a primeira doença

o otto já tinha tido febre (38.5) quando tomou a primeira dose da hexa, com 2 meses, teve também um pouco de catarro (pouco mesmo, não chegou a tampar o nariz nem nada) aos 4 meses, depois de algumas horas de viagem de carro com ar-condicionado ligado, e tomou label aos 2 meses por causa de suspeita de refluxo (melhorou, inclusive). mas doença tipo virose, essa foi a primeira e descobrimos o quanto é ruim ter um bebê doente em casa.

tudo começou com uma febre baixa na sexta-feira que se transformou numa febre de 38.5-39.5 que durou 3 dias inteiros, sem trégua. segundo nossa amiga pediatra, febre de 38.5 é baixa, mas os pais frescos aqui não conseguem ficar tão tranquilos assim, e obviamente apavoramos, fomos pro PS, procuramos outro pediatra (porque o dele não atendeu telefone e nem retornou, falo disso no fim do post).

prefiro sempre não medicar, especialmente se a febre não passar de 38, 38.5, mas ele estava incomodado demais, e ficamos preocupados à noite (e se a febre subir muito e não percebermos?). usamos tylenol, que se mostrou ineficaz para a febre, e a cada 2 ou 3 horas a febre voltava. alternamos com alivium (que foi melhor), e também adotamos de dia o banho morno, e à noite recorremos aos “paninhos úmidos na testa”, aquela coisa de filme. e somente febre, nenhum sintoma.

no final do terceiro dia a febre desapareceu milagrosamente. no quarto dia, o sintoma que faltava para o diagnóstico apareceu: ele encheu de bolinhas, tipo brotoejas (que somem quando pressionamos a pele). ou seja – roséola, doença típica da idade (ele completa 9 meses amanhã), na sua manifestação mais típica. são 3 dias de febre persistente, com bolinhas no quarto dia (que podem durar de 2 a 3 dias) e muita irritação do bebê.

foi muito, muito chato, estressante e preocupante. acho que vai demorar ainda um pouco pra ficarmos mais tranquilos quando ele tiver essas doenças da infância, gripes e etc. mas aprendemos um pouco sobre algumas coisas, e vou aproveitar para compartilhar o que nos foi ensinado pelos médicos que nos apoiaram nestes dias:

– febre é bom, a febre é nossa amiga 🙂 aprendemos que subir a temperatura do corpo é a forma que temos de impedir os vírus/bactérias de se multiplicarem e proliferarem. a recomendação de todos os médicos que consultamos foi a mesma: se a criança não estiver desconfortável (não mudar muito de comportamento), deixe a febre agir;

– quando a febre é preocupante? quando afeta a criança, quando ela fica muito “largada” ou, ao contrário, quando chora muito e reclama. essa é a hora de medicar. se ao medicar a criança volta rapidamente ao normal (ou quase, diante das circustâncias), é porque tudo está bem. quando a criança mesmo medicada ainda continua mal, é hora de se preocupar e procurar ajuda;

– febre que vem juntamente com lesões de pele é motivo para procurar o médico;

– caso seja preciso medicar – sempre sob orientação do pediatra! – , tylenol é a melhor opção para dor (ele é pouco eficaz para febre); alivium é antitérmico mas é também antiinflamatório, e por isso não deve ser usado quando ainda não se sabe a origem da febre (ele pode mascarar outros sintomas); dipirona é o mais eficiente para febre, consulte o pediatra sobre essa possibilidade;

– a tal convulsão febril acontece raramente. leia um interessante relato de médico aqui;

– precisamos encarar a febre, e essas doenças comuns na infância, com mais tranquilidade, pois elas são muito frequentes até os 4-6 anos. essa parte a gente aprendeu só na teoria, porque na prática dá um pavor danado, ai credo!

