das coisas todas

mais 4 dias e meu bebezinho faz 1 ano! mal consigo acreditar. em alguns momentos parece que os dias não passam, e tudo é cansativo e difícil, mas chega esse momento em que parece que voou (provavelmente porque as coisas ruins e difíceis ficam esquecidas, como convém à perpetuação da espécie :))

já são quase 6 meses de volta ao trabalho, o menino tá quase andando sozinho, creio que em breve vai começar a falar também, come feito um dragão e é constantemente feliz, sorridente e capeta. ou seja: tudo nos eixos. não fosse o desmame precoce e auto-imposto do menino e as doencinhas da estação, teria sido tudo perfeito.

a partir do primeiro aniversário vamos começar a alimentar o otto com a nossa comida, e pra isso eliminaremos o sal e reduziremos a quantidade de tempero. o sal cada um coloca no próprio prato (o que aqui entre nós eu achei bom, pois as meninas que trabalham aqui em casa carregam mais no sal e tempero do que eu gostaria). a vantagem é que nossa alimentação é bem balanceada e toda preparada em casa, sempre com legumes e verduras, carne, arroz e feijão, muitas frutas. comida simples e caseira, que é o melhor tipo.

bem, açúcar ele nunca comeu, e vamos continuar evitando. não quero ser absolutamente radical, porque acho que comida não é só combustível, é também ritual. não quero que o otto se sinta excluído quando todos estiverem comendo o bolo de aniversário dele, por exemplo, e ele não. vou evitar ao máximo o açúcar no dia a dia, mas quando o doce em questão for parte importante da refeição, se ele quiser vou deixar provar. refrigerante, só quando ele for bem maior, e ainda assim como exceção também. e se possível quero evitar que doces se tornem prêmio. odeio a idéia de comida como recompensa, ou associada com chantagem emocional (ai, meu filho, fiz esse pudim com tanto amor e você neeeeem ligou… eca!).

nossa rotina diária é muito bem estabelecida, e funciona bem: saio de segunda a sexta entre 7:30h e 8h, quando a babá chega, e volto às 17:30h, horário que ela vai embora. nos fins de semana costumo pedir ajuda à minha cunhada ou minha mãe, pra que eu tenha tempo de dormir umas horas a mais ou ir à manicure. mas no fim de semana, aproveito o máximo de tempo que tenho com o otto, e tem sido cada vez melhor. às vezes uma amiga ou minha mãe ficam com ele à noite pra gente poder jantar fora ou resolver algum assunto na rua, e ele fica super bem. o otto nunca chora quando eu ou o pai saímos, adora a babá, as avós e avôs, as tias. a partir dos 9 meses ele começou a estranhar pessoas que não conhece e ambientes estranhos e muito lotados (aí ele chora de dar pena, e se agarra na gente, tadinho). mas basta passar o tempo e acostumar, e ele volta a ser o bebê sorridente e sem vergonha de sempre, rindo pra todo mundo e brincando.

acho que o fato de termos sempre deixado ele ir pro colo de todo mundo ajudou a torná-lo sociável e amigável, mesmo sendo tão desconfiado como ele é (observa MUITO tudo ao redor, as pessoas, a comida, a roupa, os brinquedos. não pega nem come nada antes de olhar muito bem). estamos felizes em observar como ele é feliz e gosta de conhecer pessoas novas (mas não gosta, definitivamente, de gritos e bagunça).

o sono dele melhorou bastante, mas ainda está longe de ser uma maravilha. já não preciso mais ir pra bola de pilates niná-lo pra dormir, basta sentar no sofá com ele no colo e balançar de leve. ele costuma dormir sem muito drama em 10-20min. ainda não conseguimos fazê-lo dormir sozinho, mas confesso que não tentei a sério 🙂 tenho gostado de fazer ele dormir no colo, aproveitar pra mimá-lo e mantê-lo bem perto enquanto ele ainda cabe no colo e é bebê. sei que vou sentir falta disso no futuro, e aproveito ao máximo. ele acorda 2x para mamar depois de dormir (por volta de 19h), e chora 3 a 4 vezes (o fer vai lá, consola ele no berço mesmo, e ele dorme de novo). e nos últimos tempos, depois das 5h trazemos ele pra nossa cama, que assim ele dorme mais tempo (até umas 7h, às vezes).

ele ficou resfriado 2 vezes até hoje (nariz entupido), e teve otite/amidalite/conjuntivite neste último mês. os resfriados são chatos, porque o nariz entope e ele dorme muito mal, mas basta lavagem nasal com soro e paciência pra passar. as -ites foram realmente muito chatas, e decidimos tratar com antibiótico e colírio, porque 3 infecções simultâneas pra um adulto já são incômodas; pra um bebê, seria cruel demais esperar passar no dobro do tempo. mas se por um lado o remédio faz a infecção desaparecer rapidamente, por outro tem o custo no corpinho novo do bebê – o otto teve alergia ao veículo do remédio, empipocou todo. então além de -ites, ele teve reação ao remédio. mas foi 1 semana somente (que pareceu durar uma vida), e passou. o primeiro ataque de vírus e bactéria que o corpinho dele sofreu, que dó!

e mesmo doente o menino sorria, brincava e até comia (nos dias ruins só mamava e comia pedaços de fruta). e deu seus 2 primeiros passos no meio da crise de -ites!

enfim, ainda vou escrever o post de diário do otto no fim de semana que vem, mas queria registrar aqui pras amigas mães ou futuras mães que há esperança. é difícil no começo, a gente fica exausta e desesperada, parece que nunca vai melhorar, mas melhora e fica cada vez mais divertido e gostoso.

respirem, se acalmem e relaxem, que no fim tudo dá certo 🙂

(sempre procurando rir dos obstáculos, inevitáveis. bom humor é essencial)

3 thoughts on “das coisas todas

  1. Oi Zel! Achei esse seu post tão “mãe odara bem resolvida”! Muito bacana ver o jeito como vc lida com a alimentação do seu pequeno.
    Ao ler o post, me veio uma pergunta: você está lidando com o Otto, até agora, como vc sempre (se é que isso aconteceu, visto que vc não pensava em ter filhos) imaginou que lidaria com um filho seu? Deu pra entender a pergunta?
    beijos!
    Babi

    PS: o livro da Cris Lisboa é lindooooooooo!!!!! =)

    • hahahaha, babi, entendi sim!

      eu nunca fantasiei sobre como ia ser como mãe. eu não fantasio sobre quase nada, pra dizer a verdade (sobre o futuro dele, o que vai fazer, como vai ser, etc.). prefiro manter foco no presente 🙂

      mas morri de rir com “mãe odara”, porque não me considero assim. eu aplico pra ele o que tento aplicar pra mim, na alimentação, por exemplo: comida feita em casa, pouco sal, pouco tempero, ingredientes de boa qualidade, etc.

      vou falar um pouco sobre alimentação logo logo 🙂

      beijão, que bom que gostou do livro!

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