March 11, 2010

por enquanto

eu só lembro que estou grávida quando deito no sofá ou pra dormir, que é quando sinto o piolho brincando de cambalhota. fora isso, tou feito uma louca cuidando da vida. mil coisas acontecendo no trabalho, num ritmo que nem sempre consigo acompanhar.

não tenho a menor idéia de como será quando o moleque chegar. qualquer coisa pode acontecer, desde eu querer voltar pro trabalho na primeira semana :) até sofrer loucamente pra voltar ao trabalho. nem tento adivinhar, porque tenho certeza que algo dentro da gente deve fazer "click" quando vê aquela criaturinha dependende e um pedaço da gente. estou curiosa!

tenho muito mais medo de cuidar de bebê do que de parir. só de pensar em ter alguém que depende da gente pra absolutamente tudo durante vários anos me dá um suador. acho que por isso fiquei anos não querendo ter filhos e tinha pesadelos com crianças. uma criança dependendo de mim me apavora, e espero que a maternidade traga consigo também uma dose de coragem, porque eu vou precisar.

melhorei muito fisicamente, a única coisa incômoda é que eu esqueço que minha digestão está mais lenta e tenho comido mais do que necessário no almoço. chega o jantar e eu ainda tenho a impressão de ter acabado de comer... é difícil se acostumar com o "novo corpo".

e tem os peitos, né. estão maiores ainda, e eu sou agora o monstro do peito. se fosse fazer uma caricatura, eu seria 2 peitos com bracinhos e perninhas. e já me convenci que vai piorar, só não sei como vou lidar com peitos ainda maiores. não encontro sutiãs que me sirvam em absolutamente nenhum lugar - aceito sugestões para o problema!

piolho já ganhou montes de presentes, vamos ter que começar a pensar em uma cômoda pra ele, já não tem mais onde guardar. já mandaram pra mim faixa de barriga e biquíni de grávida, super lindos (só que o sutiã não cabe, é claro).

então é isso. tentando administrar as mudanças e as muitas demandas. tá passando mais rápido do que eu pensava...

March 3, 2010

coisas que a gente nem sabe que existe

pois desde a semana passada tenho sentido o piolho mexer. acho que senti até antes, só não sabia direito o que era! a melhor explicação é a da denize: um peixinho dentro da barriga. é uma tremelicação bem de leve, uma coisinha estranha, bem ali debaixo do umbigo.

(há quem pense que são gases, bem olha: é BEM diferente :) acredite em mim, sou uma mulher gaseificada)

fui à médica do convênio - e que ninguém descubra que eu sou eu e ela é ela, mas é uma porta - porque as dores na virilha persistem. não é nada que exija remédio ou coisa assim, é suportável mas é chatinho. dói quando levanto da cadeira, dói quando fico muito de pé. eu achava que podia ser aquela dorzinha de quando o útero começa a "migrar", mas não, gente, é pior.

o diagnóstico da médica foi sensacional: buceta* inchada (*ela na verdade falou vulva, o que me lembra uma história divertida). ela inclusive informou que a bichinha tá roxinha, pobre dela. em termos médicos (ha ha ha! :D) é uma questão de circulação. como eu fico muitas horas sentada, a circulação fica comprometida e eu sinto dor. segundo ela, não é um problema que afete a mim ou ao bebê, é só incômodo. e passa se eu ficar com os pés pra cima ou usar meias de compressão.

então estou negociando um banquinho debaixo da minha mesa e vou ver as tais meias. mas francamente, nada paga um diagnóstico bizarro destes :)

February 25, 2010

sai, diabo do consumo :D

essa história de ter filhos abre toda uma nova gama de possibilidades consumistas. é uma tentação incontrolável! felizmente aqui no brasil as ofertas são bem mais restritas... vejam isso aqui, que inferno: lucky wang. dica da denize, claro.

e eu queria mesmo era uma menininha japa dessas pra mim :)

February 23, 2010

iguais ou diferentes?

todo mundo tem o direito de achar o que quiser, afinal, mas tem umas coisas que eu fico assim besta. segui a recomendação da cam no twitter, e fui ler o post deste blog sobre a crítica da maternidade naturalista.

sempre tive pé atrás com o feminismo, e explico o porquê. sim, sei que a discussão é complexa e sou completamente leiga no assunto, mas ainda assim me dou o direito de expressar minha opinião.