**

bom, e o pediatra, né. as consultas dele são excelentes, nós adoramos o estilo e confiamos na opinião profissional dele. seria perfeito, se atendesse telefone ou se pelo menos retornasse ligações. já é a terceira ou quarta vez que ligamos para tirar dúvidas e pedir orientação e ele não atende e nem retorna. ou seja: vamos mudar. acho que pediatra tem que orientar por telefone, sim, faz parte da profissão. então, vamos ao próximo!

23 thoughts on “a primeira doença

  1. É Ivanise, a febre assusta mesmo e qdo a criança fica largada nossa da desespero sim o Bruno ta com 4 anos e esse ano ele teve um febrão de quase 40 e corri com ele no pronto socorro da cidade, e era garganta e pela primeira vez ele tomou a bezetacil , tadinho…..
    Maria Theresa já tem febres mais altas ñ é igual ao irmão q começa febril e tal ela já qdo vj ta alta …. mas sempre tenho o cuidado eles são alérgicos rinites, etc no frio evito sair com eles e mesmo assim o nariz vive com secreção, sai do antibiótico e daqui a pouco volta td de novo só p Deus é difícil a tarefa de ter paciência qdo estão doentes rss bjs fica com Deus e em paz

    Dri 🙂

  2. Minha filha também teve um pediatra muito bom mas que não atendia telefonemas e nem retornava. Trocamos sem pensar duas vezes quando ela teve uma otite e urrava de dor,e nós desesperados.Sabe aquele desespero impotente,de querer tirar a dor deles e colocar em ti? Mais ou menos isso.Escolhemos outro,excelente e atencioso. É justo nestas horas que mais precisamos deles,quando tudo está bem não há motivos para preocupações e nem telefonemas fora de hora não é mesmo?Beijo!

    • nossa, totalmente! pediatra tem que atender telefone e ter MUITA paciência, porque ele cuida dos pais também, não só dos filhos 🙂

  3. Ai Zel, imagino o perrengue… O Luca também teve febrão no fim-de-semana passado, sem nenhum outro sintoma… (não foi a primeira vez, pois já teve otite e teve que tomar antibiótico 2 vezes depois que foi pra escolinha). Tento aguentar firme até os 38, 38,5°, pois sei que a febre tem sua utilidade, mas nunca deixei passar de 38,9. Sou fresca mesmo, morro de medo de convulsão (embora nunca tenha ouvido falar de histórico familiar; vou até averiguar com mãe e sogra).
    A grande vitória dessa vez foi que aguentei firme e não corri pro PS (é a tendência, né, pra quem mora longe da família). Cuidei em casa mesmo, com banho morno, paracetamol (que acho até bom, pois baixa a temperatura pero no mucho, mas ficava rezando pra não subir muito até a hora da próxima dose); a febre durou de sábado à tarde a domingo de manhã (madrugada em claro), e sumiu como se nada tivesse acontecido. Ontem levei à pediatra, pra consulta mensal (sim, eu levo todos os meses! principalmente pra pesar e medir! rs) e ela disse que ele não tem nada, que deve ter sido algo que o organismo dele combateu com sucesso. Fiquei muito orgulhosa de ter me controlado e confiado no sistema imunológico do meu pequeninho! Aos poucos a gente vai ficando mais confiante, né… Ainda não fiz o “teste do celular no fds” com a pediatra; fico constrangida de ligar, acredita? 😉

      • Zel, hoje fiz o “teste do telefonema de emergência”, pois o Luca está com laringite, levei-o pra consultar na 5a e ela receitou um tratamento durante 5 dias, que terminaram ontem. Porém a “tosse de cachorro” de madrugada não passou, e eu não sabia o que fazer. Como eu tinha perdido o celular dela (ato falho), liguei na clínica onde ela faz plantão, várias vezes, mas ela não podia falar pq estava em atendimento. Finalmente uma secretária passou o recado, e ela disse que ia ligar lá em casa à noite. Qual não foi minha surpresa quando ela ligou no meu celular por volta das 18:30 e me deu orientação. Passou no teste! ÊÊÊÊ! 😉 (ainda bem, gosto muito dela)
        Bjs

