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<title>zel - desde 2000</title>
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<copyright>Copyright (c) 2011, zel</copyright>
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<title>AVISO!</title>
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<summary type="text/plain">pessoal, esse blog será migrado na segunda-feira, dia 21/março. estou fechando os comentários, para evitar problemas, ok? voltamos logo, com leiaute novo e (com sorte) mais posts :)...</summary>
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<![CDATA[<p>pessoal, esse blog será migrado na segunda-feira, dia 21/março. estou fechando os comentários, para evitar problemas, ok?</p>

<p>voltamos logo, com leiaute novo e (com sorte) mais posts :)</p>]]>

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<title>hate rears its ugly head</title>
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<modified>2011-02-24T12:20:33Z</modified>
<issued>2011-02-24T11:30:25Z</issued>
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<![CDATA[<p>dia desses, navegando por blogs, me deparo com um post escrito por alguém que conheço mas de quem decidi tomar distância, por uma série de motivos. se alguém perguntasse, eu conseguiria desfiar alguns deles com pouca dificuldade, mas depois da leitura do post ficou claro "o" motivo: essa pessoa não sabe lidar com os próprios sentimentos negativos.</p>

<p>não vem ao caso quem é a pessoa, basta saber que o post destilava ódio e rancor. e de uma forma tão feia, tão sem filtro, que fiquei chocada. sim, sei que sentir ódio é normal, já superei minha educação repressora que separava os sentimentos entre bons e maus, e também sei que sentir é sempre legítimo, não importa qual é o sentimento. temos todos o direito de sentir o que sentimos, simplesmente, sem julgamento. mas o que <em>fazemos</em> a partir do sentimento é importante, e é daí que quero partir.</p>

<p>as palavras escritas continham ódio puro, e me assustou perceber que havia prazer no destilar do sentimento. o texto era longo, bem escrito, articulado, foi revisado e publicado. não foi só sentido, foi também cristalizado, confirmado e distribuído. sem se importar com o efeito que isso causa no outro.</p>

<p>(você pode argumentar que lê quem quer, e terá razão. mas neste caso, o comportamento de blog só reflete o comportamento no dia a dia, por isso acho válido usar como exemplo) </p>

<p>quantas pessoas vocês conhecem que se consideram expansivas, sinceras ou espontâneas e não têm nenhum pudor em despejar nos outros todos os seus sentimentos negativos, em forma de palavras ou ações? pessoas que não sabem lidar com seus sentimentos, que não aprenderam que é legítimo sentir mas não é sempre correto, conveniente ou <em>legal</em> despejar tais sentimentos em outros?</p>

<p>analisando minha história, conto inúmeras pessoas com as quais escolhi conviver que se comportavam assim. com a desculpa de serem "sinceras demais", ou "transparentes", despejavam em cima de mim seu ódio, frustração, inveja, tudo de ruim. porque afinal "somos amigos e podemos ser sinceros e desabafar, não é mesmo?".</p>

<p>não, não é, <em>mesmo</em>!</p>

<p>todos sentimos coisas ruins, é inevitável. temos opinião sobre quase tudo, detestamos coisas e pessoas. é nosso direito, é normal, tudo bem. o que não é legal nem OK é fazer absoluta questão (ou não se importar!) que todos ao nosso redor convivam com nossos sentimentos e opiniões negativas. quando eu estou tranquilamente almoçando meu bife de fígado acebolado, não preciso (e não quero) ouvir de ninguém o quanto ODEIA e tem NOJO, ECA! de bife de fígado (ou de cebola). também não quero ter que ouvir sobre o quanto alguém odeia seu vizinho, ouvir xingamentos que não me pertencem, receber uma carga sentimental negativa que não é minha. podia ser poupada também de reclamações constantes sobre assuntos sobre os quais não tenho ação, principalmente quando o reclamante nada faz para mudar a situação. é só LIXO sendo despejado no quintal do vizinho, no caso o meu quintal.</p>

<p>é preciso ter respeito pela paz alheia, pelo direito de não compartilhar involuntariamente do ódio e frustração que a si não pertencem. poupar o outro do trasbordamento do seu ódio e todos os sentimentos negativos é um ato de gentileza, que devia ser praticado continuamente, especialmente com aqueles que amamos e consideramos.</p>

<p>com isso quero dizer que não temos nunca o direito de desabafar? claro que não. desde que seja claramente um desabafo, e que o outro saiba que aquilo é um desabafo, participe disso como ombro amigo voluntariamente, e não como penico involuntário e constante! ser amigo também é ouvir o outro e suas frustrações, apoiar e estar ao lado nas horas difíceis. mas essa função precisa ser pontual, muito bem dosada. não há quem suporte somente ouvir reclamações e receber raiva mal direcionada como se fosse normal e OK.</p>

<p>um aprendizado que carrego comigo com carinho é o de perceber quando estou direcionando mal meus sentimentos negativos. se estou chateada com meu chefe, por que fico infernizando meu marido, despejando nele minha frustração? esse sentimento negativo não pertence a ele, e nada traz de bom para o nosso relacionamento!</p>

<p>por isso fujo de pessoas que reclamam em excesso ou se consideram "sinceras" ou "expansivas" com seus sentimentos negativos - elas não aprenderam a lidar com suas frustrações de forma adulta, não gostam de confronto (preferem reclamar pelas costas, para outros) e vão tornar sua convivência com elas miserável. você vai lá pro fundo do poço junto com ela, ou vai gastar uma energia imensa pra se manter na superfície.</p>

<p>acreditem: não vale a pena. não há qualidade que compense os ataques de "sinceridade" sem se importar com seus sentimentos, as reclamações constantes e o ódio mal direcionado.</p>]]>

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<title>o inferno são os outros</title>
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<modified>2011-02-18T11:21:19Z</modified>
<issued>2011-02-18T11:20:38Z</issued>
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<summary type="text/plain">Você me pergunta porque desgosto tanto de BBB (e outros reality shows), e eu respondo: porque eles trazem à tona o que existe de mais nojento no ser humano, e não estou falando de fluidos corporais. Não se vê nada...</summary>
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<![CDATA[<p>Você me pergunta porque desgosto tanto de BBB (e outros reality shows), e eu respondo: porque eles trazem à tona o que existe de mais nojento no ser humano, e não estou falando de fluidos corporais. Não se vê nada de bom nestes programas, só o lado mais podre das pessoas. Fico constrangida, triste e odiando a humanidade um pouquinho mais.</p>

