as primeiras frases, e a cabecinha com ideias

o otto entendeu o que é “amigo” (ou seja — alguém que ele gosta muito, ou coisa parecida), e agora repete os nomes dos amigos com frequência, como para relembrar. vira e mexe ele fala dos “amigos”: prego (pégo, o jardineiro), cáudia (a letti), maína (a marina da letti), obéito (roberto, marido da letti). é, ele ama a família toda 🙂

mas uma noite dessas ele estava deitado comigo, já no escuro, hora de dormir, depois de um dia intenso de brincadeira na casa de um amigo que tem 3 filhos: andré (8), julia (6) e helena (3). e começou o seguinte diálogo:

o: “amigo! andé… juila… quem maish?”

(eu em silêncio, não respondi. sou partidária de não dialogar depois de dar boa noite)

o: quase senta na cama, coloca o dedinho na têmpora e fala pra mim “pensha!!!”

derreti, claro, e apertei muito o menino 🙂

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essa semana ele disse a primeira frase completa, olhando um desenho de barquinho de papel (que minha sogra faz pra ele sempre que encontra): “vovó malu… fez… po Otto!”

<3

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e agora está se soltando mais com frases curtas, como “ábi pa mim” (a porta), “tomá banho” e a mais nova, no meio da noite ele acorda, chama o pai e fala “fálda. vazô.” (e quer que troque).

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ninguém pode mais ficar sentado, agora, que ele pega pela mão e chama: “venhanta!” 🙂

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como se a fofura geral da idade não fosse suficiente, ele agora só chama a tia paula de “paulinha”. assim, direitinho, o dia todo. “fêm, paulinha!”.

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as coisas mais fofas que ele fala nessa idade acontecem na hora de dormir. temos uma rotina muito bem definida há muitos meses, que começa com o banho (que pulamos às vezes nos dias muito frios), pijama, escovar os dentes, beber água, ler o livro e deitar.

o pai inventou uma brincadeira com os livros disponíveis (são 2), ele chama as opções de cardápio, e agora ele se refere à hora da leitura como “ápio”. o pai lê o nome do livro e o nome dos 4 autores (franceses), e ele acha o máximo! repete do jeito que consegue, e morremos de rir com a pronúncia (muito boa, aliás) dos nomes franceses.

f: — otto, quantos autores tem esse livro?

o: — qáto!

f: “valeRRí vidô…”

o: vidô!

f: “… cateRRíne tessandiê…”

o: sandiê!

f: “láuRRe baliancuR…”

o: cuRrrrr!

f: e “guiléRme tRanói”

o: tanói!

e aí é o festival de folhear o livro procurando os bichos que ele prefere, e nomear e contar cada um. contar as histórias que é bom, já desisti. agora só invento alguma coisa em cima do desenho do livro, pelo tempo que ele permite que paremos em cada página.

porque, afinal, pra quê regras? saltitamos pelos bichos, rimos juntos dos nomes, brincadeiras e pronúncias até a hora de deitar e finalmente dormir.

é a hora mais deliciosa do meu dia, sem sombra de dúvida.

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