o tal amor incondicional

em primeiro lugar, pra mim funcionou assim: eu não “me apaixonei” pelo bebê ainda na barriga. enquanto ele esteve do lado de dentro, era só uma idéia e eu não fantasiava muito a respeito. talvez isso tenha a ver com o medo de não dar certo até ter dado certo, sabe? mecanismo de defesa, eu acho.

até que ele nasceu, na circunstância mais desfavorável, e fui ver sua carinha através das paredes da encubadora. e aquela magia que descrevem quando vemos a cara do bebê pela primeira vez (que não esquece mais, e tal) não aconteceu comigo. é claro que eu achei ele lindo e fofo, e despertou em mim um desejo incontrolável de protegê-lo, mas estaria mentindo se dissesse que senti um amor imediato e absoluto.

fui aos poucos conhecendo e amando aquele serzinho, conforme fui conhecendo quem ele era, suas carinhas e manias. é incrível como eles já nascem com personalidade e a gente se apaixona por cada detalhe deles. mas pra mim foi aos poucos, como todo relacionamento. com a diferença que por enquanto só melhora 🙂

quase 2 meses depois do nascimento do otto, é realmente impossível pensar no mundo sem ele. vejo a carinha gorducha dele e me encho de uma sensação de felicidade e paixão, dá vontade de apertar e mantê-lo o mais perto de mim quanto possível. entendo agora quem diz que tem saudade dessa época: apesar das dificuldades dos 3 primeiros meses, eles são pequeninos e dá pra ficar grudado várias horas por dia, como se fôssemos ainda um só.

acho que amor incondicional não é a expressão correta pra descrever esse amor que sentimos pelos filhos; é um amor de proteção e preservação, sabiamente desenhado pela natureza. faríamos qualquer coisa pra manter essas criaturinhas vivas e felizes. a carinha delas quando estão tranquilas e felizes dá a melhor sensação do mundo, é alívio misturado com felicidade e “missão cumprida”.

fato é que em 2 meses me apaixonei perdidamente pelo meu menino, e ver sua carinha feliz é a coisa que mais me faz feliz na vida. acho que faria qualquer coisa pra fazer esse mocinho feliz!

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