acho ridículo rotular como retrocesso feminista a mulher optar por exercer seu papel de mãe plenamente. é um fato que o bebê é dependente da mãe, e que ela é mais importante que o pai durante alguns meses. o fato de termos encontrado alternativas (mamadeira e outros) não elimina a realidade. é como dizer que porque podemos alimentar um elefante bebê com uma mamadeira a elefanta mãe não é mais importante ou devia ser "libertada" dessa atividade.

essa defesa da "liberdade" feminina pra trabalhar e não estar à disposição do bebê é falácia: o que está por trás disso (de novo) é a questão de escolha. no mundo moderno e na nossa classe social, a forma como a mãe vai assumir sua maternidade é escolha, não é mais imposição. você quer parir e na sequência fazer plástica, não amamentar e nem pegar seus filhos no colo (como fez a fernanda young, aliás)? é sua opção, pô. tem quem vá achar que você é uma mãe sem noção, tem quem vá achar que é uma opção de mulher livre, liberada e moderna.

opções trazem consigo ônus e bônus. pra mim só cabe trazer a questão feminista à tona se a mulher não tem opção. havendo opção, basta ser adulta e assumir a sua.

uso a mim mesma como exemplo: de que forma ficar 6 meses fora do trabalho por conta da minha licença maternidade e ficar à disposição do meu filho para mamar a qualquer hora é um retrocesso do ponto de vista feminista? fui eu quem escolheu. se escolher inclusive parar de trabalhar (em acordo com meu marido e companheiro) é meu direito. pior são as coitadas que sequer têm direito a esta escolha, caso queiram ser mães, e são obrigadas a deixar seus filhos em creches e parar de amamentar.

pra mim esse ponto de vista é uma inversão da realidade (inclusive no nível animal da coisa) baseada em culpa. muitas mulheres precisam da justificativa feminista ("não sou um delivery de leite, sou uma profissional e mulher") pra não se sentirem culpadas por simplesmente estarem de saco cheio de amamentar seus filhos ou cuidar deles. encheu o saco? terceiriza. mas (DE NOVO) assuma suas escolhas como um adulto.

eu não preciso de nenhum guru feminista encontrando justificativas pra mim, dispenso. faço minha escolhas individuais e arco com as consequências delas, muito obrigada.

February 18, 2010

e a barriga?

por enquanto eu senti o seguinte:

- a barriga de dentro tá empurrando a de fora, mas não o suficiente pra dar pra perceber diferença (afinal, eu já tinha barriga :D)
- as laterais da barriga estão mais firmes e dá pra sentir quando põe a mão que tem algo diferente. mas só pondo a mão...
- eu sinto um incômodo (que já foi confirmado como normal) nas regiões baixas :) que descreveria como a dor que a gente sente quando anda muito de bicicleta. nada demais, mas é diferente

fora isso, o enjôo passou mas a sensação de estar constantemente cheia não passou. não consigo comer tanto quanto como normalmente, o que é provavelmente bom :D

o xixi do meio da noite amenizou um pouco também, não acordo mais toda noite, apesar de beber a mesma quantidade de água. mas parece que isso dura pouco, logo logo eu volto a fazer xixi loucamente. oba (not).

as roupas todas ainda servem, mas descobri que tem uma razão: todas as minhas calças são de cintura baixa. enquanto meu quadril for o mesmo, as calças vão servir. espero que dure ainda uns meses!

bem, e os peitos... aquele inferno. enormes, pesados. mas pararam de doer, ufa.

e já que o babycenter menciona o assunto, sobre sexo: normalíssimo, nada mudou. e ótimo, como sempre :D

porque mudança pouca é bobagem

não sei o quanto ficou claro, embora eu tenha mencionado em posts anteriores, mas queremos adotar nosso segundo filho. ou melhor, nossa segunda filha.

eu não pretendo engravidar de novo, por 2 motivos: não acho a gravidez exatamente agradável, e acho experimentar uma vez já satisfaz meus desejos de passar pela experiência.

por outro lado, acho absolutamente essencial que meu filho tenha irmãos. minha opinião é que ser filho único não é legal. com todos os problemas que tive/tenho com meus irmãos, tenho certeza que eu seria uma pessoa pior se eles não existissem. é um relacionamento que não tem substituição - amigos, por mais próximos e presentem que sejam, não são a mesma coisa que irmãos.

