apanhado do facebook: novembro

Fer tentando acordar o menino da soneca, delicadamente. Menino replica:

“Você para de falar, por favor, para?”

Ele parou, né 🙂

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Sábado, dia de estar com a família, certo?

Na livraria cultura: “mamãe, vamos sair? Tem muita gente aqui”

“Otto, olha que legal a moça embrulhando o livro!” “Não achei nada legal!”

“Otto, experimenta isso aqui que tá delicioso” “Ah eu não acho isso NADA delicioso!”

OLHA.

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A rotina aqui de segunda a sexta é sempre assim: levantamos 6:50, eu vou pro banho e o Fer tem a tarefa inglória de acordar e arrumar o Otto pro café da manhã. Comemos, e às 7:40 levo o Otto pra escola, depois vou pro trabalho.

Simples, se o Otto acordasse, quisesse colocar a roupa, concordasse em sentar pra comer, entrasse no carro e ficasse na escola numa boa. Alguns dias todos os passos dão certo (raro), alguns dias todos dão errado (mais frequente do que gostaríamos) e tem os outros dias todos.

Hoje o Fer foi acordar o Otto, e no meio da resistência de sempre ele simplesmente fugiu da cama, chorando, e foi pro meio da casa (e o Fer atrás) — “eu quero dormir!!!”.

Olhou em volta com carinha de perdido e perguntou pro Fer “onde eu tava dormindo?!”, “ali naquele quarto, Otto”. Resmungando, ele voltou pro quarto e se enterrou na cama, carinha escondida no travesseiro.

Foi nessa hora que o Fer foi conversar comigo no chuveiro, num misto de riso e pena, pra avisar: “ele não vai pra escola, tá? 

Saí do banho e fui deitar junto com os 2 um pouco antes de sair. Eu sei que a rotina é importante, e que ele devia ir pra escola (quanto mais abrimos exceção, pior fica o esquema). Mas o sorriso dele quando eu deitei ali juntinho e ele me abraçou, aquele corpinho gordinho e gostoso…

Segunda a gente tenta de novo, vai.

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E como se não fosse o suficiente a história da canção da Lilo, Otto me “ensinou” hoje a cantar aquela musiquinha do “Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho… Voou, voou, voou, voou!”

Ahhhhh eu não aguento essa fase das músicas, gente! É muito amor, vou explodir!

 <3 <3 <3

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(Essa é pra quem viu Lilo & Stitch)

Otto quis deitar comigo na rede, e me fez sentar de frente pra ele, como fazem as irmãs no filme, enquanto falam sobre OHANA.

Quando comecei a balançar, ele começou a cantar (com uma letra inventada) a melodia que a irmã maior canta, PERFEITA, e com as mãos fez os gestos de jogar as flores ao vento! E ainda diz “vão lá pras estrelas”.

Derreti e virei uma poça de purpurina!

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“Mamãe, eu quero mais daquela castanha que tem que morder MUITO FORTE pra comer!” = Amêndoa 

(Comendo quantidades industriais. O moleque só gosta de coisa boa e cara, tou ferrada)

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“O que você quer de sobremesa, Otto?”

“SALADA!”

E tá aqui batendo mais um pratão depois do macarrão.

Tenho medo dessa adolescência, confesso.

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Fui pegar macarrão na despensa pra preparar pro Otto, que me pediu pra comer e desde então tá me perseguindo. Desastrada que sou, derrubei uma meia dúzia de macarrões no chão, e pedi ajuda:

Eu: “Otto, pega pra mamãe os macarrões que caíram no chão, por favor?”

Otto: “Pode deixar que eu COMO ELES TODOS pra você, mamãe!” E aí comecei a escutar aquele barulho de mastigar coisas crocantes, característico.

<o> Não sei o que é pior — ele comer coisas que caíram no chão com tanta naturalidade ou amar comer macarrão cru.

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Hahhahahahahahha! Otto vê gente entrando no mar em pranchão, pergunto: “o que eles vão fazer, Otto?”

