Proteína

Otto ontem no banho:

O: “mamãe, por que os humanos precisam comer carne?”

Eu: “eles não precisam, mas a proteína é boa pra nossa saúde e um pedaço pequeno de carne tem muita proteína. Por isso especialmente na fase de crescimento comer carne ajuda.”

O: “tipo… um pedacinho de carne são uns 10 feijões?”

Eu: “hahhahahhaa, um pouco mais de feijão!” (/Leônidas mode on)

Eu: “mas quando você for adulto, se quiser pode ser vegetariano. Muitas pessoas são! Enquanto isso a gente vai comendo a proteína que você gosta. Que carne você gosta?”

O: “coxinha! A carne da coxinha eu gosto.”

(Hahahahhahahhaha!)

Eu: “e sushi?”

O: “ah, gosto!”

Eu: “e churrasco?”

O: “gosto também.”

Eu: “então tá fácil :D”

Acho que um dia ele será vegetariano sim, quando tiver idade pra decidir e entender as trocas que precisa fazer pra continuar bem alimentado. Enquanto isso, vamos de coxinha, sushi e churrasco 😀

“Meia” lerda, eu

Otto está estudando frações, e ele é excelente nesse assunto, dá gosto de ver (pra compensar o desastre que é pra decorar tabuada. E muito me identifico — não soube e não sei de cor até hoje, eu calculo TODAS acima do 6).

Ontem à noite eu tive um problema de frações enquanto fazia pão — precisava colocar 2/3 de xícara e, distraída, coloquei 1/2 xícara. Comecei a discutir com o Fer — bom, e agora? Quanto adiciono pra completar os 2/3?

Depois de algumas elaborações ele disse “falta 1/6!” e eu trouxe outro probleminha — só tenho xícara de 1/3. “Divide na metade então!”. Nenhuma dessas conclusões foi imediata, tipo PÁ-PUM. Ambos tivemos que pensar um pouquinho.

Hoje no almoço decidi colocar o problema pro Otto ver que frações se usam no dia a dia, especialmente na cozinha. Expliquei a 1a parte do problema, ele respondeu “ué, coloca um pouco mais além da 1/2 xícara, assim ó:” (e mostrou um tico com a mão).

Eu: “Mas quero saber a fração. Quanto preciso adicionar?”

O: “1/6, ué.”

=O

Eu: “pera, que tem a 2a parte do problema. eu só tenho um medidos de 1/3, não tenho de 1/6. quanto coloco pra completar os 2/3?)

O: “metade, ué!”

😀

Não é muito legal quando o filho tem 9 anos e já faz fracionamento melhor que você? 🙂

Flor do Lácio

Semana passada Otto estava fazendo uma tarefa de inglês pra aprender palavras compostas (vocabulário mesmo), e foi super divertido notar como inglês é um idioma literal. “Doorknob” (knob = apêndice arredondado; door = porta) ou seja MAÇANETA. “Firefly” (fly = voar ou mosca; fire = fogo), ou seja, VAGALUME ou PIRILAMPO. “Firefighter” (fire = fogo, fighter = lutador) ou seja BOMBEIRO.

Gente, não é demais?! 🤣🤣🤣 Otto inclusive achou “fácil demais”, e é. Pragmático.

Até aí, tudo bem. (Te dedico, Fernando)

Mas chegou em “Jellyfish” (jelly = geleia, fish = peixe), e Otto não curtiu. “Mamãe, água-viva não é um peixe! Por que colocaram um FISH aí??”

Minha explicação é que como vive na água, pra facilitar, chamaram de peixe. E começamos uma conversa sobre o que é ou não considerado peixe (e eu tive que ir pro Google porque é claro que não me lembro).

E a língua portuguesa, que coisa mais linda do mundo, né? Muito poética e divertida. Água-viva, pirilampo, maçaneta, que lindezas.

❤️❤️❤️

Dia das mães

Vi uma amiga falando sobre ser mãe / amor, e a opção de não ser mãe, lembrei que o dia das mães tá chegando (é isso né? Já tou meio perdida) e não quero entrar mais na treta de quem é mãe quem não é, porque percebi que uma das questões fundamentais da maternidade parece ficar escondida nessas tretas. E é dessa questão que quero falar.