  4. Oi Zel e aí como foi sua experiência de viajar com o pequeno???…divide comigo por favor? Saio de féria no mês que vem…mas ainda to meior perdida…como fazer com a papa…tks…

    • ih, jussara, não quero te desanimar, mas a minha experiência foi HORROR! hahahaha!

      com 4 meses fomos com ele pra marília (>400km daqui), e além dele chorar 2h pra ir e 2h pra voltar (até desmaiar de sono depois de mamar), ainda ficou com um pouco de catarro por conta do ar condicionado (o calor era tanto que achamos que o ar seria melhor… foi pior).

      o otto ODEIA a cadeirinha do carro. ele é super calorento, e sua muito quando colocamos na cadeira. então é um sofrimento toda viagem, por mais curta que seja (tipo até o pediatra).

      além disso, tem a mudança de ambiente e rotina. o otto é super apegado à rotina diária dele, não dorme fácil, etc. então é bem chato viajar com ele. mas isso deve ser culpa nossa, viu? conheço pessoas que viajam com bebês sem problema nenhum. minha irmã, por exemplo, sempre viajou e acampou (!!!) com a minha sobrinha sem stress.

      a comida: na primeira viagem não tinha esse problema, era só peito, super simples. agora, eu levo a comidinha dele congelada em potinhos, 1 por refeição, super simples. e levo as frutas preferidas dele, o pratinho, as colheres, paninhos e babadores. é uma tralha. agora que ele tá mamando na mamadeira, vou levar mais tralha ainda, ai jesus… e comprei um aquecedor/resfriador de carro (que ainda não testei), pruma emergência, sei lá.

      acho que você vai ter que descobrir como o seu pequeno se comporta… levar a papinha congelada, em potinhos, acho que é o jeito mais fácil!

      beijo!

      • Valeu Zel…mas acho que o meu pequeno é como o seu…só funciona bem com a rotina….também estou vendo um aquecedor de mamadeira, de qualquer forma a idéia dos potinhos congelados é ótima. Obrigada!!!

  5. Zel, minha experiência de mãe de duas, que passou por uns 7 pediatras diz que tu só descobre se o pediatra é bom na hora do aperto, nas consultas periódicas, bem acomodados em seus consultórios é muito fácil ser o bam bam bam. Quero ver é na hora do aperto mesmo.

    Eu encontrei a minha, fora do meu plano de saúde e sigo a criatura por onde ela anda. Na última febre da minha bebê, de 40 graus, ela estava fora da cidade, me encaminhou para o hospital e antes da pediatra do hospital falar comigo para autorização para um exame ela que me ligou explicando o procedimento, já que havia entrado em contato com a médica plantonista e já sabia dos procedimentos necessários…
    enfim, coisa que não tem preço sabe.

    boa sorte na tua busca!

  6. Zel, que horror né? Esse fds eu tb passei por uma experiência traumática. O Yuri (7 meses) pegou minha gripe então está super irritado (nariz escorrendo, espirros) e não come direito, só que esse fds a coisa piorou. Desde sexta-feira parou de comer sólidos e o pouco líquido que ingeria vomitava. Pra ajudar teve diarréia feia (de sujar 4 fraldas em menos de uma hora) e ainda não conseguia dormir. Acordava gritando (muito mesmo, de assustar) e não tinha quem fizesse ele voltasse a dormir à noite. Eu estou só o bagaço hoje porque não durmo legal desde quinta. Graças a Deus ele não teve febre, mas é difícil demais. Depois que passa a gente até ri, mas na hora o desespero bate que dá vontade de correr dali e não voltar mais. Melhoras pro Otto. Bj.

