apanhado do facebook: fevereiro

O: “você quer um pedacinho do meu pão, mamãe?”

Eu: “quero, dá!”
O: (impish smile) “eu não vou te dar NADA!” (E enfia tudo que tinha na boca)

Lembrei de você, Arina! (Cc Vera e Kelly)

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Hoje quando fui tirar o menino do banho ele abriu os braços, sorriu e disse “sabe que eu gosto MUUITO de você, mamãe?” e eu virei uma poça de purpurina derretida. #caiuumcisco

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Ótimo texto sobre carregar o bebê (inclusive os maiores) junto ao corpo e principalmente sobre a descoberta das coisas pelos pais, junto dos filhos.

Eu pensava, imediatamente antes de ler esse texto, no quanto o Otto (e nós, claro) é privilegiado e feliz por viver todos os dias em contato constante com a natureza. A exploração das plantas, terra, pedras, areia, bichinhos, sempre foi a diversão preferida dele, desde de 3 ou 4 meses. A gente andava com ele pelo jardim e ele olhava e tocava tudo, encantado. A lua, contei outro dia, sempre foi um espanto. E as estrelas, as flores, folhas, frutos, sementes, formigas, besouros. Carros, caminhões, bicicletas e skates (já maiorzinho) são incríveis, e ele ama.

Como as pessoas criam seus filhos em apartamentos é algo que me escapa. Eu sei que é possível, claro, a questão é: o que essas crianças FAZEM, sem estímulo da natureza, que ajuda tanto a despertar os sentidos e a curiosidade?

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Fiquei aqui pensando que uma coisa que ajudaria muito a diminuir a misoginia no mundo seria parar de ensinar nossos meninos que ser machão agressivo tosco é legal.

Uma das coisas que tenho adorado na pedagogia Waldorf é que as brincadeiras e atividades envolvem atividades cotidianas como limpar, cozinhar, consertar, costurar, construir, fazer artes manuais. Pra meninos e meninas, igualmente.

Os meninos cuidam das bonecas, as meninas constroem, e vice-versa.

O mundo seria mais igual se fôssemos ensinados igualmente desde sempre.

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Eu não aguento as conjugações verbais, juro. É muito  (cc Anna)

Eu: “Otto, vou sair do banho e colocar pijama enquanto você brinca na água mais um pouco. O que você acha?”

Otto: “Ah, eu acho muito estranho, mamãe. Eu preferia que você ficasse aqui comigo brincando!”

Desse jeitinho, tudo certinho. E eu fico, né.

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gente, o Otto hoje cantando a música do jumento, TODA, quase morro de fofura 

(e lembrei de você, Eliana)

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Otto ama a lua desde bebezinho, ele ficava encarando a lua no céu mesmo de dia, com um sorrisão e falava “uáá!”

Hoje deixei a janela aberta até anoitecer, e a lua nasceu bem na linha de visão da minha cama, onde ele dorme.

De pijama, pronto pra dormir, fui fechar a janela e ele pediu: “mamãe, deixa a janela aberta que eu quero ver a lua só mais um pouquinho!”

Como negar? 

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Meu filho lindo de 3 anos pede com cara de gato de botas: “mamãe, posso comer uns biscoitos com leite?”

Menino jantou direitinho, por que não?

Não. Porque o #paidecesárea COMEU TODOS OS BISCOITOS! <o>

Fim.

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O Otto com 3 anos entende, e o Facebook não:

(Tomando banho comigo)

Otto: “você tem teta, né mamãe?”
Eu: “tenho sim, amor! Tenho DUAS! 
Otto: (olhando pro próprio peito) “olha! Eu também tenho teta!”

É tudo teta, gente. Larga de frescura.

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gente, o otto aprendeu o método/formato “quando as pessoas dizem pra gente fazer X, eu NÃO QUERO fazer X, você entendeu?”. e tá usando pra tudo.

por exemplo: “quando as pessoas dizem pra gente TOMAR BANHO, eu não quero tomar banho, você entendeu?”

é engraçado nas primeiras vezes, mas depois começa a irritar, sabe? 

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Decreto para todos os fins encerrado o desfralde do Otto \o/

São três semanas sem nenhum incidente, usando banheiro em tudo que é lugar e fraldas secas depois de 10, 12h durante a noite, dormindo. (Agora resta criar coragem e não colocar mais a fralda preventiva :D)


Nós tentamos o desfralde a 1a vez 1 ano atrás (ele estava com 2a3m) e desistimos, porque ele claramente estava resistente. Deixamos chegar o próximo verão e começamos de novo, e aí foi tranquilo. Realmente a criança precisa estar pronta e disposta, não adianta forçar.

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Vou compartilhar de novo, com um recado pra quem tem desejo de ter filhos: esses momentos de observação das pequenas e grandes descobertas do ser humano em desenvolvimento são absurdos de tão mágicos. A gente fica “cego de tanto ver”, e as crianças que vemos crescer de perto nos curam da cegueira.

E é dessa experiência antropológica que eu falo quando digo que nunca sonhei ser mãe, mas ISSO me interessa.

E é MEGA foda. Vale o trabalho animal que dá criar criaturas.

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Fora a fase do “quando um adulto diz…”, que tá hilária. Hoje foi “quando um adulto diz que a gente tem que fazer alguma coisa, a gente não PRECISA fazer, sabe?”

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Otto tava a pura inspiração hoje <3

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“A Eva é muito brava, e o Wall-e é feliz”, explicando pra avó sobre os personagens do filme.

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Maria: “meu amor, vem cá!” (chamando o menino)
Otto: “o amor saiu!”

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Otto chamando a avó Maria Lucia e eu: “olha aqui, MEMINAS!”

Eu não sei o que é mais fofo — ele chamando a gente de “meninas” ou o meMinas.

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Eu: “gato, tá bem tarde, o desenho não acabou mas a gente precisa parar e amanhã continua, tá bom?”

Otto: “tá bom.”

(5 segundos depois…)

Otto: “já tá amanhã?”

Ô PECADO. </3

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