<p>Talvez você se sinta bem de não ser aquela pessoa ali expondo seu lado pequeno e feio, talvez você sinta alívio por "não ser assim". Acontece que somos todos assim: um tanto mesquinhos, barraqueiros, manipuladores, carentes, agressivos. Talvez você já saiba disso e sinta prazer em se olhar no espelho sem ter que se expor; talvez você não saiba que é assim e se engana enquanto critica ou ri do outro.</p>

<p>Prefiro explorar meu lado escondido e colocar os podres pra fora na terapia. Sentir vergonha alheia e/ou me realizar através dos outros vendo programas de TV não faz parte do rol das coisas que eu acho divertidas.</p>]]>

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<title>não dá pra ignorar</title>
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<modified>2011-02-17T20:54:22Z</modified>
<issued>2011-02-17T20:30:42Z</issued>
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<summary type="text/plain">ontem uma família querida do nosso convívio passou por uma situação constrangedora, e que não desejo a ninguém. leia a história aqui, contada pelo pai. resumindo, as suas duas filhas foram aparentemente confundidas com crianças de rua e foram impedidas...</summary>
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<![CDATA[<p>ontem uma família querida do nosso convívio passou por uma situação constrangedora, e que não desejo a ninguém. leia a história <a href="http://paidemenina.blogspot.com/2011/02/ontem-dia-de-aniversario-de-5-anos-de.html">aqui</a>, contada pelo pai. resumindo, as suas duas filhas foram aparentemente confundidas com crianças de rua e foram impedidas de voltar ao estabelecimento comercial onde acontecia nada menos que o aniversário da mais nova.</p>

<p>não sei de todos os detalhes, até porque o pai prefere não divulgá-los até que o BO seja feito e registrado, mas sei de uma coisa: já vi com meus olhos várias crianças serem humilhadas e enxotadas de locais públicos pelos funcionários. fingimos que não vemos (e alguns de nós até aprovam abertamente), mas é essa a realidade. pra além do imenso constrangimento causado às crianças, que poderiam ter sido poupadas de tal situação (consigo pensar em pelo menos meia dúzia de cenários humanitários pra questão "duas crianças na porta de um estabelecimento querendo entrar"), fica a pergunta: se as crianças fossem brancas, teria acontecido a mesma situação?</p>

<p>de verdade, gente, sejamos honestos. fossem duas crianças brancas querendo entrar no estabelecimento estou certa que o tratamento seria outro. pode até ser difícil de provar e tal e coisa, mas quem tem olhos pra ver que veja.</p>

<p>pra crianças em geral é difícil encontrar seu lugar no mundo, entender quem são, quais são as regras do jogo social, lidar com agressões físicas e verbais, reagir a insultos. são anos de aprendizado, e a verdade é que chegamos à idade adulta às vezes sem saber como lidar com isso tudo. não consigo imaginar o que é ser uma criança negra (ou de "minoria", digamos). sei que ser mulher também é difícil, somos discriminadas sim, mas creio que discriminação por cor ou etnia é ainda mais cruel.</p>

<p>nenhuma criança devia sofrer discriminação ou humilhação de qualquer tipo. já é difícil entender o mundo e construir sua auto-estima quando as coisas são favoráveis. imagina quando tem gente escrota colocando você pra baixo e julgando pela sua cor e dizendo que seu cabelo é "ruim" porque não é liso?!</p>

<p>é uma questão importante pra todos nós, diariamente, pois vivemos num país mestiço e estranhamente cremos que não somos racistas. há quem tenha sugerido ao pai, nos comments, que "deixe pra lá", pois foi um mal entendido, ou que a funcionária é uma "pobre coitada". creio que é essencial que tanto a funcionária quanto o estabelecimento respondam pelo constrangimento e se for o caso, crime de racismo. na instância emotiva, pode até haver perdão, mas para que a sociedade seja justa e se façam valer as regras de convivência é importante que haja consequências. nada de botar panos quentes ou passar a mão na cabeça.</p>

<p>graças a esse tipo de condescendência é que nos tornamos cada dia menos cidadãos, levamos desaforo pra casa todo dia, vindo da rua, do trabalho ou dos nossos políticos. precisamos aprender a dizer não às agressões, às gracinhas e piadas de mau gosto. vivo dizendo isso aqui sobre sexismo e misoginia. estou cansada de piadas sem graça tipo casseta e planeta sobre a inferioridade feminina, por exemplo. não aceito, não acho graça e não compactuo. podem me chamar de radical e chata, não me importo. não sou chata e nem radical, sou orgulhosa de ser o que sou, e não vou deixar nenhum zé-mané me diminuir, mesmo que indiretamente.</p>

<p>da mesma forma, acho que essas meninas precisam ver com seus próprios olhos que não é justo e nem normal ser humilhada em um lugar público, mesmo que tenha sido um mal entendido "inocente". cabem desculpas, no mínimo, formais. cabe também medida punitiva, garantindo que sirva de exemplo a outros potenciais agressores.<br />
 <br />
e os rapazes que agrediram gays na av. paulista, lembram? também alegam que foi um mal entendido. pois que entendessem bem, meus caros. quem entende mal também deve pagar por seu erro.</p>]]>

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<title>dedicação exclusiva</title>
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<modified>2011-02-11T13:02:07Z</modified>
<issued>2011-02-09T17:59:28Z</issued>
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<summary type="text/plain">é isso aí, gente. dedicação exclusiva e internet via iphone é que o salva. por isso continuo somente no twitter, porque é fácil digitar enquanto faço o menino dormir ou dou o peito, ou fico de olho nele. peço desculpas...</summary>
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<![CDATA[<p>é isso aí, gente. dedicação exclusiva e internet via iphone é que o salva. por isso continuo somente no <a href="http://twitter.com/zelblog">twitter</a>, porque é fácil digitar enquanto faço o menino dormir ou dou o peito, ou fico de olho nele. peço desculpas pelo sumiço, mas vocês devem imaginar que é uma fase intensa da vida, né?</p>

<p>no <a href="http://www.zel.com.br/fabricando">fabricando</a> eu continuo escrevendo obrigatoriamente, pois me propus a registar o desenvolvimento do otto como num diário, além de falar um pouco sobre essa experiência que é criar uma pessoa. aos interessados, fiquem à vontade para visitar. meu próximo assunto será "coisas que meus pais me ensinaram e que pretendo ensinar ao meu filho".</p>

