Dad pools

Mas pra não dizer que foi só chororô (pelo menos da parte dos pais :D), ontem também teve momento revolta com o Fernando que ousou dar ordens para Herr Otto fazer atividades físicas mínimas, dentro da programação da casa.

Após muito drama, e minha intervenção pra tentar apaziguar os ânimos (usamos a estratégia good cop / bad cop alternadamente), menino declara para o Fer:

— “você é o pior pai que eu já tive!”

藍

Depois de conseguir segurar a risada, perguntei: “e quantos pais você já teve?!”. Ele fez de conta que não ouviu, claro.

Fer, depois de sofrer muito, como um bom pai pisciano, até conseguiu achar graça também.

TENSO.

Meu caro amigo

Essa semana foi a primeira vez que chorei de tristeza, desde que cheguei, desde que começou a pandemia. Chorei junto com o Otto, que disse estar com saudade da nossa casa no Brasil, e da vovó Vera.

Eu também tenho saudade da nossa casa e da minha Mami. Tenho saudade dos amigos, do pão com mortadela e das flores e pássaros por toda parte.

Mas a minha saudade eu administro, lido bem com ela, convivo. Quando nosso filho sofre, ah, gente… que dor. Lembrei dos primeiros meses dele, quando ele chorava sem razão aparente e eu chorava junto, desejando poder trazer ele de volta pra dentro do meu corpo, proteger de tudo, abraçar aquele corpinho todo e fazer passar.

Eu abracei ele pra chorar, e ele melhorou. Eu, nem tanto. Quanto amor cabe fora do nosso corpo? Como amenizar as dores de crescer e entender melhor as coisas?

Explicamos sobre a pandemia, de novo. Ele acha que no Brasil ele estaria melhor que aqui (mal sabe ele), e na verdade só de ter quintal, piscina e vovó ele estaria mesmo. Mas contamos que todos nós estamos passando pelas mesmas coisas, no mundo todo, que está difícil pra todos e que vai passar.

Vai passar.

Enquanto isso a gente chora um dia, ri no outro, e tenta abraçar e ser feliz nos momentos que dá.