iguais ou diferentes?

todo mundo tem o direito de achar o que quiser, afinal, mas tem umas coisas que eu fico assim besta. segui a recomendação da cam no twitter, e fui ler o post deste blog sobre a crítica da maternidade naturalista.

sempre tive pé atrás com o feminismo, e explico o porquê. sim, sei que a discussão é complexa e sou completamente leiga no assunto, mas ainda assim me dou o direito de expressar minha opinião.

acho ridículo rotular como retrocesso feminista a mulher optar por exercer seu papel de mãe plenamente. é um fato que o bebê é dependente da mãe, e que ela é mais importante que o pai durante alguns meses. o fato de termos encontrado alternativas (mamadeira e outros) não elimina a realidade. é como dizer que porque podemos alimentar um elefante bebê com uma mamadeira a elefanta mãe não é mais importante ou devia ser “libertada” dessa atividade.

essa defesa da “liberdade” feminina pra trabalhar e não estar à disposição do bebê é falácia: o que está por trás disso (de novo) é a questão de escolha. no mundo moderno e na nossa classe social, a forma como a mãe vai assumir sua maternidade é escolha, não é mais imposição. você quer parir e na sequência fazer plástica, não amamentar e nem pegar seus filhos no colo (como fez a fernanda young, aliás)? é sua opção, pô. tem quem vá achar que você é uma mãe sem noção, tem quem vá achar que é uma opção de mulher livre, liberada e moderna.

opções trazem consigo ônus e bônus. pra mim só cabe trazer a questão feminista à tona se a mulher não tem opção. havendo opção, basta ser adulta e assumir a sua.

uso a mim mesma como exemplo: de que forma ficar 6 meses fora do trabalho por conta da minha licença maternidade e ficar à disposição do meu filho para mamar a qualquer hora é um retrocesso do ponto de vista feminista? fui eu quem escolheu. se escolher inclusive parar de trabalhar (em acordo com meu marido e companheiro) é meu direito. pior são as coitadas que sequer têm direito a esta escolha, caso queiram ser mães, e são obrigadas a deixar seus filhos em creches e parar de amamentar.

pra mim esse ponto de vista é uma inversão da realidade (inclusive no nível animal da coisa) baseada em culpa. muitas mulheres precisam da justificativa feminista (“não sou um delivery de leite, sou uma profissional e mulher”) pra não se sentirem culpadas por simplesmente estarem de saco cheio de amamentar seus filhos ou cuidar deles. encheu o saco? terceiriza. mas (DE NOVO) assuma suas escolhas como um adulto.

eu não preciso de nenhum guru feminista encontrando justificativas pra mim, dispenso. faço minha escolhas individuais e arco com as consequências delas, muito obrigada.

e a barriga?

por enquanto eu senti o seguinte:

– a barriga de dentro tá empurrando a de fora, mas não o suficiente pra dar pra perceber diferença (afinal, eu já tinha barriga :D)

– as laterais da barriga estão mais firmes e dá pra sentir quando põe a mão que tem algo diferente. mas só pondo a mão…

– eu sinto um incômodo (que já foi confirmado como normal) nas regiões baixas 🙂 que descreveria como a dor que a gente sente quando anda muito de bicicleta. nada demais, mas é diferente

fora isso, o enjôo passou mas a sensação de estar constantemente cheia não passou. não consigo comer tanto quanto como normalmente, o que é provavelmente bom 😀

o xixi do meio da noite amenizou um pouco também, não acordo mais toda noite, apesar de beber a mesma quantidade de água. mas parece que isso dura pouco, logo logo eu volto a fazer xixi loucamente. oba (not).

as roupas todas ainda servem, mas descobri que tem uma razão: todas as minhas calças são de cintura baixa. enquanto meu quadril for o mesmo, as calças vão servir. espero que dure ainda uns meses!

bem, e os peitos… aquele inferno. enormes, pesados. mas pararam de doer, ufa.

e já que o babycenter menciona o assunto, sobre sexo: normalíssimo, nada mudou. e ótimo, como sempre 😀

porque mudança pouca é bobagem

não sei o quanto ficou claro, embora eu tenha mencionado em posts anteriores, mas queremos adotar nosso segundo filho. ou melhor, nossa segunda filha.

eu não pretendo engravidar de novo, por 2 motivos: não acho a gravidez exatamente agradável, e acho experimentar uma vez já satisfaz meus desejos de passar pela experiência.