<p>sabem aquelas coisas básicas tipo "não abrir a geladeira da casa dos outros sem pedir licença, e ainda com licença evitar abrir"? pois é, essas coisas que caíram em desuso. otto será educado à moda antiga, mesmo que sem chinelada (embora eu reconheça o valor dela ocasionalmente).</p>

<p>enquanto isso, tou mas não tou, entendem?</p>

<p>fica aí meu cabelo novo (à prova de bebês agarradores de cabelo) e beijos a todos.</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/5430787595/" title="Cabelo novo por o que os olhos vêem, no Flickr"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5299/5430787595_5811f359d7.jpg" width="500" height="500" alt="Cabelo novo" /></a></p>

<p>(e quem quiser ver fotos do otto no <a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise">flickr</a>, só sendo meu amigo tá? por segurança, vocês sabem que tem muito doido no mundo...)</p>]]>

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<title>sobre pontos de vista</title>
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<modified>2011-01-21T13:19:31Z</modified>
<issued>2011-01-21T12:54:03Z</issued>
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<summary type="text/plain">recebi essa semana um comentário referente a alguns tweets meus, reclamando de ter dinheiro de impostos usados para realocar pessoas que vivem em áreas de risco. vou explicar qual é meu ponto, depois publico o comentário e a resposta. resumindo:...</summary>
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<![CDATA[<p>recebi essa semana um comentário referente a alguns  <a href="http://www.twiter.com/zelblog">tweets meus</a>, reclamando de ter dinheiro de impostos usados para realocar pessoas que vivem em áreas de risco. vou explicar qual é meu ponto, depois publico o comentário e a resposta.</p>

<p>resumindo: acho que as pessoas que escolhem viver em áreas de risco devem arcar com as consequências das suas escolhas. entendo que o estado gaste verba realocando essas pessoas, pois está fazendo seu papel de impor a lei e evitar tragédias, mas me incomoda e chateia.</p>

<p>há quem ache o bolsa-família paternalista; já eu, acho que arcar com custos de realocação é paternalista. a pessoa infringiu a lei, invadiu e ocupou território em local de risco? vire-se! principalmente porque as ocupações se dão também por conveniência: as pessoas ocupam lugares privilegiados do ponto de vista logístico e/ou natural. vejam a localização excelente da rocinha, ou da favela ali perto da berrini. as condições de urbanização são terríveis (e não vejo como ser diferente, inclusive porque essas pessoas não pagam imposto, a menor que a ocupação seja documentada depois), mas a localização é ótima.</p>

<p>são inúmeras as histórias malsucedidas de realocação de pessoas de favelas/locais de risco para moradias populares. as moradias são MUITO melhores que os locais anteriores, em termos de infra, mas são mais afastados, por motivos óbvios. e as pessoas não querem morar longe, elas acabam vendendo as moradias dadas pelo governo e voltam para as favelas ou áreas de risco! e peralá: por mais que seja injusto quem é pobre ter que morar longe, vivemos afinal num capitalismo, baseado no conceito de propriedade de terras. quem tem dinheiro pra pagar, mora mais perto de tudo, ponto final.</p>

<p>dito isso, insisto: as pessoas escolhem. elas preferem morar na favela perto de tudo a morar num local mais bem arrumado e bem mais longe. precisa pegar ônibus, demora mais pra chegar e custa mais. repito: eu entendo. mas que tal assumirmos que há pessoas fazendo escolhas conscientes aqui? dizer que essas pessoas são têm opção é uma inverdade; assumir que porque são pobres não têm discernimento é falso. elas sabem o que fazem, sim, e o fazem  por um motivo claro. por que não podem arcar com as consequências?</p>

<p>penso que sem opção mesmo são aqueles pobres coitados que vivem em regiões sem água e comida, e que decidem imigrar para as grandes cidades. no caso deles, é ficar lá e morrer de sede e fome ou vir morar nas cidades. entre morar debaixo da ponte, na favela, na periferia no fim do mundo há um mar de escolhas, de prós e contras, percebem?</p>

<p>o papel do governo é fazer com que se cumpra a lei e as regras: áreas de risco não devem ser habitadas. ocuparam? desocupe, mande pra outro lugar, está correto. com o dinheiro do meu imposto, que podia estar sendo gasto em educação, saúde ou qualquer outra coisa. essas pessoas deviam ser punidas, além de realocadas, pois infringiram a lei.</p>

<p>e segue abaixo o comentário da laura e a minha resposta. porque eu (e milhares de outros)   também tive obstáculos, e não escolhi o caminho mais cômodo. e se escolhi, arquei com as consequências.</p>

<p>agradeço à laura pelo comentário super educado, e pela oportunidade de falar mais um pouco sobre como eu vejo essa questão. não pretendo esgotar o assunto e nem dizer que somente minha opinião é a correta. quero é colocar o assunto em perspectiva.</p>

<p>**</p>

<p><em>Zel, estava lendo seu blog e gostaria de dar minha opinião sobre seus tweets acerca do imposto que você paga e daqueles que moram em áreas proibidas e de risco. Primeiramente, acho complicado generalizar. Fiz um trabalho para a escola que consistia justamente em entrevistar moradores ilegais de áreas encosta. A situação deles é deplorável, conheci muitos que já haviam perdido tudo mais de uma vez e mesmo assim continuavam lá. Por que? Porque essa é a melhor opção deles. Seu maior problema é ver o imposto que você paga ajudar pessoas honestas e outras nem tanto - claro, sempre existem os aproveitadores, os desonestos, o ser humano consegue ser um lixo. Agora pense por exemplo nas famílias que foram desmembradas, soterradas e que perderam todo aquele pouco que elas tinham. Imagine mãe que enterra filho de seis meses e mesmo assim não deixa de morar em áreas ilegais e perigosas. E não porque ela é safada e quer fazer farra às custas do seu imposto, sim porque é a única opção dela. Só acho que é bom relativizar as coisas. Não é todo mundo que tem todas as chances e oportunidades que você teve. Eu já li nesse blog você dizendo que se considera bem de vida, rica para os padrões brasileiros. Imagine se uma parte do seu imposto ajudar a construir moradia para pelo menos uma família honesta. Isso já não valeria a pena? Eu sempre li seu blog e sempre concordei com suas posições, mas dessa vez seu discuro me pareceu elitista.</p>