“Eles vão PRANCHAR!” 😀

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inclusive espero que minha dificuldade em me manter séria em momentos críticos de chilique do meu filho não impeça o progresso da educação da criança, porque eu tenho SÉRIAS dificuldades em me manter séria enquanto ele chora e argumenta comigo sobre porque não é possível colocar uma camiseta.

resumindo, eu caio na gargalhada em situações em que eu deveria ser a mamãe-séria-dando-bronca.

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(durante uma viagem minha ao Chile…)

Update sobre menino Otto: depois do episódio de vômito inédito e sem explicação aparente*, dormiu e acordou ótimo. Foi pra escola, tudo direito até o momento.

Ufa.

(*) Ele comeu montes de cenoura crua imediatamente antes do evento. E ele come feito pernalonga, sem mastigar muito. Teve um acesso de tosse, voltou um pouco e aí… Gag reflex.

Ah, o lindo mundo da mater/paternidade.

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O Fer tava limpando a piscina, enquanto Otto brincava. Quando acabou, pulou na piscina de camiseta e com a bermuda que é daquelas de praia mesmo.

Eu não consigo explicar pra vocês a indignação do Otto quando viu o pai “de roupa” na piscina. Ele ficou até gago de tão chocado, coitado, hahahhahaha 

O que fazer com uma criança naturalmente tão “certinha”? Esse menino vai sofrer muito na vida, afe.

… Aí a mãe também entra de roupa na piscina e explica pro menino que não tem problema, que roupa a gente lava!

Levaremos o caos pra vida desse menino nem que seja na marra!

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Todas as fotos do Otto ele tá imundo e com as unhas sujas, impressionante!

#mãedecesárea

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Hoje percebemos que o Otto não tinha bonequinhos, resolvemos comprar alguns. Escolhemos 5 bonecos Playmobil: 2 guerreiros, 2 fadas com flores e bichos, e 1 cuidadora com um macaco (e uma mamadeira).

Ele gostou de tudo, mas se apaixonou pela cuidadora e o macaco, e agora só quer dar mamadeira pro macaco <3

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Cometi um erro primário — depois de banho tomado é dente escovado deixei o menino ir buscar um boneco “pra dormir”. Ele volta da COZINHA com DUAS ESPIGAS DE MILHO.

Está nesse momento comendo a segunda, e eu aqui esperando pra escovar o dente de novo! <o>

(Viu o que acontece quando você sai, Fer?)

E logo depois de devorar 2 espigas de milho enorme, prontinho pra dormir, vocês acham que aconteceu o quê?

(Uma nota, maestro Zezinho)

Sim, cocô megamaster.

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isso.

A parte mais bonita e interessante IMHO de se tornar pai/mãe é exatamente isso: menos foco no EU, e todo um aprendizado de pensar em NÓS.

O exercício da dominação do ego (que considero essencial a todos que pretendem ser seres humanos melhores) é muito mais intenso quando se tem filhos. A empatia aumenta e também a apreciação pelo processo complexo de formação de um ser humano decente. Não é moleza, mas ensina muito.

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Criança de menos de 7 anos com “lição de casa” e “agenda”? SOY CONTRA. Tenho absoluta confiança no desenvolvimento intelectual e lógico da criança somente através do brincar. E mais importante que tudo — quero criar uma criança feliz, que saiba como ser feliz. Problemas de dinheiro são facílimos de resolver; problemas de felicidade e ansiedade não são.

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Depois de DUAS HORAS tentando fazer o menino dormir (sem sucesso), simplesmente desisti. Avisei — “vou sair e jantar. Você fica aí que eu volto depois”.

20min depois, creio que ele está dormindo, porque não chamou. Mas não volto pra conferir NEM A PAU.

#mãedecesárea

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hoje fiquei em casa trabalhando, pra poder pegar o otto na escola. ele dormiu quando chegou, acordou agora, me viu e veio dar oi todo feliz “eu gostei muito da mamãe aqui hoje!”