por outro lado, acho absolutamente essencial que meu filho tenha irmãos. minha opinião é que ser filho único não é legal. com todos os problemas que tive/tenho com meus irmãos, tenho certeza que eu seria uma pessoa pior se eles não existissem. é um relacionamento que não tem substituição – amigos, por mais próximos e presentem que sejam, não são a mesma coisa que irmãos.

e por que uma menina? novamente, porque quero passar pela experiência de criar uma menina, já que teremos um menino. não tenho dúvidas que outro menino seria legal também, mas já que podemos escolher, escolheremos.

não sei quando a adoção vai acontecer de fato, pois queremos uma menina com idade compatível com a do piolho. provavelmente vai demorar, pois sabemos que esse é o perfil mais difícil, mas não temos pressa afinal de contas. só gostaria que não fosse muito depois dos 4 anos do moleque. entraremos com a papelada nos próximos meses, e aí é só esperar!

imaginamos – e sabemos, afinal viemos de famílias grandes – que criar mais de 1 filho ao mesmo tempo é difícil, mas pra nós é menos importante o nosso trabalho e mais importante que nossos filhos tenham irmãos. temos certeza que não é moleza, mas não tem problema. como se dizia na época da minha avó, quem cria um cria dois 🙂

conforme formos andando com esse processo paralelo, vou dando notícias.

preparação para o que virá

fomos visitar a primaluz e amamos. tudo combinado (e nada acertado, sendo tão cedo ainda…) e tou satisfeita com o acordo. a márcia (que é uma fofa) escutou o piolho com um aparelhinho legal – não sem dificuldade, porque o moleque foge – e nós nos divertimos com o processo.

precisarei de um médico por aqui pra pedir os exames e tal, e ela nos sinalizou que alguns médicos “apavoram” as mães e os pais quando descobrem que a opção é fazer o parto normal sem intervenção. bem, nós estamos 100% tranquilos com isso – não há médico que me convença de nada sem me explicar as coisas muito bem explicadinhas. é bom ele lembrar bem de tudo que aprendeu na faculdade pra desenhar e fazer diagramas, ou vai falar com as paredes…

fazemos qualquer negócio!

ó, e tem outra coisa: quem não quiser doar coisas mas quiser vender por um precinho legal, eu compro, viu?

prefiro comprar dos amigos do que comprar novo. claro que precisa estar em bom estado, né, mas isso nem precisava falar. bom senso eu sei que vocês têm 🙂

jujubas

e sobre a história de parto normal, fica assim: por enquanto tá decidido que farei todo o acompanhamento e o parto com a primaluz, e o parto será no são luiz, numa das salas de parto que eles têm. aí posso levar a “minha equipe de parto”, e eles só intervêm se der tudo errado. vai dar até pra fazer parto na água, como eu quero. oxalá!

fiquei super-surpresa quando descobri que as opções pra quem quer fazer parto normal sem intervenção médica são poucas: casa de parto pública (que é legal, mas é LONGE pra caramba), sua própria casa ou o são luiz. aqui em casa não tem a menor condição de parir, francamente, é muito afastado e eu não ficaria tranquila e à vontade. me deslocar pro meio da periferia ou da favela pra parir eu não tou a fim. então são luiz será.

e quando é que teremos casas de parto de convênio, hein? ou pelo menos particulares? país atrasado é um horror mesmo.

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eu juro por deus que se meu peito aumentar mais eu vou precisar de apoio externo. mesmo os meus sutiãs do poder da victoria secret estão ficando no limite. por favor alguém me diga que não vai aumentar MAIS, senão a casa (e meus peitos) vão cair mais ainda, e vou ter que usar suspensão a ar.

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nada de vontades estranhas, nem fome excessiva. por enquanto o enjôo quase passou (só volta quando não como por mais de 4h) e o ódio ao alho permanece, firme e forte.

e o intestino voltou a funcionar normalmente. não que estivesse assim um problemão, mas ficou diferente, sim. quase entendi a mania do iogurte pra fazer cocô. quase.

