ultrassom #1

foi louco.

primeiro, a confirmação de que algo vivo está crescendo dentro da minha pessoa, momento alien total. é um feijãozão, grudado no útero.

segundo, o coração já bate! meu deus, alien feelings ficando mais fortes. um coração forte e rápido, é muito maluco. é um ser vivo, gente, que coisa absurdamente incrível!

e terceiro a concretização de uma idéia. até ontem, era só sensação e risquinhos num exame. agora é um serzinho, o piolho já do tamanho de uma azeitona (aquelas de vidro, não aquelas a granel que são gigantescas).

a denize me perguntou se eu fiquei emocionada, e eu acho que não chamaria assim. o que sinto é um espanto imenso com a complexidade da criação da vida. meu lado cientista fica abestalhado, eclipsando um pouco o lado mãe (que acredito ainda não ter aparecido).

eu devia ter sido bióloga ou médica 🙂

enfim: exame perfeito, tudo nos conformes. tanto o exame quanto a conta baseada na data de última menstruação batem 100%: 7 semanas (e até ontem, 2 dias).

agora é esperar o próximo ultrassom, que é o mais importante, na 11a semana. mais 5 semanas de espera…

gravidez é uma prova difícil para os ansiosos.

plasil na veia

a coisa tá feia. o enjôo não é suficiente pra vomitar, mas acaba com meu apetite e meu dia. meu natal foi um show de horror – eu não contei pra ninguém ainda que estou grávida, então sequer dá pra reclamar (fora o coitado do fer, que me aguenta reclamando o dia todo).

não suporto cheiro de praticamente nada (especialmente alho), e perfume, que já me dava náusea, agora me dá pavor.

resisti o quanto pude, mas ontem comecei a tomar 1 plasil por dia, de manhã. a sensação não vai embora 100%, mas melhora o suficiente pra eu conseguir comer 3 ou 4 refeições por dia. consigo comer bem massa, purê, salada bem fresquinha e azeda e algumas carnes. batata e tomate tem sido uma bênção.

estou na contagem regressiva das 12 semanas (ainda entrando na 7a…), que dizem que é o prazo do enjôo.

por enquanto, gravidez é sinônimo de incômodo físico. espero que melhore, afe.

essa semana faço os exames de sangue todos e o 1o ultrassom. ansiedade total, além do mal-estar físico. aiaiai.

uma coisa que é mas não é

esse período é muito bizarro. eu sei que estou grávida mas parece uma coisa irreal – não tem evidências positivas, só negativas. corpo estranho, hormônios pululando e me deixando toda estranha.

estou me achando mais pavio curto do que o normal (mesmo no trabalho, onde normalmente sou mais controlada); não estou suportando cheiro de um monte de coisas (inclusive comida, a menos que esteja com bastante fome); estou incomodada com textura da comida (coisas melequentas me dão nojinho).

essa última aí deve ser graças ao bebê, que é mesmo filho do fer 🙂 (ele também detesta comidas melequentas).

me sinto ridícula pensando no bebê, porque eu ainda não “vi” nada além de risquinhos no teste de gravidez e parece que estou numa TPM daquelas poderosas. ainda bem que está chegando a consulta com a médica, porque preciso de uma reafirmação, evidência, sei lá.

seguindo recomendação da amiga denize, estou mentalizando o bebê-piolho no útero, na barriga, sei lá (e eu que tenho dúvidas sobre como se parece um útero? tipo uma pera de ponta-cabeça?). aquelas mentalizações bestas da ioga, mas que eu sei que fazem bem.

tou falando pro bebê: ficaí tranquilo, meu, que temos longos meses pela frente juntos…

nunca as semanas passaram tão devagar. não vejo a hora de poder contar pros amigos todos!

desconfortos e coisas boas

fisicamente está chatíssima essa fase. meus peitos pesam toneladas, estou inchada e tive umas cólicas chatas no fim de semana e a comida não me cai bem. eu não tenho enjôos, mas tudo que eu como parece que faz mal. nunca tive azia e agora é o tempo todo. tive também dores de cabeça constantes, que acho que estão relacionadas ao inchaço. estou me forçando a beber montes de litros de água pra amenizar.

pra completar, tive um sangramento leve no dia de ontem, como a denize tinha previsto :), e fiquei apreensiva. parece que é normal, mas… é chato!

agora coisa boa mesmo de engravidar e ter filhos (fer e eu concordamos) é que agora seremos “autorizados” a reclamar e falar mal das barbaridades que vemos por aí: pais e mães sem noção, grávidas loucas e chatas, crianças sem educação e etc. se você não tem filhos, não tem direito de reclamar de nada, é uma patrulha absurda.

pois agora vou CONTINUAR falando mal de pais, mães, filhos, grávidas e etc. e agora EU POSSO! Mwahahahaha! 🙂

descobertas interessantes

na falta da médica pra me orientar no início, vou contando com a denize e o google. mil vezes a dê que o google, honestamente – a maior parte das informações que encontrei sobre gravidez na internet são um show de horror completo.

a única que me pareceu minimamente razoável foi essa aqui, explicando o que acontece semana a semana. minha primeira surpresa foi descobrir que as semanas se contam a partir da data da última menstruação (no meu caso, 9/novembro). ou seja, estou entrando na sexta semana. na minha cabeça, devia contar a partir da data mais provável da concepção (pelo menos 2 semanas depois da menstruação), mas… aliás, contar gravidez por semana é coisa moderna, né? que eu me lembre, gravidez era contada por mês!

outra “descoberta” que me irrita é tudo que é texto falando de gravidez chama a mulher grávida de “mamãe”. odeio. pra mim, “mamãe” só deve ser usado pelo filho ou num contexto com o bebê presente quando se refere à mulher que no caso é mãe dele. exemplifico:

bebê – “mamãe!” <== OK pai da criança - "a mamãe tá chamando" <== OK amigo, conhecido, whatever - "olha, a mamãe trouxe sua chupeta" <== OK qualquer outro uso acho péssimo. "a mamãe no segundo mês está..."? eca. "bom dia, mamãe, veio fazer o pré-natal?" chute na boca. ninguém além do meu filho pode me chamar de mamãe. só se aplica se for pra me identificar para o meu filho.

como tudo começou

depois de alguns dias de atraso, fiz o teste de farmácia e pronto: deu positivo. duas listrinhas vermelhas. ah que medo, meu deus!

acordei o fer, nem sei como ele entendeu o que estava acontecendo. ficamos felizes e atordoados, acho que vai demorar pra cair a ficha de verdade.

eu nunca quis ser mãe. depois dos 30 é que comecei a pensar mais no assunto e achar que devia, por basicamente 2 motivos:

1/ todos os idiotas do mundo se reproduzem, e muito rapidamente. eu preciso contribuir positivamente para o pool genético do mundo!

2/ tinha medo de me arrepender no futuro por não ter sido mãe. melhor me arrepender de ter sido, pronto.

acho que vai ser difícil, nossa vida vai mudar e algumas coisas devem ser mega chatas, mas também acho que seremos bons pais e que será divertido muitas vezes.

por enquanto não me sinto grávida, só me sinto incomodada 🙂 peitos explodindo, azia quando tomo café e como qualquer coisa.