  <3 <3 <3

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hoje o Fer tá fora o dia todo, e eu fui buscar o Otto na escola (normalmente é ele quem vai). aí achei que devia explicar:

eu: “otto, hoje a mamãe que veio te buscar porque o papai tá trabalhando em SP, viu?”
otto: “mas por que ele não pode trabalhar em casa hoje?”
eu: “porque ele precisa ir pra uma reunião!”
otto: “mas por que ele não pode fazer a reunião EM CASA?”
eu: “porque ele precisa encontrar as pessoas assim, cara a cara, entende?”
otto: (não se convenceu)

conclusão: ele é uma criança moderna, que já se acostumou com o esquema de conference call, pai e mãe fazendo reuniões virtuais com frequência. será que estamos diante de uma geração que vai achar DIFERENTE trabalhar fora de casa? quiçá!

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Hoje ele tava uma figura lendo história antes de dormir (mas não sem antes nos infernizar durante o banho, jogando água pra todo lado).

Quando comecei a ler a história do saci (ele AMA o saci, não enjoa), ele pergunta pela milésima vez: “quantas pernas tem o saci?”. “Uma, Otto”. “Mas POR QUE ele tem uma perna só?”

(Surpresa pra nós! Ele até hoje só tinha questionado COMO, nunca POR QUE)

E justo pra essa eu não tenho resposta. “Não sei, Otto! Mas ele parece bem feliz com uma perna só, né?” — “É!”

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A história do Lobisomem (que ele não quis ler ainda) começa com um uivo, “Aaauuuu!”. Ele ficou olhando, e perguntou “o que tá escrito aqui?”. “É um uivo, assim — aaaauuuuuu!”, imitei. Ele riu, achou o máximo. “Mas tem muito U e muito A aqui né, mamãe?” 

Eu até quis explicar sobre onomatopéia, mas achei cedo demais 🙂

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vocês que não têm filhos, acreditem: é EXATAMENTE ASSIM. vocês que têm e já passaram dessa fase — lembram que delícia? (NOT). pra nós, que estamos passando por isso, só muita VODKA, gente, porque olha…

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Otto tem apenas 3a2m e já é melhor que eu em pelo menos uma coisa, vejam vocês:

Molhava as plantas com ele, e sem querer espirrei água demais, molhei o menino também, que reclamou.

Eu: “Ih, Otto, calculei mal! Não queria te molhar, desculpa.”

(Silêncio.)

Eu: “tudo bem, Otto? Desculpa a mamãe?”

Otto: “Desculpo. Mas eu NÃO gostei!”

Ahhhh! <3

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Hoje resolvemos fazer um churrasco aqui só pra nós, o Fer foi buscar picanha e linguiça, eu fui preparar as saladas. Colocamos a mesa com vários tipos de salada, e enquanto o Fer preparava a carne, o Otto pegou seu prato, serviu alface, repolho, beterraba, cenoura, brócolis e chuchu, colocou o molho de coalhada, pegou os talheres, sentou sozinho e começou a comer! 

Quando a picanha ficou pronta ele acabou comendo mais que eu (“quero mais dessa carninha!”), além do pãozinho de alho e linguiça pra acompanhar 

Comeu bem como sempre, mas hoje achei graça do nosso mocinho de 3a2m se servindo, sentando e comendo sozinho, tão independente!

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Eu: “Otto, quer comer uma coisinha antes de ir pra casa?”

Otto: “Ahhhh… Eu gosto de comer uma coisinha, sim!”

Hahhahahhahaha <3

apanhado do facebook: outubro

Vi Lilo & Stitch mil vezes antes do Otto nascer e agora que ele também é fã estou vendo mais mil vezes. E não enjôo. Morro de rir na cena da troca da bomba entre o Stitch e o cientista; choro quando Stitch vai se despedir <3

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e agora tudo que a gente pede pro otto fazer e ele não quer (quase tudo, diga-se), ele responde “não! eu vou FUGIR!” e sai correndo.

fico dividida entre rir muito e chinelar o menino. #bodegaiato

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me incomodei com a tal tabela de mesada compartilhada esses dias no facebook (tem foto no artigo), e deixei passar. nunca tive mesada e não pretendo dar mesada ao Otto. gostei muito do texto, concordo 100%.

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excelente texto (em inglês) sobre obediência, tema que abordei esses dias no blog. concordo muito.