  7. Olá Zel!
    O pediatra dos meus filhos, desde que nasceram, já era o contrário: nas consultas ele era certeiro mas “seco”, sem muita psicologia e muito papo. Já no celular ele só não atendia eventualmente, inclusive trocava mensagens com ele, se o assunto permitia.
    Já em relação às doenças, assim como escreveste, ele sempre dizia que era importante observar o “ânimo” da criança. Se continua brincando e comendo normalmente, não precisa se preocupar tanto. Já se a criança fica muito abatida, requer mais cuidado. Nos 2 anos dos meus gêmeos, essa regra funcionou direitinho. Eu falo no passado porque mudei de cidade e troquei de pediatra, consequentemente. O atual eu gosto, mas não precisei dele em nenhuma emergência, por enquanto. Eu até que sou tranquila, não gosto e tento prevenir ao máximo, mas acho que essas viroses/febres fazem parte do amadurecimento do sistema imunológico. Bj e melhoras para o Otto!
    Sabrina.

  8. Pessoal , sou médico pediatra de segunda até sexta. Não aceito ser objeto de qualquer de vocês, pois respeito-as e exijio na mesma medida ser respeitado.Para tanto acho um absurdo alguma mãe dizer que essa de atender a qualquer momento é OBRIGAÇÃO da profissão de pediatra. O poder público sim ,os hospitais e os convênios é que têm o DEVER de disponibilizar um colega pediatra para os plantões de final de semana, para que as crianças e as famílias tenham um atendimento digno.O pediatra é apenas a parte visível do sistema de atendimento infantil.Respeito os colegas que ficam permanentemente “de plantão” e até lamento que eles abram mão deles mesmos ,não colocando limites os quais seriam mais que um luxo, uma necessidade para sua saúde no contexto mais amplo a curto , médio e longo prazo. Incrível é a idéia de descarte, como um objeto no sentido mais ofensivo do termo,que uma senhora mãe usou num dos comentários supracitados. Se um dia o filho dela for pediatra, talvez ela caia na real. Respeito é uma via de mão dupla !

    • Oi, Artur. Sou o Fernando, marido da Zel (mas escrevendo apenas por mim, ela coloca a opinião dela aqui depois, se quiser).

      Cara, concordo em parte. Como você, também acredito que pediatra não é obrigado a ficar à disposição 24/7. Mas acho que o mínimo que ele tem que fazer é deixar sua postura muito clara.

      Se você não atende o celular fora do horário comercial, não pode dar o número para mãe e não falar nada (e quando ela tiver uma emergência fica falando com as paredes). Acredito que é obrigação nesse caso, e mais justo e honesto, dizer de cara “mas eu não atendo o celular fora do horário”. Mas é mais fácil tentar manter tudo: a paciente E os finais de semana.

      E veja, não estou dizendo que é o seu caso.

    • artur, acho que é seu direito como profissional e pessoa não querer estar de plantão, mas na minha opinião isso faz parte da profissão. é o mesmo na minha profissão: sou gerente de IT, sou responsável pela operação de uma fábrica que tem 3 turnos e trabalha 24/7. eu atendo celular e respondo emails o tempo todo. se eu dissesse que me recuso a fazer isso (e é meu direito, claro), simplesmente não seria contratada para a função, pois é uma exigência do cargo que eu faça isso.

      não é todo hospital que tem pediatra de plantão, pra começar, e além disso o pediatra de plantão não conhece o meu filho. com um telefonema de 5min o pediatra dele muitas vezes resolve o problema, e nem é preciso ir a um hospital (ambiente nada propício para crianças).

      então é isso: é seu direito não querer dar plantão pros seus clientes, mas é direito deles também preferir um pediatra que o faça.

      abraço!

  9. Enquanto o pediatra for visto como “um profissional acomodado em seu consultório se tornando FACILMENTE um bam-bam-bam “, sem que essas senhoras sequer imaginem o quanto estudamos e envolvemos com a saúde e o destino de seus filhos, nossa profissão continuará em crise, pois sempre seremos um objeto descartável . O que essas mães deveriam conhecer profundamente , são os motivos pelos quais cada vez menos a pediatria está sendo procurada, gerando um déficit muito sério no atendimento dos pequenos clientes. Acredito que um transparente diálogo durante a primeira consulta poderá evitar transtornos maiores. O amadurecimento evita irracionalismos emocionais que prejudicam em último caso a própria criança!