Ser mãe é FUNÇÃO, e é muito menos sobre amor e mais sobre cuidado e dependência / responsabilidade em formar outros humanos. Amar é um sentimento, é subjetivo e impossível de discutir. Cuidado e dedicação para formar alguém são coisas concretas, e é nessa esfera que a coisa fica complexa quando se trata de maternidade: pra quem nunca cuidou de um bebê humano até que ele tenha independência suficiente pra sobreviver sozinho fora de casa, é impossível explicar o que isso significa. E não faz diferença se você pariu o bebê, se ele chegou na sua casa com 3 anos ou 11 anos — o cuidado 24/7 que um humano não-adulto requer é absurdamente diferente do cuidado que qualquer animal de estimação da sua escolha requer; é muito diferente também do cuidado que um humano adulto requer (e não estou dizendo que cuidar de animais de estimação nem adultos é fácil. Só é completamente diferente). A diferença fundamental é que uma mãe não faz só atividade de cuidado para sobrevivência, ela forma outro humano, ela transfere pra ele uma quantidade absurda de conhecimento.

Criar humanos para te tornarem adultos é uma tarefa exaustiva, física e emocionalmente, e muitas vezes com pouco retorno afetivo, o que requer que a mãe encontre energia e força e autoestima sabe lá de onde pra seguir. A natureza é muito inteligente, por motivos de evolução, e os nossos filhos nos fazem sentir um amor sem explicação, irracional, mesmo diante das situações em que qualquer pessoa sã sairia correndo ou ligaria pro homem do saco pra buscar a criatura.

Não dá pra sair pra dar um rolê na esquina, deixar água e comida pro bebê enquanto você espairece. Não dá pra pedir pro vizinho ir lá uns minutos por dia dar de comer / beber e brincar com o bebê quando você viaja. Aliás, não dá pra colocar comida no potinho, né. Não dá pra fechar a porta quando a criança quer atenção, não dá pra deixar pra lá as 3 refeições por dia, nem a troca de fralda a cada 2 ou 3h, nem os chamados durante a madrugada, nem as reuniões de escola, as perguntas intermináveis, os ensinamentos mais básicos que você jamais sonhou que precisavam de tanta insistência.

Você já pensou em como uma pessoa aprende se limpar depois de ir ao banheiro? Ou os passos que precisamos seguir no banho pro corpo ficar limpo? Ou como segurar um garfo, como subir uma escada, como sentar, como passar fio dental, como abrir e fechar portas e gavetas sem se machucar? E como funcionam as relações, os protocolos (verbais e não verbais) de comunicação, já pensou?

Imagine que absolutamente TUDO que você sabe, alguém te ensinou, nem que seja fazendo pra você repetir depois, observando de você conseguiu sem se machucar ou machucar os outros.

Diferente dos demais animais, nós não carregamos geneticamente tudo que precisamos saber para sobreviver no nosso meio. Precisamos de alguém — a mãe, no caso, já que a tribo toda que ajudava nisso se esvaziou! — que nos ensine a ser humanos.

Ser mãe é ensinar mini humanos a ser humanos, sobreviver e ajudar a sociedade. Não é só amar, alimentar, cuidar. É FORMAR. Humanos são formados, eles não nascem prontos. Ouvi dizer que há um ditado africano que diz que “é preciso uma vila toda para criar uma criança”, e não é de trocar fralda e dar de comer que isso se trata; é sobre tudo que é preciso ensinar um humano além do básico para a sobrevivência.

Se a tribo existisse e fosse parte da formação dos mini humanos, a mãe humana não seria tão sobrecarregada e nem tão romantizada. A mãe é obviamente importante pra qualquer criatura, mas no caso dos humanos a tribo é ainda mais importante (e preserva a saúde física e mental da mãe). Sem a tribo, a mãe é uma infeliz sobrecarregada que não tem nem como encontrar a felicidade do amor materno, porque ninguém consegue ser feliz com tanta cobrança e tarefas impossíveis.

