 fotos da mesma coisa quase na mesma hora, cruz credo?

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o leiaute desse blog vai mudar e vai ser logo logo. o weno inventou a coisa mais maluca e linda do universo pra colocar aqui, mal posso esperar! e preparem-se, pois vai ter presentinho pra 1 visitante deste blog mas não vou contar o critério pra ganhar senão vai ficar fácil 😀