apanhado do facebook: outubro

Vi Lilo & Stitch mil vezes antes do Otto nascer e agora que ele também é fã estou vendo mais mil vezes. E não enjôo. Morro de rir na cena da troca da bomba entre o Stitch e o cientista; choro quando Stitch vai se despedir <3

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e agora tudo que a gente pede pro otto fazer e ele não quer (quase tudo, diga-se), ele responde “não! eu vou FUGIR!” e sai correndo.

fico dividida entre rir muito e chinelar o menino. #bodegaiato

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me incomodei com a tal tabela de mesada compartilhada esses dias no facebook (tem foto no artigo), e deixei passar. nunca tive mesada e não pretendo dar mesada ao Otto. gostei muito do texto, concordo 100%.

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excelente texto (em inglês) sobre obediência, tema que abordei esses dias no blog. concordo muito.

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como é maluco o cérebro das crianças — estou em casa, numa conf call com meus colegas nos USA a tarde toda (em inglês). o Otto está por aqui, andando e prestando atenção ao que estou fazendo, quietinho. há poucos minutos ele foi na pilha de livros e trouxe um livro que “fala” os números em inglês, quando aperta no lugar certo, e está aqui brincando do meu lado  incrível né?

detalhe: ele não faz aula de inglês, nem escola bilíngue, nem ensinamos em casa. o livro foi presente da Léa. ainda não estou convencida dos benefícios ou impactos de ensinar outros idiomas tão pequeno, por enquanto ele só é exposto a outros idiomas como parte da vida social (ou indiretamente graças à minha profissão).

livro sobre o assunto que me indicaram:  “Raising a Bilingual Child”, Barbara Zurer Pearlson

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Ser mãe de moleque que vive no mato é dar banho, enxugar e CATAR CARRAPATO. <o>

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como bem diz o Felipe, é preciso educar nossos filhos sobre os riscos e consequências de vazamento de informação privada na internet. Lamento que ela não tenha sido orientada, ou não tenha percebido o que poderia acontecer.

Já sobre a reação ao vídeo, convido você a pensar qual seria se fosse um homem. Se ele seria xingado, julgado, humilhado.

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74% das meninas acham que têm menos poder que meninos. Sabe quem pode mudar isso? Você, eu. Mudando a forma como tratamos as meninas e os meninos. Pra que em 20, 40 anos as coisas sejam diferentes.

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casas perfeitas, pessoas perfeitas, zero bagunça e nenhum sinal da existência de crianças. pra quê?

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Ontem o Otto parecia belzebu encarnado pela manhã (duvida? Pergunta proAlexandre ou Fernando, que presenciaram). Levantou, foi vestido e deixado na escola à força, berrando.

Hoje acordou, comeu, vestiu e ficou na escola todo feliz.

Alguém explica?

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Sou partidária da rotina rígida para crianças: horário certo pra acordar, comer, dormir. Temos feito assim nestes 3 anos, e acho que ajuda muito. Mas quando a gente abre exceções (e abrimos, porque afinal os desvios são parte do caminho também :D) se lembra porque as regras são tão úteis.

Otto foi o capeta encarnado na sexta e sábado pra dormir. Nível disque-homem-do-saco-litoral-norte. E passou a noite acordando, sonhando (brigando no sonho, reclamando e discutindo), chorando. Acordou ontem e hoje até com olheiras de tanto drama a noite toda.

(Nem conto do estado dos pais, zumbis)

Chegando em casa, mesmo
1h deslocado na rotina, jantou direitinho, tomou banho, escovou os dentes, colocou pijama, deitou e pronto. Sem drama.

Santa rotina, EU TE AMO.

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Mostrei essa foto do perfil pro Otto e perguntei quem era. Ele olhou bem e disse: “VOCÊ!” 

Ou seja, tô igual \o/

As 3 graças

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Pra quando o Otto quiser saber sobre a morte, é simples: we are made of stardust.

Nem céu, nem alma, nem nada disso. Simplesmente nossa matéria volta ao universo, de onde veio.

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(texto do papai)

Otto, 3 anos: “Eu tava tomando banho, tranquilo, quando de repente aconteceu uma coisa muito estranha: acabou a água quente! Não deu tempo de ficar limpinho” (17x)

1. Deu tempo.
2. Com essa pontuação.

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Reunião de pais Waldorf na casa de um deles, num condomínio aqui na cidade. Crianças tocam a campainha para pedir doce. Pai Waldorf leva UVA PASSA pras crianças. Crianças ficam tão surpresas que vão embora sem travessuras (e não pegam as uvas, claro).