Mães que têm pais, amigos e família que compartilham a tarefa de criar novos humanos são cada vez menos frequentes. A maioria delas cria seus filhos sozinha, sem companheiro e sem tribo. E ainda tem que fingir que tudo está bem, porque afinal “quem pariu Mateus que o embale” e “nossa, como pode reclamar dos filhos, o maior amor, amor incondicional?!”.

A sociedade é cruel, e é hipócrita. Não à toa inventaram a horrorosa frase “ser mãe é padecer no paraíso”. Não tem paraíso nenhum, e mães padecem porque são sozinhas e invisíveis.

Então quando vejo alguém comparando mães de humanos com “mães” de outros animais, de plantas (!), sei lá, de levain (deve existir; é um ser vivo que precisa de cuidados, afinal), me dá cansaço e tristeza, porque esse tipo de comparação só reforça a ignorância sobre o que significa criar outro humano, e sobre a carga pesada que as mães carregam na sociedade.

Nesse dia das mães, aproveite pra agradecer sua mãe por tudo que ela fez e faz, caso ela tenha tido resistência pra sobreviver à tarefa sem grandes problemas; pergunte pra suas amigas como é essa tarefa de ser mãe, como elas se sentem.

E se você é mãe, não preciso nem dizer nada, você sabe. Obrigada por (tentar) ajudar a colocar mais humanos decentes nesse mundo tão cheio de problemas. Que esses novos humanos sejam melhores que nós.

X-factor

Estamos assistindo X-Men com o Otto, ~na ordem em que foram lançados os filmes~ porque a criança é metódica, e é ao mesmo tempo uma dor e um prazer assistir com ele, observando as perguntas e em quais partes ele sente mais.

Acabamos de ver “First Class”, e vimos antes “The last stand”, que foi o mais sofrido. É inconcebível pra ele tirar os poderes dos mutantes, e não só porque eles ficariam sem poder, mas porque ele não entende como podem querer tirar de alguém aquilo que torna a pessoa o que ela é. Ele imediatamente entendeu o ponto do Magneto (não precisam de cura alguma) mas ao mesmo tempo acha que ele não precisa matar todo mundo. “Eles podem usar a cura só em quem é um perigo pra si e pros outros”, como a Rogue ou a Jean Gray versão Dark Phoenix.

Ele chorou quando a Mystique foi “curada”, e também quando Magneto perdeu os poderes. É como se eles não fossem mais eles mesmos, e tivessem morrido (e a gente não morre mesmo um tanto quando deixa de ser a gente mesmo pra se adequar?).

Temos visto tudo em inglês com legenda (não tem dublagem nem legenda em português aqui), e ele pergunta muita coisa de vocabulário, expressões. Hoje ele quis saber o que é “accept yourself”, e explicamos. Ele pareceu confuso — como alguém pode não aceitar a si mesmo? Perguntei se ele gostava de quem ele era, e se mudaria. Ele muito prontamente disse um NÃO bem firme. Ele gosta de ser quem é.

É bonito — e espantoso, pra mim — ver uma criança tão segura, tão confortável sendo quem é. Porque não se trata só desse momento vendo o filme, ele realmente tem uma autoconfiança excelente. Tem medo de errar, mas não é pelo que outros vão pensar, não é pra agradar. É a régua dele mesmo que é dura demais.

(Pobre dele. Perfeccionismo causa tanto sofrimento!)

Mas voltando — que série bonita, a dos X-Men, pra pensar sobre preconceito, sobre se adaptar para caber. Gosto demais da postura do Magneto (embora os métodos sejam… questionáveis, como diz o Fernando). Ele não quer se adaptar, é pouco pra ele. Ele quer dominar, ocupar o espaço, liderar e ser plenamente a maravilha que é.

Tá errado?

É louco ter que explicar pro Otto que vários mutantes ali fazem o que fazem pra tentar agradar os outros, pra se “camuflar”. Ele não entende a necessidade, porque pelo menos até o momento não se viu nesse dilema: do que vou abrir mão pra ser amado? Que manobra preciso fazer pra ser aceito?

Sinto ao mesmo tempo um orgulho e felicidade pela sua auto-estima tão forte e uma ternura e medo enormes, porque alguém vai machucar essa fortaleza, em breve, é inevitável. E vai doer em mim também.