    • Eu de novo… 🙂

      Concordo com tudo dessa vez, mas acrescentaria algumas coisas na lista de “porque a profissão continua em crise”: proliferação de cursos ruins de medicina, onde vão parar alunos ruins, que se tornarão profissionais ruins, e aceitarão trabalhar para a Unimed (só exemplo, serve quase qualquer plano atual), recebendo tão pouco que irão marcar consultas a cada 10 minutos (e com medo de perder qualquer paciente, não vão contar que não atenderão o celular no fim de semana).

      Aí vou entrevistar um médico (é parte da minha profissão), com uns 20 anos de experiência, que me diz que Herpes Zoster, por ser o vírus da catapora, você pega “se nunca teve catapora”… Tenho exemplos desses para conversar por dias.

      Enfim, muitas coisas atrapalham a imagem da profissão… E digo isso como alguém que, se fosse escolher a profissão hoje, faria medicina. 🙂

      Abraço

    • complementando o ponto do fer: há muitos profissionais mal preparados. pais inteligentes e informados são a melhor forma de resolver isso, e descartar os profissionais ruins (que são muitos). a medicina é como qualquer outra profissão – tem bons e maus profissionais. cabe aos pais, como você disse, entender quem é o médico na primeira consulta, a forma que trabalha e decidir se é a melhor opção.

      aliás, acredito que avaliação e conversa franca são necessárias em qualquer consulta, não só ao pediatra…

  10. Pois agora digo pra vocês que de forma educada, isso é louvável, contra argumentaram meus comentários. Ao final desse ano estarei abandonando a pediatria,profissão sugada e humilhada pelos órgãos públicos, grandes empresas privadas,etc.Os 120 eventos científicos dos quais participei nos últimos 13 anos, jamais foram requisitados por alguma mãe , pai , avós, madrinhas ou vizinhas. Logo todo o conteúdo científico e todo o envolvimento emocional, cognitivo e até financeiro dispendido por cada criança que foi por mim atendida, deixará também de ser oferecido como disse um colega a posteriori, nos horários comerciais. Mais um ex pediatra no mercado ,mas um ser humano mais maduro e mais conhecedor do egocentrismo , da ingratidão , da irracionalidade, imediatismo e até da inveja do adulto,mas também da imensa força,luz e da alegria que é uma criança.

    • Bom, Artur, apesar de trabalhar muito com médicos, eu não sou médico, e não sei exatamente o que é ser médico. Então tome meus comentários com moderação. 😉

      A descrição que você deu dos pais “médios” eu desconfio ser muito próxima daquela do ser humano médio (mas eu sou um pessimista). E isso me faz lembrar quando, há uns 8 ou 10 anos, eu pensei em mudar de profissão, cansado do mundo corporativo. E acho que foi minha mãe quem notou que o que me incomodava não era aquela empresa, ou aquelas pessoas, mas a maneira como eu me relacionava com elas.

      Acabei de fato, uns 2 ou 3 anos depois, mudando meu modo de trabalhar. Mas o que mudou mesmo, foi perceber o que me incomodava (e os motivos), e descobrir novas maneiras de me relacionar com essas coisas. Fez diferença.

      Mas me deu também a impressão de que tem mais coisa aí, nesse mundo de coisas que te incomodam hoje. Se fosse eu, investigaria de onde vem essa percepção de “invejosos”.