e por que uma menina? novamente, porque quero passar pela experiência de criar uma menina, já que teremos um menino. não tenho dúvidas que outro menino seria legal também, mas já que podemos escolher, escolheremos.

não sei quando a adoção vai acontecer de fato, pois queremos uma menina com idade compatível com a do piolho. provavelmente vai demorar, pois sabemos que esse é o perfil mais difícil, mas não temos pressa afinal de contas. só gostaria que não fosse muito depois dos 4 anos do moleque. entraremos com a papelada nos próximos meses, e aí é só esperar!

imaginamos - e sabemos, afinal viemos de famílias grandes - que criar mais de 1 filho ao mesmo tempo é difícil, mas pra nós é menos importante o nosso trabalho e mais importante que nossos filhos tenham irmãos. temos certeza que não é moleza, mas não tem problema. como se dizia na época da minha avó, quem cria um cria dois :)

conforme formos andando com esse processo paralelo, vou dando notícias.

preparação para o que virá

fomos visitar a primaluz e amamos. tudo combinado (e nada acertado, sendo tão cedo ainda...) e tou satisfeita com o acordo. a márcia (que é uma fofa) escutou o piolho com um aparelhinho legal - não sem dificuldade, porque o moleque foge - e nós nos divertimos com o processo.

precisarei de um médico por aqui pra pedir os exames e tal, e ela nos sinalizou que alguns médicos "apavoram" as mães e os pais quando descobrem que a opção é fazer o parto normal sem intervenção. bem, nós estamos 100% tranquilos com isso - não há médico que me convença de nada sem me explicar as coisas muito bem explicadinhas. é bom ele lembrar bem de tudo que aprendeu na faculdade pra desenhar e fazer diagramas, ou vai falar com as paredes...

February 9, 2010

fazemos qualquer negócio!

ó, e tem outra coisa: quem não quiser doar coisas mas quiser vender por um precinho legal, eu compro, viu?

prefiro comprar dos amigos do que comprar novo. claro que precisa estar em bom estado, né, mas isso nem precisava falar. bom senso eu sei que vocês têm :)

February 8, 2010

jujubas

e sobre a história de parto normal, fica assim: por enquanto tá decidido que farei todo o acompanhamento e o parto com a primaluz, e o parto será no são luiz, numa das salas de parto que eles têm. aí posso levar a "minha equipe de parto", e eles só intervêm se der tudo errado. vai dar até pra fazer parto na água, como eu quero. oxalá!

fiquei super-surpresa quando descobri que as opções pra quem quer fazer parto normal sem intervenção médica são poucas: casa de parto pública (que é legal, mas é LONGE pra caramba), sua própria casa ou o são luiz. aqui em casa não tem a menor condição de parir, francamente, é muito afastado e eu não ficaria tranquila e à vontade. me deslocar pro meio da periferia ou da favela pra parir eu não tou a fim. então são luiz será.

e quando é que teremos casas de parto de convênio, hein? ou pelo menos particulares? país atrasado é um horror mesmo.

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eu juro por deus que se meu peito aumentar mais eu vou precisar de apoio externo. mesmo os meus sutiãs do poder da victoria secret estão ficando no limite. por favor alguém me diga que não vai aumentar MAIS, senão a casa (e meus peitos) vão cair mais ainda, e vou ter que usar suspensão a ar.

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nada de vontades estranhas, nem fome excessiva. por enquanto o enjôo quase passou (só volta quando não como por mais de 4h) e o ódio ao alho permanece, firme e forte.

e o intestino voltou a funcionar normalmente. não que estivesse assim um problemão, mas ficou diferente, sim. quase entendi a mania do iogurte pra fazer cocô. quase.

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passei 2 dias com tosse de cachorro por causa da alergia, e tive que usar absorvente, não riam: cada tossida era um xixi. se tivesse 1ml de xixi na bexiga, adeus. depois de 2 acidentes, cedi ao absorvete, ao som de risadas descontroladas do marido. absolutamente humilhante :D

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as amigas mais chegadas me mandam por email os links e as fotos mais fofas de roupas, acessórios e quartos de bebê. gente, isso acaba com a vida de uma pessoa! só vou me preocupar com essas coisas lá pro 6o mês, mas é tentador demais.

por enquanto, comprei somente 1 quadrinho da ana ventura pro piolho e a tia paula deu roupinha e sapatinho. parece de brinquedo, né? muito fofo.

