efeito pocoyo

[10-jul-2015]

 

Chegamos em Marília, Otto tá frenético correndo no quintal da avó com a tia Paula, e ele viu um passarinho. Entardeceu, o passarinho foi embora, claro. Ele não se conforma, fez a tia sair com ele pra procurar o passarinho na rua.

 

“Venha, tia Paula! Tem algo INCOMUM aqui!”

 

Hahahahahaha não sei de onde ele desenterra essas frases 😀

lógica escatológica

(Alerta De Post Com Fluidos Corporais)

Ensinar a criança a limpar a bunda é um processo. Passa pelo “não quero, limpa você”, pelo limpar igual à própria bunda (descobri de onde vem a expressão) e agora entrou em outro nível, por motivos de Otto sendo Otto: ele percebeu que quando o cocô está mais duro dá menos trabalho pra limpar!

 

Ou seja: vamos segurar.

 

Eu: “Otto, você tá com vontade de fazer cocô há um tempão, por que não fez de uma vez? Agora é mais difícil de fazer!”

O: “Pois é, mamãe, olha só: quando o cocô tá mais mole é fácil de fazer mas dá trabalho pra limpar; quando ele tá mais duro dói pra fazer mas limpa facinho…”

Eu: “então, olha o tanto de papel que tem aí, menino! Melhor sempre fazer logo, façavor!”

O: “tá bom, tá bom!”

**

Quem aguenta essa criança?

Finais Felizes

Coloquei (à revelia) o Otto pra assistir 9. Ele amou o filme todo, empolgado, fazendo perguntas e torcendo (imagina minha alegria?). “Eu tou gostando do filme! Quero ver até o fim!”

 

Aí chega no final e não tem apoteose. O fim é um começo, apesar da catarse de eliminar os vilões.

 

O: “Mas… acabou? Não tem mais nada?”

 

Nós: “não, é isso: o vilão foi derrotado e os amigos destruídos voltam pro universo e a vida recomeça.”

 

O: “… olha, eu menti pra vocês. Não gostei desse filme não.”

 

😂

 

Fiquei aqui pensativa sobre o quanto esse modelo de filme e história com final feliz não nos deixa estragados pra contemplar as histórias reais, que nem sempre são tão óbvias.