<p>Não quero ofender, apenas quis dar minha opinião. Não que ela seja valiosa, apenas acredito no valor da discussão, da argumentação. Se leu até aqui, obrigada pela atenção e pelo respeito à minha opinião.</em></p>

<p>**</p>

<p>Laura,</p>

<p>Eu venho de uma família pobre. No nível de não ter o que comer, muitas vezes. Estudei sempre em escolas públicas, e pude somente estudar até os 20 anos graças ao sacrifício dos meus pais. Só pra você entender que hoje estou numa posição bem diferente, estou na chamada "classe a", mas é mérito 100% meu. Tenho ex-colegas de escola que vivem ainda a mesma vida, e tiveram a mesma chance que eu.</p>

<p>Não entendo alguém colocar sua vida e a dos seus filhos em risco. Sempre há opção, sempre. A questão é se as pessoas estão mesmo dispostas a começar do zero, morar longe, pegar 2 ônibus pra ir pro trabalho (eu fiz isso até meus 28 anos, quando pude comprar meu 1o carro!). Meus pais, por não conseguirem pagar aluguel em áreas da cidade mais nobres, moravam longe e eu acordava às 5 e ia dormir às 23, todo dia. Boa parte desse tempo era gasto em ônibus. Muita gente não acha isso viável, prefere morar em favelas, encostas, ocupar áreas pra facilitar sua própria vida.</p>

<p>Existem os pobres coitados, sim, mas diante da minha história e a da minha família, tenho certeza (diferente de "achar") que é possível levar uma vida possível, digna e honesta E viver decentemente sem infringir a lei.</p>

<p>Obrigada pelo comment!</p>]]>

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<title>e 2011?</title>
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<modified>2011-01-06T00:13:50Z</modified>
<issued>2011-01-05T23:36:07Z</issued>
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<summary type="text/plain">eu sei que ando sumida, e é como expliquei antes: escolhas. entre ficar aqui escrevendo os montes de posts que se formam na minha cabeça (eles continuam se escrevendo, eu só não registro) e cuidar de mim mesma, da casa...</summary>
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<![CDATA[<p>eu sei que ando sumida, e é como expliquei antes: escolhas. entre ficar aqui escrevendo os montes de posts que se formam na minha cabeça (eles continuam se escrevendo, eu só não registro) e cuidar de mim mesma, da casa e do otto... escolho os últimos. por mais que minha opinião seja importante e necessária :) as demais coisas da vida são mais urgentes.</p>

<p>o trabalho danado de cuidar do otto permanece, mas quanto mais se aproxima o fim da minha licença (16 de março) mais eu tenho vontade de grudar no pequeno. pensar que passarei poucas horas por dia com ele depois dessa data já está me incomodando. mas não penso muito nisso, que não sou de antecipar incômodos. vou vivendo um dia de cada vez, como posso.</p>

<p>esse início de ano foi bem diferente de todos os demais, foi meu primeiro ano novo como mãe. é incrível como o bebê chega e realmente se transforma no centro da sua vida, na razão de você levantar de manhã (literalmente. se dependesse de mim demoraria muito mais pra levantar todo dia :D). então esse fim de ano eu simplesmente admirei os pequenos avanços do meu menino, as conquistas diárias de coisas simples como agarrar um brinquedo, focar o olhar ao longe ou emitir um novo som. acho que o amor enorme que sentimos pelos nossos bebês também tem a ver com assistir tão de perto aos micro milagres que acontecem o tempo todo, e descobrir como o ser humano é incrível. pensar que um dia você também foi daquele tamanho, não conseguia nem colocar o dedo na própria boca e hoje opera um computador, por exemplo. incrível, mágico, um milagre. um milagre que você criou, a propósito.</p>

<p>estou então admirando continuamente e sem cansar o milagre dessa vida que ajudei a criar, cheia de espanto e, porque não confessar, medo. medo da saudade que vou sentir dele, das doenças de criança que ele vai ter, dos joelhos ralados, galos na cabeça, das malcriações, bem... de tudo :)</p>

<p>**</p>

<p>poderia falar de como fiquei emocionada com a posse de dilmão e da despedida de lula; poderia falar dos inúmeros filmes que não vi ainda e dos que vi pela metade, dos livros por ler nos últimos meses; poderia comentar fatos relevantes, acontecimentos importantes e dar minha super-necessária opinião sobre tudo, como sempre. mas, caramba, meus minutos são preciosos e vocês no fundo não dão tanta bola assim pro que eu acho dessas coisas mundanas. vocês gostam mesmo é das minhas elucubrações, que eu sei.</p>

<p>**</p>

<p>no campo das elucubrações, quero falar um pouco sobre compaixão, tolerância e humildade. não é coincidência que essas são virtudes que eu pouco possuo. mentira: compaixão eu possuo sim, só não demonstro. faz parte da compaixão entender aquilo que o outro sente/sofre. "vestir o sapato do outro", como se diz em inglês. faço isso muito bem, bem demais como todo pisciano que se preza. mas me falta tolerância pra ajudar aqueles pelos quais sinto compaixão a serem pessoas melhores; e me falta ainda mais humildade pra admitir que mesmo que entenda o outro, não cabe a mim ensiná-los, dar sermão ou aconselhar.</p>

<p>estas são as três virtudes que eu desejo em 2011 (e sempre!) pra mim e para os demais. que saibamos nos colocar no lugar do outro, e assim evitemos machucá-los. que eu pense antes de falar (escrever :)), pra não magoar ninguém, mesmo (e principalmente) se tiver coberta de razão. ter razão não justifica ser escroto. eu sei que é duro dizer e fazer isso, mas é verdade. por mais que o outro seja errado, burro ou sem noção, isso não dá passe livre pra que eu jogue e esfregue isso na cara dele. não, não, senhores, quero ser melhor que isso.</p>

<p>humildade. tolerância.</p>

<p>que eu tenha ainda mais compaixão pelos ególatras e os narcisistas, que tanto me incomodam com sua carência profissional. que tenha tolerância para com os deprimidos, que me acabam com a paciência pela dificuldade que tenho em entendê-los. que encontre em mim humildade suficiente para reconhecer continuamente que tenho cá meus muitos problemas e chatices também, e que mesmo assim ainda sou uma pessoa legal e do bem. que eu aceite que as pessoas têm lado B e lado A, e é o conjunto que conta, é isso que aprendemos a amar. que eu não me apegue só aos defeitos e que pelo amor de deus eu não veja também só as qualidades e seja uma idiota completa.</p>

