o nome da rosa

ô coisa difícil essa de escolher nomes de pessoas, não? é uma decisão que impacta a criatura pro resto da vida, e na minha opinião até define (ou influencia fortemente) algumas características nossas. eu verdadeiramente acho que o nome que carregamos nos modifica e carrega em si o nosso “vir a ser”, sim. não é à toa que nos ritos mágicos os nomes próprios são importantes.

antes de sequer levar a idéia de ter filhos a sério, morremos de rir com algumas opções de nome. desde os ridículos ajustes de grafia para “enchiquetar” os nomes (vi ontem na net mães que batizaram seus pobres filhos de jhulia marya e wessney) até os problemas de rimas e pronúncia (joão cara de mamão, aRtuR pronunciado com o R do interior de SP, e por aí vai), desfiamos uma série de nomes e descartamos praticamente todos. esse é o problema de pessoas excessivamente criativas: sempre é possível encontrar uma forma de sacanear o próximo…

mas tem aqueles pais desgraçados que nem precisam da ajuda alheia, e colocam nomes do tipo “himen” (he-man), “vaginovúlvica”, “bicicletildes” e “antônimo” dos seus filhos. todos verdadeiros, não inventei não. fora apple e amora, né.

além das barbaridades acima, não gostamos de nomes compostos nem de nomes longos (que afinal acabam virando apelidos) e temos uma preocupação típica da geração globalizada: como o nome será pronunciado em outros idiomas? parece bobagem, mas eu passo por isso todo santo dia: não é simples explicar a pronúncia do meu nome para quem não fala idiomas latinos. em francês, espanhol e italiano até que vai; em inglês, alemão e outros é dose: ivanise, pronunciado ee-vã-nee-zi. amo meu nome, e acho que boa parte do que sou se deve a ele, mas convenhamos: é chato ninguém conseguir falar seu nome.

depois de muita deliberação, dúvida e ranger de dentes, escolhemos: o piolho se chamará otto. se fosse menina, já estava escolhido sem dúvida: olívia. quem sabe nossa menina poderá ainda se chamar assim? 🙂

no entanto, continuaremos a chamá-lo de piolho ou hugolauro, seguindo a tradição chinesa de espantar os maus espíritos antes do nascimento, ok? 🙂

13 thoughts on “o nome da rosa

  1. Zel, outra coisa que me lembraram outro dia e ver como ficam as iniciais do nome e sobrenome que voce escolheu. Como aqui nos EUA as iniciais sao bastante usadas o pessoal presta bastante atencao nisso, afinal nao deve ser facil viver com iniciais do tipo “A.S.S.”, “S.O.B”, “M.O.F.O”, “A.D.D.” e outras do genero.

  2. angela – primeiro porque sempre que procuramos em dicionários de nomes pela web, apareceu assim, com 2 t. talvez seja a grafia inglesa, não tenho certeza! mas principalmente porque nos parece mais equilibrado – fica curto, mas nem tanto. como anna (que acho que é grafia inglesa também)

  3. super a favor, temos uma Anna Clara e uma Isabella, cujos nomes são pronunciados sem problema nas 3 línguas por aqui: português, italiano e alemão. Tem que explicar para escrever, mas não tem que repetir mil vezes ao se apresentar.

    ok, não dá para escapar do “anna, cara de banana”, nem do “isabella, cara de vela”… mas pelo menos são nomes adoráveis e elas gostam.

    Ah, por aqui não se fala nem o sexo nem o nome da criança até ela nascer, sabia? dizem que dá azar…

    beijocas! adorei os nomes!

  4. Cherry. Sim, é um nome próprio — e nacional. O pior é que eu, pensando que era apelido — ainda zoei. Quando o moço me disse que era o nome mesmo, quase morri de vergonha!

    Adorei Otto. *;)

    beijo e saudade!!

  5. UFA! Eu juro que eu cheguei a acreditar que vocês consideravam colocar o nome de hugolauro. *ingênua*

    Otto é um nome bonito e prático.

    beijo!

  6. Nossa, eu tinha um vizinho que se chamava Otto, eu o amava… ele me fez a criança mais viciada em água com gás da face da terra.

    Eu também amo meu nome, só que pra todos eu sou Yumi. Nem meu avô materno lembra que eu sou Cristiane antes de ser Yumi!

    Beijos, Cris Yumi

  7. Quando minha filhota tava na barriga, ‘Olívia’ era um nome que estava no topo. Gosto muito. Mas por fim, quando olhamos seu rostinho, achamos que combinava mais ‘Sofia’. E assim ficou. Por que também tem isso, né? O olho no olho ajuda a decidir… Achei Otto muito boa opção, assim mesmo com dois ‘t’.

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