😀

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hoje fomos à reunião periódica com a professora da turma do otto, e foi muito legal aprender um pouco como sobre ele se comporta quando não estamos junto. algumas coisas são exatamente iguais — a tendência de observar muito antes de tentar qualquer atividade, preferência por brincadeiras com poucas crianças e sem muito barulho, a tranquilidade e educação ao falar com as pessoas e explicar o que quer e não quer, todo o jeitão analítico bem caraterístico dele.

mas nos surpreendemos com coisas que ele só faz na escola, como por exemplo perguntar se pode levantar da mesa, se pode começar a comer, se pode pegar coisas que não são dele (nunca fez isso em casa, quem me dera!). soubemos que ele gosta de contar histórias para os amiguinhos, mas que conta com suspense, entonação, do início até o fim, perfeitamente, ao ponto de causar espanto. e que uma das brincadeiras que ele mais gosta é cuidar das bonecas e dos amigos menores, com a maior atenção. nunca imaginamos!

a professora fez piada chamando ele de “pequeno imperador”, dizendo que ele sabe muito bem o que quer e o que não quer, e expressa isso verbalmente sem o menor problema. e que DIRIGE os outros, inclusive os adultos, pra fazer as coisas do jeito dele. reconheceu, Keké?

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Otto hoje cedíssimo, logo que amanheceu, ainda dormindo comigo na cama: “de onde vem essa música?”

Eram os pássaros, acordando junto com o sol <3

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Otto está apaixonado pela história “o dente de leite de Ganesha”, presente do Weno e Mawá. Aí tem uma parte que tem os desenhos que ele faz com a presa quebrada, e quando ele viu o ratinho amigo do Ganesha e o desenho do rato (bem estilizado, bem hindu), explicou: “olha, é ele desenhando ele mesmo!”

Achei tão legal ele entender a diferença entre o personagem e o desenho do personagem, e o “self”! É tão bonito ver um ser humano aos poucos construindo suas bases, conceitos simples e ao mesmo tempo tão difíceis de explicar.

Fabricar humanos é louco.

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Desenterrei um baralho que compramos em Creta, e cada carta tem um personagem da mitologia grega. Mas ele foi escolhido pra brincadeira porque é de papel, e mais fácil de fazer castelos. Aliás, como é difícil fazer castelos de cartas, gente! <o>

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A gente não tem pedido prato separado pro Otto, porque: sempre sobra; é caro pra caramba; pratos infantis são ridículos. Aí pedimos entrada e prato pros adultos e dividimos com ele. Mas aí acontece dessas (ele rouba nossa comida).

 

apanhado do facebook: agosto

o otto tá cada dia mais engraçado, e nessa fase de usar todas as palavras que a gente usa, matando a gente de rir.

essa semana a maria levou ele pra passear em um dos parquinhos do condomínio, e ele queria brincar em um brinquedo que estava sendo consertado. o moço da manutenção explicou pra ele que não dava pra brincar naquela hora, que a tinta estava secando.

alguns minutos depois, ele volta pro moço da manutenção e fala: “você pode VERIFICAR se a tinta já secou?!”

 

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3 anos do meu menininho hoje \o/

Não tem preço a carinha dele hoje cedo, sorrindo e me falando “hoje é meu aniversário, né?”  

Cantamos parabéns, felizes, com 1 cupcake no café da manhã, e hoje na escola dele tem música, coroa e parabéns.

E é meu aniversário como mãe também, papel que ainda não me serve direito, como uma roupa que não estamos acostumados a vestir.

Esse misto de amor, cansaço, felicidade e saco cheio é uma maluquice. Pra quem queria a experiência antropológica da maternidade, acho que o objetivo está 100% cumprido, e de quebra ganhei um amor maior que o mundo e que cresce a cada dia, inexplicavelmente.

 

apanhado do facebook: julho

uso muito o facebook, em especial para compartilhar meu dia a dia com a família e amigos distantes. e percebi que tem muita coisa lá que deveria estar aqui, pro otto ler quando crescer. então segue uma compilação 🙂

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O Otto explicando pros bonequinhos da Wendy e Wallace que “eu vou assistir vocês agora, tá?”  ‪#‎acloseshave‬

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A fase aqui é: não quer colocar fralda; não quer usar o banheiro; não quer que tire a roupa suja. Dá CHILIQUE pra tirar. Super legal, urru.

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As conclusões infantis em relação à língua são divertidas demais de observar. O Otto tende a falar “obrigada”, pois convive com muitas mulheres, é o que ele ouve. Hoje, enquanto explicava pra ele que se diz “obrigado”, no caso dele que é menino, comparei: “o Otto e o papai falam obrigadO, a mamãe fala obrigadA”.

E ele, rindo de mim, corrigiu: “eu e o papai falamos obrigadOS, mamãe!” 