<p>que eu tenha compaixão e tolerância comigo mesma. que me permita errar mais, que não seja tão dura assim comigo o tempo todo. que me abrace e me ame mais, mas com humildade, pra não virar essas egomaníacas chatas que tanto detesto.</p>

<p>desejo também que aqueles que me cercam tomem também suas doses destas três virtudes. que me amem pelo que sou, inclusive meus defeitos, que se coloquem no meu lugar às vezes, que tolerem minhas manias, que sejam humildes pra admitir seus erros comigo e com os seus, que aprendam a pedir desculpas. que pensem antes de falar. e que parem de olhar só seu próprio umbigo.</p>

<p>no fundo, as virtudes que escolhi são todas relacionadas à mesma coisa: perceber (e amar) mais o outro, e perceber-se com olhos de estrangeiro. reconhecer-se sem vaidade, mas também com mais amor. amar e aceitar mais o que é diferente de si mesmo, profundamente. sem discurso, sem vangloriar-se. simplesmente ser, sentir, agir.</p>

<p>que o 2011 seja como o meu está sendo: cheio de espanto, descobertas e amor que cresce a cada dia.</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/5306325356/" title="Tudo é novo para os teus olhos novos por o que os olhos vêem, no Flickr"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5161/5306325356_b12197c017.jpg" width="500" height="500" alt="Tudo é novo para os teus olhos novos" /></a><br />
<em>tudo é novo para os seus olhos novos. tudo é novo para os meus olhos velhos.</em> (herbert vianna)</p>]]>

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<title>depois de três longos meses...</title>
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<modified>2010-12-06T17:23:41Z</modified>
<issued>2010-12-06T17:14:22Z</issued>
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<summary type="text/plain">... acho que ainda não dá pra voltar a escrever com frequência, mas farei o possível. pra quem se pergunta o motivo da ausência, é simples: prioridades. não é que eu não tenha tempo, é que prefiro gastá-lo com atividades...</summary>
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<![CDATA[<p>... acho que ainda não dá pra voltar a escrever com frequência, mas farei o possível. pra quem se pergunta o motivo da ausência, é simples: prioridades. não é que eu não tenha tempo, é que prefiro gastá-lo com atividades pra mim mesma, tais como tomar banho, ficar por dentro das notícias, comer ou (e principalmente) descansar.</p>

<p>cuidar de um bebê é extenuante. imagino que há bebês que dormem muito e dão menos trabalho, mas o otto é agitadíssimo e mama de 3 em 3 horas. ele não gosta de dormir de dia, então é todo um esquema de ficar brincando com ele ou cuidando mesmo (banho, fraldas, etc.). isso porque eu tenho 2 funcionárias, uma que limpa a casa e lava/passa e a outra que me ajuda com o otto e faz o almoço. se não fossem elas (e mais o fer, claro), não sei o que seria de mim. o otto não dá folga!</p>

<p>não me entendam mal, ele é bonzinho e não chora muito. mas ele demanda atenção total, e tem as mamadas... imagino que pra quem dá mamadeira seja mais fácil, dá pra terceirizar essa parte. como eu estou amamentando exclusivamente, o moleque tem fome regularmente e tá um bezerro. bom, o resultado se vê:</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/5228428831/" title="Baby Beef por o que os olhos vêem, no Flickr"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5170/5228428831_85e907f070.jpg" width="375" height="500" alt="Baby Beef" /></a></p>

<p>e quanto ao resto? invasão de favela, final do brasileirão, tragédias e comédias, acompanho tudo e não tenho paciência de escrever sobre nada. tudo isso pra dizer que ainda vai um tempo até eu conseguir e querer voltar a escrever aqui. espero que vocês tenham paciência de esperar :)</p>

<p>enquanto isso, vou me divertindo no <a href="http://www.twitter.com/zelblog">twitter</a> com micro-posts. e em breve teremos mudança no leiaute, integrando twitter, blog e <a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise">flickr</a>. aguardem!</p>

<p>beijocas nossas.</p>]]>

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<title>a gente</title>
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<modified>2010-10-31T11:06:02Z</modified>
<issued>2010-10-31T11:03:01Z</issued>
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<summary type="text/plain">por aqui tudo ainda corrido: horários malucos, pouco sono e nos adaptando ao novo morador da casa. mas estamos indo bem, o otto está uma gracinha e nos fazendo rir. tempo pra escrever no blog? nada. tou aproveitando o pouco...</summary>
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<![CDATA[<p>por aqui tudo ainda corrido: horários malucos, pouco sono e nos adaptando ao novo morador da casa. mas estamos indo bem, o otto está uma gracinha e nos fazendo rir.</p>

<p>tempo pra escrever no blog? nada. tou aproveitando o pouco tempo livre pra escrever no fabricando, antes que eu esqueça das coisas como elas estão realmente acontecendo.</p>

<p>mas eu volto, prometo :)</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/5123731713/" title="Nós 3 por o que os olhos vêem, no Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4112/5123731713_bd9284ae03.jpg" width="500" height="375" alt="Nós 3" /></a></p>]]>

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<title>VENDIDO!</title>
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<modified>2010-12-30T12:08:53Z</modified>
<issued>2010-10-18T14:32:32Z</issued>
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<summary type="text/plain">Ford Ka 2007/2007, 1.6, ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, 70000km (maior parte na estrada), gasolina, som mp3 de fábrica, única dona, todas as revisões feitas na autorizada, preto. Preço de tabela, e vendo pra amigo sem medo, o carro...</summary>
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<![CDATA[<p>Ford Ka 2007/2007, 1.6, ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, 70000km (maior parte na estrada), gasolina, som mp3 de fábrica, única dona, todas as revisões feitas na autorizada, preto. Preço de tabela, e vendo pra amigo sem medo, o carro é maravilhoso e está em excelente estado. Nunca deu problema. Placa final 3.</p>