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como é maluco o cérebro das crianças — estou em casa, numa conf call com meus colegas nos USA a tarde toda (em inglês). o Otto está por aqui, andando e prestando atenção ao que estou fazendo, quietinho. há poucos minutos ele foi na pilha de livros e trouxe um livro que “fala” os números em inglês, quando aperta no lugar certo, e está aqui brincando do meu lado  incrível né?

detalhe: ele não faz aula de inglês, nem escola bilíngue, nem ensinamos em casa. o livro foi presente da Léa. ainda não estou convencida dos benefícios ou impactos de ensinar outros idiomas tão pequeno, por enquanto ele só é exposto a outros idiomas como parte da vida social (ou indiretamente graças à minha profissão).

livro sobre o assunto que me indicaram:  “Raising a Bilingual Child”, Barbara Zurer Pearlson

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Ser mãe de moleque que vive no mato é dar banho, enxugar e CATAR CARRAPATO. <o>

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como bem diz o Felipe, é preciso educar nossos filhos sobre os riscos e consequências de vazamento de informação privada na internet. Lamento que ela não tenha sido orientada, ou não tenha percebido o que poderia acontecer.

Já sobre a reação ao vídeo, convido você a pensar qual seria se fosse um homem. Se ele seria xingado, julgado, humilhado.

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74% das meninas acham que têm menos poder que meninos. Sabe quem pode mudar isso? Você, eu. Mudando a forma como tratamos as meninas e os meninos. Pra que em 20, 40 anos as coisas sejam diferentes.

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casas perfeitas, pessoas perfeitas, zero bagunça e nenhum sinal da existência de crianças. pra quê?

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Ontem o Otto parecia belzebu encarnado pela manhã (duvida? Pergunta proAlexandre ou Fernando, que presenciaram). Levantou, foi vestido e deixado na escola à força, berrando.

Hoje acordou, comeu, vestiu e ficou na escola todo feliz.

Alguém explica?

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Sou partidária da rotina rígida para crianças: horário certo pra acordar, comer, dormir. Temos feito assim nestes 3 anos, e acho que ajuda muito. Mas quando a gente abre exceções (e abrimos, porque afinal os desvios são parte do caminho também :D) se lembra porque as regras são tão úteis.

Otto foi o capeta encarnado na sexta e sábado pra dormir. Nível disque-homem-do-saco-litoral-norte. E passou a noite acordando, sonhando (brigando no sonho, reclamando e discutindo), chorando. Acordou ontem e hoje até com olheiras de tanto drama a noite toda.

(Nem conto do estado dos pais, zumbis)

Chegando em casa, mesmo
1h deslocado na rotina, jantou direitinho, tomou banho, escovou os dentes, colocou pijama, deitou e pronto. Sem drama.

Santa rotina, EU TE AMO.

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Mostrei essa foto do perfil pro Otto e perguntei quem era. Ele olhou bem e disse: “VOCÊ!” 

Ou seja, tô igual \o/

As 3 graças

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Pra quando o Otto quiser saber sobre a morte, é simples: we are made of stardust.

Nem céu, nem alma, nem nada disso. Simplesmente nossa matéria volta ao universo, de onde veio.

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(texto do papai)

Otto, 3 anos: “Eu tava tomando banho, tranquilo, quando de repente aconteceu uma coisa muito estranha: acabou a água quente! Não deu tempo de ficar limpinho” (17x)

1. Deu tempo.
2. Com essa pontuação.

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Reunião de pais Waldorf na casa de um deles, num condomínio aqui na cidade. Crianças tocam a campainha para pedir doce. Pai Waldorf leva UVA PASSA pras crianças. Crianças ficam tão surpresas que vão embora sem travessuras (e não pegam as uvas, claro).