Sabido demais, ele menino 

(E com senso de humor goofy, que é o que me deixa mais cheia de orgulho. Se conseguir ensiná-lo a rir de bobagens e de si mesmo já vai ser a melhor herança que poderia receber)

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Eu gosto de repetição. De música, de comida, de livros, quadrinhos, de filme. Vejo/leio a mesma coisa dezenas de vezes sem enjoar.

Exatamente por isso nunca me assustaram os avisos dos amigos com filhos de “criança adora repetição”. Até que o Otto se interessou por filmes e desenhos, em especial “a close shave”, e as repetições já devem estar na ordem de centena. Como se não bastasse, quando não está vendo, ele quer que eu conte a história do desenho!

Confesso que repetição agora tomou uma nova dimensão 

Alguém aí sabe explicar o porquê dessa obsessão infantil pela repetição das histórias?

(Enquanto isso eu decoro até as falas do filme)

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– Quem é responsável pela conduta dos adolescentes?

“Em alguns lares, a mãe prepara toda a comida, lava todos os pratos, faz todo o serviço de casa, e as crianças não recebem nenhuma tarefa ou responsabilidade. Isso não está certo. 

Espera-se que as crianças executem pequenos afazeres domésticos, dentro de sua capacidade e limitações da idade. Deve-se ensinar a cada uma o senso de responsabilidade e autorrespeito, como um membro da família justo e colaborador.”

*trecho retirado do livro “Só O Amor’, de Sri Daya Mata

Essencial. Sou da opinião que crianças e adolescentes devem ter tarefas em casa compatíveis com a idade e maturidade, sempre.

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Crianças pequenas contando naturalmente são assim: um livro que ele gosta muito tem uma página com uma família de 5 cachorros, colocados na foto em ordem de tamanho (menor > maior).

Ele olha bem, e começa a me explicar: “olha mamãe — mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura-bolo e mata-piolho!”

<3

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da série “criando um CEO involuntariamente”:

otto, 2a9m, acaba de jantar e informa: “tou satisfeito. agora vou pruma reunião e já volto!”

(e quer usar meu computador)

nem waldorf salva, gente <3

 

apanhado do facebook: para não perder (Fev-Mai)

percebi que falo muito sobre o Otto no facebook, coisas engraçadas ou insights sobre maternidade de forma geral que cabem muito bem aqui, então estou compilando mês a mês, e resgatei esses posts para não esquecer 🙂

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[maio] Hoje o Otto deixou a gente tomando café na cozinha e sentou no chão do quarto pra “ler”. Ficou lá sozinho, “lendo”, feito um ser humano e não essas criaturas de outro planeta que são as crianças pequenas.

Não sei explicar direito a emoção de ver uma criaturinha desse tamanho com um livro no colo, “lendo”.

<3 <3 <3

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[may] Otto, 2a8m, aprendendo a se virar: queria diminuir a intensidade do ventilador e não lembrando da palavra, pede pra tia Paula — “desaumenta o vento por favor?” 

Boa sexta!

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[abril] Tenha filhos e se sinta desprezada a partir dos 2 anos de idade da criatura: oFernando viaja pra SP, fica MEIO DIA fora e ele pergunta do pai. Eu saio do país por 4 dias, adivinhem quantas vezes ele perguntou de mim?

(cri-cri)

Ainda bem que não entrei nessa de ser a mãe-necessária-dedicada-100% senão nessa hora ia cortar os pulsos com a faquinha de bolo pullmann.

(Mas que é um moleque ingrato isso é :D)

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[abril] hoje o otto (2a7m) perguntou um POR QUE pela primeira vez  ele já pergunta “o que é” e “como é” faz um tempo, mas “por que” eu não tinha ouvido ainda.

“mamãe, por que o carro da frente tá piscando a luz?”

achei tão lindo que já expliquei todo o código de trânsito pra ele 

  <3 <3 <3

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[fevereiro] Eu compartilho fotos do Otto comendo porque é muito gostoso ver como ele se alimenta com gosto. Ele se diverte e gosta muito de comer. Não tenho “orgulho” dele comer bem e de tudo, porque acho que isso é inato, pelo menos a maior parte.

Mas tenho sim muito orgulho de proporcionar pra ele uma vida com hábitos alimentares bons e divertidos, podendo comer absolutamente tudo, pegar fruta no pé, experimentar temperos, legumes e verduras tiradas da terra. Poder levar uma vida junto à natureza, brincando no mato e na terra é mérito nosso sim, por ter feito essa opção.

Não me arrependo nem por 1 segundo de ter vindo morar no interior. A gente merece uma vida melhor, mais próxima da natureza, e o Otto também.