<p>De interessou? Deixe comment. Não interessou? Divulgue :)</p>]]>

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<title>e o blog?</title>
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<modified>2010-10-11T15:49:37Z</modified>
<issued>2010-10-11T15:42:44Z</issued>
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<summary type="text/plain">amigos e amigas, imaginem que o otto mama (no peito, exclusivamente) de 2 em 2 horas mais ou menos, durante 30-40min cada vez, fora os intervalos para a arrotar. e faz cocô, xixi e vomita com certa frequência. ou seja:...</summary>
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<![CDATA[<p>amigos e amigas, imaginem que o otto mama (no peito, exclusivamente) de 2 em 2 horas mais ou menos, durante 30-40min cada vez, fora os intervalos para a arrotar. e faz cocô, xixi e vomita com certa frequência. ou seja: eu vivo em função do menino. ou estou alimentando/limpando a criatura ou estou dormindo (comer e tomar banho se tornaram secundários).</p>

<p>o pouquíssimo tempo que tenho entre mamadas, fico no <a href="http://www.twitter.com/zelblog">twitter</a> ou escrevo no <a href="http://www.zel.com.br/fabricando">fabricando</a>, porque afinal o único assunto que eu tenho no momento é o bebê. vou poupá-los de falar desta fase intensa por aqui, manterei o assunto lá no outro blog a quem interessar.</p>

<p>para amenidades, por enquanto é só no twitter mesmo, ok? tenham paciência junto comigo, porque dizem que essa fase dos infernos passa depois do 3o mês. estou contando os dias...</p>

<p>só digo que a humanidade sobreviveu como espécie só porque os bebês são tão absolutamente lindos e fofos que despertam na gente um sentimento incontrolável de protegê-los e amá-los. porque com o trabalhão que dá, se não fosse isso, largaríamos nossas crias pros leões e nunca mais engravidaríamos.</p>

<p>1 mês e meio, e contando!</p>]]>

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<title>o menino</title>
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<modified>2010-10-01T17:48:23Z</modified>
<issued>2010-10-01T15:08:58Z</issued>
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<summary type="text/plain">gente, a função aqui é pesada. toda uma nova admiração por mulheres que cuidam dos seus filhos sozinhas. parabéns, de coração. esses bichinhos dão um trabalho enorme! até tenho tido horas livres e poderia escrever por aqui, mas honestamente prefiro...</summary>
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<![CDATA[<p>gente, a função aqui é pesada. toda uma nova admiração por mulheres que cuidam dos seus filhos sozinhas. parabéns, de coração. esses bichinhos dão um trabalho enorme!</p>

<p>até tenho tido horas livres e poderia escrever por aqui, mas honestamente prefiro dormir :) então tenham paciência, eu vou voltar, mas vai demorar um pouco. por enquanto, aguardem a mudança de leiaute e vejam <a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/tags/otto/">as fotos do otto</a>, que estou publicando aqui de vez em quando.</p>

<p><b>update</b>: e vocês podem me seguir no twitter, enquanto isso! @zelblog</p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/4960811034/" title="Otto por o que os olhos vêem, no Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4130/4960811034_44c10767f9.jpg" width="375" height="500" alt="Otto" /></a></p>

<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ivanise/5009857564/" title="No colo do papai por o que os olhos vêem, no Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4124/5009857564_48d85be544.jpg" width="500" height="375" alt="No colo do papai" /></a></p>]]>

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<title>ele chegou!</title>
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<modified>2010-09-02T18:19:08Z</modified>
<issued>2010-09-02T18:16:24Z</issued>
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<summary type="text/plain">povo, passei só pra deixar notícias rápidas: otto nasceu na última sexta-feira, 27 de agosto, às 6:34h, com 3250g e 54cm. o parto foi difícil pra nós 2, por isso estamos ambos nos recuperando devagar mas muito bem. logo que...</summary>
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<![CDATA[<p>povo, passei só pra deixar notícias rápidas: otto nasceu na última sexta-feira, 27 de agosto, às 6:34h, com 3250g e 54cm. o parto foi difícil pra nós 2, por isso estamos ambos nos recuperando devagar mas muito bem.</p>

<p>logo que estivermos todos adaptados e mais tranquilos por aqui eu volto com mais notícias, ok?</p>

<p>obrigada pela torcida e o carinho de sempre, volto logo :)</p>]]>

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<title>em pedacinhos</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.zel.com.br/archives/2010/08/em_pedacinhos.html" />
<modified>2010-08-23T16:13:20Z</modified>
<issued>2010-08-23T15:18:52Z</issued>
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<summary type="text/plain">só vou falar disso uma única vez, porque o assunto não cabe em blog pessoal sem se tornar chato, exaustivo e propenso a discussões infrutíferas: decidi votar na dilma. por quê? porque ao fim e ao cabo, gosto do resultado...</summary>
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<![CDATA[<p>só vou falar disso uma única vez, porque o assunto não cabe em blog pessoal sem se tornar chato, exaustivo e propenso a discussões infrutíferas: decidi votar na dilma. por quê? porque ao fim e ao cabo, gosto do resultado do governo atual (que ajudei a eleger, a propósito). a despeito dos meus muitos incômodos com a impunidade em relação à corrupção e alianças inaceitáveis, faço questão de escolher. e tendo que escolher, escolho seguir o caminho e os resultados atuais.</p>

<p>acho infantil e ridícula chamar o governo atual de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Populismo">populista</a>. por mais que lula seja (e é) carismático, não é esse o motivo do alto índice de aprovação. basta olhar estatísticas econômicas e sociais do país para perceber que a aprovação não tem nada a ver com o personagem lula. quem está envolvido no mundo corporativo "capitalista" sabe disso melhor que ninguém: presidentes de empresas como a que eu trabalho (que a propósito fatura nada menos que 13B de dolares ao ano, cerca de 15% disso só aqui no brasil) elogiam as ações do nosso governo pra quem quiser ouvir. ou seja: de alguma forma, este governo atende às demandas dos grandes capitalistas e também da população. é patética a quantidade de pessoas teoricamente esclarecidas que simplesmente desconhecem os números (todos a favor da atual administração).</p>

<p>além do motivo simples (gosto do resultado "frio e matemático" do atual governo), os demais candidatos não me agradam. acho o psdb tão ruim ou pior que o pt (além de ser um partido conservador disfarçado de centro-esquerda) e considero o serra um ditador, ponto final. marina silva e plínio são bons políticos, mas francamente não creio que partidos tão pequenos tenham condições de governar esse país. é fácil dizer que vai mudar tudo e fazer do seu jeito (como o pt dizia antes, lembram?), difícil é se adequar às muitas concessões que precisam ser feitas pra poder de fato governar.</p>