😀

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hoje fomos à reunião periódica com a professora da turma do otto, e foi muito legal aprender um pouco como sobre ele se comporta quando não estamos junto. algumas coisas são exatamente iguais — a tendência de observar muito antes de tentar qualquer atividade, preferência por brincadeiras com poucas crianças e sem muito barulho, a tranquilidade e educação ao falar com as pessoas e explicar o que quer e não quer, todo o jeitão analítico bem caraterístico dele.

mas nos surpreendemos com coisas que ele só faz na escola, como por exemplo perguntar se pode levantar da mesa, se pode começar a comer, se pode pegar coisas que não são dele (nunca fez isso em casa, quem me dera!). soubemos que ele gosta de contar histórias para os amiguinhos, mas que conta com suspense, entonação, do início até o fim, perfeitamente, ao ponto de causar espanto. e que uma das brincadeiras que ele mais gosta é cuidar das bonecas e dos amigos menores, com a maior atenção. nunca imaginamos!

a professora fez piada chamando ele de “pequeno imperador”, dizendo que ele sabe muito bem o que quer e o que não quer, e expressa isso verbalmente sem o menor problema. e que DIRIGE os outros, inclusive os adultos, pra fazer as coisas do jeito dele. reconheceu, Keké?

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Otto hoje cedíssimo, logo que amanheceu, ainda dormindo comigo na cama: “de onde vem essa música?”

Eram os pássaros, acordando junto com o sol <3

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Otto está apaixonado pela história “o dente de leite de Ganesha”, presente do Weno e Mawá. Aí tem uma parte que tem os desenhos que ele faz com a presa quebrada, e quando ele viu o ratinho amigo do Ganesha e o desenho do rato (bem estilizado, bem hindu), explicou: “olha, é ele desenhando ele mesmo!”

Achei tão legal ele entender a diferença entre o personagem e o desenho do personagem, e o “self”! É tão bonito ver um ser humano aos poucos construindo suas bases, conceitos simples e ao mesmo tempo tão difíceis de explicar.

Fabricar humanos é louco.

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Desenterrei um baralho que compramos em Creta, e cada carta tem um personagem da mitologia grega. Mas ele foi escolhido pra brincadeira porque é de papel, e mais fácil de fazer castelos. Aliás, como é difícil fazer castelos de cartas, gente! <o>

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A gente não tem pedido prato separado pro Otto, porque: sempre sobra; é caro pra caramba; pratos infantis são ridículos. Aí pedimos entrada e prato pros adultos e dividimos com ele. Mas aí acontece dessas (ele rouba nossa comida).

 

apanhado do facebook: setembro

[setembro] 4 de Setembro foi o dia em que o Otto veio pra casa, depois de longos 8 dias de UTI.

Quase como um segundo aniversário, o dia em que tivemos nosso filho em casa pela primeira vez.

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[setembro] Hoje na escola do Otto o lanche foi tamarindo, a fruta. Ele foi o único que comeu (e repetiu, e tá pedindo mais até agora).

MY BOY! 

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[setembro] Otto hoje viu eu e Fernando pegando chiclete no carro e pediu. Expliquei — “esse é pra gente grande, gatinho!”. E ele: “mas eu SOU grande, mamãe!”

(concordei que ele É grande, mas ainda não é gente grande, coisinha pequena da mamãe)

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[setembro] Hahahahhaha, Otto neste momento na varanda, indignado: “por que que está escurecendo?!”

😀

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[setembro] Otto tomando banho de banheira comigo, chama o pai pra ajudar numa questão:

Otto: “papai, eu quero jogar água nas pessoas; jogar água nas pessoas É LEGAL!”
Fernando: “E quem são ‘as pessoas’ nesse caso?”
Otto: “Essa pessoa aqui –” (e aponta pra mim. Que já deixei bem claro que NÃO quero que me jogue água)
Fernando: “Essa pessoa não quer que jogue água. Você gosta quando jogam água em você?”
Otto: “PARA, papai!”

E encerra a discussão.

Pra quem pensa, mesmo que remotamente, que crianças não entendem as coisas…

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[setembro] O dia nunca começa bem depois de deixar o menino chorando na escola porque não quer ficar.

Além do inconveniente da doença de 10 dias, tem a mudança de rotina, esse problema de dimensões continentais para uma criança de 3 anos.

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[setembro] ontem, no meio de uma DR com o otto, ele fala “EU VOU FUGIR!” e sai correndo pro quintal.

achei que demorava mais, sei lá, uns 3 ou 4 anos pra acontecer isso.