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passei 2 dias com tosse de cachorro por causa da alergia, e tive que usar absorvente, não riam: cada tossida era um xixi. se tivesse 1ml de xixi na bexiga, adeus. depois de 2 acidentes, cedi ao absorvete, ao som de risadas descontroladas do marido. absolutamente humilhante 😀

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as amigas mais chegadas me mandam por email os links e as fotos mais fofas de roupas, acessórios e quartos de bebê. gente, isso acaba com a vida de uma pessoa! só vou me preocupar com essas coisas lá pro 6o mês, mas é tentador demais.

por enquanto, comprei somente 1 quadrinho da ana ventura pro piolho e a tia paula deu roupinha e sapatinho. parece de brinquedo, né? muito fofo.

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a propósito: não aceito conselhos mas aceito doações 😀 quem tiver vontade de doar roupinhas, sapatinhos, qualquer coisa que já não use mais, me avise. eu adoro reaproveitar coisas, se puder evitar comprar eu prefiro, viu?

não só pela economia, que é legal também, mas principalmente pra evitar consumo desenfreado. eu sei que a tentação é grande, mas tentarei resistir. tendo doações, tudo fica mais fácil!

e não esquente com cor, não, porque eu não ligo pra essa coisa de cor de menina e cor de menino. deixo que ele se preocupe com isso mais tarde, quando chegar a fase 😉

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ah, e eu adoro essa música 🙂

eu tô grávida

grávida de um beija-flor

grávida de terra

de um liquidificador

e vou parir

um terremoto, uma bomba, uma cor

uma locomotiva a vapor

um corredor

eu tô grávida

esperando um avião

cada vez mais grávida

estou grávida de chão

e vou parir

sobre a cidade

quando a noite contrair

e quando o sol dilatar

dar à luz

eu tô grávida

de uma nota musical

de um automóvel

de uma árvore de natal

e vou parir

uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional

um cartão postal

eu tô grávida

esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão

e vou parir

sobre a cidade

quando a noite contrair

e quando o sol dilatar

vou dar à luz

(marina lima)

sobre a idade e a decisão de ter filhos

bom, pra começar, eu tenho 37 e faço 38 em março. estou acima do peso, mas fora o cansaço decorrente de carregar 20kg a mais, minha saúde é maravilhosa, exames todos 100%.

não sofri pressão pra engravidar por parte da minha família, porque não fui criada pra ser mãe nem esposa e nem dona de casa, eu fui criada pra ser profissional e independente (com todos os prós e contras dessa abordagem). até uns 30 e poucos eu inclusive desdenhava a idéia de ser mãe. hoje eu só tenho pavor 😀

eu podia ter sido mãe antes se eu quisesse, eu decidi não ser.

estou casada há 6 anos com o fer, e é importantíssimo que eu diga que a decisão de engravidar tem tudo a ver com ele e com quem ele é. eu não concebo a idéia de produção independente ou de ter um filho de um qualquer. saber quem é e admirar o pai do meu filho é essencial pra mim. ter o pai do meu filho presente no processo todo (gravidez, parto, criação da criatura) é igualmente essencial.

eu não levaria adiante (como aliás não levei) uma gravidez indesejada, de pai desconhecido ou de pai que eu não desejaria pro meu filho. se eu fosse gay e desejasse ser mãe, procuraria um pai que de fato desejasse ser pai e inventaria uma família de 1 pai e 2 mães.

pra quem fica encanada com gravidez depois dos 35, veja meu exemplo: engravidei depois de 5 meses de tentativa, com 37 anos, sem nenhum tipo de artifício. concepção 100% natural 🙂 o bebê e eu estamos ótimos por enquanto. não vejo nenhum motivo pra me preocupar além do necessário: cuidar da saúde, alimentação, evitar riscos desnecessários. tudo aquilo que a gente já faz (ou deve fazer) no dia a dia.

eu lembro de ir a uma gineco com 33 anos e ela me dizer que “se eu quisesse engravidar, que fosse logo, porque eu já estava velha”. nunca mais voltei, é claro. de novo, bom exemplo de médicos sem noção.

por outro lado, é fato que engravidar mais nova é melhor e mais fácil (inclusive depois). o corpo de 37 não se compara ao corpo dos 20 anos (e não falo de aparência). mas também não adianta pautar sua decisão de ser mãe pela idade – a maternidade deve ser escolha, e não imposição. felizmente vivemos numa época em que mulheres podem decidir o que fazer com seus próprios corpos (desde que não falemos de aborto…).

se quer ser mãe mais tarde, cuide-se, faça seus exames periódicos e fique tranquila. é claro que é mais simples e fácil engravidar quando se é novinha, mas isso não significa que você está condenada! não entre nessa onda, porque aí além das limitações naturais da idade, sua cabeça vai ajudar a piorar a situação.