<p>e vou insistir num ponto que ninguém parece reparar: o voto que de fato importa no dia a dia não é para presidente. votar para deputado e senador é muito mais importante. são esses os caras que realmente fazem a diferença, e sobre esses ninguém debate nada e nem se estressa. prefiro votar no pv e psol, por exemplo, para senador e deputado, na tentativa de balancear esse jogo de poder. a quantidade de deputados e senadores asquerosos que temos hoje no poder é assustadora. e sobre isso ninguém fala, ninguém briga.</p>

<p>e tem mais: ficou moderno e "in" votar na marina silva, mas eu não caio mais nessa. a mulher  é evangélica engajada, e só depois de muito <em>coaching</em> começou a responder a todas as perguntas difíceis com a palavra mágica "plebiscito". ela agora fica em cima do muro pra tudo que é polêmico, tentando disfarçar seu viés. evangélicos nunca são isentos, eles são radicais. como atéia convicta, simplesmente não consigo aceitar apoiar um líder tão fortemente religioso, ainda mais associado a uma igreja que explora seus fiéis. não dá.</p>

<p>meu desejo primário era não votar, pra demonstrar que o pt como partido me decepcionou. esperava mais transparência e punição adequada à corrupção. mas não consigo simplesmente não votar, seria me isentar de opinar. e eu tenho opinião, sim: gosto do trabalho que foi feito pelo governo atual em muitos aspectos, e acho que outros precisam melhorar muito. como diz um ditado não sei de onde, "não se deve jogar a água do banho com o bebê junto". não é porque não gosto de algumas coisas que vou desconsiderar tudo o que foi bom, seria infantil.</p>

<p>vou votar nela, e procurar caminhos pra demonstrar que não estou contente com o que não está bom no pt, ao invés de querer mudar tudo. já não tenho mais 17 anos e não creio que mudar radicalmente o governo vai resolver os problemas que me incomodam.</p>

<p>além disso, acho a dilma uma mulher admirável, com uma história que merece respeito. repudio os misóginos disfarçados que querem transformá-la pessoalmente numa bruxa e desconsiderar seu valor porque apóiam outros candidatos. <em>shame on you</em>.</p>

<p>**</p>

<p>continuo falando do progresso da gravidez (41 semanas completas hoje!) e sobre questões de maternidade, trabalho e etc. <a href="http://www.zel.com.br/fabricando">aqui</a>, pra quem quiser acompanhar.</p>

<p>e olha: uma das coisas que mais estou gostando de engravidar e ter um filho é acabar aquela história de "mas você não é mãe, não pode falar nada". isso sempre foi babaquice, na minha opinião, e quanto mais o processo aqui progride, mais continuo achando a mesma coisa.</p>

<p>se você é mãe e usa esse argumento babaca quando outras mulheres não-mães palpitam sobre assuntos de gravidez e criação de filhos, se manca. não precisa ser mãe pra ter opinião sobre esses assuntos, viu? basta pensar.</p>

<p>prometo a vocês, amigas e colegas que não são mães, jamais usar esse argumento furado. vocês podem sim ter opinião, e ela é tão válida quanto a de qualquer mãe. até porque o fato de parir não transforma idiotas em gênios (e em alguns casos que já presenciei, virar mãe piorou a criatura :D)</p>

<p>e prometo também não virar "a mãe" que só fala desse assunto e vive em função desse papel. deus me livre.</p>

<p>**</p>

<p>pra não passar batido, fica a dica dos blogs que eu leio sempre: <a href="http://pequenosdelitos.wordpress.com">pequenos delitos</a>, <a href="http://allthosecanthelps.wordpress.com/">all those can'thelps</a> (blog novo da cam!), <a href="http://www.lareinamadre.com.br/">la reina madre</a>.</p>

<p>**</p>

<p>a quem interessar possa: vários emails que mandam pra mim não chegam na caixa postal, não sei porquê. tou investigando, mas não se chateie se eu não respondi, eu posso não ter recebido mesmo...</p>

<p>**</p>

<p>e por enquanto é só: até a próximam, que não sabemos quando o menino chega e eu vou sumir :)</p>]]>

</content>
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<title>um pouco de sexo, pra variar</title>
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<modified>2010-08-19T23:21:38Z</modified>
<issued>2010-08-17T17:17:46Z</issued>
<id>tag:www.zel.com.br,2010://1.4860</id>
<created>2010-08-17T17:17:46Z</created>
<summary type="text/plain">vou aproveitando enquanto o menino não chega pra colocar no blog as opiniões e elucubrar sobre assuntos aleatórios. esse post eu dedico ao meu amigo querido autor do pequenos delitos ;) vou falar sobre pornografia e sexo. se você tem...</summary>
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<name>zel</name>
<url>http://www.zel.com.br</url>
<email>zel_contato@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>vou aproveitando enquanto o menino não chega pra colocar no blog as opiniões e elucubrar sobre assuntos aleatórios. esse post eu dedico ao meu amigo querido autor do <a href="http://pequenosdelitos.wordpress.com">pequenos delitos</a> ;)</p>

<p>vou falar sobre pornografia e sexo. se você tem problema com o assunto, recomendo pular esse post. pretendo ser bem honesta e posso incomodar pessoas sensíveis.</p>

<p>eu gosto de pornografia. e não é que goste como "arte" não, gosto como estímulo mesmo. fico empolgada, adoro uma série de formas de pornografia e consumo sempre que posso. aqui em casa assinamos canais adultos como parte do pacote, e de vez em quando (juntos ou separados) zapeamos pra ver o que rola. e não, não sou essa máquina super-sexual-urru, estes não são definitivamente meus canais preferidos (não posso falar pelo <a href="http://palavrasbrutas.blogspot.com">fer</a>, é claro :)), só gosto da idéia de poder receber estímulo externo a qualquer momento. acho saudável e gostoso.</p>

<p>curto muito literatura erótica também (de preferência explícita. coisas muito sutis me deixam entediada, confesso), e nos últimos anos as coisas mais legais que li foram alguns quadrinhos (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Milo_Manara">manara</a> em geral, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lost_Girls">lost girls</a> em especial). <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana%C3%AFs_Nin">anaïs nin</a>, por exemplo, acho interessante mas um pouco chata.</p>