      Mas enfim e de novo, isso vale para mim. E não sei como lidar com pais inseguros, mesquinhos (e, acredito em você, invejosos), e ainda, para piorar, além de não ser médico, não sou psicólogo. Então ignore sem dó meus palpites… 🙂

      Abraço

  11. Gente, vi isso agora e passo minha experiência aqui. Não sou mãe, não pretendo ter filhos logo, só que fui criança e graças mal profissional da área quase morri. Tinha um ano, estava em Fernandópolis (cidade do interior de SP), na casa de uma prima tinha um vidrinho de remédio dando sopa e eu tomei. Meus pais me levaram desesperados ao hospital da cidade, sabe como é, o médico estava em sua fazenda e até chegar lá o estrago estava feio, precisava de uma lavagem estomacal que o médico decidiu não fazer porque estava tarde e ele tinha que voltar para casa. Colocou um sorinho, deu alta e mandou pra casa. Na hora meus pais voltaram pra São Paulo. Só que o estrago já estava bem feio, o remédio já tinha entrado em no sangue e minhas plaquetas foram parar em 25 mil, lembrando q o mínimo normal é 150 mil. Meus pais tiveram a sorte de encontrar o Drº Marcos Zlochevsky, que infelizmente faleceu mês passado aos 90 anos de idade e manteve o consultório até seus 85 anos. Era tão bom médico, professor da Santa Casa, um anjo, cuidou de mim até os 18 anos, muitos médicos com quem meus pais passaram diziam que meu caso não era pra eles, alguns depois de ver os exames disseram que era pra levar pra casa pra morrer com a família, o remédio não só acabou com as minhas plaquetas, tive outras consequencias também. Na época como não existia celular, o Drº Marcus deu o telefone de sua residencia e deixou ordens de “me liguem a qualquer hora, qualquer dia”. Esse anjo salvou minha vida, ele não desistiu de mim. Graças a ele estou aqui. Ele sim amava crianças, amava ser pediatra, tinha respeito e amor pelos seus pacientes e pelos pais de seus pacientes. Ele era um profissional de verdade.

  12. O grande problema, é que as profissões hoje são escolhidas em razão de proporcionar conforto e “estabilidade” financeira. Entretanto, existem profissões que devem ir além disso, e isso é, sem sombra de dúvidas, o caso da Medicina.
    Ao escolher ser Médico, o sujeito deve estar ciente do dever que tem para com a sociedade e a sua aptidão e amor a esse trabalho devem ser levados em consideração pois o seu trabalho consiste em SALVAR vidas. Mas essa preocupação é “coisa dos antigos”, isso NÃO EXISTE MAIS, ficou no passado e está morrendo com os últimos MÉDICOS, como citou acima a Sá. Lógico que as exceções, GRAÇAS A DEUS, ainda existem… Raros, mas existem.
    Como o assunto aqui é Pediatria, tenho o meu registro a fazer. O meu filhote de 28 dias estava passando mal, eu e minha esposa estávamos desesperados e ligamos insistentemente para a pediatra do nosso bebê, que nos tratou com um total desrespeito e falta de atenção, sequer ouviu uma palavra do que eu tinha pra dizer, inclusive tínhamos dúvida de que poderia ser reação adversa de medicamento por ela receitado. Tentei uma segunda ligação para falar-lhe, pois o nosso desespero era maior do que a dignidade e essa senhora foi mais grossa ainda, tive que ser da mesma forma desrespeitoso com essa “profissional”.
    Não creio, como mencionou o Artur (que é pediatra) que ao receber ligações aos finais de semana iriam atrapalhar a vida pessoal do médico, afinal de contas, não são todas os bebês que vão passar mal no mesmo fds. Toda profissão tem suas dificuldades, eu, por exemplo, tenho obrigação de estar no trabalho de segunda a sexta em horário comercial, mas meu comprometimento me leva a trabalhar em horário extras que não são do meu agrado, inclusive sábados e domingos. Paciência, eu escolhi minha profissão e tenho que saber lhe dar com isso.
    A culpa que tenho nesse episódio, é que, mesmo a médica sendo considerada um boa tecnicamente, ela não goza dos demais atributos que a qualificariam ser uma boa médica. E já tinha relatos de como ela é grossa, pedante e mesquinha… Infelizmente paguei pra ver.

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