SHAMPOO!

[out-2014]

É dose ser mãe pisciana de menino virginiano:

 

(Ele ganhou shampoo do Sully e Mike da vó Vera, cada embalagem é feita à semelhança dos personagens, estamos usando)

 

— “mamãe, o que é esse aqui?” (mostra o shampoo azul)

— “é um monstro azul e peluuuuuudo!”, respondo eu, fazendo graça, e…

— “não, mamãe. É um SHAM-POO.”

 

Sabe aquele tom de resposta DÃÃ-MÃE? Pois é.

 

Fuén.

bom velhinho

Otto está 100% convencido que o seu avô Geraldo é Papai Noel. 😂😂😂

 

E então em função disso ele tem um plano de desmascarar o avô na calada da noite, achando a roupa de Papai Noel escondida na casa dele.

 

Já tá combinando com o Fernando pra viabilizar:

 

Otto: “Um dia desses eu queria ir para Marília”

Eu: “Ah é? Por quê?”

O: “Para descobrir se o vovô Gê é o Papai Noel!”

F: “E por que você tem essa suspeita?”

O: “Porque ele tem barba branca e cabelo branco, que nem o Papai Noel, ora!”

F: “Bom, semana que vem a gente vai para lá e você pergunta, tá bom?”

fujão

[out-2013]

e agora tudo que a gente pede pro otto fazer e ele não quer (quase tudo, diga-se), ele responde “não! eu vou FUGIR!” e sai correndo.

 

fico dividida entre rir muito e chinelar o menino. #bodegaiato

engrish

[out-2013]

como é maluco o cérebro das crianças — estou em casa, numa conf call com meus colegas nos USA a tarde toda (em inglês). o Otto está por aqui, andando e prestando atenção ao que estou fazendo, quietinho. há poucos minutos ele foi na pilha de livros e trouxe um livro que “fala” os números em inglês, quando aperta no lugar certo, e está aqui brincando do meu lado <3 incrível né?

**

detalhe: ele não faz aula de inglês, nem escola bilíngue, nem ensinamos em casa. o livro foi presente da Léa. ainda não estou convencida dos benefícios ou impactos de ensinar outros idiomas tão pequeno, por enquanto ele só é exposto a outros idiomas como parte da vida social (ou indiretamente graças à minha profissão)

catarrento

[out-2015]

10 dias depois de gripe, catarro, tosse, garganta inflamada, dor de barriga e o cacete a quatro, ontem aparece um exantema e 39.3C de febre do nada.

 

Voltamos na pediatra HOJE e o menino tem otite 🙁

 

**

 

Isso é karma: sempre achei um nojo criança catarrenta, com nariz escorrendo. Otto não tem nariz escorrendo, NUNCA. Ele funga ou limpa (às vezes na roupa, nem sempre na dele. Oba), só que fungar é o pior que pode acontecer pra uma criança pequena com secreção, que acaba indo para o canal do ouvido, e infecciona. Ou seja: tem um motivo pra tantas crianças serem catarrentas, é melhor.

 

Segundo round de tratamento, lá vamos nós.

 

grease

[out-2016]

Amigues: MAYDAY, MAYDAY!

 

Otto ontem começou a cantar “you’re the one that I want / the one that I want / uh, uh, uh!” e estranhamos, porque não vimos esse filme há décadas.

 

Perguntamos, ele disse que viu na escola. Achamos muito esquisito que eles mostrassem essa música / filme pra idade dele, mas fomos ver o clip, porque de repente nossa visão é datada e era só impressão que o filme é de adulto e…

 

… assistimos o clipe. E eu ainda tou sem saber o que responder pra professora que “ficou feliz que ele aprendeu a música que estão trabalhando na aula”.

 

Pessoal, HALP. Sou moralista? Careta? Conservadora por achar que essa música / clipe é muito inadequada pra crianças de 6 anos?

 

(A LETRA: “preciso de um homem que me satisfaça”. Socorro!!!!)

chocolaaaaate!

[out-2012]

Peguei um potinho de Callebaut versão pastilhinha pros meninos comerem. Otto comendo todo feliz, sorrindo e repetindo “socoláaaaaaath!” = <3 (lembrei de você, Tina)

bizilhões

Hoje cedo fomos jogar cascas de frutas e legumes na composteira que improvisamos no quintal (depois conto se tá funcionando), e estava uma nuvens de abelhas jataí.

 

Otto corre todo animado pra contar pro Fernando — “papai, papai, vem ver, tem BIZILHÕES de abelhas lá fora!”

 

(Tinha mesmo!)

estereótipos

[out-2014] Mas vale pra qualquer ano!

há uma questão que muito me interessa e exatamente por isso é importante enquanto educo o otto — evitar rótulos e julgamentos. caso vocês já tenham tentado, devem saber que é super difícil. bom, pelo menos pra mim é muito: observo as pessoas e um mar de adjetivos vêm à cabeça. feio, bonito, gordo, magro, chato, burro, simpático, emburrada. a menos que eu interrompa o tsunami, ele me domina. antes mesmo de conhecer melhor a pessoa, já julguei, condenei, amei e odiei. tudo com base na observação tacanha da pontinhinha de um enorme iceberg.

 

é inevitável, tão arraigado que está em mim, mas luto contra ativamente. e mais importante, procuro não repassar esse “método” para o otto. tenho certeza que não dá pra ser totalmente neutro, o mundo não é neutro. quando decidi ativamente parar com o julgamento e rótulos e não repassar isso pra ele, me dei conta do quanto. cada propaganda, episódio de desenho, filme, diálogo, imagem, história infantil tem uma carga imensa de julgamento, inúmeros rótulos. dificílimo filtrar, mas de alguma forma temos conseguido, vejam:

 

essa semana minha mãe, numa brincadeira, disse pro otto que a julia (prima dele) era “feia”. sabe quando a gente quer provocar a criança a reagir, numa brincadeira? ele adora a julia, e ela é linda. então, o “feia” obviamente era uma piada, pra ele responder que não, claro, defender a prima e achar graça do absurdo.

 

(brincadeira ou não, eu pedi que minha mãe não brincasse assim com ele. pra ela é só uma brincadeira, e eu como adulta entendo; mas não quero que ele aprenda que é engraçado dizer que alguém é feio. ela não entendeu na hora o motivo, provavelmente, espero que entenda depois de ler esse texto :))

 

ele não só não reagiu como não entendeu a brincadeira, e percebi o motivo: ele não sabe o que é ser FEIO. ele não tem ainda esse conceito do feio/bonito! acho que nunca dissemos pra ele que algo é FEIO (ou seja, esteticamente desagradável pra quem observa; o oposto de BONITO).

 

nós não falamos que o saci é MALVADO (eu filtro essa parte na história). dizemos que ele é bagunceiro (ou seja, quem faz bagunça, tira as coisas do lugar), usando as ações dele como referência, mas nunca questionando a essência dele (bom/mau). até porque, convenhamos, o saci não é completamente malvado! por que rotular, se ele às vezes é bom, e às vezes é mau? e não somos todos assim?

 

enfim, é um assunto tão interessante e tão complexo, penso nele com frequência. não sei se estou fazendo certo ou errado com o otto (será que é bom ele não saber o que é “feio”?), mas faço o que manda o meu coração. depois de aprender como rótulos machucam a gente, prefiro que ele aprenda a usar o mais tarde possível, e só quando realmente for necessário.