Entendo agora quem quer os filhos pequenos pra sempre. O mundo é vasto, e complexo. A noite é longa e cheia de horror.

DSCLP PLANETA

Otto briga pra entrar no banho, e depois briga pra sair. Haja água — Fernando e eu compensamos tomando banho mais rápido (eu em no máximo 10min lavei tudo, inclusive cabelão).

Ontem, de novo:

Eu: “vamos Otto, pode sair que você já lavou tudo!”

O: “mas eu quero ficar mais, mamãe! É na hora do banho que eu PENSO NA VIDA…”

HAHAHHAHAHHAHAHA!

Deixei. Todo mundo precisa pensar na vida. Foi mal, planeta.

Funções cerebrais

Otto assistindo Wolverine, e quando chega no final que ele leva um tiro de bala de adamantium na cabeça e perde a memória (não entendemos até hoje, mas):

O: “nossa, que bom que ele ainda lembra as palavras e o que elas significam, né?”

Ele não foi sarcástico, ainda não tá na idade. Mas basta aguardar, e vai ficar igual ao pai Fernando e o tio Gui, um estraga prazeres 藍

Apocalipse

Trago notícias do além, via Otto. Se fôssemos supersticiosos, ia ser tenso!

Momento 1: o fim do mundo é iminente

O: “sabe, mamãe, acho que vou começar a ajudar você em ALGUMAS tarefas da casa, sabe?”

(Salve-se quem puder!)

Momento 2: (música de suspense)

O: “pessoal, estou com um problema: criei aldeões demais, e eles agora ocupam todo meu quintal. Precisava matá-los, então criei monstros, e agora preciso matar os monstros e não tenho flechas suficientes!”

Sério, tou preocupada. 😬🤣

Aulas virtuais, um relato

Uma amiga perguntou sobre como está sendo a rotina de aulas on-line do Otto, então segue (como referência, ele está no 3rd grade americano).

MÉTODO

  • As aulas não são síncronas (ou seja, cada criança segue as tarefas no seu ritmo e na ordem que quiser), com exceção das aulas específicas do Otto (abaixo)
  • De segunda a quinta o Otto tem uma reunião com a professora assistente (que das português) das 10:30 às 11:30h para ajudar nas atividades específicas do plano de estudo dele (diferentes das outras crianças)
  • Uma vez por semana o Otto tem terapia ocupacional com uma professora que só faz isso, online. São 30min de atividade física dirigida
  • Há uma combinação de vídeos (no portal e fora dele), slides pra ler, atividades pra fazer
  • A maior parte das atividades são: leitura, exercícios, atividades de interação com o professor ou a turma (via comentários no portal, podendo anexar materiais)

FERRAMENTAS

  • Schoology: o portal de todas as “matérias”, por assunto. Falo disso na parte de conteúdo. Ele precisa “assinar presença” todo dia quando começa. É um comentário, tipo “check in”
  • IXL: um portal de exercícios, por assunto. Ele usa pra matemática e inglês. Tem exercícios por assunto, com score e com exemplos pra rever o conteúdo. Acho ótimo
  • Scratch: um portal do MIT para programação lúdica, que é usado na aula de computação
  • Zoom: pra as aulas de terapia ocupacional e atividades extra turma (específicas para o Otto)

FREQUÊNCIA / DURAÇÃO

  • Tem um cronograma diário de atividades, que abrimos pela manhã e seguimos as instruções para completar as tarefas do dia. Parece uma gincana 😀 a professora coloca sempre um sumário do dia anterior e o que está proposto para o dia
  • O Otto leva 3-4h para completar tudo. Seria muito mais rápido se ele não fosse tão resistente. A parte de exercícios, especialmente de matemática, é muito tranquilo, porque o site é bem construído e ganha prêmios quando completa, “medalhinhas”, Otto adora
  • As tarefas de leitura e assistir vídeos de conteúdo ele odeia e demora, não dá pra prever quanto tempo leva. As aulas de música e ESL (English as Second Language) são as piores, porque a gente interage com o vídeo, ele fica entediado OU não consegue acompanhar no tempo perfeito e é um drama
  • Escrever e realizar atividades pra gente fotografar e mandar é um saco também, mas porque Otto é ele. Talvez uma criança mais colaborativa fosse tranquilo