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a propósito: não aceito conselhos mas aceito doações :D quem tiver vontade de doar roupinhas, sapatinhos, qualquer coisa que já não use mais, me avise. eu adoro reaproveitar coisas, se puder evitar comprar eu prefiro, viu?

não só pela economia, que é legal também, mas principalmente pra evitar consumo desenfreado. eu sei que a tentação é grande, mas tentarei resistir. tendo doações, tudo fica mais fácil!

e não esquente com cor, não, porque eu não ligo pra essa coisa de cor de menina e cor de menino. deixo que ele se preocupe com isso mais tarde, quando chegar a fase ;)

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ah, e eu adoro essa música :)

eu tô grávida
grávida de um beija-flor
grávida de terra
de um liquidificador
e vou parir
um terremoto, uma bomba, uma cor
uma locomotiva a vapor
um corredor

eu tô grávida
esperando um avião
cada vez mais grávida
estou grávida de chão
e vou parir
sobre a cidade
quando a noite contrair
e quando o sol dilatar
dar à luz

eu tô grávida
de uma nota musical
de um automóvel
de uma árvore de natal
e vou parir
uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
um cartão postal

eu tô grávida
esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
e vou parir
sobre a cidade
quando a noite contrair
e quando o sol dilatar
vou dar à luz
(marina lima)

February 5, 2010

sobre a idade e a decisão de ter filhos

bom, pra começar, eu tenho 37 e faço 38 em março. estou acima do peso, mas fora o cansaço decorrente de carregar 20kg a mais, minha saúde é maravilhosa, exames todos 100%.

não sofri pressão pra engravidar por parte da minha família, porque não fui criada pra ser mãe nem esposa e nem dona de casa, eu fui criada pra ser profissional e independente (com todos os prós e contras dessa abordagem). até uns 30 e poucos eu inclusive desdenhava a idéia de ser mãe. hoje eu só tenho pavor :D

eu podia ter sido mãe antes se eu quisesse, eu decidi não ser.

estou casada há 6 anos com o fer, e é importantíssimo que eu diga que a decisão de engravidar tem tudo a ver com ele e com quem ele é. eu não concebo a idéia de produção independente ou de ter um filho de um qualquer. saber quem é e admirar o pai do meu filho é essencial pra mim. ter o pai do meu filho presente no processo todo (gravidez, parto, criação da criatura) é igualmente essencial.

eu não levaria adiante (como aliás não levei) uma gravidez indesejada, de pai desconhecido ou de pai que eu não desejaria pro meu filho. se eu fosse gay e desejasse ser mãe, procuraria um pai que de fato desejasse ser pai e inventaria uma família de 1 pai e 2 mães.

pra quem fica encanada com gravidez depois dos 35, veja meu exemplo: engravidei depois de 5 meses de tentativa, com 37 anos, sem nenhum tipo de artifício. concepção 100% natural :) o bebê e eu estamos ótimos por enquanto. não vejo nenhum motivo pra me preocupar além do necessário: cuidar da saúde, alimentação, evitar riscos desnecessários. tudo aquilo que a gente já faz (ou deve fazer) no dia a dia.

eu lembro de ir a uma gineco com 33 anos e ela me dizer que "se eu quisesse engravidar, que fosse logo, porque eu já estava velha". nunca mais voltei, é claro. de novo, bom exemplo de médicos sem noção.

por outro lado, é fato que engravidar mais nova é melhor e mais fácil (inclusive depois). o corpo de 37 não se compara ao corpo dos 20 anos (e não falo de aparência). mas também não adianta pautar sua decisão de ser mãe pela idade - a maternidade deve ser escolha, e não imposição. felizmente vivemos numa época em que mulheres podem decidir o que fazer com seus próprios corpos (desde que não falemos de aborto...).

se quer ser mãe mais tarde, cuide-se, faça seus exames periódicos e fique tranquila. é claro que é mais simples e fácil engravidar quando se é novinha, mas isso não significa que você está condenada! não entre nessa onda, porque aí além das limitações naturais da idade, sua cabeça vai ajudar a piorar a situação.