<p>e aí que apesar de gostar, tenho um incômodo constante quando vejo filmes (e fotos) pornôs, quase uma implicância. outro dia vendo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cilada">cilada</a>, me identifiquei com a namorada do protagonista enquanto assistiam a um pornô: ela ficou o tempo todo criticando o filme (música, falta de lógica, unhas das mulheres e etc.). ri de mim mesma, mas ao mesmo tempo fiquei me perguntando porque diabos tantas mulheres acham cafona e esquisito o mesmo pornô que os homens acham tesudo.</p>

<p>minha conclusão, obviamente baseada na observação de mim mesma, é que os filmes são feitos para mostrar os homens tendo prazer e desfrutando do sexo, as mulheres são só <em>meio</em> pra que eles se divirtam. reparem que são eles que gozam no final, sempre, de forma bem... gráfica. e só nunca tendo trepado na vida pra achar que aquela gritação da mulherada é sinal de prazer, convenhamos.</p>

<p>bom, pra ajudar a defender minha tese, vou listar ali embaixo os clichês de filme pornô que me incomodam. e a questão da falta de história ou roteiro definitivamente não é um deles!</p>

<p><strong>preliminares? só pra eles</strong>: acho curiosíssima essa denominação, <em>preliminares</em>. por que sexo oral (ou qualquer coisa que não seja pau-no-buraco) é considerado menos que o ato sexual, uma mera entrada? é perfeitamente aceitável (e muito bom, aliás) o sexo sem penetração. pode ser prato principal, sim! já repararam que sexo oral em mulheres é só pra dar uma molhadinha pra ir pro clichê seguinte? lamentável.</p>

<p><strong>o figurinho das moças</strong> (by <a href="http://www.lareinamadre.com.br">denize</a>): aquelas roupas / lingeries / unhas / cabelos / sapatos são completamente broxantes. nas cenas de mulher com mulher chega a me arrepiar quando aquelas loucas usam seus dedos de zé do caixão. no-jen-to. algum homem precisa explicar qual é a graça daqueles figurinos e as unhas. o homem aqui de casa também detesta, então pra mim é mistério.</p>

<p><strong>o senhor pinto</strong>: ah, sempre os pintos imensos, brilhosos, usados feito tacapes. bem, isso pode ser coisa só minha mesmo, mas totalmente dispenso pintos grandes. e acho aliás que homens de pintão viram ególatras e pintocêntricos. creio que exatamente porque os homens valorizam tanto seus próprios paus, esses "bem dotados" acham que basta um pinto + bate-estaca e a gente vai gozar. ledo engano, senhores pintos...</p>

<p><strong>horas e horas de felação</strong>: ai, a-do-ro essa palavra e nunca tinha escrito, não podia perder a oportunidade :) mas sério: quem curte ficar tanto tempo chupando um pau e fazendo caras e bocas enquanto isso? é legal, gostoso (pros 2, pelo menos eu acho...), tem seu valor, mas as cenas são cansativas. minha opinião? elas são cronometradas pra apoiar a punheta do espectador. #prontofalei</p>

<p><strong>bate-estaca</strong>: depois da molhadinha de praxe e das horas de chupação, começa a sessão bate-estaca, ou seja, os caras com seus pintos enormes só fazem meter-meter-meter, sempre procurando o ângulo da câmera. por looongos minutos, no melhor estilo britadeira. isso depois da infeliz ter passado outros tantos loooongos minutos se dedicando ao senhor pinto. não consigo imaginar nada menos tesudo. bate-estaca com contexto e quando a gente tá "preparada" é massa sim, mas a seco, sem a gente se sentir minimamente estimulada, só faz assar a bacurinha!</p>

<p><strong>DDA sexual</strong>: me expliquem pra quê tanta mudança de posição, se no fundo o cara vai fazer só o mesmo bate-estaca em outro ângulo? será que sou só eu que me incomodo se a criatura fica inquieta e quer fazer o kama sutra todo em 10min? acho que aqui junta a síndrome do senhor pinto + o mito do atleta sexual: o cara tem que virar você de ponta-cabeça pra ser bom. aproveito a oportunidade pra dizer pros homens de plantão que salvo exceções, a maioria das mulheres curte sexo simples e bom, as peripécias são curiosidade e variação (que é bom também, com parcimônia).</p>

<p><strong>gozar na cara, boca, peitos</strong>: reconheço que tem sua atração, mas TODA VEZ? puta coisa chata e repetitiva...</p>

<p><strong>elas não gozam. e eles não tão nem aí</strong>: deixei por último porque no fim esse é o que mais me incomoda. cara, é RARO ver atriz pornô gozar. elas passam o filme todo ali na maior interpretação, com <em>oh!s, ah!s, fuckme!s</em>, caras e bocas e obviamente não gozam. aliás, digo mais: muitas vezes elas nem estão se divertindo. você vê claramente que não tem prazer ali, é uma atriz seguindo instruções e fazendo vozes. como é que a gente como mulher vai se identificar, se colocar no lugar dela e se sentir estimulada? francamente.</p>

<p>pronto, é isso: pornôs são feitos pra homens se masturbarem, inclusive quando o tema é lésbico (esses são mais clichês ainda, morro de vergonha alheia). o foco é todo no prazer deles, e não o nosso. eles precisam gozar, a gente não. as mulheres estão ali pra proporcionar prazer a eles e fingir que estão gostando, e quanto mais dramática a encenação, melhor.</p>

<p>os únicos filmes pornôs que gostei de verdade (quero até comprar!) foram os estrelados pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Belladonna_(person)">belladonna</a>. mesmo quando a temática não me agrada 100% (os filmes dela têm muito dominação, às vezes excessiva pro meu gosto), ela está "presente" nas cenas todas e aproveita cada minuto. ela claramente adora fazer os filmes, goza de verdade e se diverte. adoro.</p>

<p>sei que há mulheres fazendo filmes para mulheres, mas é alternativo, mais difícil de achar, menos acessível. talvez se minha internet prestasse :D eu teria possibilidade de explorar mais e encontrasse coisas ao meu gosto. quem tiver dicas de coisas que saiam do clichê que eu descrevi, coloca aí, são sempre bem-vindas.</p>

<p>e pra quem tem dúvidas sobre a sexualidade feminina, fica a dica:</p>

<p><a href="http://xkcd.com/"><img src="http://imgs.xkcd.com/comics/porn_for_women.png"></a><br />
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