(e eu caí na gargalhada, claro, mãe-orangotanga que sou)

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[setembro] Olha, acreditando ou não em astrologia é divertidíssimo observar e comparar os arquétipos. O Otto é virgem com ascendente em virgem. E é completamente hipocondríaco, AMA um remedinho, está achando o máximo ter um curativão no braço.

Hoje o Fernando levou ele na pediatra pra ver o estrago, e ele enrolou ela pra não tirar o curativo externo (e mais chamativo). Quando finalmente ele cedeu, exigiu que colocasse o curativo de volta (foi pro outro braço), e agora ele é um menino contente, com 2 curativos.

(e a lua em Áries dele garante que sempre terá uns machucadinhos pra mostrar, pra desespero da mãe)

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[setembro] No sábado visitamos a Fernanda e Alexei, e a pequena deles, 1a10m, sentou do lado do Otto na mesa pra almoçar. O Otto deu um chilique por motivo X, e começou a chorar. Ela chegou perto dele, passou a mãozinha na cabeça dele e ofereceu COLO com os bracinhos! 

Viramos todos uma poça de baba e arco-íris.

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[setembro] os germes são nossos amigos 🙂 artigo em inglês.

apanhado do facebook: agosto

o otto tá cada dia mais engraçado, e nessa fase de usar todas as palavras que a gente usa, matando a gente de rir.

essa semana a maria levou ele pra passear em um dos parquinhos do condomínio, e ele queria brincar em um brinquedo que estava sendo consertado. o moço da manutenção explicou pra ele que não dava pra brincar naquela hora, que a tinta estava secando.

alguns minutos depois, ele volta pro moço da manutenção e fala: “você pode VERIFICAR se a tinta já secou?!”

 

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3 anos do meu menininho hoje \o/

Não tem preço a carinha dele hoje cedo, sorrindo e me falando “hoje é meu aniversário, né?”  

Cantamos parabéns, felizes, com 1 cupcake no café da manhã, e hoje na escola dele tem música, coroa e parabéns.

E é meu aniversário como mãe também, papel que ainda não me serve direito, como uma roupa que não estamos acostumados a vestir.

Esse misto de amor, cansaço, felicidade e saco cheio é uma maluquice. Pra quem queria a experiência antropológica da maternidade, acho que o objetivo está 100% cumprido, e de quebra ganhei um amor maior que o mundo e que cresce a cada dia, inexplicavelmente.

 

apanhado do facebook: julho

uso muito o facebook, em especial para compartilhar meu dia a dia com a família e amigos distantes. e percebi que tem muita coisa lá que deveria estar aqui, pro otto ler quando crescer. então segue uma compilação 🙂

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O Otto explicando pros bonequinhos da Wendy e Wallace que “eu vou assistir vocês agora, tá?”  ‪#‎acloseshave‬

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A fase aqui é: não quer colocar fralda; não quer usar o banheiro; não quer que tire a roupa suja. Dá CHILIQUE pra tirar. Super legal, urru.

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As conclusões infantis em relação à língua são divertidas demais de observar. O Otto tende a falar “obrigada”, pois convive com muitas mulheres, é o que ele ouve. Hoje, enquanto explicava pra ele que se diz “obrigado”, no caso dele que é menino, comparei: “o Otto e o papai falam obrigadO, a mamãe fala obrigadA”.

E ele, rindo de mim, corrigiu: “eu e o papai falamos obrigadOS, mamãe!” 

Sabido demais, ele menino 

(E com senso de humor goofy, que é o que me deixa mais cheia de orgulho. Se conseguir ensiná-lo a rir de bobagens e de si mesmo já vai ser a melhor herança que poderia receber)

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Eu gosto de repetição. De música, de comida, de livros, quadrinhos, de filme. Vejo/leio a mesma coisa dezenas de vezes sem enjoar.

Exatamente por isso nunca me assustaram os avisos dos amigos com filhos de “criança adora repetição”. Até que o Otto se interessou por filmes e desenhos, em especial “a close shave”, e as repetições já devem estar na ordem de centena. Como se não bastasse, quando não está vendo, ele quer que eu conte a história do desenho!

