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apanhado

outubro 23, 2013 Leave a comment

de lá do meu facebook!

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o alex castro, vocês conhecem? conheçam. ele é foda.

“o mal é a falta de empatia. o mal são os olhos cegos e os ouvidos moucos. o mal é a desatenção e o autocentramento. o mal é aquilo que sinceramente não me ocorre, que realmente não enxerguei, que juro que não ouvi, que não sei como fui esquecer.”

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uma linda carta de stephen fry para si mesmo aos 16 anos. uma carta sobre amor.

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esta tribo brasileira não tem números (contagem) em sua linguagem. e nem recursividade. não é incrível?

pra quem não sabe o que é recursividade na linguagem, um exemplo bonitinho:

João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinha entrado na história.

(quadrilha, carlos drummond de andrade)

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manara. que descobri que conhece um amigo meu, italiano. não é chocante que ele esteja a apenas UM grau de separação? o mundo é louco.

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sobre o grande assunto de testes em animais, esse artigo é bastante interessante, pois explora um pouco os detalhes sórdidos das empresas que em tese não testam em animais. dizer que não testa o produto em animais não é suficiente, pois é preciso garantir que toda a cadeia de valor envolvida também não testa (impossível), e que os ingredientes não são testados (impossível, 2).

as leis é que precisam mudar, mas antes delas, algumas escolhas precisam ser feitas por nós como espécie. será que estamos dispostos a investir mais em técnicas alternativas, ou abrir mão de alguns testes? (por lei, em alguns países, isso hoje nem é possível).

assunto complicado, mas que vale nossa reflexão. se continuarmos pressionando a indústria (cosmética e farmacêutica), talvez isso ande mais rapidamente. continuemos!

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pegar friagem dá resfriado? não, claro que não 🙂

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essa campanha mostra o que aparece como sugestão de busca no google quando você procura por “mulheres devem” e “mulheres não deviam”. triste, e assustador.

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e no centenário de nascimento de vinícius de moraes, um poema em homenagem à minha vênus em touro:

Não comerei da alface a verde pétala 
Nem da cenoura as hóstias desbotadas 
Deixarei as pastagens às manadas 
E a quem mais aprouver fazer dieta. 

Cajus hei de chupar, mangas-espadas 
Talvez pouco elegantes para um poeta 
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta 
Que acredita no cromo das saladas. 

Não nasci ruminante como os bois 
Nem como os coelhos, roedor; nasci 
Omnívoro; dêem-me feijão com arroz 

E um bife, e um queijo forte, e parati 
E eu morrerei, feliz, do coração 
De ter vivido sem comer em vão.

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é tanta coisa que não cabe num post

Maio 28, 2013 2 comments

tenho usado muito o facebook, e percebi que escrevo por lá de forma resumida coisas que queria escrever aqui, mais elaboradamente. mas o facebook eu uso no celular, com tanta facilidade, que acabo deixando pra lá. será que é assim que os blogs vão morrer? é possível. mas enquanto ele vive, vou trazer algumas coisas de lá pra cá. até porque muita água passou debaixo dessa ponte virtual desde que comecei a escrever aqui, em 2000 (esse mês são 13 anos!), muitos aplicativos nasceram e morreram e o blog tá aqui. firme e forte.

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então, fiquem com uma receita delícia de sopa de legumes feitos no forno. não é uma boa ideia? assá-los dá um sabor especial, e evita aquele gosto aguado.

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este artigo é uma tradução de um texto que li há algum tempo, falando sobre como conversar com meninas. uma das grandes armadilhas (e eu caio nela, sempre, se não estiver atenta) é elogiar e comentar sobre a beleza ou aparência das meninas. por que fazemos isso? e por que em especial com meninas? (ou você comenta com meninos “nossa, como você está lindo! seu cabelo é maravilhoso”. não, né?)

porque somos machistas. porque presumimos que meninas devem ser bonitas, ter boa aparência. perguntamos (eu não pergunto, zeus me livre) de “namorados”. não perguntamos do que gostam, do que brincam, pelo que se interessam.

devíamos.

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este vídeo hilário recria as situações que nós, pais de crianças com mais ou menos 2 anos de idade, passamos. se não tem filhos, assista e ria muito (é assim mesmo). se já passou dessa fase, relembre 🙂

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esse artigo levanta uma questão importante sobre a sexualização de crianças. ensaio sensual com uma menina de 10 anos? por quê? e os pais, nessa história? não deviam preservá-la de situações de exposição como objeto?

a mãe é modelo, a profissão que mais objetifica a mulher. que exemplo estamos dando?

não tenho opinião 100% formada sobre a questão, mas na dúvida eu não exporia minha filha de 10 anos a um ensaio “sensual”. nosso mundo está maluco — crianças se tornaram o centro do universo, podem tudo, e ao mesmo tempo estão sendo expostas a questões de adultos cada vez mais cedo.

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esse artigo é tão legal que vou escrever um post em separado, só pra ele (em inglês): “você não é o seu corpo“.

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e finalmente, pra fechar, texto excelente sobre como é ser uma mulher. pra quem acha que ser mulher é moleza, e que machismo “não existe”. leia, e saiba como é.

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