um post de maternidade desmotivacional

desde que começou essa história, esse blog, fiz questão de não glamurizar o processo, o ato, os fatos. ser mãe nunca foi um sonho pra mim, foi mais o desejo da experiência incrível (e é impossível se arrepender dela, pelo menos por mais de 10 segundos…) de gerar e criar um humano. antropologicamente imperdível, mas com tantos (tantos. TANTOS) momentos difíceis que justificam com muita folga a opção de “não, obrigada, fica pra próxima encarnação”.

no facebook eu compartilho frequentemente minhas dificuldades, peripécias e também as fofurices do Otto, mas hoje foi um dia especial: depois do post reproduzido (ops) abaixo, nasceu (ops!) um outro post derivado, brincando com a ideia de ajudar quem não quer ter filhos a se manter firme neste propósito, caso bata a dúvida ou apareça uma tentaçãozinha.

o post ficou engraçado, mas os comentários ficaram impagáveis. não vou conseguir reproduzir a dinâmica das respostas e dos diálogos paralelos, que me fizeram rir o dia todo, mas não podia perder a oportunidade de registrar as ideias sensacionais destas mães que se uniram pra rir de si mesmas, e dos absurdos da maternidade.

espero que vocês gostem, porque eu gostei demais, e ri tudo de novo compilando a lista 🙂

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o post original:

Você quer de alguma forma reafirmar seu desejo de não procriar?

Bate um papo comigo sobre a rotina da manhã nessa casa e eu garanto um bom tempo sem essa ideia insana de ter filhos passar pela sua cabeça.

— daí veio a ideia de criar um workshop inédito: palestras (des)motivacionais para quem NÃO quer ter filhos.

nos painéis estão listadas todas/os que colaboraram, porque isso foi escrito a sei lá quantas mãos. muitas. todas elas sujas de ranho.

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você está determinada/o e não ter filhos, mas recebe pressão da família ou do/a parceiro/a e precisa de ajuda para se manter firme no seu proósito? este workshop foi feito pra você!

venha conhecer a realidade de pais e mães sincerões, que vão contar a real do mundo das pessoas-com-filhos tirando a parte que todo mundo já conhece: filhos-são-a-melhor-coisa-do-mundo 😀

(este post não é patrocinado pela JONTEX, mas estamos abertos a propostas)

há painéis / palestras disponíveis para todo tipo de interesse, os assuntos são intermináveis:

  • Cama compartilhada: como dormir em 10cm, com pé de criança na sua boca. Renata Corrêa
  • Tempo para si mesmo depois de ter filhos: uma ilusão. Carla
  • A arte de manter vivo um ser humano que não acredita em alimentação sólida. Tina
  • Sobrevivendo às manhãs de choro, chilique e ranger de dentes, todos os dias por anos a fio. Zel
  • What Not To Wear protagonizado por crianças e sua correlação com a pressão alta em mães. Por Silvia M.
  • Como sobreviver sem assassinar nenhum parente de 1o grau após 3 anos sem dormir uma noite completa. Angela R.
  • Como criar adolescentes e vencer o monstro do mau humor generalizado. Simone M.
  • Planejamento Estratégico e Alocação de recursos, módulo básico: tirando férias das férias das crianças através da chantagem com os avós. (palestrante ainda em aberto — sugestão de Ila F.)
  • Xixi e cocô na hora das refeições — planejando um cronograma efetivo para driblar interrupções. Camila B.
  • Como dirigir na hora do rush enquanto acalma as crianças no banco de trás: conheça relatos verídicos de pessoas que não enlouqueceram. Rita P.
  • Relato de vivência: “Bati o carro para não bater nas crianças que gritavam no banco de trás”. Silvia M.
  • Nutrição, módulo 1: comida fria e restos devolvidos pelo filho ainda são melhores que não comer. Simone M.
  • Multitarefa, módulo 1: Como escrever um texto enquanto seus filhos brigam e se pegam – A arte de otimizar o uso de seus braços, ouvidos e fala. Stella R.
  • Multitarefa, módulo 2: Como se fingir de morta enquanto trabalha e os filhos põem a casa abaixo. Silvia M.
  • Módulo de vivência des-motivadora: Brincando com o filho dos outros – a arte de devolver mais sujo que pegou. Vevê M.
  • Especialização rápida para crianças descabeladas: Desembaraçando Cabelos Cacheados. Rita P.
  • Privacidade, uma fábula pós-maternidade: Como se concentrar enquanto seu filho te chama/abraça/chora/fica no seu colo/faz gracinhas enquanto você realiza atividades fisiológicas ou de higiene pessoal. Por Emili G.
  • Maternidade Zen Saco: Como manter a paz interior enquanto seu filho, sem nenhum motivo aparente ou lógico, bate a cabeça no chão, na parede, no vidro do carro, no vidro do restaurante, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. Por Fernanda W.
  • Short e camiseta regata aos 11o C: Quebrando a resistência ao guarda-roupa de frio. Por Camila L.
  • Os 7 anos: como sobreviver às vontades próprias, birras e o poder de argumentação dos pequenos seres dessa idade. Vanessa M.
  • O poder da oxitocina, módulo básico: Achando fofo a criança que cospe água do chuveiro — a estética da primeira infância. Por Carla
  • Sexo e Tesão, após a maternidade: ele existe ou resiste? Por Luanna
  • Como ouvir 58 vezes por hora MAAAAÃEEEE + reclamação e/ou pedido sem perder a paz de espírito. Por Dani F.
  • Como lidar com o marido que quer ser outro filho. Consuelo
  • Negociação básica: Como dizer não à criança que acha que comida do seu prato é mais gostosa que a do dela sem causar uma calamidade pública. Por Dani F.
  • Negociação avançada: Como mandar seus filhos tomar banho, pentear o cabelo e escovar os dentes de mil formas diferentes — Do amor à ameaça de morte. Por Naomi
  • Negociação, técnicas anti-terrorismo: Aprenda que usar cachaça não é mais permitido e entenda como sobreviver. Mesa de palestrantes mista em formato de sessão de descarrego, regada a muito vinho
  • Das fraldas sujas da primeira infância ao chulé da adolescência: como sobreviver sem máscara de oxigênio. Por Mariana D.
  • Odontopediatria para leigos: “20 dentes, esses inimigos causadores do caos”. Lorena R.
  • Marketing pessoal, nível avançado: Como convencer todas as pessoas na rua que você não espancou e torturou seu filho, ele só tomou uma vacina. Angela R.
  • Técnicas de Feedback indireto: táticas para antecipar momento SINCERÃO do seu rebento e evitar dissabores pela rua. Naomi, COM LOUVOR.

Estudos de caso:

– C. 7 anos, sobre a escolha de música da Kate Perry para a festa de uma amiga: “eu acho essa música inadequada para crianças”

– O. 4 anos, para visitantes em sua casa: “eu acho que vocês deviam ir para suas casas agora”

– Filhos da Naomi, idade irrelevante: “não sei porque gente burra teima em dar opinião!”; “moça, você sabia que o seu perfume fede?”; “se a barriga dele não fosse tão grande, caberia mais gente no elevador né, mamãe?”

– Y. 4 anos, almoçando na casa da madrinha: “essa sua comida ficou um pouco ruim”

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aguardamos a presença de todas/os 🙂 (quem quiser que coloque link no post me avisa, e eu atualizo)

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