Confesso que repetição agora tomou uma nova dimensão 

Alguém aí sabe explicar o porquê dessa obsessão infantil pela repetição das histórias?

(Enquanto isso eu decoro até as falas do filme)

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– Quem é responsável pela conduta dos adolescentes?

“Em alguns lares, a mãe prepara toda a comida, lava todos os pratos, faz todo o serviço de casa, e as crianças não recebem nenhuma tarefa ou responsabilidade. Isso não está certo. 

Espera-se que as crianças executem pequenos afazeres domésticos, dentro de sua capacidade e limitações da idade. Deve-se ensinar a cada uma o senso de responsabilidade e autorrespeito, como um membro da família justo e colaborador.”

*trecho retirado do livro “Só O Amor’, de Sri Daya Mata

Essencial. Sou da opinião que crianças e adolescentes devem ter tarefas em casa compatíveis com a idade e maturidade, sempre.

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Crianças pequenas contando naturalmente são assim: um livro que ele gosta muito tem uma página com uma família de 5 cachorros, colocados na foto em ordem de tamanho (menor > maior).

Ele olha bem, e começa a me explicar: “olha mamãe — mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura-bolo e mata-piolho!”

<3

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da série “criando um CEO involuntariamente”:

otto, 2a9m, acaba de jantar e informa: “tou satisfeito. agora vou pruma reunião e já volto!”

(e quer usar meu computador)

nem waldorf salva, gente <3

 

apanhado do facebook: para não perder (Fev-Mai)

percebi que falo muito sobre o Otto no facebook, coisas engraçadas ou insights sobre maternidade de forma geral que cabem muito bem aqui, então estou compilando mês a mês, e resgatei esses posts para não esquecer 🙂

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[maio] Hoje o Otto deixou a gente tomando café na cozinha e sentou no chão do quarto pra “ler”. Ficou lá sozinho, “lendo”, feito um ser humano e não essas criaturas de outro planeta que são as crianças pequenas.

Não sei explicar direito a emoção de ver uma criaturinha desse tamanho com um livro no colo, “lendo”.

<3 <3 <3

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[may] Otto, 2a8m, aprendendo a se virar: queria diminuir a intensidade do ventilador e não lembrando da palavra, pede pra tia Paula — “desaumenta o vento por favor?” 

Boa sexta!

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[abril] Tenha filhos e se sinta desprezada a partir dos 2 anos de idade da criatura: oFernando viaja pra SP, fica MEIO DIA fora e ele pergunta do pai. Eu saio do país por 4 dias, adivinhem quantas vezes ele perguntou de mim?

(cri-cri)

Ainda bem que não entrei nessa de ser a mãe-necessária-dedicada-100% senão nessa hora ia cortar os pulsos com a faquinha de bolo pullmann.

(Mas que é um moleque ingrato isso é :D)

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[abril] hoje o otto (2a7m) perguntou um POR QUE pela primeira vez  ele já pergunta “o que é” e “como é” faz um tempo, mas “por que” eu não tinha ouvido ainda.

“mamãe, por que o carro da frente tá piscando a luz?”

achei tão lindo que já expliquei todo o código de trânsito pra ele 

  <3 <3 <3

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[fevereiro] Eu compartilho fotos do Otto comendo porque é muito gostoso ver como ele se alimenta com gosto. Ele se diverte e gosta muito de comer. Não tenho “orgulho” dele comer bem e de tudo, porque acho que isso é inato, pelo menos a maior parte.

Mas tenho sim muito orgulho de proporcionar pra ele uma vida com hábitos alimentares bons e divertidos, podendo comer absolutamente tudo, pegar fruta no pé, experimentar temperos, legumes e verduras tiradas da terra. Poder levar uma vida junto à natureza, brincando no mato e na terra é mérito nosso sim, por ter feito essa opção.

Não me arrependo nem por 1 segundo de ter vindo morar no interior. A gente merece uma vida melhor, mais próxima da natureza, e o Otto também.