CONTEÚDO

  • Cada turma tem seu cronograma diário, indicando o que é pra fazer no dia. Cada matéria tem sua “pasta” no Schoology, basta entrar nela e consultar as atividades do dia
  • A professora principal da turma faz uma comunicação geral (escrita, tipo um PPT) sobre o que vai acontecer na semana, pergunta de como estão, fala da família dela e tals
  • Matemática: a professora que faz 1h de aula com ele por dia repassa conceitos novos, mas tem sido bem pouco. Os exercícios do IXL são suficientes pra ele continuar evoluindo no conteúdo das operações e frações, área, perímetro, etc que é o que está sendo coberto. Otto vai muito mesmo nessa área, e nós também, então é tranquilo. As tarefas são completar os exercícios no IXL ou resolver charadas matemáticas mais lúdicas e compartilhar seus comentários com a turma no portal. A professora comenta todas as respostas
  • Inglês / ESL: vocabulário, leitura e escrita, interpretação de texto, basicamente. Bem fácil pro Otto, que está no programa de inglês como segunda língua. As tarefas são de ler, escrever conclusões, etc. e reporta o resultado no portal
  • Música: O prof apresenta conceitos de ritmo e escala musical através de musiquinhas, é fácil. Seria fácil na verdade, se o Otto não fosse perfeccionista 🙄 Basta seguir o professor e fazer tarefas como gravar um vídeo cantando a música
  • Ciências: Vídeos e apresentações sobre o conteúdo, é bem exploratório e com objetivo de falar sobre método científico bem em alto nível, despertar o interesse da criança por observar, medir, comparar, etc. As tarefas são de fazer pequenos experimentos e tirar conclusões
  • Estudos sociais: um inferno na terra. Só conteúdo de leitura / consulta e depois responde perguntas para verificar entendimento
  • Artes: Apresenta uma proposta e pede que a criança faça uma atividade relacionada, e sobe pro portal, por exemplo — criar um selo comemorativo do assunto X
  • Biblioteca: A criança pesquisa um assunto na biblioteca, acha um livro, lê e comenta o que achou. Sempre coisas simples, mas dá uma ideia de como funciona a biblioteca e a pesquisa

OS PAIS AJUDANDO

  • Sem acompanhamento o Otto não faria as atividades, ia ficar perdido. Ele não tem maturidade para entrar no cronograma e seguir as atividades do dia, alternando entre ferramentas, nem preparar as atividades e subir pro site. A gente tem que ajudar não só a organizar o dia mas ir direcionando pra ele ir progredindo
  • Não fazemos a parte de conteúdo por ele (a gente direciona pra atividade, imprime material e sobe material), ou seja, é ele que faz as tarefas. Mas não é pouco o que fazemos na questão de organização do dia. Ele tem pouca autonomia pra se virar quanto ao que deve ser feito. Uma vez direcionado, ele vai em frente, mas precisamos checar e chamar de volta à realidade pra terminar (ele viaja, muda de assunto, distrai)
  • Precisamos mediar com as 2 profissionais que usam Zoom pra falar com ele, porque ele não para pra escutar instruções, fala por cima delas, quer direcionar o assunto pra outro lugar, e é muito mais difícil “puxar” a criança estando do outro lado da tela

CONCLUSÃO

  • Acho que para apresentação de conteúdo novo é bem complicado esse método remoto. Na semana que vem vão começar com Zoom ao vivo com todas as crianças da turma, e não quero nem imaginar como será hahahhahaha! Estou curiosa pra ver como vai ser para assuntos que as crianças ainda não dominam. Conto depois!
  • Para reforço do que já aprenderam e leitura / exploração acho um método ótimo. Cada criança no seu ritmo, funciona bem
  • A menos que a criança seja muito autônoma nessa idade ou seja mais velha mesmo, os pais prefiram estar basicamente de plantão, junto. Não dá pra largar sozinhos!

Bom, é isso pessoal! Vamos contando aí como está na escola das crianças de vocês e vamos aprendendo juntos 😉