tem conselho que vale a pena

eu tenho umas amigas porretas, viu. recebi alguns comentários aqui falando sobre parto normal como se isso fosse incomum, complexo ou caro, e honestamente me espantei. quase todas as mulheres que eu conheço (de todas as classes sociais) tiveram seus filhos de parto normal. todas recomendam e ficaram felizes com suas escolhas.

tem a minha assistente (SUS), a prima rica (einstein, teve os 2 bebês no próprio quarto), a amiga hippie 🙂 (dani, em casa), a amiga alternativa (denize, SUS), amiga exportada (alemanha, casa de parto), amiga de faculdade (fá, no hospital do convênio, parto normalíssimo), minha mãe (3 filhos, todos normais) e eu poderia ficar aqui listando por muito tempo. tem uma ou outra que fez cirurgia, e em todas as histórias sempre tem o médico no meio botando medo nas pobres grávidas. “você pode morrer, o bebê pode morrer”. nenhuma delas estava em risco, e nem o bebê.

minha modesta opinião? médicos gostam de grana e de conveniência mais do que gostam das suas profissões. nem todos médicos têm respeito pelo ser humano e principalmente pelo processo da gravidez e parto. médicos gostam de controle, e ficam inconformados com o fato (FATO) de que a maior parte dos partos simplesmente dispensa a ajuda deles.

mas enfim. cada um faz o que quer, essa é só minha opinião. não quero impor meu ponto de vista sobre o de ninguém, mas acho importante dizer o que eu penso e o porquê.

e tem essa minha amiga americana, que é uma fofa, e vem trocando emails comigo sobre gravidez e parto. segue a lista de dicas dela a quem interessar (a mim interessaram :)), que eu achei o máximo.

1. I presume you will go to birthing training including Lamaze. That’s a big help. The most important thing is that you know what you want and have a program in place with your doctor, and that Fenando knows and will be the guardian of your wishes. Weird things happen, not scary things, but communication things. Did you see Knocked Up? It’s like that. It really is important that everyone is on the same page with what you want for you baby. It’s a birthing team.

2.I’m glad you’re into Ioga. I found it made a HUGE difference. For me the experience was intense muscle contraction (whole body not just uterus) so to be able to connect with what was happening made a difference in the way I registered pain. It was not painful but I think if you aren’t in touch with your body it might be perceived as pain. [grifo meu]

3. Diet, exercise, lots of water, you know the drill.

4. Your hormones will be totally out of control. Try to remember that women have been having babies for thousands of years, most of them in small huts. I found great strength in the idea that I was not alone but part of the whole human cycle of life. It’s perfectly natural so don’t let the hospital tell you any different. We used a birthing center and it was still pretty stiff. [grifo meu]

5. Around 7-8 months your hormones will stabilize and you will be filled with a great sense of peace. You will have a sense of calm and connectedness to all things. You will see the entire universe in a different way and things will never be the same again.

eu não tenho medo algum de parto. adorei o que ela disse na dica 2: dor é apenas uma sensação como qualquer outra. dentro do contexto do parto, ela é compreensível e necessária. quero passar por ela e experimentar tudo o que a natureza me reservou.

espero com fervor que minha gravidez seja normal e sem riscos para que eu possa apreciar a experiência. no que depende de mim – procurar médicos e instituições que entendam isso – tudo vai ser feito da melhor forma.

como saber o sexo sem ultrassom?

o exame se chama sexagem fetal e de acordo com este site pode ser feito a partir da 5a semana. mas pelo que andamos lendo, o resultado só começa a ser confiável depois da 8a semana. daí pra adiante, o acerto é de 99%.

o teste é simples: verifica-se o sangue da mãe, procurando por cromossomos Y. se houver, é porque o bebê é um menino (afinal, mulheres são XX…).

simples, né?

decidimos por esse exame por curiosidade excessiva (não queria esperar até a 14a semana, a partir da qual é possível saber o sexo via ultrassom) e porque ultrassom não é 100% de certeza de saber. detesto fazer exames, então procurei minimizar: já tinha que tirar sangue pro exame de toxoplasmose, só tirei um pouco a mais.

probleminha: o exame pode dar inconclusivo na 1a vez, como foi meu caso, e eu tive que fazer de novo… não me cobraram, é claro, mas tive que ser espetada de novo.